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Capítulo 42 de 57

Parte 39 de 54

A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle

Em 1863 Mumler, como tantos outros médiuns para fotografia espírita desde a sua época, encontrou nas suas chapas “extras” de pessoas vivas. Seus maiores defensores foram incapazes de aceitar esse novo e estranho fenômeno e, conquanto mantivessem a crença em seus dons, ficaram convencidos de que ele recorria aos truques. Numa carta ao Banner of Light, de Boston, de 20 de fevereiro de 1863, referindo-se a esse novo desenvolvimento, escreve o Doutor Gardner: “Conquanto eu esteja inteiramente convencido de que, através de sua mediunidade, foram tomados retratos de Espíritos, pelo menos em dois casos me foram dadas provas de fraude, o que é perfeitamente conclusivo... Mr. Mumler, ou alguém em contato na sala de Mrs.

Stuart, é responsável pela trapaça contra as autênticas fotografias de Espíritos, substituídas pelas de pessoas vivas desta cidade.” O que tornou o caso ainda mais convincente para os acusadores foi o fato de o mesmo “extra” de uma pessoa viva aparecer em duas chapas. Esta falcatrua ultrapassou as medidas da opinião pública contra ele e em 1868 Mumler partiu para Nova Iorque. Aí o seu negócio prosperou durante algum tempo, até que foi preso por ordem do prefeito de Nova Iorque, a pedido do repórter de um jornal, que havia recebido uma fotografia com um “extra” irreconhecível. Depois de um processo moroso foi absolvido, sem mancha no seu caráter. As provas dos fotógrafos profissionais, que não eram espíritas, eram fortemente favoráveis a Mumler.

Assim testemunhou Mr. Jeremiah Gurney: “Sou fotógrafo há vinte e oito anos; testemunhei os processos de Mumler; e, con quanto tivesse ido preparado para examinar a coisa, nada achei que cheirasse a fraude ou truque... A única coisa fora da nossa rotina foi o fato do operador manter a mão sobre a máquina.” Mumler, que morreu pobre em 1884, deixou uma narrativa interessante e convincente de sua carreira, em seu livro “Personal Experiences of William H. 152 Muinler in Spirit Photography” de que existe um exemplar no Museu Britânico. Hudson, que obteve a primeira fotografia espírita na Inglaterra e da qual temos prova objetiva, teria então sessenta e cinco anos de idade (em março de 1372). A experiência era conduzida por Miss Georgiana Houghton, que descreveu 153 minuciosamente o incidente.

Há um testemunho abundante do trabalho de Hudson. Mr. Thomas Slater, já citado, levou sua própria máquina e chapas e, depois de minuciosa observação, relatou que “trapaça ou truque estavam fora de cogitação”. Mr. William Howitt, 151 “The Spiritual Magazine”, 1862, página 562; 1863, páginas 34 a 41. 152 “Experiências Pessoais de William H.

Mumler com Fotografia de Espíritos”. Boston, 1875 — N do T. 153 “Chronicles of the Photographs of Spiritual Beings”, etc. 1882, página 2. desconhecido do médium, não foi anunciado; mas recebeu e reconheceu numa fotografia “extras” de seus dois filhos mortos. E disse que as fotografias eram “perfeitas e inconfundíveis”. O Doutor Alfred Russel Wallace obteve uma boa fotografia de sua mãe. 154 Descrevendo sua visita diz ele: “Estive em três sessões, em todas escolhendo o meu próprio lugar. De cada vez uma segunda figura apareceu no negativo comigo.

A primeira era uma figura masculina, com um punhal; a segunda era um corpo inteiro, aparentemente a alguns pés para o lado e por trás de mim, olhando para baixo para mim e sustentando um ramo de flôres. Numa terceira sessão, depois de me colocar e depois que a chapa fora colocada na máquina, pedi que a figura viesse para junto de mim. A terceira chapa mostrou uma figura feminina, de pé, junto e em frente a mim, de modo que o panejamento cobriu a parte inferior de meu corpo. Assisti à revelação de todas as chapas e em cada caso a figura “extra” começou a aparecer no momento em que o revelador era despejado, enquanto o meu retrato só se tornava visível cerca de vinte segundos depois. Não reconheci nenhuma das figuras nos negativos; mas no momento em que tirei as provas, ao primeiro relance a terceira chapa mostrou um inconfundível retrato de minha mãe — como era, na atitude e na expressão; não aquela semelhança de um retrato feito em vida, mas algo pensativa, uma semelhança ideal — ainda assim, para mim, uma semelhança inconfundível”.

