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Capítulo 5 de 57

Parte 2 de 54

A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle

Seria difícil imaginar uma razão mais forte que esta; entretanto temos o direito de proclamar que, se Swedenborg vivesse agora, seria o chefe do nosso moderno movimento psíquico. Alguns de seus prosélitos, entre os quais o Doutor Garth Wilkinson, fizeram a seguinte objeção: “O perigo para o homem de falar com os Espíritos é que nós todos estamos ligados aos nossos semelhantes e, estando cheios de maldades, teríamos que enfrentar esses Espíritos semelhantes, e eles apenas confirmariam o nosso ponto de vista.” A isto responderemos apenas que, conquanto especioso, está provado pela experiência que é falso. O homem não é naturalmente mau. O homem médio é bom. O simples ato da comunicação espírita, na sua solenidade, desperta o lado religioso.

Assim, via de regra, não é a má influência, mas a boa, que é encontrada, como o provam os belos e moralizados registros das sessões. O autor pode dar o testemunho de que em cerca de quarenta anos de trabalho psíquico, durante os quais assistiu a inúmeras sessões em muitos lugares, jamais, numa única ocasião, ouviu uma palavra obcena ou qualquer mensagem que pudesse ferir os ouvidos da mais delicada mocinha. Outros veteranos espíritas dão o mesmo testemunho. Assim, enquanto é absolutamente certo que os maus Espíritos sejam atraídos para um ambiente mau, na prática atual é muito raro que alguém seja por eles incomodado. Se tais Espíritos aparecerem, o procedimento correto não é repelilos; é antes conversar razoàvelmente com eles, esforçando-se por que compreendam sua própria condição e o que devem fazer por seu melhoramento.

Isto ocorreu muitas vezes na experiência pessoal do autor, e com os mais felizes resultados. Algumas informações pessoais sobre Swedenborg cabem comotermoa este ligeiro relato de suas doutrinas. Visa-se, assim, antes de tudo, indicar a sua posição no esquema geral. Deve ele ter sido muito frugal, prático e trabalhador; um rapaz enérgico e um velho muito amável. Parece que a vida o converteu numa criatura muito bondosa e venerável.

Era plácido, sereno e sempre disposto à conversação, que não descambava para o psiquismo senão quando queria o seu interlocutor. O tema dessas conversas era sempre notável, mas ele se afligia com a gagueira que lhe dificultava a pronunciação. Era alto, delgado, de rosto espiritual, olhos azuis, peruca até os ombros, roupas escuras, calções curtos, fivelas nos sapatos e bengala. Sustentava Swedenborg que uma densa nuvem se havia formado em redor da Terra, devido à grosseria psíquica da humanidade e que de tempos em tempos havia um julgamento e uma limpeza, assim como a trovoada aclara a atmosfera material. Via que o mundo, já em seus dias, entrava numa situação perigosa, devido à sem-razão das Igrejas por um lado, e a reação contra a absoluta falta de religião, causada por isto.

As modernas autoridades em psiquismo, especialmente Vale Owen, falaram dessa nuvem crescente e há uma sensação geral de que o necessário processo de limpeza geral não tardará. Uma notícia sobre Swedenborg, do ponto de vista espírita, não pode ser melhor conduzida do que por estas palavras, extraídas de seu diário: “Todas as afirmações em matéria de tecilogia são, como sempre foram, arraigadas no cérebro e dificilmente podem ser removidas; e enquanto aí estiverem, a verdade genuína não encontrará lugar.” Era ele um grande vidente, um grande pioneiro do conhecimento psíquico e sua fraqueza reside naquelas mesmas palavras que escreveu. A generalidade dos leitores que quiserem ir mais adiante encontrará os mais característicos ensinos de Swedenborg em suas obras: “Céu e Inferno”, “A Nova Jerusalém” e “Arcana Coelestia”. Sua vida foi admiravelmente descrita por Garth Wilkinson, Trobridge e Brayley Hodgetts, atual presidente da Sociedade Inglêsa Swedenborg.

