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Capítulo 45 de 57

Parte 42 de 54

A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle

Em luz muito fraca a mãodireita do médium foi segurada pelo Professor Charles Richet e a esquerda pelo Conde Pctocki. Uma vasilha com cera, mantida em ponto de fusão por meio de água fervente, foi colocada a sessenta centímetros em frente a Kluski e, para efeito de teste — o que era ignorado pelo médium — a cera estava impregnada de colesterina, a fim de evitar a sua substituição. Diz o Doutor Geley: “A luz muito fraca não permitia que se assistisse ao fenômeno; éramos advertidos do momento de mergulhar a mão, pelo ruído no liquido. A operação exigira duas ou três imersões. A mão que estava agindo era mergulhada no vaso, retirada coberta de parafina quente, tocava as mãos dos controladores da experiência e então era mergulhada novamente na cera.

Depois da operação a luva de parafina, ainda quente mas solidificada, era colocada de novo junto à mão de um dos controladores”. Desta maneira nove moldes foram tirados. Sete de mãos, um de pé e outro de um queixo com os lábios. Examinada a cera de que eram feitos, deu a reação característica da colesterina. O Doutor Geley mostrou vinte e três fotografias de moldes e de cópias em gesso que deles foram feitas.

Ë preciso dizer que as moldagens mostram as dobras da pele, as unhas e as veias, as quais de modo algum se parecem com as do médium. Os esforços para obter moldagens semelhantes de mãos de criaturas vivas foram apenas parcialmente realizados, e as diferenças entre uns e outros são marcantes. Escultores e reputados modeladores declararam que não conhecem nenhum método de produção de moldagens semelhantes às obtidas nas sessões com Kluski. 183 Assim resume Geley os resultados: “Enumeraremos agora as provas que temos dado da autenticidade das moldagens de membros materializados em nossas experiências em Paris e Varsóvia: Mostramos que, além do controle do médium, cujas mãos mantínhamos sempre seguras, toda fraude era impossível. 1) A teoria da fraude pela luva de borracha é inadmissível, porque essa tentativa dá resultados absurdos e grosseiros que, à primeira vista, se nota que são imitações. 2) Não é possível produzir tais luvas de cera usando um molde rígido pré-fabricado.

Uma tentativa neste sentido logo mostra a sua impossibilidade. 3) O emprego de um molde preparado de uma substancia fusível e solúvel, coberto com uma camada de parafina, durante a sessão e então dissolvido num balde dágua, não é possível, com o processo empregado. Não tínhamos balde dágua. 182 “Revue Métapsychtque”, Junho, 1921. 183 “L’Ectoplasmie”, etc., página 278. 4) A teoria de que uma mão viva era usada, fosse do médium ou de um assistente, é inadmissível.

Isto não podia ser feito por várias razões, uma das quais é que a luva assim obtida é grossa e sólida, enquanto que as nossas são finas e delicadas e, ainda, que a posição dos dedos em nossas moldagens torna impossível a sua retirada, sem quebrar a luva. Além disso, as luvas foram comparadas com as mãos do médium e dos assistentes e não se assemelham. Isto também é mostrado pelas mensurações antropológicas.” Finalmente, Fui a hipótese de terem sido as luvas trazidas pelo médium. Isto não se ajusta ao fato de havermos em segredo introduzido um produto químico na cera fundida, e que o mesmo foi encontrado nas luvas. O relatório dos especialistas em modelagem neste ponto é categórico e final.

Nada constitui prova para aqueles que se acham tão cheios de preconceitos que não têm mais lugar para o raciocínio. Mas é inconcebível que um homem normalmente dotado pudesse ler tudo quanto fica dito acima e duvidar da possibilidade de fazer moldagens de figuras ectoplásmicas.

