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Capítulo 80 de 87

Parte 80 de 87

A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro

Eles estavam  discutindo as diversas visões que deveriam ser estudadas do tema sobre o qual lhes falei, e  estavam muito atentos em seus argumentos. Parecia ser quase que uma nova luz para se  ver as coisas, que outras pessoas de outros modos de pensar e praticar pudessem ter fé  única em um Criador único. É estranho como estes que vieram para cá, mesmo no presente  estágio, ainda estejam obcecados com a ideia de que todos os outros além deles mesmos  estejam fora da trilha, e somente eles tenham o amor pleno de Quem os criou. Nós não tratamos do tema daquela maneira aqui e, contudo, veja bem, meu filho,  não dizemos que todos os sistemas de fé sejam iguais. Não.

Mas sabemos que de todos os  atuais sistemas, alguns são fortes em um aspecto da verdade, e alguns fortes em outro, e  nenhum tem, em si, a verdade total. Mas todos olham em direção ao único Trono Central de  todos os Céus, e daquele Centro vem para eles todos os raios de sabedoria que fazem o  mundo, no qual seu espaço está, apontar para um estudo muito interessante para nós, dos  reinos espirituais. Agora deixe­me seguir adiante desta forma:  Nós, apesar disso, não desdenhamos nenhum sistema de fé. Usamo­los todos, de  acordo com o que poderiam ser de mais úteis uns aos outros. Assim foi que eu, que na vida  terrena tentei buscar e achar o Cristo em Jesus, para amá­Lo e servi­Lo de alguma forma,  cheguei aqui ainda apressado em indagar.

Bem, continuei minha especulação e cheguei a  saber d’Ele desta forma muito mais do que quando, ao achar que a ideiada terra a respeito  d’Ele era falha e inadequada, recuei na minha jornada e retomei em outra direção. Não, fui  advertido a continuar como havia começado desde que, mesmo ainda na terra, tinha sido  quase  um  Cavaleiro  errante  correndo  atrás  da  verdade,  não  tendo  escrúpulos  em  desconsiderar aqueles que nos diziam ter um vicariato de Deus para guardar, para tratar  das verdades da forma com que os homens de menor conteúdo espiritual eram capazes de  recebê­la. Nisto foi onde investi furiosamente, meu filho. Ainda é assim que eu, embora de  maior  força  e  sabedoria,  conduzo  os  pensamentos  dos  homens  para  um  âmbito  mais  amplo. Eles chamavam a mim e aos meus amigos de heréticos.

Mas o maior Herético de  todos os tempos, eles reverenciavam como Cristo, enquanto a nós eles condenavam. Mas não devo seguir mais adiante por este caminho. Quando Habdi veio para cá, ele foi,  em  primeiro  lugar,  familiarizado  com  a  verdade de acordo com a faceta dela que se achava no Credo de seu batismo. Ele fôra  batizado como uma criança cristã, e foi instruído na fé como é transmitida aqui ­ não com  seus erros, mas naquilo que tem de verdade. Assim ficou capacitado da melhor maneira  para ajudar sua mãe quando ela para cá veio.

Também ele foi melhor preparado para  tratar com crianças como aquelas que foram colocadas a seu encargo em seu recente  nascimento para avida espiritual. E naquilo sobre o que vou contar agora. Enquanto  eu  estava  ali  parado,  chegou  uma  mensagem  para  mim. Escutei  atentamente porque havia alguma insistência na maneira pela qual chegava a mim. Vinha  da parte da mesmo grupo de viajantes angélicos que tinham acabado de passar sobre a  Clareira, de quem lhe falei.

Eles estavam me chamando para ir, e trazer o garoto Habdi  comigo, para o serviço. Então fomos sem delongas e chegamos a eles onde estavam reunidos, sobre a  cama de uma garotinha. Ela tinha uns seis verões. Eu podia ver que ela estava quase por  vir para este lado. A casa era de um homem de situação moderada.

Não era rico, pois  trabalhava para obter o pão. Quando cheguei ali, o quarto estava cheio de luzes de muitas  cores. 432 – Reverendo G. VALE OWEN  Você quer dizerluzes espirituais, é claro... Falo como aparecia para nós deste lado. Sim, eram luzes espirituais, como você  conhece.

