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Capítulo 45 de 57

Eloista — parte 14 de 26

Da Bíblia aos Nossos Dias · Mário Cavalcanti de Melo

Um pouco de filosofia Depois de havermos divagado pelos diversos períodos da criação bíblica, chegamos, afinal, àquele do homem e da mulher; à queda de nossos "primeiros pais" e às coisas mais que se seguem. Falamos, assim, dos pontos principais do primeiro livro de Moisés, pelo memos, do livro a ele atribuido. Feita que foi a crítica, dentro das nossas possibilidades, achamos conveniente desenvolver, agora, um tema mais atraente, mais moderno, mais de acordo com os ensinamentos da Filosofia e da Ciência contemporâneas. Antes, porém, precisamos indagar. Haverá no mundo quem conteste a existência da matéria? Haverá, porventura, mesmo que se trate de pessoas de pouco cultivo, quem duvide da existência das diversas espécies vegetais e animais em nosso globo? Abstraindo, momentaneamente, do materialismo decadente, existirá alguém que negue a alma ou o espírito? Pensamos que não. Às duas primeiras interrogações não se pode responder senão afirmativamente, uma vez que elas são evidentes e participam inteiramente de nossos sentidos.

Quanto à última, a existência do espírito, se, vivem sobre o planeta criaturas retrógradas ou estacionárias, ela é plenamente admitida desde os tempos imemoriais. Todas as religiões, com exceção da mosaica, até os primeiros tempos do Cristianismo, a tiveram como principal postulado. Falemos, pois, da alma ou do espírito. A alma é aquilo que em nós sente, pensa e quer. É esta uma definição admitida plenamente por todas as filosofias. Em torno destes três vocábulos, há, por certo, divagações e hipóteses de diversos feitios. Não é, porém, pensamento nosso entrar, por enquanto, em apreciações desta natureza. Antes, mesmo, dessas especulações filosóficas e do nascimento de teorias sabiamente elaboradas, o homem primitivo, em quase todos os países e em todos os tempos, por efeito de sua imaginação ou de um raciocínio todo espontâneo, já fazia lima idéia mais ou menos grosseira da alma e tinha um termo para designá-la. O sânscrito "átman", o grego "psychê", "animus" dos latinos, têm a mesma significação etimológica. Na Ilíada, vê-se com a morte a alma sair dos cerrados.

Ela foi indentificada por alguns povos como o calor vital e localizada no coração ou no sangue, como o princípio da vida, por excelência. Segundo Loskiel (Histoire des Missions, pg. 48), os índios da América do Norte afirmam que não podem morrer para sempre, uma vez que a semente, apodrecendo no solo, torna a reviver. Da mesma forma pensam os groelandeses que, conforme Krantz, em sua "História da Groelândia", crêem nos espectros (espíritos) e na realidade de suas manifestações. Nos Vedas (Rig. Veda 8, 14), a alma não é somente imortal, é ainda eterna e incriada; é por esta razão que os Pantcharatras e os Bhagavatas são heréticos aos olhos da escola ortodoxa, porque afirmam que a alma é criada. Ora, segundo os Vedas, se a alma não fosse eterna, ela não seria imortal. (Brâhma-Soutra II, par.17). A escola de Sankhya (Sankhya-Karita - arts. 18 e 33) e o Sankara- Atcharva, autor de "Átma Bodha", (art. 13-20) admitem igualmente a eternidade das almas individuais. (Pauthier-Essais sur la Philosophie des Hindous, selon valebrocke, pg. 131 e seguintes).

