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Capítulo 11 de 57
Parte 8 de 54
A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle
Para compreender a sua situação, é preciso lembrar que eram pouco mais que crianças, pouco educadas e quase ignorantes da filosofia do assunto. Quando um homem como o Doutor Kane assegurava a Margaret que aquilo era um grave erro, apenas repetia o que lhe entrava pelos ouvidos em toda a parte, inclusive de metade dos púlpitos de Nova Iorque. Provavelmente tinha ela uma sensação desagradável de estar errada, sem ao menos saber por que, e isto, possivelmente, depõe em seu favor, por não se mostrar magoada por suas suspeitas. Na verdade podemos admitir que, no fundo, Kane estivesse certo e que os processos fossem, por certo modo, injustificáveis. Naquela época elas próprias eram incorruptíveis; e se tivessem usado os seus dons como D.
D. Home, sem relação com as coisas mundanas, e apenas com o propósito de provar a imortalidade da alma e consolar os aflitos, então, sim, elas se teriam colocado acima da crítica. Ele estava errado quando duvidava de seus dons, mas certo quando encarava como suspeitas certas maneiras de os utilizar. Como quer que seja, a posição de Kane é irremediàvelmente ilógica. Ele desfrutava da maior intimidade e afeição da mãe e das duas moças, muito embora, se as palavras têm algum sentido, ele as julgasse embusteiras, que viviam da credulidade pública.
“Beije a Katie por mim”, diz ele; e continuamente manda saudades a mãe. Moças como eram, já havia da parte dele a suspeita do perigo do alcoolismo, a que se achariam expostas mais tarde e naquela promiscuidade. “Diga a Katie que não tome champanha e você siga o mesmo conselho”, dizia de. Era um conselho bom, e teria sido melhor para elas e para o movimento espírita se ambas o tivessem seguido. Novamente, porém, há que recordar a sua mocidade inexperiente e as constantes tentações.
Kane era uma curiosa mistura de herói e de bobo. As batidas dos Espíritos, não apoiadas por qualquer sanção religiosa ou científica, vinda posteriormente, era uma baixeza, uma superstição de ignorantes e ele, um homem de reputação, iria cassar-se com um espíritobatedor? Nisto ele vacilou extraordinariamente, começando uma carta pedindo para ser o seu irmão e terminando por lhe recordar os mais cálidos beijos. “Agora que você me deu o seu coração, eu serei o seu irmão”, diz ele. Tinha uma veia de superstição, que o percorria todo e que estava muito abaixo da credulidade que atribui aos outros.
Freqüentemente alude ao fato de possuir um poder divinatório pelo simples levantar da mão direita, coisa que havia aprendido “de um feiticeiro nas Índias”. Por vezes tanto é pretensioso quanto tolo. “Até à mesa de jantar do presidente eu pensava em você”. E mais adiante: “Você nunca poderia atingir os meus pensamentos e o meu objetivo. Eu nunca poderia descer até os seus”.
Na verdade, as poucas citações de suas cartas mostram uma mente inteligente e simpática. Ao menos em uma ocasião encontramos Kane procurando decepcioná-la e ela combatendo a ideia. Quatro pontos fixos podem ser estabelecidos nessas cartas: 1. Que Kane pensava de modo vago que houvesse falcatrua. 2. Que nos anos de sua maior intimidade ela jamais o admitiu. 3. Queelejamais pôde sugerir em que consistia a falcatrua. 4.
Que ela empregou as suas forças de maneira que os espíritas sérios deploram. Na verdade não sabia ela mais sobre a natureza dessas forças do que os que a rodeavam. Diz o escritor: “Ela dizia sempre que nunca tinha realmente acreditado que as batidas fossem obra de Espíritos, mas pensava que nisso havia uma relação com certas leis ocultas da natureza”. Esta foi a sua atitude posterior na vida, pois em sua ficha profissional dizia que o povo devia por si mesmo julgar da natureza de suas forças. É natural que aqueles que falam do perigo da mediunidade e, particularmente, da mediunidade de efeitos físicos, deveriam apontar como exemplo as Irmãs Fox.
