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Capítulo 10 de 57
Parte 7 de 54
A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle
Numa das primeiras comunicações das Irmãs Fox foi afirmado que “as comunicações não se limitariam a elas; espalhar-se-iam pelo mundo”. Em breve essa profecia se achou em bom caminho para a realização, pois essas novas forças e seus ulteriores desenvolvimentos, inclusive a visão e a audição dos Espíritos, e o movimento de objetos sem contacto, se manifestaram em muitos outros centros independentes da família Fox. Num lapso de tempo incrivelmente curto, com muitas excentricidades e fases de fanatismo, ele tinha varrido o Norte e o Leste dos Estados Unidos, sempre mostrando um núcleo sólido de fatos tangíveis, que, se ocasionalmente podiam ser simulados por impostores, sempre podiam ser verificados por investigadores honestos e isentos de ideias preconcebidas. Pondo de lado, momentaneamente, esse largo desenvolvimento, continuemos a história dos círculos iniciais de Rochester. As mensagens espíritas insistiam para que o pequeno grupo de pioneiros fizesse uma demonstração pública de seus poderes numa reunião pública, em Rochester — proposição que, naturalmente, encheu de espanto as duas desconfiadas meninas camponesas e os seus amigos.
Tão irritados ficaram os Guias desencarnados pela oposição de seus agentes terrenos, que ameaçaram suspender completamente o movimento durante uma geração e o interromperam por algumas semanas. Ao cabo de pouco tempo as comunicações foram restabelecidas e os crentes, castigados durante aquele intervalo, entregaram-se de corpo e alma nas mãos das forças externas, prometendo tudo fazer em benefício da causa. Não era coisa fácil. Uma parte do clero, notadamente o Ministro Metodista Reverendo A. 2º. Jervis, pôs. se ao seu lado; mas na sua maioria trovejaram do púlpito contra aqueles e a massa prontamente os apoiou na tarefa covarde de atacar os heréticos.
A 14 de novembro de 1849 os espíritas realizaram a sua primeira reunião no Corinthian Hall, o maior auditórium disponível em Rochester. A assistência — registrê-mo-lo para sua honra — ouviu com atenção a exposição feita por Mr. Capron, de Auburn, o orador principal. Foi então escolhida uma comissão de cinco cidadãos representativos para examinar o assunto e fazer um relatório na noite seguinte, em nova reunião da assembléia. Tão certos estavam de que esse relatório seria desfavorável que o Rochester Democrat, ao que se verificou, já tinha preparado o seu artigo de fundo, com o título: “Exposição Completa da Mistificação das Batidas”.
Entretanto o resultado obrigou o editor a sustá-lo. A comissão relatou que as batidas eram indubitàvelmente verdadeiras, embora a informação não fosse inteiramente exata, isto é, embora as respostas às perguntas “nem fossem todas certas, nem todas erradas”. Acrescentava que as batidas se produziam nas paredes, nas portas, a alguma distância das meninas, produzindo uma sensível vibração. “Não puderam encontrar nenhum processo pelo qual elas pudessem ser produzidas”. Esse relatório foi recebido pela assistência com sinais de desagrado, em consequência do que se formou uma segunda comissão, entre os descontentes.
As investigações foram feitas no escritório de um advogado. Por qualquer motivo Kate estava ausente e só contaram com Mrs. Fish e Margaret. Nem por isso os ruídos deixaram de se manifestar como antes, muito embora o Doutor Langworthy tivesse estado presente para controlar a possibilidade de ventriloquia. O relatório final foi que os sons tinham sido ouvidos e uma investigação completa tinha mostrado que nem eram produzidos por máquina, nem pela ventriloquia, embora não tivessem podido determinar qual o agente que os teria produzido.