O artigo 18 de Sankhya-Karita de que as almas individuais são desprovidas de qualidades perceptíveis, não compostas, penetrando tudo, imutáveis, eternas, sem causa, invisíveis, etc. De acordo com os artigos Sofis, as substancias fixas ou reais, tais como os espíritos e as almas não são posteriores a Deus senão quanto à essência e não quanto ao tempo; pois elas são eternas, tanto quanto ao passado como quanto ao futuro. (Anquétil-Duperron, Zend-Avesta, t. III 384 e seguintes). Todas estas almas eternas e imortais eram puras antes da queda (Anquétil-III, 189-214). Uma vez que o corpo humano é formado no ventre materno, a alma que vem do Céu, aí se concentra segundo os antigos persas. (Anquétil-III, 384). As idéias dos chineses concernentes à imortalidade da alma e às diversas fases da expiação foram desenvolvidas pela escola de Tao-sse. (Mémoires des Missionaires, concernant la Chine, XV, 250 e seguintes).

Segundo o livro das recompensas e das penas pelo doutor Tao-sse (traduzido por Julião em 1835, art. 296 e 297), todos os sábios e todos os santos acreditaram na imortalidade da alma, aparições dos mortos e na existência dos espíritos e dos demônios. No parágrafo 466 do dito livro, a sombra de uma mãe defunta aparece em sonho a seus filhos para dirigir-lhes severas reprimendas por haverem negligenciado a visita ao seu túmulo, não oferecendo sacrifícios pelo repouso de sua alma. Com efeito, ninguém rejeita na China a doutrina da imortalidade. "Aquele que não respeita os espíritos, é severamente punido por eles". Segundo as tradições sagradas da China, os espíritos intervêm incessantemente nos destinos humanos. Segundo Confucius, os Espíritos existem antes do mundo material; são eles que constituem a essência invisível de tudo o que existe. (Mém. concernant les Chinois, t. III, 65, 66) Assim, desde os Vedas, passando pelo Brahmanismo, Budismo, Druidismo, Islamismo, todos crêem na existência e na imortalidade da alma ou do espírito.

Os Caldeus, os tibetanos, os mongóis, os persas, os japoneses, os egípcios, todos abraçam a crença da imortalidade da alma. Orígenes, Pitágoras, enfim, desde Orfeu e Homero até Platão, todos admitem a idéia da preexistência. Sabe-se que Diágoras de Milos, pensador materialista, foi posto a prêmio pelos atenienses. (Plutarco-de-placit. Philos. lib. I. c. 6) Desde Platão até Proclus e até os últimos tempos do paganismo, a maior parte dos pensadores profundos admiram, ainda, esta idéia superior, que as tradições sagradas da antiguidade haviam legado a uma raça fraca de seu ramo. Em Homero, Hesíodo, Píndaro, Eurípedes, nos Pitagóricos e em Platão, são numerosas as passagens que tratam da imortalidade da alma. Muito mais poderiamos falar sobre o assunto, mas, isto seria alongarnos em demasia quando muito temos, ainda, que caminhar. Vejamos qual a concepção dos etnologistas modernos com referência à alma depois de isolada do corpo. Com a morte, segundo eles, a alma se modifica e é considerada como seu duplo, um segundo exemplar de si mesma adaptada à sua nova condição de existência.

Esta idéia hoje em dia, geralmente aceita, existe desde a mais remota antiguidade, Era reverenciada pelos egípcios e disso nos fala Schopenhauer. Vejamos o que nos diz Ribot, sobre a filosofia da alma: As hipóteses metafísicas, tal como se encontram na História, podem reduzir-se a quatro: 1° - A alma é concebida como uma substância ou essência, independente do corpo (espiritualismo ou dualismo). 2° - É uma simples função do organismo, não tendo a existêncla própria por si mesma (materialismo). 3° - Ela é a única realidade, sendo o resto, apenas, aparência dela derivada (idealismo). 4° - Ela é como a matéria, a simples manifestação de um princípio superior que é a única realidade, e ela não tem, por conseguinte, senão uma existência fenomenal (panteismo-monismo). Não se pode negar, diz o eminente pensador, que a doutrina filosófica mais aceita, é aquela que considera a alma e o corpo como duas coisas distintas. Ela é como as línguas, espelho fiel da opinião predominante, tomando-se, por isso, difícil a exposição exata de qualquer outra doutrina.

