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Capítulo 53 de 57

Parte 50 de 54

A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle

Nem por um momento poderia ser negado que aquela fé e aquele respeito pela Bíblia estavam morrendo, em consequência das crescentes dúvidas do povo em relação às partes miraculosas da Bíblia. Os, apologistas se curvavam inteiramente ante a beleza da doutrina cristã, mas não podiam engolir o elemento miraculoso do Velho Testamento, nem do Novo. Pediam-lhes que acreditassem nos milagres da Bíblia e, ao mesmo tempo, ensinavam que fora do que está na Bíblia, nada de supernatural poderia acontecer. Mas agora a coisa mudou. O povo agora acredita na Bíblia devido ao Espiritismo; não acreditava no Espiritismo por causa da Bíblia.

Disse mais: que quando havia iniciado o seu ministério tinha tentado livrar-se dos milagres fora da Bíblia, explicando-os à parte. Mas depois achou que não os podia explicar fora das pesquisas de Crookes, de Flammarion, de Alfred Russel Wallace. O Reverendo Arthur Chambers, outro vigário de Brockenhurst, Hants, fez um valioso trabalho levando alguns homens a considerarem a sua vida espiritual, aqui e no além. Seu livro “Nossa Vida Após a Morte” chegou a cento e vinte edições. Numa conferência sobre “O Espiritismo e a Luz que lança sobre a verdade cristã”, diz: “Por sua persistente investigação dos fenômenos psíquicos, por sua aberta insistência de que as comunicações entre os dois mundos é atualmente um fato, o Espiritismo arrastou grandes massas de criaturas a realizar que ‘há mais coisas entre o céu e a terra do que antes pensaram em sua filosofia’, e fez que muitos, homens e mulheres, entendessem uma poderosa verdade tecida com a religião — uma verdade fundamental para uma correta compreensão de nosso lugar no grande universo — uma verdade a que a humanidade de todos os tempos se agarrou, a des peito do desdém dos incrédulos e da condenação dos professôres de religião.

Vem-me à mente, em conclusão, o pensamento de uma maneira particular pela qual os ensinos espíritas ergueram as ideias religiosas da era que passa. Ele nos ajudou a formar uma ideia maior e mais verdadeira de Deus e de seus Desígnios.” Em outra brilhante passagem diz: ”Sim, o Espiritismo fez muito, muitíssimo por uma compreensão melhor daqueles grandes fatos básicos que são inseparáveis do Evangelho de Jesus. Ajudou aos homens e mulheres a ver com visão mais clara o Grande Espírito Pai — Deus, no qual vivemos, movemo-nos e temos o nosso ser, e aquele vasto universo espiritual, do qual somos agora e já devemos constituir um elemento. Como Espírita cristão, tenho uma grande esperança — uma grande convicção do que será — isto é, que o Espiritismo, que tanto fez pelo ensino cristão e, de um modo geral, pelo mundo, ajudando a afugentar o temor da morte, e auxiliando-nos a compreender aquilo que foi o ensino magnífico do Cristo, reconhecerá completamente aquilo que o Cristo representa, à luz das verdades espíritas.” Depois Mr. Chambers acrescentou que tinha recebido algumas centenas de cartas de todas as partes do mundo, de escritores que lhe exprimiam o alívio e o conforto, assim como uma crença maior em Deus, que lhes tinha vindo pela leitura de seu livro “Nossa Vida Depois da Morte”.

O Reverendo F. Fielding-Ould, M. A., Vigário da Igreja de Cristo, Regent’s Park, Londres, é outro que proclama redondamente o bom trabalho feito pelo Espiritismo. Numa conferência a 21 de abril de 1921, sobre “Relação entre o Espiritismo e o Cristianismo” diz ele: “O mundo necessita de ensino espírita. O número de criaturas irreligiosas hoje em Londres é de causar espanto.

