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Capítulo 14 de 57
Parte 11 de 54
A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle
No excelente resumo de suas investigações, dado no artigo citado, um artigo capaz de converter todo o povo americano, se ele estivesse preparado para a assimilação, o Juiz Edmonds mostra a sólida base de sua crença. Destaca que nunca estava só quando essas manifestações ocorreram e que teve muitas testemunhas. Também mostra as minuciosas precauções que tomou: “Depois de confiar nos meus próprios sentidos, nas diversas fases do fenômeno, invoquei o auxílio da ciência e, com a assistência de um hábil eletricista e seus mecanismos, e oito ou dez pessoas inteligentes, educadas e sérias, examinei o assunto. Continuamos a nossa investigação durante vários dias e, para nossa satisfação, constatamos duas coisas: primeiro, que os sons não eram produzidos por qualquer pessoa presente ou perto de nós; segundo, que eles não se produziam à nossa vontade.” Ocupa-se finalmente com as supostas “charlatanices”, segundo a expressão dos jornais, algumas das quais de vez em quando são verdadeiras expressões contra um ou outro vilão, mas que, em geral causam maiores decepções, conscientes ou inconscientes ao público do que os males que pretendem evitar. Assim: “Quando as coisas se encontravam neste pé, apareceram nos jornais várias explicações de ‘fraudes e charlatanices’, como costumavam dizer.
Li-as com cuidado, na esperança de que me ajudassem em minhas pesquisas e apenas pude sorrir ante a ousa-dia e a futilidade de tais explicações. Por exemplo, quando certos professores ilustres de Buffalo se congratulavam por haverem localizado no artelho e no joelho do médium a causa das manifestações, estas se transformaram num toque de campainha colocada debaixo da mesa. Era como a solução dada posteriormente por um ilustre professor na Inglaterra, que atribui as batidas na mesa a uma força especial das mãos colocadas sobre ela, pondo de lado o fato de que muito frequentemente as mesas se movem quando não há mãos sobre elas”. Depois de focalizar a objetividade do fenômeno, o Juiz aborda a questão mais importante da sua fonte. Comenta o fato de ter tido respostas a perguntas mentais e verifica que mesmo os seus mais secretos pensamentos foram revelados e que ideias que ele propositadamente havia mantido em segredo tinham sido manifestadas.
Também observa que os médiuns tinham usado grego, latim, espanhol e francês, mesmo ignorando essas línguas. Isto o leva a considerar se as coisas não podem ser explicadas como um reflexo da mente de alguma outra criatura viva. Essas considerações foram exaustivamente examinadas por todos os pesquisadores, pois os Espíritas não aceitam a doutrina de um fato, mas passo a passo, examinando cuidadosamente cada etapa. A tarefa empreendida pelo Juiz Edmonds é a mesma empreendida por outros. Ele dá a seguinte explicação para a recusa da influência de outras mentes: “Fatos então completamente desconhecidos, foram verificados posteriormente.
Como este, por exemplo: Quando, durante o último inverno eu me achava ausente, na América Central, os meus amigos da cidade tiveram noticia de minhas excursões e da minha saúde, sete vezes através de um médium; quando voltei, comparando essas informações com os registros em meu diário, foi verificado que tudo estava invariàvelmente correto. Assim, também, em minha recente visita ao Oeste o meu giro e as minhas condições de saúde foram ditos a um médium dessa cidade, enquanto eu viajava por estrada de ferro entre Cleveland e Toledo. Assim muitas ideias me foram comunicadas sobre coisas que não estavam em minha mente e que eram absolutamente distintas de minha opinião. Isto me aconteceu muitas vezes, bem como a outras pessoas, de modo a confirmar seguramente o fato de que não eram as nossas mentes que davam origem á comunicação ou ainfluenciavam”. Trata, então, desse maravilhoso desenvolvimento, chamando a atenção para o seu tremendo significado religioso, em linhas gerais, assunto que é focalizado no capítulo seguinte desta obra.