A despeito de todo o seu simbolismo teológico, seu nome deve viver eternamente como o primeiro de todos os homens modernos que descreveram o processo da morte e o mundo do além, o que não se baseia no vago extático e nas visões impossíveis das velhas Igrejas, mas corresponde atualmente às descrições que nós mesmos obtemos daqueles que se esforçam por nos trazer uma ideia clara de sua nova existência.

Edward Irving: os «shakers» história de Edward Irving e sua experiência, entre 1830 e 1833, com as manifestações espíritas, são de grande interesse para o estudante de psiquismo e ajuda a vingar o abismo entre Swedenborg, de um lado e A Andrew Jackson Davis, do outro. Os fatos são os seguintes: Edward Irving pertence àquela mais pobre classe de trabalhadores braçais escoceses, que produziu tantos homens de valor. Da mesma origem e da mesma época de Thomas Carlyle, Irving nasceu em Annan, em 1792. Depois de uma juventude dura e aplicada ao estudo, desenvolveu-se como um homem muito singular. Físicamente era um gigante e um Hércules em força; seu físico esplêndido só era estragado pela horrível saliência de um olho, defeito que, como o pé aleijado de Byron, de certo modo parecia apresentar uma analogia nas esquisitices do caráter.

Sua inteligência era máscula, ampla e corajosa, mas destorcida pela primeira educação na acanhada escola da Igreja Escocesa, onde os duros e cruéis pontos de vista dos velhos Convencionais — um Protestantismo impossível, que representava a reação contra um Catolicismo impossível — jamais envenenou a alma humana. Sua atitude mental era estranhamente contraditória, pois, se havia herdado essa atrapalhada teologia, deixara de herdar muito daquilo que é o patrimônio do mais pobre escocês. Opunha-se a tudo quanto fosse liberal e até mesmo elementares medidas de justiça, como a Lei de Reforma de 1832, que nele encontrou uma forte oposição. Esse homem estranho, excêntrico e formidável tinha tido o próprio ambiente no século XVII, quando os seus protótipos se reuniam nas charnecas de Galloway e exterminavam ou, possivelmente, atacavam a braço os dragões de Claverhouse. Mas a vida continuou e ele teve que escrever o seu nome de certa maneira nos anais de sua época.

Sabemos de sua extrema mocidade na Escócia, da rivalidade com seu amigo Carlyle no afeto pela inteligente e viva Jane Welsh, de seus giros e exibições de força, de sua curta carreira como violento mestre-escola em Kirkcaldy, de seu casamento com uma filha de um ministro naquela cidade e, finalmente, de sua nomeação para cura, ou assistente do grande Dr. Chalmers, que era então o mais famoso clérigo da Escócia e cuja administração na paróquia de Glasgow é um dos mais interessantes capítulos da história da Igreja Escocesa. Neste cargo ele adquiriu, no trato dos homens, o conhecimento com as classes mais pobres, o que constitui a melhor e a mais prática preparação para a vida. Sem isto ninguém é realmente completo. A esse tempo havia uma pequena igreja escocesa em llatton Garden, fora de Holborn, em Londres, que tinha perdido o seu pastor e se achava em posição crítica, quer espiritual, quer financeiramente.

A vacância foi oferecida ao assistente do Doutor Chalmers que, depois de alguma reflexão, aceitou-a. Aí a sua eloquência sonora e as suas luminosas explicações do Evangelho começaram a atrair a atenção e, sübitamente, o estranho gigante escocês ficou na moda. A rua humilde, nas manhãs de domingo, ficava atravancada de carruagens, e alguns dos mais notáveis homens de Londres, bem como senhoras, acotovelavam-se dentro do pequeno templo. É evidente que tamanha popularidade não podia durar e que o costume do pregador de expor o texto durante uma hora e meia era muito para a elegância londrina, embora aceitável ao norte de Tweed. Finalmente foi removido para uma igreja maior em Regent Square, com capacidade para duas mil pessoas e onde havia assentos suficientes para se acomodarem de maneira decente, embora o pregador já não despertasse o interesse dos primeiros dias.

