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Capítulo 60 de 87

Parte 60 de 87

A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro

Este era o aspecto do víamos quando da chegada do Cristo de lá longe, enquanto  descia, passo a passo, em direção a nós, cada vez mais perto e mesmo assim numa vasta  distância  de  intervalo,  acima  dali,  emergindo  daquela  luz  impenetrável  e  lançando­se  sobre as esferas a influência de Sua Presença à medida que descia até nós. Finalmente, as  ondas de luz que vinham antes d’Ele começaram a se mexer sobre a fronteira superior de  uma região a poucas esferas, e então pudemos notar o que estava em torno com mais  detalhes. Começamos  a  ver  Sua  ampla  guarda  dianteira  conforme  eles  avançavam  e  lançavam suas irradiações parafrente antes que passassem. Mas ainda não O víamos. Então, pasmados depois de longo êxtase e em grande elevação pela visão de tanto  poder e glória, começamos sentir em nós um brilho que nos banhava com uma sensação de  amor e piedade e uma vontade de resolver dar do nosso melhor esforço naquele trabalho  que nos esperava.

Então soubemos que Ele estava ali próximo, em pessoa. Mas não posso dizer­lhe como Ele chegou, ou quando passou por nós, meu amigo. Tudo era glorioso demais. Passarei a você o que eu puder. Aquele brilho aumentou até que nos sentimos muito fortes e capazes, e ficamos  eretos  e  esticamos  nosso  pescoço  para  ver  Sua  chegada.

Primeiramente  vieram  os  acompanhantes que chegaram antes para nos prepararem. Pois desta vez Ele veio de  forma  diferente  das  que  lhe  descrevi  algumas  vezes. Em  Sua  grande  glória  e  poder  intrínseco, desta vez Ele veio para capacitar dez mil batalhões de Seus escolhidos para esta  grande empreitada. Por isso era necessário que absorvêssemos de Sua força em nosso  exterior para que, por isto mesmo, pudéssemos estar também sintonizados gradualmente. Portanto eles vieram e, conforme passavam por nós e através de nossas graduações, um  deu uma palavra de sabedoria, outro suas bênçãos, outro um beijo de paz, de acordo com a  necessidade  de  cada  um.

Eles  passaram  entre  nós  vagarosamente,  os  mais  fortes,  individualizando­nos, e num abrir e fechar de olhos levantaram nossas faltas, supriram­  nas e passaram adiante. Os que estavam acima de nós os dirigiram até onde estava a  necessidade. Todos trabalharam juntos numa harmonia de trabalho que por si mesma era  uma lição sem igual para nós. O que lhe aconteceu, Arnel? Havia mulheres com eles, assim como havia entre nós.

Vocês mandam mulheres  para as guerras da terra, meu filho. Nós também trouxemos mulheres para o socorro em  suas próprias esferas de serviço. Eu  fiquei  ali  distante  de  meus  companheiros,  porque  haviam  sido  agrupado  juntos por um daqueles que veio, para que pudesse falar a eles. Enquanto estava ali, vieram  a mim um homem e uma mulher. Sorriram, e cada um deles tomou uma das minhas mãos.

O homem era de maior estatura que eu, e a mulher apenas um pouco mais baixa que ele. Um par gracioso e muito imponente, mas muito simples em sua humildade e amor, como 320 – Reverendo G. VALE OWEN  todos eles, os grandes. Então ele pôs sua outra mão sobre meu ombro, e disse, “Arnel, você  não é desconhecido por nós, que trabalhamos juntos na maior parte combinando nossas  qualidades  intrínsecas  para  o  trabalho  que  temos  a  fazer  de  tempo  em  tempo. Então  buscamos você para estarmos juntos no nosso caminho, através disso, para a sua casa.

A  senhora que é minha acompanhante tem, penso, algo a dizer a você antes que sigamos  adiante. Ela mantém dentro dela há algum tempo algo que esperava a oportunidade”. Agora, a mulher era muito bonita; sua radiação unida com a dele me deixava sem  graça, e eu nada podia fazer de melhor a não ser olhar em torno, em silêncio. E enquanto  eu assim procedia, vi que ela apertava minha mão enquanto a levantava um pouco. Então  diante de meus olhos abaixados veio a coroa de sua linda cabeça assim que ela se inclinou  para beijar minha mão.