O cérebro do Juiz Edmonds era realmente notável, e seu julgamento claro, pois muito pouco nos é possível acrescentar ao que verificou ele, e talvez ninguém tenha dito tanto em tão pouco espaço. Como frizamos, o Espiritismo mostrou-se consistente desde o início e os mestres e os guias não confundiram as suas mensagens. É estranho e até divertido que a ciência arrogante, que tentou, com simples palavras e deslumbramento, esmagar esse conhecimento inicial em 1850, tivesse demonstrado estar essencialmente errado em seu próprio terreno. São raros os axiomas científicos daquela época que não tenham sido controvertidos, como a finalidade do elemento, a indivisibilidade do átomo, a origem distinta das espécies, enquanto os conhecimentos psíquicos, tão menosprezados, se mantiveram firmes, aduzindo novos fatos, mas nunca contradizendo os que haviam sido anteriormente estabelecidos. Escrevendo sobre os benéficos efeitos de tal conhecimento, diz o Juiz: “É isto o que consola o triste e anima os desanimados; que suaviza a passagem pelo túmulo e anula os terrores da morte; que ilumina o ateu e encoraja o virtuoso entre todas as provas e vicissitudes da vida; e que demonstra ao homem o seu dever e o seu destino, tirando-o imediatamente do vago e do incerto.” Jamais o assunto foi melhor sintetizado.
Há, entretanto, uma passagem final nesse documento notável que causa uma certa tristeza. Falando do progresso que o movimento tinha feito em quatro anos, nos Estados Unidos, diz ele: “Há dez ou doze jornais e periódicos dedicados à causa, e a bibliografia espírita abarca mais de cem publicações diversas, algumas das quais já atingiram a circulação de mais de 10.000 exemplares. Além da multidão indistinta, há muitos homens de alta posição e de talento alinhados entre eles — doutores, advogados, grande número de clérigos, um bispo protestante, o ilustre e reverendo presidente de uma universidade, juizes de nossas mais altas cortes, membros do Congresso, embaixadores estrangeiros e ex-membros do Senado dos Estados Unidos.” Em quatro anos a força do Espírito fez tanto assim. Como estão as coisas hoje? A multidão indistinta avançou valentemente e a centena de publicações tornou-se muito mais; mas onde se acham os homens esclarecidos e dirigentes para apontar o caminho?
Desde a morte do Professor Hyslop é difícil apontar nos Estados Unidos um homem eminente com a coragem de jogar a sua carreira e a sua reputação proclamando essas ideias. Aqueles que nunca temeram a tirania do homem encolheram-se ante as caretas da imprensa. A máquina impressora triunfou onde a roda de tortura teria fracassado, O prejuízo geral em sua reputação e nos seus interesses, sofrido pelo Juiz Edmonds, que foi obrigado a resignar a sua cadeira na Suprema Corte de Nova Iorque, bem como muitos outros que deram testemunho da verdade, estabeleceu o reinado do terror, que afasta do assunto as classes intelectuais. Assim estão as coisas presentemente. Mas a imprensa no momento se achava bem disposta e o famoso relato do Juiz Edmonds, talvez o mais belo e o mais momentoso jamais produzido por um juiz, foi acolhido com respeito, senão com admiração.
Eis o que disse o New York Courier: “A carta do Juiz Edmonds, por nós publicada sábado, em relação às chamadas manifestações espíritas, vinda, como veio, de um eminente jurista, um homem notável por seu claro bom senso nas coisas da vida prática, e um cavalheiro de um caráter irreprochável, atraiu a atenção da comunidade e é por muita gente considerada como um dos mais notáveis documentos da atualidade.” Disse o Evening Mirror, de New York: “John W. Edmonds, Presidente da Suprema Corte deste distrito, é um jurista hábil, um juiz ativo e um bom cidadão. Ocupando durante os últimos oito anos, ininterruptamente, as mais altas posições na magistratura, sejam quais forem as suas faltas, ninguém poderá acusá-lo justamente por falta de habilidade, de atividade, de honestidade e de destemor. Ninguém poderá pôr em dúvida a sua sanidade geral ou por um momento pensar que a sua atividade mental não seja tão rápida, precisa e correta como sempre.
