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Capítulo 66 de 87

Parte 66 de 87

A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro

Mas uma estrada aberta desde suas  fronteiras até os portões de seu palácio poderia ser vantajosa também a outros não tão  ligados ao senhor como nós”. “Isto foi muito astutamente exposto”, respondeu o Rei, e pensou por instantes. Então, voltou­se para o outro Cavaleiro, e disse, “Você, senhor Cavaleiro, é grisalho de  cabelos e barbas. Que pensa a respeito desteplano de se fazer uma estrada?”  “Não, senhor”, respondeu ele, “sabedoria melhor que a de meu jovem amigo não  posso encontrar para dar­lhe. Se for astúciaque queria, o senhor já a tem”.

“Há  alguma  coisa  por  trás  de  seus  cabelos  brancos”,  disse  o  rei. “Exponha,  homem, edeixe­nos ver do que se trata”. O  Cavaleiro  mais  velho  disse,  “Além  das  fronteiras  distantes  desta  enorme  floresta, senhor,  habitam as pessoas que estão menos expostas à sua majestade, tanto  pessoalmente, quanto em termos de governo. Alguns clãs são cordiais, e outros, novamente,  não são tão cordiais em sua submissão. Mais acolá, as pessoas são rebeldes de coração e  ilegais ao agirem também”.

“É verdade”, murmurou o Rei, “e eles são muito teimosos e duros de se lidar. Não  vão se inclinar, e não posso combatê­los, porque somem entre as colinas quando mando  uma companhia contra eles. Bem, senhor Cavaleiro, o que me diz?”  “Sou grisalho, como osenhor mesmo diz, senhor; tenho servido ao senhor e ao seu  pai e ao pai dele no Reino. Fui Cavaleiro então, e Cavaleiro sou. Não suplantei este posto  por outro mais alto, como meu jovem amigo fará.

Pois no Conselho não tenho a astúcia que  os Reis requerem. Mas, senhor, vivi até meus cabelos branquearem, enquanto muitos de  meus amigos caíram pelas mãos da lei ou de seus desgostos com os camponeses. Vivo no  meu próprio estado, e tenho vivido em paz e com o beneplácito de meu povo. Meu Rei 353 – A VIDA ALÉM DO VÉU  também encontra prazer em que eu o atenda, em minha submissão verdadeira e testada. Mas se fosse capaz de acrescentar em minha simplicidade a sabedoria, como seu Conselho  gosta, não teria mantido minha cabeça por tantotempo, nem sua doce confiança”.

“Bem, de qualquer forma que esta questão esteja colocada, há sabedoria em suas  palavras, meu amigo. E agora, sobre o plano desta estrada?”  “Faça  a  estrada,  meu  senhor. Faça­a  direta  e  ampla,  tão  ampla  e  bem  pavimentada  que  um  exército  possa  marchar  com  facilidade  lá  das  fronteiras  até  os  portões de seu palácio. Não a verei pronta e terminada, mas o senhor é jovem, meu Rei, e  será uma paisagem para se ver que bem valeuo custo e os anos de trabalho”. “Sim, seria com certeza uma paisagem para se ver – um exército contra mim pela  própria estrada do rei.

Você disse verdades, senhor Cavaleiro. E o que será quando o saque  ao  meu  palácio  começar?”  ”Eles  não  saquearão seu  palácio, senhor,  nem  tocarão  sua  majestade em sua pessoa. Chegarão empunhando sua própria bandeira ao senhor e à sua  casa. DEIXE QUE OS BANDIDOS A CONSTRUAM”. “O Rei não conseguia entender.

A lealdade de seu velho amigo ele conhecia, mas  suas palavras pareciam para ele as de um tolo. Mas ele não escarneceu de seu Cavaleiro,  tendo em vista seus longos anos de serviço. Mas disse, “Bem, agora, como  superaria este  momento, meu amigo? Duvido que meus leais súditos fizessem esta estrada, pois temem  aqueles rudes bandidos dali”. “Então  deixe  os  bandidos  construí­la.

