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Capítulo 7 de 57
Parte 4 de 54
A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle
Além da missão humanitária em que geralmente se empenhava, às vezes vagava livremente; então descrevia, em magníficas passagens, como via a Terra translúcida, abaixo dele, com os grandes veios de depósitos minerais, como que brilhando através de massas de metal fundido, cada qual com a sua radiação peculiar. É notável que nessa fase inicial da experiência psíquica de Davis não tivesse ele a recordação daquilo que tinha visto em transe. Contudo, essa recordação era registrada no seu subconsciente e, posteriormente, a recuperava com clareza. Com o tempo tornou-se uma fonte de informações para os outros, posto que ficasse ignorante para si próprio. Até então o seu desenvolvimento se havia processado de maneira não incomum e que podia ser comparado com a experiência de qualquer estudioso de psiquismo.
Foi quando ocorreu um episódio inteiramente novo e que é minuciosamente descrito na sua autobiografia. Em resumo, os fatos foram os seguintes. Na tarde de 6 de março de 1844, Davis foi subitamente tomado por uma força que o fez voar da pequena cidade de Poughkeepsie, onde vivia, e fazer uma pequena viagem no estado de semitranse. Quando voltou à consciência, encontrava-se entre montanhas agrestes e aí, diz ele, encontrou dois anciãos, com os quais entrou em íntima e elevada comunhão, uma sobre medicina e outra sobre moral. Esteve ausente toda a noite; e quando indagou de outras pessoas na manhã seguinte, disseram-lhe que tinha estado nas Montanhas de Catskill, a cerca de quarenta milhas de casa. A história tem todas as aparências de uma experiência subjetiva, um sonho ou uma visão, e ninguém hesitaria em considerá-la como tal, se não fosse o detalhe de seu regresso e da refeição que tomou a seguir.
Uma alternativa seria que o vôo para as montanhas fosse uma realidade e as entrevistas um sonho. Diz de que posteriormente identificou seus dois mentores como sendo Galeno e Swedenborg, o que é interessante, por ser o primeiro contacto com os mortos por ele próprio reconhecido. Todo o episódio pareceu visionário e não teve qualquer ligação com o notável futuro desse homem. Verificou maiores forças a se agitarem em si mesmo e foi avisado de que, quando lhe faziam perguntas sérias, enquanto se achava em transe mesmérico, sempre respondia: “Responderei a isto em meu livro”. Aos dezenove anos sentiu chegado o momento de o escrever.
A influência magnética de Livingstone, por isso ou por aquilo, parece que não era adequada para tal fim. Então foi escolhido o Doutor Lyon como novo magnetizador. Lyon abandonou o consultório e foi a Nova Iorque com o seu protegido, onde procurou o Reverendo William Fishbough, convidando-o para servir de secretário. Parece que essa escolha intuitiva era justificada, pois este logo abandonou o seu trabalho e aceitou o convite. Então, preparado o aparelho, Lyon submetia diàriamente o jovem a transes magnéticos e suas manifestações eram registradas pelo fiel secretário.
Não havia dinheiro nem publicidade no assunto, de modo que nem o mais céptico dos críticos poderia deixar de admitir que a ocupação e os objetivos desses três homens constituíssem um maravilhoso contraste com a preocupação material de fazer dinheiro que os rodeava. Eles buscavam o mais além. E que é o que podia fazer o homem de mais nobre? Há que levar em conta que um tubo não pode conter mais do que lhe permite o seu diâmetro. O diâmetro de Davis era muito diferente do de Swedenborg.