Conquanto indistinto, o segundo retrato foi reconhecido pelo Doutor Wallace como sendo de sua mãe. O primeiro “extra” de um homem não foi reconhecido. Mr. J. Traill Taylor, então redator do British Journal of photography, 155 testemunhou que tinha obtido resultados supra-normais com esse médium, usando as suas próprias chapas e que em nenhuma ocasião, durante a preparação, a exposição ou a revelação dos retratos, Mr.

Hudson se achava a menos de três metros da máquina ou da câmara escura. Por certo isto deve ser aceito como prova. Mr. F. M.

Parkes, residente em Grove Road, Bow, no East End de Londres, era um médium natural, que tinha visões verídicas desde a infância. Nada sabia de Espiritismo até 1871 e no começo do ano seguinte fez experiências de fotografia com seu amigo, Doutor Reeves, proprietário de um restaurante perto de King’s Cross. Tinha então trinta e nove anos de idade. A princípio apenas marcas irregulares e manchas de luz apareciam nas chapas; mas depois de três meses foi obtido um Espírito, logo reconhecido, estando presentes o Doutor Sexton e o Doutor Clarke, de Edimburgo. O Doutor Sexton convidou Mr.

Bowman, de Glasgow, fotógrafo experimentado, o qual fez um minucioso exame da máquina, da câmara escura e do material usado. Feito isso, foi declarada impossível qualquer fraude da parte de Parkes. Durante alguns anos esse médium não recebeu remuneração por 156 seus serviços. Mr. Stainton Moses, que dedicou um capítulo a Mr.

Parkes, assim escreve: “Folheando o álbum de Mr. Parkes, o mais notável ponto é a enorme variedade das figuras; o seguinte é a dissemelhança entre todos eles e a forma 154 “Miracles and Modern Spiritualism”. (Revised Edition 1901), páginas 196 e 197. 155 “British Journal of Photography”, Agosto, 1873. 156 “Human Natura”, 1875, página 152. convencional dos fantasmas. Em cento e dez retratos que tenho diante dos olhos, começados em abril de 1872 e, com ligeiros intervalos, obtidos até agora, não há dois parecidos — raramente dois apresentam alguma semelhança entre si. Cada desenho é peculiar e tem no rosto uma individualidade diferente”. Afirma que um bom número dessas fotografias, foi identificado pelos assistentes.

Mr. Ed. Buguet, fotógrafo de Espíritos, era francês e visitou Londres em junho de 1874; em seu estúdio, situado em Baker Street 33, houve muitas sessões notáveis. Mr. Harrison, redator de The Spiritualist, fala de um teste empregado por esse fotógrafo, que consistia em quebrar um canto da chapa e ajustar o pedaço, depois que aquela era revelada.

Mr. Stainton Moses descreve Buguet como um homem magro e alto, de rosto inteligente e feições bem marcadas, com abundante cabeleira negra. Diz-se que durante a exposição da chapa ele ficava em semitranse. Os resultados psíquicos obtidos eram de mais alta qualidade artística e de maior distinção que os obtidos por outros médiuns. Também uma grande percentagem de Espíritos era reconhecida.

Um curioso aspecto com Buguet era que de conseguia numerosos retratos do “duplo” dos assistentes, tanto quanto de pessoas vivas mas não presentes, aparecendo com ele no estúdio. Assim, enquanto se achava em Londres no estado de transe, o retrato de Stainton Moses apareceu em Paris quando 157 Mr. Gledstones fazia uma experiência. Em abril de 1875 Buguet foi preso e acusado pelo governo francês de produzir fraudulentas fotografias de Espíritos. Para salvar-se confessou que todos os resultados obtidos eram truques.