Mas o seu caso não deve ser exagerado. Em 1871, depois de mais de vinte anos de trabalho exaustivo, ainda as encontramos recebendo entusiástico apoio e admiração de muitos homens e senhoras importantes da época. Só depois de quarenta anos de trabalhos públicos é que se manifestaram condições adversas em suas vidas. Assim, sem entrar na apreciação do que há de censurável, proclamamos que dificilmente o seu comportamento justificaria aqueles que consideram a mediunidade como uma profissão que degrada a alma. Foi em 1871 que, graças à generosidade de Mr.
Charles F. Livermore, eminente banqueiro de Nova Iorque, Kate Fox visitou a Inglaterra. Era um sinal da gratidão do banqueiro pela consolação que havia recebido de sua força maravilhosa e um apoio para o progresso do Espiritismo. Ele proveu todas as suas necessidades e assim evitou que ela tivesse de recorrer ao trabalho remunerado. Também providenciou para que ela viesse acompanhada por uma senhora com quem tinha afinidade. 7 Numa carta a Mr.
Benjamin Coleman, conhecido trabalhador do movimento espírita, assim se exprime Mr. Livermore: “Vista de um modo geral, Mrs. Fox é, sem a menor dúvida, o mais maravilhoso médium vivo. Seu caráter é irrepreensível e puro. Recebi, através de seus poderes mediúnicos, durante os últimos dez anos, tanta coisa consoladora, instrutiva e fulminante, que me sinto muitíssimo obrigado e desejo cercá-la de todos os cuidados enquanto ausente de casa e dos amigos.” Suas observações posteriores como que encerram um pressentimento dos últimos tristes acontecimentos de sua vida: “Para que você compreenda melhor as suas idiossincrasias, permita-me explicar que ela é uma sensitiva da mais alta classe e de uma simplicidade infantil; ela sente intensamente a atmosfera de cada criatura com quem se põe em contacto e a tal ponto que por vezes fica excessivamente nervosa e aparentemente caprichosa. 7 The Spiritual Magazine, 1871, páginas 5256. “Por essas razões eu a preveni para que não participasse de sessões no escuro, evitasse a irritação proveniente da suspeita dos cépticos, dos simples curiosos e dos apreciadores do maravilhoso.
“A perfeição das manifestações que se podem obter por seu intermédio depende do seu ambiente e, na medida de sua relação ou simpatia com os outros, parece receber a força espiritual. As comunicações por seu intermédio são muito notáveis e me têm chegado com frequência de minha esposa (Estelle) em perfeito francês, e às vezes em espanhol e italiano, muito embora ela desconheça esses idiomas. Você compreende isto; mas essas explicações serão necessárias para outros. Como disse, ela não fará sessões como profissional. Assim espero que ela fará todo o bem possível em favor da grande verdade de um modo suave, enquanto se encontra na Inglaterra”.
Mr. Coleman, que tinha estado numa sessão com ela em Nova Iorque, disse haver recebido uma das maiores provas de identidade de Espírito jamais verificada em sua experiência de dezessete anos. Mr. Cromwell F. Varley, o eletricista que lançou o cabo submarino do Atlântico, em sua prova perante a Sociedade Dialética de Londres, em 1869, falou de interessantes experiências sobre eletricidade, que ele realizou com esse médium.
A visita de Kate Fox à Inglaterra evidentemente foi considerada como uma missão, pois encontramos Mr. Coleman aconselhando-a a admitir apenas como assistentes pessoas que não temessem a publicação de seus nomes como testemunhas de fatos a que tivessem presenciado. Esse critério parece ter sido adotado até certo ponto, pois foram conservados muitos testemunhos de suas faculdades, entre outras pessoas, do Professor William Crookes, de Mr. S. C.