Tanto pelos advogados como pelos solicitadores no seu Tribunal ele é reconhecido como a cabeça, de fato e de mérito, da Suprema Corte deste Distrito.” Também é interessante a experiência do Doutor Robert Hare, professor de Química na Universidade de Pensilvânia, porque ele foi um dos primeiros eminentes homens de ciência que, disposto a desmascarar as ilusões do Espiritismo, tornou-se, por fim, um crente decidido.
Foi em 1853 que, segundo suas próprias palavras, sentiu-se “chamado, por um ato de dever para com a humanidade, a trazer toda a influência que possuía no sentido de estacar a maré de loucura popular que, desafiando a razão e a ciência, estava se alastrando rapidamente em favor da grande ilusão chamada Espiritismo.” Uma carta denunciadora sua, publicada nos jornais da Filadélfia, onde vivia, foi transcrita por outros jornais do país e serviu de texto a numerosos sermões. Mas, como no caso de Sir William Crookes, muitos anos mais tarde, o júbilo foi prematuro. Conquanto um grande céptico, o Professor Hare foi induzido a fazer experiências, ele próprio, e após um período de ensaios cuidadosos tornou-se inteiramente convencido da origem espírita das manifestações. Como Crookes, criou 14 aparelhos para controlar os médiuns. Mr.
S. B. Brittan faz o seguinte resumo de algumas experiências de Hare: “Primeiramente, para se convencer de que os movimentos não eram obra dos mortais, tomou de bolas de bilhar, colocou-as sobre as lâminas de zinco e pôs as mãos dos médiuns sobre as bolas. Com grande surpresa sua, as mesas se moveram. A seguir arranjou uma mesa cujo tampo se movia para a frente e para trás; a ele adaptou um dispositivo que girava um disco contendo as letras do alfabeto, ocultas às vistas dos médiuns.
As letras eram dispostas de modo variado, não dispostas em ordem consecutiva e ao Espírito era pedido que as dispusesse consecutivamente ou nos seus devidos lugares. E, vejam só! isto foi feito! Então seguiram-se frases inteligentes, que o médium não podia ver ou lhes saber o sentido, enquanto não lhes dissessem. “Buscou um novo teste decisivo. O braço maior de uma alavanca foi ajustado a uma escala espiral, com um indicador e um peso determinado; as mãos do médium ficavam sobre o braço menor, de modo que era impossível fazer pressão de cima para baixo, mas se houvesse pressão esta teria o efeito contrário — levantaria o braço maior.
Mesmo assim, o que é assombroso, o peso foi aumentado de várias libras na escala”. O Professor Hare reuniu suas cuidadosas pesquisas e seus pontos de vista sobre Espiritismo num livro importante, publicado em Nova Iorque em 1855, sob o 15 título de “Experimental Investigation of the Spirit Manifestations” . Neste livro, a página 55 assim resume ele as suas primeiras experiências: “A prova das manifestações contidas na narrativa seguinte não se limita a mim somente, de vez que havia pessoas presentes quando elas foram observadas e 14 Redator de The Spiritual Telegraph. 15 Investigação experimental sobre as manifestações de Espíritos. — N. do T. em minha presença foram repetidas em essência, sob várias modificações, em muitos casos não referidos de modo especial. “A prova pode ser considerada sob várias fases.
