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Capítulo 28 de 57

Parte 27 de 29

Da Bíblia aos Nossos Dias · Mário Cavalcanti de Melo

prepúcio e continuam no mesmo uso até os nossos dias. [ ] Isto tudo revela um senso extraordinário fora do comum, e deve agradar imensamente ao Ser Supremo! Depois apareceu-lhe o Senhor nos carvalhais do Manre, estando ele assentado à porta da tenda, quando tinha aquecido o dia. 2 - E levantou os seus olhos e olhou, e eis que três varões estavam em pé junto a ele. E vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro, e inclinou-se à terra. 3 - E disse: Meu Senhor se agora tenho achado graças nos teus olhos, rogo que não passes de teu servo. 4 - Traga-se agora um pouco d'água, e lavai os vossos pés, e recostai-vos debaixo desta árvore; 5 - E trarei um bocado de pão, para que esforceis o vosso coração; depois passareis adiante, porque por isto chegaste até o vosso servo. E disseram: Assim fazes como tens dito. (Gên. XVIII). Numerosos comentadores católicos, no dizer de Taxil, julgaram que, se neste dia, Jeová tinha vindo em companhia de dois anjos, era com o fim de figurar as três pessoas da SS. Trindade; Abraão não tinha o espírito bastante sutil para aperceber-se disto; nem ele, nem Moisés, nem nenhum profeta judeu desconfiou. E Abraão apressou-se em ir ter com Sara à tenda, e disselhe: Amassa depressa três medidas de flor de farinha, e faze bolos. (Gên. XVIII, 6).

Sodoma e Gomorra Disse mais o Senhor: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito. Descerei agora e verei se, com efeito, têm praticado segundo este clamor, que é vindo até mim: e se não, sabe-lo-ei. (Gên. XIX, 20 e 21) Não atinamos como um Deus onisciente não soubesse o que se estava passando em Sodoma e Gomorra. Mas como nunca conseguimos compreender Jeová bíblico, é justo que ele nos decepcione mais uma vez, descendo das infinitas alturas para verificar com os próprios olhos se havia ou não fundamento nos clamores que lhes chegavam aos ouvidos. Então viraram aqueles varões o rosto dalí, e foram-se para Sodoma; mas Abrão ficou ainda em pé diante da face do Senhor. E chegou-se Abraão dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio? Se por ventura houver cinqüenta justos na cidade, destrui-los-ás também, e não poupará o lugar por causa dos cinqüenta justos que estão dentro dela? Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio, longe de ti seja.

Não faria justiça o juiz de toda a Terra? Então disse o Senhor: Se em Sodoma achar cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei a todo o lugar por amor deles. E respondeu Abraão dizendo: Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinzas. Se por ventura faltarem de cinqüenta justos, cinco, destruirás por aqueles cinco toda a cidade? E disse: Não a destruirei, se eu achar alí quarenta e cinco. (Gên. XIX, 22 a 28) E assim, nesta amigável palestra com Jeová, Abraão que o olhava na face, continuou aconselhando-o e defendendo aquele povo desgraçado, chegando a propor ao Senhor que mesmo que houvesse dez justos, fosse poupada a cidade. Depois desta última proposta, que Jeová generosamente aceitou, o senhor partiu, e Abraão voltou para a sua casa, com a consciência tranquila de haver praticado uma bela ação. Havendo Jeová subido aos Céus, mandou que os dois anjos que o acompanhavam prosseguissem viagem no cumprimento de sua missão.

