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Capítulo 21 de 57
Parte 18 de 54
A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle
Se isso não foi inteiramente conseguido a falta cabe certamente aos encapuçados homens de ciência e aos pensadores da época e de modo algum Home, que representou o seu papel de demonstrador com perfeição, deixando a outros homens menos dotados a análise e a publicidade do que lhes havia mostrado. Não era ele um homem de ciência, mas a matéria-prima da ciência, desejando ansioso que os outros dele pudessem aprender tudo quanto pudesse trazer ao mundo, de modo que a própria ciência pudesse dar testemunho da religião, enquanto se apoiasse sobre a ciência. Quando a mensagem de Home tiver sido aprendida completamente, um homem sem fé não será acusado de impiedade, mas de ignorância. Havia algo de patético no esforço de Home para descobrir alguma crença na qual pudesse satisfazer o seu próprio instinto gregário — porque ele não era tido como um individualista cabeçudo — e ao mesmo tempo achar um nicho no qual pudesse depositar seu próprio volume de autênticas verdades. Sua peregrinação reivindica a afirmação de alguns espíritas de que um homem pode pertencer a qualquer crença e possuir conhecimentos espíritas, mas também apóia os que replicam que a perfeita harmonia com aqueles conhecimentos espíritas só pode ser encontrada, tal qual a coisa se encontra agora, numa comunidade espírita especial.
Ah! Se pudesse ser assim, pois é ele demasiado grande para afogar-se numa seita, por maior que seja ela. Na mocidade Home seguiu a Wesley, mas logo se passou para a mais liberal atmosfera do Congregacionalismo. Na Itália a atmosfera artística da Igreja Católica Romana e, possivelmente o registro de tantos fenômenos semelhantes aos seus próprios, levaram-no a se converter com a intenção de entrar para uma ordem monástica — intenção que o seu bom senso o levou a abandonar. A sua mudança de religião se deu num período em que as forças psíquicas o haviam abandonado durante um ano e seu confessor lhe garantiu que elas eram de origem perversa e que jamais lhe voltariam, agora que se transformara num filho da verdadeira Igreja.
Não obstante, no próprio dia em que se completava um ano, elas voltaram com renovado vigor. Desde então parece que Home foi católico apenas de nome, se é que o foi, e depois de seu segundo casamento —ambos com senhoras russas — foi ele fortemente atraído para a Igreja Grega e foi no seu ritual que o seu corpo foi encomendado em St. Germain, em 1886. “A outro o discernimento dos Espíritos” (1 Epístola aos Coríntios, capítulo 12º versículo 10) é a curta inscrição sobre aquele túmulo, do qual o mundo ainda não ouviu a última palavra. Se fossem necessárias provas da vida inatacável de Home, estas não poderiam ser melhor apresentadas do que pelo fato de que seus numerosos inimigos, sempre à espera de uma oportunidade para o ataque, jamais puderam encontrar algo em toda a sua carreira para um comentário, a não ser o caso absolutamente inocente, e que se tornou conhecido como o caso Home-Lyon.
Qualquer juiz imparcial, lendo os depoimentos nesse caso, — e estes se encontram verbum ad verbum na segunda 43 série dos “Incidents in My Life” — conviria que não há censura mas comiseração devida a Home. Não se poderia desejar maior nobreza de caráter do que a sua em relação àquela mulher desagradável e caprichosa, que inicialmente lhe havia doado boa soma de dinheiro e depois, mudando de ideia, ao ver frustrada a esperança de ser apresentada na alta sociedade, nada levou em consideração com intuito de reaver aquele dinheiro. Se ela apenas tivesse pedido a sua devolução, não há dúvida de que os delicados sentimentos de Home o teriam levado a devolvê-lo, ainda que lhe tivesse custado muito trabalho e despesas, pois se tratava de mudar o seu nome para Home-Lyon, a fim de satisfazer a vontade daquela mulher que queria adotá-lo como filho. Suas exigências, entretanto, eram tais, que ele não as poderia aceitar honrosamente, pois implicava o reconhecimento de que procedera mal aceitando o presente. Consultando as cartas originais — o que, parece, não foi feito pelos poucos que comentaram o caso — verifica-se que Home, o seu procurador S.
