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Capítulo 54 de 57
Eloista — parte 23 de 26
Da Bíblia aos Nossos Dias · Mário Cavalcanti de Melo
Nossos coronéis de cavalaria erguerão as espáduas, se eu disser que Salomão possuia 400.000 cavalos em um pequeno país onde nunca houve e onde até hoje só existem asnos, como já tive a honra de vos apresentar. Se for necessário percorrer a história das crueldades tremendas de quase todos os reis de Judá a Israel, temo mais escandalizar os fracos do que edificá-los. Todos esses reis assassinam muitas vezes uns aos outros. É u'a má política, se não me engano. Vejo este pequeno povo quase sempre escravo sob os fenícios, babilônios, persas, sírios e romanos; e terei, talvez, alguma dificuldade em conciliar tantas misérias com as magníficas promessas de seus profetas.
Sei que todas as nações orientais tiveram profetas, mas não sei como interpretar os dos judeus. O que deverei compreender pela visão de Ezequiel, filho de Buzi, perto do rio Chobar; pelos quatro animais que tinham cada um quatro rostos e quatro asas, com os pés de bezerro; por uma roda que tinha quatro faces; por um firmamento acima das cabeças dos animais? Como explicar a ordem de Deus dada a Ezequiel de comer um livro de pergaminhos, de se fazer amarrar, de adormecer deitado do lado esquerdo durante 390 dias, e sobre o lado direito durante 40 dias, e de comer seu pão coberto com os seus próprios escrementos? Não posso penetrar no senso oculto daquilo que Daniel pretende dizer: "Assim que a vossa garganta esteja formada, e que tenhais pelos, eu me estenderei sobre vós, cobrirei vossa nudez, vos darei vestidos, cintos, ornamentos, brincos, mas em seguida vós vos tornais um... e vos prostitureis em praça pública”; e no cap XXIII, o profeta diz: "Que Aoliba desejou com furor dormir com aqueles que tinham o membro viril como os asnos, e cujo fluxo é como o dos cavalos". Sábios mestres, sois vós dignos dos favores de Aoliba?
Meu dever será explicar a grande profecia de Isaias que diz respeito a N. S. J. Cristo; é, como sabeis, no C. VII: Rezim, rei da Síria, e Reca pequeno rei de Israel, sitiaram Jerusalem.
Achaz, pequeno rei de Jerusalém, consulta o profeta Isaias sobre o acontecimento do sítio; Isaias lhe responde: Deus vos dará um sinal: Eis que uma virgem conceberá, e dará à luz a um filho, e será seu nome Emanuel - Manteiga e mel comerá até que saiba rejeitar o mal e escolher o bem, a terra de que te enfadas será desamparada de seus dois reis... e o Senhor assobiará às moscas que há no extremo dos rios do Egito, e às abelhas que andam na terra da Assíria... E neste dia o Senhor tomará uma navalha alugada daqueles que estão para lá do rio, e raspará a cabeça e os pelos do penis e toda a barba do rei da Assíria. Em seguida no C. VIII, o profeta para dar cumprimento à profecia, dorme com a profetiza; ela concebe um filho, e o Senhor disse a Isaías: "Põe-lhe o nome de Maer-Salal-Haz-Baz. Porque antes que o menino saiba dizer meu pai ou minha mãe, apressai-vos a tomar os despojos, correi ligeiro ao saque e o poder de Damasco será derribado”.
Não poderei sem que me socorrais explicar esta profecia. Como se deve entender a história de Jonas, enviado a Ninive para aí pregar a penitência? Ninive não era israelita, e parece que Jonas devia instruí-la na lei judaica antes de induzí-la a esta penitência. O profeta, em vez de obedecer ao Senhor, fugiu para Tharsis; uma tempestade se levantou, os marinheiros jogam Jonas ao mar para aplacar a tormenta. Deus enviou um grande peixe que engole Jonas; ele permanece três dias e três noites no ventre do peixe.
