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Capítulo 44 de 57

Parte 41 de 54

A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle

Harrisson, redator de The Spiritualist, fez exaustivos ensaios com ela. Como os espíritas eram tidos como gente facilmente impressionável, é 171 interessante notar a sua cuidadosa investigação. Falando de Mrs. Mary Marshall, diz ele: “Mesas e cadeiras moviam-se à luz do dia e por vezes se erguiam do chão, enquanto que nas sessões ás escuras ouviam-se vozes e viam-se manifestações luminosas. Todas estas coisas pareciam vir dos Espíritos.

Então resolvi ser um visitante constante das sessões e permanecer no trabalho até verificar se as asserções eram verdadeiras ou descobrir a impostura com bastante precisão e segurança para o denunciar em presença de testemunhas e poder publicar os fatos com desenhos completos dos aparelhos usados. A voz de John King é inspirada por uma inteligência, ao que parece, inteiramente diferente da maneira da de Mr. e Mrs. Marshall. Entretanto, admiti que Mr. Marshall produziu a voz e, assistindo a algumas sessões, verifiquei que era comum que Mr.

Marshall e John King falassem ao mesmo tempo. Assim, fui obrigado a abandonar a minha teoria. Então admiti que era Mrs. Marshall quem falava, até que uma noite fiquei junto a ela; ela estava à minha direita e eu lhe segurava a mão e o braço e John King veio e falou ao meu ouvido esquerdo, quando Mrs. Marshall estava absolutamente imóvel.

Assim se foi minha nova teoria. Diante disso admiti que um parceiro entre os visitantes do grupo fazia a voz de John King. De modo que fiz uma sessão apenas com Mr. Marshall e sua senhora. John compareceu e falou durante uma hora.

Por fim estabeleci que um parceiro escondido produzia a voz. Então fiz duas sessões nas quais Mrs. Marshall se achava entre estranhos, numa casa estranha, e novamente John King estava mais vivo do que nunca. Finalmente na noite de quinta-feira, 30 de dezembro de 1869, John King veio e falou a onze pessoas, no grupo de Mrs. C.

Berry, na ausência de Mr. Marshall e de sua senhora, sendo médium Mrs. Perzin”. Enquanto Mr. llarrison se satisfez, desse modo, de que nenhuma criatura humana presente produzia as vozes, não mencionou — o que era o caso — que as vozes frequentemente davam provas de identidade tais que nem o médium nem um comparsa poderiam ter dado. O senhor Damiani, conhecido investigador, em sua prova perante a 172 Sociedade Dialética de Londres declarou que as vozes lhe tinham falado em presença de médiuns não estipendiados, depois haviam conversado com ele em sessões particulares com Mrs.

Marshall e aí “haviam demonstrado as mesmas peculiaridades quanto ao tom, a expressão, o andamento, o volume, a pronúncia, que nas vezes anteriores”. Essas vozes lhe falavam sobre assuntos de natureza tão particular que ninguém, além dele, podia ter conhecimento. Por vezes também predisseram acontecimentos que se verificaram em tempo certo. 170 “The Spiritual Magazine”, 1872, página 45. 171 “The Spiritualíst”, Volume 1º, página 38. 172 “Report of the London Dialectical Society” (1871), página 201. É natural que aquê Les que tiveram contacto pela primeira vez com o fenômeno das vozes deveriam suspeitar de ventriloquia, como uma possível explicação. D. D.

Home, com quem essas vozes ocorriam tantas vezes, tinha cuidado ao encontrar essa objeção. Descrevendo a sessão quando Home o visitou em 173 Cupar, em Fife, em 1870, assim escreve o General Boldero: “Então as vozes foram ouvidas, falando simultaneamente na sala — duas pessoas diversas, a julgar pela entonação. Não nos foi possível guardar as palavras pro feridas, desde que Home persistia em falar conosco todo o tempo. Reclamamos contra a sua conversa, mas ele replicou: ‘Falo de propósito, para que possa convencer-se de que as vozes não são devidas a qualquer ventriloquia de minha parte, desde que isto é impossível quando alguém está falando com a sua voz natural’. A voz de Home era muito diferente das que se ouviam no ar.” O autor pode corroborar isto com a sua experiência pessoal, pois muitas vezes ouviu vozes falando ao mesmo tempo.

