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Capítulo 33 de 57

Parte 30 de 54

A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle

Thurston que, com o seu assistente, controlava as mãos e os pés da médium em boa luz, descreve: “Fui testemunha pessoal das levitações da mesa da Senhora Paladino... e estou absolutamente convencido de que os fenômenos que vi não eram devidos à fraude e nãoforam executados nem por seus pés, nem por seus joelhos ou mãos.” Ele se prontificou a dar mil dólares a uma instituição de caridade se provassem que essa médium não era capaz de levitar uma mesa sem um dispositivo para truque ou fraude. Perguntar-se-á qual o resultado de tantos anos de investigação com essa médium. Certo número de cientistas, sustentando com Sir David Brewster que o Espírito seria a última hipótese que admitiriam, inventaram hipóteses engenhosas para explicar os fenômenos, de cuja autenticidade estavam convencidos. O Coronel de Rochas procurou explicá-los pelo que chamou “exteriorização da motricidade”. O Senhor Le Bocain falava de uma teoria dinâmica da matéria; outros pensavam numa “força endêmica” e numa “consciência coletiva” ou na ação da mente subconsciente; mas aqueles casos, bem autenticados, onde a operação de uma inteligência independente se mostrava claramente, tornou insustentáveis essas tentativas de explicação.

Vários experimentadores foram forçados a aceitar a hipótese espírita como a única que explicava todos os fatos de maneira razoável. Diz o Doutor Venzano: “No maior número das formas materializadas por nós percebidas, quer pela vista, quer pelo tato, ou pela audição, foi-nos possível reconhecer pontos de semelhança com pessoas mortas, geralmente nossos parentes, desconhecidos da médium e apenas conhecidos dos presentes relacionados com os fenômenos.” O Doutor Hereward Carrington vacila. Considerando a opinião de Mrs. Sidgwick de que é inútil especular se os fenômenos são de caráter espírita ou se representam “alguma lei biológica desconhecida”, até que os fatos se hajam estabelecido por si mesmos, diz: “Devo dizer que, antes de eu mesmo realizar sessões, também concordava com o ponto de vista de Mr. Sidgwick”.

E acrescenta: “Minhas próprias sessões me convenceram finalmente e de modo conclusivo de que os fenômenos verdadeiros devem ocorrer, e que, neste caso, a questão de sua interpretação se esclarece á minha frente... Penso que não só a hipótese espírita se justifica como uma teoria aceitável, mas que é, de fato, a única capaz de uma 94 explicação racional dos fatos.” Como dissemos de início, a mediunidade de Eusapia Palladino era semelhante à de outros, mas tinha ela a vantagem de chamar a atenção de homens de influência, cujo relato público de seus fenômenos teve um prestígio de que não gozaram as descrições feitas por gente menos conhecida. Especialmente Lombroso registrou as suas convicções na conhecida obra “Morte — E depois?”, aparecida em 1909. Eusapia foi o instrumento de demonstração de certos fatos não aceitos pela ortodoxia científica. Para o mundo é mais fácil negar esses fatos do que os explicar — o que constitui a norma geralmente seguida.

Aqueles que procuram explicar toda a mediunidade de Eusapia por meio do hábito aparente de enganar, consciente ou inconscientemente, os assistentes, apenas 94 “Eusapia Palladino and Her Phenomena”. By Hereward Carrington Ph. D. páginas 250 e 251. procuram enganar-se a si mesmos. Que houve esses truques é fora de dúvida. E Lombroso, que endossa a legitimidade de sua mediunidade, assim descreve os truques: “Muitos são os engenhosos truques que ela emprega, quer no estado de transe, isto é, inconscientemente, quer não.

