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Capítulo 29 de 57
Parte 26 de 54
A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle
Se realmente Slade o fez, deve levar-se à conta de manifestação de doentia leviandade, procurando enganar um certo tipo de investigador, dizendo-lhe exatamente aquilo que ele queria que fosse dito. A tais 77 “Espiritismo, Fatos básicos” — N. do T. exemplos podemos aplicar o julgamento do Professor Zõllner, no incidente Lankester: “Os fenômenos físicos por nós observados em tão admirável variedade em sua presença negam em toda a linha a suposição de que ele, num caso único, tenha recorrido à voluntária impostura”. E acrescenta — o que certamente ocorreu naquela circunstância especial — que Slade foi vítima dos limitados conhecimentos de seu acusador e de seu juiz. Ao mesmo tempo, há muitos indícios de que no fim da vida o caráter de Slade degenerou. Sessões promíscuas, com finalidade comercial, esgotamentos conseqüentes e o estimulo alcoólico, que produz um estimulo passageiro, tudo aquilo agindo sobre uma organização muito sensível, teve um efeito deletério.
Esse enfraquecimento do caráter, com a correspondente perda da saúde, deve ter conduzido a uma diminuição de suas forças psíquicas e aumentado a tentação para usar os truques. Concordando com a dificuldade de distinguir o que é fraude daquilo que é de pura origem psíquica, uma impressão desagradável fica em nossa mente pela prova dada pela Comissão Seybert e pelo fato de espíritas locais haverem condenado o seu procedimento. A fragilidade humana, entretanto, é uma coisa e a força psíquica, outra. Os que buscam provas desta última encontrá-las-ão abundantes naqueles anos em que o homem e os seus dons estavam no zênite. Slade morreu em 1905 num sanatório em Michigan, para onde havia sido mandado pelos Espíritas Americanos, e a notícia foi acompanhada pela costumeira espécie de comentários na imprensa londrina.
O Star, que tem uma triste tradição em matéria de psiquismo, publicou um artigo sensacional, sob o título de “Spook 78 Swindles” fazendo um relato mutilado da perseguição de Lankester em Bow 79 Street. Referindo-se a isso diz Light: “Aliás tudo isso é um amontoado de ignorância, de malevolência e de preconceitos. Não nos interessa discutir ou contraditar. Seria inútil fazê-lo por amor aos malévolos, aos ignorantes e aos preconcebidos; e é desnecessário aos que o sabem. Basta dizer que o Star só um exemplo mais acrescenta sobre a dificuldade de captar todos os fatos perante o público.
Mas os jornais prevenidos têm, eles próprios, de censurar-se por sua ignorância e por sua impressão. É, novamente, a história dos Irmãos Davenport e de Mashelyne”. Se é difícil avaliar a carreira de Slade, sendo-se forçado a admitir que houve uma esmagadora preponderância de resultados psíquicos, também houve um resíduo que deixou uma desagradável impressão que o médium suplementava a verdade com a fraude, o mesmo deve ser admitido em relação ao médium Monck, que representou um considerável papel na era dos setenta. De todos os médiuns nenhum é mais difícil de julgar, porque, de um lado muitos de seus resultados estão acima de qualquer discussão, enquanto alguns outros parecem absolutamente desonestos. Em seu caso, como no de Slade, houve causas físicas que puderam responder por uma degeneração das forças morais e psíquicas.
Monck era um clérigo não conformista, discípulo favorito do famoso Spurgeon. De acordo com o seu próprio relato, desde a infância tinha sido sujeito a 78 “Fraudes de Espírito” — N. do T. 79 1886, página 433. influências psíquicas, que aumentaram com a idade. Em 1873 anunciou sua adesão ao Espiritismo e fez uma palestra em Cavendish Rooms. Pouco depois começou a fazer demonstrações, aparentemente gratuitas e em plena luz. Em 1875 fez um giro pela Inglaterra e pela Escócia, onde suas demonstrações excitaram muita atenção e debates e, em 1876 visitou a Irlanda, onde seus dons foram aplicados em curas.