Novamente a assistência devolveu o relatório à comissão, escolheu uma nova, entre os mais extremamente oponentes, um dos quais jurou que se não descobrisse qualquer truque ia atirar-se nas cataratas do Genesee. Sua inspeção foi minuciosa e brutal, e uma comissão de senhoras foi anexada à dos homens. Elas despiram as meninas, submetendo-as a investigações aflitivas e de modo brutal. Seus vestidos foram amarrados apertados nos corpos, e elas colocadas sobre vidros e outros isolantes. A comissão se viu obrigada a referir que, “quando elas se acham de pé sobre almofadas, com um lenço amarrado á borda de seus vestidos, amarradas pelas cadeiras. todos nós ouvimos as batidas distintas nas paredes e no soalho”.
Por fim a comissão declarou que as suas perguntas, das quais algumas mentais, tinham sido respondidas corretamente. Enquanto o público olhava o movimento como uma espécie de jogo, estava preparado para ser tolerantemente divertido. Quando, porém, esses relatórios sucessivos levaram a coisa para um ponto de vista mais sério, uma onda de indignação varreu a cidade, chegando a tal ponto que Mr. Wiletts, um valoroso quaker, na quarta assembléia pública, foi obrigado a declarar que “a corja de bandidos que pretendiam linchar as moças poderia fazê-lo, mas depois de passar sobre o seu cadáver”. Houve um grande tumulto, as meninas foram salvas pelas portas do fundo e a razão e justiça foram abafadas pela força e pela loucura.
Então, como agora, a mente das criaturas estava tão atufada de coisas sem importância que não havia lugar para as coisas importantes. Mas a Sorte nunca tem pressa e o movimentocontinuou. Muitos aceitaram as conclusões das sucessivas comissões como boas e, na verdade, é difícil ver como os fatos apontados poderiam ter sido mais severamente verificados. Ao mesmo tempo, esse vinho novo, forte e fermentado começou a se derramar dos velhos odres onde havia sido posto, para excusável desgôsto do público. Muitos centros discretos, sérios e religiosos estiveram durante algum tempo quase eclipsados por alguns energúmenos que se supunham em contacto com todas as excelsas entidades, dos Apóstolos para baixo, alguns até pretendendo receber o sopro direto do Espírito Santo e emitindo mensagens que apenas deixavam de ser blasfemas por serem estúpidas e absurdas.
Uma comunidade desses fanáticos, que se denominava “Círculo Apostólico da Gruta da Montanha” tornou-se notável por seu extremismo e pelo enorme material que fornecia aos inimigos da nova dispensação. A grande massa dos espíritas desaprovava esses exageros, mas era incapaz de os coibir. Muitos fenômenos supranormais bem constatados vieram confortar o desânimo dos que se deixavam vencer pelos excessos dos fanáticos. Numa ocasião, o que é muito convincente e vem a propósito, dois grupos de investigadores, em salas separadas, em Rochester, a 20 de fevereiro de 1850, receberam a mesma mensagem simultaneamente de uma certa força central que se dizia Benjamin Franklin. Essa dupla mensagem estava assim concebida: “Haverá grandes mudanças no século dezenove.
Coisas que, atualmente parecem obscuras e misteriosas para vocês, tornar-se-ão claras aos seus olhos. Os mistérios vão ser revelados. O mundo será esclarecido”. Devemos admitir que até agora só parcialmente foi realizada e, ao mesmo tempo, devemos concordar que, salvo notáveis exceções, as predições feitas pelos Espíritos não se fizeram notar por sua exatidão, especialmente no que concerne ao fator tempo. Muitas vezes levantou-se a questão: “Qual o objetivo de tão estranho movimento naquela época especial, admitindo que ele seja tudo aquilo que pretende ser?” O Governador Tallmadge, ilustre Senador dos Estados Unidos, foi um dos primeiros adeptos do novo culto, deixou notas de que fez aquela pergunta em duas ocasiões diferentes, em dois anos diversos e através de médiuns diversos.
