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Capítulo 35 de 57
Parte 32 de 54
A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle
Há um particular interesse ligado a essa fase de sua vida no aspecto de mediunidade psicográfica, ou de escrita em lousas. A esse respeito existe uma esmagadora massa de testemunhas. À vista dos maravilhosos resultados que obtinha, é digno de nota que fez sessões por mais de três anos sem obter a escrita de uma única letra. Foi a partir de 1884 que ele concentrou sua força nessa forma de manifestação, que era considerada a mais adequada aos principiantes, especialmente porque todas as sessões se realizavam às claras. Recusando-se a fazer sessões de materialização para um grupo de investigadores que não tinham, então, qualquer experiência, Eglinton assim justificou a sua atitude: “Sustento que um médium é colocado numa posição de muita responsabilidade, e que tem o dever de satisfazer, tanto quanto lhe seja possível, aqueles que o procuram.
Agora, a minha experiência, um tanto variada, leva-me à conclusão de que nenhum céptico, por melhor intencionado e honesto que seja, pode ficar convencido nas condições prevalecentes nas sessões de materialização, e o resultado é um maior cepticismo de sua parte e a condenação do médium. As coisas são diferentes quando há um grupo para testemunhar tais fenômenos, e com os quais sempre terei prazer em fazer sessões. Mas um neófito deve ser preparado por outros métodos. Se o seu amigo se interessa em comparecer a uma sessão de escrita na ardósia eu terei o prazer de arranjar uma hora; do contrário deverei declinar da sessão, pelas razões acima, e que se recomendam por si mesmas a você e a todos os pensadores espíritas”. No caso de Eglinton, é preciso dizer que eram usadas lousas comuns de escola e que os assistentes tinham a liberdade de trazer as suas próprias lousas e que, depois de lavadas, um fragmento de lápis para ardósia era colocado em cima desta e que esta era colocada debaixo do tampo da mesa, fazendo-se pressão contra o mesmo; que a ardósia era segurada pelo médium, mas de modo que o seu polegar fosse visível na parte superior do tampo.
Então o som da escrita era ouvido e, a um sinal consistente de três batidas, a lousa era examinada, verificando-se que continha uma mensagem. Do mesmo modo duas lousas do mesmo tamanho eram usadas, superpostas e amarradas, como também se usavam as lousas-caixas, às quais se ligavam cadeados com chave. Em muitas ocasiões foram obtidas escritas numa única lousa posta em cima da mesa, com um lápis em cima da mesa, mas debaixo da ardósia. Mr. Gladstone fez uma sessão com Eglinton a 29 de outubro de 1884, e mostrou-se muito interessado pelo que aconteceu.
Quando Light publicou um relato dessa sessão, foi transcrito na maioria dos jornais de importância no país e o movimento ganhou consideràvelmente com essa publicidade. Consta que ao terminar a sessão Mr. Gladstone teria dito: “Sempre pensei que os homens de ciência correm muito por uma trilha. Fazem um trabalho nobilitante na sua própria linha especial de pesquisa, mas, muito frequentemente se sentem sem disposição para um pouco de atenção a assuntos que aparentemente estão em conflito com a sua maneira de pensar. Na verdade não é raro que tentem negar coisas que jamais investigaram, pois não meditam bastante que possa haver forças de cuja natureza eles nada sabem”.
Pouco depois, Mr. Gladstone, posto que jamais se tivesse confessado espírita, mostrou um firme interesse no assunto, ao se associar à Society for Psychical Research. Eglinton não se subtraiu aos ataques costumeiros. Em junho de 1886 Mrs. Sidgwick, esposa do Professor Sidgwick, de Cambridge, sócia fundadora da Society for Psychical Research (SOCIETY FOR PSYCHICAL RESEARCH), publicou um 108 artigo no Jornal dessa sociedade, sob o título de “Mr.