Cada um recebia conhecimento quando num estado de iluminação. Mas Swedenborg era o homem mais instruído da Europa, enquanto Davis era um jovem tão ignorante quanto se podia encontrar no Estado de Nova Iorque. A revelação de Swedenborg talvez fosse a maior, posto que, muito provàvelmente, pontilhada por seus próprios conhecimentos. A revelação de Davis era, comparativamente, um milagre maior. O Doutor George Bush, professor de Hebraico na Universidade de Nova Iorque, uma das testemunhas quando eram recebidas as orações em transe, assim escreve: “Afirmo solenemente que ouvi Davis citar corretamente a língua hebraica em suas palestras, e demonstrar um conhecimento de geologia muito admirável numa pessoa da sua idade, ainda quando tivesse devotado anos a esse estudo.
Discutiu, com grande habilidade, as mais profundas questões de arqueologia histórica e bíblica, de mitologia, da origem e das afinidades das línguas, da marcha da civilização entre as várias nações da Terra, de modo que fariam honra a qualquer estudante daquela idade, mesmo que, para as alcançar, tivesse consultado todas as bibliotecas da Cristandade. Realmente, se ele tivesse adquirido todas as informações que externa em suas conferências, não em dois anos, desde que deixou o banco de sapateiro, mas em toda a sua vida, com a maior assiduidade no estudo, nenhum prodígio intelectual de que o mundo tem notícia, por um instante seria comparável com este, muito embora nenhum volume, nenhuma página tenha sido publicada.” Eis um admirável retrato de Davis na época. E Bush chama-nos a atenção para o seu equipamento, quando diz: “A circunferência de sua cabeça é demasiadamente pequena. Se o tamanho fosse a medida da força, então a capacidade mental desse jovem seria limitadíssima. Os pulmões são fracos e atrofiados.
Não viveu num ambiente refinado: suas maneiras eram grosseiras e rústicas. Não tinha lido senão um livro. Nada conhece de gramática ou das regras de linguagem nem esteve em contato com pessoas dos meios literários ou científicos”. Tal era o moço de dezenove anos, do qual jorrava então uma catadupa de palavras e de ideias, abertas à crítica, não por sua simplicidade, mas por serem demasiado complexas e envoltas em termos científicos, conquanto sempre com um fio consistente de raciocínio e de método. Vem a propósito falar do subconsciente, embora isto geralmente tenha sido tomado como ideias aparentemente recebidas e submergidas.
Se, por exemplo, o desenvolvido Davis pudesse recordar o que tinha acontecido em seus transes durante os seus dias de não desenvolvimento, teríamos um claro exemplo de emergência daquelas impressões sepultadas. Mas seria abusar das palavras falar de um inconsciente quando tratamos com alguma coisa que, por meios normais, jamais poderia alcançar qualquer extrato da mente, consciente ou inconsciente. Eis o começo da grande revelação psíquica de Davis, que se derramou, ocasionalmente, por muitos livros, todos compendiados pelo nome de “Filosofia Harmônica”. Por sua natureza e por sua posição nos estudos psíquicos, deles trataremos noutro lugar. Nessa fase de sua vida, pretende Davis haver estado sob a influência direta da entidade que posteriormente identificou como sendo Swedenborg — nome muito pouco familiar naquele tempo.
De vez em quando recebia um aviso, pela clarividência, “para subir a montanha”. Essa montanha se acha situada na outra margem do Hudson, oposta a Poughkeepsie. Aí na montanha pretende ele que se encontrava e conversava com uma figura venerável. Parece que não houve qualquer indício de materialização e o incidente não tem analogia em nossa experiência psíquica, salvo se — e temos que falar com toda a reverência — também o Cristo subiu a um monte e entrou em comunhão com as formas de Moisés e de Elias. Nisso a analogia parece completa.