Chamam-na, também, de dualismo, porque ela mantém a dualidade fundamental do corpo e da alma, e espiritualismo, porque ela considera o espírito como uma substância, ou no mínimo, alguma coisa que existe por si mesma. Todos conhecem, continua Ribot, os argumentos com os quais os metafísicos modernos defendem esta tese; vamos examiná-los: Eles partem da experimentação: a distinção entre dois grupos de fatos, uns físicos e fisiológicos, cujo conjunto constitui o organismo e que são todos submetidos a uma condição última, o espaço, sem o qual eles não podem ser percebidos, nem imaginados; os outros, psíquicos (sensações, sentimentos, idéias, desejos, volições) que nunca nos são dados como extensivos e cuja única condição é de existir junto ou sucessivamente no tempo. Para o espiritualismo, esses dois grupos são absolutamente irredutíveis: antes de tudo, porque os fenômenos psíquicos têm por característica fundamental serem conscientes, ora, a consciência é irredutível ao movimento último ao qual a Ciência moderna reduz todas as propriedades da matéria.

Nenhuma experiência demonstrou que o movimento pode ser transformado em consciência, como se transforma em calor, em luz, em ação química, etc. A esta razão geral outras se juntam. Temos consciência de nossa unidade e de nossa identidade, que não é senão a unidade persistente através das variações incessantes de nossa vida; e como o corpo está em estado de renovação continua e não pode viver senão em tais condições, como ele é formado de partes coordenadas entre si, constituindo um todo muito complexo, ele não possui nem identidade, nem verdadeira unidade. Continuemos no labor de externar o pensamento do grande filósofo. A unidade que reclama o espírito, é com efeito, rigorosa. Pensar, ligar e unir. O ato mental mais simples, comparar, julgar, supõe uma causa que faça a síntese de dois termos e, por conseguinte, uma causa perfeitamente única. A alma tem, pois, por característica essencial, a unidade, a identidade, a simplicidade, e esta marca que lhe é própria, que a diferencia do corpo, é o que se denomina a espiritualidade.

A maioria dos espiritualistas modernos se apega à doutrina emitida por Leibnitz, que faz da força a essência da alma; ela é uma causa essencialmente ativa e espontânea e ele a define: "Uma força livre, tendo consciência mesma". Mas esta separação tão clara e concludente, que o dualismo estabeleceu entre a alma e o corpo, torna-se um embaraço quando temos que explicar a sua união, sua dependência recíproca, o que se chama em linguagem corrente, a influência do físico sobre o moral e vice-versa. Razão forte tem Ribot em considerar esse embaraço, principalmente quando se pensa na concepção de Leibnitz, definindo o espírito como uma força livre, tendo consciência de si mesmo. Qual seria, então, o veículo que iria propiciar a sua ligação com a matéria? A força? - Não pode ser, não é possível. É que esta definição da alma peca por ser incompleta. Outros estudiosos do assunto trouxeram a luz sobre a questão. A alma, com efeito, não é mais este princípio imaterial e incompreensível do velho espiritualismo.

Ela nunca está isolada da força e da matéria. É uma parcela individualizada do princípio único, é, pois, como Gustave Geley, força e matéria, ao mesmo tempo em que inteligência. Seria dotada efetivamente, de acordo com as teorias do alto espiritualismo científico, de um veículo "etérico", imponderável, inaccessível aos sentidos materiais, escapando de certo modo às condições de espaço e de tempo. A forma que concilia o evolucionismo com o idealismo, cuja definição tivemos o cuidado de consignar anteriormente, para orientação dos leitores, ou melhor a concepção que vem completar o evolucionismo, é a palingenesia, ou a doutrina que admite a pluralidade das existências da alma, ou as encarnações sucessivas e progressivas. A alma ou individualidade consciente, em potencial no mineral, foi formada pouco a pouco nos reinos viventes inferiores, para adquirir no homem o seu grande desenvolvimento atual. Ela cumpriu esta evolução dentro de um sem número de

