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Capítulo 34 de 57

Parte 31 de 54

A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle

A história de Madame d’Esperance corresponde muito exatamente a essas variedades de poder. Mr. William Oxley, compilador e editor de um notável trabalho em cinco volumes, intitulado “Angelic Revelations”, descreveu vinte e sete rosas produzidas numa sessão por Yolanda, a figura materializada, e a materialização de uma planta rara em flor. Diz Mr. Oxley: “Eu tinha fotografado a planta — Ixora crocata — na manhã seguinte, depois do que trouxe para casa e a coloquei na minha estufa, aos cuidados do jardineiro.

Ela viveu três meses, depois murchou. Tomei as folhas, muitas das quais abandonei, exceto a flor e três brotos que o jardineiro cortou, quando cuidava da planta”. Na sessão de 28 de julho de 1890, na presença do Senhor Aksakoff e do Professor Butlerof, de São Petersburgo, um lírio dourado, de sete pés de altura, ao que se diz, foi materializado. Foi conservado durante uma semana, durante a qual foram tiradas seis fotografias, depois do que dissolveu-se e desapareceu. Uma dessas fotografias aparece em “Shadow Land”, após a página 328.

Uma forma feminina, um pouco mais alta que a médium, e conhecida pelo nome de Y-Ay-Ali, provocava a maior admiração. Diz Mr. Oxley: “Vi muitas formas de Espíritos materializados; mas a perfeição de simetria no rosto e a beleza da atitude jamais igualava a deste”. A figura lhe deu a planta que havia materializado; então jogou para trás o véu; deu-lhe um beijo na mão e estendeu a sua, que ele beijou. “Como estava exposta à luz, eu via perfeitamente a sua face e as mãos.

O rosto era belo e as mãos macias, quentes e perfeitamente naturais, e, a não ser pelo que se seguiu, eu teria pensado estar segurando a mão de uma senhora permanentemente encarnada, perfeitamente natural, posto que exquisitamente bela e pura.” Prossegue descrevendo como ela se afastou dois pés da médium, na cabine e, à vista de todos, “desmaterializou-se gradativamente, fundindo-se de cima para baixo, até que só a cabeça fosse vista no soalho; então essa diminuiu até que ficou um ponto branco, que desapareceu depois de alguns momentos.” Na mesma sessão materializou-se uma forma de criança e pôs três dedos de sua mãozinha na de Mr. Oxley. Depois este a segurou e beijou-a. Foi em agosto de 1880. Mr.

Oxley registra um fato muito interessante e de grande valor probante. Quando Yolanda, a moça árabe, estava falando com uma senhora na assistência, “a parte superior de seu vestido caiu e mostrou as suas formas. Verifiquei que as formas eram imperfeitas, pois o busto não era desenvolvido e o peito não era acentuado, o que constitui uma prova de que a forma não era uma figura preparada.” Ele poderia ter acrescentado que também não era a da médium. Escrevendo sobre “Como um médium se sente numa materialização”, Madamed’Esperance lança alguma luz sobre a curiosa simpatia que constantemente se nota entre o médium e a forma espiritual. Descrevendo uma sessão na qual estava 101 sentada fora da cabine diz ela: “E agora aparece outra pequena forma delicada, com os bracinhos estendidos.

Alguém colocado do outro lado do grupo levanta-se, aproximam-se e abraçam-se. Ouço sons inarticulados: ‘Anna, oh! Anna, minha filha, querida filhinha!’ Então outra pessoa se ergue e cerca o Espírito com os braços; nessa ocasião ouço soluços e exclamações, de mistura com bênçãos. Sinto meu corpo mover-se de um para outro lado; tudo se torna escuro aos meus olhos. Sinto o braço de alguém em torno aos meus ombros; o coração de alguém bate contra o meu peito.

Parece que algo acontece. Ninguém está junto a mim; ninguém me presta a menor atenção. Todos os olhares estão lixados naquela figurinha 101 Médium and Daybreak, 1893, página 46. branca e esguia, nos braços das duas mulheres em pranto. Deve ser o meu coração que ouço batendo tão distintamente e, certamente, o braço de alguém ainda em meu redor. Jamais senti mais completamente um abraço.