Deus ordena ao peixe de restituir Jonas; o peixe obedece. Jonas desembarca sobre as margens do Joppe. Deus lhe ordena de ir à Ninive, dizer que ela será destruída se durante 40 dias não fizer penitência. De Joppe a Ninive há mais de 400 milhas. Todas essas histórias não exigem conhecimentos superiores que me faltam?
Eu bem desejaria confundir os sábios que pretendem que esta fábula é tirada da do antigo Hércules. Este Hércules foi fechado três dias no ventre de uma baleia; mas ele aí teve bom acolhimento, pois, ele comeu na grelha o fígado da baleia. Jonas não foi tão hábil. Ensinai-me a arte de fazer compreender os primeiros versículos do profeta Oséias. Deus lhe ordena expressamente tomar uma prostituta e de fazer com que ela conceba um filho da... (Oséias, c.
I). O profeta obedece pontualmente, e se dirige a dona Gomer, filha de Diblaim; vive com ela três anos e faz nela três filhos, isto é que é um modelo. Ele lhe ordena de dormir com outra cantoneira Que seja casada e adúltera. O simplório Oséias, sempre obediente, não demorou muito a encontrar uma senhora desta estirpe, o que lhe não custou mais de quinze dracmas e uma medida de cevada. Eu vos peço, por favor, ensinar-me quanto valia o dracma entre o povo judeu, e o que dais hoje às mulheres, em nome do Senhor.
E outras perguntas que evitamos transcrever, porque ultrapassam os limites da moral, mas que, infelizmente, estão consignadas na Bíblia. É importante dizer que Zapata não obteve resposta. Desiludido, abandonou o seu velho ofício e se pôs a pregar Deus e a moral. Diz a História que ele foi um cidadão às direitas, um modelo de virtudes, o que não o impediu de ser queimado vivo em 1631, em Valladolid. Não há mais forte argumento do que este que a Igreja de Roma contrapôs ao insolente Zapata.
Perguntas como estas não devem ser feitas. Oremos pela alma do licenciado frei Domênico Zapata, professor de Teologia na Universidade de Salamanca. Que Deus tenha piedade dele. E de nós.
Algumas considerações - O balanço da Bíblia Antes de entrarmos, propriamente, no balanço da Bíblia, sejam-nos permitidas pelo paciente leitor algumas divagações necessárias. Quando elas não penetrem fundo no âmago da questão que o título acima insinua, não serão, por certo, inúteis, uma vez que ainda se prendem a questões do Velho Testamento, tão semelhantes a de outros povos. E assim, iremos concluir que certas histórias de determinados livros sagrados, não passam de lendas e algumas não possuem mais que um sabor trágico. Todos conhecem, mais ou menos, a história lendária do nascimento de Moisés. De paternidade desconhecida, foi ele acolhido pela filha do Faraó, quando, nos seus primeiros dias de vida, boiava às margens do Nilo, deitado em um cesto de vime. O primeiro fato inacreditável nesta história é adiantar a Bíblia que a princeza se banhava às margens do grande rio. Dizem os críticos, que uma princeza não podia banhar-se no Nilo, não somente por conveniência, mas por temor dos crocodilos.
De mais, afirmam que a côrte estava em Memphis, para lá do Nilo; e de Memphis à terra de Gessen há mais de cinqüenta léguas de distância. Outro fato extraordinário é o de Moisés escapar à voracidade dos crocodilos, velhos habitantes daquele rio sagrado. Enfim, Moisés foi, de princípio a fim, sustentado por forças milagrosas e sobrenaturais. Foi o patriarca dos judeus educado na côrte do rei do Egito, até os 40 anos de idade, sem que lhe revelassem sua origem humilde. Um dia teve êle que fugir do fausto, porque assassinara um egípcio que disputava com um seu patrício. Assassinou-o, o que poderia ter deixado de fazê-lo, pois, para perpretar tal crime, olhou, antes, para todos os lados, a fim de verificar se havia testemunhas. Atribuem-se as narrativas bíblicas a Moisés e este as recebia de Jeová. Tudo isto ficou provado não ser verdadeiro, bem como não se pode levar a sério sua vida tão cheia de prodígios. Os incrédulos não acham verossímil que haja existido um homem cuja vida é um milagre contínuo.