Não parece que Davis tenha sido absolutamente um homem religioso, no sentido comum e convencional, embora se achasse saturado de forças verdadeiramente espirituais. Seus pontos de vista, até onde é possível acompanhá-lo, eram de crítica franca em relação à revelação bíblica e, na pior das hipóteses, honesto, honrado, incorruptível, ansioso pela verdade e consciente de sua responsabilidade pela sua divulgação. Durante dois anos o seu subconsciente continuou ditando o livro sobre os segredos da Natureza, enquanto o consciente Davis adquiriu um pouco de autoeducação em Nova Iorque, com ocasionais visitas restauradoras a Poughkeepsie. Tinha começado a chamar a atenção de algumas pessoas sérias e Edgar Allan Poe era um de seus visitantes. Seu desenvolvimento psíquico continuava e antes dos vinte e um anos tinha chegado a ponto de não mais necessitar de alguém para cair em transe; realizava-o sozinho. Por fim sua memória subconsciente se tinha aberto e ele se tornou capaz de abarcar o largo alcance de suas experiências.
Foi então que se assentou ao lado de uma senhora agonizante e observou todos os detalhes da partida da alma, cuja magnífica descrição nos dá no primeiro volume de “A Grande Harmonia”. Conquanto sua descrição tenha aparecido numa separata, não é tão conhecida quanto deveria sê-lo. Um pequeno resumo deve ser interessante para o leitor. Começa ele por uma consoladora reflexão sobre os vôos de sua própria alma, que eram morte em todos os sentidos, salvo quanto a duração, e lhe haviam mostrado que a experiência era “interessante e deliciosa” e que aqueles sintomas que parecem sinais de sofrimento não passam de reflexos inconscientes do corpo e não têm significação. Diz então como, havendo-se jogado antes naquilo que chama de “Condição Superior”, havia observado as etapas do lado espiritual.
“O olho material vê apenas o que é material, e o espiritual o que é espiritual”. Como, porém, tudo tem uma contrapartida espiritual, o resultado é o mesmo. Assim, se um Espírito vem a nós, não é a nós que ele vê, mas o nosso corpo etérico, que é, aliás, uma réplica do nosso corpo material. Foi esse corpo etérico que Davis viu emergindo do envoltório de protoplasma da pobre moribunda, que finalmente ficou vazio no leito, como a enrugada crisálida, depois que a borboleta se libertou. O processo começou por uma extrema concentração no cérebro, que se foi tornando cada vez mais luminoso, enquanto as extremidades se tornavam escuras.
É provável que o homem nunca pense tão claramente ou seja tão intensamente cônscio quanto depois que todos os meios de indicação de seus pensamentos o abandonaram. Então o novo corpo começa a emergir, a começar pela cabeça. Em breve se acha completamente livre, de pé ao lado de seu cadáver, com os pés próximo à cabeça e com uma faixa luminosa vital, correspondente ao cordão umbilical. Quando o cordão se rompe, uma pequena porção é absorvida pelo cadáver, assim o preservando da imediata putrefação. Quanto ao corpo etérico, leva algum tempo até adaptar-se ao novo ambiente, até passar pela porta aberta.
“Eu a vi passar para a sala contígua, através da porta e da casa, erguer-se no espaço... Depois que saiu da casa encontrou dois Espíritos amigos, da região espiritual que, depois de um terno reconhecimento e de um entendimento entre os três, da mais graciosa das maneiras, começou a subir obliquamente pelo envoltório etéreo de nosso globo. Marchavam juntos tão naturalmente, tão fraternalmente que me custava imaginar que se equilibrassem no ar: pareciam subir pela encosta de uma montanha gloriosa e familiar. Continuei a olhá-los, até que a distância os fechou aos meus olhos”. Tal a visão da Morte, tal qual a percebeu A.
J. Davis — muito diferente daquela treva horrível que por tanto tempo obsidiou a imaginação humana. Se isto é verdade, podemos voltar nossas simpatias para o Doutor Hodgson e sua exclamação: “Custa-me suportar a espera”. Mas é verdade? Apenas podemos dizer que há muita evidência a corroborá-la. Muitas pessoas que caem em estado cataléptico, ou que estiveram tão doentes que chegaram ao estado de coma, trouxeram impressões muito concordes com a descrição de Davis, posto que outras tivessem voltado com o cérebro inteiramente vazio.
