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Capítulo 27 de 57
Parte 24 de 54
A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle
O autor tem a impressão, que não é certeza, de que os dois rostos são os mesmos, apenas com algumas alterações obtidas pela manipulação. Assim, admite que a fotografia seja fraudulenta, mas isto de modo algum corrobora o resto da narrativa de Mrs. White, muito embora abale a nossa fé a respeito do caráter de Mr. e Mrs. Holmes, do mesmo modo que do Doutor Child. Mas o caráter dos médiuns de efeitos físicos tem apenas uma influência indireta na questão da realidade de sua força psíquica, que deveria ser apreciada através de sua própria natureza, pouco importando se o indivíduo é santo ou pecador.
A sábia conclusão do Coronel Olcott foi que, à vista do conflito de provas, deveria pôr tudo de lado e controlar os médiuns à sua maneira, sem se importar com o que havia passado. E o fez de maneira convincente, de modo que, quem quer que leia a sua 66 investigação — “People From the Other World” , página 460 e seguintes, — não poderá negar que ele tomou todas as precauções possíveis contra as fraudes. A cabine era revestida de tela pelos lados, de modo que ninguém poderia entrar, como Mrs. White disse haver feito. Mrs.
Holmes era posta num saco, atado ao pescoço e, como o marido se achava ausente, ficava reduzida aos seus próprios recursos. Em tais circunstâncias numerosas cabeças se formaram, algumas das quais semimaterializadas, apresentando uma aparência horrível. Isto deve ter sido feito como um teste ou, possivelmente, a longa contenção deve ter prejudicado os poderes do médium. Os rostos costumavam aparecer a uma altura que o médium não podia alcançar. Dale Owen achava-se presente a essa demonstração e já deveria ter lamentado a sua declaração prematura.
Sessões posteriores e com os mesmos resultados foram realizadas por Olcott em seus próprios aposentos, de modo a eliminar a possibilidade de qualquer mecanismo sob o controle do médium. Numa ocasião, quando a cabeça de John King, o Espírito dirigente, apareceu no ar, Olcott, lembrando-se da declaração de Elisa White, de que esses rostos eram apenas máscaras de dez centavos, pediu e obteve permissão para passar a sua bengala em redor dele, e assim ficou satisfeito de verificar que não era sustentado por ninguém. Essa experiência parece tão conclusiva que o leitor que pretender mais provas deve ser remetido ao livro onde encontrará muito mais. Era claro que, qualquer que fosse o papel representado por Elisa White na fotografia, não havia sombra de dúvida de que Mrs. Holmes era um médium genuíno e poderoso para fenômenos de materializações.
Deveria acrescentar-se que a cabeça de Katíe King foi vista repetidas vezes pelos investigadores, conquanto a forma inteira, ao que parece, só se materializou uma vez. O General Lipáginasitt estava presente a essa reunião e associou-se püblicamente, pela Banner of Light de 6 de fevereiro de 1875, às conclusões de Olcott. O autor demorou-se um pouco sobre esse caso porque o mesmo representa a maneira típica pela qual o povo é desviado do Espiritismo. Os jornais estão cheios de “desmascaramentos”. A coisa é investigada e tanto se mostra o que é falso, quanto o que é parcialmente verdadeiro.
Isto não é publicado e o público fica com a primeira impressão incorreta. Mesmo agora, quando se menciona Katie King, é frequente essa crítica: “Foi provado que era uma fraude, em Filadélfia”, e, por uma natural confusão de ideias, isto foi até usado como argumento contra as experiências clássicas de Crookes. A questão — especialmente a momentânea fraqueza de Dale Owen —atrasou de muitos anos o Espiritismo na América. 66 “Gente do Outro Mundo” — N. do T. Foi feita uma referência a Jehn King, o Espírito dirigente das sessões dos Holmes. Essa estranha entidade parece ter sido o principal controlador de todos os fenômenos físicos nos primeiros dias do movimento e ainda é visto e ouvido ocasionalmente. Seu nome está ligado com o salão de música de Koons, com os irmãos Davenport, com Williams em Londres, com Mrs.
