[user_registration_my_account]
Capítulo 26 de 57
Parte 23 de 54
A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle
Esse movimento de objetos a distância do médium, ou telecinésia, para usar a expressão moderna, é um raro fenômeno à luz; mas certa ocasião, numa reunião de amadores, que eram espíritas experimentados, o autor viu uma espécie de bandeja de madeira, à luz de uma vela, ser levantada pela borda e responder a perguntas por meio de batidas, quando se achava a menos de dois metros de distância. Nas sessões em escuridão de Horatio Eddy, onde a completa ausência de luz dava todo vigor à força psíquica, Olcott verificou que havia uma louca dança guerreira de índios, com o sapateado de uma dúzia de pés e, simultaneamente, o som de um instrumento selvagem, acompanhado por guinchos e gritos. “Como pura exibição de força bruta”, diz ele, “essa dança índia provavelmente é insuperável nos anais de tais manifestações”. Uma luz produzida instantaneamente encontraria os instrumentos cobertos no chão, e Horatio em profundo sono, sem uma gôta de suor, inconsciente em sua cadeira. Assegura-nos Olcott que tanto ele quanto outros cavalheiros presentes, cujo nome declina, tiveram a permissão de se sentarem sobre o médium, mas que em um ou dois minutos todos os instrumentos estavam sendo tocados novamente.
Depois dessa experiência — e as houve muitíssimas — qualquer verificação posterior parece desnecessária. A menos que houvesse uma absoluta falta de senso da parte de Olcott e de outros espectadores, não há dúvida que Horatio Eddy exercitava poderes de que a ciência tinha, e ainda tem, um conhecimento imperfeito. Algumas das experiências de Olcott são tão definitivas e narradas tão franca e claramente que merecem respeitosa consideração e se adiantam aos trabalhos de muitos dos nossos modernos pesquisadores. Por exemplo, ele trouxe de Nova Iorque uma balança, que foi devidamente aferida e dada como exata num certificado publicado para esse efeito. Então persuadiu a uma das formas materializadas, a índia Honto, a ficar de pé sobre ela, enquanto o seu peso era verificado por uma terceira pessoa, Mr.
Pritchard, cavalheiro respeitável e não interessado no assunto. Olcott faz um relato dos resultados e adiciona um certificado de Pritchard, como jurado perante um juiz. Honto foi pesada quatro vezes, de pé sobre a plataforma, de modo que não podia de modo algum aliviar o seu peso. Era uma mulher de um metro e sessenta centímetros de altura e era de esperar que registrasse um peso de cerca de sessenta e um quilos. Os quatro resultados foram, respectivamente, de 39,9; 26,3; 26,3 e 29,5 quilos — todos tomados na mesma noite.
Isso parece mostrar que seu corpo era um mero simulacro, cuja densidade podia variar de momento a momento. Também demonstrou aquilo que mais tarde foi verificado por Crawford, que todo o peso do simulacro não poderia derivar do médium. É inconcebível que Eddy, cujo peso era de cerca de 82 quilos, fosse capaz de dar quase 40. Toda a assistência, conforme a sua capacidade, que varia enormemente, é chamada a contribuir; e outros elementos podem muito provavelmente ser trazidos da atmosfera. Atualmente a maior perda de peso demonstrada por Miss Goligher, nas experiências de Crawford, foi de 23,7 quilos; mas cada um dos assistentes sofreu uma perda de peso, conforme registrou o mostrador das cadeiras-balanças: era a contribuição individual para a formação do ectoplasma.