Quando em Cincinnati, em 1923, o autor esteve em contacto com uma tal Mrs. Monk, que tinha sido, pelos médicos, dada como morta, e que durante cerca de uma hora havia experimentado a vida postmortem, antes que um capricho da sorte a devolvesse àvida, ela escreveu um pequeno relato de sua experiência, no qual recorda uma vívida lembrança de ter saído do quarto, exatamente como descreve Davis, e do fio prateado que continuava unindo sua alma viva a seu corpo comatoso. Um notável caso foi publicado na revista Light, de 25 de março de 1922, no qual cinco filhas de uma senhora agonizante, todas clarividentes, viram e descreveram o processo da morte de sua mãe. Aqui também a descrição do processo era muito semelhante àquele descrito, posto haja algumas diferenças bastantes entre este último e outros casos para sugerir que a seqüência dos acontecimentos nem sempre é regida pelas mesmas leis. Outra variante de extremo interesse encontra-se num desenho feito por uma criança médium, que pinta a alma deixando o corpo e é descrito no trabalho de Mrs.
De Morgan, “Da Matéria ao Espírito”, página 121. Este livro, com suas oitenta páginas de prefácio pelo célebre matemático, Professor De Morgan, é um dos trabalhos de pioneiro do movimento espírita na Grã-Bretanha. Quando se pensa que foi publicado em 1863, sente-se um peso no coração pelo sucesso daquelas forças de obstrução, tão fortemente refletidas na imprensa, que tem conseguido durante tantos anos colocar-se entre a mensagem de Deus e a raça humana. A força profética de Davis apenas pode ser desconhecida pelos cépticos que ignoram os fatos. Antes de 1856 profetizou detalhadamente o aparecimento do automóvel e da máquina de escrever.
Em seu livro “Penetralia” lê-se o seguinte: “Pergunta: Poderá o utilitarismo lazer descobertas em outra direção da locomoção?” — “Sim: buscam-se nestes dias carros e transportes coletivos que correrão por estradas rurais — sem cavalos, sem vapor, sem qualquer força natural visível — movendo-se com alta velocidade e com muito mais segurança do que atualmente. Os veículos serão acionados por uma estranha, bonita e simples mistura de gases aquosos e atmosféricos — tão facilmente condensados, tão simplesmente inflamados e tão ligados à máquina, que de certo modo se assemelha às nossas, que ficarão ocultos e serão manejados entre as rodas da frente. Tais veículos aqui terão muitos embaraços atualmente experimentados pela gente que vive em regiões pouco povoadas. O primeiro requisito para essas locomotivas de chão serão boas estradas, nas quais, com a sua máquina, sem cavalos, a gente pode viajar com muita rapidezembro Esses carros me parecem de construção pouco complicada”. A seguir perguntaram: — “Percebe algum plano que permita acelerar a maneira de escrever?” — “Sim.
Quase me sinto inclinado a inventar um psicógrafo automático, isto é, uma alma escritora artificial. Pode ser construída assim como um piano, com uma série de teclas, cada uma para um som elementar; um teclado mais baixo para fazer uma combinação e um terceiro para uma rápida recombinação. Assim, em vez de se tocar uma peça de música, pode-se escrever um sermão ou um poema. Do mesmo modo, respondendo a uma pergunta relativa ao que era então chamado ‘navegação atmosférica’, sentiu-se ‘profundamente impressionado’ porque o mecanismo necessário — para atravessar as correntes de ar, de modo que se possa navegar tão fácil, segura e agradàvelmente quanto os pássaros — depende de uma nova força motriz. Essa força virá.
