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Capítulo 27 de 87

Parte 27 de 87

A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro

Através dos  céus  abaixo  dos  nossos,  e a  vocês  na  terra  nós  vamos sempre,  e  ministramos  com  muita  alegria. Pois  é  muito  encantador  fazermos  aos  outros  nossos  companheiros o que tão prodigiosamente é feito para nós. Não posso fazer uma ponte para você, como ele fez para mim; porque a variação  de  graus  entre  a  esfera  terrestre  e  esta,  presentemente,  é  grande  demais  para  ser  atravessada assim. Mas há um Caminho pelo qual atravessamos no tempo certo, como Ele  disse. E Seu poder é maior do que aquele que me fez a estrada através do Vale dos Picos.

De  quem eu sou um servo muito submisso. Mas aquilo que não tenho em grau de santidade e  sabedoria, eu me esforço em suprir com amor, e se ambos servirmos a Ele como somos  capazes, Ele nos manterá em paz, estando n’Ele através da mais profunda glória para a  maior glória que está além. +  Segunda, 15 de dezembro de 1913. Deixei aquele assunto suspenso por causa do trabalho que tive que fazer antes da  hora em que seria chamado até aqui, para que ele esteja como ele está. Oh, a beleza e a  grande paz daquele lugar, e dele que é o meu guia. Se as pessoas daquela esfera tão  longínqua forem só a metade de bonitos e amorosos do que ele é, então sem dúvida é uma  corrida abençoada esta na qual estou empenhado.

Mas agora, meu irmão, devo ajudá­lo ir além, em sua estrada. E isto farei, mas  por pouco ou por muito, acrescentarei algo que o habilitará, e a outros, a seguirem na  estrada que eu mesmo já trilhei. Alcance­me com sua mão, então, e farei, de minha parte, o  que posso. Deixei aquele lugar, digamos, soerguido, e desde então meu alcance foi muito  mais amplo para mim, como se pudesse ver do alto, longe o suficiente para ver as questões  em curso nas suas verdadeiras proporções, e de vez em quando faço isto, quando algum  problema mais aborrecido que os outros deixa confuso o meu raciocínio. Vejo como se vê  dos lugares altos próximos daquela esfera distante, e as coisas se resolvem ordenadamente,  e tornam­se mais claras.

Faça  isto,  meu  tutelado,  e  a  vida  não  mais  parecerá  complicada;  mas  os  princípios ordenadores terão seus lugares de direito, e o Amor de nosso Pai será visto mais  amplamente. Nesta sequência, continuarei a descrever a você mais desta esfera na qual  meu trabalho atual está projetado. Descendo, viro para o lado direito do rio e, pegando uma estrada que circula em  torno das árvores a uma pequena distância dali e através de uma planície que está no lado  direito das montanhas, sigo meu caminho sozinho, em meditação. Então  encontro  uma  caravana  daqueles  que  habitam  lá  adiante,  e  estes  eu  descreverei a você. Alguns deles estão a pé, e alguns a cavalo, e alguns em vagões, ou  carruagens – são veículos abertos, de madeira, com ouro sobre ela para fazer a ligação e o  ornamento em volta, e também emblemas na parte da frente, os quais dizem de que reino e  ordem são os cavaleiros.

As vestes da multidão são de cores variadas, mas a dominante é a  cor  de  malva,  aprofundando em púrpura. Há quase trezentos homens, e recebo e dou  saudações, e pergunto de que território eles são, e de que tipo de trabalho. Aquele a quem falei sai da fila para me responder. Ele me diz que escutou falar 149 – A VIDA ALÉM DO VÉU  que uma parte deles, da Nona Esfera, está para receber sua iniciação para a Décima, tendo  sidoqualificados a isso por suas relações sociais. Ao ouvir isto, pedi que falasse ao líder que  os  acompanharia  a  fim  de  ver  o  que  aconteceria  além,  e  também  que  eu  poderia  acrescentar minhas boas vindas às deles.