C. Hall e seu advogado Mr. Wilkinson imploraram àquela senhora que moderasse a sua desarrazoada benevolência que se havia transformado tão ràpidamente numa malevolência ainda mais desarrazoada. Ela estava absolutamente determinada a que Home ficasse com o dinheiro e se constituísse seu herdeiro. Jamais houve um homem menos mercenário: ele lhe pediu repetidamente que pensasse em seus parentes, ao que ela respondia que o dinheiro lhe pertencia e que ela poderia fazer com ele o que bem quisesse e que nenhum parente dependia dela.
Desde o momento em que aceitou a situação, agiu e escreveu como um filho devotado e não é falta de caridade supor que essa atitude inteiramente filial não tivesse sido aquela que a velhota havia planejado. De qualquer modo, cedo ela se cansou de esperar e exigiu o dinheiro sob a escusa — escusa monstruosa para quem quer que leia as cartas e considere as datas — de que mensagens espíritas é que a tinham levado a tomar aquela resolução. O caso correu na Corte de Chancery e o juiz aludiu a “inúmeras falsidades de Mrs. Lyon, em tão importantes detalhes —falsidades declaradas sob juramento e tão perversas que causavam um grande embaraço à Corte e desacreditavam o testemunho da queixosa”. A despeito desse comentário cáustico e da elementar justiça, o veredito foi contra Home, por isso que, de um modo geral, é taxada como falha de provas a defesa em tais casos e uma completa falta de provas é impossível quando a ação é contestada.
Sem dúvida Lord Giffard se teria mostrado superior à simples letra da 43 “Incidentes em minha Vida”. — N. do T. lei, se não fosse tão profundamente contrário a qualquer referência às forças psíquicas, que, no seu modo de ver, eram manifestamente absurdas e ainda eram sustentadas pela defesa em sua cara, na sua própria Corte de Chancery. Até os piores inimigos de Home foram forçados a admitir que o fato de haver ele retido o dinheiro na Inglaterra, em vez de o depositar em lugar onde não pudesse ser requisitado, prova as suas intenções honestas no mais infortunado episódio de sua vida. Não há notícia de que tenha ele perdido a amizade de um só dos homens de honra, que o tinham como amigos, por causa das maquinações de Mrs. Lyon.
Os próprios motivos dessa senhora eram óbvios. Como todos os documentos estavam em ordem, seu único caminho para recuperar o dinheiro foi acusar Home de extorsão por meio de simulação; e ela era bastante esperta para saber que chance teria um médium — mesmo um médium amador e que não se fazia pagar — na ignorante e material atmosfera de uma corte de justiça do período médio-vitoriano. Ah!Omitamos esse médio-vitoriano e a verificação é a mesma. As faculdades de Home foram atestadas por tantos e tão famosos observadores e foram mostradas sob condições tão francas que nenhum homem razoável poderá pô-las em dúvida. 44 Só a prova de Crookes é conclusiva. Há também, o notável livro, recentemente reeditado, no qual Lord Dunraven conta a história de sua mocidade em ligação com Home.
Mas, de lado estes, entre aqueles que na Inglaterra investigaram nos primeiros anos e cujo testemunho público ou cartas a Home mostram que não só estavam convencidos dos fenômenos, mas também de sua origem espiritual, devemos mencionar a Duquesa de Sutherland, Lady Shelley, Lady Gomm, o Doutor Robert Chambers, Lady Otway, Miss Catherine Sinclair, Mrs. Milner Gibson, Mr. e Mrs. William Howitt, Mrs. De Burgh, o Doutor Gully (of Malvern), Sir Charles Micholson, Lady Dunsany, Sir Daniel Cooper, Mrs. Adelaide Senior, Mr. e Mrs. 5.
