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Capítulo 55 de 57

Eloista — parte 24 de 26

Da Bíblia aos Nossos Dias · Mário Cavalcanti de Melo

Paris, Dijon e Liege dão, sobre o globo, a mesma distância geométrica que Baal-Zephon, Hazeroth e Jericó. Um andarilho não levaria mais de três meses para perfazer este percurso, descansando freqüentemente no caminho! Os israelitas para isso, levaram 40 anos. Inclinemo-nos, rindo, diz o autor da "Bible Amusante", diante desta blague colossal que a divina pomba fez os devotos místicos engulirem. Infelizmente, os crentes nada examinam e aceitam tudo.

Se eles se dessem ao trabalho de refletir um pouco, depois de haver lido o Êxodo, veriam ao menos admirados, que o autor deste livro que dizem haver vivido muito tempo no Egito, antes de incitar seus compatriotas a acompanhá-lo, não tem uma palavra a respeito dos monumentos, dos costumes, das leis, da religião, da política, da história desse país tão afamado e então em plena civilização; pois, por muito posterior que seja o reino do Egito em comparação com o vasto império das lndias e da China, sempre se diz que egípcios contemporâneos do pretendido Moisés ocupam o primeiro lugar entre as nações civilizadas de nosso Ocidente. Nesta época florescia Thebas e Memphis, de que o autor do Êxodo parecia ignorar a existência pois que ele não fala dessas opulentas e maravilhosas cidades, visto que seus nomes, ao que tudo indica, lhe eram desconhecidos.

Quanto aos poderosos monarcas que reinavam, então, o autor sagrado chama a todos, indistintamente, faraó, o que é um título, e não um nome; o "faraó" é o rei do Egito, como um rei da Prússia é um "konig", como um rei da Inglaterra é um "king", como um da Rússia era um "tsar". O pretenso Moisés, segundo Léo Taxil, falando dos diferentes reis do Egito, atribuindo-lhes aventuras em tempos situados há vários séculos de distância e não encontrando para designá-los a uns e outros senão o nome de faraó, se assemelha a um pseudo historiador que, em narrativas fantásticas, concernente ao império russo, em diversas épocas, citasse constantemente "Sua Majestade", para designar os imperadores Ivan o Terrível, Pedro Grande e Nocoláu I, dos quais ignorava os nomes; esta história grotesca seria uma falta de habilidade que, por certo, provocaria o riso. Ora, como se poderá levar a sério o autor do Gênesis e do Êxodo?

Ele conhece e cita os nomes pessoais de pequenos reis, quando se trata de reinos sem história, isto é, absolutamente imaginários, como os de Sodoma, Gomorra e Gerare; mas quando se trata de um reino real, histórico, importante, que ele traz à cena, como o do Egito, então, sua ciência se torna modesta a ponto de não ousar dizer se o faraó de que fala é Touthmés, Amenophis ou Horus. Em resumo, ele nomeia, quando crê que nenhuma fiscalização de suas asserções é possível, e se toma vago quando a grande questão para ele é não trair a sua ignorância por qualquer impertinente quiproquo, que pudesse fàcilmente ser um dia demonstrado. Os teólogos que proclamaram que o "Pentateuco" é a mais pura expressão da verdade, não previam as descobertas dos Champollion, dos Wilkinson, dos Lepsius, e de outros sábios egiptólogos, quando fixaram as datas da cronologia do mundo, baseados na Bíblia. Assim, segundo a Vulgata, a criação do teria se dado no ano 4004 a.C. e o Dilúvio Universal, lá para o ano de 3296; e todos os Pais da Igreja confirmaram tais asserções. Ora, Menés, chefe militar egípicio, que fundou a primeira dinastia conhecida, subtraindo seu país à denominação suprema da casta sacerdotal, concluiu esta revolução 5.400 anos antes da era cristã, seja 1.400 anos antes de Criação e 2.100 antes do Dilúvio.