Ao ouvir isto, ele sorriu e disse­me para andar  com ele e  ele  garantiria minha aceitação. “Porque”, acrescentou ele, “aquele que você  chama de líder está andando lado a lado com você”. Ao ouvir isto virei­me e olhei para ele, gratamente surpreso; pois ele usava uma  túnica púrpura, verdadeiramente, mas sem ornamentos, e a tiara em sua cabeça também  era uma fita púrpura com apenas uma joia nela, e sem emblema. Outros estavam muito  mais ricamente vestidos, e olhando de perto, mais graciosos e majestosos. Não disse mais  nada, mas ele era de grau evolutivo mais alto que o meu, como já tinha começado a  suspeitar, e sabia de meus pensamentos sem precisar expressar.

Então ele sorriu de novo e disse, “Estes recém­chegados devem me ver como estou  agora, porque alguns dentre eles, disseram­me, não estão maduros para uma exibição de  brilho maior. Portanto, outros devem ser tão gloriosos quanto eu, e não serão ofuscados. Você não teve recentemente um encontro, meu irmão, que servirá para lhe mostrar que  muita glória pode, provavelmente, prejudicar em vez de ajudar?”  Confessei que isto estava certo, e então ele disse, “Você vê, sou da esfera à qual seu  guia  pertence,  e  permaneço  aqui  até  acabar  minha  tarefa da  forma  como  eu  mesmo  propus fazer. Por isso condiciono a mim mesmo em tamanho tal que aqueles nossos irmãos  e irmãs que vêm até aqui deverão sentir a simplicidade do lar, até que amadureçam para a  glória da Corte. Por isso venha, meu irmão, e levaremos estes adiante, até que alcancem o  rio”.

Fizemos  assim  e  atravessamos  o  rio  com  eles,  nadando,  homens  e  cavalos  e  carruagens, também, e chegamos ao outro lado. Deixei minha cidade à direita e fui à  passagem  que  vai  entre  as  montanhas,  onde  o  cenário  é  amplo  e  volumoso. Rochas  erguem­se com muita majestade em ambos lados, como pináculos e torres e cúpulas, e são  de cores variadas. Aqui e ali a vegetação cresce, e agora é visto um platô estendendo­se  entre as encostas de duas colinas, e nele está a cidade principal de uma colônia de gente  feliz que vêm, e de cima olham para nós, e acenam em saudação, e jogam flores a nós como  símbolo de amor. Assim passamos ao longo do estreito e no final saímos num vale que se abre nos  dois  lados,  e  este  lugar  aqui  é  muito  bonito.

Grupos  de  árvores  ajuntam­se  formando  clareiras e há mansões majestosas, e algumas de tipo mais simples, de madeira e pedra; e  há lagos e cachoeiras que caem com música suave no rio que corre em seu caminho, da  montanha distante da qual viemos. Saímos deste Portal, que o povo do Vale chama de “Portal do Mar”, e diante de  nós  vemos  o  oceano  aberto,  no  qual  os  rios  desembocam  de  uma  grande  altura,  e  é  encantador vê­los enquanto caem, como milhares de peixes­rei e colibris fazendo seu voo  multicolorido pela encosta da montanha, flamejando e reluzindo, água adentro. Descemos  pelas trilhas e paramos na costa; mas alguns ainda ficaram para trás, para esperarem por  aqueles que devem vir por mar. Chegamos na hora certa, pois nosso líder tem poderes que  são da esfera acima, e  pode usar as forças daquela zona aqui para facilitar. Ele assim fez,  portanto poucos momentos depois que estacionamos na costa um grito foi escutado pelos  nossos observadores, vindo da caravana que já está visível na linha do horizonte do mar.

Aí, circundando as curvas da costa além do rio, chega a caravana de nossas senhoras que,  conforme aprendi quando perguntei, tinham suas habitações naquele distrito para que  pudessem receber aqueles que vêm para aquela costa vindos de terras distantes. Foi grande a nossa alegria ao saudá­las, e delas ao receber­nos e saudar­nos em  retorno. Então, lá no alto de um cume, onde estão suas habitações, vimos sua Mãe. Ela  estava vestida da cabeça aos pés numa vestimenta prateada, e brilhava através de sua 150 – Reverendo G. VALE OWEN  roupa como um lindo diamante cintilante, ou uma pérola revestida de vida e vitalidade.

