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Capítulo 40 de 57
Parte 37 de 54
A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle
“Não permitais o desencorajamento nos vossos esforços para abrir um novo domínio à ciência, nem pelos ataques malucos, nem pelas calúnias covardes, nem pela falsificação dos fatos, nem pela violência dos malévolos ou por qualquer espécie de intimidação. Avançai sempre pelo caminho que abristes, tendo em mente aquelas palavras de Faraday: ‘Nada é demasiado maravilhoso para ser verdadeiro’.” Os resultados estão entre os mais notáveis de todas as investigações de que temos notícia. Foi verificado por numerosas testemunhas competentes e confirmado por fotógrafos que da boca, dos ouvidos, do nariz, dos olhos e da pele dos médiuns fluía esse extraordinário material gelatinoso. As figuras são estranhas e repulsivas; mas muitos dos processos da Natureza assim se apresentam aos nossos olhos. A gente pode ver essa coisa como filamentos viscosos, como água de súbito congelada, pendente do queixo, caindo pelo corpo, formando um avental branco ou se projetando sem forma pelos orifícios da face. Quando tocada, ou quando uma luz inadequada a atinge, ela se recolhe tão ràpidamente e tão maravilhosamente quanto os tentáculos de um polvo invisível.
Se agarrada e apertada, o médium gritará. Ela sai pelas roupas e some-se de novo, quase sem deixar traços. Com o consentimento do médium foi cortada uma pequena porção. Dissolveu-se na caixa em que foi colocada, como se fosse neve, deixando umidade e algumas células que poderiam provir de um fungo. O microscópio demonstrou células epiteliais da membrana mucosa, das quais a coisa parecia originar-se.
A produção desse estranho ectoplasma basta, por si só, para tornar essas experiências revolucionárias e marcantes de uma época, mas o que se segue é demasiado estranho e responderá à pergunta que se ergue na mente do leitor: “Que tem tudo isso que ver com os Espíritos?“ Por mais incrível que isto possa parecer, depois de se formar, essa substância começa, nalguns médiuns — Eva entre estes — a tomar formas definidas e essas formas são membros humanos, são rostos, a princípio vistos em duas dimensões, mas depois se modelando nos contornos até se tornarem destacados e completos. Muitíssimas fotografias mostram esses estranhos fantasmas, por vezes muito menores do que na vida real. Algumas dessas faces talvez representem pensamentos — formas do cérebro de Eva, tornando-se visíveis e uma clara semelhança foi notada entre algumas delas e retratos que ela deve ter visto e cujos traços teria conservado na memória. Uma, por exemplo, parece um Presidente Wilson muito janota, de bigodes, enquanto outra parece uma reprodução feroz de Mr. Poincaré.
Uma delas mostra a palavra “Miroir” (Espelho) impressa na cabeça da médium, que alguns críticos pretendem que ela tivesse surrupiado do jornal daquele nome, a fim de o exibir, muito embora não expliquem qual teria sido o objetivo. Sua própria explicação é que, de algum modo os guias fizeram o transporte daquela legenda, possivelmente para despertar a ideia de que aqueles rostos e aquelas figuras não são os seus seres reais, mas como se fossem vistos através de um espelho. Mesmo assim o leitor não descobre uma óbvia conexão com o Espiritismo; mas na etapa seguinte todos vemos o caminho. Quando Eva se acha em sua melhor disposição — o que só se verifica em longos intervalos e à custa de sua saúde — formam-se figuras completas; estas são modeladas à semelhanças de pessoas mortas; o cordão que as liga à médium parte-se; a personalidade que é ou pretende ser a de um morto toma posse da figura e um sopro de vida passa pela imagem de tal maneira que ela se move, fala e exprime as emoções do Espírito. As últimas palavras de Mr.