Foi condenado a pagar quinhentos francos de multa e a um ano de prisão. Durante o processo um certo número de conhecidos homens públicos sustentaram a sua opinião quanto à autenticidade dos “extras” que haviam obtido, a despeíto de se dizer que Buguet havia usado comparsas para fingirem de Espíritos. A verdade sobre fotografias espíritas não pára aí: os que têm interesse em 158 ler toda a história de sua prisão e seu processo podem assim formar a própria opinião. Escrevendo depois do processo, diz Mr. Stainton Moses: “Não só acredito — mas sei, tão certo como sei outras coisas, que algumas das fotografias de Buguet eram autênticas”.

Entretanto diz Coates que Buguet era um tipo sem valor. Certamente a posição de um homem que apenas pode provar que não é um patife pelo fato de haver feito uma falsa confissão por mêdo é um tanto fraca. O caso para a fotografia espírita, sem ele, ficaria mais valorizado. Quanto à sua confissão, foi ela arrancada criminosamente pelo Arcebispo da Igreja Católica de Toulouse, numa ação contra a Revue Spirite, quando seu redator, Leymarie, foi acusado e condenado. Disseram a Buguet que a sua salvação estava em confessar.

Assim constrangido, fez o que antes haviam feito tantas vítimas da Inquisição: uma confissão forçada que, entretanto, não o salvou de doze meses de cadeia. Richard Boursnell (18321900) ocupou uma posição preeminente no período médio da história da fotografia espírita. Formava uma parceria com um fotógrafo profissional em Fleet Street e dizem que tinha faculdades psíquicas e que 157 Idem, Volume 9º, página 97. 158 “The Spiritualist”, Volumes 6º e 7º (1875) and Humau Nature, Volume 9º, página 334. eventualmente mãos e rostos apareciam em suas chapas, já em 1851. Seu companheiro o acusou de não lavar convenientemente as chapas, ao tempo do processo coloidal e, após uma discussão violenta, Boursnell disse que não mais continuaria com esse negócio. Só quarenta anos mais tarde é que novamente apareceram figuras psíquicas e, então, com formas extras, em suas fotografias, para seu desapontamento, porque prejudicaram o seu negócio e ocasionaram a destruição de muitas chapas.

Foi com muita dificuldade que Mr. W. F. Stead o persuadiu a realizar algumas sessões. Nas suas próprias condições, Mr.

Stead obteve repetidamente aquilo que o velho fotógrafo chamava “retratos de sombras”. A princípio não eram reconhecidas, mas, por fim, foram obtidas algumas bem identificadas. Mr. Stead forneceu detalhes das precauções observadas no preparo das chapas, etc., mas diz que liga pouca importância a estas, considerando que o aparecimento numa chapa de uma semelhança de um parente desconhecido ou de um assistente desconhecido é um teste muito superior às precauções que um mágico hábil ou um fotógrafo de truques pode ludibriar. E diz: “De vez em quando eu enviava amigos a Mr.

Boursnell, sem o informar quem eram eles, nem lhes dizer coisa alguma acerca da identidade de pessoas mortas parentas ou amigas dos recomendados, cujo retrato queriam obter; e, ao revelar as chapas, os retratos apareciam, por vezes atrás, outras vezes em frente ao interessado. Isso acontecia com tanta frequência que estou convencido de que qualquer fraude era impossível. Uma vez aconteceu que um editor francês descobrisse o retrato de sua falecida esposa num negativo que fora revelado; e ficou tão encantado que insistiu em beijar o velho fotógrafo, com o que o deixou muito embaraçado. De outra feita foi um engenheiro do Lancashire, também fotógrafo, que marcou as chapas e tomou outras precauções. Obteve retratos de dois parentes e um outro de eminente personagem com quem havia mantido estreitas relações.

