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Capítulo 57 de 87
Parte 57 de 87
A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro
Estas pequenas ondas parecem estar na arrebentação. Mas voltam para sua grande mãe apesar disso, e voltam novamente a ser – bem, oceano, nem mais nem menos. Como não podemos avaliar a profundidade de seus abismos e a majestade de seu seio tão repleto através de uma casca de ovo lotada de espuma bordejando um pedaço de terra, também não podemos estimar a sabedoria dos Grandes pelo pouquinho que conseguimos sentir de sua Infinidade. Uma formiga disse para outra: “Nós, meu irmão, somos mais sábios que a pulga, pois ela é nossa escrava para atender às nossas necessidades”. “Sim”, disse a outra.
Mas uma formigacomedora chegou por aquele caminho, e toda a sabedoria das outras deu em nada, esvaiuse num segundo. Pois a formigacomedora, enquanto se espichava para cochilar no sol, murmurou enquanto deitava: “Não é toda a sabedoria que há, esta que eu aprendi enquanto vinha para cá, e veja, eu rodeei isto tudo. Eu acredito que haja aqueles que tenham em simais sabedoria guardada que eu”. Se o homem fosse como a formiga em sabedoria, ainda assim haveria também aqueles que seriam mais robustos e com força para competir. Estes são mais lentos em chegar a uma conclusão, e não são menossábios, meu filho.
Arnel+ Segunda, 25 de março de 1918. Tão distante, meu filho, e apenas tocamos as franjas mais exteriores da vestimenta de Deus, a qual cobre, e ainda assim revela, Sua forma de luz e beleza. E podemos penetrar um pouquinho mais profundo, se você nos der sua mente, pois há coisas a serem ditas, e diremos o que podemos através de você, de acordo com a sua capacidade de transmissão de nossos pensamentos. 304 – Reverendo G. VALE OWEN Seria bom que os homens pudessem ser indulgentes conosco enquanto tentamos expressar Deus e Seu propósito nos eventos que veem acontecendo em torno deles em seu curso diário de vida. Porque estamos sempre íntimos nos assuntos de todos vocês, e somos afastados pelos obstáculos que colocam entre a corrente de nossas energias e os seus objetivos no mundo.
E nós, de quem falo, somos apenas pequeninos diante do grande esquema da vida à medida que ela surge através das constelações, banhando todos no único grande mar de vida que preenche a eternidade com sua energia e não encontra portas quelhe barrem onde quer que vá. Já lhe dissemos de alguns dos efeitos e das causas que são intermediárias entre o Universo enquanto expresso em matéria e a Grande Fonte Central de onde vem tudo o que é, e para o qual tudo retornará quando o grande campo for colhido, e a Casa da Colheita for merecida. Agora, enquanto estivemos naquele grande Saguão da Coroa, ficamos encantados pela pressão sobre nós desta grande força. Pois lá estava, no alto, o Verbo manifesto no Cristo de Deus, calmo, majestático, e lindamente trajado. E, repare, estávamos na presença d’Ele e do que emanava pela Sua Presença e vinha do íntimo de Seu Ser, tudo desconhecido para nós exceto pelo que podíamos vislumbrar através d’Ele.
Assim sentimos esta corrente eletromagnética de energia potente fluindo para fora, sobre nós através d’Ele, de peso e medida além de nossa capacidade de assimilação. Mas o que realmente entendemos é que Ele estava ali para irradiar amplamente algo de sua luz interior e provinda de Sua personalidade para nossa instrução, elevação e mais perfeita alegria. Enquanto a grande exibição dos departamentos criadores não estivesse completamente aberta em torno d’Ele, Ele permaneceu em perfeita imobilidade, como se Sua faculdade total estivesse sendo pressionada até sua máxima tensão para nos produzir estas maravilhas. Quando isto estava pronto e o grandioso quadro completado, Ele suspirou e então apareceu um trono atrás d’Ele, e muitos seres maravilhosos emergiram para a visibilidade, ficaram atrás dele ali, parados e em adoração. Ele se voltou e subiu os sete degraus, sentouse no trono e então diante dos degraus apareceu uma alameda que se estendeu em direção àquela parte das curvas das Hierarquias que ficou diante da raça Humana.
Estes atravessaram a avenida e ficaram diante do trono, pararam com seu consentimento e inclinaram suas faces para baixo, enquanto de seu reino atrás deles veio o som de cantos e o tom de uma música, como se algum grande diapasão soasse do íntimo do espaço, longe, distante, como se os mundos estendessem entre si cordas para tocar harpas, e seus murmúrios viessem para testemunhar sua unidade com aqueles que estavam na Presença de seu Senhor. Então veio de trás do trono um Príncipe radiante que ficou do lado direito do Cristo e falou a estes que se aproximaram. Suas palavras foram bem distintamente ouvidas por nós, mas o hino vindo dos mundos distantes continuava enquanto ele falava a todos que agora era o Cristo de Deus que vindicava no Sacrifício que Ele havia feito para a expressão de Amor no Universo deDeus inteiro. Nota de G. V.