Ela olhava atentamente o grupo no mar, e então começou fazer um movimento ondulante  com suas mãos. Nesta hora vimos um enorme buquê de flores tomando forma em suas mãos. Então ela trocou seus movimentos, e aquilo começou a flutuar e esparramar tomando a  forma  de  uma  corda  de  flores  que  foi  pelos  ares,  alto,  através  das  águas,  até  que  a  extremidade permaneceu sobre as pessoas que estavam no mar. Então ela começou a girar em torno e formar uma espiral plana, circulando  sobre suas cabeças e então, gentilmente, desceu sobre eles. Enquanto eu observava, vi suas  faces  mudarem  de  expectativa  inquiridora  para  risos  alegres  de  felicidade,  por  terem  entendido o mimo que receberam e souberam então que o amor e a beleza esperavam por  eles nesta nova esfera à qual viajaram de tão longe.

Agora eu já conseguia ver o tipo de embarcação deles. Na verdade não era uma  embarcação, mas uma balsa. Como poderia falar dela simplesmente? Era, sem dúvida, uma  balsa,  mas  sem  estrutura  aparente,  havendo  sobre  ela  sofás  e  camas  macias,  e  instrumentos de música; e destes, o principal era o órgão no qual agora estavam três  homens começando a tocar a um só tempo­ tudo isto e outras coisas para o conforto deles. Num dos lados percebi algo que parecia um altar de oferendas, mas em detalhes não posso  explicar, porque não sei do uso específico daquilo.

Então o órgão começou a soar, e as pessoas ali interromperam tudo para um  hino de louvor ao Pai de Todos, a Quem todos os joelhos se dobram em adoração, porque só  n’Ele há Vida, e todos estão ligados a Ele. O Sol brilha em direção à Vida na terra, e os Céus  são como câmaras no Sol dando luz e o calor do amor. Para Aquele e para todos aqueles de  Deus Que devem a Ele o nascimento e a devida submissão, que seja nosso dever pagar  oferecendo um coração puro e um legado de lealdade. Bem, estas palavras soaram num estranho tom para mim. Mas quando os escutei,  e a música que atravessou o ar, olhei mais uma vez o Altar, porque pensei encontrar ali  uma resposta.

Mas  não  pude. Não havia sinal  ou  emblema  nele  pelo  qual  eu pudesse  interpretartudo isto. Somente mais tarde fui capaz de entender o significado daquilo. Mas você chegou ao fim de suas forças por esta noite, meu tutelado. Portanto,  pararemos agora, e retomarei este tema amanhã, se quiser.

Nesta noite, que Deus lhe dê  Suas bênçãos, como sempre. Zabdiel está com você em pensamento e em comunhão dia e  noite. Lembre­se disto e entenderá como chegam muitos pensamentos e sugestões... Nada  mais por agora. Você começa a fatigar­se.

Zabdiel. +  Quarta, 17 de dezembro de 1913  E  agora  continuamos  naquele  assunto  da  chegada  daqueles  das  terras  longínquas do outro lado do mar. Sua viagem foi longa a fim de prepará­los para seu  assentamento na sua futura residência. Assim, eles  desembarcaram na costa e todos foram reunidos embaixo do alto  promontório que lá havia, como uma gigantesca torre de observação. Então seu líder  procurou entre nós pelo nosso Chefe, e finalmente o encontrou, e reconheceu­o porque já  haviam se visto antes. Então veio até ele e os dois cumprimentaram­se com o calor do amor  edas bênçãos.