encarnações nos organismos cada vez mais aperfeiçoados. [ ] Deixemo-nos guiar, mais, ainda, na estrada iluminada pelo cérebro de Ribot, muito embora estejamos certos da familiaridade que os espiritualistas modernos mantêm com o eminente filósofo. O idealismo procede como o materialismo, mas em sentido inverso. Ele suprime um dos dois termos que o dualismo mantém em presença um do outro, mas, o suprimido desta vez é o corpo (matéria em geral). O espírito é a única realidade; fora dele não há senão realidade aparente ou derivada. Ainda, que, pelo conjunto de sua doutrina, Descartes deva ser classificado entre os dualistas, é ele, sem embargo, o promotor do idealismo moderno por sua célebre frase: “Penso, logo existo".

Este exioma, com efeito, situa o fato do pensamento, como o único imediato, indiscutível e inteligível por si mesmo; e daí toda a teoria idealista se deduz logicamente. Os partidários do idealismo dizem aos materialistas: Sois completamente iludidos pelas aparências; reduzis tudo à matéria (e, no que concerne ao homem, ao corpo); mas vossa matéria se reduz em definitivo, a estados de consciência, a estados de espírito. Tudo o que puderdes afirmar sobre a matéria se reduz a duas coisas: a qualidades sensíveis, como o peso, a resistência, a impenetrabilidade, a forma, a cor, etc.; e a certo número de leis, isto é, de relações constantes entre os fenômenos, descobertas e formuladas pela ciência da natureza. Mas, tudo isto é o espírito. O que se chama qualidades ou propriedades da matéria é, apenas, nossa maneira de perceber.

O que é, por exemplo, a resistência, senão o sentimento que eu tenho de certo esforço? Sem esse estado puramente objetivo, sem esta modificação do meu espírito, tudo se torna para mim ininteligível a palavra e a coisa. O mesmo raciociocínio é aplicável a todas as propriedades da matéria, sem exceção. Elas se reduzem, no fim de contas, a estados de espírito. Para as leis é tudo, também, claro: raciocinar, induzir, deduzir, calcular, todos são atos do espírito.

A matéria se reduz, pois, a estados espirituais e temos, assim, razão de dizer que a matéria não é mais que a exteriorização do espírito, sua projeção fora, sob certas condições de espaço e de tempo. Tudo o que afirmais a respeito da vossa tese, pode ser tomado para nós e interpretado a nosso favor. O fato mesmo da sensação que vos serve de ponto de apoio testemunha contra vós; pois uma sensação não sentida é puro palavrório, e sentir é justamente o que chamamos um ato do espírito. O corpo e a alma, ou para falar mais corretamente, os fenômenos físicos e os fenômenos psíquicos não são mais que a manifestação de um princípio superior que os contém e os domina. Não iremos até o extremo em que pretende chegar o idealismo.

Podemos, entretanto, conciliar os nossos pontos de vista, como o fez Gustave Geley, pondo de permeio entre as duas concepções filosóficas, a palingenesia. Qualquer que seja, porém, a concepção filosófica apontada, nenhuma veio inutilmente a este mundo. São formas de compreender, ou melhor, são formas de observações, pois, nem todos podem penetrar na essência de uma alta concepção pela mesma porta. O materialismo, malgrado a sua profunda indiferença pelos estudos transcedentes da alma, como entidade imortal, tem legado à humanidade os seus conhecimentos, adquiridos no terreno em que se embrenha e, muitas vezes, nós espiritualistas, sem o abandono de nossas concepções, sem atentar contra a integridade de nossas verdades adquiridas à força dos mais tenazes sacrifícios, das mais pacientes experimentações, vamos ao seu encontro e apertamo-lhes a destra pelo ajustamento de nossos pontos de vista. Quem já não se apercebeu da aliança de Darwin, de Hoeckel, de Spencer, de Wallace, de Huxley, com Kardec, Denis, Delane, Flammarion e outros grandes vultos do alto espiritualismo?