Holmes e muitos outros. Pessoalmente, quando materializado, tem aparência de um homem alto, moreno, uma cabeça nobre e grande barba negra. Sua voz é alta e profunda, enquanto as suas batidas têm um caráter peculiar. É senhor de todas as línguas, tendo sido experimentado nas línguas mais originais, como o georgiano, e nunca foi pilhado em erro. Essa criatura formidável controla bandos de Espíritos inferiores, índios Peles-Vermelhas e outros, que assistem a tais fenômenos.
Afirma que Katie King é sua filha e que em vida, como Henry Morgan, fora pirata, perdoado e armado cavaleiro por Carlos 2º e que terminara como Governador da Jamaica. Se assim foi, teria sido um rufião crudelíssimo, que muito terá que expiar. Contudo, o autor deve declarar que possui um retrato de Henry Morgan, feito na época — e que se encontra na obra de Howard Pyles “Buccaneers”, à página 178, e que, se controlada, nenhuma semelhança apresenta com John King. Todas estas questões de identificação 67 material são muito obscuras. Antes de encerrar o relato das experiências de Olcott, nessa etapa de sua evolução, deve ser feita uma referência ao caso da chamada transfiguração de Compton, que mostra em que águas profundas nos encontramos quando tentamos pesquisas psíquicas.
Essas profundezas ainda não foram avaliadas, nem delineadas. Nada pode ser mais claro do que os fatos, nem mais satisfatório do que as provas. A médium Mrs. Compton se achava fechada em sua cabine, com um fio passado pelos furos de suas orelhas e amarrado ao encôsto de sua cadeira. Então uma esguia figura branca emergiu da cabine.
Olcott tinha providenciado uma balança de plataforma, na qual o Espírito ficou de pé. Foi pesado duas vezes, registrando 35,7 quilos e 27,3 quilos respectivamente. Então, conforme as disposições prévias, Olcott foi à cabine, deixando o espectro do lado de fora. A médium tinha desaparecido. A cadeira lá estava, mas nem sinal da senhora.
Então Olcott voltou e pesou novamente a aparição, que então apresentava 23,5 quilos. Depois disso o Espírito voltou à cabine, da qual surgiam outras figuras. Finalmente, diz Olcott: “Eu ali entrei com uma lâmpada e encontrei a médium exatamente como havia deixado no começo da sessão, com os fios intactos e cada nó perfeito! Estava sentada, com a cabeça apoiada na parede, pálida e fria como mármore, os olhos revirados, a testa coberta de uma umidade de morte, sem respiração pulmonar nem batidas do pulso. Quando todos acabaram de examinar os fios e os nós frágeis eu os cortei com uma tesoura e, levantando a cadeira pelo encôsto e pelo assento, transportei a senhora em catalepsia para um lugar arejado fora da câmara.
Ela ficou inanimada durante dezoito minutos. Gradativamente a vida foi voltando, até que a respiração, o pulso e a temperatura se tornaram normais... Então a levei para a balança... Pesava 55 quilos!” 67 Como o autor deu uma deixa contra a identidade de John King como Morgan, é justo que dê outra que a comprove — e esta lhe vem quase que em primeira mão e de fonte fidedigna. A filha de um recente Governador da Jamaica achava-se ultimamente numa sessão em Londres e se defrontou com John King.
O Espírito King lhe disse: — “Você trouxe da Jamaica algo que me pertencia.” — “O que foi?” perguntou ela. — “Meu testamento”, respondeu ele. Era um fato, absolutamente desconhecido dos presentes, que seu pai havia trazido tal documento. Que fazer de tais resultados? Havia onze testemunhas além de Olcott. Os fatos parecem acima de dúvidas.
