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Capítulo 37 de 57

Parte 34 de 54

A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle

Blavatsky and the Masters of Wisdom” (Theosophical Publishing House). É mais interessante voltarmo-nos para um exame completo da mediunidade de Mrs. Leonora Piper, a célebre sensitiva de Boston, EUA, porque ela se alinha entre os mais belos resultados obtidos pela Sociedade de Pesquisas Psíquicas. Ela se exerceu por um período de mais de quinze anos e os relatos são volumosos. Entre os investigadores estavam homens conhecidos e competentes, como o Professor William James, da Universidade de Harvard, o Doutor Richard Hodgson e o Professor Hyslop, da Universidade de Columbia. Esses três estavam convencidos da autenticidade dos fenômenos que ocorriam em sua presença e todos foram favoráveis à sua interpretação espírita.

Naturalmente os Espíritas ficaram jubilosos com a confirmação de suas alegações. Mr. E. Dawson Rogers, Presidente da London Spiritualist Alliance, numa 122 reunião dessa sociedade, em 24 de outubro de 1901, disse: “Nos últimos dias deu-se um pequeno fato que, segundo pensam alguns, reclama algumas palavras minhas. Como muitos sabem, nossos amigos da Sociedade de Pesquisas Psíquicas — ou alguns deles — passaram para o nosso lado.

Isto não quer dizer que aderiram à Aliança Espírita de Londres —quero dizer que alguns se riam e zombavam de nós há alguns anos, agora se dizem adesos ao nosso credo, isto é, aderentes à hipótese ou teoria de que o homem continua a viver depois da morte e que, sob certas condições, lhe é possível comunicar-se com os que aqui ficaram. Bem, agora tenho uma dolorosa recordação dos primeiros tempos da Sociedade de Pesquisas Psíquicas. Felizmente, ou infelizmente, fui membro do seu primeiro Conselho, em companhia do nosso saudoso amigo W. Stainton Moses. Reuníamo-nos e ficávamos tristes pela maneira com que o Conselho da Sociedade de Pesquisas Psíquicas recebia qualquer sugestão relativa à possibilidade de demonstrar a continuação da existência do homem após a chamada morte.

O resultado foi que, não podendo sofrer isto por mais tempo, Mr. Stainton Moses e eu resignamos os nossos cargos no Conselho. Entretanto o tempo exerceu a sua vingança. Naquela época os nossos amigos se diziam ansiosos por descobrir a verdade; mas esperavam e esperavam ansiosamente — que a verdade fosse que o Espiritismo era uma fraude... Passaram, felizmente, aquele tempo e aquela atitude; agora podemos considerar a Sociedade de Pesquisas Psíquicas como uma excelente amiga.

Ela se pôs ao trabalho assídua e intensamente e provou a nossa tese —se e que provas eram necessárias —à sociedade. Em primeiro lugar temos o nosso amigo Mr. F. W. H.

Myers, cuja memória todos veneramos, e não esquecemos que Mr. Myers declarou plenamente que havia chegado à conclusão de que a hipótese espírita era a única admissível para explicar os fenômenos que havia testemunhado. Depois vem o Doutor Hodgson. Todos quantos conhecem o assunto de longa data se lembram quanto ele perseguia tenazmente os que professavam o Espiritismo. Era um autêntico Saulo a perseguir os cristãos.

E ele próprio, por força da investigação dos fenômenos que se davam em presença de Mrs. Leonora Piper, veio para o nosso lado e, honestamente, destemerosamente, declarou-se convertido à hipótese espírita. E agora, nestes últimos dias, tivemos um notável volume de autoria do Professor Hyslop, da Universidade de Colúmbia, New York, publicado pela Sociedade de Pesquisas Psíquicas — um livro de 650 páginas, que mostra que, também ele, um Vice-Presidente da Sociedade de Pesquisas Psíquicas, está convencido de que a hipótese espírita é a única capaz de explicar os fenômenos de que foi testemunha. Todos estão rindo; e eu estou começando a ter esperanças em nosso bom amigo Mr. Podmore”. 122 Light, 1901, página 523. Da nossa posição privilegiada destes últimos vinte anos singulares, vemos que o vaticínio era muito otimista.