Há, apenas, em tudo isso, uma diferença, que é a distância que cada um terá a percorrer. Enquanto Darwin e seus adeptos param no túmulo, Kardec e seus discípulos continuam a sua viagem através do infinito. É a lei da fraternidade agindo no terreno luminoso da Filosofia. *** Antes de penetrar no exame das doutrinas filosóficas contemporâneas, necessário se torna especificar o que se entende hoje por matéria, suas propriedades, suas forças. As concepções antigas, há alguns anos passados a respeito da matéria eram errôneas, como demonstram os recentes trabalhos de físicos e químicos. Antes, consideravam-na como coisa inerte, tangível, composta de átomos.

Berthelot dizia que suas propriedades, baseadas em sua unidade indestrutível, o ponderável e o imponderável, ficarão na história da Ciência como "um romance engenhoso e sutil". Segundo Davy, que revelara a dissolução dos compostos químicos por uma corrente elétrica, a história científica da matéria começa realmente em 1878, época em que William Crookes, em seu trabalho sobre física molecular no vácuo, demonstra a existência de um quarto estado, estado extra-gasoso, isto é, a matéria radiante. A história da matéria radiante tem seguimento em Oliver Iodge, cujas pesquisas foram comunicadas à Sociedade Real de Londres. Eis as conclusões: "A evolução ou transmutação da matéria está experimentalmente posta em evidência por efeito da radioatividade. Os átomos pesados dos corpos radioativos parecem desagregar-se e lançar no espaço os átomos de peso atômico mais fracos".

A descoberta da matéria radiante tendia, pois, a demonstrar que a matéria e a força se confundem. A matéria pela radiação chegaria a se transformar em éter, rematando as forças, pois esta se condensaria em matéria - e nestas condições seria indestrutível, eterna, dissociável, suscetível de formar os átomos dotados de propriedades diferentes. Seu estado primordial e último, sendo o éter, seria necessário considerar este como o protoplasma do universo. Indo além dos conhecimentos das propriedades da matéria, sabemos hoje que as radiações emanadas da empôla de Crooks, raios X, atravessam os corpos opacos e permitem obter fotografias. Curie demonstrou que o rádium e outros metais análogos têm a propriedade de produzir o calor de maneira contínua, sem esgotar-se sensivelmente, e os corpos submetidos à sua ação alquirem a propriedade de radiação.

Depois surgem os trabalhos de Gustave Le Bon, tendentes a provar que o átomo é reservatório inesgotável de energia produtiva das principais forças do universo, em virtude de suas propriedades de dissociação. E termina afirmando que a matéria não é mais que a energia condensada. Vem, ainda, a teoria de Nogier, mas a coisa continua no terreno da hipótese. Não é possível, diz o Dr. Edmond Dupuy, em sua obra "Laude-lá de la Vie", estabelecer uma assimilação qualquer entre os fenômenos de radiação da matéria, e do movimento dos astros com aquele que apresenta o corpo humano, cujo brilho foi demonstrado por G.

Maxwell, Deleuze, Reichenbach, depois fotografado por Luys e no qual o Coronel de Rochas verificou a exteriorização da sensibilidade e a possibilidade de veicular o pensamento e a vontade do ser humano, sob forma de vibrações, podendo influenciar à distância o pensamento e a vontade de outros seres, determinar os fenômenos de hipnose, de sugestão, de telepatia, etc., que estão sob a dependência da alma de seu invólucro fluídico. Por último, surge a teoria atômica de Dalton, que não seria difícil transcrever; será, porém mais agradável ao leitor estudá-la nos compêndios de Física moderna. Einstein define a matéria como energia congelada. * * * A filosofia moderna fez o seu ponto de parada no século XVIII: O movimento filosófico tende a sair da Metafísica pura para duas doutrinas distintas e opostas. O materialismo continua afirmando que as leis da matéria bastam para explicar a vida e todos os seus fenômenos, e que o pensamento é uma função do cérebro. Este sistema foi defendido por Cabanis (Pierre Jéan Jeorge), Broussais (François Joseph Victor), Auguste Comte, Littré (Maximilien Paul Emile) e vários outros fisiologistas.

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