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Capítulo 41 de 57

Parte 38 de 54

A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle

Por vezes se move lentamente, para cima e para baixo, através do médium, nos ombros, no peito, nos joelhos, num movimento sinuoso de réptil. Outras vezes os movimentos são súbitos e rápidos. A substância aparece e desaparece como relâmpago e é extraordinariamente sensitiva. É sensitiva á luz.” Só nos foi possível dar uma parte da magistral análise descrita pelo Doutor Geley. Sua passagem final trata de um aspecto importante: “Durante todo o fenômeno da materialização, o produto formado está em óbvia conexão fisiológica e psíquica com a médium.

A conexão fisiológica por vezes é perceptível sob a forma de um fino cordão, ligando a estrutura á médium, o que pode ser comparado ao cordão umbilical, que liga o feto à mãe. Mesmo quando esse cordão não é visível, a relação fisiológica é sempre estreita. Cada impressão recebida através do ectoplasma reage sobre a médium e vice-versa. A sensação reflexa da estrutura coexiste com a da médium. Numa palavra, tudo prova que o ectoplasma é a parte exteriorizada da própria médium.” Comparando as minúcias desta descrição com as que foram dadas à entrada deste capítulo, ver-se-á imediatamente quão numerosos são os pontos de semelhança.

O ectoplasma sempre foi, fundamentalmente, a mesma coisa. Depois dessas afirmações não será o cepticismo, mas a pura ignorância que negará a existência desse estranho material. Eva C. veio a Londres, como foi dito, e realizou trinta e oito sessões sob os 147 auspícios da Sociedade de Pesquisas Psíquicas, mas o relatório é um documento muito contraditório e insatisfatório. O Doutor Schrenck Notzing pôde ainda demonstrar, através de um outro médium, a existência do ectoplasma, e os resultados corresponderam, de um modo geral, aos obtidos em Paris. Era um rapazinho de catorze anos, chamado Willie S.

No caso de Willie, mostrou o Doutor 147 SOCIETY FOR PSYCHICAL RESEARCH Proceedings, volume 32º, páginas.209 e 343. Schrenck Notzing essa substância a uma centena de agudos observadores, nenhum dos quais foi capaz de negar a evidência de seus próprios sentidos. Entre os que assinaram uma declaração afirmativa estavam os professôres ou ex-professôres de Jena, Giessen, Heidelberg, Munique, Tübingen, Upsala, Friburgo, Basiléia e outras universidades, além de bom número de famosos físicos, neurologistas e cientistas de toda espécie. Assim, não se pode dizer que haja dúvida quanto à sua existência. Contudo, não pode ser produzido por ordem nossa. É uma operação delicada, que pode falhar.

Assim vários experimentadores, principalmente um pequeno grupo da Sorbonne, falhou. Aprendemos que são exigidas pessoas adequadas e condições apropriadas, e que estas mais mentais e espirituais do que químicas. Uma atmosfera harmoniosa favorece, ao passo que uma desafinada ou antagônica prejudicará ou inutilizará totalmente a sua manifestação. Nisto ele mostra as suas afinidades espirituais e que também difere dos produtos puramente físicos. Que é ele?

Ele toma forma. Quem determina essa forma? Será a mente do médium em transe? A mente dos observadores? Ou alguma outra mente independente?

Entre os experimentadores temos uma escola material que insiste em que estamos encontrando uma extraordinária propriedade latente do corpo normal; temos uma outra escola, a qual pertence o autor, que acredita que estamos atingindo um elo que deve ser parte de uma cadeia que nos conduz a uma nova ordem de vida. Deveria acrescentar-se que nada de tudo isto foi desconhecido dos velhos alquimistas da Idade Média. Esse fato interessantíssimo foi trazido à luz por Mr. Foster Damon, da Universidade de Harvard, que publicou uma série de resumos dos trabalhos de Vaugham, filósofo que viveu pelas alturas de 1650, nos quais sob o nome de “Matéria-Prima”, ou de “Mercúrio” é descrita uma substância que possui todas as características do ectoplasma. Eram aqueles dias em que, entre a Igreja Católica de um lado, e os descobridores de feiticeiros dos Puritanos, do outro, os caminhos dos pesquisadores psíquicos se tornavam muito difíceis.