Eglinton” , no qual, depois de transcrever descrições feitas por outros, relativas a mais de quarenta sessões para escrita na ardósia com esse médium, diz: “Para mim, agora não hesito em atribuir tais realizações a truques hóbeis”. Ela não tinha qualquer experiência pessoal com Eglinton, mas baseou a sua opinião na impossibilidade de manter uma observação 109 contínua durante as manifestações. Pelas colunas de Light Eglinton convidou testemunhas que estavam convictas da legitimidade de sua mediunidade e, posteriormente, num suplemento especial, o mesmo jornal deu a resposta de muitos, dos quais um bom número, composto de membros ou sócios da SOCIETY FOR PSYCHICAL RESEARCH O Doutor George Herschell, provecto mago amador, com uma experiência de catorze anos, deu uma das mais convincentes respostas a Mrs. Sidgwick. Também a Society for Psychical Research publicou relatos minuciosos dos resultados obtidos por Mr.
J. S. Davey, que declarava conseguir tais resultados pela fraude e resultados ainda mais maravilhosos do que os de Eglinton quanto à escrita 110 na ardósia. 108 Junho de 1886, páginas 282324. 109 1886, página 309. 110 SOCIETY FOR PSYCHICAL RESEARCH Proceedings, Volume 4º, páginas 416 e 487. Mr. C. C.
Massey, advogado, observador muito competente e experimentado, sócio da SOCIETY FOR PSYCHICAL RESEARCH, subscreveu o ponto de vista de muita gente, quando escreveu a Eglinton, com referência ao artigo de Mrs. Sidgwick: “Estou de acordo com você, quando diz que ela ‘não aduz a menor prova’ em apoio a esse injurioso julgamento que opõe a um grande número de excelentes testemunhos. A estes só se opõem presunções que, segundo me parece, são contrárias ao bom senso e a toda experiência.” De um modo geral, o rude ataque de Mrs. Sidgwick contra aquele médium teve um bom resultado, porque determinou o aparecimento de um volume de testemunhos mais ou menos valiosos em favor da autenticidade das manifestações que com ele ocorriam. Como muitos outros médiuns de manifestações físicas, Eglinton teve os seus “desmascaramentos”.
Um destes foi em Munique, onde tinha sido convidado a fazer uma série de doze sessões. Dez delas tinham tido um grande sucesso, mas na décima primeira foi descoberto um sapo mecânico na sala e, conquanto as mãos do médium estivessem presas, foi acusado de fraude porque o instrumento de música tinha sido escurecido secretamente e pó preto foi encontrado nele. Três meses depois um assistente confessou que tinha trazido o brinquedo mecânico para a sala. Nenhuma explicação para o pó preto foi dada, mas o fato de estarem seguras as mãos do médium constituíram refutação suficiente. Um conhecimento mais completo desde então tem mostrado que os fenômenos físicos dependem do ectoplasma e que esse ectoplasma é absorvido no corpo do médium, lavando e colorindo a matéria.
Assim, no caso de Miss Goligher, depois de uma experiência com carmin, o Doutor Crawford encontrou manchas de carmim em várias partes de sua pele. Assim, tanto no caso do sapo mecânico, quanto no do pó preto, como tantas vezes acontece, os desmascaradores é que estavam errados, e não o infeliz médium. Uma acusação mais séria contra ele foi feita pelo Arquidiácono Colley, que 111 declarou que em casa de Mr. Owen Harries, onde Eglinton fazia uma sessão, havia descoberto no sobretudo do médium pedaços de musselina e uma barba, que correspondiam a pedaços e cabelos cortados de supostas formas materializadas. Mrs.
