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Capítulo 19 de 87

Parte 19 de 87

A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro

Agora, não é demais dizer que a órbita apresentada de todos estes corpos dos  sistemas celestes são formadas em dois princípios: o da linha reta e o da curva. É mais  verdadeiro e exato dizer que suas órbitas podem ser descritas como sendo feitas de uma  forma única, a da linha reta. Todos seguem impelidos para um curso reto e preciso e não é  conhecido por nós nenhum que viaje em curva. Astrônomos explicarão o porquê disto, mas  darei um exemplo aqui. A terra, suporemos, é colocada em sua jornada.

Viaja numa linha reta desde um  ponto. Este é seu movimento potencial. Mas, direcionalmente, ela deixa aquele ponto e  começa a virar­se em direção do sol e, pouco depois, veremos que está se movendo em  elipse. Não há linha reta aqui, mas uma série de curvas que trabalharam juntas em uma  figura, que é a órbita da terra. A atração do sol não foi em forma de curva, mas de uma linha reta, direta.

Foi a  combinação destas duas linhas retas de energia– o ímpeto da terra e a gravitação do sol –  que, sendo perpetuamente exercidas, dobrou a órbita da terra da forma de reta para uma  forma de elipse, e uma na qual muitos elementos de curva entraram para construí­la  completamente. Deixei  de  lado  outras  influências  que  a  modificam  novamente  para  concentrar sua mente neste grande princípio. Eu coloquei tudo em uma fórmula, assim:  Duas linhas retas de energia, operando uma na outra, produzem uma curva fechada. Ambas, você notará, estão bem ordenadas em seu trabalho; e ambas são bonitas e  de um magnífico poder. Portanto, nenhum mover de corpo material parecia maravilhoso,  mas assim é na verdade.

Pois cada um modificando o outro, e o maior dominando o menor  sem privá­lo de seu poder essencial e de sua liberdade de movimento, tudo isto por ação  conjunta – exercida e dirigida aparentemente em oposição – produzem uma figura de  maior beleza que duas linhas retas, que são como os pais da criança. Agora,  penso  que  você  não  diria  que,  por  estas  forças  serem  vistas  sendo  exercidas uma contra a outra, este seria um mau projeto ou um plano cuja origem é o mal. Veja que estes dois corpos ainda continuam sua jornada através do espaço ano após ano, e  século após século, e comece a pensar com mais reverência e respeito do que com injúria. Isto  requer  uma  inteligência  que  é  maravilhosa  em  seu  trabalho  e  poderosa  em  sua  operação; e você ora a Deus Cuja mente concebeu tudo isto, pois Ele de fato é muito  inteligente e grande. E você faz bem.

Então quando contemplam outros trabalhos Seus, mas não os entendem tão bem  como a este, algumas vezes vocês homens ficam muito dispostos para duvidar d’Ele e de  Suas maneiras de trabalhar. Vocês veem uma oposição de forças aos fatos na vida humana,  e dizem que Seu plano é aqui imperfeito. Ficam pensando que Ele deveria ter feito de uma  maneira melhor; e muitos duvidam de Sua inteligência e de Seu amor porque estão vendo  apenas uma secção de um minuto da curva de uma grande órbita de existência, e só podem  concluir  que  tudo  esteja  falhando,  falhando  até  chegar  à  destruição;  ou  no  mínimo  concluem que a linha reta e direta seria o melhor caminho, e não estas combinações que  dobram o ímpeto da vida humana de sua direção própria de evolução: sem desastres e sem  dor. 109 – A VIDA ALÉM DO VÉU  Meu querido amigo e tutelado, estas coisas deviam ser de outra forma que não  esta,  mas  não  estariam  tão  amorosamente próximas de completarem sua órbita como  estarão no caminho no qual Ele, Que fez tudo e vê o fim das coisas, mandou­os caminhar  para adiante. Estas forças que em oposição produzem tensão e agonia e dor são como  aquelas que fazem a órbita da terra ser o que é; e Ele, Que vê a forma perfeita, considerou  isto bom para funcionar; portanto, com paciência, olhe na direção da consumação deste  Seu esquema perfeito. Nós aqui não vemos, nem ela inteira, nem muito da estrada em frente, menos  ainda vemos a mais do que vocês veem, e desta forma nos conformamos em nos satisfazer  com o esforço para ir adiante, ajudando outros na estrada, contentando­nos e acreditando  que  tudo  estará  bem  à  frente,  não  importa  o  quão  longe  iremos.