Começo a pensar. Quem sou eu? Sou aquela branca aparição, ou sou eu quem permanece sentada na poltrona? Aqueles são os meus braços em torno do pescoço da senhora mais idosa? Ou os meus são os que estão em minha frente, em meu vestido?

Sou eu o fantasma? Se sou, comochamarei o ser que jaz na poltrona? “Certo é que meus lábios são beijados; minhas faces estão orvalhadas de pranto, derramado abundantemente pelas duas senhoras. Mas como pode ser isto? Essa sensação de dúvida relativamente à nossa própria identidade é horrível.

Desejo estender uma das mãos que se acham no vestido, mas não posso. Desejo tocar alguém para ter absoluta certeza de que eu sou a mesma ou se isto é apenas um sonho; se Anna sou eu ou se eu estou, de certo modo, nela dissolvida”. Enquanto a médium se acha nesse estado de dúvida, outro pequenino Espírito de criança, que se havia materializado, vem e põe as mãozinhas nas de Madame d’Esperance. “Como me sinto feliz ao sentir esse toque, ainda que de uma criancinha! Minhas dúvidas a respeito de quem sou eu e onde me acho se vão.

E enquanto experimento tudo isto, a branca forma de Anna desaparece na cabine e as duas senhoras voltam aos seus lugares, chorosas, sacudidas de emoção, mas intensamente felizes.” Não é para admirar que um assistente das sessões de Madame d’Esperance, segurando a figura materializada, houvesse declarado que era a própria médium. A 102 propósito, o ponto de vista de Aksakoff de um modo geral, é o seguinte: “Alguém pode agarrar a forma materializada, segurá-la e ter a certeza de que não segura senão o médium, em carne e osso. E isto ainda não é uma prova de fraude da parte do médium. De fato, de acordo com a nossa hipótese, que é o que poderia acontecer se segurássemos o duplo da médium, quando se achasse de tal modo materializado, que não restasse senão o seu simulacro invisível, sentado por detrás da cortina? É óbvio que o simulacro — aquela pequena porção fluida e etérea — seria imediatamente absorvida na forma já completamente materializada, à qual, para ser a médium apenas faltaria aquele resto invisível.” Na introdução escrita para o livro “Shadow Land, de Madame d’Esperance, Aksakof rende um alto tributo a ela como mulher e como médium.

Diz que tanto quanto ele, ela se achava interessada em achar a verdade. Submetia-se de boa vontade a todos os testes que lhe impusesse. Um interessante incidente na carreira de Madame d’Esperance foi o seu êxito em reconciliar o Professor Friese, de Breslau, com o Professor Zõllner, de Leipzig. O rompimento desses dois amigos ocorrera por força da profissão de fé espírita de Zõllner. Mas o médium inglês foi capaz de dar tais provas a Friese que ele não mais contestou as conclusões de seu amigo.

Devemos salientar que, no curso das experiências de M. Oxley com Madame d’Esperance, foram feitos moldes de mãos e de pés de figuras materializadas, com punhos e tornozelos, cujas aberturas eram demasiado estreitas para permitir a saída dos membros, salvo por desmaterialização. Em vista do grande 102 “A Case of Partial Dematerialization”, página 181. interesse tomado pelas moldagens em parafina, feitas em Paris, em 1922, através do médium Kluski, é curioso observar que a mesma experiência tinha sido feita com sucesso, e apenas noticiada pela imprensa psíquica, por esse estudante de Manchester já em 1876. A última parte da vida de Madame d’Esperance, passada principalmente na Escandinávia, foi amargurada pela doença adquirida no choque que sofreu no chamado “desmascaramento”, quando Yolanda foi agarrada por um pesquisador desavisado de Helsingfors, em 1893. Ninguém mais do que ela demonstrou mais claramente quanto os sensitivos sofrem a ignorância do mundo que os rodeia.