Mas não vinham todas de nós, os desencarnados. Parte daquela iluminação era  gerada pelo pai e pela mãe da criança. Examinei estas luzes cuidadosamente. Por elas, eu li  estas duas pessoas. Havia umas poucas faixas de embotamento em suas auras.

A mulher  não era tão espiritualizada quanto o homem. Mas ambos eram boas pessoas. Somente, à  medida  que  a  criança  ficou  mais  fraca  e  eles  começaram  a  entender  que  ela  estava  escorregando de suas mãos, ali formaram­se sobre eles colorações mais sombrias, e a  irradiação ficou mais escurecida. Sua fé começou a diminuir um pouco, sua fé na divindade  de Deus. Eles eram almas sérias, entretanto, e por isso estes seres elevados desceram para  ajudá­los nesta hora difícil.

Eles eram um homem e duas mulheres, aconchegando a criança. Eles estavam ali  para que tudo saísse bem com ela em sua passagem. A eles eu conduzi Habdi. O grupo que  havia me chamado, enquanto isso, ficou de lado, concentrados sobre o homem e sua esposa,  para ajudá­los. Finalmente, a pequenina respirou profundamente, e não respirou mais.

Enquanto  isso, seu corpo espiritual elevou­se para fora do corpo de carne, e estava quase liberto. Assim as duas ajudantes tomaram­na em seus braços e deixaram­na descansar por alguns  minutos. Então acordaram­na e Habdi veio, tomou­a pelas mãos e sorriu para ela, beijando  sua testa e chamando­a alegremente. Logo ela sorriu em resposta e assim, mãos dadas, as  duas crianças foram embora, o homem e as duas mulheres seguindo em sua esteira, e logo  estavam na Casa de James na Clareira. Quando  o  último  suspiro  profundo  foi  dado,  os  dois  pais  estavam  quase  se  jogando  sobre  o  corpo  inerte  e  caindo  em  pranto,  e  talvez  pronunciariam  palavras  amargas em seu tão doloroso pranto.

Mas, em vez disso, a mulher pôs sua mão esquerda  sobre seu peito e, voltando­se para trás, colocou sua mão direita sobre o ombro de seu  marido, e olhou firmemente para um lugar sobre a cabeceira da cama, e um pouco à  esquerda do centro de sua visão. Ali ela viu sua pequenina olhando avidamente para cima,  para os olhos risonhos de um menino que parecia estar conversando com ela sobre uma  coisa muito agradável de ser pensada. Ele vestia uma túnica cor de creme com um cinto de  ouro, e a garota estava muito parecida com ele em sua roupagem. O garoto havia dado a  ela  um  lindo  ramo  de flores  brancas  e azuis,  as quais  ela segurava  com  uma só mão,  estando a outra segurando fortemente a de seu jovem companheiro para lhe dar força. Lentamente eles se foram, ele falando, ela sorrindo o mais lindo sorriso.

Então, elevaram­se  das laterais um homem e duas mulheres radiantemente vestidos que seguiam as crianças. Isto foi o que a mãe viu e, ao ver a cena, ela não mais se sentiu com vontade de  chorar. Apesar de lágrimas encherem seus olhos, elas não eram de tristeza totalmente, mas  de  uma  alegria  inesperada  no  meio  da  sensação  de  perda,  para  tingir  tudo  com  misericórdia. Então eua vi virar­se para o marido e dizer, “Querido, você viu isso?” Ele a tomou  em seus braços e a beijou, mas não respondeu nada. Foram até a cama e acariciaram o  corpo de sua pequena.

Ele nada respondeu até que isso estivesse terminado e tudo estivesse  composto naquela hora. Estavam sentados juntos na sala de visitas, quando ele disse, “Agora o que você  viu, querida, quando nossa pequenina nos deixou? Percebi que você estava olhando muito  intensamente para alguma coisa perto do travesseiro. O que era?”  Então ela lhe contou o que havia visto, e ele disse, “Bem, eu não vi aquilo. Mas  pode valer pelo que experimentei.