Espiritismo francês, alemão e italiano Espiritismo na França e nas raças latinas concentra-se em torno de Allan Kardec, que prefere o termo Espiritismo, e sua feição predominante é a O crença na reencarnação. O Senhor Hipolyte Leon Denizard Rivail, que adotou o pseudônimo de “Allan Kardec”, nasceu em Lyon em 1804, onde seu pai era juiz. Em 1850, quando as manifestações espíritas americanas chamavam a atenção da Europa, Allan Kardec investigou o assunto através da mediunidade de duas filhas de um amigo. Nas comunicações obtidas foi informado de que “Espíritos de uma categoria muito mais elevada do que os que habitualmente se Comunicavam através dos dois jovens médiuns, tinham vindo especialmente para ele, e queriam continuar a vir, a fim de lhe permitir desempenhar uma importante missão religiosa”. Ele controlou isto escrevendo uma série de perguntas relativas aos problemas humanos e, submetendo-as às supostas inteligências operantes, por meio de batidas e da escrita com a prancheta, recebeu respostas sobre as quais baseava o seu sistema de Espiritismo.

Depois de dois anos de comunicações verificou que suas ideias e convicções tinham mudado completamente. E disse: “As instruções assim transmitidas constituem uma teoria inteiramente nova da vida humana, do dever e do destino, que se me afigura perfeitamente racional e coerente, admiravelmente lúcida e consoladora e intensamente”. Veio-lhe a ideia de publicar o que havia recebido e, submetendo-a às inteligências comunicantes, foi-lhe dito que os ensinamentos lhe haviam sido dados expressamente para os transmitir ao mundo e que ele tinha uma missão que lhe fora confiada pela Providência. E lhe disseram que denominasse a obra “O Livro dos Espíritos”. O livro assim produzido em 1856 teve um grande sucesso.

Mais de vinte edições foram publicadas e a “Edição Revista” publicada em 1857, tornou-se o livro básico da filosofia espírita na França. Em 1861 publicou, “O Livro dos Médiuns”; em em 1864, “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, em 1865, “O Céu e o Inferno” e em 1868, “A Gênese”. Além destes, que são as suas obras principais, publicou pequenos tratados, sob os títulos de “O Que é o Espiritismo” e “O Espiritismo reduzido à sua Expressão mais Simples”. Miss Anna Blackwell, que traduziu as obras de Allan Kardec para o inglês, assim o descreve: “Pessoalmente Allan Kardec era de estatura média. Compleição forte, com uma cabeça grande, redonda, maciça, feições bem marcadas, olhos pardos, claros, mais se assemelhando a um alemão do que a um francês.

Enérgico e perseverante, mas de temperamento calmo, cauteloso e não imaginoso até a frieza, incrédulo por natureza e por educação, pensador seguro e lógico, e eminentemente prático no pensamento e na ação. Era igualmente emancipado do misticismo e do entusiasmo.” Grave, lento no falar, modesto nas maneiras, embora não lhe faltasse uma certa calma dignidade, resultante da seriedade e da segurança mental, que eram traços distintos de seu caráter. Nem provocava nem evitava a discussão mas nunca fazia voluntàriamente observações sobre o assunto a que havia devotado toda a sua vida, recebia com afabilidade os inúmeros visitantes de toda a parte do mundo que vinham conversar com ele a respeito dos pontos de vista nos quais o reconheciam um expoente, respondendo às perguntas e objeções, explanando as dificuldades, e dando informações a todos os investigadores sérios, com os quais falava com liberdade e animação, de rosto ocasionalmente iluminado por um sorriso genial e agradável, con quanto tal fosse a sua habitual seriedade de conduta que nunca se lhe ouvia uma gargalhada.

Entre as milhares de pessoas por quem era visitado, estavam inúmeras pessoas de alta posição social, literária, artística e científica. O Imperador Napoleão 3º, cujo interesse pelos fenômenos espíritas não era mistério para ninguém, procurou-o várias vezes e teve longas palestras com ele nas Tuileries, sobre a doutrina de “O Livro dos Espíritos.” Fundou a Sociedade de Estudos 184 Psicológicos que se reunia semanalmente em sua casa, para obter comunicações 185 através da psicografia.