Decrete  que  aquela  estrada  deve  ser  construída;  que  seja  começada  pela  extremidade  da  fronteira,  pague  altos  salários  e  penhore a segurança de seus trabalhadores com sua honra. A estrada começará de lá até o  senhor. Mas o senhor não será ferido, meu senhor”. Assim o Rei decretou, por sua real prerrogativa, que a estrada iria seguir somente  sob seu  domínio  e  não  em  terras  comuns. E  todos  os  nobres  disseram  que  ele  estava  perturbado.

Mas ele insistiu nesta atitude, porque o espírito do velho Cavaleiro entrou nele  e ele via com outros olhos, diferentes dos deles. Os bandidos começaram a trabalhar com seriedade, porque pensavam que isso  facilitaria a eles no cerco que desejavam fazer para destronar o Rei. Mas as árvores eram  muitas, e as alianças eram muitas, e ano após ano trabalharam e receberam seus salários. E conforme otempo passou, achavam o trabalho mais fácil, e a face do Rei sobre as moedas  quando  recebiam  seus  salários  parecia  cada  vez  mais  bondosa  a  seus  olhos. Ele  veio  pessoalmente também até ali, e moveu­se livre e sem medo entre eles, e falou com as  crianças  e  suas  mulheres,  enquanto  elas  cozinhavam  suas  refeições  para  os  homens  debaixo das árvores da floresta.

E quando a estrada ficou pronta, não havia mais rebeldes em seu reino, mas onde  a inimizade havia estado, ali agora desabrochara uma confiança mútua. Pois seu Rei e eles  estiveram unidos num único trabalho ao fazer a estrada, e agora havia também uma  estrada do Rei do palácio até as fronteiras, e eles não pareciam distantes um do outro  como antes. Então chegou o dia em que o reino teve seu festival por estar a estrada pronta. E  naquele dia o grande exército veio, como profetizara o velho Cavaleiro; e eles vieram com  as insígnias reais em suas bandeiras, e lá estavam as mulheres e suas crianças no meio. Mais ainda, os portões do palácio foram abertos a todos eles, e não havia nenhum guarda  que lhes opusesse resistência.

Há uma lenda sobre aquele dia que ainda é contada de pai para filho. Diz­se que  naquele dia, enquanto a feliz multidão passava cantando pelos portões, o Cavaleiro de  barbas  grisalhas,  que  havia  morrido  muitos  anos  antes,  foi  visto  à  frente  deles,  indo  adiante e liderando­os até os pés do Rei que estava em pé no pórtico do palácio, no alto da  escadaria. Ele foi visto, dizem eles, ajoelhando­se lá em cima, no último degrau, prestando  reverência aoque um dia havia sido o seu Soberano, e depois disto não mais foi visto. 354 – Reverendo G. VALE OWEN  Quinta, 18 de dezembro de 1919. Esta parábola que me deu em nossa última sessão – foi meramente fantasiosa,  senhor, ou tem alguma base de fato?

O que lhe demos na última noite, meu filho, foi uma fatia da história dos céus  colocada em fraseado terrestre. Aquilo realmente aconteceu aqui deste lado, mas não da  forma que lhe transmitimos. Havia, na Esfera Dois, uma colônia de uns fora­da­lei – como  adotamos  a  numeração  das  Esferas  –  que  trouxe  da  vida  terrestre  deles  algum  descontentamento. Cingiram­se à restrição de liderança, e viviam nas fronteiras de sua  esfera. Não eram maus Espíritos, por isso habitavam a Esfera Dois.

Mas eram de mente  confusa,  e  sua  recém  descoberta  liberdade  das  restrições  vindas  de  fora  foi  mal  interpretada, e voltaram­se para ideias de anarquia. Por isso viviam apenas nesta Esfera. A  história, em que colocamos disfarce terrestre para você, tinha o empenho de mostrar o que  democracia deveria representar, aos olhos de quem governa. Os fatos que aconteceram  aqui levaram a lição de outra forma. O governador não precisou palpites sábios de seus  oficiais.

Ele os chamou em Conselho e disse­lhes o que faria. A construção da estrada foi sua  ideia  unicamente. Seus  subordinados  levaram  adiante  o  plano  e  supervisionaram  a  construção da estrada. Um dia – para usar palavras terrestres – o Governador visitou os trabalhadores. Alguns tentaram colocá­lo contra eles, mas não conseguiram.

