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Capítulo 25 de 57
Parte 22 de 54
A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle
Um observador os descreveu como “sensitivos, frios e abruptos com os estranhos, mais parecendo trabalhadores braçais de fazenda do que profetas ou sacerdotes de uma nova dispensação; de compleição maciça, cabelos e olhos negros, articulações duras, atitude dês graciosa, encolhida e que embaraça os recém-chegados. Não se dão com alguns vizinhos e para outros não são simpáticos... Na verdade se acham separados da opinião pública, que não está preparada ou desejosa de estudar os fenômenos, as maravilhas científicas, ou as revelações do outro mundo”. Os rumores dos estranhos acontecimentos que se passaram em casa dos irmãos Eddy se espalharam e despertaram uma curiosidade semelhante à causada pela sala de música de Koons nos primeiros dias. Veio gente de toda parte investigar.
Parece que os Eddy tinham acomodações amplas, embora primitivas, para os seus visitantes, e que os alojavam num grande quarto, onde o reboco das paredes caía aos pedaços e a comida era tão simples como a das cercanias. Cobravam essa hospedagem môdicamente e parece que não tiravam nenhuma vantagem disso a não ser a demonstração de suas faculdades psíquicas. Uma grande curiosidade tinha sido despertada em Boston e em Nova Iorque pelo relato do que acontecia e um jornal de Nova Iorque, o Daily Graphic, encarregou o Coronel Olcott de fazer investigações. Olcott não se havia identificado até então com qualquer movimento psíquico — ao contrário, tinha o espírito prevenido contra isso e iniciou a sua tarefa antes com o fito de desmascarar um impostor. Era um homem de mente clara, de notável habilidade e com um alto sentido de honra.
Ninguém poderá ler os ricos e íntimos detalhes de sua vida, 64 contados em suas memórias, “Old Diary Leaves” , sem sentir respeito por aquele homem tão leal, desinteressado, e com uma rara coragem moral de seguir a verdade e aceitar os resultados, mesmo quando opostos à nossa expectativa e aos nossos desejos. Não era um sonhador místico, mas um homem de negócios muito prático e algumas de suas observações psíquicas despertaram menos atenção do que mereciam. Olcott ficou dez semanas na atmosfera de Vermont, o que demonstrou uma considerável força de vontade em suportar o meio primitivo e a vida dura daquela gente. Voltou com algo próximo do aborrecimento pessoal pela morosidade de entendimento com os seus hóspedes, mas, por outro lado, com absoluta confiança em seus poderes psíquicos. Como todo investigador sensato, recusa-se a dar atestados em branco sobre o caráter e não responde pelas ocasiões em que não se achava presente, nem pela futura conduta daqueles a quem julga.
Limita-se à sua experiência do momento e, em quinze notáveis artigos publicados no New York Daily Graphic, em outubro e novembro de 1874, deu os resultados completos e as medidas que havia tomado para os controlar. Lendo-os, é difícil lembrar uma precaução que não tenha sido tomada. Seu primeiro cuidado foi examinar a história dos Eddy. Foi um bom registro, a que não faltaram manchas. Nunca será demais insistir em que o médium é um mero instrumento e que o seu dom nenhuma relação tem com o seu caráter.
Isto se aplica aos fenômenos físicos, mas não aos mentais, porque jamais um alto ensino poderia chegar através de um canal inferior. Nada havia de mau na investigação daqueles irmãos, mas admite-se que certa vez deram uma falsa exibição de mediunidade, anunciando-a como tal, mas praticando truques. É provável que tal tivesse sido feito para dar o que falar e ainda para conciliar os vizinhos fanáticos, que viviam enfurecidos contra os legítimos 64 “Fôlhas Velhas de um Diário” — N. do T. fenômenos. Seja qual for a causa ou motivo, Olcott foi naturalmente levado a tornarse muito circunspecto em seus contactos, desde que mostrava um bom conhecimento dos truques. A ancestralidade era muito importante, porque, não só havia uma ininterrupta cadeia de poderes psíquicos, que se estendia sobre várias gerações, como, também, a avó deles, que fora processada quatro vezes como feiticeira, fora queimada como tal ou, pelo menos, sentenciada, no famoso processo de Salém, em 1692.
Muitos de nossos contemporâneos gostosamente fariam o mesmo com os nossos médiuns, como foi o caso de Cotton Mather. Mas as perseguições policiais constituem o seu equivalente moderno, O pai dos Eddy foi, infelizmente, um desses fanáticos perseguidores. Olcott declara que os meninos foram marcados para toda a vida pelos golpes que o pai lhes havia dado, visando desencorajar aquilo que chamava de poderes diabólicos. A mãe, que era possuidora de grande força psíquica, ficou sabendo como esse bruto “religioso” agia injustamente: seu lar tornou-se um inferno na terra. Não havia refúgio para as crianças em parte alguma, pois os fenômenos psíquicos geralmente as acompanhavam, até mesmo à escola e excitava a grita dos jovens bárbaros ignorantes em seu redor.