Por exemplo, libertando uma das mãos, seguras pelos controladores, com o objetivo de mover objetos próximos; fazendo toques; levantando devagarinho as pernas da mesa, quer com os joelhos, quer com um pé; fingindo arranjar os cabelos e aproveitando a circunstância para colocar uma mecha sobre o prato de uma balança pesa-cartas, a fim de o mover. Foi vista por Faifofer, antes da sessão, colhendo furtivamente flores num jardim, para fingir algum transporte, aproveitando a obscuridade da sala... E ainda a sua profunda tristeza é a de ser acusada de trapaça durante a sessão — por vezes, também, acusada injustamente, força é confessar, porque agora temos certeza de que membros fantásticos são ajustados ao seu corpo e atuam como substitutos, quando foram sempre tornados como sendo os seus próprios membros, apanhados no momento de realizar uma trapaça”. Em sua visita à América, já no seu declínio, quando os seus dons estavam em declínio também, foi pilhada nesses truques e de tal modo ofendeu os assistentes que estes se afastaram; mas Toward Thurston, o famoso ilusionista, diz que resolveu pôr tudo isto de lado e continuar a sessão, cujo resultado foi uma autêntica materialização. Outro conhecido assistente depõe que no próprio instante em que a censurava por mover um objeto com a mão, outro objeto, bastante longe dela, moveu-se ao longo da mesa.

Seu caso é na verdade peculiar, pois deve ser dito com mais verdade a seu respeito, do que em relação a qualquer outro médium, que ficou provado que possuía poderes psíquicos e também que, mais do que nenhum outro, aproveitou esses poderes para enganar. Nisto, como sempre, o que conta é o resultado positivo. Eusapia tinha uma depressão característica do parietal, causada, ao que se diz, por um acidente na infância. Tais defeitos físicos muito comumente estão associados com poderosa mediunidade. É como se a fraqueza física causasse aquilo que pode ser descrito como um deslocamento da alma, de modo que esta fica mais destacada e capaz de ações independentes.

Assim, a mediunidade de Mrs. Piper seguiu-se a duas operações internas; a de Home acompanhou a sua diátese tuberculosa. Muitos outros casos podem ser citados. Sua natureza era histérica, impetuosa e irrequieta, mas possuía alguns traços bonitos. Dela diz Lombroso que possuia uma singular bondade de coração, que a levava a distribuir o que ganhava com os pobres e com as crianças, para aliviar os seus infortúnios, o que a impelia a sentir uma ilimitada piedade pelos velhos e pelos doentes, a ponto de passar noites em claro, pensando neles.

A mesma bondade de coração a leva a proteger os animais que estão sendo maltratados, advertindo asperamente o cruel opressor. Esta passagem deve chamar a atenção dos que pensam que as forças psíquicas cheiram a diabo.

Grandes Médiuns de 1870 a 1900: Charles H. Foster, Madame d’Esperamce, William Eglinton, Stainton Moses ouve muitos médiuns notáveis e alguns notórios, no período que vai de 1870 a 1900. Dêstes D. D. Home, Slade e Monck já foram mencionados.

Quatro H outros, cujos nomes viverão na história do movimento, são o americano C. H. Foster, Madame d’Esperance, Eglinton e o Reverendo W. Stainton Moses. Daremos agora um ligeirohistórico de cada um deles.

Charles H. Foster teve a sorte de ter um biógrafo que o admirava tanto a ponto de o chamar “o maior médium espírita desde Swedenborg”. Há uma tendência da parte dos escritores de exagerar o valor de um dado sensitivo com que se põem 95 em contacto. Nada obstante, Mr. George C.

Bartlett, no seu “The Salem Seer” mostra que tinha estreita ligação pessoal com Foster, e que este era realmente um médium muito notável. Sua fama não se limitava à América, pois ele viajou muito e tanto visitou a Austrália quanto a Grã-Bretanha. Neste último país fez amizade com Bulwer Lytton, visitou Knebworth e foi o modelo de Margrave em “A Strange 96 Story” . Parece que Foster foi um clarividente de grande poder, e tinha a faculdade peculiar de dar o nome ou as iniciais do Espírito que descrevia, exibindo nome ou letras sobre a própria pele, geralmente no antebraço. Esse fenômeno era tão frequentemente repetido e tão severamente examinado que o fato não pôde ser posto em dúvida, O que seria a causa do fato é uma outra questão.