Mas, que deduzir deles? O autor viu uma fotografia, tomada em presença de um médium amador, na qual todos os detalhes da sala tinham sido apanhados, mas a médium havia desaparecido. O desaparecimento da médium tem alguma analogia com esse caso? Se a figura ectoplásmica só pesava 35 quilos e a médium 55, torna-se claro que apenas 20 quilos lhe eram deixados, quando o fantasma estava fora. Se 20 quilos não bastavam para continuar o processo de vida, não poderiam os seus guias ter usado a sua química oculta sutil a fim de a desmaterializar e assim salvá-la do perigo ate que a volta do fantasma permitisse a reabsorção?
É uma estranha suposição, mas parece que atende aos fatos — o que pode ser feito por mero palpite ou por uma incredulidade não raciocinada.
Henry Slade e o Doutor Monck impossível relacionar todos os médiuns das várias gradações de força e, ocasionalmente, de honestidade, que têm demonstrado os efeitos que inteligências estranhas podem produzir quando as condições materiais são tais É que permitem a sua manifestação neste plano. Há alguns, entretanto, que foram tão preeminentes e tão envolvidos em polêmicas públicas que nenhuma história do movimento poderá esquecê-los, mesmo quando sua carreira não estivesse, sob todos os pontos, isenta de suspeitas. Trataremos neste capítulo da história de Slade e de Monck, os quais representaram em sua época um papel destacado. Henry Slade, célebre médium da escrita nas lousas, foi exibido publicamente na América durante quinze anos, antes que chegasse a Londres a 13 de julho de 1876. O Coronel H.
S. Olcott, antigo presidente da Sociedade Teosófica, declara que, com a Senhora Blavatsky era responsável pela visita de Slade à Inglaterra. Parece que, como o Grão-Duque Constantino da Rússia desejasse fazer uma investigação científica do Espiritismo, uma comissão de professôres da Universidade de São Petersburgo pediu ao Coronel OLcott e à Senhora Blavatsky que escolhessem entre os melhores médiuns americanos um que pudesse ser recomendado para ensaios. Eles escolheram Slade, depois de o submeter a testes durante várias semanas, perante uma comissão de cépticos, que em seu relatório certificavam que “eram escritas mensagens nas faces inteiras de duas lousas, por vezes amarradas e seladas juntas, quando postas sobre uma mesa, à vista de todos; acima das cabeças de membros da comissão; presas à parte inferior do tampo da mesa; ou, ainda, nas mãos de um membro da comissão, sem que o médium as tocasse”. Foi se dirigindo para a Rússia que Slade veio à Inglaterra.
Um representante do jornal World, de Londres, que esteve numa sessão de Slade logo após à sua chegada, assim o descreve: “Muito bem conformado, temperamento nervoso, rosto místico e sonhador, gestos regulares, olhos expressivos e luminosos, um sorriso antes triste e uma certa graça melancólica de maneiras, eram as impressões despertadas por esse homem alto e flexível, que me foi apresentado como sendo o Doutor Slade. É o tipo de homem que a gente marcaria numa assembléia como um entusiasta.” Diz o relatório da Comissão Seibert que “tinha cerca de 1 metro e 83 centímetros de altura, com um rosto de inusitada simetria” e que sua face chamava a atenção em qualquer parte por sua beleza incomum e acresenta que é “um homem digno de nota sob todos os aspectos”. Logo depois de sua chegada a Londres, Slade começou a fazer sessões em seus aposentos, Bedford Place, Russel Square, com um sucesso imediato e pronunciado. Não só a escrita era obtida de modo evidente, sob fiscalização e com lousas dos próprios assistentes, mas a levitação de objetos e a materialização de mãos foi observada sob intensa luz do dia, O redator de The Spiritual Magazine, o mais sereno e elevado periódico dos Espíritas da época, escreveu: “Não hesitamos em dizer que o Doutor Slade é o mais notável médium dos tempos modernos”. Mr.
J. Enmore Jones, conhecido pesquisador do psiquismo daqueles dias e, posteriormente, redator de The Spiritual Magazine, disse que Slade estava ocupando o lugar deixado por D. D. Home. A descrição que faz de sua primeira sessão indica o severo método de exame: “No caso de Mr.