De lado a sua oratória, parece que Irving foi um pastor consciencioso e muito trabalhador, que lutava continuamente para satisfazer as necessidades materiais dos mais humildes elementos de seu rebanho, sempre pronto, dia e noite, no cumprimento de seu dever. Não obstante, logo começaram as lutas com as autoridades de sua Igreja. O assunto em disputa constituiu uma bonita base para uma querela teológica daquele tipo que fez mais mal ao mundo do que a varíola. A questão era se o Cristo tinha em Si a possibilidade de pecar, ou se a Divina Porção do Seu Ser constituía uma barreira absoluta contra as tentações físicas. Sustentavam uns que a associação de ideias como Cristo e pecado era uma blasfêmia, O teimoso clérigo, entretanto, replicava, com algumas mostras de razão, que a menos que o Cristo tivesse a capacidade de pecar e a ela resistisse vitoriosamente, o seu destino terreno não era o mesmo que o nosso e suas virtudes despertavam menos admiração.

O assunto foi discutido fora de Londres com muita seriedade e por um tempo enorme, tendo como resultado uma declaração unânime do presbitério, condenando o ponto de vista do pastor. Entretanto, tendo a sua congregação, por sua vez, manifestado uma inqualificável aprovação, ele pôde desprezar a censura de seus irmãos oficiais. Mas um maior obstáculo se achava à sua frente. O encontro de Irving com ele levou o seu nome a viver como vivem todos os nomes a que se associam reais êxitos espirituais.. Inicialmente há que considerar que Irving estava profundamente interessado nas profecias bíblicas, especialmente nas vagas e terríveis imagens de São João, e os estranhos vaticínios de Daniel.

Refletiu muito sobre os anos e os dias marcantes do período de ira que devia preceder a Segunda Vinda do Senhor. Por aquela época —pelas alturas de 1830 — havia outros profundamente imersos nas mesmas sombrias especulações. Entre estes contava-se um rico banqueiro, chamado Drumond, dono de grande casa de campo em Albury, perto de Guildford. Nessa casa aqueles estudiosos da Bíblia costumavam reunir-se de vez em quando, discutindo e comparando seus pontos de vista tão minuciosamente que não era raro que suas sessões se alongassem por uma semana, sendo os dias inteiramente ocupados desde o almoço até o jantar. Este grupo era chamado os profetas de Albury.

Excitados pelos sucessos políticos que haviam levado à Lei da Reforma, todos eles consideraram que as bases mais profundas tinham sido abaladas. É difícil imaginar qual teria sido a sua reação se tivessem chegado a testemunhar a Grande Guerra. Seja como for, estavam convencidos de que estaria próximo o fim de tudo e buscavam impacientes sinais e portentos, torcendo as vagas e sinistras palavras dos profetas de todas as maneiras em fantásticas interpretações. Por fim, acima do monótono horizonte dos acontecimentos apareceu uma estranha manifestação. Havia uma lenda de que os dons espirituais dos primeiros dias reapareceriam antes do fim, e entre eles aparentemente estava o esquecido dom das línguas, voltando como patrimônio da humanidade.

Começou em 1830 ao oeste da Escócia, onde os sensitivos Campbell e Mac Donald diziam que o sangue céltico sempre tinha sido mais sensível às influências espirituais do que a mais pesada corrente teutônica. Os Profetas de Albury exerciam a maior atividade intelectual e um emissário foi mandado pela Igreja de Mr. Irving para investigar e relatar o caso. Verificou-se que a coisa era exata. As pessoas tinham boa reputação e uma delas, na verdade uma senhora cujo caráter poderia antes ser descrito como de santa.