Havia muitos outros pontos na mediunidade de Foster que sugeriam uma projeção da personalidade antes que uma inteligência exterior. Por exemplo, é francamente incrível que Espíritos dos grandes que se foram, como Virgílio, Camões e Cervantes, tivessem estado à espera desse iletrado da Nova Inglaterra, e contudo, para confirmar o fato, temos a autoridade de Bartlett, ilustrada com muitas citações, de que manteve conversas com tais entidades, e que lhe eram capazes de citar passagens e qualquer estrofe escolhida de suas copiosas obras poéticas. Tais exemplos de familiaridade com a literatura, muito acima da capacidade do médium, tem alguma analogia com testes de livros empregados nos últimos anos, onde uma linha de uma obra numa biblioteca é prontamente localizada. Isto não necessita a sugestão da presença do autor de tal volume; deve antes depender de algum poder indefinido do eu etérico liberto do médium, ou possivelmente de alguma outra entidade de natureza de um guia, que pudesse rapidamente colhêr a informação de maneira supranormal. Os espíritas extremaram tanto o caso que não é 95 “O Vidente de Salém”.

— N. do T. 96 “Uma história esquisita” — N. do T. possível emprestar a todos os fenômenos psíquicos o valor que lhes atribuem; e o autor confessa ter observado com frequência que algures, em data anterior, o médium consultou impressos ou escritos que nos são trazidos depois fora das condições normais. O dom peculiar de Foster, pelo qual as iniciais eram estampadas em sua carne, tinha resultados cômicos. Bartlett conta como um certo Mr. Adams consultou a Foster. “Quando ia saindo, Mr.

Foster lhe disse que em toda a sua experiência jamais tinha visto um indivíduo trazer tantos Espíritos... A sala estava literalmente cheia deles, indo e vindo. Às duas da manhã seguinte Mr. Foster me chamou dizendo: ‘George, quer fazer o favor de acender o gás? Eu não posso dormir: o quarto está cheio da família Adams e parece que estão escrevendo seus nomes em mim’.

E com grande admiração minha, a lista de nome da família de Adams estava gravada em seu corpo. Contei onze nomes diferentes: um estava escrito na testa, outros nas costas. Tais anedotas certamente contribuem para as piadas dos trocistas, mas nós temos aqui uma prova de que o senso de humor, será maior do Outro Lado.” O dom das letras escarlates sobre a pele de Foster parece bem comparável ao conhecido fenômeno dos estigmas que aparecem nas mãos e nos pés das beatas. Num caso, a concentração do pensamento do indivíduo sobre um assunto teve um resultado. No outro, pode ser que a concentração de uma entidade invisível tenha um efeito semelhante.

Devemos lembrar-nos que somos todos Espíritos, dentro ou fora do corpo, e temos os mesmos poderes, em graus variáveis. A opinião de Foster sobre sua própria condição parece ter sido muito contraditória, pois frequentemente declarava, como Margaret Fox-Kane e os Davenport, que não se arriscava a dizer que seus fenômenos eram devidos a seres espirituais, quando, por outro lado, todas as suas sessões eram conduzidas na clara suposição de que o eram. Assim, descrevia ele minuciosamente a aparência do Espírito e dava mensagens em seu nome para os parentes vivos. Como D. D.

Home, era excessivamente crítico dos outros médiuns, e não acreditava no poder fotográfico de Mumler, embora tal poder fosse bem atestado em si próprio. Parece que possuía, em grau exagerado, o espírito volátil do médium típico, facilmente influenciável para o bem e para o mal. Seu amigo, que era claramente um observador atento, dele diz: “Era extravagantemente dúplice. Não era apenas Doutor Jekyll e Mr. Hyde, mas representava meia dúzia de diferentes Jekylls e Hydes.

