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Capítulo 19 de 57

Parte 16 de 54

A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle

O autor se convenceu de que há uma etapa preliminar e elementar em todo trabalho psíquico que depende de um poder inato e possivelmente inconsciente do médium. A leitura em invólucro fechado, a produção de batidas a pedido, a descrição de cenas distantes, os notáveis efeitos da psicometria, as primeiras vibrações da Voz Direta — cada um e todos em diversas ocasiões parecem emanações do próprio médium. Assim, em muitos casos deveria aparecer uma inteligência exterior capaz de se apropriar daquela força e utilizá-la para seus próprios objetivos. Temos uma ilustração nas experiências de Bisson e de Schrenk Notzing com Eva, nas quais as formas ectoplásmicas a princípio eram sem dúvida reflexo de ilustrações dos jornais, de certo modo modeladas pela passagem através da mente do médium. Mais tarde veio um período mais profundo, no qual a forma ectoplásmica evoluiu a ponto de se mover e falar.

O grande cérebro de Richet e o seu enorme poder de observação se concentraram muito sobre os fenômenos físicos e parece que não teve muito contacto com as experiências pessoais mentais e espirituais que possivelmente lhe teriam modificado os pontos de vista. Cabe, entretanto, acrescentar que tais pontos de vista se desenvolveram continuamente na direção da explicação espírita. Resta apenas a hipótese da personalidade complexa, que bem pode influenciar certos casos, posto pareça ao autor que tais casos também possam ser explicados pela obsessão. Entretanto esses exemplos apenas tocam a superfície do assunto e ignoram completamente o aspecto fenomênico, de modo que o assunto não deve ser levado muito a sério. Contudo nunca será por demais repetido que o investigador deveria esgotar cada explicação normal possível para sua completa satisfação, antes de adotar o ponto de vista espírita. Se assim tiver procedido, sua plataforma será estável; se assim não tiver feito, jamais estará seguro de sua estabilidade.

Na verdade pode o autor dizer que, ano após ano, agarrou-se a cada linha de defesa até que, finalmente, foi compelido, desde que tinha de guardar a honestidade mental, a abandonar a posição materialista.

A Carreira de D. D. Home aniel Dunglas Home nasceu em 1833 em Currie, uma aldeia perto de Edimburgo. Havia um mistério relativamente à sua ascendência: tanto se afirmava, quanto se negava que fosse, de certo modo, da família do Conde D de Home. Na verdade foi um homem que herdou um tipo elegante, maneiras delicadas, disposição sensível e um gosto para o luxo, fosse de que fonte fosse.

Mas pela sua força psíquica e pelo entusiasmo que esta comunicou ao seu caráter complexo, ele podia ser realmente tomado como o tipo exato de um caçula aristocrata, que herda as tendências, mas não a riqueza dos pais. Home saiu da Escócia para a Nova Inglaterra aos nove anos de idade, com uma tia que o havia adotado, outro mistério que lhe cercava a existência. Aos treze anos de idade começou a mostrar as faculdades psíquicas herdadas de sua mãe, descendente de velha família de Highland e que possuía a faculdade de previsão característica de sua raça. Sua tendência mística revelou-se numa conversa com um colega, chamado Edwin, a cerca de uma história, na qual fora feito um pacto em consequência do qual a criatura amada mostrar-se-ia à outra depois da morte. Do mesmo modo os dois rapazes fizeram o pacto de se mostrar um ao outro, Home mudou-se para outro distrito, a algumas milhas de distância e, um mês mais tarde, certa noite, assim que foi para a cama, teve a visão de Edwin e anunciou à sua tia a morte do rapaz, do que tiveram informação um ou dois dias depois.