Eis porque os químicos daqueles dias disfarçavam o seu saber sob nomes fantásticos, em consequência do que morreu aquele conhecimento. Quando verificamos que pelo Sol significavam o operador, pela Lua o paciente, pelo Fogo, a força mesmérica ou magnética, e pelo Mercúrio o ectoplasma resultante, adquirimos a chave de alguns de seus segredos. O autor tem visto com frequência o ectoplasma em forma vaporosa, mas 148 apenas uma vez solidificado. Foi numa sessão com Eva C., sob a direção de Madame Bisson. Naquela ocasião essa estranha e variável substância apareceu como um pedaço de matéria de quinze centímetros, não muito diverso de um segmento de cordão umbilical, aderente às roupas na região inferior do estômagosto Era visível em boa luz e o autor teve licença de o examinar entre os dedos, quando lhe foi dada a impressão de substância viva, que se encolhia e pulsava sob o toque.

Nessa ocasião não havia a menor possibilidade de fraude. É impossível contemplar os fatos conhecidos acerca do ectoplasma sem ver como se apresentam na fotografia psíquica. As figuras fotografadas junto a Eva, com 148 Salvo os numerosos casos de materializações ocasionais de mãos e de rostos. a sua vaporosa aparência de lã, são muitas vezes absolutamente como as fotografias obtidas por Mr. Hope e outros. A mais racional opinião parece ser que, uma vez formado, o ectoplasma pode ser modelado pelo pensamento e que esse pensamento, nos casos mais simples, será apenas a mente inconsciente do médium.

Por vezes nós mesmos nos esquecemos de que somos Espíritos e de que um Espírito num corpo possivelmente tem poderes semelhantes ao de um Espírito fora do corpo. Nos casos mais complexos, e especialmente na fotografia psíquica, é demasiadamente claro que não é o espírito da médium que está operando, mas sim, alguma força mais poderosa e propositada que intervém. Pessoalmente o autor é de opinião que muitas formas diferentes de plasma, com atividades diversas serão descobertas, tudo isto constituindo uma especial ciência no futuro, e que bem pode ser chamada Plasmologia. Pensa ele também que todos os fenômenos psíquicos externos ao médium, inclusive a clarividência, podem ser referidos a essa fonte. Assim, o médium clarividente pode muito bem ser quem emite essa ou outra substância análoga, que constrói em redor dele uma atmosfera especial que possibilita que o Espírito se manifeste àqueles que têm poder de recepção.

Assim como ao passar pela atmosfera da Terra um aerólito é visível por um momento entre duas eternidades de invisibilidade, também pode ser que o Espírito, ao passar pela atmosfera psíquica do médium de ectoplasma, pode por momentos indicar a sua presença. Tais especulações estão acima das provas atuais, mas Tyndall mostrou como tais hipóteses exploratórias podem tornar-se pontas de lança da verdade. A razão por que umas pessoas vêem um fantasma e outras não, talvez seja porque algumas forneçam bastante ectoplasma para uma manifestação e outras não, enquanto a sensação de frio, o tremor e o subsequente desmaio, talvez sejam devidos não a um simples terror, mas parcialmente a uma súbita descarga de elementos psíquicos. De lado essas especulações, o sólido conhecimento do ectoplasma, que já foi adquirido, dá-nos, finalmente, uma sólida base material para a pesquisa psíquica. Quando o Espírito desce a matéria, necessita dessa base material, sem o que lhe é impossível impressionar os nossos sentidos materiais.