Home, recusou receber um salário e, via de regra, as sessões eram feitas ao anoitecer, no calmo ambiente familiar. Mas no caso do Doutor Slade elas se realizavam a qualquer hora, durante o dia, nos aposentos que ele ocupava numa pensão. Cobra vinte shillings e prefere que apenas uma pessoa fique na sala que ocupa. Não perde tempo: assim que o visitante se senta, começam os incidentes, continuam e terminam emcerca de quinze minutos”. Stainton Moses, que depois foi o primeiro presidente da Aliança Espírita de Londres, externou a mesma ideia a respeito de Slade.
Escreveu: “Em sua presença os fenômenos ocorrem com uma regularidade e precisão, com uma ausência de preocupação com as ‘condições’ e com uma facilidade para observação que satisfaz inteiramente os meus desejos. É impossível imaginar circunstâncias mais favoráveis para a minuciosa investigação do que aquelas sob as quais testemunhei os fenômenos que ocorrem em sua presença com tão surpreendente rapidezembro.. Não havia hesitação nem tentativas. Tudo era rápido, agudo, decisivo. Os operadores invisíveis sabiam exatamente o que iam fazer, e o faziam com presteza e 68 precisão”.
A primeira sessão de Slade na Inglaterra foi realizada a 15 de julho de 1876, para Mr. Charles Blackburn, eminente espiritista, e Mr. W. II. Harrison, redator de The Spiritualist.
Em plena luz do dia o médium e os dois assistentes ocuparam os três lados de uma mesa comum de cerca de três pés de lado. Slade pôs um pedacinho de lápis, mais ou menos do tamanho de um grão de trigo, sobre uma ardósia e segurou esta por um canto, com uma mão, encostando-a no tampo por baixo da mesa. Ou. via-se a escrita na lousa e, examinada, verificou-se que uma curta mensagem fora escrita. Enquanto isso acontecia, as quatro mãos dos assistentes e a mão livre de Slade eram agarradas no centro da mesa. A cadeira de Mr.
Blackburn foi arrastada umas quatro ou cinco polegadas, estando ele sentado, e ninguém senão ele a tocava. A cadeira vazia no quarto lado da mesa uma vez pulou no ar, batendo o assento na borda inferior da mesa. Duas vezes uma mão com a aparência de vida passou em frente a Mr. Blackburn, enquanto ambas as mãos de Slade eram observadas. O médium segurou um acordeon debaixo da mesa e, enquanto se via claramente a outra mão sobre a mesa, foi tocada a “Home, Sweet Home”.
Então Mr. Blaekburn segurou o acordeom da mesma maneira, quando o instrumento foi empurrado violentamente e tocada uma nota. Enquanto isto ocorria, as mãos de Slade estavam sobre a mesa. Finalmente os três presentes levantaram as mãos cerca de trinta centímetros acima da mesa e esta ergueu-se até tocar as suas mãos. Em outra sessão no mesmo dia uma cadeira 68 The Spiritualist, Volume 9º, página 2. ergueu-se cerca de um metro e vinte, quando ninguém a tocava e, quando Slade tinha uma mão no espaldar da cadeira de Mr.
Blackburn, a cadeira elevou-se cerca de meio metro acima do solo. Assim descreve Mr. Stainton Moses uma das primeiras sessões com Slade: “Um sol de meio-dia, bastante quente para torrar a gente, derramava-se na sala; a mesa estava descoberta; o médium estava sentado e visto inteiramente; nenhum ser humano se achava presente, além de mim e ele. Que melhores condições poderia haver? As batidas foram instantâneas e fortes, como se dadas por um homem forte.