No último capítulo de seu notável livro o assunto é abordado. Conclui ela: “Os que vierem depois de mim talvez venham a sofrer quanto eu tenho sofrido pela ignorância das leis de Deus. Quando o mundo for mais sábio do que no passado, é possível que os que tomarem as tarefas na nova geração não tenham que lutar, como lutei, contra o fanatismo estreito e os julgamentos duros dos adversários.” Cada um dos médiuns focalizados neste capítulo teve um ou mais livros dedicados à sua carreira. No caso de William Eglinton há um notável volume — 103 Twist Two Worlds por J. E.

Farmer, que encerra quase toda a sua atividade. Quando rapazinho, era muito imaginoso, sonhador e sensitivo mas, como tantos outros grandes médiuns na adolescência, não deu sinais de possuir qualquer dom psíquico. Em 1874, portanto aos dezessete anos de idade, Eglinton entrou no grupo da família em cujo meio seu pai investigava os supostos fenômenos espíritas. Até então o grupo não havia obtido resultados; quando, porém, o rapaz a ele se ligou, a mesa ergueu-se ràpidamente do chão a ponto dos assistentes terem que se pôr de pé a fim de manter as mãos sobre ela. Para satisfação dos presentes as perguntas eram respondidas.

Na sessão seguinte, logo na noite imediata, o rapaz caiu em transe e foram recebidas comunicações evidentes de sua falecida mãe. Em poucos meses sua mediunidade se havia desenvolvido, e ocorriam manifestações mais fortes. Sua fama de médium espalhou-se e ele recebeu numerosos convites para sessões, mas resistiu a todos os esforços para o transformar em médium profissional. Finalmente cedeu em 1875. Assim descreve Eglinton as suas sensações antes de entrar pela primeira vez na sala das sessões e a mudança que nele se operou: “Minhas maneiras, antes de entrar nisto, eram as de um rapaz alegre; mas assim que me vi em presença dos investigadores, uma sensação estranha e misteriosa se apoderou de mim e eu não a podia superar.

Sentei-me à mesa, resolvido a impedir qualquer manifestação, caso algo acontecesse. Esse algo aconteceu mas eu não tinha forças para o evitar. A mesa começou a dar sinais de vida e de vigor; subitamente ergueu-se do solo e pairou no ar, tanto que tínhamos de ficar de pé para ter as mãos sobre ela. Isto se deu em plena luz do gás”. Depois respondeu inteligentemente às perguntas que lhe eram feitas e deu várias provas às pessoas presentes.

A noite seguinte nos encontrou ansiosos por novas manifestações e com um grupo maior, pois a notícia se havia espalhado de que ‘tínhamos visto fantasmas e falado com eles’, e outras coisas parecidas. Depois de havermos lido a prece costumeira, em breve me pareceu que 103 “Entre dois Mundos” — N. do T. não era deste mundo. Veio-me uma sensação de êxtase e logo passei ao transe. Todos os meus amigos eram novatos no assunto e procuraram vários meios de me despertar, mas sem resultado. No fim de meia hora voltei ao estado consciente, sentindo um forte desejo de voltar àquele estado.

Tivemos comunicações que, em minha opinião, provaram conclusivamente que o Espírito de minha mãe realmente tinha voltado ao nosso meio... Então comecei a verificar quanto estivera enganado — quão terrivelmente vazia e material tinha sido a minha vida até então e senti um prazer inacreditável em saber, sem sombra de dúvida, que aqueles que deixaram a Terra poderiam voltar novamente e provar a imortalidade da alma. Na quietude de nosso grupo familiar... gozamos ao máximo a nossa comunicação com os trespassados e muitas foram as horas felizes que assim passei.” Sob dois aspectos, os seus trabalhos se assemelham aos de D. D. Home.