C. Hall, Mrs. Macdougall Gregory, Mr. Pickersgill, R. A., Mr.
E. L. Blanchard e Mr. Robert Bell. Outros que chegaram a admitir que a teoria da impostura era insuficiente para explicar os fenômenos foram: Mr.
Ruskin, Mr. Thackeray (então redator do Cornhill Magazine), Mr. John Bright, Lord Dufferin, Sir Edwin Arnold, Mr. Heaphy, Mr. Durham (escultor), Mr.
Nassau Senior, Lord Lyndhurst, Mr. J. Hutchinson (ex-secretário da Bôlsa) e o Doutor Lockhart Robertson. Tais foram as testemunhas e tal o seu trabalho. E ainda quando a sua vida utilíssima e altruísta chegava a seu fim, deve ser lembrado, para eterna vergonha da Imprensa Britânica, que dificilmente se encontra um jornal que não se referisse a ele como um impostor e um charlatão.
Contudo chega o momento em que ele será reconhecido pelo que realmente foi — um dos pioneiros do lento e árduo avanço da Humanidade na selva da ignorância, que tanto a retardou. 44 “Researches in the Phenomena of Spiritualism, e SOCIETY FOR PSYCHICAL RESEARCH Proceedings, volume 6º, página 98
Os Irmãos Davenport fim de apresentar uma história contínua foi necessário descrever toda a vida de D. D. Home. Agora é preciso voltar aos primeiros dias na América, e A considerar o desenvolvimento dos dois Davenports. Home e os Davenports tiveram um papel internacional e sua história cobre o movimento na Inglaterra e nos Estados Unidos.
Os Davenports trabalharam num nível muito mais baixo do que Home, fazendo profissão de seus notáveis dons e ainda pelos rudes métodos através dos quais tiveram resultado no meio da multidão, de maneira que não teria sido usada por um médium mais fino. Se considerarmos todo esse trem de eventos como tendo sido produzidos por uma força sábia — mas não infalível ou onipotente — situada no Além, observaremos como cada ocasião é utilizada por um instrumento adequado, e como, ao falhar uma demonstração, outra a substitui. Os Davenports tiveram sorte com os seus cronistas. Dois escritores 45 publicaram livros, descrevendo os acontecimentos de sua vida e a literatura periódica do tempo está cheia de seus relatos. Ira Erastus Davenport e William Henry Davenport nasceram em Buffalo, no Estado de Nova Iorque, o primeiro a 17 de setembro de 1839 e o segundo a 1º de fevereiro de 1841.
Seu pai, descendente dos primeiros colonos ingleses da América, ocupava posição no departamento de polícia de Buffalo. Sua mãe, nascida em Kent, na Inglaterra, veio criança para a América. Foram observados alguns sinais de faculdades psíquicas na vida da mãe. Em 1846 a família foi perturbada alta noite por aquilo que descreveram como “batidas, socos, ruídos altos, rupturas e estalos”. Isto foi dois anos antes do surgimento das manifestações nas Fox que, neste caso, como em muitos outros, os levou a investigar e descobrir que tinham faculdades mediúnicas.
Os dois rapazes Davenport e sua irmã Elizabeth, a mais moça dos três, experimentaram pondo as mãos sobre a mesa. Ruídos fortes e violentos eram ouvidos e mensagens eram deletreadas. A notícia espalhou-se e, do mesmo modo que com as irmãs Fox, centenas de curiosos e de incrédulos se amontoavam na casa. Ira desenvolveu a escrita automática e distribuiu entre os presentes mensagens escritas com extraordinária rapidez, contendo informações que ele não podia possuir. Logo se seguiu a levitação e o rapaz era suspenso no ar, por cima das cabeças dos que se achavam na sala, a uma altura de nove pés do solo.
Depois o irmão e irmã foram igualmente influenciados e os três flutuavam no alto da sala. Centenas de cidadãos respeitáveis de Buffalo são citados como tendo 45 “A Biography of the Brothers Davenport”, by T. L. Nichols, M. D., London, 1864; “Supranrundane Facts in the Life of Reverendo J.
