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Capítulo 36 de 57
Parte 33 de 54
A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle
S. M., todos mortos, e desconhecidos de quem quer que fosse na casa, exceto ele próprio. A cruz era perfeitamente simétrica e tinha sido feita num quarto fechado, onde ninguém poderia ter entrado e era, realmente, uma notável manifestação da força do Espírito”. Um desenho mostrando os vários objetos de toucador e sua disposição é 114 dado à página 72 do livro de Arthur Lillie “Modern Mystics and Modern Magic” . Outros exemplos são citados no apêndice.
Em suas sessões com o Doutor Speer e senhora, muitas comunicações foram recebidas, dando provas de identidade de Espíritos, sob a forma de nomes, datas e lugares, desconhecidos dos presentes e verificados posteriormente. Diz-se que um grupo de Espíritos estava ligado à sua mediunidade. Por seu intermédio um corpo de doutrina foi comunicado por meio da escrita automática, começando a 30 de março de 1873 e continuando até o ano de 1880. Uma seleção destes escritos constitui os “Ensinos Espiritistas”. Na sua Introdução diz Stainton Moses: “O tema central foi sempre de caráter puro e elevado, em grande parte de aplicação pessoal, visando minha própria direção e orientação.
Posso dizer que através de todas essas comunicações escritas, que vão, ininterruptamente até 1880, não há leviandades, nem brincadeiras, não há vulgaridades nem incongruências, não há falsidades nem enganos, tanto quanto eu saiba ou tenha podido descobrir. Nada incompatível com o objetivo visado, sempre e sempre repetido, de instrução, de esclarecimento e de orientação por Espíritos escolhidos para essa tarefa. Julgados como eu mesmo desejo ser julgado, eles foram o que desejavam ser. Suas palavras eram de sinceridade e de objetivos sóbrios e sérios". Um relato minucioso das pessoas que se comunicaram, muitas das quais tinham nomes importantes, se acha no livro de Mr.
A. W. Trethewy “The Controls 115 of Stainton Moses” (1923) . Stainton Moses contribuiu para a formação da Society for Psychical Research em 1882, mas se demitiu em 1886, desgostoso com a maneira por que foi tratado o médium William Eglinton. Foi o primeiro presidente da London Spiritualist Alliance, formada em 1884, posição que ocupou até à morte.
Além das obras “Spirit Identity” (1879); “Higer Aspects of Spiritualism” (1880); 116 “Psycography” 2ª ed. (1882) ; e “Spirit Teachings” (1883) , contribuiu frequentemente para a imprensa espírita, bem como para o Saturday Review, para o Punch e vários outros jornais de valor. Um magistral resumo de sua mediunidade foi escrito por Mr. F. W. H. 117 Myers e publicado pela Society for Psychical Research.
Na notícia de sua morte disse Mr. Myers: “Eu pessoalmente considero a sua vida como uma das mais notáveis de nossa geração e de poucos homens ouvi, em primeira mão, fatos mais notáveis do que os que dele ouvi.” 114 "Mística moderna e Magia moderna". N. do T. 115 "Os Guias de Stainton Moses" N. do T. 116 “identidade dos Espíritos” (1879); “Aspectos mais elevados do Espiritismo” (1880); “Psicografia” (2ª ed. 1882); e “Ensinos Espiritistas” 1883. — N. do T. 117 Volume 9º, páginas 245 e 353 e Volume 11º, páginas 24 e 113. Os vários médiuns referidos neste capítulo — pode dizer-se — cobrem diversos tipos de mediunidade, predominantes durante esse período. Mas houve muitos que foram quase tão conhecidos quanto os aqui citados. Assim, Mrs.
Marshall trouxe ensinamentos a muitos; Mrs. Gupáginasy mostrou poderes que, em certas direções, jamais haviam sido atingidos; Mrs. Everitt, uma amadora, continuou por toda a sua vida, que foi longa, a ser um centro de energia psíquica; e Mrs. Mellon, tanto na Inglaterra quanto na Austrália, foi extraordinária em materializações e em fenômenos físicos.