Em casa, quando o jovem Eddy caía em transe o pai e um vizinho despejavam água fervente sobre ele e punham brasas vermelhas sobre a cabeça, deixando-lhe marcas indeléveis. Felizmente o rapaz estava adormecido. É de admirar que depois de uma tal infância as crianças se tivessem tornado homens sombrios e desconfiados? Depois que cresceram, o infeliz pai tentou fazer dinheiro por meio dos poderes que tão brutalmente havia desencorajado e alugava os rapazes como médiuns. Ninguém jamais descreveu adequadamente os sofrimentos a que se sujeitam os médiuns públicos nas mãos de investigadores idiotas e cépticos cruéis.
Olcott testemunhou que as mãos e os braços das irmãs, bem como dos irmãos, estavam cheios de marcas das ligaduras e de escaras produzidas por lacre quente para selar os nós, enquanto que duas das meninas tinham pedaços de pele e carne esgarçadas pelas algemas. Eram enjauladas, batidas, queimadas, apedrejadas, enquanto as cabines eram destroçadas. O sangue escorria dos cantos das unhas, devido à compressão das artérias. Assim foram os primeiros dias na América, mas a Grã-Bretanha não ficou atrás, se recordarmos os irmãos Davenport e a violência brutal da massa em Liverpool. Parece que os Eddy eram possuidores de todas as mediunidades.
Olcott dá esta lista: batidas, movimento de objetos, pintura a óleo e aquarela sob influência de Espíritos, profecia, fala de línguas estranhas, poder de cura, discernimento dos Espíritos, Levitação, escrita de mensagens, psicometria, clarividência, e, finalmente, a produção de formas materializadas. Desde que São Paulo enumerou os dons do Espírito, jamais se organizou uma lista mais extensa. O método das sessões era o seguinte: o médium ficava sentado numa cabine de um lado da sala, e a assistência em bancos, enfileirados à sua frente. Perguntar-se-á por que uma cabine. E a experiência continuada mostrou que, de fato, esta pode ser dispensada, salvo no fenômeno de materialização.
Home jamais usou a cabine e atualmente os principais médiuns ingleses raramente a empregam. Há, contudo, uma razão muito aceitável para a sua presença. Sem querer ser muito didata num assunto que ainda se acha na fase de exame, pode ser admitido, como hipótese muito aceitável, que os vapores ectoplásmicos, que se solidificam numa substância plástica, da qual surgem as formas, podem condensar-se mais facilmente num espaço limitado. Entretanto, achou-se que a presença do médium não era necessária dentro desse espaço. Na maior sessão de materialização a que o autor esteve presente, na qual cerca de vinte formas de várias idades e tamanhos apareceram numa noite, o médium estava sentado fora da porta da cabine, da qual saíam as formas. É de presumir que, de acordo com a hipótese, seu vapor ectoplásmico fosse levado para aquele espaço confinado, independentemente da posição de seu corpo físico.
Isso não tinha sido reconhecido ao tempo da investigação, de modo que a cabine foi utilizada. É óbvio, entretanto, que a cabine oferecia um meio para fraudes e disfarces, com o que era cuidadosamente examinada. Ficava num segundo andar, e tinha uma janelinha. Olcott tinha a janela tapada com tela antimosquito, pregada por fora, O resto da cabine era de madeira sólida e só atingível pela sala onde se achavam os espectadores. Parece que não havia possibilidades de fraudes.
Olcott a tinha feito examinar por um perito, cujo certificado aparece no livro. Em tais circunstâncias Olcott contou em seus artigos e, depois, no seu 65 notável livro “People fron the Other World” que, certamente, durante dez semanas, viu nada menos de quatrocentas aparições saindo da cabine, de todas as formas, tamanhos, sexos e raças, vestidos maravilhosamente, crianças de colo, guerreiros índios, cavalheiros em trajes de rigor, um curdo com uma lança de nove pés, uma índia pele vermelha fumando, senhoras com vestidos elegantes, etc. Tal o testemunho de Olcott. E não havia um caso que ele não fosse capaz de dar as mais seguras provas. Seu relato foi recebido com incredulidade, mas agora já produz menor descrença.