Não é possível que ele haja praticado os mais extraordinários milagres no Egito, na Arábia e na Síria, sem que tais milagres houvessem repercutido em toda a Terra. Não é tão pouco verossímil que nenhum escritor egípcio ou grego houvesse transmitido estes milagres à posteridade. Moisés começou a ser conhecido no IIº século de nossa era, e o primeiro autor que cita expressamente seus livros é Longin, ministro da rainha Zenóbia, no tempo do imperador Aureliano, em seu "Traité du Sublime". Se um único autor antigo houvesse narrado um só de seus milagres, Euzébio teria citado esta testemunha em sua "História", ou em sua "Preparação Evangélica". Ele conhece, é bem verdade, autores que citaram seu nome, mas nenhum que haja citado seus prodígios. Antes dele os judeus Joseph e Philon, que tanto enalteceram seu país, procuraram todos os escritores, onde houvesse o nome de Moisés, mas nenhum faz menção de qualquer das ações maravilhosas que lhe são atribuidas. Eis uma forte razão para não aceitarmos Moisés aureolado das lendas e dos milagres.
Depois, como poderia um velho otogenário tomar a empresa de conduzir um povo inteiro, sobre o qual ele não tinha direito algum? Poderia o braço de um decrépito combater? Ele, segundo a lenda, conduziu este povo durante quarenta anos, pelos lugares mais inóspitos; pretendeu estabelece-lo, mas não o conseguiu. Colocou-se à frente de seiscentos mil combatentes, aos quais não podia alimentar nem vestir. Deus fez tudo, Deus a tudo remediava. Alimentou, assim, e vestiu seu exército, apenas, por forma milagrosa. Que valor, pois, tem esse homem? A sua impotência é palpável, ele não pode ser guia de coisa nenhuma e só o foi mediante o braço do Todo Poderoso. Desta forma, não o devemos considerar um ministro de Deus, mas, sim, apenas, um homem. Assim pensando, redimimos a memória de Moisés, e julgando-o, apenas, um condutor, sem os milagres, e sem as lendas, podemos empregar-nos em pesquisas melhores.
Mais tarde, afastado do palácio do Faraó, ou porque a mácula de seu nascimento, por tanto tempo conservada em segredo, fosse descoberta, ou pela razão do assassínio do egípicio, nasceu-lhe profundo ressentimento íntimo e um desejo incontido de vingança que ele levou a efeito, procurando emancipar a sua raça e esquecer os benefícios recebidos do homem que o tornara filho adotivo. Isto é admirável num protegido do Senhor! Foi, então, que aproveitando uma dessas terríveis fomes que devastam o Egito, quando as inundações do Nilo que fecundam a terra, vêm a faltar, ou, ainda, um desses flagelos indescritíveis que não são raros nesses lugares como a peste e o tifo. Foi então que ele se apresentou diante do príncipe reinante como um enviado celeste. Atribuindo esses males à cólera divina, conseguiu arrancar a permissão de livrar os herdeiros à sua sorte.
Inclinar-me-ei a crer, diz Jacolliot, que a rebelião e a fuga dos hebreus fosse plano há muito premeditado por Moisés e seu irmão Aarão, que o secundava em seus projetos e de que os egípcios só se aperceberam, quando não havia mais tempo de reprimi-los. Mas, se Moisés era de paternidade desconhecida, como é que se soube que Aarão era seu irmão? Para nós é mistério. Quanto à destruição do Faraó e de seu exército pelas águas do Mar Vermelho, nós o relegamos, bem como a passagem dos fugitivos por este mesmo mar, a pé enxuto, ao domínio da fantasia e do milagre apócrifo. É possível, e isto ainda se concebe que Moisés se intitulasse enviado de Deus, para, envolvendo-se em uma auréola misteriosa, facilitar o cumprimento de sua missão. Essa é manobra por demais conhecida dos ancestrais de Moisés, que se viram em idênticas condições.