Também preparou o Coronel Olcott duas balanças de mola e fez testes da capacidade de tração das mãos dos Espíritos, enquanto as do médium eram seguradas por alguém da assistência. Uma mão esquerda puxou com uma força de 18 quilos e a direita, de 23,6 quilos, a uma luz tão boa que Olcott pôde ver que na mão direita faltava um dedo. Ele estava familiarizado com o caso, pois se tratava do Espírito de um marinheiro que havia perdido um dedo em vida. Quando a gente lê tais coisas, o aviso de Olcott de que seus resultados não eram definitivos e de que não tinha ele as perfeitas condições de experimentação, nos torna mais difícil a compreensão. Entretanto, fecha as suas conclusões com estas palavras: “Não obstante o número de cépticos se batendo contra esses fatos graníticos; não obstante o disfarce que possam vestir os ‘desmascaradores’, a trombetear cornetinhas de brinquedo, essa Jericó resistirá”.
Uma observação feita por Olcott foi que essas formas ectoplásmicas obedeciam facilmente a um comando mental de um assistente de mente forte, pois iam e vinham aonde estes quisessem. Outros observadores em várias sessões notaram o mesmo fato, o que pode ser tomado como um dos pontos verificados nesse problema crucial. Há um outro ponto curioso que possivelmente Olcott deixou de noticiar. Os médiuns e os Espíritos que tinham sido muito seus amigos durante a sua longa visita, subitamente se tornaram azedos e esquivos. Parece que essa mudança se operou logo depois da chegada de Madame Blavatsky, com quem Olcott havia estabelecido íntimas relações.
Como se sabe, aquela senhora era uma espírita convicta na ocasião, mas é possível que os Espíritos tenham previsto e pressentido o perigo oferecido pela dama russa. Os seus ensinos teosóficos, apresentados um ou dois anos mais tarde, eram tais que, embora os fenômenos fossem reais, os Espíritos eram meros cascões astrais e não tinham vida própria. Seja qual for a verdadeira explicação, a mudança nos Espíritos foi notável. “Muito embora a importância de meu trabalho tenha sido reconhecida e todas as facilidades razoáveis me tenham sido concedidas, eu era constantemente mantido a distância, como se fosse um inimigo, em vez de um observador sem preconceitos”. O Coronel Olcott narra muitos casos onde os assistentes reconheceram Espíritos, mas neles não se pode confiar muito, porque com uma luz fraca e as condições emocionais é fácil de ser enganado um observador honesto.
O autor tem tido a oportunidade de demorar o olhar sobre rostos de cerca de cem dessas imagens e apenas se lembra de dois casos nos quais estava absolutamente certo de sua identidade. Em ambos esses casos os rostos tinham sua própria luz e o autor não dependia de lâmpada vermelha. Houve duas outras ocasiões em que, com a lâmpada vermelha, ele estava moralmente certo; mas, na maioria dos casos, era possível, se se admitir o trabalho da imaginação, ver o que se quisesse na vaga moldagem que se defrontava. Foi talvez o que ocorreu no grupo de Eddy: realmente C. C.
Massey, um juiz muito competente, em sessão com Eddy em 1875, queixava-se desse fato. O verdadeiro milagre não era a identidade, mas a simples presença do ser. Não há dúvida que o interesse despertado pela imprensa, ao relatar os fenômenos de Eddy deveria ter produzido um mais sério tratamento da ciência psíquica e, possivelmente, adiantado de uma geração a causa da verdade. Infelizmente, no momento exato em que a atenção do público era atraída para o assunto, sobreveio real ou imaginário — o escândalo dos Holmes em Filadélfia, o qual foi rigorosamente explorado pelos materialistas, ajudados pela exagerada honestidade de Robert Dale Owen. Os fatos foram os seguintes: Dois médiuns em Filadélfia Mr. e Mrs.
Nelson Holmes, tinham feito uma série de sessões, nas quais supostamente aparecia, de contínuo, um Espírito que havia tomado o nome de Katie King, declarando-se a mesma com que o Professor William Crookes havia feito experiências em Londres. Em face disto a afirmação tornou-se duvidosa, desde que a original Katie King havia dito que a sua missão estava concluída. Entretanto, de lado a identidade do Espírito, parece que havia fortes indícios de que o fenômeno fosse genuíno e não fraudulento, por ser geralmente endossado por Mr. Dale Owen, pelo General Lipáginasitt e por vários outros observadores, que citaram experiências pessoais acima de qualquer suspeita. Havia então em Filadélfia um certo Doutor Child, que representou um papel muito ambíguo nos fatos obscuros que se seguiram.