Ou mesmo se suas mãos  pudessem tocá­lo, eles as retirariam de volta, impotentes e dolorosas. Fizeram isto mais de  uma ou duas ocasiões. Ele sempre sorria para eles, bondosamente, não escarnecendo deles,  deixando­os perplexos por suportar tudo isto. As crianças, a princípio, estavam tímidas  pela sua presença. Mas um pequenino tocou sua roupa para senti­la.

Quando ele retirou  sua mãozinha, ela brilhava transparente, e raios de cor azul­real emanavam da palma e  dos  dedos. Ele  se  retirou  encantado  mas,  não  se  sentindo  ferido,  correu  para  seus  companheiros e mostrou­lhes a maravilha que lhe acontecera. Por  algum  tempo  ficaram  distantes  dele  mas,  finalmente,  mais  um  ousado  novamente chegou perto e tocou sua roupagem. Os raios elétricos eram emanados como  antes, mas não brilhavam tanto quanto antes. Então os pequeninos vieram em duplas ou  em trios, e ele esperou que todos tocassem sua roupa.

Finalmente não havia mais raios nas  mãos dos que o haviam tocado. Desta vez, os mais amadurecidos dentre os mais velhos  mostraram mais cortesia em relação a ele, por sua gentileza com as crianças. Eles haviam  curiosamente observado as visitas e os atos das crianças. Então, puseram uma das mães à frente, que disse, “Poderia nos dizer, senhor, qual  é o significado desta luz que sai do senhor para estas crianças?”  E ele respondeu, “Boa mãe, aquilo de luz que você tinha na obscura vida terrena,  você deu para sua criança quando ele nasceu e mamou em seu peito. A luz mais intensa  que tenho em mim, dou também”.

“Mas, senhor Anjo”, prosseguiu ela, “por que então ela diminuiu nestes últimos  dias quando as crianças tocaram sua roupa? A luz no senhor agora está mais escura que  antes?”  “Não, boa mãe”, respondeu ele, “Não emito mais escuridão, apenas mais brilho a  cada vez que venho a vocês. É porque as crianças, tendo absorvido mais luz em si mesmas,  já não mostram mais tanta diferença entre eles e eu”. “Mas  mesmo  assim  percebemos  isto. A  nós,  seu  Dom  não  nos  parece  mais  brilhante do que quando veioaqui pela primeira vez até nós”.

“Por que vocês, sem quererem, brilharam também. E seus homens já não olham  para mim tão obscuramente agora, como antes o faziam. Mais ainda, vocês se afastaram  da fronteira onde o trabalho iniciou, e a região aqui é mais clara que aquela. Perceberam  isto?” 355 – A VIDA ALÉM DO VÉU  “Não senhor, porque andamos, mas vagarosamente, junto com a construção da  estrada, e suponho que nos condicionamos à atmosfera rarefeita enquanto subíamos. Mas  o senhor disse verdades, porque aqui as árvores são mais cheias de folhas, e há flores e  grama por toda parte”.

“Assim é o Reino dos Céus, em todas as partes e províncias. E assim é com as  pessoas que habitam nestes lugares todos. E agora, boa gente, todos vocês”, continuou ele  para a multidão que ajuntou para ouvi­lo falar com a mulher, “guardem isto em seus  corações, e também em suas mentes. As crianças foram seus pioneiros. Ousaram fazer o  rastro brilhar por vocês, quando vocês falharam.

Sejam como elas são: usem seus métodos  de inquirir e confiar, e todos irão para um brilho maior em menos tempo. Eles os lideraram  bem, estes pequenos. Deixem que eles os liderem ainda, e sigam­nos. Eles não vão liderá­los  para a dispersão”. E a aparição do velho Cavaleiro quando a multidão veio ao palácio, Arnel?

Isto, meu filho, também aconteceu, mas não como no parábola escrita para uso  terreno. Deixe­me contar­lhe. Dia chegou em que o Governador chamou o povo no meio da estrada, ainda não  completamente construída. Ele os liderou de volta até o ponto mais distante e as condições  dali eram tão pesadas que mal podiam suportá­las, o que antes faziam com facilidade. Isto  ele  fez  para mostrar­lhes o progresso que já haviam feito.