A Sociedade de Pesquisas Psíquicas ualquer descrição minuciosa das atividades da Sociedade de Pesquisas Psíquicas, cem seu registro estranhamente misturado de utilidades e de Q obstruções, estaria fora de lugar neste volume. Há alguns pontos, entretanto, que devem ser focalizados e alguns casos que deveriam ser discutidos. Em certo sentido o trabalho da sociedade foi excelente; mas desde o começo ela cometeu o erro capital de assumir um certo ar carrancudo contra o Espiritismo, o que teve como efeito alienar um certo número de homens que poderiam ter sido valiosos em seu conselho e, acima de tudo, de ofender àqueles médiuns, sem cuja boa vontade de cooperação, o trabalho da sociedade não se teria fanado. Atualmente a sociedade possui uma excelente sala de sessões, mas a dificuldade está em persuadir qualquer médium a entrar ali. É o que tinha de acontecer, pois tanto o médium quanto a causa que este representa se acham em perigo, quando hipóteses vesgas e acusações injuriosas são feitas tão levianamente quanto no passado.
A pesquisa psíquica deveria mostrar algum respeito pelos sentimentos e pelas opiniões dos Espíritos, pois é bem certo que sem estes aquela não existiria. Entre as irritações daquilo que consideram como crítica ofensiva, os Espíritas não deveriam esquecer que, em várias ocasiões, a sociedade fez excelentes trabalhos. Assim, foi a matriz de outras sociedades que se tornaram mais ativas que ela. Ela também produziu, tanto em Londres, quanto nas suas ramificações na América, um certo número de homens que acompanharam as provas e se tornaram sinceros defensores do ponto de vista espírita. Na verdade pode, sem favor, dizer-se que todos os grandes homens, os homens que deram mostras de poderosa mentalidade, em setores diversos e deste assunto particular, adotaram a explicação psíquica.
Sir William Crookes, Sir Oliver Lodge, Russell Wallace, Lord Rayieigh, Sir William Barrett, Professor William James, Professor Hyslop, Doutor Richard Hodgson e Mr. F. W. H. Myers estavam todos, em graus diversos, do lado dos anjos.
Houve antes uma sociedade com idênticos objetivos — a Sociedade Psicológica da Grã-Bretanha — fundada em 1875 por Mr. Serjeant Cox. Com a morte desse cavalheiro em 1879, a sociedade se dissolveu. A 6 de janeiro de 1882 foi feita uma reunião, por iniciativa de Sir William Barrett, para considerar a formação de uma sociedade nova e a 20 de fevereiro seguinte foi esta instalada. Foi eleito presidente o Professor Henry Sidgwick, de Cambridge, e entre os vice-presidentes estava o Reverendo Stainton Moses.
O conselho contava com representantes espíritas, entre os quais Mr. Edmund Dawson Rogers Mr. Hensieigh Wedgewood, Doutor George Wild, Mr. Alexander Caider e Mr. Moreli Theobald.
No correr do exame de sua história veremos como a Society for Psychical Research alienou gradualmente as simpatias desses membros e levou muitos desses a pedir demissão, e como essa clivagem precoce se foi alargando com o correr dos anos. Diz um manifesto da Sociedade: “Foi largamente sentido que o presente oferece oportunidade para uma tentativa organizada e sistemática de investigar o enorme grupo de fenômenos discutíveis, designados por expressões como mesmerismo, psiquismo e espiritismo.” Em seu primeiro relatório presidencial, em 17 de julho de 1882, falando da necessidade de pesquisa psíquica, diz o Professor Sidgwick: “Somos todos concordes em que o presente estado de coisas é um escândalo para o período esclarecido em que vivemos; que a discussão sobre a realidade desses maravilhosos fenômenos — cuja importância, científica não será nunca exagerada, se apenas a décima parte do que dizem testemunhas geralmente crédulas pudesse ser demonstrada como verdadeira — como ia dizendo, é um escândalo que a discussão sobre a realidade desses fenômenos ainda perdure; que tantas testemunhas competentes tenham declarado a sua crença nêles; que tantos outros estejam profundamente interessados em esclarecer a questão; e, ainda, que o mundo culto se ache, apenas, numa atitude de incredulidade”.