Mas Olcott dominava o assunto e, tomando suas precauções, preveniu, assim como prevenimos, a crítica daqueles que, não tendo estado presentes, preferem dizer que os que estavam ou foram enganados ou eram malucos. Diz ele: “Se alguém lhes fala de crianças carregadas por senhoras que saem da cabine, ou de moças de formas flexíveis, cabelos dourados e pequena estatura, de velhas e velhos apresentando-se em corpo inteiro e falando conosco, de criançolas, vistas aos pares, simultaneamente com outras formas e roupas diferentes, de cabeças calvas, de cabelos grisalhos, de feias cabeças negras de cabelos encarapinhados, de fantasmas imediatamente reconhecidos como amigos, e fantasmas que falam de modo audível línguas estranhas que o médium desconhece — sua indiferença não se altera... A credulidade de alguns homens de ciência, também, seria ilimitada — antes prefeririam acreditar que uma criança possa levantar uma montanha sem uma alavanca do que umEspírito possa levantar umpeso.” Mas, de lado o céptico irredutível, que ninguém convence, e que, no último dia classificará o Anjo Gabriel como uma ilusão de ótica, há algumas objeções muito naturais que um novato pode fazer honestamente e um pensador honesto pode responder. Podemos aceitar uma lança de nove pés como sendo um objeto espiritual? Que dizer dessas roupagens?
De onde vêm elas? A resposta se encontra, 65 “Gente do Outro Mundo” — N. do T. até onde podemos entender as coisas, nas admiráveis propriedades do ectoplasma. É a mais protéica substância, capaz de ser moldada instantaneamente em qualquer forma, e o poder de moldagem é a vontade do Espírito, dentro ou fora de um corpo. Tudo pode ser instantâneamente feito com ele, desde que assim o decida a inteligência predominante. Em todas as sessões dessa natureza parece que se acha presente um ser espiritual controlador, que comanda as figuras e confecciona o programa.
Às vezes fala e dirige abertamente. Outras vezes fica calado e se manifesta apenas por atos. Como ficou dito, muitas vezes os contrôles são Índios Peles-Vermelhas, que parecem ter em sua vida espiritual uma afinidade especial com os fenômenos físicos. William Eddy, o médium principal desses fenômenos, parece nada haver sofrido quanto à saúde e à força, naquilo que em geral é um processo de exaustão. Crookes constatou como ficava Home “como que desfalecido no chão, pálido e sem fala.” Entretanto Home não era um rude camponês, mas um inválido sensitivo e artista.
Parece que Eddy comia pouco, mas fumava continuamente. Nas sessões eram empregados a música e o canto, porque de longa data foi observado que há uma íntima conexão entre as vibrações musicais e os resultados psíquicos. Também se verificou que a luz branca é prejudicial aos resultados, o que agora é explicado pelo efeito dissociativo que a luz exerce sobre o ectoplasma. Muitas cores têm sido examinadas com o fito de evitar a completa escuridão. Mas, se se pode confiar no médium a escuridão é mais favorável, especialmente aos fenômenos de fosforescência e de jatos de luz, que se contam entre os mais belos fenômenos.
Se se empregar luz, a mais tolerada é a vermelha. Nas sessões de Eddy havia uma luz atenuada de uma lâmpada velada. Seria cansativo para o leitor entrar em detalhes sobre os vários tipos que apareceram nessas interessantes reuniões. Madame Blavatsky, então uma criatura desconhecida em Nova Iorque, tinha vindo observar as coisas. Naquela época ainda não havia ela desenvolvido a linha teosófica do seu pensamento e era uma espiritista ardorosa.
O Coronel Olcott e ela se encontravam pela primeira vez na casa da fazenda de Vermont, onde começou uma amizade que produziria no futuro estranhos desenvolvimentos. Em sua homenagem, ao que parece, apareceu um séquito de imagens russas, mantendo com ela uma conversação nessa língua. A principal figura, entretanto, era um chefe índio, chamado Santum, e uma índia de nome Honto, que se materializaram tão completamente e tantas vezes que a assistência seria desculpada por esquecer que estava tratando com Espíritos. Tão grande foi o contacto, que Olcott mediu Honto numa escala pintada ao lado da porta da cabine. Tinha um metro e sessenta centímetros.
Certa vez expôs o seio e pediu a uma senhora presente que observasse as batidas do coração. Honto era leviana, gostava de dançar, de cantar, de fumar e exibir sua rica cabeleira negra aos assistentes. Santum, por outro lado, era um guerreiro taciturno, de um metro e noventa centímetros. O médium tinha apenas um metro e setenta e cinco centímetros. Digno de menção é o fato de o índio usar sempre um polvarinho de chifre, que lhe fora dado então por um dos assistentes.
Estava pendurado na cabine e lhe fora dado quando estava materializado. Alguns dos Espíritos de Eddy falavam, outros não, e a fluência variava muito. Isto concordava com a experiência do autor em sessões semelhantes. Parece que a alma que volta tem muito que aprender quando maneja esse simulacro de si própria e que aqui, como alhures, a prática vale muito. Ao falar, essas figuras movem os lábios exatamente como faziam em vida. Também foi mostrado que a sua respiração em água de cal produz a reação característica de dióxido de carbono.