Hall, de Mr. W. H. Harrison, editor do The Spiritmtalist, de Miss Rosamund Dale Owen, posteriormente esposa de Laurence Oliphant, e do Reverendo John Page Hopáginass. A recém-chegada iniciou suas sessões logo depois de seu desembarque.
Numa das primeiras, a 24 de novembro de 1871, um representante de The Times esteve presente e publicou um relato da sessão, realizada em conjunto com D. D. Home, grande amigo do médium. Isto se lê num artigo sob o título “Espiritismo e Ciência”, que ocupou três colunas e meia em tipo saliente. O representante de The Timnes diz que Miss Fox o levou até a porta da sala, convidou-o a ficar de pé a seu lado e segurar-lhe as mãos, o que ele fez, “quando foram ouvidos fortes golpes, que pareciam vir das paredes e como se fossem dados com os punhos.
Os golpes eram repetidos, a pedido nosso, qualquer número de vezes”. Contou haver experimentado todos os ensaios de que se havia lembrado e que tanto Miss Fox quanto Mr. Home lhe haviam dado todas as oportunidades para exame e que os seus pés e suas mãos estavam presos. Num artigo de fundo sobre o relatório acima referido e numa correspondência decorrente, o Times de 6 de janeiro de 1873 declarou que não era o caso para um inquérito científico: “Muitos leitores sensíveis, segundo pensamos, julgarão que lhes devemos uma satisfação por termos aberto as nossas colunas a uma controvérsia para um assunto como é o Espiritismo, assim o considerando como uma questão aberta ou suscetível de discussão, e que esta deveria antes ser relegada como uma impostura ou como uma ilusão. Entretanto, mesmo uma impostura deve reclamar um desmascaramento e as ilusões populares, mesmo que absurdas, são por vezes bastante importantes para não serem desprezadas pela parte mais sábia da humanidade...
Há realmente algo, como diziam os advogados, que mereça um julgamento? Bem; por um lado temos abundância de supostas experiências, que dificilmente poderiam ser chamadas provas e uns poucos testemunhos de um caráter mais notável e impressionante. Por outro lado, temos muitas histórias de impostores confessos e muitos relatos autênticos desses desmascaramentos e descobertas, como era de esperar.” A 14 de dezembro de 1872 Miss Fox casou-se com Mr. H. D.
Jencken, um advogado londrino, autor de um “Compêndio de Direito Romano Moderno”, etc., e secretário geral honorário da Associação para a Reforma e Codificação do Direito Internacional. Foi ele um dos primeiros espíritas da Inglaterra. Relatando a cerimônia, diz The Spiritualist que a população dos espíritos participou da cerimônia, pois no almoço de gala, fortes batidas foram ouvidas em várias paredes da sala e a mesa, sobre a qual se achava o bolo nupcial, foi repetidamente levantada do solo. Uma testemunha de vista informa que Mrs. Kate Fox-Jencken, como passou ela a ser conhecida, e seu marido na era dos setenta encontravam-se em bons meios sociais de Londres.
Seus trabalhos eram muitíssimo procurados pelos investigadores. John Page Hopáginass a descreve então como “uma criatura pequena, franzina, muito inteligente, mas de um sorriso tolo; maneiras finas e delicadas e um suave prazer nas suas experiências, que afastavam o mais leve traço de convencimento ou de afetação de mistério”. Sua mediunidade consistia principalmente de batidas — por vezes muito fortes — de luzes espirituais, de escrita direta e da aparência de mãos materializadas. As materializações completas, que ocasionalmente se verificaram em suas sessões na América, foram raras na Inglaterra. Algumas vezes objetos na sala das sessões foram deslocados pelos Espíritos e nalguns casos trazidos de fora, de uma outra sala.