Ainda de outra foi um vizinho próximo que, indo como um desconhecido, obteve o retrato de sua filha morta”. Em 1903 os espíritas de Londres presentearam esse médium com uma bolsa de ouro e um documento assinado por mais de cem espíritas notáveis. Nessa ocasião as paredes das salas da Sociedade de Psicologia, em George Street, Portman Square, estavam cobertas por trezentas fotografias escolhidas de Espíritos, feitas por Boursnell. Em relação à opinião de Mr. Stead quanto à “reconhecida semelhança”, declaram os críticos que os assistentes muitas vezes imaginam a semelhança, e que por vezes dois assistentes alegam que o mesmo “extra” é o seu parente.

Em resposta a isto deve dizer-se que o Doutor Alfred Russel Wallace, por exemplo, deve ser o melhor juiz se a figura era ou não parecida com sua mãe, O Doutor Cushman, de quem falaremos adiante, submeteu o “extra” de sua filha Agnes a um certo número de parentes e amigos e todos estavam convencidos da semelhança. Mas, fora de qualquer certeza quanto à semelhança, resta a esmagadora prova de que essas fotografias supranormais realmente acontecem e, em milhares de casos, foram identificadas. Mr. Edward Wyllie, nascido em 1848 e falecido em 1911, tinha genuínos dons mediúnicos, que foram verificados por inúmeros investigadores, qualificados. Nascera em Calcuttá, pois o seu pai, Coronel Robert Wyllie, fora secretário militar do Governador da Índia.

Wyllie, que servira como capitão na guerra Maori, na Nova Zelândia, depois fez fotografias ali. Em 1886 foi para a Califórnia. Depois de algum tempo começaram a aparecer pontos luminosos em seus negativos e como aumentavam sempre, ameaçavam destruir o seu negócio. Jamais tinha ouvido falar de fotografia de Espíritos, até que uma senhora lhe sugeriu isto como possível explicação. Experimentando com ela apareceram rostos nas chapas nos pontos iluminados.

Daí por diante esses rostos apareciam com tanta frequência com outros assistentes que ele se viu obrigado a deixar o negócio comum e devotar-se à fotografia de Espíritos. Mas então defrontou novas dificuldades. Foi acusado de obter fraudulentamente esses resultados e isso o feriu tanto que tentou ganhar a vida de outra maneira, mas sem resultado. Teve que voltar àquele trabalho como médium-fotógrafo, como era chamado. A 27 de novembro de 1900 uma comissão da Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Pasadena fez uma investigação com ele em Los Angeles.

Foram respondidas as seguintes perguntas por Wyllie. Aqui as transcrevemos por serem de interesse histórico. Pergunta: — O Senhor anuncia ou promete fotografar rostos de Espíritos ou alguma coisa parecida e fora do comum aos seus fregueses? Resposta: — Absolutamente. Não garanto nem prometo coisa alguma.

Não tenho controle sobre isto. Apenas cobro o meu tempo e o material, como podem ver pelo quadro que está ali na parede. Cobro um dólar por sessão. E se a primeira não for satisfatória, faço uma segunda tentativa sem mais despesas. Pergunta: —Por vezes deixa de obter algo de extraordinário?

Resposta: —Oh! Sim, muitas vezes. Sábado passado, trabalhando à noite, fiz cinco sessões e nada obtive. Pergunta: —Em que proporção são essas falhas? Resposta: — Diria que num dia comum de trabalho a média é de três a quatro falhas —dias mais, dias menos.

Pergunta: — Em que proporção avalia que os rostos “extras” que aparecem são reconhecidos pelos assistentes ou por seus amigos? Resposta: — Durante alguns meses do ano passado eu fazia um registro desse ponto e achei que em cerca de dois têrços um ou mais rostos extras eram reconhecidos. Às vezes havia apenas uma face extra; outras vezes cinco ou seis, ou mesmo oito e eu não podia fazer um registro delas, mas apenas do número total de sessões, como se vê em meu livro de notas. Pergunta: — Quando uma sessão é feita o senhor conhece, como sensitivo, se há ou não extras na chapa? Resposta: — Às vezes eu vejo luzes em volta do assistente e então tenho certeza de que haverá algo para ele ou para ela; mas não sei exatamente o que será, assim como os senhores não sabem.