Os teólogos nos dão, também, a data na qual José sendo primeiro ministro de um faraó, estabeleceu Jacó e sua família na terra de Gessen, isto em 1962 antes de Cristo: os judeus ficaram 430 anos no Egito; sua emigração é dada como sendo no ano de 1533, sempre segundo os teólogos e a Bíblia. Mas, hoje clarearam-se e decifraram-se os monumentos históricos do Egito. Lê-se esta história escrita sobre as pedras do templo e dos obeliscos, e a história desse período aí se encontra, estabelecendo os reinos e os grandes feitos dos faraós, notadamente o pórtico do templo de Karnak, descoberto em Thebas, que enumera as 115 cidades submissas ao faraó Touthmés III, depois de sua vitória de Magedo; conhece-se, e detalhadamente, as quinze campanhas e sempre felizes empreendimentos na Ásia por este príncipe.

Ora, este reino glorioso em que a ciência dos hieróglifos aclarou de uma luz tão viva, brilha no meio dos séculos em que os filhos de Jacó estavam provavelmente no Egito; e nada nesses monumentos, nada, absolutamente nada, relata o famoso governo de José; nenhum desses faraós se lembrou de inscrever sobre os anais de pedra do reino, a celebridade de seu Richelieu. Bem melhor, o faraó que reinava na época em que, de acordo com o autor sagrado, os hebreus deixaram o Egito, e, por conseguinte, aquele que iremos ver dentro de pouco tragado pelas águas do Mar Vermelho, perecendo miseravelmente com todo seu exército, este faraó, considerando-se as datas bíblicas dadas pelos teólogos, não pode ser senão Amenophis III.

Ora, sua história está escrita em pormenores sobre os monumentos antigos e ela não concorda de forma alguma com a narração do Êxodo. Este príncipe pertencia a esta valente raça dos faraós da XVIII dinastia, soberanos poderosos e conquistadores ilustres, que deram ao império Egípcio um esplendor e uma extensão que não foram mantidos senão pela dinastia seguinte; eles conquistaram a Etiópia, todo o país dos árabes, a Mesopotâmia, o país de Caná, conquistaram Nínive e a ilha de Chipre, tiveram como tributários os babilônios, os fenícios e os armênios; em uma palavra, o sucesso de suas armas foi ainda mais longe, na Ásia Ocidental. Touthmés IV, pai de Amenophis III, não perdeu o fruto das conquistas do grande Touthmés; monumentos o representam reinando gloriosamente em 1550, antes de Cristo, dezessete anos antes da época em que a Bíblia situa a saida dos hebreus do Egito.

Quanto a Amenophis III, as testemunhas históricas de seu triunfo abundam; foi ele que fundou o templo de Luxor, foi em sua honra que se ergueu em Thebas a estátua conhecida sob o nome de colosso de Mammon, estátua que o representava e que produzia sons harmoniosos, quando os raios do sol lhe batiam em cima; tem-se uma longa lista de reis e de povos que eram submissos a este faraó, morto em plena glória, quando reinava, e que nunca foi afogado nas águas do Mar Vermelho, mas suntuosamente inumado em uma das pirâmides. No ano em que o Êxodo o faz perecer nas ondas, em obediência à vara mágica de Moisés, ele terminava de conquistar a Abissínia e mais tarde continuou fazendo grandes expedições na Ásia; e tão pouco morreu nesta época pois, enquanto o Êxodo passeia os judeus na península de Sinai, ele construiu o magnífico palácio de Sholeb, na Alta Núbia, e a parte sul do grande templo de Karnak em Thebas.