Uma segunda visão, em 1850, referia-se à morte de sua mãe, que tinha ido com o marido viver na América. Nessa ocasião o rapaz se achava acamado e sua mãe se achava fora, em visita a amigos distantes. Uma noite ele gritou por socorro e quando a tia chegou encontrou-o muito abatido. Disse que a mãe havia morrido naquele dia às doze horas; que ela lhe havia aparecido e dado aviso. Em breve batidas fortes começaram a perturbar aquele lar quieto e os móveis a serem arrastados por forças invisíveis.

Sua tia, criatura de estreita visão religiosa, disse que o rapaz havia trazido o Diabo para casa e jogou-o na rua. Ele refugiou-se com os amigos e nos anos seguintes passava na casa de um para a de outro, de cidade em cidade. Sua mediunidade se havia desenvolvido poderosamente e nas casas em que se hospedava realizava frequentes sessões, às vezes seis ou sete por dia, pois as limitações da força e as reações entre o físico e o psíquico eram então mal compreendidas. Isto lhe produzia grande perda de forças, e frequentemente o levava para a cama. Multidões acorriam de todos os lados para presenciar as maravilhas que se produziam na presença de Home.

Entre os que então investigaram com ele estava o poeta americano Bryant, que era acompanhado pelo Professor Wells, da Universidade de Harvard. Em Nova Iorque encontrou muitos americanos distintos, dos quais três fizeram sessões com ele: o Professor Hare, o Professor Mapes e o Juiz Edmonds, da Suprema Corte de Nova Iorque. Estes três, como ficou dito, tornaramse espiritistas convictos. Nesses primeiros anos o encanto da personalidade de Home e a profunda impressão criada por sua força permitiram que recebesse muitas ofertas. O Professor George Bush convidou-o para sua companhia, a fim de estudar para ministro swedenborgiano; Mr. e Mrs.

Elmer, um rico casal sem filhos, que lhe haviam tomado grande afeição, ofereceram-se para adotá-lo e fazê-lo seu herdeiro, com a condição de trocar o nome pelo de Elmer. Seu notável poder curador tinha excitado a admiração e, persuadido pelos amigos, começou a estudar medicina. Mas a sua saúde delicada, complicada com uma afecção pulmonar, forçou-o a abandonar os seus planos e, a conselho médico, deixou Nova Iorque e foi para a Inglaterra. Chegou a Liverpool a 9 de abril de 1855, e foi descrito como um jovem alto, esguio, de marcada elegância e exagerada limpeza do vestir, mas com um olhar típico e uma expressão que traía a devastação feita pela moléstia. Tinha os olhos azuis e os cabelos castanhos; era desse tipo facilmente sujeito a tuberculose e a extrema emaciação mostrava quanto era insignificante a sua capacidade de resistência.

Um médico, bom observador, certamente lhe faria um prognóstico de apenas uns meses de vida, num clima úmido como o nosso e de todas as maravilhas que Home realizava, o prolongamento da sua vida certamente não foi das menores. Seu caráter já havia tomado aqueles traços emocionais e religiosos que o distinguiam e ele recordou como, antes de desembarcar, correu para o seu camarote e ajoelhou-se em prece. Quando a gente considera a admirável carreira que se abre à sua frente e o grande papel que ele desempenhou no estabelecimento das bases materiais que diferenciam esse movimento religioso de qualquer outro, pode proclamar-se que esse visitante estava entre os mais notáveis missionários que jamais apareceram por estas plagas. No momento a sua posição era muito singular. Tinha uma relação difícil com o mundo.

Seu pulmão esquerdo estava parcialmente destruído. Seus recursos eram modestos, embora suficientes. Não tinha negócios nem profissão e sua educação havia sido interrompida pela doença. De caráter desconfiado, gentil, sentimental, artístico, afetuoso e profundamente religioso, tinha uma profunda tendência para a Arte e para o Drama. Assim, a sua capacidade para a escultura era considerável e como declamador provou mais tarde que pouca gente o igualava.