Child tinha sustentado a autenticidade dos fenômenos de maneira pronunciada. Chegara a ponto de declarar, num folheto que publicou em 1874, que o próprio James, como Katie King, que ele vira na sala das sessões, tinham vindo ao seu próprio consultório e aí haviam ditado particularidades de sua vida terrena, o que também foi publicado. Tais declarações, naturalmente, levantam dúvidas no espírito de qualquer estudante de psiquismo, porque uma forma espiritual só se manifesta através de um médium, e não há indício de que Child o fosse. De qualquer modo pode imaginar-se que, depois de uma tal asserção, Child seria a última criatura no mundo com autoridade para dizer que as sessões eram fraudulentas. Um grande interesse público tinha sido despertado por um artigo do General Lipáginasitt, em Galaxy de dezembro de 1874 e por um outro de Dale Owen no Atlantic Monthly, de janeiro de 1875.
Subitamente a coisa estourou. Foi prenunciada por uma notícia publicada por Dale Owen a 5 de janeiro, dizendo que lhe tinham sido apresentadas provas que o obrigavam a retirar as expressões de confiança nos Holmes. Coisa semelhante fez o Doutor Child. Escrevendo a Olcott, o qual, depois de sua investigação com Eddy, era considerado uma autoridade, disse Dale Owen: “Penso que ultimamente eles nos mistificaram, talvez apenas misturando o bom e o falso, o que levanta dúvidas sobre as manifestações do último verão. Assim, provàvelmente não as empregarei em meu próximo livro sobre Espiritismo.
É uma perda, mas você e Mr. Crookes têm contribuído o bastante para o Espiritismo.” A posição de Dale Owen é bastante clara, desde que era um homem de honra muito sensível, horrorizado com a ideia de que, por um instante, pudesse ter atestado que uma impostura era uma verdade. Parece que o seu erro repousa na circunstância de ter agido ao primeiro cicio de suspeita, em vez de esperar que os fatos se esclarecessem. A posição do Doutor Child, entretanto, émais discutível, pois se as manifestações realmente fossem fraudulentas, como poderia ele ter tido entrevistas sozinho com os mesmos Espíritos em seu consultório? Foi então verificado que uma senhora, cujo nome não foi dado, tinha estado representando Katie King nas sessões; que havia consentido que seu retrato fosse tirado e vendido como Katie King, que podia mostrar os vestidos e enfeites usados por Katie King nas sessões e que estava pronta para fazer uma confissão plena.
Nada parecia mais desesperador e mais completo. Foi nessa altura que Olcott tomou a investigação e parece que estava preparado para verificar que a opinião geral era certa. Logo as suas investigações revelaram alguns fatos que, entretanto lançaram uma luz nova sobre a questão, provando que, a fim de ser minuciosa e exata, a pesquisa psíquica deve examinar as “imposturas” com o mesmo senso crítico que aplica aos fenômenos. O nome da pessoa que tinha confessado haver representado o papel de Katie King foi declinado: era Elisa White. Numa declaração que ela publicou, sem dar o nome, disse haver nascido em 1851, o que lhe dava então vinte e três anos de idade.
Tinha-se casado aos quinze e tinha um filho de oito anos. Seu marido havia morrido em 1872 e ela devia sustentar-se e ao filho. Desde março de 1874 os Holmes moravam na mesma casa que ela. Em maio a contrataram para representar o Espírito. A cabine tinha uma parede falsa na parte posterior, por onde ela podia insinuar-se vestida de musselina.