Há exemplos no capítulo sobre os grandes médiuns modernos. O almirante Usborne Moore dá o testemunho de ter ouvido simultaneamente, com Mrs. Wriedt, de Detroit, as vozes de três ou quatro Espíritos. Em seu livro “lhe Voices”, de 1913, cita o testemunho da conhecida escritora Miss 174 Edith K. Harper, antes secretária particular de Mr.

W. T. Stead. Escreve ela: “Depois de examinar um relato de cerca de duzentas sessões com Mrs. Etta Wriedt, durante as suas três visitas à Inglaterra, cujas notas de sessões gerais bastariam para encher um grosso volume se fossem escritas in extenso, procurarei relatar, resumidamente, algumas das mais notáveis experiências que eu e minha mãe tivemos o privilégio de assistir pela mediunidade de Mrs.

Wriedt. Examinando as minhas notas de sua primeira visita em 1911, sobressaem os seguintes detalhes entre os principais aspectos das sessões: 1) Jamais Mrs. Wriedt caia em transe; conversava livremente com os assistentes; nós a ouvíamos falar também, até mesmo argumentando com Espíritos, com, cujas opiniões não concordava. Lembro-me de uma vez em que Mr. Stend sacudia-se em gargalhadas, ou ouvir a reprimenda de Mrs.

Wriedt ao editor do Progressive Thinker por sua atitude contra os médiuns e da evidente confusão de Mr. Francis que, depois de uma tentativa de explicação, derrubou a trombeta e retirou-se aborrecido. 2) Duas, três e até quatro vozes de Espíritos falando simultaneamente a diversos assistentes. 3) Mensagens dadas em língua estranha — francês, alemão, italiano, espanhol, norueguês, holandês, árabe e outras, com as quais a médium não estava familiarizada. Uma senhora norueguesa, muito conhecida no mundo das letras e da política, foi abordada em norueguês, por uma voz masculina, dizendo-se seu irmão e dando o nome de ‘P’. Ela conversou com ele e deu mostras de satisfação ante as provas dadas de sua identidade... De outra vez uma voz falou em espanhol fluente, dirigindo-se determinadamente a uma senhora no grupo, que ninguém sabia tivesse ligações com essa língua.

Então a senhora estabeleceu uma conversa fluente com o Espírito, em espanhol, com evidente satisfação para este”. Mrs. Mary Hollis, depois Mrs. Hollis-Billings, era uma notável médium. Esta americana visitou a Inglaterra em 1874 e também em 1880, quando foi 173 SOCIETY FOR PSYCHICAL RESEARCH Jornal, Volume 4º, página 127. 174 “The Voices”, páginas 324 e 325. apresentada à sociedade de Londres por destacados Espíritas.

Um belo relato de sua variada mediunidade é feito pelo Doutor N. B. Wolfe em seu livro “Startling Facts 175 in Modern Spiritualism” . Mrs. Hollis era uma senhora fina e milhares de pessoas tiveram provas e consolações através de seus dons.

Seus dois guias Jomes Nolan e um índio chamado Ski falavam livremente em voz direta. Numa de suas sessões, realizada em casa de Mrs. Makdougall Gregory, em Grosvenor Square, a 21 de janeiro de 1880, um 176 clérigo da Igreja da Inglaterra “sustentava o fio de uma conversa com um Espírito, a qual havia sido interrompida há sete anos e se confessou muito satisfeito com a autenticidade da voz, que era muito peculiar e perfeitamente audível para todos os assistentes, de ambos os lados do clérigo a quem o Espírito se dirigia”. Mr. Edward C.

Randall conta de uma outra boa médium americana para 177 vozes diretas, Mrs. Emily S. French, em seu livro “The Dead Have Never Died” . Ela faleceu em sua casa em Rochester, Nova Iorque, a 24 de junho de 1912. Mr.

Randall investigou as suas faculdades durante vinte anos e se convenceu de que a sua mediunidade era de um altíssimo padrão. Mrs. Mercia M. Swain, que faleceu em 1900, era uma médium de voz direta cuja instrumentalidade foi aproveitada por um grupo da Califórnia, o Rescue Circle, para ajudar os Espíritos atrasados. Um relato dessas extraordinárias sessões, que eram dirigidas por Mr.