Conversaram juntos por algum tempo, e então nosso Chefe ficou em pé e falou aos  nossos novos companheiros, alguma coisa como:  “Meus amigos e companheiros, crianças do Pai de Todos, a Quem todos adoramos  de acordo com a luz que tenhamos, declaro que são bem­vindos ao seu novo lar. “Vieram de longe em busca dele, e ele não desapontará à medida que forem 151 – A VIDA ALÉM DO VÉU  explorando suas belezas. Nada mais sou aqui que um humilde servo, mas é para a Colônia  na qual estou estabelecido que vocês serão guiados para começarem seu modo de vida  aqui; fui mandado a vocês para dar­lhes as boas vindas. “Como  bem  sabem,  e  vocês  aprenderam  através  de  um  longo  período  de  treinamento, a fé que um dia tiveram foi como um simples raio de todo o brilho do sol do  grande Amor e Bênção do Pai. No decurso de sua instrução e desenvolvimento chegaram a  entender isto e mais.

Um item somente de suas maneiras peculiares de adoração vocês  retiveram – o Altar que vejo sobre seu local. Mas, como a devoção diferenciada caiu de seu  pedestal,  e  como vi  que  não havia fumaça de incenso subindo à medida que vocês se  aproximaram da costa, em oferta de agradecimento e adoração, penso que, como um  mimo ou símbolo, seu Altar perdeu algum, ou todo, significado a vocês. Fica por sua conta  escolherem se trarão aquilo com vocês, ou se deixarão à bordo para devolvê­lo para a terra  de onde vieram para o uso de outros menos evoluídos que vocês, ou descerão aquilo para  cá, carregando­o na sua vida nova aqui. Por obséquio, poderiam consultar­se entre si, e  comunicar­me?”  Então fez­se uma conferência, mas não muito longa; e o porta­voz disse, “Meu  senhor, é mesmo como o senhor diz. Não há o menor significado ficarmos com aquilo que  um dia foi um auxílio para conhecer e adorar a Deus, nosso Pai.

Pois chegamos, por muito  ensinamento por parte de outros, e por nossa própria meditação, ao conhecimento de que  todos os filhos do Pai são de uma só origem e raça, como filhos do Único Pai. É chegado o  tempo em que isto não mais nos ajuda, e lembra parte que divide, mesmo porque devemos  ser amorosos e tolerantes no geral. Gostaríamos de mandar de volta aquilo, para aqueles  lá longe que talvez se lembram de mais detalhes daquela religião para além da qual agora  progredimos. E agora, meu senhor, segui­lo­emos para aprender, por sua bondade e a de  nossos  companheiros  que  servem  sob  seu  comando,  o  que  mais  podemos  fazer  pela  Irmandade de toda a humanidade na luz desta região mais brilhante, e aqueles reinos que  estão além”. “O que disse está muito bem dito”, respondeu o Chefe, “e deve ser assim.

Tivessem  escolhido outra coisa, ter­me­iam agradado; mas esta escolha agrada­me mais. E agora,  meus irmãos e irmãs, venham, e vou levá­los aos campos que estão atrás deste Portal, e  para seu Lar”. Dizendo assim, ele se misturou entre todos, e beijou cada um na testa; e percebi  que, quando ele agiu assim, seus semblantes tomaram um aspecto mais luminoso, como o  nosso; e suas roupas ficaram mais radiantes também. E a Mamãe desceu de seu posto  acima, e fez como ele. Eles estavam tão alegres conosco, e nós com eles, que não nos  apressamos em partir.

Também seu líder andou uma parte do caminho conosco para nos  fazer companhia, e saímos pelo Portal, enquanto a Mamãe e suas serviçais cantavam um  hino de Glória a Deus, e para nós um de boas vindas e adeus em um só. Tomamos então  nosso caminho ao longo do vale. Agora você pensaria sobre o Altar, e o significado das palavras de nosso Chefe... Se posso interrompê‐lo, Zabdiel, porque evita dizer‐me seu nome? Vou dizer seu nome de uma forma que possa ser colocado em suas letras, mas não  posso fazê­lo da maneira que é essencialmente.

Mais ainda, isto não me é permitido. Vou  chamá­lo Harolen. Esta palavra tem três partes ao ser pronunciada, e é assim; e vai servir­  lhe muito bem. Então continuemos. Ele teve muita ocupação no meio da multidão até que passamos o vale, o rio e  chegamos bem  no  país  cujo  aspecto  até  agora  não  lhe  descrevi,  porque  estava  além  daquele lugar onde o encontrei pela primeira vez.