Mas o trabalho de Mrs. Piper está acima de contestação. O Professor James tomou contacto com Mrs. Piper em 1885, ao saber da visita de um seu parente, que obtivera resultados muito interessantes. Conquanto fosse antes céptico, resolveu-se a investigar diretamente.

Conseguiu bom número de mensagens probantes. Por exemplo, sua sogra havia perdido seu talão de cheques, mas o Doutor Phinuit, guia de Mrs. Piper, a quem haviam pedido que ajudasse a encontrá-Lo, disse onde estava e a informação estava certa. Em outra ocasião esse guia disse ao Professor James: “Sua filha tem um rapaz, chamado Robert F., como companheiro em nosso mundo”. Os Fs. eram primos de Mrs.

James e viviam em outra cidade. O professor James contou a sua senhora que o Doutor Phinuit tinha cometido um engano quanto ao sexo da criança morta dos Fs, pois havia dito que era um rapaz. Mas o Professor James estava enganado: a criança era um rapaz e a informação dada estava certa. Aqui, pois, não podia ser uma questão de leitura do pensamento dos assistentes. Muitos outros exemplos de comunicações verídicas podiam ser aduzidos.

O Professor James descreve Mrs. Piper como uma criatura absolutamente simples e honesta e diz de sua investigação: “O resultado é fazer-me sentir, tão absolutamente certo quanto estou de qualquer fato pessoal no mundo, que em seus transes ela sabe de coisas que não seria possível ter ouvido quando desperta.” Depois da morte do Doutor Richard Hodgson, em 1905, o Professor Hyslop obteve, por intermédio de Mrs. Piper, uma série de comunicações probantes, que o convenceram de que realmente se achava em contacto com seu amigo e companheiro de trabalho. Por exemplo, Hodgson lhe lembrou um médium particular, a respeito de cujos dons os dois homens haviam discordado. Disse que o tinha visitado e acrescentou: “Achei as coisas melhor do que pensava”.

Falou de um ensaio com água corada, que ele e Hyslop tinham usado para experimentar um médium a quinhentas milhas de Boston, e acerca do qual Mrs. Piper nada sabia. Houve também referência a uma discussão que ele tinha tido com Uyslop a respeito de certo manuscrito de um dos livros de Hyslop. O céptico poderá objetar que esses fatos estavam dentro do conhecimento do Professor Hyslop, de quem Mrs. Piper os teria obtido por meio da telepatia.

Mas, acompanhando as comunicações, havia muitas provas de peculiaridades pessoais do Doutor Hodgson, que foram reconhecidas pelo Professor Hyslop. A fim de permitir que o leitor julgue a consistência de algumas das provas dadas por intermédio de Mrs. Piper, sob a ação do guia Phinuit, citamos o seguinte 123 caso: Na 45ª sessão na Inglaterra, a 24 de dezembro de 1889, quando Messrs. Oliver e Alfred Lodge e Mr. Thompson e senhora eram assistentes, de súbito disse Phinuit: “Conhece Richard, Rich, Mr.

Rich?” — “Não muito bem”, respondeu Mrs. Thompson. “Conheci um Doutor Rich”. — “É este. Morreu.

Está mandando saudades a seu pai”. Na 83ª sessão, quando Mr. Thompson e a senhora se achavam presentes novamente, Phinuit disse de repente: — “Aqui está o Doutor Rich!” Então 123 “Proceedings” of SOCIETY FOR PSYCHICAL RESEARCH Volume 6º, página 509. Quoted in M. Sages “Mrs.

Piper and the SOCIETY FOR PSYCHICAL RESEARCH” o Doutor Rich começou a falar. — “É muita bondade deste cavalheiro”. (Referia-se ao Doutor Phinuit), “deixar que eu vos fale, Mr. Thompson, desejo que leve uma mensagem a meu pai.” — “Levá-la-ei”, respondeu Mr. Thompson. — “Agradeço milhares de vezes”, respondeu o Doutor Rich.