O. – aqui o poder falhou e não fui capaz de continuar. O poder falhou porque eu estava extenuado com o trabalho da paróquia – trabalho da guerra. A dupla couraça era demais para mim, então eles interromperam repentinamente no meio da mensagem acima. Na quarta, 10 de abril de 1918, minha esposa, ainda usando a prancheta, fez a seguinte pergunta:“Por que a escrita com George parou?” Então o pai dela respondeu, através da prancheta: “Deixe‐me explicar.
George estava sentindo muito a tensão, e desejou parar, particularmente enquanto fosse verão. O descanso foi necessário, e será benéfico. Mas ele não deve pensar que já está terminado”. 305 – A VIDA ALÉM DO VÉU V AS HIERARQUIAS CRIADORAS E O CRISTO CRIADOR – O HINO DE LAMEL: TERRA, MARTE E OUTROS PLANETAS A ESFERA CRÍSTICA PARÁBOLA: O GATO E O FUNILEIRO O PURGAR NAS ESFERAS INFERIORES Quarta, 19 de fevereiro de 1919. Nós, que estamos com você esta noite, somos daquele grupo que um ano atrás estava descrevendo a cerimônia no Hall da Coroa. Naquela época fomos obrigados a parar, como se lembra, porque você estava esgotado.
Nós agora retomaremos o tema mais uma vez e continuaremos aqui e agora. A primeira destas hierarquias a se aproximarem em louvor ao Cristo e Àquele Que O enviou foi a da espécie humana. Então um arauto veio para lá e discursou à multidão reunida em seus vários departamentos. Estes eram diferenciados no desenvolvimento, alguns mais adiantados que outros. E a cada um ele falou por sua vez, a fim de guiálos e encorajálos em seu impulso para adiante no progresso evolutivo.
Isto está muito resumido. Agora o próximo estágio da cerimônia. Em torno do Trono no qual o Grande Cristo Criador sentou, apareceu uma nuvem de vapor. Muito linda era de se ver, à medida que as cores a invadiam e misturavamse lá dentro como uma teia tecida. Então, lá de trás do Trono e fora da nuvem, um círculo de raios foi irradiado na forma de um leque que se abria alto e largo, enquanto Ele sentava na parte mais baixa, entre eles.
Eles eram azuis e verdes e âmbar, estes raios, e eram projeções celestiais daquelas forças que são geradas dos departamentos materiais de Seu Reino – o reino fenomenal em substância da matéria da qual a terra e os planetas e as estrelas são feitos. Então a nuvem toda em movimento condensouse em si mesma e seus variados matizes arrumaramse de tal forma que quando se adensou na forma de um manto vimos todos mais uma vez em seus próprios e apropriados lugares. Então quando este Manto desceu sobre ele e envolveu Sua Forma enquanto Ele estava imóvel sentado ali, foi muito bonito. A maior parte dele era azul, escuro e profundo azul, mas com um brilho em si. O debrum era dourado e neste debruado estava uma borda que se espalhava pelo pavimento e se estendia pelas escadas.
Esta borda era larga e dourada, prateada, verde com vermelho e âmbar nas duas linhas largas na parte interna deste acabamento. A roupagem azul tinha em largos intervalos desenhos semelhantes a uma coroa invertida. E tinha um colarinho de pérolas sobre os ombros. O colarinho brilhava com muitos matizes Não era cinza pérola, mas como descrever a você? Ele brilhava por si e emitia raios sobre Sua cabeça, não obscurecendo Sua face, mas emoldurandoa num halo de radiação.
Visto em perspectiva com o pano de fundo irradiante parecia o núcleo de onde aqueles raios eram emitidos. Mas não era assim, exceto como parecia a nós. Sobre Sua Cabeça não havia coroa mas apenas uma tiara vermelha e branca que prendia Seus cabelos atrás da orelha, algo parecido com 22 o modelo de nosso Diadema deReverência do qual lhe falei. 22 Ver o último capítulo do Livro III, “O Ministério do Céu”. 306 – Reverendo G. VALE OWEN Você é muito cuidadoso em passar‐me estas cores em detalhes, Arnel. Qual é seu significado?
Não posso darlhe os detalhes da explanação como lhe dei em detalhes as cores da forma que elas apareceram a nós, e eram tão lindas e dispostas intencionalmente em seus grupos. Mas falarei por alto e isto é o tanto que você entenderia. O pano de fundo raiado era o universo da matéria que, para os que têm olhos e ouvidos, serve para expor a figura d’Ele, o Cristo, e dar contraste ao aspecto benigno de Sua aparição. O diadema coronário era a essência destilada da humanidade, tanto da terra quanto dos que passaram para as altas esferas. Ele era vermelho e branco.