Pois  agora  não  procuramos com muito empenho considerar o curso onde estamos viajando, envolvidos  com a bruma terrestre que nos impede de ver, mas olhamos a estrada vinda da atmosfera  clara  e  iluminada  destes  reinos  celestes;  e  digo­lhe  que a  órbita  da  vida  humana,  que  trabalha em direção à perfeição, é bela também: tão bonita é, e tão amorosa com tudo  aquilo, que frequentemente paramos para pensar na Majestade de Amor e Inteligência  Harmoniosa, diante de Quem nos curvamos numa adoração que não posso exprimir em  qualquer palavra minha, exceto somente pela sensibilidade de meu coração. Amém, e minhas bênçãos a você, amigo. Olhe para frente e sem medo; creia­me,  tudo é justo adiante, e tudo está bem. +  Segunda, 17 de novembro de 1913  9  “O que vês escreve em livro”. Estas palavras foram ditas por um anjo para João,  em Patmos, e ele se desincumbiu da tarefa como pôde. Escreveu sua narrativa e distribuiu­  a a seus confrades; e desde aquele tempo até agora os homens têm que lutar para arrancar  dos escritos o seu significado.

Tentaram um método e outro, e confessaram­se perplexos. Sua  perplexidade  ainda  está  em  suas  atitudes  porque,  amigo,  se  tivessem  lido  como  crianças pequenas leem, teriam sido capazes de abrir as portas com a chave certa, e entrar  no  Reino  para  ver  que  tantas  belezas  esperam  e  para  isso  são  capazes  de  usar  simplesmente palavras simples de um homem simples, e crer. Mas os homens sempre amaram a perplexidade, e procuram achar profundidade  e grandeza de sabedoria. E falham, pois, procurando na superfície do vidro, são ofuscados e  cegados pela luz refletida, quando deviam olhar através e além, para as glórias reveladas. Assim agem os homens acrescentando perplexidade à perplexidade e chamam a  isto de conhecimento.

Mas o conhecimento não está em uma sabedoria confusa, mas na  falta disto. Então, quando procuro explicar­lhe alguma parte e, através de você, aos outros,  não olhe muito para a superfície das coisas, no método preciso pelo qual isto se passa; e  não comece a duvidar das palavras e frases familiares a você como se fossem suas, pois são  elas o meu material com o qual construirei minha casa, e somente posso usar as que eu  encontrar guardadas em sua mente. Mais que isso, em todos estes anos passados você tem sido observado e preparado,  em  parte  para  esta  verdadeira  finalidade,  onde  deveríamos  usá­lo  assim,  e  onde  falhássemos, para posteriores contatos com sua esfera material, aí você próprio deveria vir  em nossa ajuda. Podemos mostrar­lhe coisas – você deve transcrevê­las. “Assim, aquilo que  vês escreve em livro”, e mande­o para que os homens se ocupem dele, cada um de acordo  com a medida de sua capacidade, e cada qual da forma que suas faculdades estejam  9  Apocalipse,1:11 110 – Reverendo G.

VALE OWEN  estimuladas para as coisas espirituais. Deixemos que isto baste, então. Venha conosco, e  dir­lhe­emos de que somos capazes. Vocês dizem “nós”. Há outros aí?

Trabalhamos  todos  juntos,  amigo. Alguns  estão  presentes  comigo  em  corpo;  outros, ainda que estando em suas várias esferas, são capazes de enviar para cá sua ajuda  daqueles reinos, sem que saiam de lá. Também há certa ajuda que só pode ser enviada  assim. Pois saberá que como ao mergulhador no fundo do mar deve ser fornecido o ar  necessário por aqueles que estão sempre em cima cuidando do seu suprimento, assim  também é muito necessário que sejamos auxiliados ao mesmo tempo em que auxiliamos. Desta forma somos capazes de falar mais claramente à sua mente das mais altas verdades  enquanto estamos nestes planos inferiores trevosos e mais grosseiros, como no fundo do  oceano nosso ar natural é restrito e nossa luz é envolta em bruma.

