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Capítulo 30 de 57
Parte 27 de 54
A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle
Do T observados pelas sub-comissões, mas outros do mais variado e extraordinário caráter: 1. “Treze testemunhas declaram que viram corpos pesados —nalguns casos homens — erguerem-se lentamente no ar e aí ficarem por algum tempo, sem apoio visível ou tangível”. 2. “Catorze testemunhas atestam terem visto mãos ou rostos, não pertencentes a nenhum ser humano, mas com aparência de vida e cem mobilidade, que por vezes tocaram ou roçaram e, assim, estão convencidos que não eram o resultado de impostura, nem de ilusão.” 3. “Cinco testemunhas sustentam que foram tocadas por algum agente invisível, em várias partes do corpo, e onde pediam que o fossem, quando as mãos de todos eram visíveis.” 4. “Treze testemunhas declaram que ouviram peças de música bem tocadas em instrumentos não manipulados por qualquer agente visível.” 5.
“Cinco testemunhas sustentam que viram carvões incandescentes postos nas mãos e na cabeça de várias pessoas, sem produzir dor ou queimadura, e três testemunhas sustentam que fizeram a mesma experiência em si mesmas, com os mesmos resultados.” 6. “Oito testemunhas declaram que receberam informações precisas através de batidas, de escrita e por outros meios, e cuja exatidão era então desconhecida por elas próprias ou por qualquer dos presentes e que, em investigação posterior, verificaram ser exatas.” 7. “Uma testemunha declara que recebeu uma informação precisa e minuciosa que, não obstante, ficou provado ser inteiramente inverídica.” 8. “Três testemunhas declaram que se achavam presentes quando, em pouco tempo, foram feitos desenhos a lápis e aquarela e em tais condições que a ação humana era impossível.” 9. “Seis testemunhas declaram ter recebido informações de acontecimentos futuros e que, nalguns casos, a hora exata foi predita com precisão, com alguns dias e até com semanas de antecedência.” Além disso, foram dadas provas de conversa em transe, de curas, de escrita automática, de transporte de flôres e de frutos para recintos fechados, de vozes no ar, de visões em cristais e em espelhos e de alongamento do corpo humano.
O relatório termina com estas observações: “Apresentando o seu relatório, vossa comissão, levando em consideração o elevado caráter e a grande inteligência de muitas das testemunhas dos mais extraordinários fatos, a extensão que esse testemunho alcança pelos relatórios das subcomissões, e a ausencia de qualquer prova de impostura ou fraude, no que respeita a grande parte dos fenômenos; e, além disso, considerando o caráter excepcional dos fenômenos, o grande número de pessoas de várias camadas sociais e acima de tudo o mundo civilizado, que é mais ou menos influenciado pela crença em sua origem sobrenatural, e o fato de que até agora não se chegou à sua explicação filosófica, ela é de opinião que lhe cumpre declarar a sua convicção de que o assunto é digno de mais séria atenção e cuidadosa investigação do que tem tido até agora.” Entre os que deram provas ou leram trabalhos perante a comissão, estavam: o Doutor Alfred Russel Wallace, Mrs. Emma Hardinge, Mr. H. D. Jencken, Mr.
Benjamim Coleman, Mr. Cromwell F. Varley, Mr. D. D.
Home, e o governador de Lindsay. Foi recebida correspondência de Lord Lytton, Mr. Robert Chambers, Doutor Garth Wilkinson, Mr. William Howitt, M. Camille Flammarion e outros.
A comissão teve a felicidade de obter provas dos que acreditavam nos fenômenos, mas quase que falhou por completo, como se vê do relatório, quando as quis daqueles que os atribuíam à fraude ou à prestidigitação. No registro de provas de mais de cinquenta testemunhas, há um volumoso testemunho da existência de fatos trazidos por cavalheiros e senhoras de alta 85 reputação. Uma testemunha achou que o mais admirável fenômeno revelado pelos trabalhadores da comissão foi o extraordinário número de homens eminentes que se 86 mostraram crentes firmes na hipótese espírita. E uma outra declarou que, fossem quais fossem as forças empregadas em tais manifestações, elas não podiam ser explicadas pelo recurso à impostura, de um lado, e à alucinação, do outro. Um aspecto interessante do desenvolvimento do movimento é aquele observado por Mrs.
Emma Hardinge de que, ao tempo (1869) apenas conhecia dois médiuns profissionais em Londres, ao passo que conhecia muitos não profissionais. Como ela própria era médium, certamente tinha razão ao se exprimir assim. Mr. Cromwell Varley constatou que provavelmente não haveria mais que cem médiuns conhecidos em todo o império e acrescentou que muito poucos desses eram bem desenvolvidos. Temos aqui um testemunho conclusivo para o grande trabalho realizado na Inglaterra por D.