Assim, ficou geralmente conhecido como o “Doutor Monck”, fato que levantou gerais protestos da classe médica. O Doutor Alfred Russel Wallace, muito competente e honesto observador, descreveu uma sessão de materialização com Monck, a qual parece uma pedra de toque tanto quanto possível. Nenhuma suspeita ou convicção posterior poderá jamais eliminar tão incontestável exemplo de força psíquica. Deve notar-se quanto os efeitos concordaram com as posteriores demonstrações da expansão ectoplásmica no caso de Eva e de outros médiuns modernos. Os companheiros do Doutor Wallace nessa ocasião eram Mr.
Stainton Moses e Mr. Hensleigh Wedgewood. Escreve o Doutor Wallace: “Era uma brilhante tarde de verão e tudo aconteceu em plena luz do dia. Depois de uma curta conversa, Monck, que estava vestido com o costumeiro hábito clerical negro, pareceu cair em transe; então ficou de pé a alguns passos à nossa frente e, depois de uns instantes, apontou para o lado e disse: ‘Olhem!’ “Vimos aí uma tênue mancha em seu casaco, ao lado esquerdo. Essa tornou-se mais brilhante; então pareceu ondular e estender-se para cima e para baixo, até que, gradualmente, tomou a forma de uma coluna de névoa, que ia de seu ombro até os pés e junto ao seu corpo.” O Doutor Wallace continua descrevendo como a figura nevoenta por fim tomou a forma de uma mulher envolta em panos grossos que, depois de uns instantes, pareceu absorvida no corpo do médium.
E acrescenta: “Todo o processo de formação de uma figura amortalhada era visto em plena luz do dia.” Mr. Wedgewood assegurou-lhe que tinha tido outras manifestações dessa espécie ainda mais notáveis com Monck, quando o médium estava em transe profundo e todo à vista. Depois de tal demonstração é quase impossível duvidar ao mesmo tempo dos dons do médium, O arquidiácono Colley, que tinha visto semelhantes exibições, ofereceu um prêmio de mil libras a Mr. J. N.
Maskelyne, o famoso ilusionista, para repetir a façanha. O desafio foi aceito por Maskelyne, mas as provas foram que a imitação nenhuma relação tinha com o original. Ele tentou conquistar uma decisão do tribunal, mas a sentença lhe foi desfavorável. É interessante comparar o relato feito por Russel Wallace e a experiência 80 posterior de um americano muito conhecido, o Juiz Dailey. Escreveu ele: “Lançando o olhar para o Lado do Doutor Monck, notamos algo semelhante a uma massa opalescente de vapor compacto, emergindo justamente debaixo do coração, ao lado esquerdo.
Aumentou de volume, subindo e crescendo para baixo, enquanto a porção superior tomava a forma da cabeça de uma criança, e a face se distinguia como a de um filho que eu havia perdido há cerca de vinte anos. Ficou assim apenas por uns instantes e subitamente desapareceu, parecendo ter sido instantaneamente absorvida pelo lado do doutor. Esse notável fenômeno repetiu-se 80 “Banner of Light”, 15 de dezembro, 1881. quatro ou cinco vezes, em cada uma das quais a materialização se tornava mais distinta do que nas anteriores. Isto foi testemunhado por todos na sala, com o gás bastante claro para que todos os objetos fossem bem visíveis. Era um fenômeno visto raramente e permitiu que todos quantos o viram não só atestassem o notável dom do Doutor Monck, como médium de materializações, mas a maravilhosa maneira por que um Espírito muda de posição quando nossas mãos jamais se moveramenquanto eu não desatei as lousas para verificar o resultado.” Certamente, depois de um tal testemunho, seria vão negar que o Doutor Monck possuísse uma grande força psíquica.