Por uns instantes seus lábios permaneceram ali e eu olhei sobre  seu sedoso cabelo castanho dourado, onde uma tiara dourada atravessava­o onde estava  partido e caía para os lados. Não pude falar, pois o toque dele deu­me uma alegria que me  elevou, e tão estranhamente em sua santidade, que não posso transcrever em palavras. Então levantei meus olhos para os dele, questionando­o em minha perplexidade e,  enquanto  ela lentamente levantava sua cabeça e olhava para minha face, ele disse, “Ela é  a grande mãe, meuamigo Arnel, da garota Miramne”. Olhei para ele e para ela, e ela sorriu dizendo, “Eu lhe agradeço, Arnel, porque  você fez por mim o que eu não era capaz de fazer, estando tão distante. Mas, vendo o apuro  da  garota,  enviei  a  você  meu  pedido,  e  você  prontamente  respondeu  ao  meu  desejo.

Agradeço agora a você, depois ela também virá agradecer por ela mesma”. Então  ela beijou­me  na  testa,  gentilmente  apertando­me  em direção  a  ela,  e  então eles seguiram seu caminho, sorrindo para mim enquanto me deixavam, então senti  que sempre estaria em contato com eles, e nunca afastado. É assim por aqui. Você está imaginando que seria Miramne de quem ele falou. Assim também estive  querendo saber quem era, apesar de conhecê­la bem.

Enquanto eu estava tratando de meus afazeres num tempo não muito atrás, eu,  como talvez você também fizesse, parei de repente, sentindo que alguém precisava de  minha atenção. Bem, enquanto fiquei passivamente ali parado, veio a mim, não uma voz,  mas um impulso ao qual obedeci. Desci apressadamente ao plano da terra e, por alguma  influência exotérica, fui levado a uma jovem que estava por passar para a vida espiritual. A  princípio eu mal sabia o que devia fazer. Somente sabia que era ali.

Mas logo percebi tudo. Esperando pela passagem dela, ali estava um homem perto de mim. Ele havia sido a ruína  dela na terra e estava esperando por ela agora, para clamar por ela e arrastá­la com ele  em sua maldade. Então, para resumir, fui de encontro a ela quando ela veio para cá. Afastei­a dele  com muito empenho, e conduzi­a a um lugar a salvo, onde ele não poderia alcançá­la, na  Esfera Três.

Ela está agora duas esferas adiantada, e tenho guardado e protegido todo o  tempo. Ela é umadas minhas tuteladas. Portanto, ais aí. E agora foi uma grande alegria eu  saber de onde veio o primeiro pedido, e também saber que servi a quem pediu com sua  aprovação. Tal alegria você não poderá entender enquanto estiver na terra, meu filho.

Mas  Ele  previu  isto  quando  Ele  contou  a  história  dos  Esmoleres  e  a  graça  que  os  espera  conforme fossem confiáveis em seus deveres. “Muito bem feito, bom e fiel, entre em Minha  alegria Comigo”. Assim eu fiz naquela hora, meu filho. Não falhei naquele pequeno serviço,  e agora entrei com muita alegria neste atual e maior empreendimento. Porque soube que  as palavras dela eram as que Ele teria dito a mim.

E Sua maior alegria é sempre a alegria  de servir. Arnel+ 321 – A VIDA ALÉM DO VÉU  Segunda, 10 de março de 1919. Agora você deve saber que estas transações se estenderam por muitos anos na  contagem de tempo da terra. Enquanto isso cuidamos de nossos trabalhos. Quando a  reforma  de  uma  comunidade  da  terra  está  em  andamento,  as  pessoas  ainda  assim  trabalham na sua lida do dia a dia.