D. Home, pois a maioria dos conversos o tinha sido através de sua mediunidade. Outra médium que desempenhou um papel importante foi Mrs. Marshall. Muitas testemunhas falam das sessões convincentes que fizeram em sua casa.
Mr. William Howitt, o conhecido escritor, era de opinião que tinha então recebido a consagração de cerca de vinte milhões de criaturas em toda a parte, após um exame pessoal. O que pode ser chamado a prova para a oposição não foi absolutamente formidável. Lord Lytton disse que em sua experiência os fenômenos constavam de influências materiais, de cuja natureza nós éramos ignorantes; o Doutor Carpenter defendeu a sua tecla da “cerebração inconsciente”. O Doutor Kidd pensava que em sua maioria os fenômenos eram subjetivos e três testemunhas, conquanto convencidas da autenticidade dos fatos, os tomavam por ações demoníacas.
Essas objeções foram bem respondidas por Mr. Thomas Shoster, autor das “Confessions of 87 a Truth Seeker” , e secretário do Colégio dos Trabalhadores, numa admirável 88 análise do relatório em The Spiritual Magazine. É digno de nota que, ao ser publicado esse relatório tão importante quanto ponderado, tivesse sido ridicularizado por uma boa parte da imprensa de Londres. Uma honrosa exceção foi o Spectator. O noticiarista de The Times considerou-o “nada mais que uma mixórdia de conclusões inconsistentes, adornada por uma 85 Grattan Geary. 86 E.
L. Blanchard. 87 “Confissões de um Pesquisador da Verdade”. — N. do T. 88 1872, páginas. 3 a 15. porção de monstruosidades sem valor que, para infelicidade nossa, jamais se reuniram para um julgamento.” O Morning Post disse: “O relatório que foi publicado não vale nada.” O Saturday Review esperava que aquele relatório “desacreditasse um pouco mais uma das mais inequivocamente degradantes superstições que jamais circularam entre gente que raciocina. O Standard fez uma crítica sólida, que merece ser lembrada. Objetando à observação dos que não acreditam no Espiritismo, embora digam que “existe algo novo” o jornal observou sabiamente: “Se nisto existe algo além de impostura e imbecilidade, há todo um outro mundo aí”.
O Daily News considera o relatório como “uma importante contribuição para a literatura de um assunto que, mais dia menos dia, pelo próprio número de seus adeptos, exigirá mais longa investigação”. O Spectator, depois de descrever o livro como extremamente curioso, acrescenta: “Poucos, entretanto, lerão a massa de provas coligidas nesse volume, mostrando a sólida fé na realidade dos supostos fenômenos espíritas, ocorridos com um bom número de indivíduos de caráter respeitável e sólido, sem concordar, também, com a opinião de Mr. Jeffrey de que os notáveis fenômenos testemunhados, alguns dos quais não tinham sido inquinados de impostura ou de fraude e o testemunho coletivo de pessoas respeitáveis justificam a recomendação do assunto a investigações posteriores cautelosas”. São estes ligeiros extratos de um noticiário mais longo nalguns poucos jornais de Londres — pois houve muitos outros — e, ruins como são, não deixam de indicar que nenhuma mudança de atitude houve por parte da imprensa, que habitualmente ignorava o assunto. É preciso lembrar que o relatório apenas tratava do aspecto fenomênico do Espiritismo e este, na opinião dos dirigentes espíritas, constitui, decididamente, o seu lado menos importante.
Apenas no relatório de uma subcomissão se registra que, de um modo geral, o tema central das mensagens era que a morte física não passava de trivial assunto retrospectivo, mas que para o Espírito havia um renascimento em novas experiências de existências, que a vida do Espírito era, sob todos os pontos, humana; que as relações amigáveis eram tão comuns e agradáveis quanto em vida; que, não obstante os Espíritos demonstrassem grande interesse pelas coisas mundanas, não desejavam retornar à anterior condição de vida; que a comunicação com os amigos da Terra era agradável e desejada pelos Espíritos, devendo ser por aqueles tomada como uma prova da continuidade da vida, a despeito da dissolução do corpo, e que os Espíritos não pretendiam ter o poder seguro de profetizar. Eis os principais pontos das informações recebidas. No futuro será reconhecido, de um modo geral, que em seus dias e naquela geração, a Comissão da Sociedade Dialética realizou um trabalho excelente.