Então, voltaram­se, e ele os  liderou de volta ao longo da longa estrada em direção ao Palácio. E enquanto faziam a  jornada, ele indo sozinho à frente deles, perceberam que ele brilhava mais ainda, tanto na  roupa quanto seu corpo. Quando chegaram às portas do palácio ele brilhava transparente, todo em brilho  e luz, quase invisível. Eles o viram entrar e, no meio do caminho entre os portões e a frente  do palácio, ele ficou mais invisível e saiu do brilho desta Esfera até a sua própria e não foi  mais visto. Seu trabalho com eles estava terminado e completo.

Mas nos degraus em cima estava o novo Governador deles, sorrindo dando­lhes  boas vindas, convidando­os a entrar para a música de agradecimento ao Pai de Todos. Todos olharam para ele, que era apenas um menino, cuja face era muito bela e muito  sábia. Então  aceitaram­no,  lembrando  do  que  se  passou,  e  de  como  por  caminhos  improváveis foram liderados até então, sem entender, mas desejando que algum dia este  novo mistério fosse esclarecido a eles. Então, todos em grande silêncio, inclinaram suas cabeças e seguiram­no para  dentro, e ali participaram do Festival. Isto, meu filho, foi o que se passou primeiramente.

A  versão  terrestre  disto,  eu  lhe  transmiti  com  nenhum  propósito  a  menos. A  leitura disto eu transmito a você a seus leitores ainda na terra. 356 – Reverendo G. VALE OWEN II ÉPOCA DE NATAL: UM SANTUÁRIO CELESTE  Véspera de Natal de 1919. É véspera do Natal, meu filho. Estou pensando em quantos há, na vida da terra,  que  têm  alguma  ideia  das  forças  tremendas  que  se  agrupam  na  época  de  Natal,  em  estações como esta.

Claro, você sabe que a interação entre a esfera terrestre e esta da vida  espiritual é contínua. Varia em intensidade, também em tamanho, o montante de poder  que  vocês  geram  por  sua  devoção. Nesta  palavra  eu  incluo  não  apenas  suas  orações  estabelecidas, tanto públicas quanto privadas, mas todo o conteúdo de sentimentos que,  em certas estações, pairam sobre a terra. Na época de Natal é muito grande, e somos capazes de corresponder por outro  lado. As  duas  correntes  de  aspirações  e  respostas  encontram­se  no  meio  do  caminho,  mesclam­se, e o resultado não é limitado à soma de suas duas quantidades separadas e  agora adicionadas.

Há um outro fator que entra também em operação: o da geração. O  conteúdo total consequente da mistura é aumentado além da soma das duas. Nem a qualidade  é  estática. Vocês  poderiam  considerar  que  nossa  resposta,  completando suas  aspirações,  poderia  elevá­las  ao  nível  do  mérito. Mas  este  não  é  o  resultado final.

Porque, novamente, um terceiro ingrediente que entra chega de acima de  nós  ambos,  e  faz  todo  o  poder  criador  e  gerador. Então,  o  sentimento  desta  devoção  mesclada é elevado acima de nosso nível, como os nossos são acima dos seus, e ambos –  vocês e nós – somos abençoados por nossa elevação. Nós que nos inclinamos em direção a vocês, meu filho, somos como a multidão de  pessoas que desceu da Cidade Sagrada e foi em direção ao encontro da multidão que veio  em regozijo, de outras partes. Eles agruparam suas forças, e o primeiro grupo virou­se, e  viu que eles vieram da Capela Santa onde Deus tinha Seu lugar, entretanto o Senhor seu  Libertador estava com estes camponeses também e assim, em companhias, e com Ele no  meio, subiram em direção a Zion, e Jerusalém naquele dia foi preenchida de muito mais  riquezas que seus comerciantes ou seus religiosos conheciam. E agora para falar em mais detalhes.

