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Capítulo 17 de 57

Parte 14 de 54

A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle

E termina o seu relato com este parágrafo: “Concluo em poucas palavras aos numerosos leitores clericais de Critic. Como clérigo da Igreja da Inglaterra, considero este um assunto ao qual meu irmão sacerdote deve, mais cedo ou mais tarde, demonstrar interesse, por mais relutante que seja em se dedicar a ele. E minhas razões, em poucas palavras, são as seguintes: Se um tal interesse se generalizar neste país, como já aconteceu na América, — e que razões temos nós para não o admitir? — então o clero de todo o reino a ele será chamado de todos os lados, terá que dar a sua opinião e provavelmente será obrigado, por seus mesmos deveres, a interferir e a evitar as mistificações a que, em muitos casos, o mistério conduziu. Um dos mais sensíveis e hábeis escritores sobre as manifestações espíritas na América, como por exemplo Adin-Ballou, em seu trabalho advertiu os leitores que não acreditassem em todos os Espíritos que se comunicam, nem mudassem de opinião nem de crença, como tem sido feito aos milhares, influenciados por estas batidas.

A coisa apenas começou na inglaterra; mas em poucos meses, desde que o casal Hayden chegou a Londres, espalhou-se como fogo na floresta e tenho boas razões para dizer que o entusiasmo apenas se acha em começo. Pessoas que de início consideraram a coisa como impostura e mistificação, testemunhando elas próprias os fenômenos, a princípio ficaram chocadas e atônitas, depois aceitaram cegamente as mais loucas conclusões — como, por exemplo, que tudo é trabalho do demônio ou, em sentido contrário, que há uma revelação do Céu. Vejo muitas pessoas capazes e inteligentes, terrível e completamente mistificadas. E ninguém sabe o que fazer. De minha parte apresso-me a confessar que também me sinto mistificado.

De que não é impostura estou absoluta e perfeitamente convencido. Além dos testes acima referidos, tive uma longa conversa com Mr. Hayden e sua senhora, separadamente, e tudo quanto me disseram tinha a marca de sinceridade e boa fé. Aliás isto não constitui prova para outros, mas apenas para mim. E se engano existe, tão enganados estão eles quanto as suas vítimas.” Não foi o clero, mas os livres-pensadores que perceberam a verdadeira significação da mensagem, e que ou deviam lutar contra essa prova da vida eterna ou deviam confessá-la honestamente, como tantos de nós o fizemos desde então, que a sua filosofia estava estraçalhada e que eles tinham sido batidos no seu próprio campo.

Esses homens tinham pedido provas em questões transcendentes e os mais honestos e argutos foram forçados a admitir que as tinham tido. O mais nobre de todos eles foi Robert Owen, tão famoso por seus trabalhos humanitários como por sua atrevida independência em questões religiosas. Esse homem corajoso e honesto declarou publicamente que os primeiros raios desse sol nascente o tinham ferido e haviam dourado o sombrio futuro que ele imaginava. Diz ele: “Tracei pacientemente a história dessas manifestações, investiguei os fatos a elas ligados, em numerosos casos testemunhados por pessoas de grande caráter, tive catorze sessões com a médium Mrs. Hayden, durante as quais ela me deu todas as oportunidades para verificar, quando possível, se poderia ter havido qualquer mistificação de sua parte.” “Não só me convenci de que não havia mistificação, com médiuns fidedignos nesses processos, mas que os mesmos estão destinados, no atual período, a realizar a maior revolução moral no caráter e nas condições da raça humana.” Mrs.

Emma Hardinge Britten comenta o interesse e a admiração produzida pela conversão de Robert Owen, cuja influência, puramente materialista, era tida como exercendo um efeito prejudicial sobre a religião. Diz ela que um dos mais preeminentes estadistas ingleses dizia que “Mis. Hayden merecia um monumento, quando mais não fosse, pela só conversão de Robert Owen”. Pouco depois o famoso Doutor Elliotson, presidente da secular sociedade, foi convertido, como São Paulo, depois de violento ataque à nova revelação. Ele e o Doutor Ashburner tinham sido os mais preeminentes defensores do mesmerismo naqueles dias em que esse indiscutível fenômeno tinha que lutar por sua existência e quando cada médico que o apoiava estava arriscado a ser chamado de charlatão.