Leander Ficher, de Buffalo, New York, e que se estenderam de 1875 a 1900, se acha no livro do Almirante Usborne Moore 178 “Glimpses of the Next State” . Mrs. Everitt, senhora finíssima e médium não profissional, produziu vozes diretas na Inglaterra em 1867 e por muitos anos depois. Muitos dos grandes médiuns de efeitos físicos, especialmente os de materializações, produziram os fenômenos de vozes diretas. Estas ocorriam, por exemplo, com Eglinton, Spriggs, Husk, Duguid, Herne, Mrs.

Gupsy e Florence Cook. Mrs. Elizabeth Blake, de Ohio, que faleceu em 1920, era um dos mais maravilhosos médiuns de voz direta de que temos notícia e, talvez, o de maior valor probante, porque em sua presença as vozes se produziam com regularidade em plena luz do dia. Era pobre, iletrada, vivendo na pequena aldeia de Bradrick, a margem do rio Ohio, do outro lado da cidade de Húntingdon, em West Virginia. Era médium desde criança.

Era muito religiosa e pertencia à Igreja Metodista, da qual, como alguns outros, entretanto, foi expulsa devido à sua mediunidade. Pouco se tem escrito a seu respeito: um único relato minucioso é a valiosa 179 monografia do Professor Hyslop. Dizem que foi sucessivamente submetida a testes por “cientistas, médicos e outros” e que o fazia de boa vontade. Entretanto, como esses homens não foram capazes de a pilhar em fraude, não se preocuparam em oferecer ao mundo os resultados obtidos. Hysiop teve a sua atenção atraida para ela por ouvir dizer que um muito conhecido mágico americano, com uma 175 “Fatos admiráveis no Espiritismo Moderno” – N. do T. 176 “Spiritual Notes”, Volume 1º, página 262. 177 “Os Mortos Nunca Morreram” —N. do T. 178 “Relances sobre o novo estado” — N. do T. 179 Proceedings, American.

SOCIETY FOR PSYCHICAL RESEARCH, Vol. 7º (1913)pag570 a 578. experiência de muitos anos, se havia convencido da autenticidade de seus fenômenos e em 1906 foi a Ohio examinar a sua mediunidade. O volumoso relatório de Hyslop descreve legítimas comunicações que ocorreram. Ele faz essa rara confissão de ignorância do processo do ectoplasma na produção dos fenômenos das vozes: “A altura dos sons, nalguns casos, exclui a suposição de que as vozes sejam conduzidas das cordas vocais à trombeta. Ouvi sons a seis metros de distância e os poderia ter ouvido a doze ou quinze metros — e os lábios de Mrs. Blake não se moviam.

Resta estabelecer uma hipótese possível para explicar este aspecto dos fenômenos. Mesmo que chamemos a isto ‘Espíritos’, a explicação não satisfaz ao homem comum de ciência. Ele quer saber do processo mecânico que o envolve, assim como nós explicamos o falar comum. Talvez sejam os Espíritos a causa primeira no caso, mas há degraus no processo que vão desde a iniciativa até o último resultado. É isto que cria a perplexidade muito mais que a suposição de que, de certo modo, estejam Espíritos por detrás de tudo isto... e o homem de ciência não pode ver como os Espíritos podem instituir um fato mecânico sem o emprego de aparelhos mecânicos.” Também ninguém o pode.

Mas neste caso a explicação tem sido dada uma ou outra vez pelo Outro Lado. O desejo do Professor Hyslop de conhecer o elo que existe entre os sons e sua fonte seria menos surpreendente se não fosse um fato que os próprios Espíritos reiteradamente responderam à pergunta que ele faz. Através de muitos médiuns deram eles explicações mais ou menos idênticas. O Doutor L. V.