Pense nisto e em nós  nesta sabedoria, e será capaz de entender uma parte de nossa tarefa. Há alguns que perguntam por que os anjos não têm aparecido hoje em dia como  nos tempos mais antigos. Aqui há muitos erros em poucas palavras, e dois preeminentes. Em primeiro lugar, anjos de alto nível nunca vieram frequentemente ao plano terrestre,  mas um aqui e outro ali ao longo das épocas; e aqueles foram valiosamente chamados para  um lugar predisposto nos anais dos grandes eventos. Anjos não vêm desta forma à terra e  aparecem visíveis, exceto se estiverem em comissões especiais muito raras.

Isto seria uma  extensão da nossa difícil tarefa: primeiramente o mergulhador afunda nas águas escuras e  muito profundas, e então deve condicionar­se para tornar­se visível àqueles que são quase  cegos e que habitam no fundo do oceano. Não, trabalhamos para homens e estamos presentes com eles, mas de outras  formas que estas, de acordo com as regras e os métodos variáveis conforme cada tarefa  requeira. E este é o segundo erro cometido, porque estamos presentes e vamos à terra  continuamente. Mas na palavravamoshá mais coisas ocultas do que posso revelar. Mesmo  os que estão deste lado, nas esferas entre nós e você, não entendem ainda nosso poder e as  maneiras de usá­lo, mas somente em parte, conforme vão aprendendo ao longo de sua  evolução.

E assim deixe que fique. Agora explicarei a você outro tópico de interesse. A audiência que Jacó teve com o anjo no Jabock, quando ele lutou com ele e  triunfou: O que, pense você, foi a luta, e qual foi a razão de ter sido negado o nome do Anjo? Penso que a luta foi uma luta corporal; e que a Jacó foi permitido que triunfasse  para lhe mostrar que sua luta com sua própria natureza durante sua residência em  Padan Aram não foi em vão – e ele triunfou. Penso que o Anjo recusou dar seu nome  porque não era lícito dá‐lo a um homem ainda na carne.

Bem, a primeira resposta é melhor que a segunda, meu tutelado, a qual não está  dizendo muito. Pois, veja, se ele não forneceu o nome porque não era lícito fazê­lo, por que  não era lícito? Agora,  a  luta  foi  real  e  verdadeira,  mas  não  na  forma  pela  qual  os  homens  usualmente lutam. O Anjo não podia ser tocado com mãos mortais impunemente. Ele se  manifestou  em  forma  visível,  e  aquela  forma  era  também  tangível,  mas  não  para  ser  tratada  rudemente.

Por  isso  o  poder  do  Anjo  foi  tal  que  o  mero  toque  firme  de  Jacó  produziu deslocamento. O que, então, teria Jacó retido daquela forma em seus braços? Mas  o Anjo foi retido ali pela vontade de Jacó: não porque a de Jacó fosse mais forte, mas por  causa  da  condescendência  do  Anjo  e  de  sua  cortesia. Enquanto  Jacó  desejou,  ele  permaneceu, mas cortesmente perguntou pela permissão de ir­se. Assombrou­se com esta  grande indulgência?

Pense no Cristo do Senhor e Sua humilhação entre os homens e seu  assombro não irá longe. Cortesia é uma das manifestações exteriorizadas de amor, e não  pode ser negligenciada no curso da evoluçãoque nos faz o que somos e o que seremos. 111 – A VIDA ALÉM DO VÉU  Então o Anjo foi retido porque deu de si. Mas Jacó não é tão triunfante. Nele, seu  recentemente percebido poder de vontade e caráter preponderam em seus sentimentos  mais nobres para o tempo, e demandam uma bênção. Isto é obtido, mas o nome do Anjo,  não.