Foi mais ou menos por esse tempo que o Professor Williani Crookes fez um inquérito sobre os poderes da médium e publicou uma sincera declaração que veremos adiante, quando tratarmos dos primeiros contactos de Crookes com o Espiritismo. Essas cuidadosas observações mostram que as batidas constituíam uma pequena parte da força psíquica de Kate Fox e que se podiam ser adequadamente explicadas por meios normais, ainda nos deixavam envoltos no mistério. Assim relata Crookes, quando as únicas pessoas presentes eram ele, sua senhora, uma parenta e Miss Fox: “Eu segurava ambas as mãos da médium numa das minhas, enquanto seus pés estavam sobre os meus. Havia papel sobre a mesa em nossa frente e eu tinha um lápis na mão livre. “Uma luminosa mão desceu do alto da sala e, depois de oscilar perto de mim durante alguns segundos, tomou o lápis de minha mão e escreveu rapidamente numa folha de papel, largou o lápis e ergueu-se sobre as nossas cabeças, dissolvendo-se gradativamente na escuridão.” Muitos outros observadores descrevem fenômenos similares com o mesmo médium emvárias ocasiões. Uma fase muito extraordinária da mediunidade de Mrs.
Fox-Jencken foi a produção de substâncias luminosas. Na presença de Mrs. MacDougdall Gregory, de Mr. W. H.
Harrison, diretor de um jornal londrino e de outras pessoas, apareceu uma mão, com algum material fosforescente, de cerca de quatro polegadas quadradas, 8 com o qual houve uma batida no chão e um toque na face de um dos assistentes. Verificou-se que era uma luz fria. Miss Rosamund Dale Owen, relatando o 9 fenômeno, descreve os objetos como “cristais iluminados” e diz que não tinha visto uma materialização que desse uma sensação tão real da proximidade de um Espírito quanto essas luzes graciosas. O autor pode corroborar o fato de que essas luzes são geralmente frias, pois, em certa ocasião, com outro médium, uma luz semelhante lhe tocou a face. Miss Owen também fala de livros e outros pequenos objetos transportados e de uma pesada caixa de música de cerca de vinte e cinco libras, que foi retirada de um console.
A peculiaridade desse instrumento é que estava desarranjado há meses e não pôde ser tocado enquanto as forças invisíveis não o consertaram e o puseram em movimento. A mediunidade de Mrs. Jencken se mesclava em todos os atos de sua vida diária. Diz o Professor Butlerof que, quando fez uma visita matinal ao casal, em companhia de Mr. Aksakof, ouviu batidas no soalho.
Passando uma tarde em casa dos Jencken, diz que as batidas foram numerosas durante o chá. Também conta Miss 10 Rosamund Dale Owen que certa vez, estando a médium na rua, com duas senhoras, em frente a uma vitrina, as batidas se misturaram na conversa e o chão vibrava a seus pés. Diz até que as batidas eram tão altas que atraíam a atenção dos transeuntes. Mr. Jencken relata muitos casos de fenômenos espontâneos, em sua vida doméstica.
Os detalhes das sessões do médium poderiam encher um volume. Mas, com exceção de um último caso, devemos contentar-nos com a opinião do Professor Butlerof, da Universidade de São Petersburgo que, depois de investigar os seus poderes em Londres, escreveu em The Spiritualist, de 4 de fevereiro de 1876: “De tudo quanto me foi possível observar em presença de Mrs. Jencken, sou levado à conclusão de que os fenômenos peculiares a esse médium são de natureza fortemente objetiva e convincente e que, penso, seriam suficientes para levar o mais pronunciado céptico, desde que honesto, a rejeitar a ventriloquia, a ação muscular e semelhantes explicações dos fenômenos”. Mr. H.
D. Jencken morreu em 1881 e sua viúva ficou com dois filhos. Esses mostraram maravilhosa mediunidade em tenra idade, cujo registro se encontra em 11 escritos da época. 12 Mr. S. C.
