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Capítulo 33 de 87

Parte 33 de 87

A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro

Então o Filho do Homem levantou o cálice, e a corrente parou de fluir. E a rocha  tornou­se visível mais uma vez, onde antes havia estado escondida pelo rio de luz. Nesta  hora o campo gramado sob a multidão também começou a ser visto, e finalmente o mar de  cores desapareceu e nós ficamos na planície como dantes. Somente ali permaneciam aqueles que tinham sido envolvidos. Eles não mais 178 – Reverendo G.

VALE OWEN  estavam envolvidos. Mas haviam mudado para sempre, não mais seriam como dantes. Seus  semblantes tomaram uma aparência mais etérea, seus corpos também, e sua roupa era de  um matiz mais brilhante que a de seus companheiros, e de outra cor. E também as onze  estrelas ficaram para coroá­los com sua luz. Somente o pilar irradiante não estava mais  sobre eles para envolvê­los.

Agora outro homem veio do Templo para o Monte Sagrado, e gritou, com uma  voz muito forte e de grande doçura, que aqueles que tinham as estrelas deveriam sair da  multidão e ficar diante do Monte da Bênção. Assim eles fizeram, e eu entre eles – porque eu  era um dos que foram chamados – e ficamos diante do pé do Monte, e diante d’Ele Que  ficou em cima, diante do Templo. Enquanto nós estávamos ali, Ele falou conosco em sua sabedoria, “Vocês fizeram  bem feito, meus filhos muito amados, aquilo de compromisso que lhes foi dado em mãos  para  cumprirem. Não  serviram  perfeitamente  ao  Pai  e  a  Mim;  mas  o  quanto  foram  capazes, assim fizeram seu trabalho. Não pedirei nada mais do que o que já fazem quando  estiverem desta forma na esfera mais alta de serviço para a qual os chamo agora.

Subam a  Mim, portanto, Meus queridos, e mostrar­lhes­ei o caminho para o lugar mais alto onde  suas casas já os esperam a todos, e muitos amigos para saudá­los, a quem encontrarão lá. Subam até Mim”. Então vimos que diante de nós subiu uma ampla escadaria cuja base estava na  planície bem diante de nós e o topo a Seus pés, longe, acima, sobre o topo da Montanha. Então todos nós subimos aquela longa série de degraus, e nós éramos muitos milhares. Mas  quando estávamos bem sobre a planície e eu me virei para acenar num amoroso aceno  para meu grupo de companheiros que ficou olhando para nós entre a multidão abaixo,  pareceu que o número de pessoas permaneceu o mesmo que veio até aqui para o encontro.

Tão grande era aquelaassembleia... Quando  estávamos  todos  sobre  a  plataforma  diante  do  Templo,  Ele  falou  palavras  de  carinho  e  bênção  àqueles  remanescentes  na  planície. Se  algum  ficou  penalizado porque não foi chamado também a vir conosco, nenhum traço ficou em suas  faces quando olhei para eles. Na Presença de seu Senhor Salvador, nenhum poderia ficar  assim, mas somente regozijar­se em Seu grande Amor e a bênção de Sua Presença. Então, sobre a escadaria certos anjos desceram ao lugar onde agora estávamos e  ficaram  nos  degraus  do  topo  até  a  metade  do  caminho,  e  em  torno.

Eles,  estando  agrupados, elevaram um hino de Agradecimento a Deus, louvando a Deus nos Altos Céus de  Sua Glória. Na planície, a multidão respondeu alternando­se com aqueles da escadaria. Assim cantaram e deram o final. Os cantores do coro mais uma vez subiram e ficaram conosco acima. A escadaria  agora desaparecera – como, eu não sei.

Não era mais vista ali. Ele levantou Suas mãos e  abençoou­os; e eles se mantiveram em silêncio contritos. Então Ele Se virou e foi para o  Templo,e nós O seguimos.  * * *  O ADEUS DE ZABDIEL  E agora, meu amigo e irmão e meu tutelado, eu não digo adeus na partida, pois  estou sempre com você para ajudá­lo, ouvir e responder. Conte comigo sempre por perto,  apesar  de  que  Meu  lar  é  distante,  como  os  homens  considerariam  o  longe  e  o  perto,  entretanto da maneira com que sabemos lidar, estou sempre próximo de você, em contato  com você, naquilo que você pensa, e naquilo que você deseja, e naquilo que você faz. Porque  nestes  fatos  eu  tenho,  de  vez  em  quando,  que  prestar  contas  de  seu  comportamento.