Ló, que se encontrava sentado à porta de Sodoma, marchou ao encontro dos dois mensageiros divinos, saudou-os e inclinou-se com o rosto à terra. E disse: Eis agora, meus senhores, entrai, peço-vos, em casa de vosso servo, e passai nela a noite, e lavai os vossos pés: e de madrugada vos levantareis e ireis vosso caminho". E eles disseram: Não, antes na rua passaremos a noite. (Gên. XIX, 2) Mas tanto fez Ló que os anjos resolveram passar a noite em sua casa e lá se banquetearam. Antes que se deitassem, cercaram a casa os varões daquela cidade, os varões de Sodoma, desde o moço até o velho; todo o povo de todos os bairros. E chamaram a Ló e disseram: onde estão os varões que a ti vieram esta noite? Traze-os fora para que nós o conheçamos. Ló suplicou aos habitantes de Sodoma que não fizessem mal aos anjos.

Mas o mal a que se referia o anfitrião não é o que imaginam os leitores, e sim um mal pecaminoso, um vício feio que, segundo a lenda, era a característica dos filhos de Sodoma; tanto assim que para poupar os mensageiros divinos, Ló ofereceu aos homens as duas filhas que ainda não conheciam varão. Foi nesta ocasião que os anjos estenderam as mãos e cegaram todos os varões que se encontravam do lado de fora. E há quem diga que esta coisa execrável que aí se encontra foi ditada pelo próprio Deus! Está com a palavra o genial Voltaire: Confessamos que o texto blblico confunde aqui mais que em qualquer parte o esplrito humano. Se esses dois anjos, ou esses dois deuses, eram incorpóreos, eles tinham tomado um corpo de extraordinária beleza para inspirar desejos abomináveis a todo um povo. Que! Os velhos e as crianças, todos os habitantes machos, sem exceção, vêm em multidão para cometer em conjunto e publicamente tal abominação para a qual se escolhe sempre a solidão e o silêncio!...

Os sodomitas pediam esses dois anjos como se pede o pão em tumulto nos tempos de fome. Não há nada na mitologia pagã que se aproxime deste horror inconceblvel. Os teólogos que afirmaram que estes três celestes viajantes, dos quais dois vieram a Sodoma, eram Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, tornam ainda mala execrável o crime dos sodomitas, e esta história mais incompreensível. A proposição de Ló aos sodomitas de dormirem todos com suas duas filhas virgens, em lugar dos dois anjos, ou dois deuses não é menos revoltante. Tudo isto encerra a mais detestável impureza de que já se fez menção em um livro. Os intérpretes encontram alguma relação entre esta aventura e aquela de Filemon e Baucis; mas esta nada tem de imoral e é muito mais instrutiva. É a história de um burgo que foi punido por Jupiter e Mercúrio por haver faltado às leis da hospitalidade; é uma advertência para que se seja caridoso, não há nisso nada de impuro.

Outros dizem que o autor sagrado quis exagerar a história de Filemon e Baucis, para inspirar mais horror para um crime muito comum nos países quentes. No entanto, os salteadores árabes, que ainda se encontram nos desertos selvagens de Sodoma, estipulam sempre com as caravanas que passam por esse deserto lhes dêem suas filhas virgens e nunca exigem rapazes. Esta história dos dois anjos não é tratada aqui como apólogo ou alegoria; tudo é ao pé da letra; e não se vê fora disso que alegoria se poderia tirar para a explicação do Novo Testamento, para o qual o antigo é uma figura, segundo os Pais da Igreja.

[ ] Vem depois a continuação da narrativa. Os anjos concitando Ló a abandonarem a cidade em companhia de sua família, porque esta seria destruida. Vêem-se os genros de Ló acharem graça, em sua incredulidade, da ameaça de Ló e depois Ló sair da cidade maldita com os anjos, sua esposa e suas duas filhas, advertidos todos de que não deviam olhar para trás. Outras coisas mais se passaram, e por fim o Eterno derrama sobre Sodoma e Gomorra uma chuva de enxôfre e de fogo que destruiu todos os habitantes e até os germes da terra. Uma espécie de bomba atômica celestial. Diz Léo Taxil que, quanto às cidades que foram destruidas, constam as de Sodoma e Gomorra, no entanto, os teólogos estão de acordo em que todas as cidades desta planície foram destruidas pelo fogo do Céu e mesmo um nome foi imaginado por eles: "a pentápole", a região devastada, o que significa a região das cinco cidades. Havia, assim, cinco cidades criminosas.