Além das materializações, o Doutor 81 era um notável médium para escrita em lousas. Numa carta ao Spectator diz o Doutor Russel Wallace que com Monck numa casa particular em Richmond, limpou duas lousas e, depois de colocar entre elas um fragmento de lápis, amarrou-as bem com um cordão forte, cruzando-os de maneira a lhes evitar qualquer movimento. “Então as coloquei sobre a mesa, sem as perder de vista nem por um instante. O Doutor Monck colocou os dedos de ambas as mãos sobre elas, enquanto eu e uma senhora sentada do lado oposto púnhamos as suas mãos sobre os cantos das lousas. Nessa posição nossas mãos não se moveram enquanto eu não desatei as lousas para examinar os resultados.” Monck pediu a Wallace que dissesse uma palavra para ser escrita na lousa.
Eleescolheu a palavra Deus e em resposta a um pedido decidiu que a mesma deveria ser escrita longitudinalmente na lousa. Ouviu-se o ruído da escrita e quando as mãos do médium foram retiradas, Wallace abriu as lousas e achou na inferior a palavra que tinha pedido e escrita da maneira indicada. Diz o Doutor Wallace: “Às precauções essenciais dessa experiência são que eu mesmo limpei e amarrei as lousas; mantive as mãos sobre elas todo o tempo; elas nem por um instante saíram de minhas vistas; e que eu escolhi a palavra a ser escrita e a maneira de escrevê-la, depois que elas foram amarradas e fixadas por mim.” Mr. Edward T. Benett, secretário-assistente da Sociedade de Pesquisas Psíquicas acrescenta a esse relato: “Eu me achava presente nessa ocasião e certifico que o relato de Mr.
Walkwe daquilo que ocorreu está correto.” Outro bom teste é descrito por M. W. Adshead, de Belper, investigador muito conhecido, que diz de uma sessão em Derby, a 18 de setembro de 1876: “Havia oito pessoas presentes, sendo três senhoras e cinco cavalheiros. Uma senhora a quem o Doutor Monck nunca tinha visto tinha uma lousa que lhe fora entregue por um dos presentes; examinou-a e achou-a limpa. O lápis que se achava sobre a mesa poucos minutos antes que nos sentássemos não foi encontrado.
Um investigador sugeriu que seria um bom teste se fosse usado um lápis comum. Assim, um lápis de grafite foi posto sobre a lousa, e a senhora segurou ambos por baixo da mesa. Instantaneamente ouviu-se o ruído da escrita e em poucos segundos a comunicação tinha sido escrita, enchendo um lado da ardósia. A escrita fora feita com o lápis, era muito miúda e legível e tratava de assunto estritamente particular. Eis três testes simultâneos: 1) a escrita foi obtida sem que o médium tocasse na 81 7 de outubro de 1877. lousa, do começo ao fim, e nenhuma outra pessoa, a não ser a senhora; 2) a escrita foi feita com um lápis de grafite, por uma sugestão espontânea de um outro estranho; 3) foi dada como testemunho importante uma comunicação sobre assunto estritamente particular.
O Doutor Monck não fez mais do que tocar na ardósia do começoao fim.” Mr. Adshead também fala dos fenômenos físicos que ocorreram com esse médium, quando suas mãos estavam bem presas no aparelho chamado “stocks”, que não permitia o menor movimento em qualquer direção. Em 1876 Slade estava sendo processado em Londres, como ja ficou dito, e os desmascaramentos estavam no ar. Considerando o caso seguinte antes como de perplexidade e certamente suspeito, deve lembrar-se que, quando um homem que se exibe publicamente, que é um ilusionista ou um mesmerista, pode proclamar que desmascarou um médium, ganha enorme publicidade e atrai aquela numerosa parte do público que deseja ver o desmascaramento, Mas é preciso ter isto em mente e guardar uma certa média onde existe apenas um conflito de evidência. Neste caso o ilusionista e o mesmerista era um Lodge, e a ocasião uma sessão realizada a 3 de novembro de 1876, em Huddersfield.
Subitamente Mr. Lodge pediu que o médium fosse examinado. Temendo uma agressão ou uma denúncia de fraude, Monck correu para cima e trancou-se no quarto. Então pulou pela janela e procurou a delegacia de polícia, onde apresentou queixa. A porta de seu quarto foi forçada, as coisas rebuscadas, sendo encontrado um par de luvas de lã.