Já em 1891 Stainton Moses, pioneiro do psiquismo em seus dias, foi forçado a dizer: “Não sei mais nada, a respeito do método ou métodos pelos quais são produzidas as formas materializadas, do que sabia quando as vi pela primeira vez”. Se ainda estivesse vivo, dificilmente diria isso agora. Esse conhecimento novo e preciso teve a utilidade de nos dar uma explicação racional daquelas batidas, que foram os primeiros fenômenos a chamar a atenção. Seria prematuro dizer que elas só por uma maneira podem ser produzidas; mas, ao menos, pode dizer-se que o seu processo usual de produção é o da extensão de uma alavanca de ectoplasma, que pode ser visível ou não, e pela sua percussão nalgum objeto sólido. É provável que essas alavancas sejam os condutores de força e nãoforças prôpriamente ditas, do mesmo modo que um fio de cobre pode levar uma descarga elétrica, que desintegra um navio de guerra.

Numa de suas admiráveis experiências, Crawford, verificando que as alavancas vinham do peito da médium, molhou a sua blusa com um líquido carmesim e depois pediu que batessem na parede fronteira. Então foi verificado que o muro estava com alguns pontos vermelhos, pois a projeção ectoplásmica havia carregado consigo a tinta através, da qual havia passado. Do mesmo modo, quando autênticas, as batidas na mesa parecem devidas a uma acumulação de ectoplasma em sua superfície, retirada dos vários assistentes e depois utilizada pela inteligência que preside. Crawford admitia que as projeções por vezes deveriam possuir ventosas ou garras nas extremidades, de modo a mover ou levantar objetos; e o autor, posteriormente, obteve várias fotografias dessas formações, que mostram claramente que terminam com o topo plano, que se presta a tal objetivo. Crawford deu grande importância à correspondência entre o peso do ectoplasma emitido e a perda de peso do médium.

Suas experiências parecem mostrar que todos são médiuns; que cada um perde peso numa sessão de materialização, e que o médium principal apenas difere dos outros pela circunstância de poder desprender muito maior quantidade de ectoplasma. Se perguntarmos por que um ser humano terá que ser diferente de outro a esse respeito, chegamos à eterna controvérsia do por que este tem um ótimo ouvido para a música, enquanto aquele é uma negação. Devemos considerar esses atributos pessoais. tais quais os encontramos. Nas experiências de Crawford, habitualmente a médium perdia de 10 a 15 libras numa sessão — peso que se restaurava assim que o ectoplasma era reabsorvido. Numa ocasião foi registrada a enorme perda de cinquenta e duas libras.

Poder-se-ia pensar que as balanças então estivessem descalibradas, se se não tivessem registrado perdas ainda maiores, com outros médiuns, como foi o caso descrito nas experiências de Olcott com os Eddys. Há outras propriedades das projeções ectoplásmicas que deveriam ser notadas. Não só a luz lhes é destrutiva, a menos que sejam gradativamente alimentadas e especialmente preparadas com antecedência pelos guias, mas o efeito de um súbito jato de luz faz a substância recuar para o médium, com á força de um elástico. Isto não é absolutamente uma alegação falsa, visando proteger o médium contra uma surpresa: é um fato certo, que tem sido verificado por muitos observadores. Qualquer esperteza com ectoplasma, a menos que se tenha certeza de que haja fraude na sua produção, deve ser evitada, e agarrar à força uma trombeta ou qualquer outro objeto sustentado pelas alavancas ectoplásmicas é quase tão perigoso quanto a sua exposição à luz.

O autor se lembra de um caso onde um assistente ignorante arrancou a trombeta, que flutuava no ar, a sua frente, dentro do círculo. Fê-lo em silêncio; ninguém sofreu com isto senão o médium, que se queixou de dores e prostrou-se durante alguns dias. Outro médium sentiu uma irritação superficial, do peito ao ombro, causada pela retração da faixa ectoplásmica, quando um pretenso investigador acendeu uma lanterna elétrica. Quando o ectoplasma se retrai sobre uma superfície mucosa, pode determinar uma forte hemorragia, como tem notícia o autor de numerosos casos semelhantes. Num deles, o de Susanna Harris, em Melbourne, a médium ficou de cama uma semana depois de tal experiência.