Legou seu imenso império a seu filho Horus, que castigou uma revolta dos abissínios e continuou os trabalhos de seu pai. Eis a história; ela contradiz formalmente a Bíblia. Isto que nos acaba de contar Léo Taxil, não pode ser contestado. Ao lado de fantasias históricas como esta do Êxodo, surgem umas tantas outras inadmissíveis, como a de um Sansão a operar prodígios com sua força imensa, concentrada nos cabelos, a trespassar com sua espada trinta filisteus de uma só vez, a dizimar por completo, apenas com uma queixada de burro, mil filisteus, a derrubar as colunas de um templo e a estrangular um leão quando, ainda, muito criança, etc. Vemos um Balaão em interessante palestra com o seu burro; Jonas engulido por uma baleia, que só se alimenta de peixes pequenos, e não se sabe se vomitado ou defecado três dias depois, em uma praia; Elias subindo ao Céu em um carro de fogo; Josué fazendo parar o Sol; fato este que atirou muitos homens eminentes, porque discordassem dessa infantilidade, nas chamas vingadoras da "Sanla lnquisição" e em nome de Deus.

E o mais interessante é que a Bíblia não apresenta uma só testemunha desses prodígios! E se ao menos, malgrado toda esta série de criações infantis, pudessemos arrancar de entre as páginas dos cinco livros atribuidos a Moisés alguma filosofia, não teriamos, por certo, o direito de apresentar o povo judeu como um povo completamente ignorante. Mas, qual era a filosofia do povo hebreu? - Nenhuma. O legislador hebreu ou quem fala em seu nome não se refere em nenhum de seus livros à imortalidade da alma, nem às recompensas e castigos de uma outra vida. O dogma da imortalidade não se desenvolveu senão com o correr dos tempos entre os fariseus.

Pode ser que este livro, a Bíblia, servisse a um povo ignorante e inculto; mas, para nós, em pleno século XX, está enquandrado entre os muitos contos infantis, como a História da Carochinha. E aqui ficamos leitores, não querendo tocar mais nas imoralidades consignadas no Velho Testamento e tão injustamente atribuidas a Jeová e a Moisés, numa infâmia multimilenar, mantida pelos ignorantes. Se Moisés existiu, ele viveu sem as lendas e sem as histórias infantis e muitas vezes degradantes que dele contam. E teria existido Moisés? Sinceramente o cremos, muito embora não possamos afirmar em face dos dados históricos, que são nulos neste sentido, a não ser o Velho Testamento e uma tradição de alguns milhares de anos.

Que ele existisse ou não, deixemos que os judeus venerem o seu herói, com o mesmo direito com que a Suíça venera o seu legendário Guiiherme Tell, e vamos ao balanço da Bíblia: Êxodo - Cap VIII - § 1° - Foi Moisés estabelecido o Deus de Faraó. Ele vai procurar este príncipe. A vara de Aarão transformou-se diante dele em uma serpente que devora os magos. Tendo o coração do Faraó endurecido contra o milagre da vara transformada em serpente. Deus faz transformar em sangue todas as águas do Egito.

Os magos do Faraó imitaram este prodígio, e seu coração permanece duro. Cap. VIII - § 1° - Deus envia Moisés a Faraó. Este príncipe persiste em seu endurecimento. O Egito é atingido pela secunda praga, que é aquela das rãs. 2º - Faraó endurecido quanto à segundo praga, é atingido pela terceira, que é a dos piolhos, e a quarta a das moscas. 3º - Faraó para ficar livre das pragas, promete deixar ir o povo de Israel; mas muda de sentimento e continua endurecido.

Cap. IX - § 1º - Quinta praga - Deus contamina de peste todos os animais do Egito e poupa o dos israelitas. 2º - Sexta praga. Deus faz espalhar cinza no ar e ela se transforma em sarna e esta em úlceras sobre todos os egípcios e seus animais. 3º - Sétima praga - A saraiva e o raio. Deus fez advertir a Faraó para que ele o evitasse, mas o príncipe continuou endurecido, cada vez mais. 4º - Faraó, apavorado por esta praga prometeu deixar sair os israelitas; mas, vendo-se livre. continuou como dantes endurecido. Cap.

