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Capítulo 2 de 57

Parte 1 de 29

Da Bíblia aos Nossos Dias · Mário Cavalcanti de Melo

Prefácio de DEOLINDO AMORIM FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO PARANÁ CURITIBA 1972

Agradecimentos

Ao querido mestre Dr. Carlos Imbassahy, o grande apóstolo do Espiritismo no Brasil, eu dedico este livro.

Aos prezados confrades Pedro Granja, Deolindo Amorim, João Ghignone, António Pereira Guedes, General Lamartine Peixoto Paes Leme, Coronéis Delfino Ferreira, Alfredo Molinaro e Rubens Rosado Teixeira faróis que iluminam a estrada da verdade na terra de Santa Cruz e que tanto me encorajaram na feitura desta obra, o reconhecimento e as homenagens do autor.

Prefácio da primeira edição O livro de Mário Cavalcanti de Melo é dos que, à primeira vista, podem ser incriminados de demolidores, pelo fato de analisar com rigor, com larga base de conhecimentos e sólido encadeamento lógico, muitas passagens bíblicas, cujo exame consciencioso se impõe, hoje, por força da evolução mental e cultural da humanidade. Não é mais possível, nesta época de tanto desenvolvimento científico, quando a Física, a Geografia, a Sociologia e a História, por exemplo, estão passando por tantas modificações, em razão das contribuições mais recentes, admitir ainda a intocabilidade ou a cristalização de certos ensinos bíblicos, interpretados sem crítica, sem comparação, tal qual se fez, durante muito tempo, para não sair dos cãnones da tradição. Há passagens bíblicas que, interpretadas ao pé-da-letra, como estão escritas, ficam em desacordo com o bom senso, por mais sincera que seja a intenção de quem se der ao trabalho de raciocinar friamente sobre muitas figuras e concepções escriturísticas.

Com as pesquisas e os processos modernos, já se pode encarar o grande Livro à luz de outro prisma, mais condizente com as necessidades e os recursos atuais. Não se pretende, com isto, destruir a Bíblia no que ela tem de respeitável é útil como livro histórico ou como fonte de orientação espiritual, como também não se pensa em desconhecer ou negar o importante conteudo moral das religiões que se fundamentam na Bíblia. O Autor deste livro não é iconoclasta, porque não quer derrubar templos nem altares, uma vez que respeita as crenças humanas, sejam elas quais forem; não é ateu, porque afirma a existência de Deus, tanto mais que é espírita - o que equivale a dizer que todo o seu sistema de idéias está apoiado no princípio fundamental da imortalidade da alma. Como espírita - e ele o é de atitudes francas. O Autor deste estudo crítico não pode ser ateu nem demolidor de crenças. Qual, então, o fim deste livro?

O fim, isto é, o alvo deste livro é esclarecer, falar à razão dos homens emancipados intelectualmente, lançar um convite ao estudo e à pesquisa histórica para desfazer dúvidas e dogmas que já não têm mais razão de ser. Os raciocínios do passado - diz o Autor - não mais se ajustam às necessidades presentes. Não se julgue que, com o pensar assim, no que está sendo indiscutivelmente lógico, o Autor deste trabalho queira romper, de modo radical ou sistemático, todos os traços de continuidade entre o passado e o presente. Não. Há conceitos antigos, cuja exatidão, até hoje, ninguém pôde destruir ou abalar. É interessante notar que certos conhecimentos apresentados hoje como novidade, são apenas sobrevivências do passado, como roupagem atualizada. Muitos conceitos atualmente considerados originais não passam, entretanto, de adaptações mais ou menos aperfeiçoadas, por força das necessidades e exigências modernas. Não há ciclo de cultura inteiramente original, não há civilização em que se não encontrem elementos oriundos de civilizações anteriores.

Observe-se, a propósito, o que acontece em nossos dias: algumas idéias velhas, já esquecidas no arquivo dos séculos, são restauradas de uma hora para outra e, quando ressurgem, adquirem logo expressão de originalidade, justamente pelo fato de serem adaptadas a esquemas novos, com terminologia adequada. O rótulo é novo, mas o conteúdo é velho. O Autor não desconhece este fenômeno. Espírito culto, capacidade analítica, inteligência afeita ao trabalho de pesquisa, não pretende, é claro, desmerecer o grande tesouro que nos veio do passado. Lembremo-nos, apenas, em linhas gerais, de que a cultura científica de nossos dias, com todo o seu desdobramento, com todas as suas especializações, ainda se vincula, em grande parte, à velha fonte grega, pelo menos em relação às ciências básicas, como a Biologia, a Física, a Psicologia etc. O arcabouço da História Natural, sem prejuízo do aperfeiçoamento que lhe deram as aquisições modernas, vem de Aristóteles.