Mr. Dale Owen tinha sido convidado para as sessões e ficara inteiramente empolgado. Tudo isto resultou-lhe num drama de consciência, que, todavia, não a impediu de arriscar-se a maiores cometimentos, tais como os de aprender a desvanecer-se ou mudar de forma, por meio de panos pretos ou fazer-se fotografar como Katie King. Um dia, de acordo com o seu relato, veio à sua sessão um homem chamado Leslie, empreiteiro de estrada de ferro. Esse cavalheiro mostrou suspeitas e na sessão seguinte revelou-lhe a sua fraude, e lhe ofereceu auxílio em dinheiro se ela o confessasse.
Aceitou e mostrou a Leslie os seus métodos de mistificação. A 5 de dezembro foi realizada uma sessão fraudulenta, na qual ela representou seu papel como nas sessões reais. Isto impressionou de tal modo a Dale Owen e ao Doutor Child, que se achavam presentes, que publicaram aquelas notícias nas quais reconsideravam a sua crença — e essa reconsideração foi um golpe naqueles que acreditavam nas primeiras declarações de Dale Owen e que agora entendiam que ele deveria ter feito uma investigação mais completa, antes de sustentar tais coisas. A coisa era tanto mais penosa quanto Dale Owen contava setenta e três anos de idade e tinha sido um dos mais eloqüentes e corajosos discípulos da nova dispensação. A primeira tarefa de Olcott foi examinar cuidadosamente as declarações já feitas e destruir o anonimato de sua autora.
Logo descobriu, como foi dito, que era Elisa White e que, conquanto em Filadélfia, recusou-se a recebê-lo. Por outro lado os Holmes agiram muito abertamente e se ofereceram para criar todas as facilidades de examinar os seus fenômenos em quaisquer condições que lhes aprouvesse. Uma investigação sobre o passado de Elisa White mostrou que seu depoimento, no que diz respeito à sua pessoa, era uma teia de mentiras. Ela era muito mais velha do que dissera — não tinha menos de trinta e cinco anos — e não é certo de que um dia se tivesse casado com White. Durante anos tinha sido vocalista numa companhia ambulante.
White ainda era vivo, de modo que não havia a questão da viuvez. Olcott publicou um atestado do Chefe de Polícia a tal respeito. Entre outros documentos fornecidos pelo Coronel Olcott estava um de Mr. Allen, Juiz de Paz de New Jersey, dado sob juramento. Elisa White, conforme essa testemunha, era “tão indigna de crédito que aqueles a quem falava nunca sabiam se deviam acreditar, e sua reputação moral era tão ruim quanto possivel.” Contudo o Juiz Allen pôde dar um depoimento mais diretamente referido ao assunto em discussão.
Declarou que havia visitado os Holmes em Filadélfia e tinha visto o Doutor Child preparar a cabine, que era sôlidamente construída e que não havia possibilidade de qualquer entrada pelos fundos, como dissera Mrs. White. Além disso, que estivera na sessão em que aparecera Katie King e que os trabalhos haviam sido interrompidos pelo canto de Mrs. White num outro quarto, de modo que era impossível que Mrs. White pudesse, como dizia, ter feito o papel de um Espírito.
Sendoeste um depoimento jurado de um Juiz de Paz, parece uma peça de peso como prova. Parece que a cabine foi feita em junho, pois o General Lipáginasitt, excelente testemunha, descreveu um dispositivo bem diferente quando assistiu às experiências. Diz ele que duas portas se dobravam em harmônica, de modo que se tocavam; a cabine era apenas o recanto formado por elas e um quadro por cima. “Nas primeiras duas ou três sessões fiz um exame minucioso, e uma vez com um mágico profissional, que ficou perfeitamente satisfeito por não haver possibilidade de truques”. Isto foi em maio, de modo que as duas descrições não são contraditórias — salvo quanto à declaração de Elisa White de que podia deslizar para dentro da cabine.