Não só acionará a locomotiva sobre os trilhos, e os carros nas estradas rurais, mas também os veículos aéreos que atravessarão o céu, de país para país”. O aparecimento do Espiritismo foi predito nos seus “Princípios da Natureza”, publicados em 1847, onde diz: “É verdade que os Espíritos se comunicam entre si, quando um está no corpo e outro em esferas mais altas — e, também, quando uma pessoa em seu corpo é inconsciente do influxo e, assim, não se pode convencer do fato. Não levará muito tempo para que essa verdade se apresente como viva demonstração. E o mundo saudará com alegria o surgimento dessa era, ao mesmo tempo que o íntimo dos homens será aberto e estabelecida a comunicação espírita, tal qual a desfrutam os habitantes de Marte, Júpiter e Saturno”. Nesta matéria os ensinamentos de Davis eram definitivos, embora se deva admitir que uma boa parte de seu trabalho é vaga e difícil de ler, porque desfigurada pelo emprego de vocábulos longos e ocasionalmente inventados por ele.
Entre. tanto são de um alto nível moral e intelectual, e pode ser melhor descrito como um atualizado Cristianismo, com a ética do Cristo aplicada aos problemas modernos e inteiramente coberto de quaisquer traços de dogmas. A “Religião Documentária”, como a chama Davis, em sua opinião absolutamente não é uma religião. Tal nome só deve ser aplicado ao produto pessoal da razão e da espiritualidade. Tal a linha geral do ensino, misturado com muitas revelações da Natureza, exposto em sucessivos livros da “Filosofia Harmônica”, a que se seguiram as “Revelações Divinas da Natureza” e que tomaram os anos seguintes de sua vida. Muitos de seus ensinos apareceram num jornal estranho, chamado “Univercoelum” e em conferências proferidas para dar a conhecer as suas revelações.
Em suas visões espirituais, Davis viu uma disposição do universo que corresponde proximamente à que foi apresentada por Swedenborg, adicionada pelo ensino posterior dos Espíritos e aceita pelos espíritas. Viu uma vida semelhante à da Terra, uma vida que pode ser chamada semimaterial, com prazeres e objetivos adequados à nossa natureza, que de modo algum se havia transformado pela morte. Viu estudo para os estudiosos, tarefas geniais para os enérgicos, arte para os artistas, beleza para os amantes da Natureza, repouso para os cansados. Viu fases graduadas da vida espiritual, através das quais lentamente se sobe para o sublime e para o celestial. Levou a sua magnífica visão acima do presente universo e o viu como este uma vez mais se dissolvia numa nuvem de fogo, da qual se havia consolidado, e, uma vez mais se consolidado para formar o estágio, no qual uma evolução mais alta teria lugar e onde uma classe mais alta se iniciaria do mesmo modo que algures a classe mais baixa.
Viu que esse processo se renovava muitas vezes, cobrindo trilhões de anos e sempre trabalhando no sentido do refinamento e da purificação. Descreveu essas esferas como anéis concêntricos em redor do mundo; mas como admite que nem o tempo nem o espaço são claramente definidos em suas visões, não devemos tomar a sua geografia muito ao pé da Letra. O objetivo da vida é preparar para o adiantamento nesse tremendo esquema; e o melhor método para o progresso humano é livrar-se do pecado — não só dos pecados geralmente reconhecidos, mas também dos pecados do fanatismo, da estreiteza de vistas e da dureza, que são manchas especiais, não só na efêmera vida da carne, mas na permanente vida do Espírito. Para tal fim o retorno a vida simples, às crenças simples e à fraternidade primitiva se tornam essenciais, O dinheiro, o álcool, a luxúria, a violência e o sacerdócio — no seu limitado sentido — constituem os maiores empecilhos do progresso humano. Há que admitir-se que Davis, até onde se pode acompanhar a sua vida, tenha vivido para as suas ideias.
Era muito humilde, mas daquela matéria de que são feitos os santos. Sua autobiografia vai apenas até 1857, de modo que teria pouco mais de trinta anos quando a publicou. Mas dá uma descrição muito completa e por vezes muito involuntária de seu íntimo. Era muito pobre, mas justo e caridoso. Era muito sério, mas muito paciente na argumentação e delicado na contradita.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.