Isto tinha significado? Sim. Relembrava a transição da humanidade para fora das esfera de força, desejo, autoafirmação, para aquelas de sintonia com a Única Luz na Qual todas as cores se fundem numa paz repousante, como aqueles que fizeram estes raios sintonizamse em grupo. Esta é a transição do vermelho para o branco. E por isso aquela luz branca é a mais perfeita de todas e também a mais potente.
Aqueles que não têm vontade de entenderveem uma porção nevada do ártico, frio e parado. Mas aqueles que naquela luz veem seus matizes componentes, cada um com sua grande beleza, em sua mistura sentem o calor de seu brilho. A estes, sem o branco a luz é fria. A eles, dentro dela está a cintilação do amor e da paz. Você esteve na luz branca, Arnel?
Não, meu filho, não totalmente, mas apenas no limiar daquele santuário. E ali somente cheguei com muita ousadia e muita força de vontade exercida para este propósito, mas somente por uma vez, e com permissão. Não fui eu que pus a mão na porta, mas um grande a Serviço do Cristo Criador. Ele veio ao meu lado antes que eu falhasse em me sustentar na vontade de ver Sua alta beleza naquele momento. Ele segurou meus ombros e lançou sua capa sobre mim e diante dos meus olhos, e então empurrou a porta um pouquinho e por um momento seguroua assim.
Assim, com meus olhos sombreados e a forma velada por seu manto, vi e senti a radiação dentro daquele tão glorioso Templo da Presença. Aquilo me foi suficiente, meu filho; eu sei o que a espécie humana será um dia, quando Ele tiver dado a todos a lição de Suas energias operativas e tudo estiver consumado n’Ele. Agora Sua face está voltada para nós, os menores, e a raça humana atrás de nós, de quem somos os celestes escaramuçadores. Naquele dia, Ele Se voltará e levará Suas miríades redimidas em direção ao Trono do Pai, Ele mesmo verdadeiramente unificado com eles. Naquele dia também todo o vermelho no diadema ficará misturado no branco e o branco brilhará um pouco mais calorosamente por esta mistura.
Agora, meu filho, você me desviou e falei tudo isso pelo diadema coronário. Que mais direi do manto azul a mais que isso: que o pano de fundo de essência material mostrava a forma e o contorno d’Ele e de Seu manto e Seu Trono; que o diadema mesclava unindo a humanidade da terra com a emanação do potencial da humanidade para seguir aos céus do espírito; por isso a roupagem cobria todo o Seu Corpo, por meio de Que toda a Criação evoluiu para adiante, desde que saída do Pai: naquela roupagem estavam misturadas todas estas grandes forças que movem, e capacitam, e vivificam a matéria e o organismo. Algumas delas você conhece: eletricidade, éter, que não é somente inércia mas tem uma força própria; magnetismo também, e a força motriz dos raios de luz, e também outros mais sublimados. Todos estes se misturaram em Seu manto para esconder Sua forma e, apesar disso, para delineáloe a seu Trono. Qual é osignificado da coroa invertida?Por que invertida? 307 – A VIDA ALÉM DO VÉU No lugar da coroa Ele usava aquele círculo vermelho e branco.
Um dia Ele usará a coroa em si quando o círculo tornarse todo branco e tiver sido absorvido no branco sincero de Sua personalidade. Então o manto será elevado, espalhado e assim flutuará em todo o céu e então invertido, será exibido como pano de fundo d’Ele e de Seu Trono no lugar dos raios o material que não será mais visto então. Aí também, quando naquele distante Grande Dia Ele levantarSe para rever Suas miríades mais uma vez, sobre Ele e em torno d’Ele estas muitas coroas deverão ser vistas, agora não mais invertidas, mas eretas. Elas são de diversos tipos de desenho. Mas todas, então, em sua posição normal, apontarão para as distantes glórias enquanto o Cristo marechal liderar Seus redimidos e leválos para frente em sua brava formação.
Arnel+ Quinta, 20 de fevereiro de 1919. Dali a pouco a Capa Azul tornouse vaporizada e derreteuse na atmosfera. Então o Cristo Criador sentouse em Seu Trono mas mudou de vestimenta. Sobre Seus ombros havia uma capa do mesmo azul profundo, mas caía em Seus dois lados e embaixo d’Ele estava exposta uma vestimenta dourada que batia em Seus joelhos e que caiu um pouquinho dos lados quando Se sentou ali. Estava cingido com uma larga cinta verde e dourada, tendo uma bainha da cor do rubi.