Assim também fizemos. Somente o único grande e  dominante pensamento que permeava nossos afazeres, e tingia qualquer planejamento de  serviço que tivéssemos a chance de receber, era a chegada do Cristo e o condicionamento  das esferas sobre nós enquanto Ele chegava. Isto podíamos ver à medida que passávamos  em  nossos  caminhos  aqui  e  ali,  e  às  vezes  nos  reunimos  para  examinar  mais  cuidadosamente a mudança esplendorosa de Seu caminho. Nestas vezes, a maioria de nós  chegava, quando um arauto entrava no estado de nossa esfera e, ficando algumas vezes  num pico de montanha, ou suspenso no meio do céu, proclamava uma assembleia. Então,  os que eram chamados iamaolugar do encontro e esperavamo que aconteceria.

Uma destas ocasiões foi a que lhenarrei na nossa última sessão. Mas  em  outras  vezes  continuávamos  em  nosso  serviço  ordinário,  ou  éramos  especialmente  treinados  para  nosso  futuro  serviço  com  nosso  Príncipe  quando  Ele  os  chamasse, ou se fôssemos mandados em missões especiais para outras esferas. Mas neste  último caso uma linha mais que perfeita de comunicação era mantida normalmente, assim  poderíamos ser localizados se uma súbita chamada fosse feita para o nosso atendimento. Mas, apesar de que muitas coisas foram feitas durante este tempo que poderiam  ser de seu interesse e útil, agora vou passar ao largo, e se for assim ordenado, num tempo  futuro retornarei a eles. É meu propósito dizer­lhe da Chegada do Cristo.

Nós chegamos juntos, nós os eleitos para segui­Lo, e agrupados nos parques onde  estava a Torre dos Anjos. Enquanto esperávamos, olhamos para a Coroa de Palmas no teto. Gradualmente ali emergiram para a visibilidade, um após outro, vários anjos. Eles estavam  ajoelhados, sentados, em pé, reclinados naquele trabalho em filigrana. Não se moveram de  suas posições na Coroa.

Tornaram­se apenas visíveis diante de nossos olhos. Eles estavam  ali antes, invisíveis, e então tomaram sua forma exterior onde estavam. Acabando de fazer  isso, não ficaram parados, mas moviam­se de um lugar a outro conversando. Eram de alto  grau e muito belos. Já lhe relatei um acontecimento similar a você.

Não acho que muitos  destes eram os mesmos que vieram então. Alguns deles eram. Quando todos estavam ali, outra forma foi vista tomando forma, deste jeito:  Ali apareceu um novo item na Coroa – uma cruz elevando­se no centro dela e  sobre ela. O último anjo a vir ficou num braço da cruz e descansou sua mão esquerda  contra  a  posição  superior  dela. Ele  era  mais  resplandecente  que  qualquer  um  deles.

Quando  ele  tornou­se  completamente  condicionado  a  nossa  Esfera,  levantou  sua  mão  direita, olhando para baixo para nós, dando­nos sua bênção. Então falou a nós numa clara  voz forte, não alta na tonalidade, mas mesmo assim alcançando­nos embaixo e a todos os  que estavam naquela zona. Estavam espalhados longe e nos vales e colinas, e alguns nos  tetos dos barcos nas águas. Aí ele fez sua proclamação, dizendo:  “Nós os chamamos, meus companheiros, para que ouvissem uma mensagem d’Ele  Que se desloca para perto deste Estado, para que na Sua chegada e na Sua passagem  entendam o que será a vocês e não percam as bênçãos. “Saibam entretanto, quem já O viu em outras vezes, que agora Ele vem de outra  maneira.

Como O  haviam  visto  até  agora,  Ele  vinha  para  algum  propósito  ou  outro,  conforme houvesse certa necessidade especial. Agora Ele vem, não de Sua forma completa  ainda, mas numa grandeza muito maior de majestade que algumas vezes já fez. Pois até  então descia a vocês em Seus serviço peculiares. Agora Ele vem com o mandato de Seu Pai  para trabalho. “É  um  empreendimento  para  um  grande  momento,  porque  a  terra  está  em 322 – Reverendo G.

VALE OWEN  dolorosa necessidade de seu socorro. Quando portanto Ele passar por vocês, cada um de  todos vocês, revelem a Ele quais qualidades realmente lhes faltam. Desta forma estarão  sintonizados à tarefa que se seguirá e fortalecidos para seu cumprimento. “Não deixem de estar prontos, nem fiquem intimidados demais por Sua glória. Ele  a traz a vocês.

