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Capítulo 82 de 87

Parte 82 de 87

A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro

VALE OWEN  onde estavam instalados os departamentos de treinamento dos quais lhe falei. Os  trabalhadores  estavam  verdadeiramente  deliciados  com  o  sucesso  de  sua  labuta e, parando com suas atividades, aproximaram­se para examinar seu trabalho. Quando  se  reuniram  novamente,  o  Bispo  falou­lhes  desta  forma. “Bom  povo,  tenho em minha mente, e está na mente de meu irmão nosso Vereador, que agora nós  temos mais uma obrigação a cumprir, antes de irmos cada um para seu próprio distrito  especial, para continuarmos lá nosso treinamento. A Casa de nosso jovem Líder James está  ainda da forma que era antes, quando esta comunidade não era tão numerosa.

Não é um  aumento de serviço tratarmos do acúmulo maior de forças centralizadas sobre ela, vindas  das várias partes da colônia, da forma que ela está agora. “Deixe­nos portanto, com sua licença, senhor, que nos reunamos mais uma vez, e  construiremos para o senhor uma casa para residir, quando estiver aqui neste lugar, de tal  forma  que  será  digna  das  obrigações  mais  ampliadas  que  agora  o  senhor  tem  de  sustentar.”  A isto James respondeu, “Agrada­me muito, meus bons amigos, que tenham em  mente fazer isso. Vocês construirão esta nova Casa, da forma que permitam seus poderes  para tanto. E para aquilo que não tiverem forças, faremos uma petição aos das esferas  superiores  que  observam  o  seu  progresso. Eles  designarão  e  terminá­la­ão,  dando  o  desfecho ao seu trabalho com o deles.

Agradeço a lealdade de vocês até aqui, e pelo seu  bom trabalho. Sua atual fase de evolução será, portanto, coroada com a construção de  nossa Casa.”  Quarta, 15 de dezembro de 1920. A  construção  da  Casa  de  James  segui­se  desta  forma. Buscamos  um  direcionamento de procedimentos junto aos que tinham o conhecimento deste assunto, e  das esferas mais elevadas veio uma delegação de cinco arquitetos e mestres de obra. Dois  deles  eram da Esfera Oito.

Eram os projetistas do edifício. Dois eram da esfera Cinco. Tinham um conhecimento profundo das substâncias básicas da Esfera Quatro, já que se  mantinham  em  contato  constante  com  a  ciência  deste  reino. Eles  estavam,  portanto,  capacitados para lidarem com a construção da casa. O outro era um residente habitual da  Esfera  Quatro,  mas  residente  por  sua  própria  escolha,  já  que  por  merecimento  verdadeiramente era mais elevado.

Ele permaneceu aqui pelo propósito de ficar cuidando  de assuntos como esse, que se apresentam de vez em quando. A razão desta combinação era que os arquitetos, sendo de esfera superior, fariam  o  projeto  mais  sublimado  do  que  faria  algum  habitante  da  região  onde  a  casa  seria  construída. Os  artífices  desejariam,  com  seus  artesãos,  igualar  o  desenho. Não  abrangeriam o total, não, mas concluiriam a estrutura como pudessem – por causa dos  elementos das esferas acima da Esfera Quatro que usariam entremeados nela – levando os  observadores a perceberem que, intrinsecamente, havia um ingrediente místico. Assim, eles  seriam  levados  a  desejarem  isso  também.

É  um  dos  usos  de  nossas  residências  que  colocamos, quando a ocasião aparece. São lições visíveis ao povo, das qualidades invisíveis  que esperam por se desdobrar, conforme progridam de uma altitude para outra, de grau  mais elevado. O quinto trabalhador seria o que acompanharia a construção do prédio a cada  estágio  das  operações,  para  verificar  que  nada  exceda  a  competência  nem  dos  trabalhadores, nem da maleabilidade dos materiais daquela região que seriam usados na  estrutura. Primeiro veio a planta da Casa. Não é como as que vocês usam na terra, meu  filho.