Bisson dizem isto: “Desde que se iniciaram estas sessões — e em numerosas ocasiões — o fantasma se mostrou todo inteiro, saiu da cabine, começou a falar e aproximou-se de Madame Bisson, que beijou no rosto, O som desse beijo foi audível”. Porventura já houve mais estranho desfecho de uma investigação científica? Ela pode ilustrar como é impossível, mesmo para o mais esperto materialista, encontrar qualquer explicação para tais fatos de acordo com as suas teorias. A única que Mr. Joseph Mc Cabe, em seu recente debate público, pôde apresentar, foi a de um caso de vômitos dos alimentos.
Parece que ele não se apercebeu de que um véu cobria o rosto do médium nalgumas experiências, sem obstar no mínimo o fluxo do ectoplasma. Conquanto controlados de todos os modos possíveis, esses resultados são tão admiráveis que o investigador tinha o direito de manter o seu julgamento em suspenso até que os mesmos fossem confirmados. Mas isto já o foi inteiramente. O Doutor Schrenck Notzing voltou a Munique e aí teve a grande sorte de encontrar outra médium, uma senhora polonesa, que possuía a faculdade de materializações. Com ela fez uma série de experiências que relatou no já mencionado livro. Trabalhando com Stanislawa, a médium polonesa, e adotando os mesmos rigorosos métodos que nas de Eva, conseguiu exatamente os mesmos resultados.
Seu livro supera o de Madame Bisson, por isso que, relatando as experiências de Paris, dá uma parte mais importante, que é a sua confirmação fornecida pelas experiências de controle, feitas no verão de 1912, em Munique. As várias fotografias do ectoplasma dificilmente se distinguem das já obtidas. Assim, a hipótese de uma fraude preparada por Eva, conduz à mesma fraude por parte de Stanislawa. Muitos observadores alemães controlaram essas sessões. Seguindo os métodos alemães, Schrenck Notzing foi mais a fundo no assunto do que Madame Bisson.
Obteve cabelos de uma forma materializada e os comparou microscôpicamente com os cabelos de Eva (ocorrência verificada na série de ensaios na França) mostrando que não podiam ser da mesma pessoa. Também deu os resultados do exame químico de uma certa porção de ectoplasma, que foi reduzida a cinzas, com o cheiro de chifre queimado. Entre os seus elementos constituintes foram encontrados cloreto de sódio (sal de cozinha) e fosfato de cálcio. Finalmente obteve a filmagem do ectoplasma fluindo da boca da médium. Parte de tudo isto é reproduzida em seu livro.
Deve explicar-se que, enquanto a médium estivesse em transe durante essas experiências, de modo algum ficava inanimada: uma outra personalidade parecia empolgá-la, e que poderia ser tomada como uma de suas individualidades secundárias, ou uma momentânea obsessão externa. Essa personalidade costumava referir-se à médium com severidade, dizendo a Madame Bisson que era preciso disciplina e que ela devia mantê-la em trabalho. Ocasionalmente essa personalidade dava sinais de clarividência, explicando corretamente, por exemplo, o que tinha ocorrido com um aparelho elétrico que havia deixado de funcionar. Um contínuo acompanhamento de gemidos e protestos do corpo de Eva parece que eram puramente animais e independentes de sua inteligência. Os resultados foram corroborados uma vez mais pelo Doutor Gustave Geley, cujo nome viverá para sempre nos anais das pesquisas psíquicas.
O Doutor Geley era um pesquisador geral em Annecy, onde cumpria as elevadas promessas que havia feito em sua vida acadêmica em Lyon. Foi atraído pela ciência nascente e foi sàbiamente nomeado por Mr. Jean Meyer diretor do Instituto de Metapsíquica. Seu trabalho e os seus métodos serão sempre um exemplo para os continuadores, pois cedo mostrou que não só era um experimentador genial e um observador rigoroso, como um profundo pensador e filósofo. Seu grande livro “Do Inconsciente ao Consciente” certamente resistirá ao teste do tempo.
