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Capítulo 1 de 87

Parte 1 de 87

A Vida além do Véu · Osvaldo Polidoro

Reverendo G. VALE OWEN 2 – Reverendo G. VALE OWEN  A VIDA ALÉM DO VÉU  ReverendoG. VALE OWEN  Traduçãode:  LIFE BEYOND THE VEIL  © 2010–Brasil  www.luzespirita.org.br 3 – A VIDA ALÉM DO VÉU  A VIDA  ALÉM  DO VÉU  MENSAGENS DE ESPÍRITOS RECEBIDAS E ORDENADAS POR  Reverendo G. VALE OWEN 4 – Reverendo G.

VALE OWEN Índice  Prefácio– pág.7  Como vieram as mensagens– pág. 8  Introdução–por Sir A. Conan Doyle– pág.13  LIVRO I  OS BAIXOS PLANOS DO CÉU  I. OS BAIXOS PLANOS DO CÉU– pág.16  II. CENAS MAIS BRILHANTES– pág.31  III. DA TREVA PARA A LUZ– pág.46  IV.

A CIDADE E O REINO DE CASTREL– pág.57  V. MINISTÉRIO ANGÉLICO– pág.70  VI. MENSAGENS DE ASTRIEL– pág.81  LIVRO II  AS ALTASESFERASDO CÉU  I. INTRODUTÓRIO– pág.98  II. HOMENS E ANJOS– pág.106  III.

O TERRENO E O CELESTE– pág.117  IV. TERRA, O VESTÍBULO DO CÉU – pág.124  V. A CIÊNCIA DOS CÉUS– pág.133  VI. O DIVINO ETERNO PRESENTE – pág.142  VII. OS ALTOS PLANOS DO CÉU– pág.155  VIII.

VINDE, VÓS ABENÇOADOS, E HERDAI– pág.167  LIVRO III  O MINISTÉRIO DO CÉU  I. O MINISTÉRIO ANGÉLICO PARA A TERRA– pág.181  II. O SAPATEIRO– pág.189  III. COMUNICAÇÃO CONCERNENTE– pág.192  IV. O MINISTÉRIOANGÉLICO NAS ESFERAS INFERIORES– pág.200  V.

O SACRAMENTO DO CRISTO, DO CASAMENTO E DA MORTE pág.211  VI. CHEGADAS  À  VIDA  ESPIRITUAL  E  UMA  MANIFESTAÇÃO  DO  CRISTO VENCEDOR– pág.217  VII. A DESCIDA E A ASCENSÃO DO CRISTO– pág.226  VIII. EM DIREÇÃO À TERRA DA ESCURIDÃO. UMA MANIFESTAÇÃO DO  CRISTO PIEDOSO E GLORIFICADO.

UM CRISTO MENOR – pág.231  IX. NA ESCURIDÃO MAIS PROFUNDA. A CIDADE DA BLASFÊMIA. A  CIDADE DAS MINAS– pág.246  X. O  RETORNO  AO  TEMPLO  DA  MONTANHA  SAGRADA.

UMA  MANIFESTAÇÃO DO RÉGIO CRISTO. O POVO DE BARNABÁS‐ pág.262 5 – A VIDA ALÉM DO VÉU  LIVRO IV  OSBATALHÕESDO CÉU  I. OTEMPLO DO MONTE SAGRADO– pág.274  II. ANJOS GÊMEOS–CRIANÇAS NATIMORTAS– pág.279  III. A UNIVERSIDADE DAS CINCO TORRES– pág.287  IV.