Portanto, se tenho sido parte sua como amigo e ajudante, lembre­se de mim assim; que eu 179 – A VIDA ALÉM DO VÉU  possa em minhas considerações ter alegria por você; da mesma forma você, tendo fé, terá  alegria de si mesmo. Lembre­se dos Anjos das Sete Igrejas, e esteja em bom contato comigo,  meu tutelado. Lembre­se, ainda mais, que um dia você também, conforme eu sei, terá um  encarregado a manter, e liderar, e observar e ajudar, e responder por sua vida e de que  forma ele a usa. E agora minhas bênçãos. Pode ser que encontre meios e permissão para falar  com você novamente, como fiz nestas mensagens.

Pode ser desta forma, ou pode ser em  modos mais amplos ainda que este. Mas, aconteça o que acontecer, seja forte e paciente e  de uma simplicidadesuave, com humildade, e esteja em oração. Deus o abençoe, meu querido tutelado. Não queria terminar tudo isto... Mas assim  deve ser.

Lembre­se, estou sempre próximo a você, em Nome e a Serviço do Mestre. Amém. +  Zabdiel 180 – Reverendo G. VALE OWEN LIVRO I O MINISTÉRIO DO CÉU 181 – A VIDA ALÉM DO VÉU I O MINISTÉRIO ANGÉLICO PARA A TERRA  Sábado, 8 de setembro de 1917. Estou falando através de sua mente, portanto transcreva os pensamentos que eu  for capaz de sugestionar a você, e julgue pelo resultado. Além disso, podemos escrever  diretamente, sem que meus pensamentos entrem em contato com os seus próprios.

Deixe­  nos então começar por dizer que apesar de que muitos iniciam escrever assim, não são  muitos os que continuam, porque seus próprios pensamentos colidem com os nossos, e o  resultado é uma mescla de confusão. Agora, o que me diria se eu lhe dissesse que já escrevi  antes por sua mão, e isto muitas vezes? Pois fui eu que vim com sua mãe e os amigos dela, e  os ajudei a passar­lhe aquelas mensagens que você transcreveu há alguns anos atrás e, ao  fazer isto, eu também me preparei para um trabalho futuro deste tipo com outras pessoas. Portanto, deixe­nos começar esta noite muito simplesmente, e você e eu progrediremos  juntos pela prática. Você percebeu a verdade nas palavras “Todas as coisas trabalham juntas pelo  bem para aqueles que amam a Deus”?

É uma verdade de que poucas pessoas percebem  seu significado total, porque têm apenas uma visão limitada. “Todas as coisas” incluem não  só as terrenas, mas as coisas dos reinos espirituais também, e a finalidade de “todas as  coisas” não é vista por nós, mas é produzida nos planos mais altos que o nosso e é focada  no Grande Trono do Próprio Deus. Mas o trabalho é visto, verdadeiramente em pequena  escala, mas apesar de tudo amplamente. A frase inclui os anjos esuas tarefas à medida que  eles se desincumbem delas, tanto aqui quanto no plano da terra e, apesar do cumprimento  destes comandos que vêm a eles vindos dos Superiores que supervisionam a seara de Deus  parecerem sempre colidir com as ideias humanas de justiça e misericórdia e bondade,  mesmo assim a visão mais ampla destes que estão acima, mais perto do pico da montanha,  é justa e serena na luz do amor de Deus, e parece a eles, conforme parece a nós em menor  escala, muito bonito e maravilhoso em seu trabalho. Neste  momento  os  corações  dos  homens  estão  fazendo­os  falhar  por  medo,  porque parece a muitos deles que, de alguma forma, as coisas não estão andando da forma  como Deus quereria.