Monck declarou que essas luvas tinham sido feitas para uma conferência na qual havia exposto a diferença entre prestidigitação e mediunidade. Ainda, conforme observa um jornal espírita da época: “Os fenômenos de sua mediunidade não repousam apenas na sua probidade. Se ele fosse o maior trapaceiro e o mais hábil prestidigitador, simultaneamente, isto não iria explicar as suas manifestações, que têm sido referidas”. Monck foi condenado a três meses de prisão e diz-se que fez uma confissão a Mr. Lodge Depois de solto, Monck realizou um certo número de sessões com Stainton Moses, nas quais ocorreram notáveis fenômenos.
“Aqueles cujos nomes referimos como testemunhas da autenticidade dos fenômenos mediúnicos do Doutor Monck, são velhos conhecidos dos Espíritas como argutos experimentadores, escrupulosamente cautelosos e Mr. Hensleigh Wedgwood é um nome de muita responsabilidade, pois é conhecido como um homem de ciência e era cunhado de Charles Darwin.” Há um elemento de dúvida quanto ao caso de Huddersfield, sobre se o acusador era realmente criatura imparcial; mas Sir William Barrett dá o testemunho de que por vezes Monck descia com sangue frio à trapaça deliberada. Assim escreve Sir William: “Apanhei o ‘Doutor’ numa fraude grosseira: um pedaço de musselina branca numa instalação de arame, ligada a um parafuso preto, sendo empregada 82 pelo médium para simular a materialização parcial”. Tal desmascaramento, vindo de fonte tão segura, produz um sentimento de mal-estar, que nos induz a abandonar toda evidência a respeito dele na cesta de papéis. Contudo, a gente deve ter paciência e ser razoável em tais assuntos.
As 82 SOCIETY FOR PSYCHICAL RESEARCH Proceedings, Volume 4º, página 58.(rodapé). primeiras sessões de Monck, como ficou claramente demonstrado, foram em plena luz e qualquer mecanismo estava fora de cogitação. Não se deve argumentar que, pelo fato de um homem forjar uma vez, jamais tenha assinado um cheque honesto. Mas devemos admitir claramente que Monck foi capaz de fraudes, que ele seguia o caminho mais fácil, quando as coisas se tornavam difíceis, e que cada uma de suas manifestações deveria ser controlada cuidadosamente.
Investigações Coletivas sobre o Espiritismo omissões diversas têm-se reunido em diferentes ocasiões para examinar o Espiritismo. Dessas as duas mais importantes foram a da Sociedade Dialética, C em 1869 a 1770 e a Comissão Seybert em 1884, das quais a primeira era inglesa e a segunda americana. A estas deve acrescentar-se uma francesa, o Instituto Geral Psicológico, em 1905 a 1908. A despeito dos intervalos entre essas várias investigações, é conveniente tratá-las num capítulo único, porque certas observações em comum se aplicam a cada uma delas. Há óbvias dificuldades no caminho das investigações coletivas — dificuldades por vezes tão graves que são quase insuperáveis.
Quando um Crookes ou um Lombroso explora o assunto, ou o faz sozinho com o médium, ou tem consigo outras pessoas cujo conhecimento das condições psíquicas, bem como de suas leis podem ser um auxílio no trabalho. Geralmente assim não se dá com as comissões. Elas não compreendem que são, elas próprias, parte da experiência e que lhes é possível criar vibrações tão intoleráveis e se cercarem de uma atmosfera tão negativa que essas forças exteriores, que são governadas por leis muito definidas, se tornam incapazes de a penetrar. Não é em vão que a palavra “unânimemente” é 83 intercalada no relato da reunião apostólica da sala de cima. Se uma pequena peça de metal pode perturbar toda uma instalação magnética, também uma poderosa corrente psíquica adversa pode estragar um círculo psíquico.