ALGUNS PRINCÍPIOS DA CIÊNCIA CRIADORA– pág.296  V. AS HIERARQUIAS CRIADORAS E O CRISTO CRIADOR–O HINO DE  LAMEL–TERRA, MARTE E OUTROS PLANETAS–A ESFERA  CRÍSTICA–PARÁBOLA:O GATO E O FUNILEIRO–O PURGAR NAS  ESFERAS INFERIORES– pág.305  VI. OSEXÉRCITOS CELESTES DO CRISTO–A GUARDAAVANÇADA–O  ARAUTO–A PASSAGEMDO CRISTO EM DIREÇÃO ÀTERRA– pág.317  VII. COMO OS BATALHÕES DO CÉU LIDAM COM:A CIÊNCIA  TERRESTRE–RELIGIÃO–CRISTANDADE–O CRISTO DA TERRA–  PARÁBOLA: VOVÓ E OS PLANETAS– pág.325  VIII. POR QUE O CRISTO VEIO COMO HOMEM E NÃO COMO MULHER–  O FUTURO DAFEMINIDADE–PARÁBOLA: OOURIVES E O  DIAMANTE–A FEMINIDADEDOFUTURO–AMANIFESTAÇÃO  CONTINUOU–O JOVEM CONQUISTADORESUAAMADA– pág.333  IX.

A EVOLUÇÃO FUTURA DATERRA–PSICOMETRIA CÓSMICA–  PLANETAS ETÉREOS–MANIFESTAÇÃO DO CRISTO CONSUMADO  –O HINOCÓSMICO DAS COISAS NOS CÉUS, E COISAS NA TERRA E  COISAS DEBAIXO DATERRA (Filipenses, 2, 10; Apoc.5, 13) – pág.342  LIVRO V  OSPLANOS EXTERIORESDO CÉU  Prefácio do Livro V – pág.349  Primeira Parte–AS CRIANÇAS DO CÉU  I. INTRODUTÓRIO: PARÁBOLA DO DA ESTRADA DO REI– pág.352  II. FESTAS NATALINAS: UM SANTUÁRIO CELESTE– pág.356  III. FESTA DE JESUS MENINO– pág.362  IV. REVERÊNCIA E SERVIÇO– pág.367  V.

O EPISÓDIO DA FONTE– pág.373  VI. CRIAÇÃO E CRESCIMENTO– pág.379  VII. COMO AS CRIANÇAS SÃO TREINADAS– pág.384  VIII. JOGOS COM QUE ASCRIANÇAS BRINCAM– pág.388  IX. A ESTRADA PARA O REINO DO CRISTO– pág.396  Segunda Parte­OS PLANOS EXTERIORES DOCÉU  I.

O PODER DE WULFHERE SUBJUGA A REBELIÃO– pág.402  II. O HOMEM E SEU AMBIENTE– pág.408  III. A COLHEITA DE UMA TRAGÉDIA NA TERRA– pág.412  IV. DIAGNOSTICANDO OS RECÉM CHEGADOS DA TERRA– pág.418  V. O POVO DA CLAREIRA– pág.423  VI.

AS RELIGIÕES DA TERRA: UMA CENA NO LEITO DE MORTE–  pág. 429 6 – Reverendo G. VALE OWEN  VII. COMO UMA COLÔNIA PROGREDIU– pág.434  VIII. CRESCENDO E CONSTRUINDO– pág.440  IX. O TRABALHO NOS PLANOS ESCUROS– pág.448  X.

O FERREIRO FAZ MELHORIA– pág.454  XI. A VIDA DENTRO DA FORTALEZA– pág.459  XII. FORA DOS LIMITES– pág.465  GLOSSÁRIO– pág.470 7 – A VIDA ALÉM DO VÉU PREFÁCIO  Estes Escritos–transmitidos por escrita automática ou, mais corretamente, por  escrita inspirada – apresenta quatro partes distintas, todas, entretanto, formando um  todo progressivo. Foi, bem evidentemente, tudo planejado anteriormente por aqueles  que se incumbiram de sua transmissão. O elo entre mãe e filho foi, sem dúvida, considerado como a via mais desejada  pela qual se abririam as comunicações em primeira instância.

Foram, portanto, minha  mãe e um grupo de amigos que me transmitiram a primeira parte. Em  se  provando  que  o  experimento  foi  um  sucesso,  apresentou‐se  outro  professor, chamado Astriel, um dos de maior graduação, de pensamento mais filosófico e  melhor dicção. As mensagens transmitidas pelo grupo de minha mãe e Astriel formam o  primeiro livro dosEscritos, Os Planos Inferiores do Céu. Tendo passado por este teste, fui guiado por Zabdiel, cujas mensagens estão  num nível superior àquelas narrativas simples de minha mãe. Estas formam Os Altos  Planos do Céu.