Foi penoso para ambos, porque enquanto o Doutor Ashburner se atirava entusiasmado nessas altas cogitações, seu amigo se via compelido não só a repeli-lo, mas a atacá-lo. Contudo, a divergência foi liquidada pela completa conversão de Elliotson; e Mis. Hardinge Britten relata como, em seus últimos dias, ele insistia para que ela viesse vê-lo e como o encontrou como um fervoroso adepto do Espiritismo, uma fé que o venerando senhor amava como a mais brilhante revelação, que jamais o havia iluminado e que, finalmente, suavizando a escura passagem para o Além da Morte, havia feito dessa transição uma cena de fé triunfante e de sorridente antecipação. Como era de esperar, não demorou muito para que o rápido desenvolvimento dos fenômenos das mesas obrigasse os cientistas cépticos a lhes reconhecer a existência ou, pelo menos, tentar demonstrar o engano dos que atribuíam os movimentos a uma causa externa. Braid, Carpenter e Faraday sustentavam publicamente que os resultados obtidos eram devidos apenas a uma ação muscular inconsciente.

Faraday imaginou instrumentos engenhosos por meio dos quais tinha comoprovada a sua assertiva. Mas, como muitos outros críticos, não tinha feito experiências com um bom médium e o fato muito bem constatado do movimento de mesas sem contacto era suficiente para desmoronar as suas teorias. Se se pudesse imaginar um leigo sem telescópio a contradizer um astrônomo, que o tivesse usado, teríamos uma analogia para essa gente que se aventura a criticar assuntos psíquicos sem jamais ter feito experiências psíquicas. Foi Sir David Brewster quem exprimiu o estado de ânimo daquela época. Falando de um convite de Monckton Milnes para encontrar-se com Mr.

Galla, o explorador africano “que lhe havia assegurado que Mrs. Hayden lhe havia dito nomes de pessoas e lugares da África que ninguém, a não ser ele, podia saber”, comenta Sir David: “É fora de dúvida que o mundo está ficando maluco”. Mrs. Hayden ficou cerca de um ano na Inglaterra, tendo voltado para a América em fins de 1853. Um dia, quando estas questões tiverem a sua verdadeira proporção, em relação a outros acontecimentos, sua visita será considerada como um acontecimento histórico marcante.

Dois outros médiuns americanos estiveram na Inglaterra durante a sua visita: Mrs. Roberts e Miss Jay; seguiram-na pouco depois, mas parece que tiveram pouca influência no movimento e que lhe foram inferiores em força psíquica. Um quadro daqueles primeiros dias é dado por um resumo de um artigo sobre o Espiritismo, publicado a 25 de outubro de 1856 no The Yorkshireman, jornal não espírita: “Pensamos que, em geral, o público inglês não conhece a natureza das doutrinas espíritas e, sem dúvida, muitos dos nossos leitores certamente não se acham preparados para pensar que elas prevaleçam, até certa extensão, em nosso país. Os fenômenos comuns de movimento de mesas, etc., na verdade são familiares a muita gente. Há cerca de dois ou três anos não havia uma reunião noturna que não tentasse a realização de um milagre espírita... Naqueles dias a gente era convidada para ‘chá e mesas girantes’, como um novo divertimento e tinha que se mexer com toda a família, em volta dos móveis, como loucos”.