A escrita na lousa ocorreu conforme a sugestão feita, sobre uma lousa sustentada por mim e pelo Doutor Slade; sobre outra sustentada por mim e que eu mesmo trouxera; e sobre uma terceira sustentada apenas por mim, no canto da mesa mais distanciado do médium. A última escrita demorou algum tempo e o ruído característico do lápis ao formar as palavras era ouvido distintamente. Uma cadeira em minha frente foi levantada cerca de meio metro do solo; a lousa foi arrancada de minha mão e levada para o outro lado da mesa, onde nem eu nem o Doutor Slade poderíamos alcançá-la; o acordeon, tocava em redor de mim, enquanto o doutor o segurava pela parte inferior e, finalmente, tendo ele tocado no encôsto de minha cadeira, fomos levitados com cadeira e tudo, algumas polegadas”. O próprio Mr. Stainton Moses era um médium poderoso e sem dúvida esse fato auxíliou as condições.
Acrescenta ele: “Tenho visto todos esses fenômenos e muitos outros várias vezes antes desta, mas nunca tão rapidamente, tão consecutivamente em plena luz do dia. Toda a sessão não durou mais que meia hora 69 e, do começo ao fim, não houve interrupção dos fenômenos.” Tudo foi bem durante seis semanas, e Londres estava cheia de curiosidade pelos dons de Slade, quando se deu, infelizmente, uma interrupção. No começo de setembro de 1876 o Professor Ray Lankester, com o Doutor Donkin, tiveram duas sessões com Slade e, na segunda, tomando uma lousa, encontraram-na escrita, quando se pensava que nada tivesse sido produzido. Ele era absolutamente inexperiente em pesquisas psíquicas, do contrário saberia que é impossível dizer o momento exato em que se dá a escrita nessas sessões. Ocasionalmente uma folha inteira parecia precipitada num instante, enquanto de outras vezes o autor ouvia claramente o ruido do lápis, linha por linha.
Para Ray Lankester, entretanto, pareceu um caso típico de fraude e ele escreveu uma carta ao 70 The Times denunciando Slade e o perseguiu por tomar dinheiro de modo fraudulento. Foram publicadas cartas em resposta a Lankester pelo Doutor Alfred Russel Wallace, pelo Professor Barrett e outros, O Doutor Wallace chamou a atenção para o fato de que o relato do Doutor Lankester daquilo que acontecera era extremamente diferente do que lhe ocorreu durante a sua visita ao médium, bem como o registro das experiências de Serjeant Cox, do Doutor Carter Blake e muitos outros, de modo que o podia considerar como um notável exemplo da teoria do Doutor Carpenter, sobre as ideias preconcebidas. Diz ele: “O Professor Lankester foi com a firme convicção de que tudo o que ia assistir era impostura e, assim, 69 The Spiritualist, Volume 9º, página 2. 70 16 de setembro de 1876. pensa que viu imposturas”. O Professor Lankester demonstrou o seu erro quando, referindo-se à comunicação lida na Associação Britânica a 12 de setembro pelo Professor Barrett, no qual trata dos fenômenos espíritas, disse na sua carta a The Times: “As discussões na Associação Britânica foram degradadas pela introdução do Espiritismo”. O Professor Barrett escreveu que Slade tinha uma resposta pronta, baseada no fato de ignorar quando a escrita era produzida.
Descreve uma sessão muito probante, que ele realizou, na qual a lousa ficou sobre a mesa e debaixo de seu cotovêlo. Uma das mãos de Slade era sustentada por ele, enquanto os dedos da outra mão tocavam de leve na lousa, O Professor Barrett fala, depois, de um eminente cientista seu amigo, que obteve a escrita numa lousa limpa, que ele próprio segurava, quando ambas as mãos do médium se achavam sobre a mesa. Por certo tais exemplos devem ser absolutamente convincentes para o leitor desprevenido; e é claro que, se fica bem estabelecido o que é positivo, as ocasionais alegações negativas não têm cabida na conclusão geral. O julgamento de Slade se deu na Corte de Polícia de Bow Street, a 1º de outubro de 1876, perante o Juiz Flowers. A acusação esteve a cargo de Mr.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.