X, § 1º - Deus fere o Egito com a oitava praga, que é a dos gafanhotos; eles devoram tudo o que a saraiva havia poupado no Egito. 2º - O coração do Faraó tendo-se endurecido contra esta praga, Deus envia a nona que é a praga das trevas, que cobrem todo o Egito. E levam Fara6 a consentir na saída dos israelitas, mas ele se arrepende brevemente e se endurece de novo. Cap. XI - Predição da décima e última praga com a qual Deus devia ferir o Egito. Ordem aos israelitas de pedir emprestado os vasos de ouro e prata aos egípcios.

Cap. XII - § 1º - O Senhor ordena aos israelitas de celebrarem a primeira páscoa; Ele prescreve as cerimonias que se devem observar. 2º - O Senhor permite matar todos os primogênitos do Egito e de poupar os israelitas. Ele ordena a celebração eterna da memória deste dia por uma festa solene. 3º - Ordem aos israelitas de imolar o cordeiro pascoal, de pôr seu sangue sobre as portas, para que o anjo exterminador, que ia em cumprimento de sua missão de matar, não confunda as casas dos hebreus com as dos egípcios. 4º - O Senhor mata todos os primogênitos do Egito. Faraó espantado, apressa os israelitas a deixar seu país. Pedem emprestado os vasos de ouro e os vestidos dos egípcios, e partem a toda pressa em número de seiscentos mil homens seguidos de uma multidão do povo humilde.

Paremos por aqui. É de arrepiar tanta superstição. Certamente, diz Jacolliot, se eu não me houvesse há muito divorciado de toda a admiração de parti pris, de toda crença estreita, a leitura destes absurdos seria o suficiente para levar-me ao culto da razão pura, que me dá sobre a divindade noções tão simples e às vezes tão sublimes. Contemplai esse Deus, manifestando seu poder por invasões de gafanhotos e de moscas, depois ferindo um povo inteiro de peste e das mais horrendas úlceras, e em último lugar, com o massacre de todos os primogênitos de cada família! Podeis folhear todas as mitologias antigas, sondar os mistérios de todos os Olimpos, revolver as tradições obscuras de todos os povos, nós vos desafiamos a encontrar coisas tão tristes, tão degradantes e tão profundamente desmoralizadoras.

Coroar sua obra com uma espantosa carnificina de crianças! Mas, isto não foi tudo. Manda esse Deus que se relembre sempre com uma festa tradicional, os seus feitos, próprios de um tarado ou de um degenerado. E porque não aceitamos esse Deus bíblico, nem a sua moral, nem os seus ensinamentos de quaisquer espécies que eles possam ser, merecemos, por isso, a cólera dos que os aceitam incondicionalmente. Não toleramos, ao contrário, repudiamos um Deus que se sacia no sangue dos miseráveis, para aceitar um outro, que é o Poder, a Sabedoria e a Bondade eternas.

Quando afirmamos e demonstramos que as tradições bíblicas não passam de uma cópia alterada e mal feita dos livros sagrados dos hindús, verificamos que na velha India olha-se Deus por um modo diverso, dando-lhe o que lhe pertence, isto é, os atributos de seu poder a mansuetude e um perdão que sempre nasce da infinita piedade que ele tem pelos seus filhos. O que a Bíblia consigna de horrível em suas páginas, não pode de forma alguma servir para a edificação de um povo que se preze, antes nos demonstra que elas são única e exclusivamente a obra de um povo atrasado e cheio de fraquesas e paixões humanas. O pouco que aí se encontra em matéria de canibalismo e de miséria moral foi o suficiente para despertar a nossa indignação, mas, infelizmente, o balanço não está completo; há mais misérias, muito mais misérias a consignar. Continuem os dogmáticos a crer no Deus que fotografamos de perfil e que agora iremos fotografar de frente. Nós ficaremos com aquele Deus que nos foi legado por Cristna, por Buda e por Jesus Cristo, através de seus sublimes ensinamentos.

Jeová para facilitar a saída dos hebreus do Egito, não encontrou melhor solução do que conduzir à morte todos os primogênitos nascidos dos egípcios, isto é, de assassinar infelizes inocentes. Os hebreus em sua fuga, subtrairam, por ordem de Jeová, todos os vasos de ouro e prata e as ricas roupagens que puderam carregar. Vinte e quatro mil israelitas são massacrados pelos sacerdotes por haverem coabitado com as filhas dos moabitas. Jeová ordena a Moisés punir os medianitas. Dez mil israelitas marcham contra eles.