Em ambos os casos a resposta foi idêntica. A primeira dizia: “É para conduzir a humanidade em harmonia e para convencer os cépticos da imortalidade da alma”. A segunda dizia: “É para unir a humanidade e convencer as mentes cépticas da imortalidade da alma”. Certamente não é esta uma ambição ignóbil e não justifica aqueles ataques mesquinhos e violentos de ministros e dos menos avançados de seu rebanho, que os espíritas têm suportado até os nossos dias. A primeira metade da definição é particularmente importante, porque é possível que os resultados finais deste movimento sejam unir a religião numa base comum tão forte e, na verdade, tão autosuficiente, que as rusgas que hoje separam as Igrejas sejam vistas em suas verdadeiras proporções e, então, serão varridas ou superadas.
Poder-se-ia mesmo esperar que tal movimento poderia espalhar-se além dos limites do Cristianismo e derrubar algumas das barreiras que se erguem entre os vários grupos humanos. De tempos em tempos foram feitas tentativas para expor os fenômenos. Em fevereiro de 1851 o Doutor Austin Flint, o Doutor Charles A. Lee, e o Doutor C. B. 5 Coventry, da Universidade de Buffalo, publicaram um trabalho mostrando com satisfação que os ruídos verificados em presença das Irmãs Fox eram causados por estalos das juntas dos joelhos.
Isto provocou uma resposta característica na imprensa, assinada por Mrs. Fish e Margaret Fox, assim dirigida aos três autores: “Como não desejamos ficar sob a imputação de impostoras, estamos dispostas a submeternos a uma adequada e decente investigação, desde que possamos escolher três senhores e três senhoras de nossa amizade, que estejam presentes aos trabalhos. Podemos assegurar ao público que ninguém está mais interessado do que nós na descoberta da origem dessas misteriosas manifestações. Se elas podem ser explicadas pelos princípios de anatomia ou de fisiologia, cabe ao mundo fazer a sua investigação e que seja descoberta a mistificação. Como parece haver muito interesse manifestado pelo público sobre esse assunto, quanto mais cedo for convenientemente esclarecido, mais depressa a investigação será aceita pelas abaixo-assinadas.” Ann Leah Fish Margaret Fox A investigação foi feita, mas os resultados foram negativos.
Numa nota em apêndice ao relatório do doutor, publicado no New York Tribune, o editor Horace Greeley observa: “Como foi noticiado em nossas colunas, os doutores começaram admitindo que a origem das batidas deveria ser física e sua causa primeira uma volição das senhoras referidas ou em duas palavras, que essas senhoras eram ‘as impostoras de Rochester’. Assim, eles aparecem neste caso como perseguidores numa acusação e devem ter escolhido outras pessoas como jurados e repórteres de um crime... É muito provável que tenhamos uma outra versão da história”. Muitos testemunhos logo apareceram em favor das Irmãs Fox, de modo que o único efeito da “exposição” do professor foi redobrar o interesse público pelas manifestações. Houve também a suposta confissão de Mrs.
Norman Culver, que depôs a 17 de abril de 1851, dizendo que Kate Fox lhe havia revelado todo o segredo de como eram praticadas as batidas. Era uma pura invenção e Mr. Capron publicou uma esmagadora resposta, mostrando que na data em que Catherine Fox havia supostamente feito aquela confissão a Mrs. Culver, estava em sua casa, a setenta milhas de distância. Mrs.
Fox e suas três filhas iniciaram as sessões públicas em Nova Iorque na primavera de 1850, no Hotel Barnum, e atraíram muitos curiosos. A imprensa foi quase unânime em as denunciar. Uma brilhante exceção foi constituída pelo já citado Horace Greeley, que escreveu um artigo em seu jornal, com as próprias iniciais, parte do qual se acha adiante, no Apêndice. 5 Capron: “Modern Spiritualism, etc.” páginas 310313. Depois de sua volta a Rochester, a família Fox fez um giro pelos Estados do Oeste e, então, fizeram uma segunda visita a Nova Iorque, onde despertaram o mesmointeresse público. Tinham obedecido às ordens dos Espíritos para a propagação dessas verdades no mundo, e a nova era que tinha sido anunciada estava aberta oficialmente. Quando se leem os minuciosos relatos dessas sessões americanas e se considera a força mental dos seus assistentes, é interessante pensar quanto o povo, enriquecido pelos preconceitos, é tão crédulo que imagina que tudo aquilo não passa de mistificação.
