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Capítulo 58 de 87

Parte 58 de 87

A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro

Havia uma grande silêncio quando ele parou. Somente as vibrações da música  ambiente pairavam sobre nós, ainda nos acariciando saudosa, chamando­nos ao silêncio  até que o cantor tenha sido respondido. Quando nenhum deu um passo à frente, ninguém desafiando esta aventura, o  próprio Cristo desceu e tomou a coroa e colocou­a em sua cabeça, afundando­a até a testa,  já  que é pesada. Sim, meu filho, é pesada sobre Ele hoje, mas está agora começando a  mostrar uma luz sobre ela que não havia até então. Então  levantou­se  e  nos  chamou,  “E  quem  de  vocês  vai  comigo,  meus  companheiros?”  E quando ouvimos Sua voz, nos ajoelhamos todos nós sob Sua Bênção.

Arnel+  Quarta, 26 de fevereiro de 1919. E o que é esta alta aventura da qual você falou, Arnel? Estou  para  lhe  falar  dela,  meu  filho,  e  seja  capaz  de  transcrever,  porque  é  chegado  o  momento  para  aqueles  que  deverão  encontrar  em  seus  corações  alguma  vontade de entender os eventos destes últimos séculos. Você reparará que a concepção deste empreendimento não veio da Torre dos 309 – A VIDA ALÉM DO VÉU  Anjos. Não, ele foi concebido eras atrás, nos Reinos mais altos que estes de que falei até  agora.

Em cada era, no começo, os Mais Elevados, assim são chamados, reúnem­se em  conselho. Os resultados obtidos nas eras passadas são agrupados e dispostos diante deles. Os das mais antigas eras são apresentados em forma tabulada e resumida. Os de eras mais  próximas são apresentados em maiores detalhes. Os das eras recentemente passadas, por  completo.

Estes  são  considerados  quanto  à  sua  propensão  pelos  eventos  acontecidos  naqueles tempos na terra. Então os planetas cognatos são ouvidos, e em seguida ambos,  terra e eles, juntos. Assim o Conselho, reunido e sem pressa, chega a conclusões como se,  quando colocada em forma operativa a próxima idade, estará harmonizada com os atos de  outras Hierarquias que têm em seu encargo a tutela de outros planetas além da terra. Por favor, explique a expressão “planetas cognatos”. Falo dos outros mundos que têm relação mais próxima com a Terra, tanto em  grau de evolução quanto em tendência da mesma evolução; estes planetas que seguiram  com livre  arbítrio  uma  carreira  muito  semelhante  à  da  terra,  e  também  chegaram  a  atingir um grau intelectual e espiritual mais de acordo com o da Terra no presente estágio.

Não são somente os que estão mais próximos da terra em termos de distância espacial,  mas, como digo, no conteúdo intelectual e espiritual. Pode nomeá‐los? Poderia, mas abstenho­me, a menos que seja chamado para expor o óbvio. Vejo  uma frase em sua mente da qual me aproprio para meu serviço: “para tocar para a  galeria”. A maioria é de planetas que não são visíveis a vocês, apesar de estarem no alcance  solar,  que  deve  ser  considerado  na  matéria.

Há  também  alguns  poucos  que  estão  na  fronteira  deste  sistema  mas  obedecem à atração de outra estrela, e contudo são mais  cognatos à Terra. E dois há quenão estão no alcance do Solar. Sistema Solar? Sistema  Solar,  sim  –  não  somente  nele  apenas  materialmente  em  substância,  porém também naqueles que sua ciência do presente não detectou, mas fará um dia. Mas  isso é profecia, com a qual nada temos a fazer aqui.

Portanto estes dados estando bem  selecionados, diria eu, a carta para a próxima viagem da terra é determinada, comandos  emitidos e lá vai a nave, livre das regiões mais rudes, proa apontada para o mar aberto. Que posição o Cristo ocupa nestes Conselhos? Este  Conselho,  no  singular  você  deveria  dizer;  somente  um  Conselho,  com  encontros de era em era. O pessoal do Conselho não é estático em absoluto, apesar de que  muda, mas pouco no período de eras, de tão altos que são estes Senhores Criadores. Deles, o  Cristo é o Presidente.