Sidgwick em seu artigo no SOCIETY FOR PSYCHICAL RESEARCH Journal, reproduziu as acusações do Arquidiácono Colley, e Eglinton, em sua resposta geral a ela, se limita a uma negação simples, fazendo notar que ela se achava ausente na África do Sul, quando as acusações foram publicadas e que não as viu senão anos depois. Discutindo o incidente, diz Light num artigo de fundo, que as acusações em questão foram minuciosamente investigadas pelo Conselho da British National Association of Spiritualists e abandonadas, sob o fundamento de que o Conselho não 112 podia de modo algum obter provas diretas dos acusadores. E assim continua: “Mrs. Sidgwick suprimiu, muitos fatos em sua citação publicada no Jornal. Em primeiro lugar as alegadas circunstâncias ocorreram dois anos antes da carta em que fez a acusação; durante esse tempo ele não fez nenhum movimento público na 111 “Médium and Daybreak”, 1878, pag.698730.The Spiritualist. 1879, Volume 14º, pag83, 135. 112 1886, página 324. matéria e só o fez em consequência da atitude pessoal contra o Conselho da BNAS.
Em segundo lugar as partes da carta suprimida por Mrs. Sidgwick lançam-lhe em rosto a marca de desvalia. Afirmamos que ninguém acostumado a examinar e avaliar as provas de maneira científica teria concedido à correspondência a mais ligeira atenção sem o mais claro testemunho corroborante. Não obstante admitir-se que um espírita de coração como o arquidiácono Colley fizesse uma acusação tão concreta, temos uma questão muito grave que não pode ser levianamente posta de lado. Há sempre a possibilidade de um grande médium, ao verificar que perde os seus dons — como por vezes acontece — recorrer à fraude para dissimular a deficiência, até que os dons retornem.
Home descreveu como de súbito perdia as forças durante um ano, para depois voltarem em toda a plenitude. Se um médium viver da sua mediunidade, tal hiato pode ser uma coisa séria e uma tentação à fraude. Como quer que tenha sido nesse caso especial, o que é certo é que, como foi mostrado nestas páginas, há uma massa de provas em favor da realidade dos dons de Eglinton, que não podem ser abaladas. Entre outras testemunhas de sua força está Kellar, o famoso ilusionista, que admitia, bem como muitos outros ilusionistas, que os fenômenos físicos ultrapassam as possibilidades dos prestidigitadores. Não há escritor que tivesse deixado tão fortemente a sua marca sobre o lado religioso do Espiritismo quanto o Reverendo W.
Stainton Moses. Seus escritos confirmam o que já era aceito e definem muito do que era nebuloso. Ele é geralmente considerado pelos Espíritas como o mais alto expoente de seus pontos de vista. Entretanto não o julgam o último e infalível; em comunicações póstumas, que têm forte indício de autenticidade, ele declarou que sua experiência se ampliara, modificando o seu ponto de vista sobre certos assuntos. Isto é o inevitável resultado da nova vida para cada um de nós.
Esses pontos de vista religiosos serão abordados em capítulo à parte, que trata da religião dos Espíritas. Além de ser um inspirado pregador religioso, Stainton Moses era um poderoso médium, de modo que foi um dos poucos homens que puderam seguir o preceito apostólico e o demonstrar por palavras e, também, pelo poder. Neste ligeiro relato é o aspecto físico que deve ser destacado. Stainton Moses nasceu em Lincolnshire, a 5 de novembro de 1839, e foi educado em Bedford Grammar School e no Exeter College de Oxford. Voltou-se para o ministério religioso e, depois de alguns anos de trabalho como cura na Ilha de Mau e alhures, tornou-se professor na University College School.
É notável o fato que, durante o seu ano de viagem, tenha visitado o mosteiro do Monte Athos, e aí tenha passado seis meses — rara experiência para um protestante inglês. Mais tarde teve a certeza de que isso fora o início de sua carreira psíquica. Enquanto cura, teve oportunidade de mostrar a sua coragem e o senso de dever. Uma grande epidemia de varíola espalhou-se na sua paróquia, que não dispunha de médico. Diz o seu biógrafo: “Dia e noite estava ele à cabeceira de doentes pobres; por vezes, depois de haver assistido a um moribundo, se via obrigado a unir as tarefas de sacerdote às de coveiro, e ele próprio transportar os cadáveres”.