“É muita bondade. Como vedes, passei subitamente. Meu pai ficou muito perturbado com isto e ainda se acha perturbado. Não se recuperou. Diga-lhe que estou vivo; que lhe mando a minha afeição.

Onde estão os meus óculos?” A médium passa a mão sobre os olhos. — “Eu usava óculos”. (Era verdade). “Penso que ele os guarda, bem como alguns de meus livros. Havia uma pequena caixa preta, que eu tinha — penso que está comele. Não desejo que se perca.

Às vezes ele é perturbado por um zumbido na cabeça — fica nervoso — mas isto não tem importância.” — “Que faz o seu pai?” pergunta Mr. Thompson. A médium tomou um cartão e parecia escrever nele: parecia pôr um selo no canto. — “Ele se ocupa com estas coisas. Mr.

Thompson, se o senhor lhe der esta mensagem, eu o ajudarei de muitas maneiras. Posso e quero.” A respeito deste incidente, observa o Professor Lodge: “Mr. Rich, pai, é administrador dos Correios de Liverpool... Meu filho, o Doutor Rich, era quase estranho a Mr. Thompson e quase estranho para mim.

O pai tinha ficado muito chocado com a morte do filho, como verificamos. Mr. Thompson o havia procurado e dado o recado. Mr. Rich, pai, considera o episódio extraordinário e inexplicável, salvo por alguma espécie de fraude.

A frase ‘agradeço milhares de vezes’ — concordou o velho — é característica e admite que recentemente sofreu de zumbidos”. Mr. Rich não soube a que caixa preta o filho se referia. A única pessoa que podia dar informações a respeito achava-se então na Alemanha. Mas foi verificado que, em seu leito de morte, o Doutor Rich falava constantemente de uma caixa preta.

Assim comenta M. Sage: “Sem dúvida Mr. Thompson e a senhora conheceram o Doutor Rich, pois o encontraram uma vez. Mas eram perfeitamente ignorantes de todos os detalhes dados aqui. Onde os colheu a médium?

Não da influência deixada num objeto qualquer, pois não havia tal objeto na sessão.” Mrs. Piper teve vários guias em diversas etapas de sua longa carreira, O primeiro deles foi o Doutor Phinuit, que dizia ter sido um médico francês, mas cujo relato de sua vida terrena era contraditório e insuficiente. Nada obstante, sua atuação foi muito notável e ele convenceu a muita gente de que então era um intermediário entre os vivos e os mortos. Algumas objeções contra ele, entretanto, tinham força, pois, conquanto seja muito possível que uma prolongada experiência das condições do outro mundo apague a nossa lembrança das coisas terrenas, é pouco admissível que assim fosse até o ponto que a experiência o demonstrou. Por outro lado, a alternativa de que fosse uma segunda personalidade de Mrs.

Piper, um simples fio, se assim se pode dizer, separado do tecido da sua individualidade, abre dificuldades ainda maiores, desde que foi dada tanta coisa que se achava acima do possível conhecimento da médium. Estudando esses fenômenos o Doutor Hodgson, que tinha sido um dos mais severos críticos de todas as explicações transcendentes, foi pouco a pouco forçado a aceitar a hipótese espírita como a única capaz de abarcar os fatos. Achou que a telepatia entre assistente e médium não bastava. Verificou impressionado que, quando a inteligência comumente tinha tido um distúrbio mental antes de morrer, as mensagens posteriores eram obscuras e grosseiras. Isto seria inexplicável se as mensagens fossem meros reflexos mentais dos assistentes.

Por outro lado, havia casos, como de Hannah Wild, em que uma mensagem selada em vida, não pôde ser dada depois de morta. Admitindo valor a tais objeções, não podemos senão repetir que nos cingiríamos aos resultados positivos e esperamos que conhecimentos mais completos possam dar-nos a chave que explicará aqueles que se afiguram negativos. Como podemos imaginar quais sejam as leis e quais as dificuldades especiais em tais experiências? Em março de 1892 o guia Phinuit foi avantajado pelo guia George Pelham e o tom das comunicações mudou com a troca. George Pelham era um jovem literato, morto aos trinta e dois anos, numa queda de cavalo.