Há um imenso número de criaturas de todas as classes sociais — e falo com experiência própria — absolutamente sem religião. Não foram, nunca vão à Igreja para o serviço comum, e em consciência e por hábito pensam que a morte é o fim. Nada existe além, a não ser um espêsso nevoeiro, no qual a sua imaginação é proibida de vagar. Podem dizer-se da Igreja da Inglaterra, da Romana, da Hebraica, mas são como garrafas vazias numa adega e que ainda conservam os rótulos de safras famosas.” E acrescenta: “Não é raro que almas desesperadas e em luta sejam socorridas por meio do Espiritismo. Não conhecemos todas as criaturas que haviam abandonado toda crença e que voltaram por aquele meio?

Agnósticos que haviam perdido toda a esperança em Deus e na imortalidade, a quem a religião parecia mera formalidade e um esqueleto e que finalmente voltaram-se contra o agnosticismo e o injuriaram em todas as suas manifestações. Então lhes veio o Espiritismo como uma aurora a um homem que passou a noite febril e sem sono. A princípio ficaram admirados e incrédulos, mas sua atenção se fixou: depois foram tocados no coração. Deus tinha voltado às suas vidas e nada poderia exprimir a sua alegria e a sua gratidão”. O Reverendo Charles Tweedale, Vigário de Weston, Yorkshire, um homem que tem trabalhado herôicamente a sua causa, refere-se a um exame do Espiritismo pela Conferência dos Bispos, realizada em Lambeth Palace, de 5 de julho a 7 de 229 agosto de 1920; e, falando da moderna pesquisa psíquica, diz: “Enquanto o mundo, em geral, se encheu com ávido interesse de despertamento, a Igreja, que pretende ser a guarda da verdade religiosa e espiritual, por mais estranho que pareça, até bem pouco tempo fez ouvidos moucos a todas as modernas provas relativas á realidade daquele mundo espiritual cujo testemunho é o objeto principal de sua existência; e mesmo agora apenas dá fracos sinais de que se dá conta da importância que o assunto tem para ela...

Um importante sinal dos tempos foi a discussão dos fenômenos psíquicos na Conferência de Lambeth e a apresentação, pelo secretário, da minha brochura ‘Os Fenômenos Espíritas Atuais e as Igrejas’, passando-a às mãos de todos os Bispos, com o consentimento do Arcebispo. Outro sinal significativo dos tempos é a escolha de Sir William Barrett para fazer uma conferência no Congresso das Igrejas, sobre assuntos psíquicos.” O relatório dos Proceedings sobre a Conferência de Lambeth, já mencionada, assim se refere à pesquisa psíquica: “É possível que estejamos no limiar de uma nova ciência que, por outro método de trabalho, nos confirmará a crença em um mundo por detrás e acima do mundo que vemos e em algo dentro de nós, por meio do qual nos pomos em contacto. Jamais poderíamos imaginar em pôr um limite aos meios de que Deus se serve para trazer ao homem a realidade da vida espiritual.”

Tendo feito suas declarações precavidas, o relatório salta para um lugar seguro, adicionando uma condicional: “Mas nada existe no culto erguido a esta ciência que valorize; há, na verdade, muita coisa que obscurece a significação daquele outro mundo e as nossas relações com ele, como desdobradas no Evangelho do Cristo e no ensino da igreja, e que deprecia os meios que nos foram dados para atingir e viver em camaradagem comaquele mundo.” Sob o título de “Espiritismo”, diz o relatório: “Conquanto reconhecendo que os resultados de investigações tenham animado muita gente a descobrir uma significação espiritual e um objetivo na vida humana e os conduzido a pensar na sobrevivência á morte, graves perigos se vêem na tendência para transformar o Espiritismo numa religião. A prática do Espiritismo como um culto envolve a subordinação da inteligência e da vontade a forças desconhecidas ou a personalidades e, por isso mesmo, a uma abdicação do autocontrôle.”