Não é de admirar que ao se retirar tenha recebido uma grande manifestação de reconhecimento dos habitantes, que pode ser resumida nestas palavras: “Quanto mais o conhecemos e quanto mais vimos o seu trabalho, tanto maior é a nossa saudade do senhor”. Em 1872 é que sua atenção se voltou para o Espiritismo, por meio de sessões com Williams e Miss Lottie Fowler. Muito antes havia ele verificado que possuía o dom da mediunidade de maneira invulgar. Ao mesmo tempo se havia prontificado a fazer um estudo completo do assunto, pondo sua poderosa inteligência a esse serviço. Seus escritos, com o pseudônimo de M.
A. Oxon, são clássicos no Espiritismo. Incluem os “Ensinos Espiritualistas”, elevados aspectos do Espiritismo, e outros trabalhos. Finalmente tornou-se redator de Light e durante muitos anos sustentou as suas altas tradições. Sua mediunidade progrediu ràpidamente até que abarcou quase todos os fenômenos físicos conhecidos.
Esses resultados não foram conseguidos antes que ele passasse por um período de preparação. Diz ele: “Durante muito tempo falhou-me a prova desejada. E, se tivesse feito como a maioria dos investigadores, teria desesperado e abandonado a investigação. Meu estado mental era muito positivo e eu era obrigado a algum sofrimento pessoal antes de conseguir o que desejava. Pouco a pouco, um pedacinho aqui, outro ali, veio a prova, quando minha mente se abriu para a receber.
Cerca de seis meses haviam sido aplicados em persistentes esforços para que me fosse dada a prova da eterna existência de Espíritos humanos e de seu poder de comunicação.” Em presença de Stainton Moses erguiam-se no ar mesas pesadas, livros e cartas eram trazidos de uma sala para outra em plena luz. Há testemunhos independentes dessas manifestações, por pessoas fidedignas. Em seu lIvro “What am 113 1?” , o finado Serjeant Cox registra o seguinte incidente, ocorrido com Stainton Moses: “Terça-feira, 2 de junho de 1873, um amigo pessoal, cavalheiro de alta posição social, formado em Oxford, veio à minha residência em Russel Square, vestir-se para um jantar a que tínhamos sido convidados. Ele havia demonstrado antes notável força psíquica. Como tínhamos meia hora de espera, fomos à sala de jantar.
Eram exatamente seis horas e, aliás, estava claro. Eu abria cartas e ele lia The Times. Minha mesa de jantar é de mogno, muito pesada, antiga, e tem um metro e oitenta por dois e setenta. Está sobre um tapête turco, o que aumenta a dificuldade de a mover. Uma tentativa mais tarde mostrou que os esforços combinados de dois homens fortes apenas a moviam uma polegada.
Estava sem toalha e a luz caía em cheio sobre ela. Ninguém se achava na sala, exceto eu e meu amigo. Subitamente, enquanto estávamos sentados, ocorreram batidas altas e frequentes sobre a mesa. Meu amigo estava sentado e segurava o jornal com ambas as mãos, tendo um braço apoiado na mesa e o outro no espaldar da cadeira; sentava-se de lado, de modo que as pernas e os pés não se achavam debaixo da mesa, mas de lado. Então a mesa estremeceu, como se estivesse com sezões; depois oscilou para um lado e para o outro tão violentamente, quase deslocando as pesadas colunas, em número de oito, que lhe serviam de pernas.
Em seguida, moveu-se para a frente cerca de três polegadas. Olhei para baixo dela, para me assegurar de que não era tocada; mas ainda se moveu e continuaram as batidas no seu tampo. Esse súbito acesso de tal força, àquela hora e naquele lugar, sem ninguém mais, além de mim e de meu amigo, e sem qualquer ideia de a invocar, 113 "Que Sou Eu?". N. do T. causou-nos a maior admiração. Meu amigo disse que jamais lhe acontecera algo no gênero. Então sugeri que talvez fosse uma rara oportunidade, com tamanha força em ação, para fazer uma tentativa de movimento sem contacto, quando a presença de apenas duas pessoas, a luz do dia, o lugar, o tamanho e o peso da mesa tornavam a experiência de suma importância.