Assim definida por seu primeiro presidente, a atitude da Sociedade seria correta e razoável. Respondendo à crítica de que sua intenção era rejeitar como inverídicos os resultados de todas as investigações anteriores sobre fenômenos psíquicos, disse ele: “Não creio que possa produzir provas de melhor qualidade do que muitas já apresentadas por escritores de indubitável reputação científica —homens como Mr. Crookes, Mr.
Wallace e o falecido Professor de Morgan. Mas é claro que, de tudo que eu defini como escopo da sociedade, por melhores que sejam algumas dessas provas como qualidade, nos é necessário um número muito maior.” O mundo culto, como ele diz, ainda não se acha convencido e, assim, mais provas devem ser acumuladas. Não declarou que já houvesse provas abundantes, mas que o mundo não sehavia dado ao trabalho de examinar. Voltando a esse aspecto, no final de seu discurso, disse: “A incredulidade científica cresceu durante tanto tempo, e criou tantas e tão fortes raízes, que teremos apenas que a maior, se formos capazes disso, relativamente àquelas questões, enterrando-a viva, sob um monte de fatos. Devemos plantar balizas, como o disse Lincoln; devemos acumular fatos sobre fatos, e somar experiência a experiência e, diria até, não esbravejarmos demasiadamente com os incrédulos de fora acerca do valor probante de cada uma delas, mas acreditar na massa de provas para convicção, O mais alto grau de força demonstradora que pudermos obter além de um simples registro de uma investigação é, aliás, limitada pela fidedignidade do investigador.
Fizemos tudo quanto era possível quando o crítico nada deixou para alegar senão que o investigador era parceiro no truque. Mas quando não deixou coisa alguma, alegará isso. Devemos levar o opositor a ser forçado a admitir ou que os fenômenos são inexplicáveis, ao menos para si, ou a acusar os investigadores de serem mentirosos ou trapaceiros, ou de uma cegueira e um descuido incompatíveis com qualquer condição intelectual fora da idiotia”. O primeiro trabalho da Sociedade foi dedicado a uma investigação experimental de transmissão de pensamento, assunto que Sir William, então Professor Barrett, tinha apresentado à British Association em 1876. Depois de longa e paciente pesquisa foi considerado que a transmissão de pensamento, ou telepatia, como era chamada por Mr. F.
W. H. Myers, era um fato inconteste. No domínio dos fenômenos mentais foi feito um trabalho muito valioso por essa Sociedade, e isso foi registrado de maneira sistemática e cuidadosa nos “Proceedings” da mesma. Também as suas pesquisas sobre a chamada “Correspondência Cruzada” constituem fase importante de suas atividades.
A investigação da mediunidade de Mrs. Piper foi ainda um trabalho notável e a ele voltaremos mais tarde. Onde a sociedade foi menos feliz foi no que se refere aos chamados fenômenos físicos do Espiritismo. Mr. E.
T. Bennett, que durante vinte anos foi secretário assistente da Sociedade, assim se exprime a respeito: “É notável, e nós nos inclinamos a dizer que é uma das coisas mais notáveis na história da Sociedade, que esse ramo de investigações tivesse sido — e não há nisso exagero — absolutamente falho de resultados. Também deve ser dito que o resultado foi tanto mais falho quanto maior a simplicidade dos supostos fenômenos. Quanto ao movimento de mesas e outros objetos sem contacto, a produção de batidas audíveis e de luzes visíveis, a opinião, mesmo dentro da Sociedade, para não falar das criaturas inteligentes que estão de fora, permanece no mesmo estado caótico de vinte anos passados. A questão do movimento das mesas sem contacto está exatamente no ponto em que foi deixado pela Sociedade Dialética em 1869.