A fase seguinte foi O Ministério do Céu, transmitido por aquele que identificou a  si própriocomo Líder, e seu grupo. Subsequentemente, ele parece ter assumido, mais ou  menos,  o  controle  exclusivo  da  comunicação. Aí,  ele  fala  de  si  mesmo  como  sendo  “Arnel”. Sob este nome, sua narrativa, a qual forma o quarto livro, Os Batalhões do Céu, é  o clímax do todo. Suas mensagens são de uma natureza mais intensa que qualquer outra  precedente, as quais foram, evidentemente, preparatórias.

Será óbvio que, para se obter a verdadeira perspectiva, os livros devam ser  lidos na sequência dada acima. De outro modo, algumas das referências nos volumes  posteriores aos incidentes narrados anteriormente podem não ficar bem claros. No que concerne aos personagens na transmissão das mensagens: minha mãe  passou para a vida maior em 1909, com 63 anos de idade. Astriel foi Diretor de uma  escola em Warwick nos meados do século XVIII. Da vida terrestre de Zabdiel, sei pouco e  nada certo.

Arnel dá alguma explicação dele mesmo nos textos. Kathleen, que atuou  como amanuense no lado espiritual, viveu em Anfield, Liverpool. Ela foi costureira e  morreu com a idade de 28 anos, aproximadamente 3 anos antes de minha filha Ruby, a  qual é mencionada no texto e que passou para o outro lado em 1896, com a idade de 15  meses. Outubro, 1925. G.

Vale Owen 8 – Reverendo G. VALE OWEN COMO VIERAM AS MENSAGENS  Há uma opinião generalizada de que os clérigos sejam pessoas muito crédulas. Mas nosso treino no exercício das faculdades críticas coloca‐nos entre os mais difíceis de  se convencer quando alguma nova verdade está em questão. Levou um quarto de século  para que me convencessem: dez anos de que as comunicações espirituais eram um fato,  e quinze de que o fato era legítimo e bom. Desde o momento em que tomei esta decisão, a resposta começou a aparecer.

Primeiro, minha esposa desenvolveu a capacidade da escrita automática. Aí, através  dela,  recebi  ordens  de  que  deveria  sentar  silenciosamente,  lápis  na  mão,  e externar  quaisquer pensamentos que parecessem vir à minha mente, projetados ali por alguma  personalidade exterior, e não consequentes do exercício de minha própria mente. A  relutância retardou tudo por um longo tempo, mas finalmente senti que amigos estavam  perto, e que queriam, muito seriamente, falar comigo. De nenhum forma sobrepuseram  ou  compeliram  minha  vontade  –  isto  teria  resolvido  o  assunto  rapidamente,  tanto  quanto posso compreender–,mas suas vontades eram mais claras ainda. Senti  finalmente  que  deveria  dar‐lhes  uma  oportunidade,  porque  estava  tomado pelo sentimento de que a influência era boa, portanto, enfim, muito cheio de  dúvida, decidi me sentar em minha batina, na sacristia, depois das vésperas.

As  primeiras  quatro  ou cinco mensagens  vagaram,  sem  rumo  certo, de  um  assunto a outro. Mas gradualmente as sentenças começaram a tomar forma consecutiva,  e  finalmente obtive algumas que eram compreensíveis. Daquele tempo em diante, a  desenvoltura  melhorou  com  a  prática. O  leitor  encontrará  o  resultado  nas  páginas  seguintes. Outono, 1925  G.

Vale Owen  * * *  Antes de começar a escrever, o senhor Vale Owen numerava uma quantidade  de folhas de papel, que colocava diante dele, na mesa da sacristia. Então, usando uma  pálida luz de vela para iluminar a primeira folha de papel, ele esperava, com o lápis em  sua mão, até sentir as influências que o faziam escrever. Uma vez começada, a influência  mantinha‐se  ininterrupta  até  que  a  mensagem  daquela  noite  fosse  concluída  pelo  comunicador. As palavras da mensagem vinham numa corrente que fluía e eram postas  juntas como se o escritor estivesse tentando acompanhar o ritmo da comunicação que 9 – A VIDA ALÉM DO VÉU  estava sendo impressa na mente dele. Uma reprodução de uma página dos escritos foi  dada no volume I de “A Vida Além do Véu”, que é “Os Baixos Planos do Céu”.