Mas quando se está no vale, a névoa é tão densa e espessa que é difícil  tervisão ampla, sendo escasso o sol que pode penetrar em suas regiões. Esta  Grande  Guerra  é,  nos  eternos  conselhos,  nada  mais  que  um  ronco  na  respiração  de  um  gigante  adormecido,  sem  descanso,  porque  sobre  seu  cérebro  entorpecido estão sendo impingidos raios de luz que seus olhos não podem ver, e uma  música que ele não pode ouvir está sendo enviada sobre ele, e ele suspira num intervalo de  repouso,  enquanto  está  deitado  no  vale  –  o  Vale  da  Decisão,  se  quer  assim. Somente  gradualmente  acordará,  e  as  brumas  vão  se  espalhar,  e,  findo  o  massacre  –  forjado  insanamente enquanto ele dormia – ele terá tempo livre então para pensar e espantar­se 182 – Reverendo G. VALE OWEN  com a noite  passada  em  todo  o  frenesi,  não  menor  que  toda  a  beleza  de  um  mundo  inundado com a luz vinda do pico da montanha, e ele finalmente entenderá sem dúvida que  todas as coisas trabalham realmente no amor, e que nosso Deus é ainda nosso Pai e Seu  Nome tem sido Amor sempre, mesmo quando Sua Face esteve escondida pelas brumas  emergentes, ventos frios e o miasma que esteve cobrindo como um manto mortuário sobre  o fundo do vale. Era um manto para cobrir tudo o que era de morte no mundo, e para fora  da morte vem a vida, e a vida é toda maravilhosa porque o Recurso e a Fonte de toda a  vida é Ele, Que é toda a beleza.

Então, lembre­se que os caminhos de Deus não são sempre os caminhos que o  homem desenharia, pois Ele e Seus pensamentos não são circunscritos pelas colinas em  torno, mas vêm dos Reinos de Luz e Alegria; e ali está nosso modo de ser. Isto, então, por  esta noite. É um pequeno raio de claridade nos caminhos da atual escuridão para muitas  almas errantes. Possa Deus manter aquele gigante em Seu aconchego, e em tempo certo dar a ele  o  coração  de  uma  criancinha,  porque  deles  é  o  Reino  de  nosso  Senhor. E  o  gigante,  dormindo, cego, surdo e sem descanso, é a Humanidade que Ele veio salvar.

Kathleen. Terça, 6 de novembro de 1917. “Plantada no lado das águas”. Estas são as palavras que, se você pensar nelas,  parecem ter um duplo sentido. Há, claro, um significado mais manifesto de planta ou  árvore sugando sua fertilidade do rio ou de um canal próximo de onde está plantada.

Mas  nós nestes reinos entendemos o quanto todas as verdades terrenas têm um significado  espiritual, um significado que é tão natural nestas esferas celestes quanto o que contêm  exteriormente as verdades para vocês na terra. Se o escritor destas palavras tinha algum  conhecimento destas condições celestes nas quais sua frase é aplicável, eu não sei. Mas  parece  semelhante  pelo  menos ao  que seu  Anjo  de  Guarda quis  dizer,  que  continham  alguma coisa a mais que o significado terrestre daquelas palavras, para aqueles que têm  ouvidos de ouvir. Eu vou ampliar para o meu também limitado conhecimento, ajudada por  aqueles que têm mais sabedoria nas ciências celestes que eu. O lado da água que eu tenho em mente não é um rio, entretanto, mas um lago  muito amplo que no plano terrestre seria chamado de mar interior, tão largo que forma  uma fronteira separando duas áreas grandes de um país na Esfera Seis.

A correnteza é  variada, sendo em alguns lugares pedregosa, encachoeirada mesmo, e em outros desce com  as margens das águas em gramados e parques. Eu não tenho em mente algumas árvores,  mas uma floresta inteira de árvores acompanhando as ondas azuis­douradas do mar e  varrendo as colinas e as terras mais altas, bordejando o precipício com sua folhagem  verdejante. Perto do lado do lago há um bosque, e no bosque uma mansão. É o local de  repouso para os viajantes que atravessam o lago e chegam aqui, alguns muito cansados  pela sua longa jornada sobre terras e mar, para este porto de descanso. Alguns são recém­  chegados à Esfera Seis, e descansam aqui para condicionarem­se e aclimatizarem­se ao seu  novo ambiente antes de penetrarem para o interior, para explorarem sua nova moradia.