Também criou a “Revue Spirite” , jornal mensal que ainda existe e que editou até 1869. Pouco antes traçou um plano de uma organização para continuar o seu trabalho. “A Sociedade para a Continuação dos trabalhos de Allan Kardec”, com poder para compra e venda, recebimento de dádivas e legados e para continuar a publicação da Revue Spirite. Depois de sua morte os planos foram fielmente prosseguidos. Kardec achava que os vocábulos espiritual e espiritualista, como espiritualismo já possuíam uma significação definida.

Assim os substituiu por espiritismo e espírita ou espiritista. A filosofia espírita se distingue por sua crença em nosso progresso espiritual, que é realizado através de uma série de reencarnações. “Devendo o Espírito passar por várias encarnações, resulta que todos nós temos tido várias existências e teremos ainda outras, mais ou menos aperfeiçoadas, na Terra ou em outros mundos. “A encarnação dos Espíritos ocorre sempre na espécie humana. Seria erro pensar que a alma ou Espírito possa reencarnar no corpo de um animal.

“As várias existências corporais do Espírito são sempre progressivas e nunca retrógradas; mas a velocidade de progresso depende dos nossos esforços por atingirmos à perfeição. “As qualidades da alma são as do Espírito em nós encarnado; assim, o homem de bem éencarnação de um bom Espírito, como o perverso a de um impuro. “Tinha a alma a sua individualidade antes da encarnação e a conserva depois de separar-se do corpo. “Voltando ao mundo dos Espíritos, a alma aí reencontra aqueles que conheceu na Terra e todas as suas anteriores existências se avivam em sua memória, com a lembrança de todo o bem e de todo o mal que haja feito. “Encarnado, o Espírito se acha sob a influência da matéria; o homem que supera essa influência pela elevação e pela depuração de sua alma aproxima-se dos bons Espíritos, com os quais estará um dia.

Aquele que se deixa empolgar pelas 184 O verdadeiro nome dessa sociedade era “Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas” — N. do T. 185 “Revista Espírita” — Nota do Digitador paixões inferiores e põe todas as alegrias na satisfação dos apetites grosseiros aproxima-se dos Espíritos impuros e dá preponderância à natureza animal. 186 “Os Espíritos encarnados habitam os vários globos do universo.”. Kardec conduziu as suas investigações comunicando-se com Inteligências por meio de perguntas e respostas, assim obtendo o material para os seus livros. Muitas informações foram fornecidas a respeito da reencarnação. À pergunta “Para que fim reencarnam os Espíritos?” davam a seguinte resposta: “É uma necessidade que lhes é imposta por Deus, como meio de atingir à perfeição. Para alguns é uma expiação; para outros, uma missão.

A fim de atingir à perfeição, é-lhes necessário suportar todas as vicissitudes da vida corpórea. É a experiência adquirida pela expiação que constitui a sua utilidade. A encarnação tem ainda outra finalidade, qual a de preparar o Espírito para desempenhar a sua tarefa na obra da criação. Para tanto deve ele tomar um corpo físico, em harmonia com o estado do mundo físico para onde é enviado, e por meio do qual é capaz de realizar um trabalho especial, em conexão com aquele mundo, que lhe foi designado pela sabedoria divina. Assim, é ele levado a dar a sua contribuição para o progresso geral, ao mesmo tempo que trabalha pelo seu adiantamento”.

Os espíritas ingleses não chegaram a uma conclusão no que se refere à reencarnação. Alguns a aceitam, outros não. A atitude geral é que, como a doutrina não pode ser provada, o melhor seria exclui-la da política ativa do Espiritismo. Explanando essa atitude, Miss Anna Blackwell sugere que, sendo a mente continental mais receptiva de teorias, aceitou Allan Kardec, enquanto a mente inglesa, geralmente declina de considerar qualquer teoria enquanto não se tiver certificado dos fatos admitidos por tal. Mr.