Além dessas razões para precauções ao formar opinião, os Holmes foram capazes de exibir cartas que lhes foram escritas por Mrs. White, em agosto de 1874, onde se vê a incompatibilidade para a existência entre eles de qualquer segredo criminoso. Por outro lado, uma dessas cartas disse que haviam sido feitos esforços para que ela forjasse uma confissão de que tinha sido Katie King. Mais tarde no mesmo ano, parece que Mrs. White assumiu um tom mais ameaçador, conforme um depoimento escrito e formal dos Holmes, quando ela declarou que, a menos que lhe pagassem uma pensão determinada, havia um bom número de cavalheiros ricos, inclusive membros da Associação Cristã de Moços, que estavam prontos para lhe pagar uma larga soma e que ela não mais incomodaria os Holmes. Mil dólares era a soma exata que Elisa White iria receber se concordasse em admitir que tinha representado Katie King.
Certamente há que convir que tal verificação, em conjunto com as declarações da mulher, exige que se peçam provas de tudo quanto ela diz. Resta um fato culminante. Na hora exata em que a falsa sessão foi realizada e na qual Mrs. White estava mostrando como Katie King era representada, os Holmes realizavam uma sessão real, assistida por vinte pessoas e na qual o Espírito apareceu da maneira de sempre. O Coronel Olcott recolheu várias declarações de pessoas então presentes e não há dúvida a respeito do fato.
A do Doutor Adolphus Fellger é curta e pode ser dada quase que por inteiro. Diz ele sob juramento que “viu o Espírito conhecido como Katie King, ao todo, cerca de oito vezes; é perfeitamente familiar com os seus modos e não se sente enganado em relação á identidade de Katie King, que apareceu na tarde de 5 de dezembro, pois enquanto o dito Espírito aparecia exatamente da mesma altura e com os mesmos gestos, em duas sessões seguidas, sua voz era sempre a mesma e a expressão de seus olhos e os tópicos da conversa lhe davam maior certeza de tratarse da mesma pessoa”. Esse Fellger era muito conhecido e respeitado em Filadélfia como médico, cuja palavra simples, no dizer de Olcott, vale mais que “vinte juramentos escritos da vossa Elisa White”. Também ficou demonstrado que Katie King aparecia constantemente quando Mrs. Holmes estava em Blissfield e Mrs.
White em Filadélfia e que Mrs. Holmes havia escrito a Mrs. White descrevendo suas aparições reais, o que parece uma prova final de que a última não era uma parceira. Por esse tempo deve admitir-se que a confissão anônima de Mrs. White é um tiro numa coisa furada e com tantos buracos que a coisa se afunda.
Há, porém, um detalhe que, na opinião do autor, ainda flutua. É o caso da fotografia. Foi confessado pelos Holmes, numa entrevista com o General Lipáginasitt, — cuja palavra é um pedaço sólido naquele charco — que Elisa White foi contratada pelo Doutor Child para posar num retrato como Katie King. Parece que Child representou um papel dúplice em todo esse negócio, fazendo, em diferentes ocasiões, afirmações muito contraditórias e tendo, ao que parece, um interesse pecuniário no caso. Por isso a gente se inclina a considerar seriamente essa acusação, e pensar se os Holmes teriam participado da fraude.
Garantindo que a imagem de Katie King era real, talvez tivessem duvidado se ela seria ou não fotografável, de vez que sua produção exigia que a luz fosse fraca. Por outro lado, havia uma clara fonte de lucro, desde que os retratos eram vendidos aos numerosos assistentes por meio dólar. Em seu livro, o Coronel Olcott reproduz a fotografia de Mrs. White ao lado de outra supostamente de Katie King, e chama a atenção para a falta de semelhança. É claro, entretanto, que tivessem solicitado ao fotógrafo que a retocasse, para disfarçar a semelhança, pois do contrário a fraude seria notada.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.