Não é exagero dizer que até mesmo a Sociologia, ciência ainda em organização, porque não é uma "ciência acabada", tem o seu embrião nas idéias sociais de Aristóteles. O glorioso mestre grego é, sem dúvida, o precursor da classificação das ciências, empreendimento que, muito mais tarde, depois de algumas tentativas de outros grandes vultos da cultura humana, o portentoso engenho mental de Augusto Comte viria realizar com extraordinário espírito de síntese e equilíbrio. É certo, é indiscutível que os conhecimentos humanos em todos os seus domínios, vêm recebendo valiosas e indispensáveis contribuições novas, por exigência da própria evolução geral. Não se pode negar, todavia, a existência de um lastro, de uma bagagem apreciável de conhecimentos já encontrados na cultura grega. Nem por isso - convém acentuar bem este ponto - a ciência primitiva, que nos foi transmitida pelos gregos, deixou de sofrer inevitáveis retificações.

Algumas noções, entre os filósofos do Grécia, ainda estavam em estado rudimentar na época em que começou, por intermédio dos árabes, a expansão das obras de Aristóteles. Sem perder jamais a auréola de gênio, Aristóteles não ficou indene de críticas com o aperfeiçoamento da própria Ciência. Nem todas as concepções aristotélicas ficaram inteiramente intactas, sem corrigendas ou restrições. Não há o que extranhar, a este respeito, uma vez que a Ciência, no sentido amplo e progressivo, não tem caráter estável nem pode ser intocável como "coisa sagrada". Não seria possível, ainda hoje, aceitar tudo, completamente, tal como saiu do cérebro de Aristóteles, conquanto se trate de uma das mais gloriosas inteligencias de quantas até hoje iluminaram os sulcos da cultura geral. Muita coisa já se corrigiu de Aristóteles, como de outros espíritos notáveis, sem exclusão de Bacon e Descartes, e sem deslustrar a glória inconfundível destas tres culminâncias do pensamento universal.

A Ciência caminha, queiram ou não queiram os misoneistas de todos os tempos. É neste sentido, portanto, que Mário Cavalcanti de Meio se refere aos conceitos do passado, como quem diz, e com acêrto, que nem todas as concepções antigas devem, hoje, ser admitidas em face dos conhecimentos modernos. Não podemos ter, por exemplo, a respeito da formação do mundo, as mesmas idéias que prevaleciam na antiguidade, assim como não podemos, no domínio da Geografia, sustentar os pontos de vista da época de Estrabão. São irreconciliáveis, evidentemente, muitos conceitos antigos com os raciocinios atuais. Negar este fato seria desconhecer a lei de evolução. Como as concepções científicas, as concepções religiosas também estão sujeitas a revisões periódicas, em determinados aspectos. Há neste livro, nós o reconhecemos francamente, afirmativas que podem causar abalo a muitos leitores, com especialidade quando se trata de pessoas que, pela sua formação religiosa, têm a Bíblia como regra de fé indiscutível ou intocável.

É possível (não duvidamos disto) que o nosso confrade Mário Cavalcanti de Melo passe a ser, agora, um espírito herético, um inimigo da fé, por haver tomado a iniciativa de fazer análise da Bíblia. A preocupação do Autor, entretanto, é a de quem, não estando conformado com certos ensinos bíblicos até agora aceitos como definitivos e verdadeiros, quer rasgar o véu que ainda encobre muitas passagens da Bíblia e, assim, afastar dúvidas ou equívocos sensivelmente prejudiciais à exata compreensão de muitos pontos da História. O papel de Moisés na civilização judaica, a autoria do Pentateuco e outros aspectos da exegese bíblica são discutidos neste livro, com isenção de ânimo e por amor da Verdade. Todo estudo honesto, ainda que tenha como no caso deste livro, de contrariar preconceitos, tradições e idéias preconcebidas, deve ser acatado, sejam quais forem as discordâncias. Não é temeridade nem heresia, por exemplo, pôr em dúvida a autoria de Moisés em relação ao Pentateuco, porquanto o assunto ainda é susceptível de controvérsias.

Os próprios especialistas em assuntos bíblicos não estão inteiramente de acordo: há os que afirmam e os que negam a paternidade mosaica. Há quem diga, também, que o fato de, no Pentateuco, haver referência e própria morte do legislador hebreu não lhe infirma a autoria, visto ser perfeitamente aceitável a hipótese da colaboração de Josué, após o desenlace de Moisés. É este o ponto de vista de um teólogo protestante, quando diz: ...é mais natural supor que Josué, seu sucessor, acrescentou este apêndice histórico (narrativa da morte de Moisés) aos discursos de despedida do grande profeta e