É por esta razão, e não por qualquer credulidade superior, que os praticantes espíritas frequentemente alcançam resultados jamais obtidos por simples pesquisadores. Também esta deve ser a razão por que uma comissão na qual os espíritas se achavam bem representados foi a única a obter certos resultados positivos. Esta foi a comissão escolhida pela Sociedade Dialética de Londres, a qual iniciou as suas investigações no começo de 1869 e apresentou o seu relatório em 1871. Se o bom senso e as leis comuns da evidência tivessem sido respeitados na recepção desse relatório, o progresso da verdade psíquica teria sido acelerado de cinquenta anos. Trinta e quatro cavalheiros de posição tinham sido nomeados para essa comissão, cujos termos de referência eram investigar os fenômenos tidos como “manifestações espíritas”.
A maioria dos membros certamente tinha disposição para desmascarar qualquer impostura, mas eles defrontaram uma porção de provas que 83 A expressão do A. é “with one accord” e se refere aos Atos dos Apóstolos, Capítulo 1º, versículo 14. Traduzimo-la por “unânimemente” por ser esta a expressão usada na versão portuguêsa de Figueiredo, e que, posto não seja literal, bem traduz o pensamento original. Com efeito o texto grego é cutol návtes. — N. do T. não podiam ser desprezadas e terminaram convindo que “o assunto era digno de maior atenção e cuidadosa investigação do que tinha recebido até então”. Essa conclusão de tal maneira pasmou a sociedade que eles representavam, que não foi possível dela obter a publicação das observações.
Então a comissão resolveu publicá-la à sua própria custa, oferecendo assim um permanente registro da mais importante investigação. Os membros da comissão tinham sido escolhidos das mais variadas profissões, inclusive um doutor em teologia, dois médicos, dois cirurgiões, dois engenheiros civis, dois membros de sociedades científicas, dois advogados e outros de alta reputação. Charles Bradlaugh, o Racionalista, dela fazia parte. O Professor 84 Huxley e G. H.
Lewes, marido de George Eliot tinham sido convidados a cooperar, mas ambos recusaram. Huxley, em resposta ao convite, disse que “supondo que os fenômenos sejam verdadeiros, eles não me interessam”, expressão que mostra que esse grande homem iluminado tinha suas limitações. As seis subcomissões se reuniram quarenta vezes para experiências, por vezes sem o auxílio de um médium profissional e com absoluto senso de responsabilidade concordaram que os seguintes pontos aparentemente tinham sido estabelecidos: 1. “Que sons de um caráter muito variado, aparentemente vindos de móveis, do soalho e das paredes da sala — as vibrações acompanhadas de sons são muitas vezes distintamente perceptíveis ao tato — ocorrem sem serem produzidos por ação muscular ou dispositivo mecânico.” 2. “Que movimentos de corpos pesados se dão sem dispositivo mecânico de qualquer espécie ou adequada aplicação de força muscular pelas pessoas presentes, e frequentemente sem contacto ou conexão com qualquer pessoa.” 3.
“Que esses sons e esses movimentos muitas vezes ocorrem em ocasiões e da maneira pedida pelas pessoas presentes e, por meio de um simples código de sinais, respondem a perguntas e deletreiam comunicações coerentes.” 4. “Que as respostas e comunicações assim obtidas são, em sua maioria, constituídas de fatos comuns; mas por vezes são contados corretamente fatos conhecidos apenas de uma das pessoas presentes”. 5. “Que as circunstâncias sob as quais ocorrem os fenômenos são variáveis e o fato mais importante é que a presença de certas pessoas parece necessária à sua ocorrência e que a de outras, geralmente, é adversa; mas essa diferença não parece depender de nenhuma crença ou descrença relativa ao fenômeno.” 6. “Que, não obstante, a ocorrência dos fenômenos não égarantida pela presença ou ausência de tais pessoas, respectivamente.” O relatório resume em poucas palavras, como se vê adiante, as provas orais ou escritas recebidas, e que não só testemunham fenômenos da mesma natureza dos 84 George Eliot é o pseudônimo da notável escritora inglesa Mary Ann Evans — nasceu em 1819 e morreu em 1880. — N.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.