Guthrie, superintendente do Asilo de West Virginia, em Huntingdon, conselheiro médico de Mrs. Blake, estava convicto de seus dons. Escreve ele: “Fiz sessões com ela em meu próprio escritório e no alpendre, ao ar livre e, numa ocasião, dentro de uma carruagem numa esarada. Constantemente se me oferecia para fazer sessões e usar uma manga de candeeiro em vez de uma pequena corneta e muitas vezes a vi produzir vozes tendo a mão numa das extremidades da trombeta.” O Doutor Guthrie relata os dois casos seguintes com Mrs. Blake, nos quais a informação dada era desconhecida dos assistentes e não podia ter sido também da médium.

“Uma de minhas empregadas, uma senhora moça, cujo irmão tinha entrado para o exército e seguido para as Filipinas, estava ansiosa para receber notícias suas e lhe havia escrito cartas sobre cartas, dirigidas aos cuidados da companhia nas Filipinas. Mas não obtinha resposta. Ela visitou Mrs. Blake e soube pelo ‘Espírito’ de sua mãe, morta há vários anos, que deveria mandar uma carta ao irmão para C... a fim de obter resposta. Assim fez: recebeu resposta em dois ou três dias, pois que ele havia regressado das Filipinas, sem que ninguém da família o soubesse.” O caso seguinte é ainda mais interessante: “Uma parenta minha, de importante família nesta região do Estado, cujo avô tinha sido encontrado morto ao pé de uma grande ponte, com o crânio esmagado, visitou Mrs.

Blake há poucos anos e não estava pensando no avô na ocasião. Ficou muito surpreendida porque o Espírito do avô lhe disse que não havia caído da ponte quando embriagado, como ao tempo haviam pensado. Tinha sido assassinado por dois homens que o haviam encontrado num carrinho e tinham conseguido pegá-lo, despojá-lo de seus valores e atirá-lo de cima da ponte. O Espírito descreveu minuciosamente os dois homens que o haviam assassinado e deu tais informações que foi possível prendê-los e obter a confissão de um ou de ambos”. Numerosos assistentes notaram que enquanto Mrs.

Blake falava ouviam-se as vozes dos Espíritos, e, ainda, que os mesmos Espíritos apresentavam a mesma personalidade, bem como a mesma inflexão de voz durante anos. Hyslop dá detalhes de um caso com essa médium, na qual as vozes comunicantes deram a solução correta para abrir um cadeado de segredo, que era desconhecida do assistente. Entre os modernos médiuns de voz direta da Inglaterra estão Mm. Roberts1 Johnson, Mrs. Blanche Cooper, John C.

Sloan, William Phoenix, as Misses Dunsmore, Evan Powell, médium Welsh, e Mr. Potter. Mr. H. Dennis Bradley fez um minucioso relato da mediunidade de voz direta de George Valiantine, o conhecido médium americano.

Mr. Bradley conseguiu vozes no seu próprio Grupo Doméstico, sem médiuns profissionais. É impossível exagerar os serviços que o trabalho dedicado e de auto-sacrifício de Mr. Bradley prestou à ciência psíquica. Se todo o nosso conhecimento dependesse das provas dadas nesses dois livros — “Towards the Stars” e “The Wisdom of the 180 Gods” — isso seria bastante para qualquer homem razoável. * * * Algumas páginas devem ser dedicadas a um resumo da prova objetiva e muito convincente das moldagens tomadas de corpos de ectoplasma — por outras palavras, de formas materializadas.

Quem primeiro explorou essa linha de pesquisa 181 parece ter sido William Denton, autor de “Natures Secrets” , um livro de psicometria, publicado em 1863. Em 1875, trabalhando em Boston, EUA, com a médium Mary M. Hardy, empregou ele métodos que se assemelham aos usados por Charles Richet e Gustave Geley em suas mais recentes experiências em Paris. Então Denton fez uma demonstração pública no Paine Haul, quando a moldagem do rosto de um Espírito, ao que se diz, foi fundida em parafina. Outros médiuns com os, quais estes moldes foram obtidos foram Mrs.

Firman, Doutor Monck, Miss Fairlamb (posteriormente Mrs. Mellon) e William Eglinton. O fato de terem sido tais resultados corroborados posteriormente na: sessões de Paris, é um forte argumento em favor de sua validade. Mr. William Oxley, de Manchester, descreve como a 5 de fevereiro de 1876 foi obtida uma bela moldagem de uma mão de senhora e como em seguida um molde da mão de Mrs.