Um conhecido colaborador de Light, que usa o pseudônimo de Gerson, assim comenta a passagem acima: “Sem dúvida, há um perigo na ‘subordinação da inteligência e da vontade a forças desconhecidas ou a personalidades’, mas a prática das comunicações espíritas necessariamente não envolve, como parece que pensam os Bispos, uma tal subordinação. Outro perigo, no seu modo de ver, é a ‘tendência para transformar o Espiritismo numa religião.’ Light e aqueles que se associam à sua atitude, jamais sentiram inclinação para isso.

A possibilidade de 229 “Light”, 30 de Outubro, 1920. comunicação espírita é um fato da natureza e não concordamos em elevar nenhum fato da natureza em religião. Ao mesmo tempo uma elevada forma de religião pode ser associada com um fato da natureza. O reconhecimento da beleza e da ordem no universo em si mesmo não constitui religião, mas pelo fato de inspirar reverência pela fonte daquela beleza e daquela ordem é um auxílio ao Espiritismo religioso.” No Congresso da Igreja inglesa em 1920, o Reverendo M. A. Bay. field leu um trabalho sobre “A Ciência Psíquica, Aliada do Cristianismo”, no curso do qual disse o seguinte: “Muitos clérigos olham com suspeita a ciência psíquica e alguns com positivo antagonismo e alarme.

Sob o seu nome popular o Espiritismo chegou até a ser denunciado como anticristão. Ele deveria esforçar-se por mostrar que esse ramo de estudos era, em conjunto, um aliado de nossa fé. Quem quer que não seja materialista é espiritualista e o próprio Cristianismo era uma religião essencialmente espírita”. E prosseguiu para se referir ao serviço prestado pelo Espiritismo ao Cristianismo, tornando possível a crença no miraculoso elemento do Evangelho. O Doutor Edwood Worcester, num sermão sob o título de “Os Aliados da 230 Religião” feito na Igreja de St.

Stephen, em Filadélfia, a 25 de fevereiro de 1923, falou da pesquisa psíquica como uma verdadeira amiga da religião e uma aliada espiritual do homem. Disse ele: “Ele também ilumina acontecimentos importantes na vida do Senhor e nos ajuda a compreender e a aceitar as ocorrências que de outro modo seriam rejeitadas. Particularmente penso nos fenômenos concomitantes com o batismo de Jesus. Seu aparecimento no mar da Galiléia. Sua Transfiguração e, acima de tudo, a Sua Ressurreição, e o Aparecimento aos Seus Discípulos.

Além disso, é a única real esperança que temos de resolver o problema da morte. De nenhuma outra fonte temos uma nova solução para esse eterno mistério que nos atinge.” O Reverendo G. Vale Owen lembra-nos que conquanto haja Espíritas que são distintamente cristãos espíritas, o Espiritismo não está confinado ao Cristianismo. Há, porexemplo, uma Sociedade Espírita Judia em Londres. A princípio, a Igreja considerava a Evolução uma adversária, mas finalmente aceitou-a, por estar de acordo com a fé cristã.

E assim conclui: “Assim como a aceitação da Evolução deu ao Cristianismo uma mais larga e mais digna concepção da Criação e do Criador, também a aceitação das grandes verdades sustentadas pela ciência psíquica transformarão um agnóstico num crente em Deus, tornarão am judeu num judeu melhor, um maometano num melhor maometano, um cristão num cristão 231 melhor e, certamente, uma criatura mais feliz e mais alegre”. Dêsses resumos se vê claramente que alguns clérigos da Igreja da Inglaterra e de outras Igrejas eram concordes quanto à influência benéfica do Espiritismo na religião. Há outra importante fonte de informações sobre as opiniões relativas às tendências religiosas do Espiritismo. É a do próprio mundo espírita. Há aí abundante material, mas devemos contentarnos com uns poucos resumos.