Enquanto você estava tão absorta com sua visão, senti  uma forte brisa sobre mim. Não era como vento, mas uma espécie de influência ­ uma  correnteza de influências, posso chamá­la assim. Parecia atravessar todo o meu ser e levar 433 – A VIDA ALÉM DO VÉU  embora toda a amargura e sensação de perda. E escutei, ou parece que escutei, algumas  vozes falando juntas. Um disse algo parecido com, “O garoto sabe bem a forma certa e não  errará nisto.

Deixaremos que ele a guie, e nós os seguiremos e os ajudaremos com nossos  poderes na jornada.” Era numa linguagem que não conheço, querida, mas mesmo assim  entendi tudo bem claramente. Mas nada pude ver exceto uma nuvem esmaecida de luz,  exatamente no lugar para onde você olhava. Pareceu primeiro formar­se onde estava  nossa garota, então elevou­se acima da cama e flutuou para a esquerda, enquanto eu  olhava para ela. Este é o lugar onde você viu sua visão, não é?”  “Sim, querido”, respondeu ela, e agradeço a Deus por isso, porque se não tivesse  me  dado  esta  visão,  não  gosto  nem  de  imaginar  os  maus  pensamentos  que  estaria  pensando neste momento”. Então ela veio até ele e, ajoelhando­se perto da cadeira dele, colocou sua face  contra seu peito e irrompeu em lágrimas.

Eram um casal de mentalidade simples, aqueles  dois, mais ainda, seu modo de vida foi tal que permitiu que estes anjos elevados viessem e  servissem a eles. Eles realmente nem julgaram isso de pouca importância, como isso não  estava em suas preocupações. Não, meu filho, nós não consideramos os assuntos maiores  ou menores pela medida que os homens usam. Nós temos nossas próprias medidas, e são  mais verdadeiras que as da terra. 434 – Reverendo G. VALE OWEN VII COMO UMA COLÔNIA PROGREDIU  Terça, 7 de dezembro de 1920.

De vez em quando visitava o pessoal do Bispo na selva, como prometi que faria. Uma vez James ia junto comigo, e em outra vez o garoto Habdi, ou outro qualquer. Isto  também para ajudar, ou para instruir. Pois havia muito a aprender para estes estudantes  naquela multidão heterogênea. Então chegou uma ocasião em que vim a eles sozinho.

A maioria deles, depois de  muita inquietude e muito vagarem, chegaram a perceber que esta forma de vida levou­os a  lugar  algum  à  frente. Fizeram  então  um  plebiscito  e,  como  a  maioria  suficiente  determinou, os dois líderes planejaram a instalação de uma colônia. Acharam uma planície  aberta, com montanhas um pouco distantes, e um rio que vinha das colinas e atravessava o  vale. Começaram a construir edificações rudes e cultivar o chão, plantaram seus canteiros  e começaram a se sentir finalmente no esboço de um lar. Então, à medida que a terra produziu o justo, eles reformaram seus abrigos,  transformando­os em cabanas e, mais tarde, em chalés muito bonitos.

Também árvores  cresceram  ao  lado  das  margens  do  rio  e  em  seus  jardins,  e  agora  víamos  aquelas  plantações de árvores aparecerem em várias partes da planície, e as colinas, aqui e ali,  começaram a  se vestir de grama e de arbustos adiante. Então vários bosques, ampliando  seus limites, cresceram juntando­se, e formou­se uma floresta. Eles estavam muito orgulhosos do que haviam construído. Não era totalmente  trabalho  manual,  mas  muito  daquilo  foi  mental,  ou  da  vontade,  energia  que  tomou  formato em forma exteriorizada. E nisto eu e meus companheiros ajudamos invisivelmente  e sem levantarmos suspeitas, exceto nos melhores deles.

Habdi cresceu, ficando um robusto e gracioso rapaz. E para ele determinamos  uma pequena tarefa, exclusiva dele. O Vereador e o Bispo falaram comigo no conselho. Também havia outros três. Estes eram os mais evoluídos ali, e que podiam exercer uma  liderança entre seus companheiros.

Estes eram um pastor e dois leigos. Vieram junto comigo e sentamo­nos na encosta do rio, onde um pequeno tronco  havia caído. Perguntei­lhes a respeito do assunto em pauta. O Vereador apontou um dos  leigos, que nos explicou assim:  “Nós, por áridos caminhos, chegamos a nos estabelecer neste local, e as pessoas  não são ingratas por sua ajuda bondosa, bom senhor e amigo. Pois agora eles têm tido  prazer em  recordar, e as condições mais acuradas de coração e mente têm estado um  pouco mais palpitantes, e não é somente em alguns deles.