B. Ferguson, LL. D.” by T. L. Nichols, M.
D. London, 1865. “Spiritual Experiences: Including Seven Months with tire Brothers Davenport” by Robert Cooper, London, 1867. presenciado esses fatos. Uma vez, quando a família tomava uma refeição, as facas, os garfos e os pratos dançaram e a mesa foi erguida no ar. Numa sessão, pouco depois, disso um lápis foi visto escrevendo em plena luz do dia, sem qualquer contacto humano.
Então as sessões passaram a ser feitas com regularidade, começaram a aparecer luzes, e instrumentos de música boiavam no ar e eram tocados acima das cabeças dos circunstantes. A Voz Direta e outras manifestações extraordinárias se seguiram muito numerosas. Atendendo o pedido das inteligências comunicantes, os irmãos começaram programando os vários lugares onde seriam realizadas sessões públicas. Entre estranhos, insistiam pedidos de testes. A princípio os rapazes eram segurados por pessoas escolhidas entre os presentes, mas isto foi considerado insatisfatório, porque pensavam que aqueles que os seguravam eram comparsas.
Então passaram a amarrá-los com cordas. A leitura da lista das engenhosas maneiras de controle que eram propostas, sem que pudesse haver interferência, mostra como é quase impossível convencer cépticos opiniáticos. Desde que um processo de controle dava resultado, outro era proposto. Em 1857 os professôres da Universidade de Harvard examinaram os rapazes e os seus 46 fenômenos. Assim se expressa o seu biógrafo: “Os professores demonstraram ingenuidade, propondo testes.
Seriam eles capazes de se submeterem a ser algemados? Sim. Permitiriam que fossem agarrados? Sim. Fizeram uma dúzia de propostas, que foram aceitas e logo rejeitadas por seus próprios autores.
Se algum teste fosse adotado pelos irmãos, isto bastava para o pôr de lado. Admitiam que estivessem preparados para isso, de modo que qualquer outro devia ser encontrado.” Finalmente os professôres trouxeram cento e cinquenta metros de corda, encheram de buracos o gabinete preparado numa de suas salas e ai amarraram brutalmente os rapazes. Todos os laços da corda foram amarrados com fio de linho e um deles, o Professor Pierce, isolou-se dentro do gabinete, entre os dois rapazes. Imediatamente mostrou-se a mão de um fantasma, moveram-se instrumentos, que eram notados pelo professor junto à sua cabeça ou ao seu rosto. A cada instante, ele procurava os rapazes com as mãos, sempre constatando que estavam imobilizados.
Por fim os operadores invisíveis libertaram os rapazes das suas amarras e quando o gabinete foi aberto, as cordas foram encontradas enroladas no pescoço do professor! Depois de tudo isso os professôres não fizeram nenhum relatório. É interessante ler a descrição de um aparelho de controle realmente interessante, consistindo do que se pode chamar de mangas e calças de madeira, muito bem pregadas, inventado por um homem chamado Darling, em Bangor, nos Estados Unidos. Como outros aparelhos, foi incapaz de evitar as manifestações. Devemos lembrar que muitos desses testes foram aplicados quando aqueles irmãos eram garotos, demasiado moços para terem aprendido complicados meios de mistificar.
Não é estranho ler-se que os fenômenos levantaram violenta oposição mais ou menos por toda a parte; e frequentemente os rapazes eram denunciados como trapaceiros e mistificadores. Foi depois de dez anos de trabalho público nas maiores cidades americanas que os irmãos Davenport vieram para a Inglaterra. Eles se haviam submetido com êxito a todas as provas que o engenho humano podia 46 “A Biography o! the Brothers Davenport”, by T. L. Nichols, M.