H.W.E. Sobre Zabdiel,quesecomunicou  No transcurso destas comunicações, Zabdiel não deu indicações sobre quem  teria sido durante sua vida na terra, ou em que período da nossa história ele viveu aqui. Ao senhor Vale Owen, ele sempre se apresentou como um amigo dele e guardião, e sua  presença sempre foi atuante junto ao vigário de Orford. Sou  privilegiado  por  poder  dar,  pela  primeira  vez  nestas  notas,  a  história  completa de uma experiência que aconteceu com uma jovem que ajudava nos serviços  noturnos numa igreja paroquial de Orford, no Domingo de Ramos de 1917, e parece  apontar  diretamente  a  presença  de  Zabdiel  nesta  ocasião. Eu  mesmo  questionei  profundamente esta jovem, Maria A., e sua história conferia com o apelo expressado pelo  senhor Vale Owen por Zabdiel nesta mesma noite, mostrando bem claramente o fato de  que Zabdiel é que foi visto pela garota, ao vir ajudar o senhor Vale Owen em resposta ao  seu apelo.

Passo minha história através das notas do Senhor Vale Owen naquela hora,  com suas próprias palavras:  “Depois  do  atendimento  do  Domingo  de  Ramos,  1917,  uma  garota  de  aproximadamente 18 anos veio a mim na sacristia.Sem preliminares, ela perguntou:  “Senhor Owen, existem anjos visíveis?”  Eu respondi, “Certamente, por quê?”  “Porque eu vi um deles.”  “Quando?”  “Nesta noite, na igreja.”  “Ela  então,  em  resposta  às  perguntas  seguintes,  explicou  que  assim  que eu  entrei no púlpito, ela viu um anjo perto do brasão, e que passou por cima das cabeças  dos congregados. À medida que ele passou, ele se voltou e sorriu – um lindo e doce  sorriso – e parecia ir em minha direção no púlpito, e ali desapareceu. Esta foi a primeira  experiência dela deste tipo, e com isso ficou muito chocada, não conseguindo se recobrar  durante os trabalhos. Realmente, enquanto ele falava comigo, ainda tremia muito. Eu lhe  disse então que se não tivesse dado lugar ao medo, ela provavelmente poderia tê‐lo visto  comigo no púlpito.

“Quanto  à  referência  dela  ao  brasão,  há  seis  deles  em  cada  lado  da  nave,  colocados em suportes. Os do sul têm a insígnia eclesiástica; os do norte têm as armas  das famílias locais. O terceiro da arcada da capela do coral no sul está bem no meio da  nave, o púlpito fica em frente a esta capela, no lado norte. “O ocorrido que ela relatou interessou‐me nesta noite em particular por causa  da seguinte razão:  “Dado  o  trabalho  extra  por  causa  da  guerra,  eu  estava  me  sentindo  mal  naquelas  últimas  semanas. O  Domingo  de  Ramos  é  um  dia  cheio,  na  maioria  das  paróquias, e naquela noite eu estava me sentindo exausto.

Como se aproximava a hora 10 – Reverendo G. VALE OWEN  do sermão, comecei a temer que seria uma experiência penosa, e fiquei imaginando o  que aconteceria. Depois de fazer minhas preces usuais, antes de me encaminhar ao  púlpito, entretanto, fiz um apelo ao meu guia, Zabdiel. Disse‐lhe que realmente precisava  de sua ajuda porque não me sentia competente para um sermão sem minhas anotações,  e estava com dores agudas. Por isso eu pedi a ele que me desse sua ajuda num grau  especial naquela noite.