Era estranhamente dotado e, por outro lado, lamentàvelmente deficiente. Era um gênio desequilibrado e, por vezes, eu o diria insano. Tinha um coração realmente tão grande que abarcava o mundo: lágrimas pelos aflitos; dinheiro para os pobres; e as fibras de seu coração eram tocadas pelas alheias misérias. Outras vezes seu coração se encolhia como se desaparecesse. Tornava-se desalmado e petulante como uma criança, até abusar dos melhores amigos.

Atirou fora muitos amigos, como um bagual indomável. Não havia freios que lhe servissem. Foster não era vicioso, mas era absolutamente incontrolável. Tinha que seguir o seu caminho, muitas vezes um caminho errado. Como uma criança, parecia nada prever.

Dava a impressão de viver para o dia, despreocupado com o amanhã. Se fosse possível, fazia exatamente o que queria, sem olhar as conseqüências. Não ouvia conselhos de ninguém, apenas porque não podia. Parecia impermeável ás opiniões alheias e aparentemente cedia aos desejos alheios; mas apesar de tudo não se estragou muito e continuou em perfeita saúde até o fim. Quando se lhe perguntava ‘Como vai a saúde?’ sua resposta favorita era ‘Excelente.

Estou apenas vendendo saúde’. A mesma natureza dúplice mostrou em seu trabalho. Por vezes era capaz de sentar-se a uma mesa o dia inteiro e entrar pela noite, sob um tremendo esforço mental. E o fazia dia após dia, noite após noite. Então vinham dias e semanas em que não fazia absolutamente nada — jogando centenas de dólares e agastando as pessoas sem razão aparente, a não ser que se encontrasse em disposição folgazã.” Madame d’Esperance, cujo verdadeiro nome era Mrs.

Hope, nasceu em 1849 e sua carreira se estendeu por mais de trinta anos, numa atividade que alcançou o continente e a Grã-Bretanha. Apareceu em público graças a T. P. Barkas, cidadão muito conhecido em New Castle. A médium era então uma mocinha de educação da classe média.

Entretanto, quando em semitranse, demonstrava em grau notável aquele dom de sabedoria e conhecimento que São Paulo coloca no topo de sua categoria espiritual. Barkas descreve como preparava extensas listas de perguntas que cobriam quase todos os setores da ciência e como as respostas eram escritas ràpidamente pela médium, geralmente em inglês, mas por vezes em alemão ou 97 mesmo em latim. Resumindo essas sessões, diz Mr. Barkas: “Deve ser geralmente admitido que ninguém pode, por um esforço normal, responder com detalhes a perguntas críticas ou obscuras, em muitos setores difíceis da ciência com que se não é familiarizado. Além disso deve admitir-se que ninguém pode ver normalmente e desenhar com minuciosa precisão em completa obscuridade; que ninguém pode, por meios normais da visão ler o conteúdo de uma carta fechada no escuro; que ninguém que ignore a língua alemã possa escrever com rapidez e exatidão longas comunicações em alemão.

Entretanto todos esses fenômenos foram verificados com esse médium e são tão acreditados quanto as ocorrências normais da vida diária”. Deve admitir-se, entretanto, que enquanto não conhecermos os limites a que pode chegar a força produzida pela libertação parcial ou total do corpo etérico, não podemos com segurança atribuir tais manifestações à intervenção dos Espíritos. Eles mostraram uma notável individualidade psíquica muito pessoal e, possivelmente, nada mais que isso. Mas a fama de Madame d’Esperance como médium depende de muitos dons que eram, sem dúvida, mais espirituais. Temos um relato muito completo desses dons, pela sua própria pena, pois ela escreveu um livro intitulado “Shadow 98 99 Land” , que se pode alinhar com o “Magic Staji” de A.