Rei? Não escreveria isso, não. Rei dos Céus inferiores àquele Céu no qual toma lugar  este  Conselho;  daquele  Conselho,  Presidente. Isto  é  delegado  ao  meu  conhecimento  somente, não pelo que tenha atingido empiricamente, mas do que veio a mim e a meus  companheiros desta Esfera por transição através das esferas que se estendem acima de  nós. Vê agora?

Ou devo continuar ainda? Obrigado, senhor, penso que vejo o quis dizer, tão bem quanto me seja possível. Bem.Bom que diga assim. Agrada­me. Porque nem eu nem os dos reinos acima de  mim de forma alguma somos capazes de entender, apenas fazemos uma ideia do que são  aqueles altos Conselhos.

Desse jeito repassei para você, e contente­se com isto. Está bom. 310 – Reverendo G. VALE OWEN  Agora deixe­me prosseguir. Você vê agora que Ele, Que é Presidente do Conselho,  o filho eleito de Deus, é Ele Que dá a arrancada adiante para ver a aventura. Isto é, aos  olhos daqueles que trabalham comigo, como deveria ser: que Ele que têm em Seus ombros  a responsabilidade da decisão faz­se audaz para pôr em prática e assistir ao fim.

Isto fez o  Cristo. Hoje Ele está em seu meio com esta atual Missão apenas cumprida até a metade,  tendo  tocado  a  terra  e  voltado  para  cima,  em  marcha  para  casa. Não  divague  sobre  minhas palavras. Estou quase dando­lhe deste tema mais detalhes. Isto foi uma flechada no  touro.

Deixaremos assim. Servirá como marca para que atinjamos nossa meta, a menos  que nos percamos nos muitos meandros de nossa estrada. Estes têm seu interesse, e não  deixam de ter instrução e muita beleza também. Mas o que nos concerne não é isso. Quer  dizer­lhe da campanha naquilo que se refere à Terra.

Deixamos o efeito dela nos outros  mundos de lado e falemos apenas da Terra, pelo menos no que é principal. Exceto isto  somente. Você  esteve  curioso  por saber  de  outros  planetas. Agora  mencionarei  Marte. Muitos pensamentos foram dirigidos anos atrás para aquele solitário planeta que tornou­  se o primeiro lugar em interesse daqueles que não são da ciência, mas simples cidadãos.

Não é assim, meu filho? Sim, penso que não está longe disso. A razão é reflexo. As pessoas de Marte começaram isto. Eles enviaram uma ampla  carga de ondas de pensamentos em sua direção e vocês responderam – não, mais que isso.

A razão desta intercomunhão é encontrado no parentesco entre a população da Terra e de  Marte. Alguns  de  seus  astrônomos  falam  deles  tão  familiarmente  que  os  chamam  de  marcianos. Isto os divertiria, como também nos dá um gostoso arrepio de alegria. Bem,  aqueles  que  conhecem  bem  os  marcianos  dizem  que  estão  bastante  à  sua  frente  em  desenvolvimento intelectual. Não é assim, meu filho?

Sim, é bem certo. Eles realmente dizem isso. Estão errados. A população de Marte está, em algumas coisas, na frente de vocês  da terra. Em outras coisas, não poucas, mais atrasados que vocês.

Estive lá. Sei disso. Mas  nestas coisas vocês, com o tempo, deverão alcançá­los normalmente por sua ciência, e  então eles serão de vocês, e vocês estarão mais justamente orgulhosos de conhecê­los. É por  causa disto que frequentemente a gente se abstêm e temos restrições em nossas línguas  para conversação. É por isso que faço isso agora.

Você diz que esteve em Marte? Tanto  quanto  os  de  Marte  têm  estado  conosco  e  na  Terra. Veja,  meu  filho,  fazemos  estas  coisas  aqui  com  muita  eficiência. Eu  sou  um  dos  que  estão  engajados  naquele exército do Cristo na Torre. Outros exércitos têm sido formados, e outros ainda  serão  acrescentados  mais  tarde.