É impossível, num simples capítulo de um trabalho que cobre tão vasto assunto, dar pontos de vista minuciosos de uma seção desse assunto, que se pode desenvolver num volume. Nosso conhecimento dessa substância enganadora, protéica, onímoda, aumenta de ano para ano e pode profetizar-se que se a última geração se preocupou com o protoplasma, a futura geração será aumentada com o seu equivalente psíquico que, assim o esperamos, reterá o nome de ectoplasma, dado por Charles Richet, embora vários outros vocábulos, como plasma, teleplasma e ideoplasma infelizmente tenham entrado em circulação. Depois que este capítulo foi escrito, novas demonstrações do ectoplasma foram realizadas em diversas partes do mundo. A mais notável, entretanto, foi a de “Margery” ou de Mrs. Crandon, de Boston, cujos dons foram tratados no livro de Mr.

Malcolm Bird, que traz aquele nome.

Fotografia Espírita primeiro relato autêntico da produção daquilo que é chamado fotografia espírita data de 1861. O resultado foi obtido por William H. Mumler, em O Boston, nos Estados Unidos. Diz-se que em 1851, na Inglaterra, Richard Boursnell fez uma experiência semelhante, mas nenhuma fotografia dessa natureza foi conservada. O primeiro exemplo na Inglaterra que se pode constatar ocorreu em 1872, com o fotógrafo Hudson.

Como o progresso do moderno Espiritismo, esse novo desenvolvimento foi predito pelo Outro Lado. Em 1856 Mr. Thomas Slater, um óptico residente em Euston Road 136, em Londres, realizava uma sessão com Lord Brougham e Mr. Robert Owen, quando, por batidas, foi dito que chegaria o dia em que Mr. Slater faria fotografias de Espíritos.

Mr. Owen observou que se estivesse no mundo dos Espíritos quando chegasse aquele dia, iria aparecer numa chapa. Em 1872, quando Mr. Slater fazia experiências de fotografia espírita, ao que se diz, obteve numa chapa 149 o rosto de Mr. Robert Owen, bem como o de Lord Brougham.

Alfred Russel Wallace viu essas chapas mostradas por Mr. Slater, e 150 escreve. “O seu primeiro êxito consistiu em dois rostos obtidos ao lado do retrato de sua irmã. Uma dessas cabeças, sem sombra de dúvida, é de Lord Brougham; a outra, muito menos distinta, é reconhecida por Mr. Slater como a de Robert Owen, que ele conhecia intimamente. até o momento de sua morte.” Depois de descrever outras fotografias de Espíritos, obtidos por Mr.

Slater, continua o Doutor Wallace: “Agora, se essas figuras estão ou não identificadas corretamente não é ponto essencial. O fato de que algumas figuras, tão claras e indiscutivelmente humanas como essas, aparecem em chapas batidas no estúdio particular de um óptico experimentado e fotógrafo amador que fabrica os seus próprios aparelhos, e sem ninguém presente a não ser a sua própria família, — constitui verdadeira maravilha. Num caso, um segundo rosto apareceu numa chapa com ele, tomada por Mr. Slater quando se achava absolutamente só, pelo simples processo de ocupar a cadeira de um assistente depois de preparada a máquina... O próprio Mr.

Slater mostrou-me todas essas fotografias e explicou as condições em que foram obtidas. É certo que não se trata de uma impostura e como primeiras confirmações independentes do que antes havia sido obtido por fotógrafos profissionais, seu valor é inestimável”. De Mumler, em 1861 a William Hope, em nossos dias, apareceram de vinte a trinta médiuns reconhecidos para fotografia espírita que, ao todo, produziram centenas de resultados supranormais, que chegaram a ser considerados “extras”. O 149 “The Spiritualist”, Novembro de 1873. 150 “Miracles and Modern Spiritualism”, 1901, página 198. mais conhecido desses sensitivos, além de Hope e de Mrs. Deane, são Hudsou, Parkes, Willie, Buguet, Boursnell e Duguid.