Depois de afirmar que o ataque de Faraday “tinha espantado os Espíritos”, de modo que por algum tempo não mais se ouvia falar das suas atividades, acrescenta o jornal: “Contudo temos provas amplas de que o Espiritismo, como uma crença vital e ativa, não está circunscrito aos Estados Unidos, mas encontrou favor e aceitação entre um considerável número de entusiastas em nosso país.” Mas a atitude geral da imprensa mais influente foi muito semelhante à atual: ridículo e negação dos fatos e o ponto de vista que, mesmo quando os fatos fossem verdadeiros, para que serviriam? The Times, por exemplo, um jornal muito mal informado e reacionário sobre assuntos psíquicos, num artigo de fundo, pouco depois dessa data, sugere: “Seria algo como tomar o nosso chapéu do cabide por um esforço de vontade, sem ir pegá-lo ou ocupar um criado. “Se a força da mesa pudesse ser aplicada ao menos para acionar uma máquina de moer café ganharíamos alguma coisa. “Seria melhor que os nossos médiuns, em vez de indagar de que morreu alguém há cinquenta anos, descobrissem as cotações da bolsa daqui a três meses”. Quando a gente lê tais comentários num grande jornal, fica a pensar se realmente esse movimento não foi prematuro e se, numa época tão baixa e material, não seria impossível fixar a ideia de uma intervenção exterior.

Entretanto a maior parte dessa intervenção era devida à frivolidade dos investigadores que ainda não haviam compreendido a inteira significação desses sinais do Além e os empregava, como assinala o jornal de Yorkshire, como uma espécie de divertimento social e uma nova excitação para uma mundanidade fatigada. Mas enquanto, na opinião da imprensa, um golpe mortal havia sido dado no desacreditado movimento, a investigação prosseguia silenciosamente em muitos lugares. Gente sensata, segundo indica Howitt “estava com êxito experimentando aqueles anjos, na sua mesma forma de apresentação e verificando que eram reais” pois, como diz muito bem, “os médiuns públicos jamais fizeram mais do que inaugurar o movimento”. Se tivéssemos que julgar pelo público testemunho da época, a influência de Mrs. Hayden deveria ser considerada como de pouca extensão.

De um modo geral, para o público era ela uma maravilha fugaz; mas espalhou muita semente que germinou lentamente. O fato é que abriu o assunto e o povo, na maioria nos mais baixos degraus da vida, começou a experimentar e a descobrir a verdade por si mesmo; embora com as cautelas filhas da experiência, tomou a maior parte dessas experiências para si próprio. É fora de dúvida que Mrs. Hayden desempenhou a sua missão. A história do movimento bem pode ser comparada a um mar que avança em ondas sucessivas, cada vez maiores.

Cada onda era tomada pelo observador como sendo a última, até que surgisse uma nova vaga. O tempo decorrido entre a partida de Mrs. Hayden em 1853 e o aparecimento de D. D. Home em 1855 representa o primeiro repouso na Inglaterra.

Os críticos superficiais pensavam que era o fim. Mas em milhares de casas em todo o país realizavam-se experiências; muitos dos que haviam perdido completamente a fé nas coisas do espírito, naquilo que era talvez o mais material período da história do mundo, tinham começado a examinar as provas e a compreender com alívio ou com espanto que estava passando a idade da fé, e que o período do conhecimento, que São Pedro havia dito ser melhor, estava se aproximando. Dedicados estudantes das Escrituras recordam as palavras do Mestre: “Eu tenho ainda muitas coisas que vos dizer; mas vós não as podeis suportar agora” e pensavam se esses estranhos movimentos de forças exteriores não fariam parte daquele novo conhecimento que havia sido prometido. Enquanto Mrs. Hayden havia plantado as primeiras sementes em Londres, uma segunda onda de acontecimentos tinha trazido os fenômenos espíritas ao alcance do povo de Yorkshire.

Isto se deveu à visita de um certo Mr. David Richmond, um “shaker” americano, à cidade de Keighley, quando procurou Mr. David Weatherhead e o interessou no novo desenvolvimento. Foram obtidas manifestações de mesa e descobertos médiuns locais, de modo que se organizou um centro florescente, que ainda existe. De Yorkshire o movimento ganhou o Lancashire e formou uma interessante cadeia com o passado, essa formada por Mr.