O primeiro é do conhecido livro “Ensinos Espiritualistas”, dados através da mediunidade de Stainton 230 Jornal, American SOCIETY FOR PSYCHICAL RESEARCH, Janeiro 1923, página 323. 231 “Facts and Future Life” (1922), página 170. Moses: “Amigo, se outros lhe perguntam da utilidade de nossa mensagem, e do benefício que ela pode oferecer àqueles a quem o Pai a manda, diga-lhe que é um evangelho que revelará um Deus de ternura, de piedade e de amor e não uma falsa criação da brutalidade, da crueldade e das paíxões. Diga-lhes que ela os levará ao conhecimento de Inteligências cuja vida inteira é de amor, de misericórdia e de piedade, de valioso auxílio ao homem, combinada com a adoração do Supremo.” Ou esta outra, da mesma fonte: “Gradualmente o homem foi construindo em torno dos ensinos de Jesus um muro de deduções, de especulações e de comentários materiais, semelhante àquele com que os Fariseus haviam cercado a lei mosaica. A tendência crescente foi para o aumentar à medida que o homem perdia de vista o mundo espiritual. De modo que chegamos a um duro e frio materialismo deduzido de ensinos que foram oferecidos para respirar espiritualidade e para eliminar um ritual sensual. Nossa tarefa é fazer com o Cristianismo aquilo que Jesus fez com o Judaísmo.

Teríamos que tomar as velhas fórmulas e espiritualizar o seu significado, infundindo-lhes uma nova vida. Ressurreição e não abolição — eis o que desejamos. Dizemos mais uma vez que não abolimos um jota ou um til dos ensinos que Jesus deu ao mundo. Apenas varremos os comentários materiais do homem e vos mostramos o significado espiritual oculto, que foi esquecido... Nossa missão é a continuação daquele velho ensino que estranhamente foi alterado pelo homem.

Sua fonte é a mesma; seu curso paralelo; sua finalidade a mesma.” E esta, das “Cartas de Júlia”, de W. T. Stead: “Tivestes ensinos sobre a comunhão dos santos; dizeis e cantais de todas as maneiras que os santos acima e abaixo são um exército do Deus Vivo, mas quando um de nós deste Outro Lado procura fazer um esforço prático para vos capacitar da Unidade e vos fazer sentir que sois acompanhados por tamanha nuvem de testemunhas, então há um clamor geral. É contra a vontade de Deus! É um pacto com os demônios!

É uma conjura com Espíritos maus. Oh! Meu amigo, meu amigo, não vos impressioneis com esses gritos especiosos. Sou um demônio? Sou um Espírito familiar?

Estarei fazendo algo contrário à vontade de Deus, quando constantemente, constantemente procuro vos inspirar mais fé nele, mais amor por Ele, por todas as suas criaturas e, em resumo, procuro trazer-vos para mais perto de Deus? Sabeis que faço tudo isso. É a minha alegria e a lei de meu ser.” E. finalmente, este resumo das “Mensagens de Meslom”: “Qualquer ensino que ajude a humanidade a crer que há uma outra vida e que a alma é fortificada lutando com denodo e vencendo fraquezas é bom, porque encerra aquela verdade fundamental. Se, além disso, revelar um Deus de amor, tanto melhor; e se a humanidade pudesse compreender esse Amor Divino, todo sofrimento, mesmo na Terra, cessaria.” Estas passagens de tom elevado tendem a dirigir a mente do homem para coisas mais altas e para a compreensão de um mais profundo objetivo da vida. A fé que F.

W. H. Myers havia perdido no Cristianismo foi restaurada pelo Espiritismo. Em seu livro “Fragmentos de Prosa e Poesia”, num capítulo sob o título de “A Fé Final”, diz ele: “Não posso, num sentido profundo, contrastar a minha crença atual com o Cristianismo. Considero-a antes um desenvolvimento científico da atitude e do ensino do Cristo. “Perguntareis qual a tendência moral de todos esses ensinos — e a resposta é surpreendentemente simples e concisa.