Ele próprio não precisa disto. É por vocês que Ele vem todo glorioso, e as  faixas de Sua radiação são para vocês. Banhem­se nelas, portanto, e apropriem­se delas  para seu uso aquilo que de força e dignidade trazem em suas forças magnéticas. “Agora tenham para si pequenos grupos para conversação amigável. Falem uns  aos  outros  daquilo  que  eu  disse  a  vocês.

Minhas  palavras  a  vocês  têm  sido  poucas. Transformem­nas em muitas. E onde ficarem paralisados, estes meus companheiros vão  ajudá­los a resolver suas dificuldades. Portanto vocês vão ficando à vontade enquanto Ele  se  aproxima  cada  vez  mais  para  que,  enquanto  Ele  passar,  vocês,  vendo  e  ouvindo  e  sentindo, também entendam”. Então fizemos o que ele nos pedira.

E aqueles que estiveram na Coroa de Palmas  enquanto ele falava não sumiram na invisibilidade da qual emergiram. Não; desceram  entre nós, indo aonde seu socorro era necessário, e grande era a paz que nos trouxeram. Então, quando o Cristo passou não fomos encontrados desprevenidos. Fomos capazes de  absorver em nós do rio maravilhoso de águas da Vida que nos banhou em nosso batismo de  Seu mais íntimo conselho e propósito. Esta  foi  a  última  das  assembleias  antes  que  Ele  viesse.

Quando  terminou,  soubemos que éramos um dos d’Ele, e tão inquietos e contentes esperávamos Seu bom  prazer. Arnel+  Terça, 11 de março de 1919. Fomos agrupados entre os altos planos da Esfera Dez. Era um lugar solitário e  com poucos habitantes. O que havia de prédios ali estava ocupado na maioria com o  trabalho  de  coordenação  da  grande  Torre  central  onde  era  mantida  contínua  a  observação sobre uma região ampla.

Isto, claro, foi antes de você se tornar um morador no Templo do qual já me  falou? Sim,  meu filho. Já  faz  tempo  que  O  encontramos  em  sua  progressão,  em  Sua  descida. Naquele tempo eu tinha subido para a Esfera Dez, da qual fui habitante por um  período considerável. Eu estava aqui quando Ele esteve na fronteira daquela região.

Nós observamos do alto da montanha uma longa distância. A luz sobre ela era o  brilho do cristal, num matiz verde­dourado. Então começou a mudar, e o verde deu lugar  para o róseo, como uma rosa é vista através do âmbar. Seu brilho intensificou­se até que  tudo flamejava em vermelho­dourado, com ondas de luz sendo emitidas como se tivesse  movimento para cá e para lá em sua progressão. Então começamos a ver as formas deles à  medida que vinham em direção a nós.

Elas estavam delineadas contra a nuvem de luz na  qual o Cristo se movia para adiante. Elas eram muito gloriosas e de grande estatura, como  se quisessem emparelhar em poder. Homens e mulheres eram, e alguém aqui e ali era um  anjo dual – dois em um – deixo assim; você não entenderia este mistério, nem eu seria  capaz de colocá­lo em palavras a você. Eles não eram nem bissexuados nem assexuados. Deixe estar deste jeito.

Eram tão encantadores de serem vistos, mas de semblante mais  suave que os homens e de porte mais régio que as mulheres suas companheiras. Assim. Esta  companhia  passou  adiante,  então,  até  a  condição  de  nosso  Estado  e  preencheu  todo  o  firmamento  com  sua  luz  e  glória. Não  desceram  entre  nós,  estes. 323 – A VIDA ALÉM DO VÉU  Pairaram sobre tudo, jogando sobre nós do orvalho de sua doçura e paz,  e assim luzes  como beijos flutuavam em nossa direção numa brisa de verão, mas plena de poder, e  carregada de entendimento dos mistérios muito profundos e sagrados. À medida que estes  presentes de seu amor caíam sobre nós, tornávamo­nos esclarecidos em assuntos que até  então estavam fora de nossa alcance, e assim fomos feitos mais competentes para nosso  trabalho.