Para  mostrar­lhe  como  fazemos  este  trabalho  por  aqui,  vou  narrar­lhe  os 443 – A VIDA ALÉM DO VÉU  procedimentos de certa forma detalhados. Quando a velha Casa foi desintegrada e o espaço limpo, o Quinteto veio até a  Clareira, e chamamos os trabalhadores também. Eles alinharam as duas colunatas, e a  frente do arco. Os Cinco ficaram no platô, agora mais espaçoso, onde tinha estado a Casa  do jovem governador. Ele estava lá, e Habdi?

Esteja certo disso. Sim, todos nós viemos ver este lindo trabalho. Ficamos sobre a  plataforma com os trabalhadores. Então iniciaram seu trabalho com a correta seriedade, e logo no meio da Clareira  vimos a grama tomando um aspecto luminoso num espaço de umas doze jardas por três. Então o retângulo projetou de si mesmo seis quadrados, três em cada lado.

Esta forma era  a  planta  básica  da  casa  a  ser  construída. Lentamente  as  paredes  subiram  e  os  arcos  tomaram forma, desde a base até em cima. Era uma realização muito lenta, porque subia  polegada por polegada, completa em todos os detalhes de ornamentação e estrutura, tanto  internos quanto exteriores. Então, finalmente ficou pronta. Fomos todos até lá inspecionando, e podíamos ver tudo, e cada linha dela.

Estava  banhada por uma luz cintilante que a fazia translúcida. Desta forma os compartimentos  interiores ficavam aparentes para nós, como já estavam as partes de fora. O trabalho de construção não foi retomado por um tempo, mas os trabalhadores  gastaram sua folga discutindo o modelo ponto por ponto, e como fariam no tratar de  variadas partes, ou se este pilar, ou arco, ou escadaria poderiam ser feitos neste modelo  com o material que tinham à mão. Então, eles, grupo após grupo, retornariam ao modelo e  encontrariam outros artífices ali para o que determinava aquele propósito. Retomariam a  discussão novamente, e a ajuda poderia ser pedida ou dada, mutuamente.

Assim, tudo  continuava, e havia um grande prazer em todos, e para nós também, que observávamos  seu comportamento alegre e semblantes brilhantes. A maioria deles eram, meu filho, os que  trouxemos para cá vindos do Porto Pedregoso. Você poderá imaginar nossos corações, nós  que cuidamos destas pobres crianças da terra em sua fraqueza. Agora estavam fortes e  bonitos, e cheios de propósitos corretos. Era uma coisa abençoada de se ver.

Bem, a casa foi começada, e terminada, peça por peça. Eles a levantavam até  certo  ponto,  paravam  e  consultavam  o  projeto,  comparando detalhes  com  os  detalhes  mostrados. Aqui havia uma pilastra levantada uns dois pés da base. Mas os dois lados não  estavam bem  na projeção reta, ou a coloração talvez estivesse ligeiramente alterada. Então  começavam  tudo  novo,  até  que  tudo  estivesse  perfeito.

Então  procediam  à  construção da próxima polegada. Mas estavam muito cuidadosos, na verdade, para que  tudo fosse tão bem feito quanto eles fossem capazes de fazer. Pois esta seria a Casa de  James, seu jovem e gracioso governador, e seu amor por ele era grande e sincero. A Casa estava completada em sua estrutura. Vou descrevê­la a você.

Nós nos aproximamos dela, vindos do Parque além da Clareira. Na frente está  uma linda arcada arredondada com uma cornija em cima, como o lábio de uma criança, de  tão leve e suave que era. Em cada lado, com uma parede conectando, havia uma torre com  compartimentos para os que esperavam os visitantes vindos de terras distantes, e também  por  mensagens  dos  estabelecimentos  espalhados  aqui  ou  ali. Passamos  pela  arcada  e  entramos na Clareira. Ela é coberta de grama, e em cada lado há uma colunata onde, em  torno de seus pilares, vemos arbustos e flores, e além deles a região arborizada, com  caminhos e avenidas.

Havia paz em todos os lugares, na Clareira e fora dela também. Diante  de  nós,  na  extremidade  mais  afastada,  subia  um  aclive  que  tinha  continuidade numa escadaria de alabastro. Ela passava quase que por toda a extensão da  Clareira e, além da balaustrada, em cada ponta há uma pérgula com uma fonte de águas  diante dela, e flores em canteiros e subindo em trepadeiras. 444 – Reverendo G. VALE OWEN  A fachada é uma série de nove arcos que partem do chão até dois terços da altura  total. Os  dois  maiores  arcos  destes  estão  cada  um  do  lado  do  arco  central,  que  está  comprimido numa forma ogival.