Suas sessões geralmente eram feitas em plena luz e ele sempre se submetia de boa mente aos testes propostos. Posteriormente, um forte ponto de semelhança se estabeleceu: é que os fenômenos eram observados e registrados por muitos homens eminentes e por boas testemunhas críticas. Como Home, Eglinton viajou muito e sua mediunidade foi observada em muitos lugares. Em 1878 viajou para a África do Sul. No ano seguinte visitou a Suécia, a Dinamarca e a Alemanha.

Em fevereiro de 1880 foi à Universidade de Cambridge e realizou sessões sob os auspícios da Sociedade de Psicologia. Em março viajou para a Holanda, de onde seguiu para Leipzig, onde realizou sessões com o Professor Zõllner e outros ligados à Universidade. Seguiram-se Dresden e Praga, e em Viena, em abril, foram realizadas mais de trinta sessões, assistidas por muitos membros da aristocracia. Em Viena foi hóspede do Barão de Hellenbach, conhecido escritor, que, em sua obra “Preconceitos da Humanidade” descreveu os fenômenos então verificados. Voltando à Inglaterra viajou para os Estados Unidos a 12 de fevereiro de 1881, demorando-se então três meses.

Em novembro do mesmo ano foi à Índia e, depois de realizar numerosas sessões em Calcutá, regressou em abril de 1882. Em 1883 visitou novamente Paris, e em 1885 esteve ainda em Viena e em Paris. A seguir foi a Veneza, que descreve como um “verdadeiro viveiro do Espiritismo.” Em 1885 Eglinton encontrou em Paris M. Tissot o famoso artista que assistiu às suas sessões e a seguir o visitou na Inglaterra. Uma notável sessão de materialização, em que duas figuras foram vistas completamente, uma das quais, uma senhora, reconhecida como uma parenta, foi imortalizada por Tissot numa tela intitulada “Aparição Medianímica”.

Esse belo e artístico trabalho de que há uma cópia na Aliança Espírita de Londres, mostra as duas figuras iluminadas por luzes espirituais, que carregam nas mãos. Tissot também fez uma água-forte do médium, que é reproduzida no frontispício de livro de Farmer, “Entre Dois Mundos”. Um exemplo típico de sua iniciação mediúnica é dado por Miss Kingsbury e pelo Doutor Carter Blake, Docente de Anatomia no Westminster Hospital, nestes 104 termos: “As mangas do casaco de Mr. Eglinton tinham sido costuradas às suas costas, perto dos punhos, com um cordão branco de algodão; os encarregados desse trabalho o amarraram depois à cadeira, passando a fita perto do pescoço e o 104 The Spiritualist, 12 de maio de 1876, página 221. colocaram junto a cortina da cabine e por detrás desta, defrontando a assistência, tendo os joelhos e os pés à vista. Uma mesinha redonda com vários objetos foi posta em frente ao médium, fora da cabine e à vista dos assistentes; um pequeno 105 instrumento de cordas, conhecido como Oxford Chimes, foi posto emborcado sobre as suas pernas, sobre ele um livro e sobre este uma campainha.

Em poucos momentos as cordas foram tocadas, sem que mão alguma visível as tocasse; o livro, cuja lombada se voltava para os assistentes foi invertido, aberto e fechado repetidas vezes, de modo que os presentes viram a experiência com toda segurança; e a campainha foi tocada de dentro, isto é, sem serem levantadas as suas bordas. A caixa de música colocada perto da cortina, mas inteiramente à vista, foi parada e depois dada a marcha, enquanto a tampa continuava fechada; de vez em quando dedos e, algumas vezes mãos se introduziam pelas cortinas. Depois que uma destas apareceu, pediram ao Capitão Rolleston que passasse o braço pela cortina e verificasse se a amarração e a costura estavam como de início. Ele verificou que estavam e o mesmo testemunho foi dado por outro cavalheiro, pouco depois.” Esta foi uma, de uma série de sessões excepcionais, realizadas sob os auspícios da British National Association of Spiritualists, em sua sede em Londres, 106 38 Great Russel Street. Referindo-se a elas diz The Spiritualist: “O ensaio de manifestações por Mr.