Mas acima de tudo isto, de uma honestidade inflexível e tão rigorosa que por vezes chegava a ofender aos seus aliados, havia um dom tão admirável que apagava todos os demais. Este repousa naquelas forças, muito independentes de sua vontade, que iam e vinham com desconcertante subitaneidade, mas demonstrando a todos que examinassem a prova, que havia algo na atmosfera desse homem que permitia que as forças a ele exteriores, como exteriores à nossa percepção, se manifestassem neste plano da matéria. Por outras palavras, ele era um médium — o maior que o mundo moderno já viu, no campo das manifestações físicas. Um homem inferior teria usado os seus poderes extraordinários para fundar uma seita especial, da qual teria sido o sumo sacerdote inconteste, ou para se rodear de uma auréolà de poder e de mistério. Certamente muita gente na sua posição teria sido tentada a usar aqueles dons para fazer dinheiro.

Em relação a este ponto seja dito antes de mais nada que no curso de seus trinta anos de estranho ministério, jamais ele tocou num tostão como paga de seus dons. É absolutamente certo que lhe foram oferecidas duas mil libras pelo Clube União, em Paris, no ano de 1857, por uma única sessão, e que ele, pobre e inválido, as recusou terminantemente. “Fui mandado em missão”, disse ele. “Essa missão é demonstrar a imortalidade. Nunca recebi dinheiro por isso e jamais o receberei”.

Houve certos presentes da Realeza que não podiam ser recusados sem grosseria: anéis, alfinêtes de gravatas e outros, que mais eram sinais de amizade do que recompensa; porque, antes de sua morte prematura, poucos eram os monarcas da Europa com os quais esse moço desconfiado de um subúrbio de Liverpool não estivesse em afetuosa intimidade. Napoleão 3º cuidou de sua única irmã; o Imperador da Rússia foi testemunha de seu casamento. Qual o novelista que seria capaz de inventar uma tal carreira? Há, porém, tentações mais sutis do que as da riqueza. A inquestionável honestidade de Home foi a melhor salvaguarda contra aquelas.

Jamais ele perdeu, por um só instante, a sua humildade e o seu senso de proporção. “Tenho esses poderes”, teria ele dito, “serei feliz até o limite de minhas forças, eu vô-los demonstrar, se vos aproximardes de mim, do mesmo modo que um cavalheiro se aproximaria de outro. Alegrar-me-ei se lançardes um pouco mais de luz sobre elas. Prestar-me-ei a qualquer experiência razoável. Eu não exerço controle sobre elas.

Elas me usam, mas eu não as uso. Elas me abandonam durante meses e voltam com redobrada energia. Eu sou um instrumento passivo — nada mais.” Tal era a sua atitude invariável. Ele era sempre o homem mundano fácil e amigo, que nem tinha o manto do profeta nem o turbante do mágico. Como os homens realmente grandes, não havia em sua natureza o mínimo de pose.

Um indício de sua elegância é que, sempre que devia confirmar os seus resultados, jamais citava nomes, a menos que estivesse absolutamente certo de que as pessoas citadas de modo algum se incomodariam em ser referidas a um culto impopular. Por vezes, ainda quando estas lhe houvessem autorizado a citá-las, evitava fazê-lo, com receio de ofender a um amigo. Quando publicou as primeiras séries dos “Incidentes em minha Vida”, o Saturday Review cobriu de sarcasmos o anônimo “testemunho da Condessa O... do Conde B... do Conde de K... da Princesa de B... e de Mrs. E... que eram apontados como tendo assistido às manifestações. Em seu segundo volume, tendo-se assegurado do apoio de seus amigos, Home preencheu os claros com os nomes da Condessa Orsini, do Conde de Beaumont, do Conde de Komar, da Princesa de Beauveau e a conhecida dama americana Mrs.