Acima desta arcada há sete arcos menores, e a cornija  formando curvas sobre o todo, determinando sua silhueta. Esta silhueta é interrompida por outros arcos e domos que se elevam atrás deles,  dos compartimentos centrais. Isto é uma elevação lateral da Casa que se alonga para trás  partindo da Clareira. Nas duas longas laterais projetam­se três torres em cada. Mas elas  não são vistas da Careira, exceto seus topos.

Pois projetam­se além da largura da Clareira  e são escondidas pelas árvores. Mas seus topos são vistos, e são circulares. Estas seis torres  tomaram muito dos esforços dos trabalhadores, já que as curvas não são comuns e difíceis  de  serem  executadas  pelo  fato  de  que,  apesar  de  saírem  quadradas  de  suas  bases,  terminavam circulares. Mas eram muito belas de se ver do plano que se estendia dos dois  lados da Casa. Dentro dela  havia  um  amplo  hall  central  de  encontros,  e  este  era  quadrado.

Saindo dele havia corredores, e diante dele havia um espelho d’água como vestíbulo. Qual era o propósito destas torres, Arnel? Eram para o uso dos visitantes. As  da  esquerda  eram  para  os  visitantes das  esferas mais altas, e as da direita para as pessoas da Esfera Quatro e Três, e a outra para  os que chegavam aqui vindos da terra na hora do sono. Elas foram construídas com um  desenho certo e com material especial.

Eram sempre servidas por um grupo cuja obrigação  era permitir que estes visitantes se condicionassem ao ambiente daquela Clareira. Chame­as  de  “Câmaras  de  Vestir”,  meu  filho. Isto  descreverá  bem  seu  uso  e  propósito. Você escutou falar sobre a roupagem de casamento, e aquele que não a tinha, na  parábola. Retomo­a, estas torres tinham o propósito de assegurar que esse incidente não  aconteça na Clareira.

Isso seria possível? Com certeza, meu filho. Soube que muitos teimosos temerários se intrometem nas  regiões aonde não estão corretamente sintonizados. O livre arbítrio aqui é como entre  vocês, e é sempre usado livremente. Alguns têm força para suplantar a sua sabedoria.

Bem,  eles encontram sabedoria para se retirarem para sua própria atmosfera. Alguns aprendem  sua lição desta forma, os que não o fariam de outro jeito. Mas sempre são exceções. E eles  não vêm frequentemente para um local tão avançado como é a Esfera Quatro, e ainda  numa parte tão avançada como a Clareira. Seria  possível,  para  esses  de  esfera  bem  inferior,  quero  dizer  os  espíritos  malignos,  forçarem  seu  caminho  numa  esfera  mais  elevada  e  prejudicarem  seus  habitantes?

Eu hesitei um pouquinho, meu filho. Na teoria não vejo por  que não fariam,  exceto que o prejuízo que seriam capazes de trazer não seria nem permanente, nem sério. Se  tal  contratempo acontecesse de fato, o resultado aos habitantes não seria tanto de  injúria, mas de tensão. Seria ocasionado por dois fatores, isto é, o testemunhar da agonia  dos invasores quando a loucura de sua fuga passasse com o tempo, o que aconteceria  rapidamente, e também pela razão da proximidade do elemento inferior e estas vibrações  sem amor que colidiriam com as suas durante o curto espaço de tempo em que os invasores  pudessem sustentar seu intento. Isto em teoria.

Na prática nunca soube de uma intrusão da  parte de um grupo de necessitados. Não há tradição em tais ataques? Parece­me, meu filho, que você tem em mente a tradição terrena de guerra no 445 – A VIDA ALÉM DO VÉU  céu. Mude esta palavra “céu” para “esferas”, e estas, em esferas mais baixas, e eis aí. Eu já  havia dito sobre esta guerra, e que é apenas uma de muitas que têm acontecido, à medida  que as eras vêm passando.