Tinha-se interessado pelos estudos psíquicos e então havia prometido ao Doutor Hodgson que se morresse iria esforçar-se por se manifestar. Foi uma promessa que cumpriu vantajosamente e o autor destas linhas deseja aqui consignar a sua gratidão, porque foi o estudo das 124 manifestações de George Pelham que tornaram a sua mente receptiva e simpática até que as provas finais lhe vieram durante a Grande Guerra. Pelham preferia escrever pela mão de Mrs. Piper. E não era raro que enquanto Phinuit falava, Pelham estivesse escrevendo.

Pelham estabeleceu sua identidade encontrando trinta velhos amigos, desconhecidos da médium; reconheceu-os a todos e a cada um se dirigiu no tom costumeiro de quando era vivo. Nunca tomou um estranho por um amigo. É difícil imaginar como a continuidade de identidade e o poder de comunicabilidade — duas coisas essenciais no Espiritismo poderiam ser melhor estabelecidos do que em tais registros. É instrutivo que o ato de se comunicar era muito agradável a Pelham. “Sinto-me feliz aqui, e mais ainda desde que me posso comunicar com você.

Lamento os que não podem falar.” Por vezes mostrava ignorância do passado. Comentando isto, diz M. Sage: “Se há um outro mundo, os Espíritos não vão para lá a fim de ruminar o que aconteceu em nossa vida incompleta: vão para serem arrastados no vórtice de uma atividade maior e mais alta. Se, por vezes se esquecem, não é de admirar. Não 125 obstante, parece que esquecem menos do que nós”.

É claro que se Pelham estabeleceu a sua identidade, tudo quanto nos possa dizer de sua experiência atual no outro mundo é da mais alta importância. É aqui que o lado fenomênico do Espiritismo dá lugar ao lado religioso, pois, que segurança dos mais veneráveis mestres, ou dos escritos, pode dar-nos a mesma convicção que um relato de primeira mão, de alguém que conhecemos e que vive atualmente a vida que descreve? Este assunto é tratado mais completamente em outro lugar. Assim, basta dizer aqui que a descrição de Pelham, de um modo geral, é a mesma que tantas vezes temos recebido, e que pinta uma vida de evolução gradativa, que é a continuação da vida terrena e apresenta, de muito, os mesmos aspectos, posto que, em geral, de forma mais agradável. Não é uma vida de mero prazer e de preguiça egoística, mas uma vida na qual todas as nossas faculdades pessoais têm um imenso campo de ação. 124 Doutor Hodgsons Report.

Proceedings, of SOCIETY FOR PSYCHICAL RESEARCH Volume 13º, páginas 284582. 125 M. Sage “Mrs. Ptper and SOCIETY FOR PSYCHICAL RESEARCH, página 98. Em 1898, James Hervey Hyslop, Professor de Lógica e Êtica na Universidade de Colúmbia, substituiu o Doutor Hodgson como chefe experimentador. Começando na mesma posição de cepticismo, aos poucos foi levado pelas próprias experiências à mesma conclusão. É impossível ler os seus relatórios, publicados em vários livros e, também, no Volume 16º dos “Proceedings” da SOCIETY FOR PSYCHICAL RESEARCH sem sentir que talvez ele não suportasse a evidência.

Seu pai e muitos parentes voltaram e mantiveram palestras que estavam muito acima da alternativa de personalidade secundária ou de telepatia. Ele não discute o obscuro em sua conversação, mas diz: “Estive conversando com meu pai, meu irmão, meus tios” e quem quer que leia a sua descrição será forçado a concordar com ele. Como essa Sociedade pode ter tais provas em seus próprios “Proceedings” e ainda, até onde a maioria de seu Conselho é responsável, continuar não convertida ao ponto de vista Espírita, é um mistério. Isto apenas pode ser explicado pelo fato de haver um tipo de mente egocêntrica e limitada — embora possivelmente aguda — que absolutamente não recebe impressões do que acontece aos outros e, ainda, é constituída de tal modo que é o último tipo de mente a convencer-se por si mesma, devido ao seu efeito sobre o material de que depende a prova. Nisto está a razão por que de outro modo seria inexplicável.