Não seria muito correto dizer que não era lícito que fosse dado. Algumas vezes os  nomes são dados. Mas neste caso, não; e por esta razão: Há muito poder no uso de um  nome. Saiba disto, e lembre­se; porque muita desgraça acontece continuamente em razão  do  mau  uso  dos  nomes  sagrados,  desgraças  surpreenderam  e  frequentemente  foram  consideradas imerecidas. A Jacó, para seu próprio bem, foi negado.

Ele havia mostrado seu  arbítrio ao demandar uma bênção, mas não deveria ser dada para que não demandasse  mais. Ele entrou em contato bem próximo com um grande poder e devia se restringir ao  plano daquele poder, ou a luta que ele tinha ainda que enfrentar não seria vencida por ele. Agora vejo em sua mente uma pergunta sobre a possibilidade de demandarmos  insensatamente,  e  assim  obtermos. As  coisas  são  tão  ordenadas  que  não  só  há  esta  possibilidade, mas continuamente acontece. Pode parecer estranho a você, mas o socorro é  frequentemente requisitado destas esferas, de um modo tal que ele deve ser enviado, e  entretanto melhor seria que fossem usados os recursos próprios do pedinte e por isso  mesmo ele alcançaria um poder maior, que por esta outra forma, um nome sendo chamado  com veemência pelos da terra; o dono deste nome nada fará exceto ser notificado.

Ele  atende e atua como possível, da melhor forma. Só posso pensar que Jacó fez melhor evolução em sua questão com Esaú, e com  seus filhos e com a fome, e com as muitas provações que teve que passar, ao trazer sua  própria  força  de  personalidade  para  auxiliá­los,  do  que  ele  teria  feito  se  chamasse  continuamente em seu socorro seu anjo de guarda para que fizesse aquilo que ele poderia  fazer por si. Este socorro teria sido frequentemente recusado, e ele, incapaz de entender,  provavelmente teria diminuído sua fé e ficado confuso. Algumas vezes o socorro teria sido  enviado, e de uma maneira tão patente que precisaria de uma vontade muito pequena  para o entendimento, e, portanto, pequeno avanço. Mas não persistirei nisto por um tempo maior.

Meu objetivo em citar o caso de  Jacó foi mostrar­lhe que você não está afastado de nós, nem nós de você, só porque não  pode nos ver nem ouvir nossas vozes. Nós falamos e você ouve, mas muito mais profundo  em seu ser que com seus ouvidos. Você realmente nos vê, mas a visão é mais interior que  aquela com o sentido exterior da visão. Portanto esteja contente porque nós estamos, e  continuaremos usando­o, por isso continue em paz de espírito e em oração ao Senhor  através de Seu Filho, de quem somos ministros, e em Nome de Quem viemos. +  Terça, 18 de novembro de 1913. Quando  todas  as  coisas  visíveis  foram  criadas,  uma  coisa  foi  deixada  quase  completa,  era  a  última  e  a  maior  de  todas,  e  esta  foi  o  homem.

Ele  foi  feito  para  desenvolver­se,  e  sendo  dado  possuir  grande  poder,  foi­lhe  mostrado  o  caminho  que  deveria seguir, e deixado que seguisse. Mas não sozinho. Porque toda a hierarquia dos  reinos celestes foram seus observadores para verem como agiria com aqueles dons que lhe  foram dados. Nesta  hora  não  falo  expressamente  da  evolução  como  é  entendida  pelos  cientistas, nem de cair e levantar de novo, como é ensinado por aqueles que professam  conhecimento  teológico,  mas  pelo  aspecto  mais  irrestrito,  enquanto  contemplamos  as  aspirações do homem e o que veio delas. E olhando adiante, também, é­nos permitido  ponderar seu futuro, e ver um pequeno caminho à frente nestes longos alcances e reinos de 112 – Reverendo G.