Wolstenholme, de Blackburn, falecido em 1925, em idade provecta e que, quando garoto, escondeu-se debaixo de uma mesa numa dessas primeiras sessões, de onde testemunhou os fenômenos, embora pensemos que não os tenha auxiliado. O jornal The Yorkshire Spiritual Telegraph apareceu em Keighley em 1855, e suas despesas, bem como outras, foram cobertas por David Weatherhead, cujo nome deveria ser venerado como um dos primeiros a entregar-se de corpo e alma no movimento. Keighley é ainda um centro ativo de trabalho e de estudos psíquicos.

Progressos Contínuos na Inglaterra Relato feito por Mrs. De Morgan sobre dez anos de experiência de Espiritismo cobre um período de 1853 a 1863. O aparecimento desse livro O com o prestigioso prefácio do Professor De Morgan, foi um dos primeiros sinais de que o novo movimento tanto se espalhava nas altas camadas quanto nas massas. Então surgiu o trabalho de D. D.

Home e o dos Davenport, que são tratados alhures minuciosamente. O exame pela Sociedade Dialética começou em 1869 e a ele nos referimos mais adiante. O ano de 1870 foi a data das primeiras pesquisas de William Crookes, empreendidas depois do escândalo produzido pela recusa dos homens de ciência “de investigar a existência e a natureza de fatos constatados por muitas testemunhas honestas e fidedignas.” No mesmo periódico — o Quarterly Journal of Science — refere-se ele à crença compartilhada por milhões, e acrescenta: “Quero verificar as leis que regem a manifestação de tão notáveis fenômenos que, presentemente, ocorrem numa amplitude quase incrível.” A história dessa pesquisa foi publicada in extenso em 1874 e causou tamanho tumulto entre os mais fossilizados homens de ciência — desses de quem se pode dizer que ficaram com a mente dominada por aquilo em que trabalham — que chegaram a propalar que ele seria expulso da Sociedade Real. A tempestade desabou, mas Crookes foi chocado por sua violência e verificou-se que, durante muitos anos, até que a sua posição fosse consolidada, tornou-se muito cauteloso em exprimir publicamente as suas opiniões. Em 187273 apareceu o Reverendo Stainton Moses como um novo fator e sua escrita automática levantou o assunto para um plano mais espiritual, na opinião de muita gente.

O lado fenomênico pode atrair a curiosidade, mas quando muito repetido como que choca asmentes judiciosas. Então ficaram em moda as conferências e os transes. Mrs. Emma Hardinge Britten, Mrs. Cora L.

V. Tapáginasan e Mr. J. J. Morse fizeram orações eloquentes, supostamente sob a ação de Espíritos, influenciando largamente enormes auditórios.

Mr. Gerald Massey, o conhecido poeta e escritor e o Doutor George Sexton também fizeram conferências públicas. De um modo geral o Espiritismo teve grande publicidade. 33 O estabelecimento da “British National Association of Spiritualists” em 1873 deu impulso ao movimento, porque muitos homens públicos bem conhecidos e senhoras da alta sociedade a ela se associaram. Entre estas devem ser mencionadas a Condessa de Caithness, Mrs. Makdougall Gregory (viúva do Professor Gregory, de Edimburgo), o Doutor Stanhope Speer, o Doutor Gully, Sir Charles Isham, o Doutor 33 “Associação Nacional Britânica dos Espiritistas.” — N. do T. Maurice Davies, Mr.

H. D. Jencken, o Doutor George Sexton, Mrs. Ross Church (Florence Marryat), Mr. Newton Crosland e Mr.

Benjamin Coleman. A mediunidade de uma alta qualidade, no setor dos fenômenos físicos foi fornecida por Mrs. Jencken (Kate Fox) e Miss Florence Cook. O Doutor J. R.