Alguns permaneceram em lugares no pico mais alto onde poucos de nossa esfera  estavam habilitados a ascender, sendo a atmosfera nestas elevações rarefeitas demais para  o fortalecimento, e nenhum esteve ali naquela hora. Os recém­chegados tomaram seus  lugares em grupos, um aqui, outro distante, sobre outro pico, e assim por diante, até que  um círculo foi feito em torno de toda a vasta região, com grupos no meio onde algumas  montanhas tomavam seu lugar na circunferência. Desta forma eles chamavam um ao outro pela música, tanto instrumental quanto  vocal, até que toda a abóbada celeste vibrasse com sua harmonia. Nem aquela música  deixava de surtir efeito em nós, porque o que nos foi dado para perscrutar estas músicas  acrescentava uma doçura toda sua, como uma mamãezinha nina seu nenê, já dormindo,  para um sono ainda mais profundo. Nesta hora o horizonte ficou mais profundo em vermelho dourado, ainda sendo o  dourado a cor primária, e o vermelho interpenetrado.

E soubemos que o Cristo estava às  nossas portas. Ele  chegou. Como  contar­lhe  da  forma  que  Ele  chegou,  ou  da  glória  de  Sua  Presença! Como eu pensava, meu filho, paralisei de temor. Porque seria como pedir ao  Bobo da Corte dispor a sequência da Coroação de seu senhor Príncipe; ou para mostrar  com o chapéu dele como a coroa estava posta na cabeça real; ou usando seu cajado fazê­lo  mostrar de que forma o cetro repousava seguro, ou tocar seus sinos para contar da música  do coro – bem, meu filho, seria fazer irreverências ao Rei.

E é isso que sinto ao ser impelido  a esta tarefa agora. E contudo, se este pobre Bobo amasse muito a seu mestre real, faria o que fosse  possível para mostrar como o Rei se deparou diante de seu povo, e também seria minucioso  para certificá­los da indignidade de sua paródia, falha na habilidade da atuação, e de  material para atuar. Assim eu agora faço, e Ele, Que mantém a águia para o alto céu e o  pardal para a cerca­viva, aceitará meu pequeno voo e gorjeio, pois são oferecidos com  humildade e boa intenção. Sua radiação circundante aumentou em seu brilho e expansão até que todos  estávamos envolvidos nela. Podia ver meus companheiros muito claramente mesmo nos  locais  mais  distantes.

Mas  todo  o  ar  estava  tingido  de  dourado  róseo. Nossos  corpos  também estavam banhados em seu fluir líquido. Desta forma Ele nos envolveu no todo e em  parte. Era em Sua Presença e Personalidade que estávamos, e nada mais sentíamos a não  ser Ele em nós e em torno de nós. Éramos em Cristo, e partes d’Ele.

E entretanto, apesar de  Ele assim tornar­se universal a nós, Ele não se esquivou de aparecer em forma exterior. Eu O vi enquanto Se movia em torno, sobre e entre nós. É muito difícil de lhe  contar. Ele parecia estar em todos os lugares ao mesmo tempo em Sua forma corporal e  localizada, sendo mesmo assim apenas único. Não posso falar melhor, e não está bem dito,  é claro.

Assim Ele apareceu a nós. Duvido muito que Ele não tenha sido visto identicamente  por nós em detalhes de caráter. Para mim Ele apareceu como lhe direi agora. Era alto de estatura, como da altura de dois homens, mas não parecia ser assim. Para  dizer  “gigante”  seria  dizer  uma  ideia  errônea  do  todo.

Era  apenas  homem,  mas  enobrecido tanto em aspecto quanto em sua postura. Muito bem. Sobre Sua cabeça usava  uma coroa, apenas uma faixa larga de uma mistura contínua de pedras de rubi e o metal  ouro alternados. Seus raios eram interpenetrados, mas os raios de rubi eram vermelhos e  os raios do ouro eram dourados. Eles iam para cima, sempre em expansão, aos céus e eram 324 – Reverendo G.

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