Thomas Brevior (Shorter) um dos redatores de The Spiritual Magazine, 187 resume o ponto de vista prevalecente dos espíritas ingleses de hoje. Escreve ele: “Quando a Reencarnação assumir um aspecto mais científico, quando puder oferecer um demonstrável conjunto de fatos que admitam verificação como os do Moderno Espiritismo, merecerá ampla e cuidadosa discussão. Por enquanto, que os arquitetos da especulação se divirtam como quiserem, construindo castelos no ar. A vida é muito curta e há muito que fazer neste mundo atarefado, para que deixemos os vagares e as inclinações a fim de nos ocuparmos em demolir essas estruturas aéreas ou apontar os frágeis alicerces em que se assentam. É muito melhor trabalhar naqueles pontos em que concordamos, do que nos engalfinharmos sobre aqueles em que parece que divergimos tão desesperadamente.” William Howitmt, um dos pioneiros do Espiritismo na Inglaterra, é ainda mais enfático em sua condenação à reencarnação.

Depois de citar Emma Harding Britten, na sua observação de que milhares do Outro Mundo protestam, através de 188 distintos médiuns, que não têm conhecimento nem provas da reencarnação diz: “A coisa abala as raízes de toda a fé nas revelações do Espiritismo. Se formos levados a duvidar das comunicações espíritas sob o mais sério aspecto, sob as mais sérias afirmações, onde está o Espiritismo? 186 “O Livro dos Espíritos”, páginas 19 e 20, Edição “O Pensamento”. — N. do T. 187 “The Spiritual Magazine”, 1876, página 35. 188 Idem, 1876, página 57. “...Se a reencarnação for uma verdade, lamentável e repelente como é, deve ter havido milhões de Espíritos que, ao entrarem no outro mundo, em vão terão procurado os seus parentes, os filhos, os amigos... Já teria chegado a nós esse sussurro de milhares, de dezenas de milhares de Espíritos comunicantes? Nunca.

Podemos, portanto, só nesse campo, considerar falso o dogma da reencarnação como o inferno do qual ele brotou”. Mr. Howitt, entretanto, em sua veemência, esquece que deve haver um limite antes que se realize a nova reencarnação, e que, também, no ato deve haver um elemento da vontade. 189 O Hon. Alexander Aksakof, num artigo muito interessante dá os nomes dos médiuns do grupo de Allan Kardec, com uma descrição deles. E também indica que a ideia da reencarnação era fortemente aprovada na França naquele tempo, como se pode ver do trabalho de M.

Pezzani — “A Pluralidade das Existências”, bem como de outros. Escreve Aksakof: “É claro que a propagação desta doutrina por Kardec foi matéria de forte predileção. De início a reencarnação não foi apresentada como objeto de estudo, mas como um dogma. Para o sustentar, recorreu com frequência a escritos de médiuns, que, como bem sabemos, facilmente se submetem á influência de ideias preconcebidas. E o Espiritismo as produziu em profusão.

Enquanto que através de médiuns de efeitos físicos não só as comunicações são mais objetivas, mas sempre contrárias à doutrina da reencarnação. Kardec seguiu o rumo de sempre desprezar esse tipo de mediunidade, tomando como pretexto a sua inferioridade moral. Assim, o método experimental é, de modo geral, desconhecido no Espiritismo. Durante vinte anos ele não fez o menor progresso intrínseco e ficou em completa ignorância do Espiritismo anglo-americano. Os poucos médiuns franceses de fenômenos físicos que desenvolveram seus dons a des peito de Kardec, jamais foram mencionados na “Revue”; ficaram quase que desconhecidos dos Espíritas e apenas porque os seus guias não sustentavam a doutrina da reencarnação.” Acrescenta Aksakof que as suas observações não afetam a questão da reencarnação no abstrato, mas apenas no que respeita à sua propagação sob os auspícios do Espiritismo.