legislador. [ ] Não coincide com este modo de ver a opinião de abalisado exegeta

norte-americano, autor de um livro sério [], aliás, muito apoiado na obra de DRIVER - "Introduction to the literature of the Old Testament". Diz Sinderland: A idéia de que foi Moisés o autor do Pentateuco é simplesmente uma tradição, que não tem base histórica. Essa tradição, para R. Smith, deriva da velha teoria judáica de que todos os chefes de Israel escreviam, por inspiração divina, os acontecimentos de sua própria época. Seria interminável a discussão do assunto, porque, como se sabe, a literatura sobre a autoria do Pentateuco - pró e contra - já é antiga e muito variada. Queremos apenas fazer sentir que o assunto não é pacífico entre teólogos, exegetas e historiadores religiosos. A matéria, aliás, é mais de história ou pesquisa de fontes do que propriamente de teologia. O Prof. Robert Smith, que estudou muito o problema do Pentateuco em trabalhos especializados (cf. Sunderland, ob. cit), repele afirmações do Talmud e nega a autoria integral do legislador hebreu.

[ ] A opinião de Mário Cavalcanti de Melo coincide perfeitamente com o que, a respeito da Genesis e do Pentateuco, escreveu o saudoso Crysantho de Brito: "Deve-se aceitar a Genesis como autêntica, tal qual ela se encontra? Pelo menos ela se acha quase invalidada, não só

pela crítica bíblica, como pelo Espiritismo". [ ] Desde o século XVIII, com as criticas de Spinosa, Hobes e outros vêm a autoria do Pentateuco (conjunto dos cinco primeiros livros da Bíblia) sendo objeto de polêmicas. Segundo Bricout, que afirma categoricamente a autoria mosaica, a discussão deu motivo a três hipóteses: Hipótese fragmentária (o Pentateuco é constituído de peças esparsas sem coordenação lógica, sem unidade, portanto). Hipótese documentária (a autoria do Pentateuco está apoiada em documentos originais). Hipótese complementar (há no conjunto do Pentateuco, uma parte fundamental, com unidade, e há também, uma parte complementar, isto é, com elementos oriundos de outros escritos). Não há acordo, portanto, entre as hipóteses.

Extraimos estes elementos de uma fonte católica. [ ] Como, pois, aceitar a Bíblia como fonte indiscutível? Tem razão o escritor Mário Cavalcanti de Melo quando levanta certas dúvidas, porque realmente há muito que examinar e discutir em relação à Blblia, principalmente no que diz respeito a Moisés e ao povo hebreu. O judaismo não se conservou em estado puro, em suas manifestações religiosas, principalmente depois da conquista da Palestina. Quem o diz entre outros autores, é um historiador contemporâneo. O judaismo teve um período de sincretismo. É natural, portanto que tenha recebido influências extranhas. Logo, é discutível a sua originalidade. É este um dos pontos que o Autor deste livro discute com bons fundamentos lógicos e históricos. Diz, por exemplo, Th. Robinson: Conhecemos ainda mal a religião de Israel antes da conquista da Palestina, isto é, na época nômade. Os judeus tiveram um período de nomadismo, isto é, de peregrinação, sem fixação nesta ou naquela terra, e tiveram, depois o seu período de organização religiosa, política e social. A conquista da Palestina - segundo Robinson - "produziu mudanças radicais nas religiões das massas". Com a passagem do primitivo estado nômade para o estado agrícola, os judeus começaram a abandonar naturalmente, o seu antigo

culto para adotar a nova civilização. [ ] Houve, inevitàvelmente, contactos culturais, assimilação de hábitos e elementos religiosos. É aceitável, é muito admíssivel, portanto, a tese de que nem tudo na cultura judaica é original. Até mesmo a idéia da sobrevivencia do espírito, em determinadas tribos hebraicas, parece anterior à própria revelação do monoteismo judaico, na opinião de Robert Aron, em longo e bem feito estudo, publicado recentemente,

sob o título "Lidée de la mort dans la tradition religieuse juive.” [ ] Diante de tudo isto, tais são as controvérsias históricas e exegéticas a respeito do judaismo, é natural que, como o estudo de Mário Cavalcanti de Melo, apareçam outros trabalhos com o mesmo objetivo honesto de analisar e esclarecer passagens bíblicas ainda obscuras, à luz da crítica moderna. O Autor compreende bem o fenômeno religioso, a sua razão de ser, a sua posição no quadro geral da história humana, mas não se conforma com certos ensinos, já ultrapassados. Atitude lógica, compatível com o livre-arbítrio de um homem inteligente, que pensa, estuda e raciocina. Se, por um lado, respeitamos certos princípios morais, e comuns a quase todas as crenças, não somos obrigados a concordar com extravagâncias e erros, por mais liberal que seja o nosso espírito de tolerância. Tolerar é respeitar as crenças alheias, mas a tolerância não se confunde com a concordância, com a anuência incondicional.