Mumler, que trabalhava como gravador numa das principais joalherias de Boston, não era espírita nem fotógrafo profissional. Em horas de folga, quando tentava tirar fotografias de si mesmo, no atelier de um amigo, obteve numa chapa o contôrno de uma outra figura. O método que empregava era focalizar uma cadeira vazia e, depois de descobrir a objetiva, alcançar a cadeira escolhida e aí ficar durante o tempo necessário à exposição. Nas costas da fotografia Mr. Mumler tinha escrito: “Esta fotografia foi feita por mim mesmo, de mim mesmo, num domingo, quando não havia viva alma na sala — por assim dizer.

A forma à minha direita reconheço como minha prima, morta há doze anos. W. H. MUMLER” A forma é de uma mocinha, que aparece sentada na cadeira. A cadeira é vista com nitidez através do corpo e dos braços, como também a mesa na qual ela apóia o braço. Abaixo do peito, diz um relato contemporâneo, a forma (que parece usar um vestido decotado e sem mangas) se desagrega num tênue vapor, como simples nuvens na parte inferior do retrato.

É interessante notar pormenores nessa primeira fotografia espírita, que se repetiram muitas vezes nas que foram obtidas posteriormente por outros operadores. Logo correu a notícia do que havia acontecido a Mumler e ele foi assediado por pedidos de sessões. A princípio recusou-se, mas finalmente concordou e quando, posteriormente, outros “extras” foram obtidos, e sua fama se espalhou, foi então compelido a abandonar o seu negócio e a dedicar-se a esse novo trabalho. Como, de um modo geral, as suas experiências foram como as de todos os fotógrafos psíquicos que o sucederam, podemos considerá-las rapidamente. Investigadores particulares de boa reputação obtiveram retratos absolutamente reconhecíveis de amigos e parentes e ficaram inteiramente satisfeitos porque os resultados eram genuínos.

Então vieram os fotógrafos profissionais, convencidos de que havia truques e que se lhes dessem oportunidade de fazer experiências, sob suas próprias condições, seriam capazes de descobrir como a coisa era feita. Vieram, um após outro, nalguns casos com as suas próprias chapas, máquinas, reveladores e fixadores, mas depois de dirigirem e fiscalizarem todas as operações, foram incapazes de descobrir qualquer truque. Mumler também foi aos seus ateliers e lhes permitiu fazer todo o manejo bem como a revelação das chapas, com os mesmos resultados. Andrew Jackson, que era então redator-chefe do Herald of Progress, em New York, mandou um fotógrafo profissional, Mr. William Guay, fazer uma investigação completa.

Este contou que, depois de lhe haver sido permitido o inteiro controle de todo o processo fotográfico, apareceu na chapa o retrato do Espírito. Experimentou com esse médium em várias outras ocasiões e ficou convencido de sua autenticidade. Outro fotógrafo, Mr. Horace Weston, foi mandado a investigar por Mr. Black, famoso fotógrafo retratista de Boston.

Quando voltou, depois de haver obtido uma fotografia de Espírito, disse que não tinha verificado coisa alguma nas operações que fosse diferente dos que se fazia no trabalho ordinário dos fotógrafos. Então Black foi em pessoa e fez todas as manipulações das chapas, bem como a sua revelação. Quando examinava a revelação de uma delas, viu aparecer uma forma além da sua e, finalmente, viu que era um homem que apoiava o braço sobre o seu ombro e exclamou, entusiasmado: “Meu Deus! é possível?” Mumler teve mais convites para sessões do que lhe era possível atender e os compromissos eram marcados com semanas de antecedência. Vinham de todas as classes: ministros, doutores, advogados, juizes, prefeitos, professôres e homens de negócio eram contados entre as pessoas interessadas. Um relatório extenso dos vários resultados 151 positivos obtidos por Mumler se encontra na imprensa da época.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.