Em apoio de sua tese os teólogos se reportaram ao capítulo XIV, onde está narrada a guerra no curso da qual Ló foi feito prisioneiro e salvo graças à intervenção vitoriosa de Abraão e de seus trezentos e dezoito servos de elite. O versículo 2 deste capítulo, com efeito, fala de cinco reinos que teriam existido nesta região e daí o concluirem que as cidades culpadas, para as quaís havia Jeová decretado a exterminação, sejam precisamente as capitais; destes cinco reinos. Eis aqui para surpresa, esta passagem: Os quatro reis (Amraphel, Arioch, Choidolahomor, e Thadal), fizeram a guerra contra Birsah, rei de Gomorra; contra Scinab, rei de Adama; contra Scemeber, rei de Seboim e contra o rei de Bellah, que mais tarde foi chamado de Zoar. Todos eles se encontravam reunidos no vale de Siddim, que é hoje o mar de Sal. (C. XIV, 2 e 3). Mas, esta engenhosa interpretação dos teólogos não serve senão para fazer ressaltar as contradições da Bíblia. Com efeito, eis as cidades culpadas: Sodoma, Gomorra, Adama, Seboim e Belah.

Assim, pois, o Senhor conversando com Abraão, manteve o seu decreto de exterminação contra toda a Pentápole, porque em Sodoma não havia dez justos, não é assim? Mas os anjos incendiários pouparam Belah, chamada por isso, Zoar, simplesmente porque Ló desejou se transportar para esta cidade!... No entanto, os habitantes de Belah Zoar eram, não há como sair disso, dados ao mesmo vício que os sodomitas, uma vez que Deus os havia jurado com o fogo do Céu. Poderão dizer que os belaitas não havendo recebido a visita dos anjos e não tendo oportunidade de revelar os mesmos desejos dos sodomitas, foram, por isso poupados, mas, e os habitantes de Gomorra, os adamitas e os seboitas estavam nas mesmas condições e por que, então, não foram poupados?

E no que concerne a Gomorra, a ciência dos teólogos se exercitou de um modo curioso e sem que se saiba o porquê, a Igreja admitiu, em virtude de uma tradição da qual não se encontra o mínimo traço em parte alguma, que o pecado desta cidade era exatamente o contrário do pecado de Sodoma. Daí resulta que aquilo que os gregos chamavam "pederastia" é a "sodomia" na linguagem dos eclesiásticos; de outra forma, o vício safista que adquiriu um renome universal nas damas da ilha de Lesbos, devia entre os nossos tonsurados ser o dos "gomorrianos". Por conseguinte, compreende-se bem, agora, qual era este clamor que se elevava ao Senhor e que chegava aos Céus. Em Sodoma eram as mulheres que se queixavam de ser abandonadas; por outro lado, em Gomorra, eram os maridos que urravam suas lamentações ao Eterno.

Mas, então, tem-se o direito de perguntar, por que em Sodoma a vindita celeste exterminou as mulheres, pois que, em realidade, os homens eram os únicos culpados nesta cidade, e por que em Gomorra, o Senhor não poupou estes infelizes maridos, já tão iludidos pelas suas mulheres? E se nos quisermos entregar ao exame de um caso particular, é evidente que os dois senhores de Sodoma que eram noivos das filhas de Ló não eram pederastas; seu casamento estava bem apalavrado, prestes a ser celebrado, tanto que o santo homem lhes chamava genros. Segundo o autor sagrado, em parte alguma está escrito que fossem culpados esses dois genros de Ló, do mesmo excesso de impureza abominável, em virtude dos quais os sodomitas foram queimados com sua cidade; o texto não os mostra entre aqueles que quiseram violar os dois anjos; longe disto, O Gênesis dê a entender que eles estavam retirados honestamente em suas casas, pois, que Ló os foi acordar para convidar a fugir com ele, e, no entanto, eles foram envolvidos na destruição.