Não  é  apenas  um  de  todas  as  miríades  que  é  mais  cuidadosamente escolado para uma única tarefa proposta. Vocês  treinam  seus  exércitos  da  mesma  maneira. Alguns  têm  deveres  neste  campo, outros naquele. Estava na hora de pôr em prática de minha parte aquilo que  deveria saber do estado e do progresso de populações outras que não a minha da Terra. Para este fim de uma Universidade a outra, como dizem vocês.

Uma destas Universidades  era o Templo do Monte Sagrado, uma na Torre e os Cinco Domos, e outra em Marte. Qual era seu trabalho em especial, posso perguntar, Arnel? Você fala no passado quando pergunta qual “era”. Minha tarefa está no Presente. Estou nisto esta noite aqui com você, meu filho, e agradecendo a você pela sua boa ajuda  neste avanço.

Arnel+ 311 – A VIDA ALÉM DO VÉU  Quinta, 27 de fevereiro de 1919. Os eventos que acabou de relatar ocorreram na Esfera Onze, pelo que entendi. É assim mesmo, Arnel? É assim mesmo, meu filho, de acordo com a enumeração das Esferas que meu  Senhor Zabdiel deu a você. Vejo o todo de sua pergunta: vejo que está mal formada em sua  cabeça.

Tratarei disto agora e clareará sua mente e, então, minha narrativa. Já lhe disse que a concepção deste empreendimento tem sua gênese não na Esfera  Onze, mas em Reinos muito mais elevados. Você leu da Esfera Crística. É uma entidade real,  mas entendida por alguns de uma maneira, e de outra forma por outros. As esferas são  constituídas para conter e limitar, e não para serem passíveis de tabulação rígida pelo seu  hábito  filosófico  de  pensar.

Se  nós  ou  outros  falarmos  deles,  deveremos  dividi­los  e  classificá­los, entretanto; e isto é feito para nosso melhor entendimento. Mas o método de  classificação  é  de  aceitação  universal. Não  há  dogmas  entre  nós. Entretanto  se  você  pesquisa  sob  uma  fraseologia  exterior  encontrará  certa  concordância  entre  os  que  transmitiram suas mensagens. Alguns dizem quehá sete esferas e a Sétima é a do Cristo.

Bem, que seja. Zabdiel e  eu falamos das esferas acima da Décima Primeira. Agora, como nós as demarcamos, a do  Cristo seria dois setes e uma. Desta forma: Duas destas esferas nossas fazem uma daquelas,  quando se fala em sete somente. Mas parece­me que estes deveriam dizer, não que a Sétima  é a esfera que contém o Cristo, mas que a mais conhecida daquelas que o Cristo contém.

Em nossa enumeração a Esfera Quatorze–ou duplo Sete–éa mais alta Esfera da  qual nós da Esfera Onze temos real conhecimento. Não somos ainda capazes de assimilar  instruções do que se passa nestas Esferas superiores à Décima Quarta. Por isso dizemos  que,  apesar  de  que  sabemos  que  o Cristo  é  onipresente  naquela  Esfera,  deve  haver  a  necessidade de que Ele pessoalmente seja de uma esfera, pelo menos uma, além. Porque  não há pedacinho de toda a circunferência daquela esfera onde Ele não seja encontrado  em Presença. Se Ele, então, contém aquela Esfera no total em Si Mesmo, Ele mesmo deve  também  ser  produto  do  além.

Assim  os  dois  Setes  mais  Um. Isto  é  o  máximo  que  conseguimos alcançar em nossos raciocínios sobre a instrução que temos recebido. Então  dizemos que, ao se considerar isto, a esfera do Cristo é a esfera Quinze que inclui em si  mesma as quatorze anteriores. Tudo isso dizemos, mesmo assim restringindo da definição  da Esfera Quinze tanto em sua fronteira quanto em suas condições, porque delas nada  sabemos. Mas onde quer que seja a sua fronteira delimitada, é da Esfera Quinze que são  dados aquelepoder e a autoridade para aqueles que governam nas esferas abaixo.