É fábula, é lenda, é o que quiserem, mas nunca será aceita como verdade histórica. 0 deserto era imenso: ninguém, nem mesmo Moisés sabia para onde ir. Então, comandou ele: vamos à conquista da terra prometida e a marcha continuou. Os dias e os meses se escoavam, a tropa errante não conseguia livrar-se da areia; tanto marchava para diante, como recuava sobre os seus passos, sob um sol escaldante, com raiva; o cansaço se apossava de seus proscritos, e tinham saudades da terra do Egito, e se blasfemava contra esse Deus de quem Moisés era o intérprete... Lembraram-se então, do boi Apis, que eles viram em procissão conduzida pelos padres, com danças e cânticos. Construiram um com ouro e bronze, com os braceletes das mulheres e os escudos dos homens, e o adoraram, pedindo-lhes que puzesse um termo aos sofrimentos que não tinham mais a coragem de suportar... E Moisés era invisível, só em sua tenda, talvez, também, em desespero...
De repente, no declinar do dia, o Céu se carregou de nuvens, os relâmpagos zigzagueavam o espaço e o trovão fazia ouvir a sua voz... Era o momento de agir, a multidão escutava com horror a manifestação desses fenômenos físicos que ela não podia compreender... Neste momento, o chefe apareceu com sua figura inspirada; antes mesmo que falasse, o respeito e a submissão já se apossaram do povo; ele quebrou os ídolos e com uma voz vibrante anunciava que a cólera celeste para puní-los pelos seus murmúrios e pouca fé, os condenava a errar, ainda, antes de atingir o lugar, fim de seus desejos... Era tempo a ganhar... Chegaram ao cume de uma montanha onde divisaram campos cobertos de pastagens verdes... Era o momento; gasto pelas lutas e fadigas, chegando ao termo de sua jornada; Moisés pôs-se, então, a gritar: está lá a terra que o Senhor ordenou que a ela os conduzisse. Estendeu os braços como para tomar posse, e morreu, legando ao seu irmão e aos fiéis que ele havia formado, o cuidado de concluir sua obra.
Durante suas longas peregrinações, escreveu um livro da lei, no qual dando um passado a este povo nascido ontem e inspirando-se nas tradições dos livros sagrados que ele tinha estudado no Egito, relembra as legendas hindus sobre Deus e a Criação, institui os padres ou levitas, prescreve os sacrifícios e seu modo e dá em algumas leis civis e religiosas as bases da sociedade nova que seus sucessores iam fundar. E assim que, despido de fábulas e prodigios, rejeitando, sobretudo o papel indigno que Moisés emprestou à divindade para a consecução de seus projetos, que eu admito a tradição histórica e a fuga dos hebreus e a sua chegada à terra que deviam conquistar. Não se encontra aí a lenda bem simples que se poderia aplicar a todas as emigrações antigas, ou berço de todas as antigas
civilizações? [ ] Em toda parte se vê um legislador, um homem que se diz enviado de Deus, e que consegue reunir e dominar a massa, pelo duplo prestígio de seu genio e pela origem que ele se atribui. Foi assim que Manú, Manés, Buda e Zoroastro chegaram a se impor e a fazer crer em suas missões. Pode haver quem diga, afirma Jacolliot, que eu substitua a fábula pela fábula. Não, pois eu me cinjo aos pontos mais salientes da história primitiva dos hebreus, que me parecem dignas de serem consideradas como autênticas, rejeitando tudo o que houver de misterioso e de revelado, como o faço com a lndia, com o Egito, com a Pérsia, com a Grécia, com Roma, não sendo justo admitir as legendas sagradas e poéticas de uns, rejeitando a de outros. O que dá força ao meu raciocínio, continua o escritor, o que ninguém poderá destruir, é esta unidade, é este papel de todos os fundadores de nações, trazendo os seus ascendentes à idéia religiosa, que é esta, devemos reconhecer, que mais pesa sobre as inteligências ingênuas dos povos primitivos.