O que aquela garota me disse, fez‐me ter certeza de que meu  apelo não foi em vão, e mostrou‐me quem me trouxera a ajuda que eu já tinha certeza  que chegara. Durante todo o tempo no púlpito, minhas dores cessaram por completo, e  pregar não foi um esforço, afinal. A preocupação poderia explicar, mas o efeito não  poderia ter sido tão marcante e instantâneo. Antes que Maria A. tivesse me contado, eu  já tinha decidido que o efeito tinha sido muito grande demais para tal causa, e já havia  agradecido a Zabdiel por ter acedido ao meu apelo.”  * * *  Quando entrevistei Maria A. com referência à experiência exposta, fiquei muito  impressionado pela óbvia honestidade da garota. Ela é uma garota típica classe operária  baixa, ganhando sua vida em trabalho numa metalúrgica.

Ela me contou que diante da  visão do anjo, como ela classificou a visão, ela ficara tão profundamente apavorada que  inclinou sua cabeça e se aconchegou numa amiga que estava ao seu lado, e não ousou  levantar o olhar até que terminasse o trabalho. Por sua maneira de contar, está claro a  mim que ela jamais esquecerá. Uma mensagem deZabdiel  No Sábado à noite,  31  de  janeiro  de 1920, a esposa  do  senhor Vale Owen  recebeu uma mensagem pela prancheta, instrumento que foi operado por ela várias  vezes e através do qual um número considerável de mensagens foram dadas de vez em  quando, que provaram serem úteis e instrutivas ao senhor Vale Owen quando ele estava  recebendo as diversas comunicações agora publicadas. Esta ocasião era a véspera da publicação do primeiro escrito da série publicada  no “THE WEEKLY DISPATCH”. A mensagem foi soletrada por um apontador da prancheta,  andando letra por letra do alfabeto, escrita na placa sobre a qual o instrumento era  propelido.

Passo‐lhe exatamente como foi recebida; assim se lê:  “Zabdiel. Meu  filho,  seus  escritos  serão  uma  bênção  ao  mundo. Zabdiel  abençoa‐o. Meu  filho,  nós  recentemente  acertamos  bastante,  transmitindo‐lhe  o  que  pudemos, trabalhando silenciosamente com você. Quando eu transmiti aquelas primeiras  comunicações,  combináramos  há  muito  o  que  teria  de  ser  feito  para  que  fossem  publicadas.

Longas horas de trabalho você me deu. Você pensa que eu o deixaria lutar a  grande batalha sozinho? Mais alguma coisa de Zabdiel? Não tenho mais mensagens para  transmitir exceto, que Deus abençoe a todos. As bênçãos de Deus estejam sobre você em  seus esforços em passar a verdade ao mundo”.  * * * 11 – A VIDA ALÉM DO VÉU  Arealidade deZabdiel  Durante  a  primeira  semana  de  publicação  dos  Escritos  no  “THE  WEEKLY  DISPATCH”, os pensamentos de milhares de pessoas estiveram focalizados em Orford.

Esta vila quase insignificante tornou‐se famosa em um dia, e estava destinada a ser  conhecida pelo mundo. Ninguém percebeu isso mais que o senhor Vale Owen durante  aquela semana monumental quando virou as costas mais uma vez para tudo o que era  antigo,  e  viu  com  sua  própria  visão  que  a  vida  jamais  seria  a  mesma  de  novo. As  controvérsias sobre os escritos já haviam começado a surgir por todo o país, e as malas  postais para o Vicariato foram mais pesadas que as jamais recebidas na vila pacata de  Lancashire. No meio desta nova condição das coisas, recebi uma carta do Vigário. Um  documento escrito do fundo da alma de um homem que percebe a natureza da enorme  tarefa diante dele, e de sua tremenda importância ao mundo.

Eu a publico porque sinto  que poderá ajudar aos muitos que lerão estas mensagens de Zabdiel pela primeira vez. Extraído de carta endereçada para H. W. Engholm,  11 de Fevereiro de 1920. “Tenho pensado profundamente sobre as coisas há anos.