Foi assaltado pelos costumeiros mosquitos humanos, que aborrecem os primeiros pioneiros que avançam pela floresta virgem do pensamento. Mas os enfrentou com bravura e bom humor. Sua morte foi súbita e trágica. Tinha estado em Varsóvia e conseguido algumas novas moldagens ectoplásmicas com o médium Kluski. Infelizmente o aeroplano em que viajava espatifou-se e Geley morreu. Foi uma perda irreparável para a ciência psíquica.
A comissão do Instituto de Metapsíquica, que era reconhecida pelo Governo Francês como de utilidade pública, incluía o Professor Charles Richet; o Professor Santolíquido, ministro da Saúde Pública da Itália; o Conde de Grammont, do Instituto de França; o Doutor Calmette, Inspetor-Geral médico; o Senhor Camille Flammarion, o Senhor Jules Roche, exministro de Estado; o Doutor Treissier, do Hospital de Lyon; tendo o Doutor Gustave Geley como diretor. Entre estes posteriormente tinham sido incorporados a comissão: Sir Oliver Lodge, o Professor Bozzano, e o Professor Leclainche, membro do Instituto de França e Inspetor Geral dos Serviços Sanitários do Ministério da Agricultura. O Instituto está equipado com um bom laboratório para pesquisas psíquicas e tem uma biblioteca, uma sala de leitura, e salões de recepção e de conferências. Os trabalhos realizados são publicados na sua revista, denominada La Revue Métapsychique. Um aspecto importante da atividade do Instituto tem sido o convite a eminentes homens públicos em ciência e em literatura para testemunharem as investigações metapsíquicas que se realizam.
Mais de cem destes homens têm tido provas em primeira mão e, em 1923, trinta deles, inclusive dezoito médicos de destaque, assinaram e permitiram que fosse publicada uma declaração de sua crença na autenticidade das manifestações assistidas sob rigoroso controle. Certa vez o Doutor Geley realizou uma série de sessões com Eva, convidando cem homens de ciência para que testemunhassem uma ou outra sessão. Tão rigorosos eram os seus testes que ele pôde proclamar: “Não direi apenas que não há fraudes. Direi que não há possibilidade de fraudes”. Novamente percorreu o antigo caminho e obteve os mesmos resultados, a não ser que em suas experiências o fantasma tomava formas femininas, por vezes belas e, como ele próprio garantiu ao autor, para ele desconhecidas.
Podem ser pensamentos-formas de Eva, pois em nenhum de seus resultados registados conseguiu um Espírito absolutamente vívido. Havia, porém, o suficiente para que o Dr. Geley dissesse: “Aquilo que vimos mata o materialismo. Já não há mais lugar para ele no mundo”. Refere-se ele, assim, ao velho materialismo clássico do período vitoriano, para o qual o pensamento era uma secreção da matéria.
Todas as novas provas apontam a matéria como uma resultante do pensamento. E’ sómente quando se pergunta de quem é o pensamento que se cai num terreno de debate. Depois de suas experiências com Eva, o Dr. Geley conseguiu resultados ainda mais maravilhosos com Frank Kluski, um polonês, com o qual as formas ectoplásmicas eram tão sólidas que era possível tirar moldagens de suas mãos em 143 parafina. Essas luvas de parafina, que são exibidas em Londres, são tão pequenas no pulso que a mão não poderia passar pela abertura sem romper o molde.
Só poderia ter sido feita por desmaterialização — qualquer outro meio seria impossível. 143 Luvas semelhantes acham-se no Psychic College, 595 Holland Park, W. ou no Psychic Museum, Abbey House, Victoria Street, Westminster. Essas experiências foram dirigidas por Geley, Richet e o Conde de Graminont, três homens competentíssimos. Uma descrição mais detalhada destas e de outras moldagens, tiradas de figuras ectoplásmicas, se acha adiante, no Capítulo XX. São muito importantes, por serem as mais permanentes e inegáveis provas, jamais obtidas dessas estruturas. Até agora nenhuma crítica racional lhes foi feita. Outro médium polonês, chamado Jean Guzik, foi examinado em Paris, no Instituto, pelo Dr.