Não sei o que é enquanto não o vejo na chapa revelada, fixada e examinada à luz. Pergunta: — Quando um assistente deseja fortemente que um determinado amigo desencarnado apareça na chapa é mais provável obter resultado? Resposta: — Não. Um forte estado de tensão mental, ou de desejo, quer seja de ansiedade ou de antagonismo, torna mais difícil para o Espírito o emprego do magnetismo do assistente a fim de produzir a manifestação; de modo que é menos provável que, então, apareça um extra na chapa. Uma condição repousante, passiva e à vontade é mais favorável aos bons resultados.

Pergunta: — Os Espíritas conseguem melhores resultados que os descrentes? Resposta: — Não. Alguns dos melhores resultados que jamais obtive ocorreram quando a cadeira era ocupada por gente muito céptica. Com essa comissão não foram obtidos os extras. Antes, em 1899, outra comissão havia submetido o médium a testes rigorosos e quatro chapas em oito “mostraram resultados que a comissão foi incapaz de explicar.” Depois de minucioso relato das precauções tomadas, conclui o relatório: “Como comissão não temos uma teoria: apenas testemunhamos ‘aquilo que sabemos’. Individualmente discordamos quanto às causas prováveis, mas sem prevenção concordamos no que respeita aos fatos prováveis...

Daremos vinte e cinco dólares a qualquer fotógrafo de Los Angeles que, por meio de truque ou de habilidade, produzir resultados semelhantes, em condições similares.” (assinado) Julian Mc Crae, P. C. Campbell, I. W. Mackie, W.

N. Slocum, John Henley. David Duguid (nasceu em 1832 e morreu em 1907), conhecido médium de escrita automática e de pintura, foi beneficiado por uma cuidadosa investigação sobre as suas fotografias de Espíritos, por Mr. J. Traiu Taylor, redator do British Journal of Photography, o qual numa conferência lida perante a London and Provincial Photographic Association em 9 de março de 1893, descreveu as recentes pesquisas com esse médium.

Diz ele: “Minhas condições eram muito simples... Admitindo tratar com trapaceiros e para me guardar contra eles, exigi que fosse usada a minha própria máquina e caixas de chapas compradas em casas de confiança, não permitindo que tais chapas saissem de minhas mãos enquanto não fossem reveladas, caso não resolvesse o contrário. Mas, assim como eu os tinha em suspeita, eles suspeitavam de mim. De modo que todos os atos que eu praticasse deviam sê-lo em presença de duas testemunhas, isto é, que eu devia marcar o tempo na minha própria máquina, obter, por assim dizer, uma duplicata com o mesmo foco — por outras palavras, usar uma binocular estereoscó pica e ditar todas as condições da operação.”

Depois. de entrar em detalhes quanto ao processo adotado, registra o aparecimento de figuras extras nas chapas e continua: “Alguns estavam em foco, outras não; umas eram iluminadas pela direita, enquanto o assistente recebia a luz pela esquerda... algumas ocupavam a maior parte da chapa, quase que cobrindo o assistente material; outras eram como retratos em vinhetas horrorosas, ou em ovais como que cortados com um abridor de latas e pregadas por detrás do assistente. Mas aqui é que bate o ponto: nenhuma só dessas figuras que apareciam tão fortemente nos negativos era de qualquer modo visível para mim durante o tempo de exposição da máquina e eu declaro peremptoriamente que ninguém manipulou uma chapa antes que ela fosse posta no caixilho ou antes que fosse revelada.

Do ponto de vista fotográfico eram de mau gosto. Mas como apareceram?” Outros assistentes bem conhecidos descreveram resultados, notáveis 159 obtidos com Duguid. Mr. Stainton Moses, na conclusão de seu valioso trabalho sobre a 160 Fotografia de Espíritos, discute a teoria de que as formas extras fotografadas são moldadas de ectoplasma (ele fala de uma “substância fluídica”) pelos operadores 159 James Coates, “Photographing the Invisible” (1921) e Andrew Glendinning. “The Veil Lifted” (1894) 160 “Human Nature”, Volumes 7º e 9º, 1874 e 1875. invisíveis e faz importantes comparações entre os resultados obtidos por diferentes médiuns fotógrafos.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.