Fiz isso, e resolvi. Estive  lá  embaixo,  no  Vale  da  Decisão,  e  lutei  corpo  a  corpo  com  tudo  por  ali. Em  algumas ocasiões, tudo era bem escuro. Mas agora saí de lá, e estou postado no topo da  colina, sob a luz ardente do dia. Por fim, entreguei‐me totalmente apenas para a Grande  Causa, e qualquer sentimento pessoal não conta mais, de forma nenhuma, para mim.

Por  isso, não hesite nunca em me dizer o que fazer e eu o farei, feliz. Quando cheguei à nossa  pequena igreja hoje de manhã, estava ainda bem escuro. Ajoelhei‐me no meu cantinho, e  ali havia tanta força espiritual espargida em torno, que tive que me levantar e andar  para cima e para baixo na igreja, com palpitação. Finalmente fiz uma parada no coral e  percebi algo. Era bem distinto e real.

“Todo  o  mundo  espiritual  em  torno  da  Terra  estava  em  movimento. Era  imenso, como o oceano batendo contra rochas. Bem no alto estava Nosso Senhor, o  Cristo. Ele estava austero e imóvel, mas olhava para baixo, em nosso caminho, e com Ele  havia uma enorme hoste de guerreiros, todos prontos para a batalha, e alguns estavam  ligados ao inimigo. Entre Ele e eu, estava Zabdiel.

Parado ali, ereto e alto – mais alto e  mais majestático como jamais havia visto antes. Suas mãos estavam ao longo do corpo,  cerradas e determinadas, enquanto vertia para baixo, em minha direção, uma corrente  de poder e determinação que ele, por sua vez, parecia receber dos superiores. Durante  todo este tempo as forças fluíram e caíram sobre ele e sobre mim, mas ele esteve bem  calmo, bastante imóvel, como o Cristo. Como eu ainda estivesse ali, mas ainda com  palpitação–porque o poder era realmente dominador–ele desceu gradualmente e ficou  ao meu lado direito. Mas elevou‐se sobre mim para que ficássemos juntos ali”.  * * * 12 – Reverendo G.

VALE OWEN  Ao Senhor Vale Owen, eu sei, a vida porvindoura é uma realidade vívida. Eles  sente  que agora  está  levando  adiante  sua  humilde  tarefa em  relação  àqueles  puros  amigos  anjos,  cuja  presença  contínua  fortalece‐o  e  sustenta‐o  dia  e  noite,  e  ele  continuará a fazê‐lo até que seja chamado à presença do Cristo, a quem ele diariamente  esforça‐se a servi‐lo como um servo fiel e amoroso. W. E. 13 – A VIDA ALÉM DO VÉU INTRODUÇÃO  PorSir Arthur Conan Doyle  A longa batalha está próxima do fim. O futuro pode ser sondado.

Pode ser  retardado a muitos, e a muitos ser um desapontamento, mas o fim é certo. Sempre pareceu certo àqueles que estão em contato com a verdade que, se os  documentos inspirados das novas revelações realmente chegasse às mãos do público em  massa, todos teriam ainda mais certeza, por sua beleza inata e pela racionalidade que  varre para longe todas as dúvidas e todos os preconceitos. Agora  a  publicidade  mundial  já  os  está  levando  a  todos,  tendo  sido  selecionados dentre eles os mais puros, os mais elevados, os mais completos, os mais  dignos provindos da fonte. Verdadeiramente, a mão de Deus está aqui! A narrativa está à sua frente, e pronta para falar por si própria.

Não a julgue  meramente pelo folhear das páginas, arrogantemente como isso poderia ser, mas note  cada beleza que flui da narrativa e firmemente vai tomando volume até alcançar um  nível de grandeza substancial. Não censure por detalhes ínfimos, mas julgue‐a pela impressão geral. Evite  encarar algo indevidamente por ser tudo novoou estranho. Lembre‐se de que não há narrativa na Terra, nem mesmo a mais sagrada de  todas, que não deixaria de tornar‐se ridícula pela extração de passagens de seu contexto  e por se adensar o que é imaterial. O efeito total em sua mente e em sua alma é o único  parâmetro para se julgar o alcance e poder desta revelação.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.