Henry Senior. Jamais citou os seus amigos reais, embora fosse muito sabido que o Imperador Napoleão e Imperatriz Eugênia, o Tzar Alexandre, o Imperador Guilherme 1º da Alemanha e os Reis da Baviera e do Wurtemberg também haviam sido convencidos por suas forças extraordinárias. Nem uma só vez Home foi condenado por qualquer mistificação, quer por palavras, quer por atos. Por ocasião de sua primeira viagem à Inglaterra, hospedou-se no Cox’s Hotel, em Jermyn Street, e é provável que tenha escolhido essa hospedaria por ter sabido, através de Mrs. Hayden, que o seu proprietário era simpático à causa.

Como quer que seja, Mr. Cox logo descobriu que o seu jovem hóspede era o mais notável médium e, a seu convite, os mais notáveis intelectuais do momento foram convidados a examinar os fenômenos que Home lhes poderia exibir. Entre outros, Lord Brougham veio à sessão e trouxe um cientista seu amigo, Sir David Brewster. Em plena luz do dia investigaram os fenômenos e na sua satisfação pelo que se havia passado, ao que se conta, teria dito Brewster: “Isto derrota a filosofia de cinquenta anos”. Se ele tivesse dito “mil e quinhentos” ter-se-ia aproximado da marca.

Ele descreve o que aconteceu numa carta à sua irmã, só muito mais tarde 39 publicada. Estavam presentes Lord Brougham, Sir David Brewster, Mr. Cox e o médium: “Nós quatro”, disse Brewster, “sentamo-nos a uma mesa de tamanho regular, e cuja estrutura nos tinham convidado a examinar. Em pouco tempo a mesa fez esforços e um tremor percorreu os nossos braços; esses movimentos cessavam e recomeçavam ao nosso comando. As mais incontáveis batidas se produziram em várias partes da mesa e esta se ergueu do chão quando não havia mãos sobre ela.

Outra mesa maior foi utilizada e produziu os mesmos movimentos. Uma pequena sineta foi posta no chão, sobre o tapête, de boca para baixo; depois de algum tempo ela soou sem que ninguém a tivesse tocado.” Acrescenta ele que a sinêta veio para ele e se colocou em suas mãos; depois fez o mesmo com Lord Brougham. E conclui: “Estas foram as principais experiências. Não poderíamos explicá-las nem imaginar por que espécie de mecanismo poderiam ter sido produzidas.” Declara o Conde de Dunraven que foi levado a investigar os fenômenos pelo que Brewster lhe havia contado. Descreve o encontro com este último, que dizia serem as manifestações inexplicáveis pela fraude, ou por quaisquer leis de física de nosso conhecimento.

Home remeteu uma descrição dessa sessão a um amigo na América, onde a mesma foi publicada e comentada. Quando os comentários foram reproduzidos na imprensa inglesa, Brewster ficou muito alarmado. Uma coisa é sustentar certas ideias na intimidade e outra enfrentar a inevitável perda de prestígio, que ocorreria nos meios científicos em que se achava. Sir David não era daquele estofo de que são feitos os mártires e os pioneiros. Escreveu ao Morning Advertiser, declarando que, embora tivesse visto vários efeitos mecânicos que não poderia explicar, ainda era de opinião que os mesmos poderiam ser produzidos por pés e mãos humanos.

Aliás jamais lhe ocorrera que a carta escrita à sua irmã, a que acima nos referimos, um dia fosse publicada. Quando toda a correspondência foi publicada, o Spectator observou, em relação a Sir David Brewster: “Parece estabelecido pela mais clara prova que ele sentiu e descreveu, logo depois de suas sessões com Mr. Home, uma maravilha e quase terror, que depois desejou explicar. O herói da ciência não se absolve como a gente desejaria, ou como era de esperar.” Abordamos ligeiramente o incidente com Brewster porque é típico da atitude científica de então e porque o seu efeito era despertar um maior interesse em Home e seus fenômenos, e acordar novos investigadores. Pode alguém lembrar que os homens de ciência se dividem em três classes: os que absolutamente não examinaram o assunto — o que não os impede de pronunciar opiniões muito violentas; os que sabem que a coisa é verdadeira, mas temem confessá-lo; e, finalmente, a brilhante minoria dos Lodges, dos Crookes, dos Barretts e dos Lombrosos, que sabem que é verdade e não temem proclamá-lo. 39 “Home Life of Sir David Brewster”, por Mrs.