As estranhas línguas em que ambos falavam, por vezes eram ouvidas e suas manifestações eram acompanhadas por milagres de cura e outros sinais. É claro que não havia fraude ou mistificação, mas um verdadeiro influxo de alguma força estranha que levava a gente de retorno aos tempos apostólicos. Os fiéis esperavam ansiosos novos acontecimentos. Estes não se fizeram esperar: irromperam na própria Igreja de Irving. Foi em julho de 1831 que correu o boato de que certos membros da congregação tinham sido tomados de maneira estranha em suas próprias residências e que discretas manifestações ocorriam na sacristia e outros recintos fechados.

O pastor e os seus conselheiros estavam perplexos, sem saber se uma demonstração mais pública iria ser tolerada, O caso resolveu-se por si mesmo, por uma espécie de acordo com os Espíritos; e, em outubro do mesmo ano, o prosaico serviço da Igreja da Escócia foi sõbitamente interrompido pelos gritos de um possesso. Foi tão rápido e com tamanha violência, tanto no serviço matinal, quanto no da noite, que se estabeleceu o pânico na igreja de tal modo que, se não fosse pela trovejante súplica do gigante pastor: “Oh! Senhor serena o tumulto do povo!” talvez se tivesse seguido uma tragédia. Também houve muito sussurro e muitos brados dos velhos conservadores. Como quer que seja, a sensação foi considerável e os jornais do dia apareceram cheios de comentários, que estavam longe de ser favoráveis e respeitosos.

Os gritos vinham de homens e de mulheres e, no primeiro caso, se reduziam a ruídos ininteligíveis, que tanto eram meros grunhidos quanto linguagem inteiramente desconhecida. “Sons rápidos, queixosos e ininteligíveis”, diz uma testemunha, “Havia uma força e um som cheio”, diz uma outra, “de que pareciam incapazes os delicados órgãos femininos”. “Rebentavam com assombro e terrível fragor”, diz uma terceira. Muitos, entretanto, ficavam fortemente impressionados com aqueles sons; entre eles, Irving. “Há na voz um poder de impressionar o coração e dominar o Espírito de maneira que jamais senti.

Há uma cadência, uma majestade e uma constante grandeza que jamais ouvi falar de coisa semelhante. É muito parecido com os mais simples e os mais antigos cantos no serviço da catedral de tal modo que cheguei a pensar que aqueles cantos, cuja reminiscência pode chegar a Ambrósío, Sto as inspiradas preces da Igreja primitiva”. Entretanto, em breve, palavras ininteligíveis em inglês foram adicionadas aos estranhos ruídos. Em geral eram jaculatórias e preces, sem óbvios sinais de caráter supranormal, salvo que se manifestavam em momentos inadequados e independentes da vontade de quem as proferia. Nalguns casos, entretanto, essas forças atuavam até que o sensitivo fosse, sob sua influência, capaz de longas arengas, de expor a lei da mais dogmática maneira, sobre pontos de doutrina e fazer censuras que, incidentemente eram carapuças para o sofrido pastor.

Pode ter havido — de fato houve, provàvelmente uma verdadeira origem física para tais fenômenos; mas eles se tinham desenvolvido num terreno de estreita e fanática teologia, destinada a levá-los a ruína. O próprio sistema religioso de Swedenborg era demasiadamente acanhado para receber a plenitude desses dons do espírito. De modo que pode imaginar-se a que se reduziram, quando recebidos nos estreitos limites de uma igreja escocesa, onde cada verdade há de ser virada e revirada até ajustar-se a algum êxito fantástico. O bom vinho novo não pode ser guardado em insuficientes odres velhos. Tivesse havido uma revelação mais completa, e certamente outras mensagens teriam sido recebidas de outras maneiras, as quais teriam apresentado o assunto em suas justas proporções; e um dom espiritual teria sido comprovado por outros.

Mas ali não havia desenvolvimento: havia o caos. Alguns daqueles ensinos não se acomodavam à ortodoxia e, assim, foram considerados obra do diabo. Alguns dos sensitivos condenavam os outros comoheréticos. Levantava-se voz contra voz. O pior de tudo é que alguns dos “oradores” se convenceram de que seus discursos eram diabólicos.