A grande maioria de seus membros se opunha às alegações psíquicas, mas, em face da evidência, com poucas exceções, tais como o Doutor Edmunds, estes reforçaram o testemunho dos sentidos. Houve poucos exemplos de intolerância, como a infeliz declaração de Huxley e a de Charles Bradlaugh de que nem mesmo examinaria certas coisas, porque se situavam na região do impossível; mas, em conjunto, o trabalho das subcomissões foi excelente.
No relatório da Comissão da Sociedade Dialética há um longo artigo do Doutor Edmunds, adversário do Espiritismo, e das constatações dos colegas. Merece leitura, como típico de uma certa classe de mentalidade. O digno doutor, imaginando-se imparcial, é tão absolutamente prevenido que jamais pôde entrar em sua cachola a concebível possibilidade de que os fenômenos fossem supra-normais. Quando assiste a um deles com os próprios olhos, pergunta: “Como foi o truque?” Se não consegue responder à pergunta, não o considera digno de qualquer outra explicação, e apenas registra que não lhe foi possível descobrir o truque. Assim seu testemunho, que é perfeitamente honesto em relação ao fato, registra que algumas flôres e frutas ainda úmidas, caíram sobre a mesa — fenômeno de transporte, tantas vezes verificado com Mrs.
Gupáginasy. O único comentário do doutor é que elas devem ter sido tiradas do aparador, embora se possa imaginar que uma cesta de frutas sobre o aparador deveria ter chamado a atenção e ele não se arrisque a dizer que tinha visto tal objeto. De novo foi fechado na cabine com Davenport e admite que este nada podia fazer, mas, em todo caso, deve haver um truque de mágica. Então, quando verifica que os médiuns que percebem que a sua atitude mental é de irremediável recusa de examinar novamente o caso, toma a observação como um reconhecimento de culpa. Há um certo tipo de mentalidade científica que é muito aguda dentro de sua especialidade; mas, fora dela, é a coisa mais maluca e ilógica do mundo.
Para a Comissão Seybert, que estudaremos agora, foi uma infelicidade ter sido composta inteiramente de gente tal, com a exceção de um espírita, um certo Mr. Hazard, que fora convocado por eles e que tinha pouca possibilidade de influenciar a sua atmosfera geral de obstrução. As circunstâncias em que foi nomeada a Comissão foram as seguintes: um tal Henry Seybert, cidadão de Filadélfia havia deixado a soma de sessenta mil dólares com o objetivo de ser criada uma Cadeira de Filosofia na Universidade de Pensilvânia, com a condição que a mesma Universidade nomeasse uma comissão para fazer uma completa e imparcial investigação sobre todos os sistemas morais, religiosos ou filosóficos que pretendem representar a verdade e, particularmente, o Espiritismo. O pessoal da comissão escolhida é indiferente, não obstante ser intimamente ligado à Universidade, ao Doutor Pepáginaser, deão da Universidade, como presidente honorário, ao Doutor Furnnes, comopresidente efetivo e ao Professor Fullerton, como secretário. A respeito de que o dever da Comissão era “fazer uma completa e imparcial investigação” do moderno Espiritismo, o relatório preliminar diz friamente: “A Comissão é com posta de homens cujos dias já se acham cheios de obrigações, que não podem ser postas de lado e que assim, apenas podem dedicar uma pequena parte de seu tempo a essas investigações”.
O fato de estarem os membros satisfeitos de principiar com essa restrição, mostra quão pouco entendiam a natureza do trabalho que defrontavam. Em tais circunstâncias o fracasso era inevitável. As reuniões começaram em março de 1884 e um relatório preliminar, ou coisa que o valha, foi publicado em 1887. Pelo que se viu o relatório ficou sendo final, por isso que, reimpresso em 1920, nada lhe foi acrescentado, a não ser um prefácio incolor em três períodos, por um descendente do primeiro presidente. O motivo central desse relatório é que a fraude de um lado e a credulidade do outro constituem tudo no Espiritismo e que realmente nada havia de sério que merecesse referência.
O documento merece uma leitura completa por todo estudioso de psiquismo. A impressão que fica na mente éque os vários membros da Comissão se achavam em seus campos limitados, esforçando-se honestamente para apreender os fatos, mas que as suas mentes, como a do Doutor Edmunds, eram formadas de tal modo que quando, a despeito de sua atitude repelente e impossível, algumacontecimento psíquico tentava romper as suas barreiras, nem por um instante consideravam a possibilidade de que fosse genuíno, mas simplesmente passavam adiante como se não existisse. Assim, com Mrs. Fox-Kane obtiveram acentuadissimas batidas mas se satisfazem com a suposição, milhares de vezes desmentida, de que viessem de dentro de seu próprio corpo e passaram sem comentários sobre o fato de que por seu intermédio receberam longas mensagens, escritas rapidamente pelo avêsso, de modo que só podiam ser lidas através do espelho. Essa escrita rapidíssima, continha um latim abstruso, uma sentença que aparentemente estava muito acima da capacidade do médium.