Geley. As manifestações consistiam em luzes, mãos e rostos ectoplásmicos. Sob o mais severo controle, trinta e quatro pessoas distintas de Paris, muitas das quais inteiramente cépticas, afirmaram, depois de longa e minuciosa investigação, a sua crença na autenticidade dos fenômenos observados com esse médium. Entre elas se achavam membros da Academia Francesa, da Academia de Ciências, da Academia de Medicina, doutores em medicina e em direito e técnicos de polícia. O ectoplasma é a mais protéica das substâncias e pode manifestar-se de muitas maneiras e com propriedades variadas.
Isso foi demonstrado pelo Doutor W. J. Crawford, Professor de Engenharia Mecânica na Queen’s University, de Belfast. Dirigiu uma importante série de experiências de 1914 a 1920, com a médium Kathleen Goligher. Fez o seu relato em três livros, que são: “lhe Reality of Psychic Phenomena” (1917), “Experiments in Psychical Science”, em 1910 e “lhe Psychic 144 Structures at Lhe Goligher Circle” em 1921.
O Doutor Crawford morreu em 1920, mas deixou um monumento imperecível nesses três livros de original pesquisa experimental que, provavelmente, fizeram tanto para colocar a ciência psíquica numa base sólida quanto quaisquer outros trabalhos no gênero. Para entendermos completamente as conclusões a que chegou, seus livros devem ser lidos; mas aqui diremos resumidamente que ele demonstrou que a levitação da mesa, as batidas no chão e o movimento dos objetos na sala das sessões eram devidos à ação das “alavancas psíquicas”, ou, conforme passou a designá-las em seu último livro, às “estruturas psíquicas”, que emanavam do corpo da médium. Quando a mesa é levitada, essas alavancas são operadas em dois sentidos. Se a mesa for leve, a alavanca ou estrutura não toca no solo, mas é “um modilhão fixado firmemente no corpo da médium por uma extremidade e suspendendo a superfície inferior ou as pernas da mesa, pela extremidade livre”. No caso de uma mesa pesada, a reação, em vez de ser aplicada na médium, o é no piso da sala, formando uma espécie de suporte entre a face inferior da mesa levitada e o piso.
A médium foi colocada numa balança e, quando a mesa era levitada, observava que ela aumentava de peso. O Doutor Crawford apresenta esta interessante hipótese para o processo de formação de ectoplasma no grupo. É preciso entender-se que o que ele chama “operadores” são os Espíritos que trabalham controlando os fenômenos. “Os operadores atuam no cérebro dos assistentes e, pois, em seu sistema nervoso. Pequenas partículas, mesmo moléculas, são expelidas do sistema nervoso dos corpos dos assistentes, pelos punhos, pelas mãos, pelos dedos ou por outras partes. 144 “A Realidade dos Fenômenos Psíquicos” (1917); “Experiências em Ciéncia Psíquica” (1919) e “As Estruturas Psíquicas no Grupo Goligher”, em 1921.
— N. do T. Essas pequenas partículas, agora livres, têm uma enorme quantidade de força latente, que lhes é inerente, uma energia que pode reagir em qualquer sistema nervoso humano com o qual se ponham em contacto. Essa corrente de partículas energizadas flui em torno do grupo, talvez pela periferia de seus corpos. Pelo aumento gradativo produzido pelos assistentes, a corrente alcança o médium num alto grau de tensão, energiza o médium, de quem recebe incremento, atravessa novamente o círculo e assim por diante. Finalmente quando a tensão é bastante grande, cessa o processo circulatório e as partículas energizadas se reúnem, ou são ligadas ao sistema nervoso do médium, que então dispõe de um reservatório onde a buscar. Tendo assim um bom suprimento de energia adequada ao seu dispor, como, por exemplo, energia nervosa, podem atuar sobre o corpo do médium, que é de tal modo constituído que enorme quantidade de matéria de seu corpo, por meio da tensão nervosa que lhe é aplicada, pode ser então destacada temporàriamente da 145 sua posição normal e projetada na sala da sessão”.