Diz Olcott: “Os próprios Espíritos dizem que têm de aprender a arte de se materializar, como a gente procederia com qualquer outra arte”. A princípio apenas podem moldar mãos, como no caso dos Davenport, das Fox e outros. Muitos médiuns jamais vão além desse estágio. Entre os numerosos visitantes da casa de Vermont naturalmente alguns havia que assumiam uma atitude hostil. Nenhum destes, entretanto, parece ter dominado inteiramente o assunto.
Um dos que mais chamavam a atenção foi um tal Doutor Beard, médico de Nova Iorque, que, apenas com uma sessão, sustentava que todas as figuras eram disfarces do próprio William Eddy. Para sustentar esse ponto de vista nenhuma prova foi produzida, mas apenas a sua opinião pessoal; e ele declarava ser capaz de produzir os mesmos resultados com aparelhos de teatro do custo de três dólares. Tal opinião bem podia ser formulada honestamente numa única sessão, especialmente se esta tivesse sido mais ou menos bem sucedida. Mas é perfeitamente insustentável quando comparada com as das pessoas que assistiram a várias sessões. Assim, o Doutor Hodgson, de Stoneham, em Massachussetts, com mais quatro outras testemunhas, assinam um documento que diz: “Atestamos que...
Santum estava do lado de fora, na plataforma, quando um outro índio mais ou menos da mesma estatura saiu e os dois passavam e repassavam um pelo outro, andando para cima e para baixo. Ao mesmo tempo era mantida uma conversa entre George Dix, Mayflower, o velho Mr. Morse e Mrs. Eaton, dentro da cabine. Nós reconhecemos a voz familiar de cada um”.
Há muitas testemunhas de fatos semelhantes, além de Olcott; e todos põem a teoria dos disfarces está fora de cogitação. É preciso acrescentar que muitas das formas eram crianças e até crianças de colo. Olcott mediu uma criança cuja altura era de setenta e um centímetros. Poderia acrescentar-se honestamente que uma coisa que preocupa ocasionalmente o leitor é a hesitação de Olcott, além de sua reserva. A coisa era nova para ele e de vez em quando uma onda de receio e de dúvida passava por sua mente e ele pensava que tivesse ido muito longe e que devia contorná-la, caso, de algum modo, mostrassem que ele estava errado.
Assim, diz ele: “As formas que vi em Chittenden, enquanto aparentemente desafiando qualquer outra explicação que nïo a de uma origem supra-sensível, permanecem, do ponto de vista científico como ainda ‘não provadas’.” Noutra passagem refere-se a falta de “condições para testes”. Esta expressão tornou-se uma espécie de advertência que perde toda significação. Assim, quando se diz ter visto, fora de qualquer dúvida ou engano, o rosto da própria mãe falecida, o oponente replica: “Ah! Mas foi sob condições para teste?” O teste repousa no próprio fenômeno. Quando se pensa que durante dez semanas Olcott pôde examinar a pequena cabine, vigiar o médium, medir e pesar as formas ectoplásmicas, fica-se a pensar o que é que se poderia exigir para fazer prova completa.
O fato é que enquanto Olcott escrevia o seu relato veio o suposto desmascaramento de Mrs. Holmes e a parcial retratação de Mr. Dale Owen, o que o levou a tomar essas precauções. Foi a mediunidade de William Eddy que tomou a forma de materializações. Horace Eddyfez sessões de caráter bem diverso.
Em seu caso foi usada uma espécie de tela, em cuja frente ele se sentava com um dos assistentes, ao seu lado, sob boa luz e segurando a sua mão. Do outro lado da tela era colocado um violão ou outro instrumento, que então começava a ser tocado, aparentemente sem executante, enquanto mãos materializadas eram vistas às bordas da cortina, O efeito geral era muito semelhante ao produzido pelos irmãos Davenport, mas era mais impressionante, uma vez que o médium era visto inteiramente e se achava sob controle de um espectador. A hipótese da moderna ciência psíquica, baseada em muitas experiências, é que faixas invisíveis de ectoplasma, que são antes condutoras de força do que forças elas próprias, são emitidas do corpo do médium e aplicadas sobre o objeto que deve ser manipulado, sendo empregadas para o levantar, para o tocar, conforme um poder invisível o deseje — poder invisível que, conforme pretende o Professor Charles Richet, é um prolongamento da personalidade do médium e, conforme a mais avançada escola, uma entidade independente. Nada disso era conhecido ao tempo dos Eddys e os fenômenos apresentavam uma indubitável aparência de toda uma série de efeitos sem causa. Quanto à realidade do fato, é impossível ler a minuciosa descrição de Olcott sem ficar convencido de que não poderia haver erro nisso.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.