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Capítulo 57 de 57

Parte 54 de 54

A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle

De qualquer modo eu obtive, em várias ocasiões, constatações, mostradas em minhas notas de então. de que, na presente existência, há corpos que, embora imperceptíveis pelos nossos sentidos, são para eles próprios tão sólidos quanto os nossos para nós; que tais corpos se baseiam nas características gerais dos nossos corpos atuais, porém mais embelezados; que não têm idade, nem sofrimento, nem riqueza, nem pobreza; que se vestem e se alimentam; que não dormem, muito embora ocasionalmente, e de passagem, se refiram a um estado semiconsciente a que chamam ‘jazer adormecido’ — uma condição que justamente ocorre comigo e que me parece corresponder mais ou menos ao estado de hipnose; que, após um período geralmente mais curto do que o tempo médio de vida, eles passam a um outro estado de existência; que agentes de ideias, gostos e sentimentos similares gravitam em grupos; que os casais não se reúnem necessariamente, mas que o amor do homem e da mulher continua e é liberto dos elementos que entre nós geralmente militam contra a sua perfeita realização; que imediatamente depois da morte a gente passa por um estado de repouso semiconsciente, que dura vários períodos; que não podem sofrer dores corporais, mas são susceptíveis, por vezes, de alguma ansiedade mental; que uma morte dolorosa é ‘absolutamente desconhecida’, que as ideias religiosas nenhuma influência têm no estado posterior e que, além disso, sua vida é intensamente feliz e que ninguém pensa em voltar aqui.

Não tive indicações para o ‘trabalho’, no sentido exato do vocábulo, mas para muito dos múltiplos interesses que, diziam, os preocupavam. Provavelmente isto é uma outra maneira de exprimir a mesma coisa. ‘Trabalho’, entre nós, geralmente significa ‘luta pela vida’ e isto, segundo fui enfàticamente informado, não era o seu caso — pois todas as necessidades da vida são, de certo modo, misteriosamente ‘providas’. Também não obtive referências a um definido ‘estado temporário de condenação’, mas aprendi que ali a gente começa no ponto de desenvolvimento intelectual e moral em que partimos daqui. E desde que seu estado de felicidade era baseado principalmente na simpatia, aqueles que passaram em baixa condição moral ficam muito tempo sem capacidade para a apreciar e a desfrutar.” Sir Arthur Conan Doyle (18591930) www.luzespirita.org

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.