Mesmo então, o fato de o movimento de uma pesada mesa de jantar, que nenhum dos presentes tocava, e não em presença de um médium profissional, foi atestado por numerosas pessoas bem conhecidas. Se era ‘um escândalo que a discussão sobre a realidade desses fenômenos ainda perdurasse’, quando o Professor Sidgwick leu o seu primeiro relatório presidencial, quanto maior será o escândalo agora, depois de um lapso de quase um quarto de século, ‘que o mundo culto, como um todo, ainda se ache apenas numa atitude de incredulidade?’ Em toda a série de volumes publicados pela Sociedade, nenhuma luz foi derramada sobre os simples supostos fenômenos de ver e ouvir. Em relação a fenômenos físicos mais elevados, que implicam inteligência para a sua produção, tais como a Escrita Direta ou a Fotografia de Espíritos, algumas investigações foram feitas, mas em grande parte 118 com resultados quase que inteiramente negativos.” Essas vassouradas na Sociedade são feitas por uma crítica amiga. Vejamos como os Espíritas contemporâneos viam as suas atividades. Para começar, logo no início, já em 1883, encontramos — justamente um ano depois de fundada — um correspondente a escrever à Light, perguntando: “Qual a diferença entre a ‘Sociedade de Pesquisas Psíquicas’ e a ‘Associação Central dos Espíritas’?” E quer saber se existe algum antagonismo entre as duas organizações.
A resposta foi 119 dada num artigo de fundo, do qual fazemos este extrato. Com o nosso retrospecto de quarenta anos, é ele de interesse histórico: “Os Espíritas não podem duvidar qual será o objetivo — não podem duvidar de que, com o tempo, a Sociedade de Pesquisas Psíquicas dará provas tão 118 “Twenty Years of Psychical Research” by Edward Bennett (1904), páginas 21 e 22. 119 Light, 1883, página 54. claras e insofismáveis de clarividência, de escrita mediúnica, de aparições de Espíritos e de várias formas de fenômenos físicos do mesmo modo que vitoriosamente as deu de transmissão de pensamento. Há, porém, uma clara linha de separação entre a Sociedade de Pesquisas Psíquicas e a Associação Central dos Espíritas. Os Espíritas têm uma fé estabelecida — ainda mais, um certo conhecimento — em relação aos fatos, a respeito dos quais a Sociedade de Pesquisas Psíquicas ainda não pode confessar possuir qualquer conhecimento. A Sociedade de Pesquisas Psíquicas está preocupada apenas com os fenômenos, buscando provas de sua realidade...
Para eles, a ideia da comunicação dos Espíritos, de uma suave conversa com os mortos queridos — tão preciosas para os Espíritas, não apresenta interesse atual. Falamos deles, como uma Sociedade — e não como membros individuais. Como Sociedade estãoestudando ossos e músculos: ainda não chegaram ao coração e a alma”. Continuando, o articulista dá um mergulho no futuro, embora não pudesse ver quando a prova iria ser feita: “Como Sociedade, ainda não se podem dizer espíritas. Como Sociedade, e à medida que as provas se acumularem, provavelmente eles se dirão, primeiro, ‘Espíritos sem Espíritos’; por fim — exatamente como os outros Espíritos, com o acréscimo de satisfação de, ao chegar a essa posição, terem feito bem cada etapa de seu caminho, á medida que avançavam e, por sua conduta cautelosa, terem induzido muitas criaturas nobres e lúcidas a palmilhar o mesmo caminho.” Em conclusão, o correspondente é informado de que não há antagonismo entre as duas Sociedades e de que os Espíritas confiam que a Sociedade de Pesquisas Psíquicas esteja fazendo um trabalho muito útil.
O extrato é instrutivo, pois mostra os delicados sentimentos do principal órgão dos Espíritas para com a nova sociedade. A profecia que o acompanha, entretanto, está longe de se realizar. Numa exagerada aspiração pelo que era considerado uma atitude científica imparcial, um pequeno grupo dentro da sociedade continuou, durante muitos anos, a manter uma posição, senão de hostilidade, ao menos de negação da realidade das manifestações físicas observadas com médiuns particulares. Ela não sopesou a importância do testemunho que viria de homens fidedignos, cujos títulos e cuja experiência os tornou dignos de crédito. Assim que a Sociedade de Pesquisas Psíquicas passou a considerar esse testemunho ou, mais raramente, a conduzir ela própria as investigações, ou foram feitas abertamente acusações de fraude contra os médiuns, ou foi admitido que os resultados deveriam ter sido obtidos por outros meios que não os supranormais sugeridos.