Eglinton tem grande valor, não porque outros médiuns não possam, igualmente, obter resultados conclusivos, mas porque em seu caso tinham sido observadas e controladas por um bom número de testemunhas críticas, cujo depoimento pesará diante do público”. A princípio as materializações de Eglinton eram obtidas à luz da Lua, enquanto os presentes se sentavam a uma mesa e não havia cabine. Também o médium ficava, em geral, consciente. Foi induzido a fazer sessões no escuro, a fim de obter manifestações, por um amigo que havia assistido a sessões de um médium profissional. Tendo começado assim, sentia-se obrigado a continuar, mas verificou que os resultados alcançados eram menos espirituais.

Uma característica dessas sessões de materialização era o fato de sentar-se entre os presentes e de serem as suas mãos seguradas. Nessas condições, materializações completas foram vistas à luz apenas suficiente para o reconhecimento das aparições. Em janeiro de 1877 Eglinton fez uma série de sessões não profissionais, em casa de Mrs. Macdougall Gregory, viúva do Professor Gregory, de Edimburgo, perto do Park Lane. Foram assistidas por Sir Patrick e Lady Colquhoun, Lord Borthwick, Lady Jenkinson, Reverendo Maurice Davies, D.D., Lady Archibald Camphell, Sir William Fairfax, Lord e Lady Mount-Temple, General Brewster, Sir Garnet e lady Wolseley, Lord e Lady Avonmore, Professor Blackie e muitos outros.

Mr. W. 107 Harrison, redator de The Spiritualist assim descreve uma dessas sessões: “Na noite de segunda-feira última dez ou doze amigos se reuniram em volta de uma grande mesa circular, com as mãos juntas, em cujas condições o médium Mr. W. Eglinton ficava seguro pelos dois lados. Não havia outras pessoas na sala além das que estavam sentadas à mesa.

Um fogo que se apagava dava uma 105 Espécie de bandolim. — N. do T. 106 12 de maio de 1876. 107 “The Spiritualist”, 23 de fevereiro de 1877, página 96. luz fraca, que apenas permitia que se vissem as silhuetas dos objetos. O médium estava na parte da mesa mais próxima do fogo, de modo que suas costas ficavam para a luz. Uma forma, na inteira proporção de um homem, ergueu-se lentamente do chão até ao nível da borda da mesa; estava a cerca de trinta centímetros atrás do cotovêlo direito do médium. O assistente mais próximo era Mr.

Wiseman, de Orme Square, Bayswater. A forma estava coberta com um pano branco, e as feições não eram visíveis. Como se achava próximo ao jogo, podia ser vista distintamente pelos que se achavam mais próximos. Foi observado por todos que assim estavam que o canto da mesa ou os assistentes não tapavam a vista da forma; assim, foi observada por quatro ou cinco pessoas e isto não foi resultado de impressões subjetivas. Depois de erguer-se até o nível da mesa, mergulhou e não mais foi vista, ao que parece tendo esgotado as forças.

Mr. Eglinton estava numa casa estranha e vestido a rigor. De um modo geral foi um teste de manifestação que não podia ser produzido por meios artificiais”. Uma sessão descrita por Mr. Dawson Rogers apresentou características notáveis.

Foi a 17 de fevereiro de 1885, em presença de catorze pessoas, em condições de prova. Conquanto um quarto interno tivesse sido usado como cabine, Mr. Eglinton ai não ficou — mas entre os assistentes, cujos assentos tinham sido dispostos em forma de ferradura. Uma forma se materializou e passeou pela sala, dando a mão a cada um dos presentes. Depois aproximou-se de Mr.

Eglinton, que em parte estava sendo sustentado por Mr. Rogers, para que não caísse e, tomando o médium pelos ombros, levou-o para a cabine. Diz Mr. Rogers: “A forma era de um homem algumas polegadas mais alto, e mais velho que o médium. Vestia uma túnica flutuante, era cheio de vida e de animação e uma vez ficou a três metros do médium”.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.