Esta será, provàvelmente, a primeira tentativa de uma explicação clara do que ocorre numa sessão de fenômenos físicos, e épossível que descreva com muita precisão aquilo que realmente ocorre. No seguinte resumo o Doutor Crawford faz uma importante comparação entre as primeiras e as últimas manifestações psíquicas e ainda enuncia uma audaciosa mas compreensível teoria para todos os fenômenos psíquicos: “Comparei aquela matéria esbranquiçada e semelhante a uma nuvem, quanto a estrutura, com fotografias de fenômenos de materialização em vários estágios e obtidos com muitos médiuns, diferentes em todo o mundo. Cheguei á conclusão de que esse material é muito semelhante, senão idêntico ao material usado em tais fenômenos de materializações. De fato, não é fora de propósito considerar esse material esbranquiçado, translúcido e nebuloso como a base de todos os fenômenos psíquicos de ordem física. Sem ele, até certo ponto não é possível qualquer fenômeno físico.
É ele que dá consistência ás estruturas de toda sorte erigidas pelos operadores nas câmaras de sessões; é ele que, quando convenientemente manipulado e aplicado, permite que as estruturas se ponham em contacto com as formas ordinárias da matéria que nos são familiares, ainda que tais estruturas, sejam semelhantes àquelas a que me refiro particularmente, ou quando sejam materializações de formas corpóreas, como mãos ou rostos. Além disso, parece-me que essa matéria será, eventualmente, a base de estruturas aparentemente construídas para a manifestação daquela forma particular de fenômeno, conhecido como Voz Direta, enquanto que os fenômenos ditos Fotografia 146 de Espíritos também parecem ter a mesma base”. Enquanto Crawford trabalhava com as alavancas ectoplásmicas em Belfast, o Doutor Geley controlava os resultados obtidos de Eva C. por uma nova série de experiências. Assim resume ele as suas observações sobre os fenômenos observados: “Uma substância emana do corpo da médium; exterioriza-se; é amorfa ou polimorfa à primeira vista. Essa substância toma várias formas, mas em geral mostra órgãos mais ou menos compósitos.
Podemos distinguir: 1) a substância como um trato da materialização; 2) seu desenvolvimento organizado. Seu 145 “The Reality of Psychic Phenomena”, página 243. 146 “The Psychic Structures at the Goligher Circle”, página 19. aparecimento em geral é anunciado pela presença do fluído, como flóculos esbranquiçados e luminosos, que vão desde o tamanho de uma ervilha até o de uma moeda de cinco francos e distribuídos aqui e ali, sobre o vestido preto da médium, principalmente do lado direito... A própria substância emana de todo o corpo da médium, mas especialmente dos orifícios naturais e das extremidades, do topo da cabeça, do peito e das pontas dos dedos. A origem mais comum, a mais facilmente observada, é a boca... A substância aparece de várias formas, por vezes como uma pasta dúctil outras vezes como verdadeira massa protoplásmica ou em forma de numerosos fios muito finos ou de cordas de várias grossuras, ou, ainda, como raios estreitos e rígidos, como faixas largas, como uma membrana, como um material de lã, de linhas indefinidas e irregulares.
A mais curiosa aparência é apresentada por uma membrana muito espichada, com franjas e dobras e com a aparência de um alçapão. A quantidade de matéria exteriorizada varia dentro de largos limites. Nalguns casos envolve completamente a médium num manto. Pode ter três cores diferentes: branco, preto e cinza. A côr branca é mais frequente, talvez por ser mais facilmente observável.
Por vezes as três cores aparecem simultaneamente. A visibilidade da substância varia muito e pouco a pouco pode crescer ou diminuir de intensidade. Dá várias impressões ao toque. Por vezes é fria e úmida; outras vezes viscosa e consistente; mais raramente sêca e dura. .. A substância é móvel.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.