Newton, famoso médium curador da América, chegou em 1870, e numerosas curas gratuitas foram registradas. Desde 1870 Mrs. Everitt exercitou uma mediunidade maravilhosa, como a de D. D. Home, gratuitamente, convencendo a muita gente.

Herne e Williams, Mrs. Grupáginasy, Eglington, Slade, Lottie Fowler e outros fizeram muitas conversões através de sua mediunidade. Em 1872 as fotografias do Espírito de Hudson despertaram enorme interesse e em 1875 o Doutor Alfred Russel 34 Wallace publicou o seu famoso livro “On Miracles and Modern Spiritualism” . Um bom meio de traçar o desenvolvimento do Espiritismo nesse período é examinar o depoimento de testemunhas fidedignas contemporâneas, especialmente as que são qualificadas por sua posição e experiência para poderem opinar. Antes, porém, de lançar um olhar sobre o período que estamos considerando, olhemos a situação em 1866, tal qual a via Mr.

William Howitt nuns poucos parágrafos tão admiráveis que o autor se sente obrigado a citá-los ad litteram. Diz ele: “A posição atual do Espiritismo na Inglaterra, se a imprensa fosse onipotente, dada a sua influência, seria pouco animadora. Depois de empregar todos os meios possíveis para prejudicar e desacreditar o Espiritismo; depois de lhe haver aberto as suas colunas, na esperança de que o vazio e a loucura ficassem tão aparentes que os seus espertos inimigos logo fossem capazes de atingi-lo com argumentos irrespondíveis e assim verificarem que todas as vantagens da razão de fato estavam de seu lado; depois de havê-lo difamado e ferido sem propósito, toda a imprensa, como se por consenso geral ou de plano préestabelecido, adotou a tática de abrir as suas colunas a toda falsidade e a toda história insensata a respeito dele, mas se fechando hermêticamente a qualquer explicação, refutação ou defesa. Desde que todos os outros meios para o liquidar haviam falhado, foi decidido sufocá-lo. Pregar um esparadrapo literário em sua boca e deixar que seu pescoço fosse cortado por quem quer que desejasse fazê-lo.

Assim esperava poder desferir-lhe o golpe de graça. “Se alguma coisa pudesse aniquilar o Espiritismo, sua atual estima pelo público inglês, seu tratamento pela imprensa e pelas cortes de jwstiça, a tentativa de sua supressão por todas as forças da inteligência pública, o ódio que lhe votam todos os heróis do púlpito de todas as igrejas e credos, a sua simples aceitação ainda mesmo por esse público que a imprensa considera maluco, e pervertido, as suas próprias divisões internas — numa palavra, a sua preeminente impopularidade o teriam liquidado. Mas é assim? Ao contrário: jamais ele se arraigou tão firmemente na massa de mentes adiantadas; nunca seu número cresceu tão ràpidamente; jamais suas verdades foram mais eloqüente e claramente defendidas; jamais as investigações a seu respeito foram mais abundantes e ansiosas. Durante todo o tempo em que a imprensa e os boatos estiveram lançando o insulto e o despreso sobre ele, jamais as reuniões de Harley Street foram tão concorridas e superlotadas por senhoras e cavalheiros das classes médias e altas, que ouviam com admiração as eloqüentes e sempre variadas mensagens de Emma Hardinge.

Ao mesmo tempo os Davenport, milhares de vezes denunciados como impostores, outras tantas demonstraram que os fenômenos que produziam continuavam inexplicáveis por 34 “Sobre Milagres e Moderno Espiritismo” — N. do T. qualquer teoria, exceto a espírita. Que significa tudo isto? Que indicam esses fatos? Que a imprensa e o púlpito, os magistrados e as cortes de justiça uniram as suas forças, mas fracassaram. Ficaram aniquilados ante essa coisa que eles próprios classificam de pobre, maluca, falsa e inconsistente.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.