Eles perguntam onde estarão  aqueles seus amigos e parentes que, como acham, mas não estão certos disso, vieram para  cá com eles naquele massacre.”  “E o que você lhes disse?” perguntei. “Nós  três  fomos  primeiramente  entre  eles  para  saber  quantos  tinham  estes  pensamentos, e descobrimos que era assunto geral entre eles; pois poucos deles não têm  alguém  querido  que  estivesse  próximo  deles  quando  foram  massacrados. E  agora 435 – A VIDA ALÉM DO VÉU  percebem que estes não estão todos com eles neste momento, neste lugar. Mas, ‘Onde  estarão morando?’ dizem eles, e estão assustados. “Ouvimosde sua boca, senhor, sobre o Prado, mas nada dissemos a eles sobre isso,  temendo  que  pudessem  partir  em  busca  deles,  vindo  a  se  perder.

Por  isso  nós  os  aconselhamos  e  dissemos  a  eles  que  fossem  pacientes  por  uns  tempos,  e  nós  nos  aconselharíamos com os senhores a respeito de um plano que nós três fizemos para a  melhora deles.”  Ele parou e eu disse, “Isto foi muito sábio, e agradeço muito a vocês, meus filhos. Também  não duvido  de  que  o  seu  plano  seja  sábio. Deixem­me  escutar  sobre  ele,  e  aconselharei vocês no que é certo com muita satisfação.”  Falou então o pastor. Ele disse, “Senhor Arnel, há dois planos elaborados por nós. Estes  meus  companheiros  imaginaram  um  plano  muito  bom  de  construir  o  Hall  de  Assembleias, onde poderiam estar juntos para discutir a questão de acharem seus parentes  e  amigos desaparecidos.

Isso poderia ser, para eles, como uma casa de força de onde,  chegando a um acordo único, poderiam enviar mensagens na busca dos pedidos. “Meu próprio plano é que construamos, não um Hall de Assembleias, mas a Igreja  Catedral. Pois temos aqui nosso bom padre, o Bispo, e ele nos lideraria por uma inspiração  de reverência. Desta forma um direcionamento seria mandado para nós, para iluminar  nosso caminho futuro.”  Virei­me para estes dois bons amigos, governadores adjuntos desta colônia, como  há tempos tinham conjuntamente governado sua cidade e seu povo na terra. Eles haviam  captado o ponto primordial, e ficaram muito satisfeitos por isso.

Estavam sorrindo uns aos  outros de tão alegres. Deus havia abençoado tanto seu trabalho com estas pessoas, que eles  dois estavam muito felizes. E agora aqueles três tenentes haviam se tornado rivais. Porque  enquanto os dois leigos construiriam um Hall de Assembleias como o lugar de autoridade  regedora, o pastor construiria uma Igreja Catedral onde entronariam seu amado Bispo. Olhando por trás destas faces radiantes destes dois líderes, eu fiquei tocado por  algo  na  aparência  apreensiva  e  na  consciência  ferida  nos  semblantes  daqueles  três,  e  comecei a rir.

Então eles começaram a rir também. Nenhuma dissensão havia interrompido o conselho daqueles cinco até então. E a  predileção humana que os impeliu, agora eles se esforçavam por esconder de nós. Mas ela  se mostrava por si mesma, sem mais nem menos, e eles foram traídos por ela. Portanto eu disse, “Meus filhos, vocês aqui estão três esferas afastados da terra –  e mais que isso.

Pois, desde a sua chegada até aqui, seu povo progrediu muito. Aqui nós não  dividimos a autoridade em uma parte sagrada e uma parte profana. Pois, embora as ideias  da terra não sejam cruelmente desmanchadas nestes reinos inferiores, mesmo assim elas  irão gradualmente sumindo, conforme vocês forem progredindo em direção ao mais alto,  como se os raios de um espectro do arco­íris, traçado para fortalecê­los, ficassem todos  brancos. “Vocês  chamam este  amigo  de  seu  Bispo,  e  assim  ele  o  é,  enquanto  assim  o  chamarem. E  este  seu  Vereador,  também  é  assim  com  ele.