Mas isso são altas políticas, e não da Clareira e da Casa daquele  santo jovem nobre que os liderava. Quando tudo estava terminado, os trabalhadores descansaram, olhando para sua  obra com muito prazer e bastante orgulho. Começaram a ver que seu extenuante esforço  para progredirem em merecimentos espirituais não era sem benefício prático também. Seus talentos poderiam ser colocados em uso de tal forma que se tornariam visíveis em  algum trabalho permanente para a comunidade, como no caso da Casa de James. Mas  enquanto  descansavam,  outros  se  ocupavam  com  a  obra.

Conforme  as  pessoas andavam na Clareira agora, e de novo, viam uma forma semi­visível passando  através dos arcos, ou permanecendo sobre o telhado ou sobre o platô. Então sumia das  vistas, ou entrava na Casa, sumindo assim das vistas deles. Eram trabalhadores das altas  esferas. Eles vinham para consolidar a construção, ou para introduzir em sua estrutura  algo de seu próprio ambiente e desta forma elevar suas influências, tão alto quanto fosse  possível fazer a respeito de uma casa, mesmo que localizada na Esfera Quatro, e também  criada por aqueles que eram cidadãos dali. Quando eles terminaram seu trabalho, toda a estrutura tornara­se aumentada  em sua beleza.

Mas ninguém poderia dizer em que particular ela tinha agora o que antes  lhe faltava. Apesar disso, de alguma forma indefinida todos estavam conscientes de uma  sensação mais refinada, tanto em cor como em traçado. Também, de maneira suave, ela  tinha  uma  aparência  de  estar  dotada  da  faculdade  de  sensação,  mas  não  num  grau  pronunciado como nas regiões mais avançadas. Uma  coisa  devo  lhe  dizer  aqui,  antes  de  continuar  com  minha  narrativa. É  concernente  à  maquete  que  estava  no  meio  da  Clareira.

Ela  não  foi  desmaterializada  quando a Casa acabou. Não servia mais em seu uso primordial. Mas foi deixada ali para ser  um toque na área grande de gramado verde, onde estava colocada. Como foi feita por aqueles nossos arquitetos, bons ajudantes, foi cuidadosamente  pintada como a Casa seria. Eles cuidaram dela da forma que ela não podia ser, ou seja,  uma réplica do prédio maior.

Seria deixar com que um derrotasse o outro em interesse e  graça  artística. Portanto  reduziram  a  sua  coloração  até  que  foi  deixada  com  uma  aparência de alguma substância entre pedra de alabastro e marfim esmaecido, com os  topos das torres tingidos de um leve dourado, e da mesma forma as curvas dos arcos. Assim, o modelo tornou­se para eles uma capela e um indicador em um só. Ela estava ligada à Casa por certo sistema vibratório, mutuamente sensível. Se  algum  visitante  viesse  por  aquele  caminho,  ou  se  qualquer  um  dos  que  tivessem  trabalhos  normais  estivesse  naquelas  paragens,  estes  saberiam  o  que  estava  acontecendo ali dentro da Casa: os atendentes da Clareira poderiam olhar naquela capela  e poderiam saber tudo o que queriam saber.

Isto evitava que muito tempo e trabalho fosse  desperdiçado,  já  que  a  Casa  era  muito  ampla,  e  tinha  muitos  departamentos  nela,  e  também além, nos jardins e nos arredores. Aqui na Capela poderia ser lidos, sumarizados  em epítome, todos os assuntos em pauta a qualquer momento em toda a casa e em torno  dela. E  era  uma capela porque sempre que as pessoas sentissem a necessidade de  alguma força extra para cumprirem suas tarefas, a qualquer hora poderiam ir até ali e,  repousando na Clareira ou estando próximo ao modelo, cairiam em meditação. Então  seriam atendidos com os grandes poderes na Casa em si, e os de sua comunhão com seu  Governador e seus ajudantes. Desta forma, a ajuda era dada sem que invadissem o tempo  de seus líderes.

Eles iam para a Clareira como o seu povo vai à igreja, pelo silêncio e  aspirações e, para eles ali, ela era seu altar de oferenda e de alívio. Agora,  quando  a  Casa  estava  quase  completa,  tivemos  uma  assembleia  de 446 – Reverendo G. VALE OWEN  inauguração. Uma nova era estava se abrindo, e era necessário que tudo, lugar e pessoas,  fosse ajustado à próxima novaperspectiva. O interior  do  grande hall  estava  cheio  de pessoas.