Em consequência ficamos de pé, ele de um lado da mesa, eu, do outro. Estávamos afastados dela cerca de sessenta centímetros e mantínhamos as mãos cerca de vinte centímetros acima dela. Em um minuto ela se abalou violentamente; depois moveu-se sobre o tapête a uma distância de uns dezoito centímetros. Depois levantou-se cerca de sete centímetros, do lado em que se achava o meu amigo; a seguir ergueu-se igualmente do meu lado. Finalmente, meu amigo baixou a mão até dez centímetros acima da ponta da mesa, e pediu que ela se erguesse e tocasse em sua mão.
Assim se fez. E então, conforme o pedido, ela se ergueu até a minha mão, que do outro lado se achava à mesma altura e da mesma maneira.” Em Douglas, na Ilha de Man, num domingo de agosto de 1872, foi feita notável exibição de força de um Espírito. Os fatos descritos por Stainton Moses são confirmados pelo Doutor Speer e sua senhora, em cuja residência ocorreram os fenômenos, que duraram desde o almoço até às dez da noite. Batidas acompanhavam o médium para onde quer que ele fosse, até mesmo na igreja e o Doutor Speer e a senhora as ouviam quando sentados em seus lugares. Ao regressar da igreja, Stainton Moses verificou em seu quarto que os objetos tinham sido tirados da penteadeira para a cama, onde tinham sido dispostos em forma de cruz.
Foi avisar o Doutor Speer, para que testemunhasse o que tinha acontecido e ao voltar ao quarto verificou que o seu cabeção, que tinha tirado poucos instantes antes, havia sido colocado, na sua ausência, em redor do topo da cruz. Ele e o Doutor Speer trancaram a porta do quarto e desceram para o lanche, mas durante a refeição batidas fortes se produziram e a pesada mesa de jantar foi movida três ou quatro vezes. Num exame posterior no quarto acharam que dois outros objetos tirados das gavetas tinham sido adicionados à cruz, O quarto foi trancado novamente e em três visitas subsequentes novos objetos tinham ampliado a cruz. Disseram-nos que, na primeira ocasião, em casa não estava ninguém que fosse capaz de fazer tais brincadeiras e que depois precauções adequadashaviam sido tomadas para evitar essas coisas. Assim Mrs.
Speer descreveu a série de acontecimentos: “Enquanto estávamos na igreja foram ouvidas pancadas por todos os membros do grupo, em diversas partes do banco onde estávamos sentados, De volta Mr. S. M. encontrou em sua cama três coisas tiradas de sua penteadeira e colocadas sobre a sua cama em forma de cruz. Chamou o Doutor S. ao seu quarto, para que visse o que havia acontecido em sua ausencia. O Doutor S. ouviu batidas fortes no pé da cama.
Então trancou a porta, meteu a chave no bolso e deixou o quarto vazio por algum tempo. Fomos jantar e, durante a refeição, a grande mesa de jantar, cheia de cristais, porcelanas, etc., moveu-se várias vezes, trepidou e deu batidas. Parecia cheia de vida e movimento. Batidas acompanharam o hino que nossa filhinha estava cantando, e batidas inteligentes acompanhavam a nossa conversa. Várias visitas foram feitas ao quarto fechado e de cada vez verificávamos que algo tinha sido adicionado à cruz.
O Doutor S. tomou a chave, abriu a porta e saiu por último. Finalmente tudo cessou. A cruz foi colocada abaixo do centro da cama; todos os objetos de uso tinham sido tirados da valise do nosso amigo. Cada vez que iam os ao quarto ouviam-se as batidas. Em nossa última visita foi lembrado deixar uma folha de papel e um lápis na cama e, quando voltamos novamente, encontramos as iniciais de três amigos de Mr.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.