Primeiro, aquela em que as batidas ou outros ruídos eram impossíveis de ser reproduzidos por qualquer agente mortal; em segundo lugar aquela nas quais eram produzidos sons, indicando letras que formavam sentenças corretas, o que permitia a prova de que eram orientadas por um ser racional; em terceiro lugar, aquelas nas quais a natureza da comunicação era tal que provava que o ser causador, satisfeito de acompanhar as experiências, devia ser conhecido, amigo ou parente do investigador. “Ainda casos nos quais foram movidos corpos pesados... de modo a produzirem comunicações intelectuais, semelhantes as que, acima referidas, eram obtidas por meio de sons. “Con quanto o aparelho pelo qual essas comunicações eram obtidas com a maior precaução e precisão, as modificasse de certa maneira, em essência todas as provas que consegui, tendentes ás conclusões acima mencionadas, foram substancialmente obtidas por um grande número de observadores. Muitos que jamais buscaram qualquer comunicação espírita e jamais se inclinaram para inscrever-se como Espíritas, não só conf irmam a existência de sons e de movimentos, mas admitem a sua inexcrutabilidade.” Mr. James J.
Mapes, LL. D. de Nova Iorque, químico agrícola e membro de várias associações científicas, começou suas investigações no Espiritismo a fim de reunir seus amigos que, segundo dizia, estavam “correndo para a imbecilidade” dessa nova maluquice. Através da mediunidade de Mrs. Cora Hatch, depois Mrs. Richmond, recebeu respostas às suas perguntas que são descritas como cientificamente maravilhosas.
Acabou se tornando um crente completo, e sua esposa, que não possuía dons artísticos, tornou-se médium pintora e desenhista. Sem que ele o soubesse, sua filha se havia tornado uma médium escrevente e, quando Lhe falou de seu desenvolvimento, ele lhe pediu uma demonstração de sua força. Ela tomou de uma pena e ràpidamente escreveu uma mensagem, admitida como sendo do pai do Professor Mapes. O Professor pediu uma prova de identidade. Imediatamente a mão da filha escreveu: “Você pode se lembrar que lhe dei, entre outros livros, uma Enciclopédia; olhe à página 120 desta e aí encontrará o meu nome, que você jamais notou”.
O referido livro estava guardado com outros num depósito. Quando o professor abriu a caixa, que jamais havia sido tocada há vinte e sete anos, com grande admiração viu o nome do pai escrito à página 120. Foi tal incidente que o levou primeiro a uma séria investigação, pois, como seu amigo Professor Hare, tinha sido até então um materialista convicto. 16 Em abril de 1854, o Hon. James Shields apresentou um memorial com treze mil assinaturas, pedindo um inquérito ao Congresso dos Estados Unidos. Encabeçava a lista o nome do Governador Tallmadge.
Depois de uma discussão frívola, na qual Mr. Shield, o apresentante, se referiu à crença dos signatários como devida a uma ilusão, filha de uma educação defeituosa ou a desarranjos das faculdades mentais, foi decidido que o requerimento ficasse sobre a mesa, O fato foi 17 assim comentado por Mr. E. W. Capron: “Não é provável que os signatários 16 Vide Capron, “Modern Spiritualism” páginas 359363. 17 “Modern Spiritualism”, página 375. esperem melhor tratamento do que o que lhes foi dado.
Cabe aos carpinteiros e pescadores do mundo investigar as novas verdades e fazer que Senados e Tronos creiam e as respeitem. É em vão esperar aceitação e respeito a novas verdades por homens tão altamente colocados.” A primeira organização espírita regular foi constituída em Nova Iorque, a 10 de junho de 1854. Denominava-se “Sociedade para a difusão do Conhecimento Espírita”, e entre os seus membros contava gente preeminente, como o Juiz Edmonds e o Governador Tallmadge, de Wisconssn. Entre as atividades da 18 sociedade se incluía a fundação de um jornal chamado “The Christian Spiritualist” e o contrato de Miss Kate Fox para sessões diárias, franqueadas ao público, desde as dez da manhã até uma da tarde. 19 Escrevendo em 1855, diz Capron: “Seria impossível entrar em minúcias relativamente à difusão do Espiritismo em Nova Iorque até o momento. Espalhou-se pela cidade e deixou de ser curiosidade ou maravilha.