Parece que sua razão principal é que os discursos não se acomodavam às suas próprias convicções espirituais, o que nos poderia parecer antes uma indicação de que eram angélicos. Também entravam pelo escorregadio caminho da profecia e ficavam envergonhados quando suas profecias não se realizavam. Alguns fatos constatados através desses sensitivos e que chocavam a sua sensibilidade religiosa poderiam ter sido melhor compreendidos por uma geração mais esclarecida. Assim, admite-se que tenha sido um dos estudiosos da Biblia que tenha dito, em relação à Sociedade Bíblica, “que ela era um curso em toda a Terra, cobrindo o Espírito de Deus, pela letra da palavra de Deus”. Certo ou errado, parece que o enunciado independe de quem o anuncia e se acha de pleno acordo com os ensinos espirituais que atualmente recebemos.

Enquanto a letra for considerada sagrada, tudo pode ser provado por aquele livro, inclusive o puro materialismo. Um dos principais iniciados era um tal Robert Baxter — e que não deve ser confundido com o Baxter, que, uns trinta anos mais tarde, estava ligado a notáveis profecias. Parece que esse Robert Baxter era um cidadão sólido, zeloso e prosaico, que via as Escrituras mais do ponto de vista de um documento legal, com um valor exato para cada frase — especialmente para aquelas frases que serviam ao seu próprio esquema hereditário da religião. Era um homem honesto, com uma consciência inquieta, que o preocupava continuamente com os menores detalhes, enquanto o deixava imperturbável em relação à larga plataforma, sobre a qual eram construídas as suas opiniões. Esse homem era fortemente afetado pelo influxo do Espírito ou, para usar as próprias palavras, “a sua boca era aberta pela força”.

De acordo com ele, o dia 14 de janeiro de 1832 foi o começo daqueles rústicos 1260, dias que deveriam preceder a Segunda Vinda e o fim do mundo. Tal profecia deveria ter sido particularmente simpática a Irving, com os seus sonhos milenários. Mas muito antes que aqueles dias se tivessem completado, Irving estava em seu jazigo e Baxter tinha repudiado aquelas vozes que, ao menos naquele caso, o haviam enganado. Baxter havia escrito um folheto com o pomposo título de “A Narrativa de Fatos Característicos de Manifestações Supranaturais, em Membros da Congregação de Irving e outras pessoas, na inglaterra e na Escócia, e inicialmente no Próprio Autor”. A verdade espiritual não poderia vir através de uma tal mente, do mesmo modo não o poderia a luz branca através de um prisma; e, ainda nesse caso, há que admitir a ocorrência de muitas coisas aparentemente sobrenaturais, de mistura com muitas duvidosas e algumas absolutamente falsas. O objetivo do folheto é principalmente abjurar os seus maus guias invisíveis, de modo a poder voltar são e salvo ao seio da Igreja Escocesa.

Observe-se, entretanto, que um outro membro da congregação de Irving escreveu um panfleto de resposta com um título enorme, mostrando que Baxter estava certo enquanto inspirado pelo Espírito, e satânico nas suas errôneas conclusões. Esse folheto é interessante por conter cartas de várias pessoas que possuiam o dom das línguas, mostrando que eram gente de cultura e incapazes de uma mistificação consciente. Que dirá de tudo isso um imparcial estudioso do psiquismo, familiarizado com os dois modernos aspectos? Pessoalmente parece ao autor que tenha sido um verdadeiro influxo psíquico, mascarado por uma acanhada teologia sectarista da descrição literal, pelo que foram censurados os Fariseus. Se lhe é permitido aventurar uma Opinião, esta é que o perfeito recipiente do ensino espírita é o homem culto, que abriu caminho através de todos os credos ortodoxos e cuja mente receptiva e ardente é uma superfície limpa e pronta para registrar uma nova impressão exatamente como a recebe.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.