Quanto à mulher de ló, é necessário convir que ela fosse castigada por um movimento de compaixão, que a fez volver para trás, onde encontravam parentes seus. Sua estátua de sal, de qualquer forma, é confirmada pelos escrivães judeus, ou cristãos do Iº século da era vulgar. O historiador judeu Flavio José assegura, em seu livro “Antiguidades” que ele viu esta estátua, ainda em seus dias. Dizem os céticos que os israelitas moldaram em sal uma estátua e diziam: esta é a mulher de Ló. Têm-se visto estátuas talhadas em betume resistir consideravelmente ao tempo. Santo Irineu, vai mais longe ainda. "A mulher de Ló não é de carne corruptível, mas perpetuando-se como estátua de sal, ela continua tendo suas regras todos os meses". (Livro IV, C. II). Tertuliano em o “Poema de Sodoma" afirma a mesma coisa, com mais energia: Dicitur, et vivens salso sub corpore, sexus mirifice solito dispungere sanguine menses. Apesar de tudo, esta maravilha ficou ignorada ou desconhecida dos romanos que tomaram à Palestina.

Quando se apossaram de Jerusalém não tiveram a curiosidade de conhecer a estátua de sal, pela boa razão de ninguém lhes haver falado dela; nem mesmo Pompeu, Tito ou Adriano jamais ouviram falar de Ló, de sua mulher Edite e de suas duas filhas, nem de Abraão, nem de nenhuma pessoa dessa família. Hoje, os viajantes que vão explorar as cercanias do Mar Morto, não observam a presença de nenhuma estátua de sal ou de asfalto; os mussulmanos do país não tiveram a imaginação de fabricar uma, que faria grande prazer aos curiosos. O mais interessante em tudo isso, é que os israelitas, segundo Estrabão, não atribuem a destruição de: Sodoma e Gomorra a castigos dos Céus, mas, apenas, a

fenômenos naturais e erupções vulcânicas. [ ] Vejamos, agora, o que nos diz o grande geógrafo grego: A região de Sodoma e Gomorra tem sido muito trabalhada pelo fogo, o que disso há muitas provas: rochedos queimados, numerosas crateras, uma terra de cinzas, rios que espalham de longe um odor infécto, e aqui e alí, habitações em ruinas. Tudo isto faz crer que outrora havia treze cidades e que Sodoma era a metrópole; mas que, por tremores de terra, erupções de fogo subterrâneo e as águas betuminosas e sulforosas incendiadas, o fogo invadiu a terra e os rochedos guardaram a marca do cataclismo. Entre estas cidades, umas foram tragadas, as

outras abandonadas pelos habitantes que puderam salvarse. [ ] É longa, é mesmo bem longa esta história. Uma quantidade apreciável de argumentos destruidores poderiam ser acrescidos, para anular esta lenda absurda que a Ciência despresa. Por ora ficamos aqui. Que os leitores tirem as suas conclusões. * * * Sobre a história de Sodoma e Gomorra, viram qual a tradição judaica recolhida por Estrabão. Como vêem, neste ponto os judeus estão muito mais evoluidos que os católicos. Eles sairam do terreno do milagre, do impossível, para se porem de acordo com a Ciência. Segundo a lenda bíblica, a pedido de Ló, uma pequena cidade foi poupada da destruição. Esta cidade, como vimos, é a célebre Zoar. Mas onde se encontrará esta cidade que todos até o presente desconhecem e ninguém conseguiu localizar? Passemos a um episódio interessante que não pode deixar de ser narrado para a edificação dos leitores. Nada é por nós inventado.