Hall, conhecido homem de letras e destacado espírita, descreve uma sessão em sua casa, em Kensington, no dia de seu aniversário, a 9 de maio de 1882, na qual a sua defunta esposa se manifestou: 8 The Spiritualist, volume 8º, página 299. 9 Liglit, 1884, página 170. 10 Light, 1884, página 39. 11 Tire Spiritualist, Volume 4º, página 138; volume 7º, página 66. 12 Light, 1882, página 23940. “Muitas mensagens interessantes e comoventes me chegaram através da escrita normal de Mrs. Jencken. Tinham pedido que apagássemos as luzes. Então começou uma porção de manifestações, como raramente tenho visto e mais raramente ultrapassadas... Tomei uma campainha de sobre uma mesa e fiquei com ela na mão.
Senti que outra mão a tomava e a tocava por toda parte na sala, durante cerca de cinco minutos. Então coloquei um acordeon debaixo da mesa, de onde foi retirado e, a uma distância de três ou quatro pés da mesa à qual estávamos sentados, tocaram umas canções. O acordeon estava sendo tocado e a campainha agitada em diversas partes da sala quando duas velas foram acesas à mesa. Assim, não era aquilo que se chama uma sessão às escuras, embora ocasionalmente as luzes fossem apagadas. Durante todo o tempo Mr.
Stack segurava uma das mãos de Mrs. Jencken e eu segurava a outra — cada um dizendo de vez em quando: ‘Tenho em minha mão a mãode Mrs. Jencken’. “Cerca de cinquenta amores-perfeitos foram colocados a minha frente, numa folha de papel. Pela manhã eu havia recebido de uma amiga alguns amoresperfeitos, mas o vaso onde tinham sido colocados não se achava na sala da sessão.
Mandei examiná-lo e estava intacto. Naquilo que se denomina ‘escrita direta’ encontrei as seguintes palavras, escritas a lápis com letra miudinha, numa folha de papel que estava á minha frente: ‘Eu lhe trouxe minha prova de amor’. Numa sessão, dias antes, já com Mrs. Jencken, eu tinha recebido a seguinte mensagem: ‘Pelo seu aniversário trarei uma prova de amor’.” Acrescenta Mr. Hall que havia marcado a folha de papel com as suas iniciais e, como uma preocupação a mais, tinha dobrado um dos cantos de certa maneira que pudesse reconhecê-la.
É evidente que Mr. Hall ficou muito impressionado com o que viu. Escreve ele: “Testemunhei e registrei muitas manifestações maravilhosas. Duvido que tenha assistido a alguma mais convincente do que esta e, certamente, nenhuma mais refinada; nenhuma que desse mais conclusiva demonstração de que só Espíritos puros, bons e santos se manifestavam”. Confessa que consentiu em ser o “banqueiro” de Mrs.
Jencken, possivelmente para prover a educação de seus dois filhos. Em vista do que aconteceu posteriormente a esse tão dotado médium, há um triste interesse em suas palavras finais: “Tenho uma confiança, uma quase certeza de que em todos os sentidos, ela agirá de maneira a aumentar e não a diminuir, a sua força como médium, enquanto retiver a amizade e a confiança de muitos que a consideram do mesmo modo — de vez que a causa é a mesma — por que a Nova Igreja considera a Emmanuel Swedenborg, e os Metodistas consideram a John Wesley. Sem a menor dúvida os Espíritos devem a essa senhora um grande reconhecimento pelas confortadoras revelações de que, em grande parte, foi ela o instrumento escolhido pela Providência. Fizemos este relato com certa minúcia porque mostra que os dons da médium eram então de uma ordem muito elevada e poderosa. Poucos anos antes, numa sessão em sua casa, a 14 de dezembro de 1873, primeiro aniversário de seu casamento, uma mensagem espírita por batidas dizia assim: Quando as sombras caíremsobre você, pense no lado mais luminoso”.
Era uma mensagem profética, pois o fim de sua vida foi apenas de sombras. Margaret (Mrs. Fox-Kane) tinha se juntado à irmã Kate na Inglaterra em 1876 e permaneceram juntas por alguns anos, até que ocorreu o lamentável incidente que deve ser analisado agora. Parece que houve uma discussão amarga entre a irmã mais velha, Leah (então Mrs. Underhill) e as duas mais moças.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.