Firman demonstrou uma grande diferença. Nessa ocasião Mrs. Firmam estava amarrada pela cabeça, o peito, os braços e as mãos. Isto parecia suficiente, no que respeita à fraude por parte da médium, ao mesmo tempo que se verifica que a cera da moldagem era fervente, o que mostra que não podia ter sido trazida à sala das sessões. É difícil imaginar que outras precauções poderiam ter sido tomadas para garantir os resultados.

Numa outra ocasião foram obtidas as moldagens de um pé e de uma mão, nas quais a abertura do pulso e do tornozelo eram tão pequenas que os membros não teriam passagem. Parece que não há outra explicação a não ser que pé e mão se houvessem desmaterializado. 180 “Rumo às Estrelas” e “A Sabedoria dos Deuses” — N. do T. 181 “Segredos da Natureza” — N. do T. Os resultados do Doutor Monck também parecem suportar a crítica. Em 1878 Oxley fez experiências com ele em Manchester e teve o mesmo sucesso que com Mrs. Firmam. Nessa ocasião diversos moldes foram tirados de duas individualidades diferentes.

Diz Oxley dessas experiências: “A importância e o valor dessas moldagens de Espíritos jamais seriam superestimados porque enquanto a relação do fenômeno espírita com outros de atitude duvidosa ou céptica só é válida no campo da crença, esses moldes de mãos e de pés são fatos patentes e permanentes e agora exigem dos homens de ciência, dos artistas, e dos trocistas, uma solução do mistério de sua produção”. Essa exigência permanece. Um famoso mágico, Houdini, e um grande anatomista, Senhor Arthur Keith, tentaram fazer moldes de mãos e os resultados, laboriosamente obtidos, apenas serviriam para acentuar o caráter único daquilo que procuravam copiar. No caso de Eglinton, foi registrado pelo Doutor Nichols, biógrafo do Davenport, que indiscutíveis moldes de mãos foram obtidos e que uma senhora presente reconheceu uma peculiaridade — uma leve deformidade — característica da mão de sua filhinha, que morrera afogada na África do Sul, com a idade de cinco anos. Talvez os mais completos e probantes desses moldes sejam os obtidos por Epes Sergeant com a médium Mrs.

Hardy, já mencionada em ligação com as experiências de Denton. As conclusões merecem ser citadas por extenso. Diz o escritor: “Nossas conclusões são as seguintes: 1) O molde de uma mão perfeita, em tamanho natural, foi produzido numa caixa fechada, por uma força desconhecida, exercitando inteligência e atividade manual. 2) As condições da experiência independiam do controle, do caráter e da boa fé da médium não obstante sua mediunidade ficasse plenamente demonstrada pelo resultado. 3) Essas condições eram tão simples e tão severas que excluem completamente toda oportunidade para fraude e toda possibilidade de ilusão, de modo que as nossas conclusões quanto à experiência são per feitas. 4) O fato, de há muito conhecido dos investigadores, de que mãos materializadas e evanescentes, guiadas por uma inteligência e projetadas de um organismo invisível, podem tornar-se visíveis e tangíveis, recebe uma confirmação deste duplo teste. 5) A experiência de moldagem, associada com a chamada fotografia espírita, dá provas objetivas da ação de uma força inteligente exterior a qualquer organismo visível e oferece uma boa base à investigação científica. 6) A pergunta: ‘Como teria sido produzida essa moldagem dentro da caixa?’ leva a considerações que devem ser de máxima importância para a filosofia do futuro, do mesmo modo que sobre problemas de psicologia e de fisiologia e abre novos horizontes às forças latentes e ao alto destino do homem.”

Sete testemunhas respeitáveis assinam o relatório. Se o leitor não ficar satisfeito com tão variados exemplos da validade dessas experiências de fotografia e moldagens, deverá ler as conclusões a que chegou o grande investigador Geley, ao fim de suas experiências clássicas com Kluski, a que aludimos de passagem. O Doutor Geley realizou com Kluski algumas notáveis experiências sobre a 182 formação de moldagens em cera, de mãos materializadas. Registrou os resultados de uma série de onze sessões bem sucedidas com tal objetivo.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.