O que abaixo irão ler se encontra com todas as letras no capitulo XIX do Gênesis: E subiu Ló de Zoar, e habitou no monte, e as suas duas filhas com ele porque temia habitar em Zoar; e habitou numa caverna, ele e as duas filhas. Então a primogênita disse à menor: Nosso pai é já velho, e não há varão na Terra que entre a nós, segundo o costume de toda a Terra; Vem, demos de beber vinho a nosso pai, e deitemo-nos com ele, para que em vida conservemos semente de nosso pai. E deram a beber vinho a seu pai naquela noite; e veio a primogênita, e deitou-se com seu pai, e não sentiu ele quando ela se deitou, nem quando se levantou. E sucedeu no outro dia, que a primogênita disse à menor: Vês aqui, eu já ontem à noite me deitei com meu pai; demos-lhe a beber vinho também esta noite, e então entra tu, deita-te com ele, e não sentiu ele quando ela se deitou nem quando se levantou. E conceberam as duas filhas de Ló de seu pai.

E teve a primogênita um filho e chamou o seu nome Moage; este é o pai dos moabitas, até o dia de hoje. E a menor também teve um filho e chamou o seu nome Benami; este é o pai dos filhos de Amom, até o dia de hoje. (vs. 30 a 38) Será isto inspiração do Espírito Santo? Será que Deus ditou a Moisés coisas de tão alta "moralidade"? E deverão estas histórias que só podem ser concebidas por cérebros tarados, escapar à critica dos profanos? E onde a justiça de um Deus onisciente, que salva três criaturas da pior espécie, o que Ele não devia ignorar, e queima cinco cidades com todos os seus habitantes por pecados cuja monstruosidade não sabemos comparar? Então Deus não podia prever o que iria acontecer a estes três degenerados? Uma filha que tentasse um pai e um pai que procriasse com sua filha seriam considerados pela sociedade contemporânea como dois monstros.

O texto bíblico, escreve Voltaire, nada diz da atitude de Ló quando viu sua mulher transformada em estátua de sal; não fala tão pouco no nome de suas duas filhas. A idéia de embriagar o pai para dormir com ele é singular. O texto, ainda, uma vez, silencia sobre o lugar onde elas conseguiram o vinho; mas afirma que Ló desfrutou de suas filhas sem se aperceber, nem da ocasião em que se deitaram com ele, nem do momento em que levantaram. É bem difícil desfrutar-se uma mulher sem que se saiba, sobretudo se ela é virgem. É um fato que não nos arriscamos a explicar. De resto, não se vê o motivo ou o porque as filhas de Ló imaginassem que o mundo houvesse terminado, uma vez que Abraão havia engendrado Ismael de sua serva, que todas as nações estavam dispersas, e que a cidade de Zoar de onde essas moças se afastaram era tão perto. E a quem se dirigiram elas para conseguirem o vinho,

se não havia negociantes de vinho, habitando as cercanias? [ ] Voltaire observou, ainda, que esta história tem qualquer semelhança com a de Myrrha, que teve Adonis de seu pai Cyniras. Isto é imitação, diz ele, da antiga fábula arábica de Cyniras e Myrrha; mas, esta fábula é muito mais honesta. Myrrha foi punida por seu crime, ao passo que as filhas de Ló foram recompensadas com maior e a mais cara das bênçãos, segundo o espírito judeu: elas são as mães de uma numerosa posteridade. Aqui ficamos; do contrário, se nos fossemos alongar em todos os capítulos, teriamos que fazer vários volumes e sabemos que poucos são aqueles que lêem livros volumosos em demasia. Contentamo-nos em fornecer algumas amostras em cada capítulo, isto é, o suficiente para que os leitores possam tirar as suas deduções. Vejam, pois, através destas páginas, a moral edificante da Bíblia, e de consciência digam se um homem que rejeita essas puerilidades cheias de coisas abomináveis pode ser mal visto?... Ou pode ser inquinado de não saber ler a Bíblia?... Ou pode ser censurado por lhe não adivinhar a chave mágica capaz de moralizar o imoral e clarificar o absurdo?...

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.