Respeitamos o Catolicismo, tanto o romano como o ortodoxo, assim como tratamos com o devido respeito a todas as religiões, até mesmo as mais rudimentares, mas não podemos deixar de reconhecer que muitos argumentos religiosos não condizem mais com a mentalidade moderna. Dizer isto não é cometer sacrilégio, não é ameaçar a fé. Vejase bem o que diz o Autor deste livro, sobre o Catolicismo: Que restará do Catolicismo? Restará o que ele contém em si de verdadeiramente grande, de vivo e racional, isto é, tudo o que, suscetível de elevar e fortalecer a humanidade. Eis aí uma prova de que o Mário Cavalcanti de Melo não é injusto nem apaixonado. Há, no Catolicismo, como no Judaísmo, no Protestantismo, como nas doutrinas espiritualistas em geral, muitos princípios inabaláveis, respeitáveis, profundos. Nem por isso deixa de haver, principalmente no Catolicismo, dogmas que já estão sobrepujados. Uma coisa é o Catolicismo em sua essência, em seus fundamentos morais, e outra coisa é o Catolicismo como instituição humana.

Assim como o verdadeiro Cristianismo, cheio de pureza e simplicidade, não se confunde com o cristianismo dos homens, com as suas seitas, seus formalismos, suas conveniências temporais, também o Catolicismo, em sua universalidade, em sua parte essencialmente espiritual, não se confunde com o clericalismo, que é organização puramente humana. Dentro da própria Igreja, como é notório, já se levantaram vozes sinceras e autorizadas contra o clericalismo, que é na realidade, uma desfiguração do próprio Cristianismo. Quando se diz clericalismo, não se pensa em negar a dignidade da missão sacerdotal, mas reprovar o sistema clerical, de mãos dadas com a política e os interesses do Estado, quando o Cristo sentenciou claramente: a Deus o que é de Deus e a César o que é de César. Contra o predomínio clerical, que desvirtua a própria consciência do sacerdote em seus nobres labores de pastor de almas, protesta o filósofo católico Jacques Maritain, cuja opinião é, justamente por isso, das mais insuspeitas.

Diz o filósofo contemporâneo: ...o que importa é distinguir o apócrifo do autêntico, um Estado clerical ou decorativamente cristão de uma sociedade política vitalmente e realmente cristã. Toda tentativa de Estado farlsaicamente cristão está condenada, no mundo hodierno, a tornar-se vitima, a presa, ou Instrumento do totalitarismo anticristão.

[ ] A Igreja fica engrandecida enquanto se nutre espiritualmente dos verdadeiros princípios do Cristianismo puro ou original - o Cristianismo de Jesus e não o dos homens, mas a Igreja se enfraquece toda vez que se ampara no poder de César para conquistar efêmeros triunfos temporais ou, sempre que desce de sua posição espiritual para fazer alianças com o Estado. Que o diga a lição da História. O Autor deste livro não se insurge contra a Religião em si, mas aponta erros provados na História e na observação corrente. Passemos, agora, para terminar, a outra ordem de considerações. Defende o ilustrado confrade a judiciosa tese de que, como diz Allan Kardec, "as descobertas da Ciência glorificam a Deus em vez de rebaixá-lO". Como espírita, não poderia pensar de outro modo. A Ciência, mas a verdadeira Ciência (saber), que se pode escrever com C maiúsculo, não separa o homem de Deus. Torna o homem mais humilde, e humilde conscientemente. Fá-lo, enfim, admirador da infinita obra divina.

Não se pode, jamais, desprezar o auxílio da Ciência tanto na crítica histórica, como na critica religiosa. Não há, aliás, departamento da cultura humana, até mesmo na ordem metafísica, que possa prescindir inteiramente da colaboração científica. Bem se vê que as narrativas bíblicas comportam e reclamam naturalmente as luzes indispensáveis da Ciência. Dentro desta orientação, indiscutivelmente lógica e compatível com as exigências da cultura moderna, é que Mário Cavalcanti de Melo desenvolve todo o seu importante trabalho, cuja leitura cuidadosa se recomenda a qualquer inteligência emancipada. Não se trata de um neófito na polêmica e na pesquisa. O Autor deste livro já se credenciou no meio espírita com um trabalho notável, em colaboração com o escritor Carlos Imbassahy - "o Bozzano brasileiro", em defesa da tese reencarnacionista, sem a qual não se compreenderia a filosofia espirita.

Quem escreve um livro como A Reencarnação e suas provas (Carlos Imbassahy e Mário Cavalcanti de Melo - Edição da Federação Espírita do Paraná) tem direito a uma posição respeitável entre os intelectuais espiritas e, de um modo geral, pode versar os mais profundos problemas de Filosofia. Mário Cavalcanti de Melo é uma capacidade, uma cultura bem formada, uma consciência honesta e livre, a serviço da CAUSA ESPIRITA. Rio de Janeiro, 1954. DEOLINDO AMORIM

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.