D. páginas 8788. inventar e nenhuma foi capaz de explicar como eram obtidos os resultados. Por seu próprio comportamento haviam conquistado uma grande reputação. Agora iriam recomeçar tudo. Os irmãos Ira e William tinham, então, vinte e cinco e vinte e três anos, respectivamente. O World, de Nova Iorque, assim os descreve: “Eram notavelmente parecidos em quase tudo, muito bonitos, com a cabeleira grande, crespa e preta, tinham a testa larga mas não alta, olhos pretos e vivos, sobrancelhas grossas, bigode e cavanhaque, lábios acentuados e corpos musculosos e bem proporcionados.
Vestiam fraque preto e um deles usava relógio com corrente.” O seu biógrafo, Doutor Nichols, deles nos dá essa primeira impressão: “Os jovens, com os quais tive um ligeiro contacto, e que jamais tinha visto antes de sua chegada a Londres, se me afiguraram, tanto no intelecto, quanto no caráter, acima da média de seus companheiros camponeses; não são notáveis pela inteligência, posto que razoàvelmente habilidosos e Ira possui algum talento artístico. Os moços parecem absolutamente honestos e singularmente desinteressados e não mercenários — muito mais satisfeitos de que a gente fique contente com a sua integridade e com a realidade das manifestações, do que preocupados em ganhar dinheiro. Sem dúvida têm uma ambição, que é gratificada por terem sido escolhidos como instrumentos daquilo que consideram um grande bem para a humanidade.” Foram à Inglaterra acompanhados pelo Reverendo Doutor Ferguson, antigo pastor de uma grande igreja em Nashville, no Tennessee, que era frequentada por Abraham Lincoln, por Mr. D. Paimer, conhecido maestro, que exercia as funções de secretário, e por Mr.
William M. Fay, que também era médium. Em sua biografia dos Davenports, publicada anônimamente em Boston, em 1869, Mr. Randall indica que a sua missão na Inglaterra era “encontrar-se, no seu próprio campo, conquistando-o por meios adequados, com o materialismo duro e o cepticismo da Inglaterra”. O primeiro passo no reconhecimento, diz ele, é convencer-se da ignorância.
E acrescenta: “Se as manifestações obtidas por intermédio dos irmãos Davenport podem provar às classes intelectuais e científicas que há forças e forças inteligentes ou poderes inteligentes —acima da faixa de suas filosofias, e que aquilo que elas consideram impossibilidades físicas é rapidamente realizado pelo invisível, para elas desconhecido, mas que são inteligências, umnovo universo abrir-se-á para o pensamento humano e para a investigação.” Há uma pequena dúvida sobre se os médiuns exerceram tal efeito sobre muitas mentes. As manifestações da mediunidade de Mrs. Hayden eram calmas e sossegadas, enquanto as de D. D. Home eram mais notáveis, se limitavam, entretanto, a pessoas que não pagavam entrada.
Mas esses dois rapazes alugavam salões e desafiavam todo o mundo a vir assistir os fenômenos que ultrapassavam os limites da crença ordinária. Não era preciso ser arguto para prever uma forte oposição: assim aconteceu. Mas eles atingiram o objetivo que certamente tinham em vista os dirigentes invisíveis. Chamaram a atenção do público como nunca na Inglaterra para um tal assunto. Melhor testemunho não poderia ser dado do que o de 47 seu maior oponente, Mr.
N. N. Maskelyne, o célebre mago, que escreve: “É verdade, a Inglaterra foi inteiramente dominada, por algum tempo, pelas maravilhas apresentadas por esses charlatães”. Depois acrescenta: “Os irmãos fizeram mais que ninguém para familiarizar a Inglaterra com o chamado Espiritismo; ante imenso auditório e sob várias condições, na verdade produziram fatos maravilhosos. As sessões dos outros médiuns eram feitas no escuro ou na semi-obscuridade, ante uma assistência simpática ou, frequentemente, devota; aí parece que ocorriam manifestações, que não podem ser comparadas com as exibições dos Davenport, pelo seu efeito sobre a opinião pública.” Sua primeira sessão em Londres, de caráter privado, foi a 28 de setembro de 1864, na residência de Mr.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.