Todos os homens foram passados a fio de espada, os reis foram mortos e as mulheres trazidas ao cativeiro. Moisés se enfastia pelo fato de serem parcimoniosas todas as mulheres medianitas e as faz trucidar com seus filhos, conservando, apenas, as virgens para seus soldados. (Puellas autem, et omnes feminas virgines reserva te vobis). Jeová ordena aos hebreus voltarem sob os seus passos a fim de que o Faraó, os vendo, se ponha a perseguí-los e seja aniquilado com todo o seu exército. (Vingança inútil e cruel, pois, os hebreus estavam fora de perigo). Os israelitas morrendo de fome no deserto Jeová envia o maná. Depois da adoração do bezerro de ouro, Jeová furioso quer destruir todos os israelitas.

Moisés implora por eles e lhe pede que se contente com vinte e três mil, que faz enforcar pelos sacerdotes. Depois de consumado esse massacre hediondo, consente Deus em abençoar os hebreus. (Sem comentários) Jeová anuncia aos hebreus que se eles o provocarem de novo, os exterminará. Moisés pede para ver Jeová face a face. Este lhe responde que pode se mostrar só por trás. (Toillam que manum et meam et videbis posteriora mea) (Que coisa ridícula!). Nadab e Abiu foram condenados à morte por haverem oferecido um sacrifício com sangue estrangeiro.

Quem quer que seja que mate um boi, uma ovelha ou uma cabra destinados a serem sacrificados ao Senhor, será punido com a morte. Aqueles que consagram seus filhos aos ídolos serão punidos de morte. Os israelitas fatigados murmuram contra o Senhor; ele envia um fogo contra eles que os devora em grande número. Jeová envia, pela segunda vez, maná aos israelitas, mas condena à morte todo aquele que comer em demasia. Tendo Maria, irmã de Aarão, murmurado contra Moisés Deus a fere com a lepra.

Tendo os hebreus murmurado de novo, ele os condena a morrer no deserto, isto é, os de vinte anos em diante. Coré, Dathan e Abiron, e uma parte do povo, tendo-se revoltado contra Moisés, foram devorados pelo fogo que Jeová fez sair das entranhas da terra. Novos murmúrios do povo, o mesmo fogo destrói quatorze mil e setecentas pessoas. Tendo, ainda os hebreus blasfemado contra Jeová, ele lhes envia uma serpente de fogo que os faz morrer em grande número. Os israelitas, por ordem de Deus destruiram os cananeus e os amorrenitas; cortaram em pedaços a Ogg, rei de Bazan, e todo o seu povo, sem que um só homem pudesse escapar; e se estabeleceram sobre a terra conquistada.

Será preciso mais? O balanço deveria ser muito maior; há muito mais atrocidade a consignar. Achamos, porém, que a amostra apresentada já é o suficiente para que cada um possa tirar as suas deduções. Este Deus que aí se encontra poderá ser o Deus de um povo esclarecido? Eis porque Jesus não seguiu Moisés, nem suas leis, nem sua moral.

E há quem diga que o Cristianismo e conseqüentemente o Espiritismo que aceita a essência de sua filosofia teve origem nisso que aí está. Protestamos em nome de um Deus verdadeiro de amor e misericórdia. Se alguns espíritas desprevenidos conservam sua crença no Velho Testamento, é uma questão de fôro íntimo, e ninguém tem nada a ver com isso. Cabe-nos, apenas, o dever de esclarecer o assunto. Se Moisés havia instituido uma religião, como o fez Zoroastro, Maomé e outros, por que motivo não se serviu ele do meio mais eficaz para pôr um freio à cupidez e ao crime; por que não ensinou a imortalidade da alma, as penas e as recompensas depois da morte?

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.