Naqueles dias foi demonstrada uma coragem moral muito conspícua e que vem faltando desde que as forças reacionárias da ciência e da religião se combinaram para sufocar o novo conhecimento e apresentá-lo como perigoso para os seus professôres. Assim, numa única sessão em Nova Iorque, em 1850, encontramos reunidos em torno da mesma o Reverendo Doutor Griswold, o novelista Fenimore Cooper, o historiador Bancroft, o Reverendo Doutor Hawks, o Doutor J. W. Francis, o dr. Marcy, o poeta quaker Willis, o poeta Bryant, Bigelow, redator do Evening Post, e o General Lyman.
Todos estes ficaram satisfeitos com os fatos, cujo relato diz: “As maneiras e a conduta das senhoras (isto é, das Irmãs Fox) são tais que criam uma predisposição em seu favor”. Desde então o mundo cavou e inventou terríveis engenhos de guerra. Mas poderíamos dizer que tenha avançado no conhecimento espiritual ou no respeito ao invisível? Sob a orientação do materialismo, tem seguido um caminho errado e cada vez se torna mais claro que o povo se encontra no dilema de voltar ou morrer.”
A Carreira das Irmãs Fox or amor à continuidade, a história subsequente das Irmãs Fox agora será dada após os acontecimentos de Hydesville. É uma história notável, embora P dolorosa para os espíritas; mas encerram esses fatos uma lição, pelo que devem ser registrados fielmente. Quando os homens aspiram a verdade honestamente e de todo o coração, não há acontecimentos que os envergonhem ou que não encontrem um lugar no seu programa. Durante alguns anos as duas irmãs mais novas, Kate e Margaret, fizeram sessões em Nova Iorque e em outros lugares, triunfando em cada ensaio a que eram submetidas. Horace Greeley, posteriormente candidato à presidência dos Estados Unidos, conforme já o demonstramos, achava-se profundamente interessado por elas e convencido de sua honestidade.
Diz-se que forneceu elementos para que a mais nova completasse a sua educação muito imperfeita. Durante esses atos de mediunidade pública, quando as moças faziam furor, tanto entre as pessoas que não tinham a menor ideia do significado religioso dessa nova revelação, quanto entre aqueles cujo interesse estava na esperança de vantagens materiais, as irmãs estiveram expostas às enervantes influências das sessões promíscuas e de tal maneira que nenhum espírita avisado justificaria. Então os perigos de tais práticas não eram tão notados quanto agora, nem ao povo ocorria que não era possível que Espíritos elevados baixassem à Terra para dar conselhos acerca das ações das estradas de ferro ou soluções para os casos amorosos. A ignorância era universal e não havia mentores à testa desses pobres pioneiros para lhes indicar um caminho mais elevado e mais seguro. O pior de tudo é que as suas energias esgotadas eram renovadas com a oferta de vinho, num momento em que, pelo menos uma delas, era pouco mais do que uma criança.
Dizia-se que havia uma certa predisposição hereditária para o alcoolismo; mas, mesmo sem essa marca, o seu procedimento e modo de vida era ousado ao extremo. Contra sua formação moral jamais houve qualquer suspeita, mas elas tinham enveredado por um caminho que conduz à degeneração da mente e do caráter, muito embora só muitos anos mais tarde se tivessem manifestado os mais sérios efeitos. Pode-se fazer uma ideia da pressão exercida então sobre as Irmãs Fox pela 6 descrição que Mrs. Hardinge Britten nos faz de suas próprias observações. Ela fala de uma “parada no primeiro andar, para ouvir a pobre e paciente Kate Fox, em meio a uma multidão de investigadores curiosos e murmurantes, a repetir, hora após hora, as letras do alfabeto, enquanto que Espíritos não menos pobres e pacientes batiam nomes, idades e datas adequadas a cada visitante”.