Quando percebi que ele tinha uma folga,  aproximei­me e perguntei­lhe quem eram estes e que adoração prestavam, conforme o que  ele  tinha  falado  na  costa. Harolen  respondeu,  efetivamente,  que  eles  na  vida  terrena 152 – Reverendo G. VALE OWEN  tinham sido adoradores do Deus Cujo Nome estava em segredo no Fogo e no Sol, ao Qual os  persas antigos reverenciavam. Agora, devo acrescentar, de minha própria cultura, este adendo. Você deve saber  que quando as pessoas primeiramente vêm da vida da terra no primeiro estágio de sua  vida eterna neste lado, eles são como deixaram a terra.

Isto você sabe bem. Aqueles que  têm qualquer religião séria continuam sua adoração e modo de vida e conduta de acordo  com aquela religião, conforme seus princípios reguladores principais. Mas à medida que  progridem vão, digamos, abrindo as asas, enquanto se rompe o casulo, uma camada após  outra, à proporção que seguem de uma esfera a outra. Assim, enquanto alguns avançam  rapidamente à frente, a maioria demora e segue adiante mais vagarosamente; e aqueles  que deixaram os outros para trás, de vez em quando retornam a eles para instruí­los. E assim seguem, de era em era, de reino a reino, de esfera a esfera; e a cada  instante aproximam­se cada vez mais perto para a ideia Universal do Pai de Tudo.

Os  companheiros estão ainda juntos; mas aprendem a saudar, e então a amar, companheiros  de outras modalidades de pensamentos e crenças religiosas; e estes fazem o mesmo. E  assim há um constante e crescente intercurso entre aqueles de variados credos. Mas está longe o tempo em que a maioria agregar­se­á numa absoluta unidade. Estes antigos persas ainda retinham algumas de suas maneiras peculiares de olhar para as  coisas, e ainda assim farão por um bom tempo. Nem é esperada outra forma.

Porque cada  um tem sua própria característica e acrescenta­a à comunidade de todos. Mas aquele grupo galgou mais um degrau à frente durante aquela viagem no  mar. Entretanto, eu diria que durante aquela viagem foram induzidos a perceber que já  haviam progredido aquele passo à frente. Assim  aconteceu  naquele  momento  de  suas  frases, e da forma que fizeram sua adoração, dando a ela, ao meu ver, um tom e uma forma  já de que é mais exterior que interior. E quando o teste foi aplicado, eles decidiram deixar o  Altar para trás, para seguirem adiante para a Irmandade mais ampla da Família de Deus  nos Céus.

É isso que deixamos desaparecer nas brumas atrás de nós, um após outro, esses  pequenos recursos que na terra parecem tão importantes. É assim que aprendemos aqui o  que realmente significam Amor e Irmandade. Você está perturbado, meu tutelado; porque posso tanto ver quanto sentir sua  mente e corpo alterando­se. Não se permita estar assim, meu irmão. Pois saiba e esteja  seguro disto: qualquer coisa que seja real e boa e verdadeira perseverará.

Somente aquilo  que não for assim desaparecerá. E Ele, a Quem você serve, é indubitavelmente a Verdade,  mas não lhe revelou toda a verdade; o que não era possível ser feito por causa daqueles que  são sujeitos a limitações da vida como você, que vive encarnado na terra. Mas Ele disse que  vocês seriam guiados para toda a verdade, e isto é visto acontecendo nas esferas além dos  limites da terra. Venho falando disto sempre até agora; e esta diretriz continua eu não sei  em quais eternidades da existência, ou quais infinidades de expansões em sabedoria e amor  e sublime poder. Mas isto eu sei – eu, que, como você, presto reverência e homenagens ao Cristo  Nazareno de Deus, e que presto agora minha reverente devoção de uma forma que vocês  ainda não podem–isto, eu digo, eu sei, meu tutelado e companheiro de trabalho no Reino,  que Ele está ainda diante de uma longa, longa caminhada.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.