Todos atribuem a Deus um livro da lei; todos regulamentam a vida religiosa com o mesmo título da vida civil; todos dividem o povo em castas e proclamam a superioridade do padre; todos, enfim, depois de se haverem anunciado como uma encarnação ou simplesmente um enviado de Deus, tendem a envolver sua morte em mistério, bem como o seu nascimento. A India ignora qual foi o fim de Manú. A China, o Tibet e o Japão fizeram Buda voar aos Céus. Zoroastro teve a mesma sorte, conduzido por um raio de sol. E, Moisés, levado por um anjo no vale de Moab, desapareceu aos olhos de seu povo, sem que esse nunca pudesse saber a terra que guarda seus restos; e mantiveram a crença aceita de que ele voltou para Deus que o havia enviado.
Eis tudo o que a razão sadia pode admitir sobre Moisés. O papel atribuido a Deus por este legislador era indigno da majestade e da grandeza do Ser Supremo; é preciso, apenas, ler os títulos dos diferentes capítulos da Bíblia a este respeito para se ficar persuadido desta verdade. O paciente leitor nos irá desculpando das considerações que vamos tecendo, antes de apresentarmos o balanço da Bíblia. Há coisas que precisam ser vulgarizadas, principalmente, esta absurda história do êxodo, que tem dado motivo a tantas controvérsias e em torno do qual tanta tolice se tem dito. Queremos mostrar, à luz dos conhecimentos de uma figura eminente, desprezível aos olhos da Igreja romana, e digamos da protestante, porque como Voltaire, não sabe aceitar as frivolidades bíblicas, o impossível de tal narrativa que, como tantas outras, são atribuídas a Moisés.
Trata-se, mais uma vez, de Léo Taxil, cuja obra o clero fez desaparecer da França, onde foi editada e com seu incontestável poder, proibiu a sua reedição no Brasil. O Êxodo, como é do conhecimento geral, é o livro que narra a saída do Egito e a longa caminhada dos hebreus na península do Sinai: ele se completa com o Levítico, os Números e o Deuteronômio. Todos sabem que esta longa viagem durou quarenta anos. Se prestarmos atenção a uma carta geográfica que traga a Arábia Pétrea e a Palestina, dá-se conta, com facilidade, do que foi essa peregrinação por demais famosa. Resumindo, os hebreus deixaram o Egito em Baal-Zephon, que é hoje Suez - e é lá, por suposição, o lugar onde eles atravessaram o Mar Vermelho; distanciaram-se da costa do mar Heroopolite (golfo de Suez) e desceram até Raphidin, atravessando o maciço do Sinaí; nesta região sul da península, eles seguiram para leste até Hazeroth (hoje Ain-el-Hadhrab); de lá subiram para o norte até Djebel-Halal, caminharam em seguida indo mais para leste, para dirigir-se na direção do mar Morto, que contornaram à direita, chegando, enfim, a Jericó.
Com o auxílio de um mapa moderno, diz Taxil, determina-se com precisão a posição exata dos três pontos extremos deste itinerário: Baal-Zephon, ponto de partida, está a 30º de latitude norte e a 30º, 12’’ de longitude este; Hazeroth, o ponto extremo sudoeste da viagem, está a 28º, 45' de latiude norte e 32º, 10' de longitude este; Jericó, ponto de chegada, está a 31º, 50' de latitude norte e 33º, 7' de longitude este. Por conseguinte, a distância entre estes três pontos não é muito grande, como todo mundo poderá verificar. E então! o que representará essa legendária viagem, pergunta o escritor? Que itinerário moderno poderia se lhe comparar para fazer mais sobressair o ridículo desta narração bíblica?... A memorável marcha dos hebreus em seguimento de Moisés e Josué, equivale exatamente a uma viagem a pé que se fizesse, partindo de Paris para descer a sudeste até Dijon e seguir em seguida a nordeste até Liege, na Bélgica.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.