Será para admirar que as moças, 6 Autobiography, página 40. com a vitalidade gasta, sem a bela e vigilante influência materna, solicitadas por inimigos, sucumbissem a uma crescente tentação no sentido dos estimulantes? Uma luz notável se faz para Margaret, durante esse período, num curioso livrinho — “As Cartas de Amor, do Doutor Elisha Kane”. Foi em 1852 que o Doutor Kane, mais tarde famoso explorador do Oceano Glacial Ártico, encontrou Margaret Fox, então uma jovem muito bonita e atraente. A ela Kane escreveu aquelas cartas de amor, que representam um dos mais curiosos amôres na literatura. Elisha Kane, como o seu prenome indica, era de origem puritana; e os Puritanos, com o seu ponto de vista que a Bíblia representa absolutamente a última palavra como inspiração espiritual, e que eles entendem o que essa última palavra significa, são por instinto antagonistas do novo culto que se propõe mostrar que novas fontes e novas interpretações ainda são possíveis.
Era, também, médico. E a profissão de médico é, simultaneamente, a mais nobre e a mais cinicamente incrédula do mundo. Para começar, Kane se convenceu de que a jovem estava envolvida em fraude e criou a teoria de que sua irmã mais velha, Leah, visando fins lucrativos, estava explorando a fraude. O fato de, pouco depois, Leah haver-se casado com um homem rico, chamado Underhill, magnata de seguros em Wall Street, parece que não modificou o ponto de vista de Kane, quanto à sua avidez por lucros ilícitos. O médico tomou-se de estreita amizade por Margaret, colocou-a sob as vistas de sua própria tia, a fim de a educar, enquanto se ausentava para o Oceano Ártico, e finalmente casou-se com ela sob uma espécie de casamento muito curioso, que era a lei Gretna Green, ao que parece, então vigente.
Morreu pouco depois, em 1857, e a viuva, então se assinando Mrs. Fox. Kane, abjurou os fenômenos por algum tempo e foi recebida na Igreja Católica Romana. Nessas cartas Kane censura continuamente a Margaret por viver em erro e hipocrisia. Restam poucas cartas de Margaret, de modo que não é possível saber até onde se defendeu.
Conquanto não espírita, diz o compilador do livro: “Pobre moças! Com a sua simplicidade, timidez e ingenuidade, não poderia, ainda que tivesse inclinação, ter praticado a menor falcatrua com qualquer possibilidade de sucesso”. É um testemunho de valor, de vez que o compilador naturalmente esteve em estreitas ligações com pessoas relacionadas com o assunto. O próprio Kane, escrevendo à mais moça, Kate, diz: “Tome o meu conselho e jamais fale de Espíritos, quer aos íntimos, quer aos estranhos. Você sabe que com toda a intimidade com Maggie, depois de um mês inteiro de tentativas, deles nada pude obter.
Assim, eles constituem um grande mistério.” Considerando suas íntimas relações e que Margaret claramente ofereceu a Kane todas as provas de sua força, é inconcebível que um médico experiente admitisse que depois de um mês nada teria podido fazer, caso o fenômeno fosse um simples estalo de uma articulação. Nessas cartas não se podem encontrar indícios de fraude, mas amplas provas de que as duas moças, Margaret e Kate, não tinham a mais leve ideia de ligação religiosa com essas forças, ou das graves responsabilidades da mediunidade e de que faziam mau uso de seus dons no sentido de dar indicações a todo o mundo, receber uma assistência promíscua e responder a perguntas frívolas ou jocosas. Não era surpresa para nenhum espírita experimentado que, em tais circunstâncias, tanto o seu caráter quanto as suas forças estivessem tão estragados. Não podiam dar coisa melhor. E tanto a sua idade quanto a sua ignorância as escusam.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.