As lembranças do velho Hyslop não eram muito minuciosas nem muito definitivas para alcançar o seu filho. Muitos fatos haviam sido esquecidos e alguns jamais tinham chegado ao conhecimento deste. Dois vidros em sua escrivaninha, seu canivete castanho, sua caneta com pena de pato, o nome de seu piquira, seu boné preto a gente pode considerar estas coisas triviais, mas elas são essenciais à comprovação da personalidade. Ele tinha sido membro ativo de uma pequena seita. Apenas nisto parece que havia mudado.

“A ortodoxia nada tem com isto. Eu podia ter mudado de ideia em muitas coisas, se as tivesse conhecido.” É interessante notar que quando, em sua décima sexta sessão, o Professor Hyslop adotou os métodos dos Espíritas, conversando livremente e sem testes, obteve uma corroboração mais efetiva do que nas quinze sessões em que havia tomado precauções. O fato confirma a observação de que quanto menor o constrangimento em tais entrevistas, mais positivos são os resultados, e que o pesquisador meticuloso muitas vezes estraga a própria sessão. Hyslop registrou que em 205 incidentes mencionados nessas conversas foi-lhe possível verificar a exatidão de nada menos que 152. Talvez a mais interessante e dramática conversação jamais obtida através de Mrs.

Piper seja a que se deu entre seus dois investigadores, após a morte de Richard Hodgson, em 1905. Temos aqui dois cérebros de primeira classe — Hodgson e Hyslop — um “morto” e o outro na plenitude de suas faculdades, mantendo uma palestra no seu nível habitual, pela boca e pela mão dessa mulher meio deseducada e em transe. É uma situação maravilhosa e quase que inconcebível que ele, que durante tanto tempo estivera estudando o Espírito através dessa mulher, deveria agora ser o Espírito que usasse a mesma mulher e, por seu turno, fosse examinado por seu velho colega. O 126 episódio merece um estudo cuidadoso. Assim também é a mensagem atribuida a Stainton Moses.

A seguinte passagem dá o que pensar a muitos dos nossos mais materiais investigadores do psiquismo. O leitor dirá se ela pode ter brotado do cérebro de Mrs. Piper: “Desejamos incutir esse pensamento no vosso cérebro e no dos amigos terrenos: há uma diferença entre a entrada no Mundo dos Espíritos daqueles que buscam o desenvolvimento espiritual, e o daqueles que apenas buscam o conhecimento científico. Pede o Doutor Hodgson que vos diga que ele cometeu um grande erro em ficar tanto tempo aferrado à vida e às coisas materiais. Compreendereis que ele quer dizer que não se interessou pelo mundo mais alto ou espiritual.

Ele não viu esses assuntos psíquicos do mesmo ponto de vista que eu. Ele procurou basear tudo em fatos materiais e não procurou interpretar coisa alguma como um todo espiritual. Aquele que chega onde ele chegou é transplantado de uma para outra esfera da vida, como uma criança recém-nascida. Ele tem sido crivado de mensagens vindas de vosso lado. Os mensageiros lhe têm trazido toda sorte de mensagens.

Tudo em vão: ele não pode responder. E repete que eu vos devo dizer que agora se dá conta de que apenas viu um lado dessa magna questão a que era menos importante”. Uma descrição dessa notável médium deve interessar ao leitor. Dela assim fala Mr. A.

J. Philpott: “Pareceu-me uma senhora de meia-idade, agradável, bem feita e saudável; acima da estatura média, cabelos castanhos e uma atitude equilibrada e de uma matrona. Parecia uma criatura bem educada, sem quaisquer características marcantes, intelectuais ou outras. Aliás eu esperava encontrar um tipo diferente, alguém que mostrasse o sistema nervoso com mais eficiência. Essa senhora parecia tão calma e fleugmática quanto uma caseira alemã.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.