Gordon, sua filha. De Jermyn Street, Home foi morar com a família Rymer, em Ealing, onde foram realizadas muitas sessões. Aí foi visitado por Lord Lytton, o famoso novelista que, muito embora tivesse recebido notáveis provas, jamais confessou públicamente a sua crença nos poderes do médium, a despeito de suas cartas particulares e das novelas publicadas constituírem provas evidentes de seu modo de sentir. Assim acontecia com muitos homens e senhoras bem conhecidos. Entre os seus primeiros assistentes estavam o Socialista Robert Owen, o escritor T. A.

Trollope e o alienista Doutor J. Garth Wilkiuson. Nestes dias, quando os fenômenos psíquicos são familiares a todos, exceto aos que propositadamente os ignoram, dificilmente podemos imaginar a coragem moral necessária a Home para desenvolver as suas forças e as exibir em público. Para o britânico de educação média na material época Vitoriana, um homem que se dissesse capaz de produzir fenômenos que contrariassem a lei da gravidade de Newton e que mostrasse uma inteligência invisível atuando sobre a matéria visível era, de saída, julgado um tratante e um impostor. O ponto de vista sobre o Espiritismo, externado pelo vice-chanceler Giffard, na conclusão do processo Home-Lyon, era o da classe a que ele pertencia.

Nada conhecia sobre o assunto, mas tomou como certo que tudo nesse particular era falso. É verdade que semelhantes coisas eram descritas em terras distantes e em livros antigos, mas que elas pudessem ocorrer na velha e sólida Inglaterra prosaica, na Inglaterra de dividendos bancários e de livre câmbio, era demasiadamente absurdo para uma mentalidade séria. Foi lembrado que nesse processo Lord Giffard virou-se para o advogado de Home e perguntou: “Parece-me que o senhor sustenta que o seu cliente foi levitado no ar?” O advogado o confirmou e então o juiz voltou-se para o júri e fez um tal movimento, como o teria feito um sumo sacerdote, rasgando suas vestes talares em sinal de protesto contra a blasfêmia. Em 1868, havia poucas pessoas do júri suficientemente educadas para verificar as observações do juiz, e é exatamente neste particular que fizemos algum progresso nestes cinquenta anos. Trabalho lento — mas o Cristianismo levou mais de três séculos para se firmar.

Tome-se este caso de levitação de Home como um teste de seu poder. Sustenta-se que por mais de cem vezes, perante testemunhas respeitáveis, ele flutuou no ar. Considere-se a prova. Em 1857, num castelo perto de Bordéos, ele foi erguido até o teto de um salão alto, em presença de Madame Ducos, viúva do Ministro da Marinha e do Conde e da Condessa de Beaumont. Em 1860 Robert Bell escreveu um artigo, no Cornhill, sob o título de “Mais estranho do que uma ficção”, no qual diz que “foi erguido de sua cadeira quatro a cinco pés do solo...

Vimos o seu corpo passar de um para o outro lado da janela, com os pés para a frente, posto horizontalmente no ar”. O Doutor Gully, de Malvern, médico muito conhecido, e Robert Chambers, autor e editor, eram outras testemunhas. Pode admitir-se que esses homens mentissem por deliberado acordo ou que não soubessem dizer se um homem flutuava no ar ou apenas pretendia fazê-lo? No mesmo ano Home foi levantado em casa de Mis. Milner Gibson, em presença de Lord e Lady Clarence Paget, tendo o Lord passado as mãos por baixo de Home, a fim de se certificar do fato.

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