Este é o  limite de nossa imaginação; além disso é para nós o grande Desconhecido. Sou capaz,  entretanto, de dizer­lhe uma coisa a mais e não interrompendo minha precaução – devo  estar sempre me resguardando de lhe dar suposições à guisa de conhecimento. É assim. Aquele Conselho dos Altos Poderes do qual lhe falei é o mesmo que se  reúne para deliberações de era em era. Seus decretos são registrados às vezes nos registros  terrenos, quando a revelação é feita por eles a quem seja capaz de recebê­los.

Assim este Conselho se reuniu quando o Cosmos material foi concebido. Arnel+  Sexta, 28 de fevereiro de 1919. Ele se reuniu novamente quando o homem chegou e atravessou a câmara do  longo sono e do lento despertar para o amanhecer brilhante da atividade suscetível e, pela  primeira vez, vislumbrou os reinos das futuras conquistas para ver o que faria. Este, ou  algum  Conselho  delegado  d’Estes  talvez,  notou  a  passagem  da  Atlântida  e,  nas  eras 312 – Reverendo G. VALE OWEN  posteriores, estes tempos de tensão quando algum novo elemento da grandeza potencial do  homem trabalhou em sua luta pela autoafirmação na contabilidade do progresso futuro  da raça.

O recente ímpeto que foi dado às suas ciências dos fenômenos veio do mesmo reino  distante. Os homens pensaram que esta fase coroava a sabedoria das eras antes deles. Mas  não é encontrada uma finalidade neste ordenamento do que é material, e o progresso real  ainda continua em seu caminho. Pois não é aqui a Cidade da Coroação, mas longe, nas  alturas além. Vocês apenas acabaram de transitar pelo vale e ajuntaram os seixos das  correntes por onde passaram.

Trazem­nos novamente para a visita ao lapidador. Isto será  um dia, e ele polirá aquelas pedrinhas até ficarem brilhantes e lindas para a coroa real. Mas ele não reside no vale, nem entre as escarpas onde está seu caminho agora, mas  acima, entre os altos planos onde a luz atinge em cheio e aquece. Aqui é o Pórtico do  Palácio Real onde habita o Rei e Sua Corte, mas Ele está em ação no serviço ativo no  caminho abaixo, ali embaixo, com Suas miríades onde Ele mais uma vez anda invisível pela  terra, e em sua trilha marchamos, nós os que falamos a você e fazemos o trabalho que nos  foi dado para ser feito. Eu entendo você corretamente, Arnel, quando diz que o Cristo está atualmente  no plano da terra e que você e muitos outros recebem ordens d’Ele?

De  quem  mais  receberíamos? Perceba,  você,  meu  filho,  as  marcantes  forças  trabalhando,  e  julgue  tudo  de  forma  justa. Sua  ciência,  intoxicada  por  sua  própria  exalação, acaba de dar mais um salto e tornou etéreos os materiais – isto contra estes  mesmos preceitos que apareceram. Sinais e maravilhas de diversos tipos são contados, e o  que  antes  era  um  sussurro,  agora  dá  espaço  às  exclamações. Olhe  em  torno  e  verá,  refletidas nas águas sobre a terra, as faces sorridentes de nossas miríades, todos a trabalho  e  sempre ocupados.

Estamos silenciosos, mas vocês nos escutam; somos invisíveis, mas  nossos dedos fazem ondular cada onda. Os homens dizem que não nos sentem, mas mesmo  assim nossa presença os envolve e ficamos felizes de estarmos cutucando com os seus dedos  em cada torta que fazem. Nós não roubamos suas ameixas, não, mas a torta é mais doce  por nossa contribuição. Um funileiro deixou sua vasilha de estanho sobre o assento onde havia comido  sua refeição da noite, lá fora na varanda de sua cabana, e foi para a cama, esquecendo­a  ali. O velho gato, na escuridão, veio e encontrou a comida que ele deixara e comeu.

E usou  como cama a vasilha onde havia achado tamanha iguaria. Mas ela estava estranhamente  dura e muitas vezes virou e virou para fazer daquilo um lugar mais de acordo para dormir. Mas nada mais fez que polir aquela tigela com seu pelo macio até que brilhasse como  nunca. Ao amanhecer, o funileiro saiu e sob a luz do sol o instrumento brilhou como um  prato de ouro. “Agora”, disse o funileiro, “aqui há acontecimentos estranhos.