Mas  agora  penso  que  já  progrediram ao liderarem de forma segura seu povo a um degrau acima. Não estou  pedindo que o regular e o secular seja anulado em sua vida comum. Não estão prontos  para tal. Mas penso que podem mesclar tudo junto de alguma forma, e liderarem seu povo  desta forma, em degraus lentos”. “Penso que vejo o que quer dizer, senhor,” disse o Bispo.

“Vamos construir uma  justa e espaçosa Casa da Associação, e meu bom amigo Vereador e eu lideraremos ali o  povo, num conselho conjunto.”  E  assim  foi  feito,  como  o  Bispo  sugeriu. Eles  erigiram  uma  ampla  e  muito  agradável casa onde se encontravam conjuntamente, tanto para conselhos quanto para  adoração, e o povo ficou muito agradado e foi muito beneficiado. 436 – Reverendo G. VALE OWEN  Quarta, 8 de dezembro de 1920. A construção da Casa da Associação deu ocupação para aquela colônia por um  longo  período. E  enquanto  construíam  a  casa,  estavam  também  sendo  construídos  espiritualmente.

Pois  havia  pretores  invisíveis  para  inspirar  em  suas  mentes  alguns  pensamentos das coisas elevadas. Assim foi que, quando a casa estava terminada, a textura  de suas paredes era de material mais brilhante do que era quando começaram a obra. No  decorrer  deste  tempo,  a  colônia  aumentou  em  número,  por  causa  daqueles  que  se  agregavam à sua comunidade. Estes vinham de diversas paragens. Alguns eram dos de seu  próprio povo que antes estiveram vagando.

Outros eram os que vagaram na selva em torno  deles, e alguns chegaram ali no decurso de seu avanço normal da Esfera Dois em direção  aos reinos mais elevados. Você pode descrever o prédio, Arnel? Era  parecido  com  um  teatro  dos  estados  gregos,  todavia  com  telhado. Os  departamentos subiram em semicírculo, e na parte aberta havia uma plataforma na qual  se  sentariam  os  líderes  e  o  Conselho  de  pessoas. As  paredes  curvas  eram,  quando  terminadas, de cor marrom clara.

Mas, quando algumas poucas assembleias aconteceram,  elas mudaram para um delicado heliotrópio que brilhava em luz quando um encontro  estava em curso. Pois estas pessoas, sob a chefia de seus dois principais governadores,  haviam progredidoum bocado. Agora o jovem Habdi havia se tornado um jovem muito agradável com, como  diriam vocês, uns dezessete verões de idade. E o especial trabalho e ofício que lhe demos foi  o de Profeta. Vou explicar, porque vai ajudá­lo a entender como nosso trabalho é realizado  aqui, meu filho.

O Bispo e o Vereador eram potencialmente de uma esfera superior àquela onde  estava  sua  área  de  trabalho. Mas,  para  realizarem  aquele  trabalho,  permaneciam  condicionados à Esfera Três até que, subindo, pudessem levar seu povo junto com eles. Por  isso, ao jovem Habdi foi dada a tarefa de sentar com eles no Conselho para que, quando um  contato com alguma Esfera entre essa e a Esfera Sete necessitasse ser feito, ele pudesse ser  o intermediário para transmitir a eles a mensagem que precisassem receber, por vidência  ou audição. Entendi, ele era clarividente e clariaudiente. Também isso, meu filho.

Mas ele era mais do que vocês na terra geralmente  entendem por esses termos. Da forma que entendo, seus videntes e auditivos têm suas  faculdades sem consideração à elevação espiritual. Eles podem ser, ou não, elevados no que  atingiram de santidade espiritual. Agora Habdi, sendo da esfera Sete naquela época, era  capaz não só de ver e ouvir os que desceram à Esfera Três. Era, a todo e qualquer tempo,  capacitado, por esforço de vontade, a estar conscientemente presente nas Esferas adiante  da Esfera Três, e diretamente, e não simbolicamente ou pela boca de algum mensageiro,  para transmitir às pessoas o que recebia diretamente.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.