O diadema ainda estava sobre Sua cabeça, e no diadema uma faixa de estrelas cintilando muitos matizes sobre Ele. Em Sua direita Ele segurava uma coroa de metal duro e branco. Era a única coisa sobre Ele que não tinha radiação e era para a mesma lembrança ser mais marcada por nós que a vimos. Agora Ele levantouse e depositou a coroa sobre os degraus diante de Seus pés e ficou em pé para nos encarar. Por instantes Ele falou de Sua vontade para nós.
Disse Ele: “Apenas recentemente vocês viram o que há em Meu Reino. Entretanto há os que não podem vir para ver suas belezas íntimas como vocês fizeram. Naqueles distantes planos são capazes de pensar em Mim apenas com seus pensamentos escuros, pois ainda não chegaram ainda a seu completo despertar. Digam a estes amigos, bom Lamel, do atual estado e do próximo destino daqueles que estão tão afastados”. Então sobre o primeiro degrau do Trono estava um homem que era daqueles que serviam e que tinham esperado em silêncio no outro lado das escadas.
Estava vestido de branco com um cinturão prateado sobre seu ombro esquerdo e sobre suas costas. Ele então falou a nós estas palavras e, enquanto ele as pronunciava, sua voz parecia ser feita de muitas cordas musicais, não de uma nota apenas, mas de múltiplas. Os tons eram ressonantes, tanto que flutuavam no ar sobre nós e passavam até que atingissem algum fio musical suave e ele respondesse. Uma e outra corrente aérea estavam assim vibrando até que todo o firmamento ficasse tremulando com a música, como se milhares de harpas estivessem em seu trabalho harmônico. Todavia nem por isso eram suas palavras menos claramente ouvidas, mas tornaramse mais sintonizadas e descritivas, mais próximas da natureza das coisas e atos que elas significavam, mais cheias de corpo e substância, como se você pegasse um quadro em preto e branco e o pusesse em cores.
Portanto havia vida em sua canção e não somente música. Assim ele apresentou seu tema. “E se a Sua Presença parecesse estar afastada lá nos altos Reinos de Glória? Ele está aqui conosco, pois somos Sua progênie e em Sua vida vivemos. “E se fôssemos a eles, tão distantes, naqueles planos onde a luz é escura, como Ele vem a nós?
Eles sãoainda nossos companheiros, e nósconsanguíneosdeles. “E se eles não souberem onde sua vida está escondida, pela qual vivem e vivem 308 – Reverendo G. VALE OWEN extraviados? Sentem, procuram no escuro e agarram apenas uma pequena parte. Mas fazem pelo menos isto corretamente, e estendem suas mãos cegamente com as palmas voltadas para cima.
“Mas em sua noite eles tropeçam e então vagueiam nas pegadas do caminho, enquanto que os que veem um pouco esperam o retorno destes errantes que veem menos ainda, e eles vêm vagarosamente em sua direção, mas como numa única companhia, juntos. “E se o caminho for longo, não deveremos nós também esperar sua chegada até aqui, para que eles e nós possamos caminhar juntos para frente, para cima, mas mais grandemente abençoados no amor mútuo, dando e recebendo cada um, ambos? “Mas deveremos esperar, e somente esperar, enquanto eles em seu caminho tropeçam? Ou deveríamos ir e trazê‐los, como o Cristo algumas vezes tirou Sua roupagem de glória e, vestido em roupas inferiores e de trabalho, buscou estas ovelhas que se extraviaram, quando estes se extraviaram, e trouxe para a terra aquilo com o que a terra encontraria alívio, naquele tempo passado? “Isso seria os poderes do Alto feito maravilha, e eles, que pairam sobre os cosmos maiores que este nosso inclinaram‐se profundamente diante d’Ele, em devida reverência, prestando obediência ao Filho de Deus em Sua humildade.
Porque eles, que são tão grandes em sabedoria, aprenderam, agora mais profundamente ainda, o quanto o Amor combinava com o Universo, e que todo oUniverso é amável e do Amor. “E se forem fracos seus membros e cegos de visão? Ele é sua força e Ele será seu Luminar para liderá‐los a fim de que não mais tropecem mais, nem estejam mais perdidos finalmente. “E se não sabem destes reinos brilhantes como nós conhecemos para nossa alegria, algum dia estarão em regozijo conosco, e nós com eles, algum dia. “Mas qual de nós tomará a coroa, com a força designada para esta guerra?
Quem ensaiará colocá‐la em sua cabeça? Porque é dura e pesada em seu peso de hoje. “Então deixe aquele, que é forte e simples em sua fé, chegar aqui e pegar a coroa. “E se estiver sem brilho agora? Será algum dia radiante com a luz que agora está escondida nele, quando a tarefa estiver completa, algum dia”.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.