Outros são residentes nesta Esfera que foram ao outro lado do mar em alguma missão nas  esferas inferiores, alguns simplesmente transeuntes por aqui indo à frente, como agora fiz,  para baixo, a caminho da esfera terrestre. Retornando, frequentemente mas não sempre,  descansam aqui, ajuntando forças antes de continuar, para reportarem ao Anjo Senhor ou  um de Seus comissionados o que aconteceu em sua incumbência. Outros simplesmente  retornam aqui e recuperam­se e, sendo seus assuntos de emergência, não vão ao interior, 183 – A VIDA ALÉM DO VÉU  mas mergulham sob o lago e desaparecem no horizonte menos brilhante em direção à  esfera  onde  sua  tarefa  foi  deixada  incompleta. Ocasionalmente,  e  sem  dúvida  não  raramente, um visitante de uma das mais altas Esferas passando em seu caminho, ou da  terra ou alguma região intermediária, passará um tempinho aqui no Bosque de Repouso, e  alegrará os hóspedes com o brilho de sua personalidade. Sim, meu querido amigo, nós  sabemos aqui o que é entrar em  repouso – é um dos prazeres mais agradáveis, este  repouso,  depois  de  algum  empreendimento  de  alto  risco  em  prol  daqueles  que  estão  necessitados de tal ajuda.

E ali plantado, exatamente onde deveria estar, ao lado das  águas,  está  aconchegada  a  Casa  do  bosque,  onde  frutificam  as  muitas  semeaduras  longínquas, trazidas para lá das distantes esferas trevosas, consideradas, e colocadas em  ordem  para a apresentação ao Anjo Senhor. A muitos é um troféu, também eles trazidos  para o Senhor do Amor pelos infortúnios sofridos ou recebidos, duros e fortes; são trazidos  aqui para se recomporem e serem cuidadosamente amparados, troféus vivos pelos quais  Cristo lutou e, lutando valentemente, venceu. Você cansou, meu amigo. Mais prática vai tornar­me mais hábil em usar sua mão  com  menos  tensão  e  mais  facilidade. Deixe­me  que  lhe  diga,  aceite  meu  amor  e  agradecimentos e boa noite.

Quinta, 8 de novembro de 1917. E  agora,  querido  amigo  e  companheiro  peregrino,  vamos  à  uma  jornada  ao  interior, partindo da Casa de Repouso, e veremos as oportunidades pelo caminho daqueles  que assim caminham. Somos ambos peregrinos, eu e você, e estamos na mesma estrada  para o mesmo brilho, ainda além, e distante, sobre as montanhas que fazem fronteira desta  esfera e a próxima à frente. Nós deixamos o solo e os jardins da Casa para trás e tomamos rumo descendo por  uma longa colunata de árvores que levam ao campo aberto; conforme andamos vamos  percebendo que o caminho não é reto, mas segue a linha do vale ao lado do rio que vai em  seu caminho ao mar. Deixe­me agora, antes de continuar, explicar algumas das qualidades  das águas deste rio.

Você  já  leu  sobre  a  Água  da  Vida. Esta  frase  literalmente  incorpora  uma  verdade,  porque  as  águas  das  esferas  têm  propriedades  que  não  são  encontradas  nas  águas da terra, e propriedades diferentes são encontradas em diferentes águas. As águas  de um rio, ou fonte, ou lago, são sempre tratadas por Espíritos elevados e dotadas com  virtudes de fortalecimento ou iluminação do espírito. Algumas vezes as pessoas banham­se  nelas e adquirem força corporal pelas vibrações vitais que foram colocadas na água pelo  exercício de algum grupo de anjos­ministros. Eu sei de uma fonte situada no topo de uma  alta torre que emana uma série de coros musicais de harmonia profunda quando ela é  posta a tocar.