VALE OWEN  ampla expansão que estão à frente de todos nós. Nem agindo desta forma eu posso me restringir dentro dos limites da doutrina  teológica como é entendida por vocês. Pois ela é, na verdade, tão restrita e estreita que  quem tenha vivido muito tempo em um ambiente mais amplo teria medo de esticar­se para  não bater seus cotovelos contra as paredes confinantes daquele estreito túnel; e hesitaria  em ir a qualquer canto por ali, ansioso que está por viajar, a fim de que sua sorte não fique  pior que é. Não, meu amigo, sendo isto chocante e espantoso àqueles cuja ortodoxia é como a  respiração de seu corpo, mais entristecedor é para nós vê­los tão medrosos em usar o que  têm de liberdade de pensamento e razão, a fim de que não sigam extraviados, confundindo  rígida obediência a códigos e tabelas com lealdade a Ele, Cuja Verdade é livre. Pense você por um momento.

De que tipo de Amigo Maior é Ele para aqueles que  tremem assim diante de Seu descontentamento? Seria Ele aquele que está esperando e  olhando com um sorriso sinistro, para capturar em sua rede quem ousa pensar, e pensar  em erro sinceramente? Ou Ele é Quem disse: “Porque vocês são mornos, nem quentes nem  10  frios, vou vomitá­los”? Mova­se e viva e use aquilo de poderes que lhe são dados em  oração  e  reverentemente,  e  então,  se  vier  a  errar,  não  será  por  obstinação  ou  intencionalmente, mas com boa intenção. Atire com braços fortes e firme os pés, ese perder  o alvo por uma ou duas vezes, seus pés estarão ainda firmes e as palavras “Bem feito?” pelo  seu tiro incorreto, sendo em Seu bom serviço, e como você foi competente para fazer, assim  você fez.

Não se amedronte. Não é aquele que mira e atira algumas vezes errando quem Ele  vomita, mas os covardes que temem o combate por Ele. Isto eu digo amplamente pois sei  que é verdadeiro, tendo visto a chegada para cá de ambas maneiras de viver, quando  aqueles que as viveram chegam aqui entre nós e buscam seu lugar apropriado e o portal  pelo qual podem passar para cá. E agora, meu tutelado e companheiro servil no Exército de Deus, ouça bem neste  momento, pois o que tenho a dizer pode não ser muito familiar à sua maneira de pensar, e  gostaria que registrasse bem isto. Muitos há entre vocês que não encontram em si o aceitar Cristo como Deus.

Agora, há muitas conversas leves sobre esta matéria em ambos lados do Véu. Não é com  você na terra apenas, mas também aqui temos que procurar para saber, e milagres da  revelação não são empurrados em nós, nem nossa própria liberdade de pensamento é  constrangida  por  nenhum  poder  superior  que  o  nosso. Guiados  somos,  como  você  é  também, mas não somos forçados a acreditar nisto ou naquilo, em nenhuma das muitas  maneiras pelas quais pode ser feito. Portanto há aqui, também, muitos que dizem que o  Cristo não é Deus, e dizendo assim pensam que puseram fim na questão. Não é meu presente propósito provar­lhe o contrário e a verdade positivamente,  nem mesmo declarar a afirmativa verdadeira.

Meu esforço é antes mostrar­lhe, e a eles,  que jeito de questão é essa, e como ela não conduz a seu entendimento, mesmo pelo pouco  que podemos, por falarmos em termos sem primeiro defini­los. Primeiro,  então,  o  quê  tem  significado  Deus? Estariam  eles  falando  de  uma  personalidade definida quando eles pensam no Pai – uma pessoa como um homem? Se é  assim,  é  óbvio  que  o  Cristo  não  é  Ele,  ou  isto  criaria  uma  pessoa  dupla,  ou  duas  personalidades em um, de uma maneira que a distinção entre cada um seria impossível. Não é desta maneira que a Unidade da qual Ele falou deve ser procurada.

Duas Pessoas  iguais, unidas numa condição impensável, e que a razão rejeitaria imediatamente. Ou significaria que Ele é o Pai manifestado em Homem? Então, aí, você é, e eu  assim sou, Seus servos. Pois o Pai está em todos nós.  10  Apocalipse, 3:16 113 – A VIDA ALÉM DO VÉU  Ou será que n’Ele estava a plenitude do Pai, indivisível? Então em você e em mim  também habita o Pai, porque Ele, não é possível dividir.

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