Num  lugar  elevado,  numa  extremidade, estava James. Então veio em sua direção um homem de aspecto muito bonito. Usava uma longa roupagem branca, e sobre ela um manto azul profundo e dourado. Sobre  seus quadris havia um cinturão largo vermelho debruado em branco. Sua face brilhava de  tal forma que parecia haver, em seu semblante e sobre seu cabelo, um halo dourado de  uma garoa quase invisível de alguma esfera distante, acima dali.

Ele disse, “Vim até vocês, que são chamados o Povo da Clareira, para transmitir­  lhes as palavras de cumprimentos dos que, invisíveis a vocês, observam, de lá daqueles céus,  o seu progresso neste, onde estão cumprindo seu caminho. Vim a vocês como delegado  daquele  que  desceu  da  Esfera  Crística  até  a  minha,  para  que  eu  lhes  entregasse  esta  mensagem. É esta: O Cristo nosso Líder não está desatento em relação a vocês e o que têm  feito até aqui. Como Ele foi retirado da terra violentamente por Seus contemporâneos,  também vocês foram. Lembrem­se disso, porque nisto vocês são companheiros d’Ele.

Ele  sabe das suas discussões quando pensamentos malignos eram sugeridos a vocês, e destes  pensamentos vocês se afastaram, virando seus rostos e olhando em direção aos céus, com  tristeza  e  corações  ansiosos. Assim  Ele  fez;  e  aqui  novamente  estão  vocês  e  Ele  relacionados: O brilho que atingiram aqui neste ponto mais alto da Esfera Quatro; nele, Ele  se abrigou quando ascendia das Oliveiras em direção à Casa do Pai naquela época. Esta  radiação  vocês  atingiram,  e  ela  tem  brilhado  sobre  vocês,  e  sobre  suas  moradias,  condensada por atração, estando vocês mesmos sempre brilhando. “Agora caminhem em frente, bons filhos da Clareira, e do Cristo, já que Ele os  espera lá, onde podem vê­Lo na majestade de Sua Santidade e na simplicidade de Seu  amor. “E agora deixo a vocês, como líder, aquele a quem vieram a amar pela sabedoria  e pela bondade que são dele.

Enquanto esta Casa estava sendo construída, ele adentrou em  uma  esfera  mais  adiantada  daquela  em  que  ele  estava  quando  os  encontrou  lá  na  escuridão, para os liderar até aqui. Ele os guiará bem, e muito serviço prestarão aos seus  companheiros que têm muita necessidade de ajuda, como ele lhes mostrará. “Que Deus, e o Cristo de Deus, guiem­nos sempre, bom Povo da Clareira. Elevem  agora seus corações num cântico da alegria, e dêem ao seu jovem senhor suas bênçãos”. E assim realmente fizeram, sim, meu filho, ardentemente.

Pois eles  amavam o  nobre líder com um amor incalculável. Eentão ele falou a eles. Ele estava mais solene do que eu já havia visto até então. Também a dignidade desempenhava ali seu papel, na sua pessoa e nos seus movimentos. Era  inconsciente  da  parte  dele,  mas  não  podia  ser  de  outra  forma.

Ele  havia  sido  transferido para uma esfera superior, e isto não significa apenas um grau mais elevado de  autoridade, mas também um inerente acesso a poderes pessoais. Ele era simples e humilde  como sempre foi. Mas teve sua nobreza aumentada. Eles viram seu aspecto modificado,  estas pessoas, e entenderam. Viram tudo, e isso fez com que o amor ficasse não menor, nem  menos íntimo, mas sua reverência por ele aumentou um pouquinho mais.

Ele disse, “Por todo o seu companheirismo, meus amigos, eu agradeço. Esta Casa,  onde deverei estar quando residir entre vocês, está consoante com os sussurros de seu doce  amor por mim. Bem, nós realizamos algo juntos e faremos mais ainda; pois há os que  esperam por nossa ajuda, ajuda esta que ninguém pode fazer melhor que vocês. Isto me foi  mostradoenquanto estive lá em cima, naquela esfera que agora é meu lar. “Nosso Pai nos deu uma terra maravilhosa, para nela construirmos nossa colônia  atual.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.