Nós aqui deste lado mantemos nosso Festival do Cristo Menino como fazem vocês,  e com mais certeza pelo conhecimento e menos ensejo de especulação. Pois aqui temos o  Cristo­Criança em nosso meio – não mais certamente ou mais poderosamente que vocês –  mas nesta época, como em outras vezes, Ele manifesta a nós Sua Presença visível; enquanto  que na Terra Ele é visto assim apenas por poucos. O tempo está chegando, quando então  tal visão poderá ser aberta a muitos mais que agora é possível ser, mas ainda não é tempo. Você deve saber, meu filho, que o Cristo se manifesta em todas as Esferas, e com  frequência. Cada Manifestação é também apropriada, em caráter e em apresentação, ao  trabalho em pauta.

Ele não assume sempre a mesma forma nem o mesmo caráter. 357 – A VIDA ALÉM DO VÉU  Sei disso, Arnel, porque você já havia me dito isso antes mais de uma vez. Isso é bem verdade, meu filho, mas agora escrevo, como antes, não apenas para  você, mas para os muitos que lerão o que você escreveu sob minha influência. E alguns  podem não ler os  outros  Escritos,  ou  podem  ler  este  primeiro. Por  isso  faremos  tudo  completo, com o risco da repetição, a qual também não será inútil a você, e a eles será de  grande benefício. Assim, continuando:  Quando chega esta Época Sagrada, Ele vem como Cristo­Criança, e Se manifesta  em muitas esferas ao mesmo tempo.

O número não importa; Ele tem este poder.  24  EmForma­presente  , percebo. EmForma­presente que, veja bem, é Presença Real. Bem. Quando  as  multidões  chegam  juntas  para  a  reverência,  então  Ele  é  visto  ganhando visibilidade diante deles em tal forma que é muito procurada para uma ajuda e  soerguimento. E nestas Assembleias nesta noite, e amanhã à noite, e através de toda esta  época de Natal, muitos serão persuadidos em sua hora de sono – e uns poucos enquanto  acordados–eserão levados ao céu apropriado ao seu grau de espiritualidade atingido.

Ali  estarão reunidos com seus companheiros desencarnados em adoração ao Cristo, seu Rei. Arnel, tem estado em minha mente nos últimos dias a lembrança de um lindo  hall duplo que vi durante o sono algumas semanas atrás. Eu tinha afastado isto de mim e  tem  retornado  persistentemente,  de  tal  forma  que  chego  a  pensar  que  há  alguém  empurrando esta lembrança em minha cabeça. Ela está diante de mim todo o tempo em  que estou escrevendo hoje. Que me diz disto?

Posso ver isso ali, meu filho. Eu já havia visto enquanto estive com você de tarde. Conheço bem o prédio. Mas não o pus em sua mente desta vez. Um momento, meu filho,  enquanto pergunto.  (pausa de um minuto)  Meu filho, quem tem impressionado você com esta cena e que a trouxe à sua  cabeça três dias atrás, quando você quase a esquecera, é aquele que estava com você  quando visitou este templo.

Ele está aqui agora e falará com você, se quiser. É também de sua vontade, Arnel? Mas é claro que é, ou não teria permitido sua entrada neste recinto. Não, eu fiz  com que ele entrasse aqui. Permitiria, amigo, tomar a tarefa de meu senhor Arnel por um curto espaço de  tempo?

Vim pela vontadedele e falarei pela sua também. Se ele sancionou sua chegada, certamente. Eu lhe agradeço, amigo, e explicarei. Foi pelo convite de Zabdiel que o levei até  aquele santuário no qual esteve pensando.  24  “Uma Forma‐presente é uma forma pela qual uma pessoa torna‐se localizada e visível em forma,  distante de si mesma. A forma não é vazia de signo ou símbolo, mas é vívida com a vida da pessoa  que assim se manifesta, sendo as ações expressões suscetíveis  ao pensamento,  desejo, ações e  estado espiritual de seu original.”– Os baixos planos do céu, Livro I desta série.

“A Forma‐presente pode ser projetada pelo operador para algum lugar distante de si  mesmo. Ou  pode ser afastada à distância por uma ou mais pessoas operando em uníssono.” As Crianças do Céu,  Livro V desta série. 358 – Reverendo G. VALE OWEN  Como é que Arnel não sabia disso? Ele sabia de sua ida para lá, e ia lhe contar uma cerimônia que ele testemunhou  ali. Quando você falou disso por sua própria iniciativa, ele chamou­me para que pudesse  guiá­lo na descrição do local.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.