Assim, temos Mrs. Sidgwick, que é um dos piores ofensores a esse respeito, dizendo de uma sessão com Mrs. Jencken (Kate Fox), realizada em plena luz, que foi julgada bastante para se lerem impressos, e na qual foi obtida a escrita direta numa folha de papel fornecida pelos assistentes e colocada debaixo da mesa, escreveu: “Pensamos que Mrs. Jencken deve ter escrito com o pé”. De Henry Slade disse: “A impressão que tenho, depois de dez sessões com o Doutor Slade... é que os fenômenos são produzidos por truques”.
Da escrita na lousa, por William Eglinton, escreveu: “Por mim não hesito em atribuir as realizações a finas mágicas”. Uma senhora médium, filha de conhecido professor, descreveu ao autor como era impossível e, na verdade, como era inconscientemente insultuosa, a atitude de Mrs. Sidgwick em tais ocasiões. Muitas outras citações do mesmo tipo poderiam ser dadas em relação a outros médiuns famosos. Mr. Sidgwick contribuiu com um trabalho intitulado “Mr.
Eglinton”, publicado no Jornal, órgão da Sociedade, em 1886, e que provocou uma tempestade de críticas acerbas e um suplemento especial de Light, dedicado a cartas de protesto. Num comentário editorial, da pena de Mr. Stainton Moses, este jornal, que antes havia mostrado uma simpatia igual à novel sociedade, assim se expressa: “A Sociedade de Pesquisas Psíquicas em mais de um aspecto colocou-se numa posição falsa e quando sua atenção era chamada para o fato permitiu-se considerá-lo fraudulento. Na verdade, a história secreta da ‘Pesquisa Psíquica’ na Inglaterra, se for escrita, provará uma descrição muito instrutiva e sugestiva. Além disso — pesa-nos dizê-lo e o fazemos com inteiro senso de gravidade de nossas palavras — até onde toca a discussão livre e completa, sua política tem sido obstrucionista...
Nestas circunstâncias, pois, cabe à Sociedade de Pesquisas Psíquicas decidir se o atrito atualmente existente será aumentado ou se um modus vivendi entre ela e a Sociedade Espírita poderá ser estabelecido.” Nenhuma desaprovação oficial foi feita do ponto de vista da sociedade. Entretanto este seria o primeiro passo. A situação aqui indicada no quarto ano de vida da sociedade continuou com pequenas alterações até agora. Podemos vê-la bem 120 descrita por Sir Oliver Lodge, que diz da Sociedade, embora não concordando com o que se diz: “Ela tem sido chamada de sociedade para a supressão dos fatos, para a imputação geral de impostura, para o desencorajamento dos sensitivos e para o repúdio de toda revelação daquela espécie que desce das regiões da luz e do conhecimento sobre a humanidade”. Uma das primeiras atividades públicas da SOCIETY FOR PSYCHICAL RESEARCH foi a viagem à Índia de seu representante Doutor Richard Hodgson, com o fito de investigar os supostos milagres que se davam em Adyar, quartel general de Madame Blavatsky, que havia desempenhado papel tão preeminente na ressurreição da antiga sabedoria do Oriente, sistematizando-a sob o nome de Teosofia, num sistema filosófico inteligível e aceitável pelo Ocidente.
Não é aqui o lugar para discutir o caráter misto dessa notável senhora: basta dizer que o Doutor Hodgson formou opinião absolutamente contrária a ela e aos seus supostos milagres. Por algum tempo parecia que essa conclusão era definitiva; mas, posteriormente, certas razões forçaram a sua reconsideração, de que temos o melhor resumo na 121 defesa feita pela Senhora Besant. O ponto principal da Senhora Besant é que as testemunhas eram completamente maliciosas e corruptas e que muitos dos testemunhos eram claramente manipulados. O resultado líquido é que quando ocorrem episódios semelhantes, que maculam a reputação de Madame Blavatsky, não se pode dizer que se haja obtido uma prova definitiva. Neste, como noutros casos, o padrão dos argumentos da Sociedade, a fim de provar que houve fraude, é muito mais elástico do que quando ela examina os supostos fenômenos psíquicos. 120 “The Survtval of Man” (1909), página 6. 121 “H.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.