Isto é usado no lugar dos sinos, para chamar as pessoas das proximidades  quando alguma cerimônia está para começar. Ainda mais, seus jatos de água dispersam­se  sobre um amplo raio, e são vistos a cair em jardins e nas casas espalhadas na planície, em  forma de flocos de luz de diferentes cores. Estes flocos são constituídos para trazerem para  aqueles  nos  quais,  ou  em  torno  dos  quais,  caem  um  sentido  de  natureza  geral  e  um  propósito de união a ser mantida, uma espécie de brilho que esparge sobre todos os seres e  traz um senso de companheirismo e um amor comunitário que faz o receptor mais ansioso  por estar junto aos outros. Também por este processo é espalhado pelo distrito um aviso do  tempo e local do encontro, e frequentemente, também, a notícia de algum Anjo Visitante  que conduzirá a assembleia ou atuará em alguma questão como representante do Senhor  desta Esfera. A principal propriedade das águas deste rio, cujas margens agora seguimos, é a 184 – Reverendo G.

VALE OWEN  paz. De uma forma muito além do entendimento terreno, todas as qualidades de suas  águas infundem paz naquele que passeia ao seu lado. Suas variadas cores e matizes, o  murmúrio  de  sua  correnteza,  as  plantas  às  quais  ele  confere  fertilidade,  o  tipo  e  a  aparência de suas rochas e ribanceiras – tudo, numa larga medida, traz paz à alma que  dela precisa. E há muitos que necessitam daquela paz dentre aqueles que retornam das  esferas inferiores através do grande lago, pois é uma vida extenuante a que temos às vezes,  meu amigo, e de forma alguma a mortalmente monótona existência que muitos da terra  imaginam. Então, por isso, há vezes que é necessário largar a carga por instantes, e para  nossas futuras operações retomar aquela calma e forte quietude de espírito tão necessária  para levarmos à frente adequadamente nosso trabalho designado.

Você  deve  também  entender  que  há  aqui,  permeando  em  tudo,  uma  personalidade. Toda floresta, cada bosque, cada árvore, lago, correnteza, prado, flor, casa,  tem uma personalidade impregnada. Não é por si só uma pessoa, mas sua existência e  todos seus atributos e qualidades são consequência da volição contínua e sustentada de  seres vivos, e sua personalidade é sentida por todos que entram em contato com cada um e  qualquer um deles, e isto no grau intrínseco à sua sensibilidade, na direção particular da  personalidade  residente. Alguns,  por  exemplo,  são  mais  sensitivos  àqueles  seres  cuja  atividade  reside  nas  árvores;  outros  naqueles  do  rio. Mas  todos  parecem  sentir  as  qualidades  de  um  prédio,  especialmente  quando  entram  nele,  pois  são  erigidos  por  espíritos  mais  próximos  de  suas  qualidades  e  grau,  enquanto  que  a  maioria  dos  que  chamamos espíritos da natureza são de um modo e um estado de existência e de função  muito mais remota.

Agora, o que se obtém nestes Reinos é usualmente encontrado verdadeiramente  em sua esfera da terra também, somente num grau menor de intensidade do que é sentido  pelos indivíduos comuns, consequência de sua profunda imersão na matéria neste atual  estágio de evolução. É somente menos aparente, não é menos verdadeiro. Faz alguns minutos uma pergunta está sendo formada em sua mente. Faça­a, e  tentarei responder­lhe. Eu estava pensando que tudo isto é muito parecido com os pensamentos que  usualmente ocupam a mente de uma senhorita.

Você disse que era você que queria  escrever por minha mão, Kathleen. Você está escrevendo isso? Sim, meu amigo inquiridor, sou quem está escrevendo. Mas você não supôs que eu  imaginei nem por um minuto que você se satisfaria com minha própria conversa pequena,  não é? De qualquer forma, tomei providências contra qualquer desastre desse trazendo  alguns amigos comigo que me usam tanto quanto eu estou usando você.

Não são todos  homens; algumas são mulheres, e eles agem juntos num único consentimento, como uma  voz única, uma só mensagem, portanto estas palavras que escrevo são uma mescla de  variadas mentalidades, e teríamos produzido uma boa mistura nós também, se fôssemos  capazes de controlar sua teimosia um pouco mais. Ajude­nos nisto, e faremos o melhor que  podemos neste lado também. E agora boa noite, e que possamos progredir tão bem tanto quanto a prática  ajudar. Sábado, 10 de novembro de 1917. “Partícipes do chamado celeste”.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.