As sessões públicas se realizam regularmente e a investigação se desenvolve; mas os dias de excitação já passaram e de todos os lados ele é olhado como algo mais que simples truque. É verdade que o fanatismo religioso o denuncia, mas, sem disputar concorrência, ocasionalmente fazem uma pretensa exposição, visando especular. O fato é que o fenômenoespírita tornou-se uma coisa reconhecida por toda a cidade.” Talvez o fato mais significativo do período que estamos considerando tenha sido o desenvolvimento da mediunidade em pessoas preeminentes, como por 20 exemplo, o Juiz Edmonds e o Professor Hare. Assim escreve este último: “Tendo ultimamente adquirido faculdades mediúnicas em grau suficiente para trocar ideias com Espíritos amigos, não mais necessito defender os médiuns da acusação de falsidade e de mistificação. Agora é apenas o meu caráter que está emjogo.” Assim, retirando do cenário as irmãs Fox, temos a mediunidade particular do Reverendo A.
H. Jervis, do Diácono Hale, de Lyman Granger, do Juiz Edmonds, do Professor Hare, de Mrs. Mapes, de Miss Mapes e a mediunidade pública de Mrs. Tamlin, de Mrs. Benedict, de Mrs.
Hayden, de D. D. Home e de dezenas de outros. Escapa ao objetivo desta obra tratar de grande número de casos individuais de mediunidade, alguns dos quais muito dramáticos e interessantes, ocorridos durante o primeiro período de demonstração. O leitor poderá recorrer às duas importantes compilações de Mrs.
Hardinge Britten — “Modern American Spiritualism” e 21 “Nineteenth Century Mira cles” , livros que serão sempre o mais valioso registro dos primeiros dias. A série de casos fenomenais era tão grande que Mrs. Britten contou mais de quinhentos exemplos registrados na imprensa nos primeiros anos, o que representa provàvelmente algumas centenas de milhares não registrados. A suposta religião uniu-se à suposta ciência, de uma vez, para desacreditar e perseguir a nova verdade e os seus partidários, enquanto a imprensa, infelizmente, achou que o seu interesse estava em sustentar os preconceitos da maioria dos assinantes. Foi difícil proceder assim, porque naturalmente num movimento tão vital e convincente, houve alguns que se tornaram fanáticos, alguns que, por suas ações, atraíram o 18 “O Espírita Cristão”.
— N. do T. 19 “Modern Spiritualism”, página 197. 20 “Experimental Investigation of the Spirit Manifestation”, página 54. 21 “Moderno Espiritismo Americano” e“Milagres do Século Dezenove”. N. do T. descrédito sobre as suas opiniões, e alguns que tiraram partido do interesse geral de imitar, com maior ou menor sucesso, os reais dons do Espírito. Esses tratantes fraudulentos por vezes agiam com inteiro sangue frio, embora por vezes dessem a impressão de que eram médiuns que haviam temporariamente perdido a mediunidade. Houve escândalos e denúncias, fatos autênticos e imitações. Como agora, tais denúncias partiam, às vezes, dos próprios Espíritas, que se opunham tenazmente que as suas cerimônias sagradas se transformassem em espetáculo para a hipocrisia e para a blasfêmia de vilãos que, como hienas humanas, procuravam viver fraudulentamente à custa dos mortos.
O resultado geral foi um arrefecimento do grande entusiasmo inicial, um abandono daquilo que era verdadeiro e o incensamento daquilo que era falso. O corajoso relatório do Professor Hare provocou uma desgraçada perseguição a esse venerável cientista, que era então, com exceção de Agassiz, o mais conhecido homem de ciência da América. Os professôres de Harvard — a universidade que tem o menos invejável registro em assuntos psíquicos — toma uma resolução de o denunciar e a sua “insana adesão à gigantesca mistificação”. Ele não podia perder a sua cátedra na Universidade da Pennsylvania, por isso que a ela havia renunciado, mas sofreu muito na sua reputação. O coroamento e o mais absurdo exemplo de intolerância científica — uma intolerância que foi sempre tão violenta e desarrazoada quanto a da Igreja Medieval — foi dado pela Associação Científica Americana.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.