Comentando o artigo de Aksakof, D. D. Home deu um impulso a uma fase 190 da crença na reencarnação. Diz ele. “Encontro muita gente que é reencarnacionista e tive o prazer de encontrar pelo menos doze que tinham sido Maria Antonieta, seis ou sete que tinham sido Mary, Rainha da Escócia; um bando, de Luiz e outros reis; cerca de vinte Alexandre, o Grande.

Mas ainda não encontrei ninguém que tivesse sido um simples John Smith. E vos peço que, se o encontrardes, guardai-o como uma Curiosidade” Miss Anna Blackwell resume o conteúdo dos principais livros de Kardec do seguinte modo: “O Livro dos Espíritos demonstra a existência e os atributos do Poder Causal, e a natureza das relações entre aquele Poder e o Universo, pondo-nos no caminho da Operação Divina. ‘O Livro dos Médiuns’ descreve os vários métodos de comunicação entre este mundo e o outro. ‘O Céu e o Inferno’ reivindica 189 Idem, 1876, página 57. 190 “The Spiritualist”, Volume 7º, página 165. a justiça do Governo Divino, explicando a natureza do Mal, como fruto da ignorância e mostrando o processo pelo qual os homens tornar-se-ão iluminados e purificados. ‘O Evangelho Segundo o Espiritismo’ é um comentário dos preceitos morais de Cristo, com um exame de sua vida e uma comparação de seus incidentes com as atuais manifestações do poder do Espírito. ‘A Gênese’ mostra a concordância da Filosofia Espírita com as descobertas da Ciência Moderna e com o ponto de vista geral dos escritos mosaicos, conforme a explicação dos Espíritos.”

“Essas obras”, diz ela, “são consideradas pela maioria dos Espíritas do Continente comoconstituindo a base da filosofia religiosa do futuro —uma filosofia em harmonia com o avanço das descobertas científicas nos vários Outros ramos do conhecimento humano; promulgada pela falange de Espíritos iluminados que agiam sob a direção do próprio Cristo”. De um modo geral, ao autor se afigura que o balanço das provas mostra que a reencarnação é um fato, mas não necessariamente universal. Quanto à ignorância dos nossos amigos Espíritas sobre o assunto, concerne ao seu próprio futuro; e se não somos esclarecidos quanto ao nosso, é possível que eles sofram as mesmas limitações. Quando se apresenta a questão: “Onde estávamos nós antes do nosso nascimento?” temos uma resposta definitiva no sistema do lento desenvolvimento pela reencarnação, com longos intervalos de repouso espiritual; enquanto de outra maneira não temos resposta, embora tenhamos que admitir que é inconcebível que tenhamos nascido em tempo para a eternidade.

Existência posterior parece postular existência anterior. Quanto à pergunta natural: “Por que, então, não nos recordamos de tais existências?” podemos indicar que tais lembranças poderiam complicar enormemente a vida presente e que tais existências bem podem formar um ciclo que se nos torna muito claro, quando pudermos ver completo o rosário de nossas vidas enfiadasnuma personalidade. A convergência de tantas linhas do pensamento teosófico e oriental para esta conclusão e a explicação que ela oferece na doutrina suplementar do Karma, de uma aparente injustiça de uma vida única, são argumentos em seu favor, como devem sê-lo, talvez, aqueles vagos reconhecimentos e lembranças, ocasionalmente muito definidos para serem explicados como impressões atávicas. Certas experiências de hipnotismo, das quais as mais famosas foram as do investigador francês Coronel De Rochas, parece que constituíram uma evidência segura, pois quando o sensitivo em transe era levado para o passado, em supostas reencarnações, as mais remotas eram mais difíceis de descrever, enquanto as mais próximas eram suspeitas de ser influenciadas pelo conhecimento normal do médium. Pelo menos pode admitir-se que onde uma tarefa especial deve ser concluída, ou onde alguma falta deve ser remediada, a possibilidade de reencarnação pode ser uma coisa bem-vinda para o Espírito a quem isto concerne.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.