A carne se foi,  mas  o  instrumento  ficou  para  mim. Aquela  carne  indo  embora  diz  ‘Ladrão’,  mas  o  instrumento fica e, polido brilhantemente, grita ‘Bom amigo’. Mas, sendo um homem de  mente racional, pareceu­lhe que a solução do fato estava assim colocada: Eu mesmo comi a  carne, e enquanto bebi minha caneca de cerveja eu, meditando nas estrelas e em outros  altos temas, poli usando a minha jaqueta, ajuntando os fios das nuvens, como um homem  de  cabeça  faria. E  aqui  vem  o  gato  para  verificar. Veja  você,  gato,  não  é  isto  um  instrumento brilhante, e não fui eu, seu mestre, que o poli?

Ou, se for de sua sabedoria  felina, diga­me quem?” E o gato respondeu, “Eeuu”, reprimindo o término de seu “miaau”,  sendo  um  gato  cauteloso. Pois  no  instrumento  já  havia  visto  seu  rosto  refletido. E  o  funileiro disse, “Pobre besta muda. Bom, é bom que seu mestre tenha sabedoria e voz para  falar”. Então pegou seu instrumento e, com orgulho, colocou­o sobre o canapé para que  sua esposa o visse.

Mas ela olhou para fora da janela, e somente disse, “O gato se pôs a  dormir. Sábio gato; sempre foi”. 313 – A VIDA ALÉM DO VÉU  E suponho, nesta sua parábola, Arnel, que você seja o gato. Apenas um fio do cabelo do gato, meu filho, mas apenas um cabelo eu sou, nada  mais. Arnel+  Segunda, 3 de março de 1919. Nosso primeiro tema a tratar, depois do estágio onde fui chamado a tomar parte  do empreendimento, era o da clarificação destas esferas inferiores.

Todos eles estiveram  em contato com a terra recentemente, e foi dado de sua orientação em épocas anteriores. O  inverso  é  também  fato,  isto  é,  que  receberam  em  sua  composição  a  contribuição  conforme a terra fez de geração em geração. Isto necessariamente, porque as esferas são  recrutadas da terra, e estes mais próximos à terra mais imediatamente. Conforme as pessoas chegam pelo porto da morte são, como sabe, recolhidos pela  mão e ajudados a clarear as visões da vida. Velhos erros são lentamente purgados, uma  nova luz é gradualmente aceita e assimilada.

Mas tenha sempre em mente que não há leis  rígidas  conduzindo  a  vida,  nem  na  terra,  nem  nos  céus. O  livre  arbítrio  é  sagrado  e  operante, contínua e universalmente. Foi em consequência deste elemento, este supremo  fator, por sua presença nas esferas, que aconteceu, no processo de purificação destes que  chegam, que eles também receberam em si mesmos certo grau de falha. A maioria dos  erros  assim  trazidos  tem  sofrido  um  processo  de  transmutação  para  elementos  beneficentes e bons; mas não totalmente. Este mesmo livre arbítrio, tão fugaz em lógica e  em todos os vínculos em qualquer caso, tem permitido que enganosas partículas erráticas  misturem­se na vida destas esferas e permaneçam suspensas em suas atmosferas.

Este  elemento acumulou­se. Não atingiu nenhuma proporção séria e, no curso ordinário das  coisas,  teria sido  deixado  para  o desenvolvimento  das  futuras  épocas. Mas  neste  exato  momento não era bom fazê­lo. Por esta razão:  A tendência do desenvolvimento humano tem sido para baixo e para cima, para  frente e para dentro da matéria. Foi pelo propósito de Deus, a saber, que Ele Se manifesta  em detalhes de forma, fenomenalmente.

Porque esta maneira foi estabelecida nos baixios,  os elementos de erro aumentaram em maior medida que o recebimento dos espíritos que  foram  despejados da  terra  era  capaz  de absorver,  assimilar e  transmutar. Foi,  então,  necessário que em nosso caminho para a terra clarificássemos estas esferas. E isto fizemos  como preparatório para nossas operações mais intensificadas na própria terra. Por que “mais intensificadas”? A terra é sempre operada destes reinos.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.