J. Davis, e com “The 100 Beginnings of Seership” , de Turvey, assim como entre as mais notáveis autobiografias psíquicas de nossa literatura. Não é possível lê-lo sem se ficar impressionado pelos bons sentimentos e pela honestidade da escritora. Como outros sensitivos o fizeram, ela narra como em sua infância brincava com Espíritos de crianças, que lhe eram tão reais quanto as vivas. Essa força de clarividência permaneceu em toda a sua vida, mas o dom mais raro da materialização lhe foi adicionado.

O citado livro contém fotografias de Yolanda, 97 Psychological Review, Volume 1º, página 224. 98 “Região das Sombras” — N. do T. 99 “Comando Mágico”— N. do T. 100 “Os princípios da Vidência” — N. do T. uma bonita moça árabe, que era para essa médium o que Kate King foi para Florence Cook. Não era raro que se materializasse quando Madame d’Esperance estava sentada fora da cabine, sendo vista inteiramente pelos assistentes. Assim, a médium podia ver a sua própria emanação estranha, tão íntima e, contudo, tão distinta. Eis a sua própria descrição: “Sua roupagem leve permitia que se visse muito bem a bela cor azeitonada de seu pescoço, dos ombros, dos braços e dos tornozelos. Os longos cabelos negros e ondulados desciam pelos seus ombros até abaixo do peito e eram atados por uma espécie de turbante pequenino.

Suas feições eram miúdas, corretas e graciosas; os olhos eram negros, grandes e vivos; todos os seus movimentos eram cheios daquelas graças infantis ou como os de uma jovem gazela, quando a vi, entre tímida e decidida, por entre as cortinas. Descrevendo as suas impressões durante uma sessão. Madame d’Esperance fala da sensação de uma como que teia de aranha, que estivesse em torno de seu rosto e de suas mãos. Quando uma fraca luz penetrou por entre as cortinas da cabine, ela viu uma massa vaporosa esbranquiçada, flutuando em seu redor, como o vapor de uma locomotiva e, além disso, evoluindo para uma forma humana. Uma sensação de vazio começou, assim que aquilo que ela chamou de teia de aranha se apresentou.

Então perdeu o controle de seus membros.” O Hon. Alexander Aksakof, de São Petersburgo, conhecido pesquisador do psiquismo e redator do Psychische Studien, descreveu em seu livro “Um Caso de Desmaterialização Parcial”, uma sessão extraordinária, na qual o corpo dessa médium dissolveu-se parcialmente. Comentando o fato, observa ele: “O fato frequentemente notado, da semelhança da forma materializada com a médium, tem aqui a sua explicação natural. Como a forma é apenas um duplo da médium, é natural que lhe tenha todos os aspectos E, diz Aksakoff, isto deve ser natural; mas é igualmente natural que provoque o ridículo dos cépticos. Uma experiência mais ampla, entretanto, os convenceria de que o cientista russo está certo.

O autor assistiu a sessões de materialização onde viu os duplos do rosto da médium tão claramente à sua frente que estava pronto para denunciar um procedimento fraudulento; mas, com paciência e um acúmulo maior de força, viu mais tarde que outros rostos se formavam e que nenhum esforço mental poderia identificar ao da médium. Em alguns casos pareceu-lhe que forças invisíveis, dessas que produzem os seus efeitos sem se importarem com os equívocos daí resultantes, usaram a atual face física da médium inconsciente e a enfeitaram com apêndices ectoplásmicos, a fim de o transformarço.” Noutros casos podia-se pensar que o duplo etérico da médium tivesse sido a base para uma nova criação. Assim acontecia algumas vezes com Katie King, que ocasionalmente se parecia com Florence Cook quanto às feições, ainda quando diferisse profundamente na estatura e na coloração. Em outras ocasiões a figura materializada é absolutamente diferente. O autor observou as três fases da construção do Espírito, no caso da médium americana, Miss Ada Besinnet, cuja figura ectoplásmica por vezes tomava a forma de um índio musculoso e bem desenvolvido.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.