— A tendência é, poder-se-ia dizer, aquilo que deve ser inevitavelmente — aquilo que a tendência de todo ensino moral vital tem sido sempre — a mais antiga e a mais verdadeira tendência do próprio Cristianismo. É uma reasserção — pesada agora com novas provas — da insistência do Cristo sobre a realidade da vida interior; de sua proclamação de que a letra inata mas o Espírito vivifica, de seu resumo de que toda a moral está no amor a Deus e ao próximo.” Muitos escritores têm-se referido à luz que a pesquisa psíquica tem lançado sobre a narrativa bíblica, mas a melhor expressão desse ponto de vista se encontra na ‘Personalidade Humana’ de F. W. H. Myers: “Arrisco agora uma declaração audaciosa: prevejo que em consequência às novas provas, todos os homens razoáveis, daqui a um século, acreditarão na Ressurreição do Cristo, enquanto que, à falta de novas provas, daqui a um século nenhum homem razoável o acreditaria...

E, principalmente quanto à afirmação central, da vida manifesta da alma após a morte do corpo, é claro que cada vez menos será sustentada apenas pela remota tradição; que deve ser, cada vez mais, provada pela experiência moderna e pela investigação. Suponhamos, por exemplo, que reunimos muitas dessas histórias, registradas em provas de primeira mão nessa época de crítica; e suponhamos que todas essas narrativas não resistam à análise; que todas possam ser tomadas como alucinações, incorreções ou outras persistentes fontes de erro. Podemos, então, esperar que homens razoáveis acreditem que esse maravilhoso fenômeno, que sempre se dilui no nada quando rigorosamente analisado na moderna cena inglesa, deva ainda conduzir à adoração religiosa, por se dizer que ocorreu num país do Oriente e numa era remota e supersticiosa? Se, em resumo, os resultados da ‘Pesquisa Psíquica’ tivessem sido puramente negativos, não teria a evidência cristã — não digo a emoção cristã, mas a evidência cristã — recebido um golpe esmagador?” Podem citar-se muitos testemunhos de eminentes homens públicos.

Assim escreve Sir Oliver Lodge: “Conquanto não tenha sido por minha fé religiosa que fui levado a minha situação presente, não obstante tudo quanto aprendi tende a aumentar meu amor e veneração pela personalidade que é a figura central do Evangelho.” 232 Lady Grey of Fallodon rende um eloqüente tributo ao Espiritismo, descrevendo-o como algo que vitalizou a religião e levou conforto a milhares de pessoas.

Falando dos Espíritas, diz: “Como um corpo de trabalhadores, estão mais ligados ao Espírito do Novo Testamento do que muita gente da Igreja poderia pensar. A Igreja da Inglaterra deveria considerar o Espiritismo como valioso aliado. Ele faz um ataque frontal ao Materialismo e não só identifica o universo material com o espiritual, mas tem uma reserva de conhecimentos úteis e de conselhos.” E acrescenta: “Nele encontro uma corrente vitalizante que traz umsopro de vida às velhas crenças... O mundo que estamos acostumados a associar com as Sagradas Escrituras é, em essência, idênticos a mensagem que nos vem nestes 232 “Fortnightly Revew”, Outubro, 1922. últimos escritos. Aqueles de nós que trazem a Nova Revelação no coração, sabem que o Espiritismo oferece uma compreensão moderna da Bíblia e é por isto que — se as Igrejas apenas o vissem — ele deve ser considerado o grande aliado da religião.” São palavras verídicas e corajosas. 233 Mostra o Doutor Eugene Crowell que a Igreja Católica Romana sustenta que as manifestações espíritas ocorrem constantemente sob a divina autoridade da Igreja; mas as Igrejas Protestantes, conquanto professando a crença de que as manifestações espíritas ocorreram com Jesus e os seus discípulos, repudia similares acontecimentos em nossos dias.

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