Tudo isto ou foi ignorado ou ficou sem explicação. Novamente, observando Mrs. Lord, a Comissão obteve a Voz Direta e luzes fosforescentes, depois de ter examinado a médium. Temos informações de que a médium produziu “um quase contínuo bater de palmas”, além de que, pessoas mais afastadas parecem ter sido tocadas. O preconceito que presidiu o inquérito pode ser caracterizado pela observação do presidente efetivo W.
M. Kewler, que era tido como um fotógrafo de Espíritos, pois “não ficaria satisfeito senão com um querubim em minha cabeça, um em cada membro e um anjo batendo asas na minha frente...” Um Espírita ficaria muito surpreendido se realmente um investigador de maneiras tão frívolas conseguisse resultados. Em tudo, a explicação de que o médium produzia alguma coisa como um mágico. Nunca, por um momento sequer eles admitiram que a simpatia e o consentimento de agentes invisíveis pudesse ser essencial — agentes que se podem curvar ante mentes simples, encolher-se ou fazer ojogode quem sabe se divertir. Enquanto houve alguns resultados que podem ser genuínos, mas que são postos de lado no relatório, houve alguns episódios penosos para os espíritas, mas que nem por isso podem ser esquecidos.
A Comissão descobriu fraudes óbvias no caso da médium da lousa, Mrs. Patterson e é impossível negar que o caso de Slade seja substancial. Os últimos dias desse médium foram certamente sombrios e as forças que outrora tinham sido tão notáveis devem ter sido substituidas pelos truques. O Doutor Eurness chega mesmo a asseverar que esses truques eram admitidos, mas a anedota, como é dada no relatório, antes sugere uma leviandade da parte do médium. Que o Doutor Slade pudesse divertir-se com o Doutor através de sua janela aberta e imediatamente respondesse a uma frase faceta, admitindo que toda a sua vida tinha sido uma fraude, é absolutamente inacreditável.
Há alguns aspectos nos quais a Comissão — ou pelo menos alguns de seus membros — não procedeu com ingenuidade. Assim, declaram de início que apóiam o seu relatório em seu próprio trabalho e desprezam a massa de material aproveitável. A despeito disso, incorporam um longo relatório adverso, escrito por seu secretário sobre as declarações de Zöllner, dado no capítulo que trata das experiências de Slade em Leipzig. Ele teve o cuidado de eliminar o fato de que o maior ilusionista da Alemanha, após considerável investigação, deu um atestado de que os fenômenos de Slade não eram truques. Por outro lado, quando o testemunho de um mágico é contra a explicação espírita, como nos comentários de Kellar, esta vem na íntegra, aparentemente sem conhecimento de que no caso de um outro médium, Eglinton, esse mesmo Kellar havia declarado que os resultados estavam acima de sua arte.
Na entrada do relatório diz a Comissão: “Sentimo-nos felizes por têr-nos contado, desde o início, com Mr. Thomas R. Hazard, amigo pessoal de Mr. Seybert, como conselheiro, desde que é muito conhecido na região como um espírita convicto”. Evidentemente Mr.
Hazard conhecia a importância de garantir as condições adequadas e o exato tipo de assistentes para um trabalho experimental como aquele. Descrevendo uma entrevista com Mr. Seybert, poucos dias antes de sua morte, quando aceitou ser seu representante, diz Mr. Hazard que o fez apenas “com inteira e clara compreensão de que me fosse permitido indicar os métodos a seguir na investigação, designar os médiuns que deveriam ser consultados e recusar a presença de pessoas que julgasse em conflito com a harmonia e a boa ordem dos grupos espíritas”. Mas esse representante de Mr.
Seybert parece que ficou inteiramente esquecido pela Universidade. Depois de haver a Comissão realizado algumas sessões, Mr. Hazard ficou descontente com alguns de seus membros e com os seus métodos. Encontramo-lo publicando o que se segue em Filadélfia no North American de 18 de maio de 1885, possivelmente depois de vãos contactos com os diretores da Universidade: “Sem querer atingir, no mínimo que seja, o inatacável caráter moral de cada um dos membros da Faculdade, inclusive a Comissão na estima pública ou no alto padrão social e literário que eles ocupam na sociedade, devo dizer que, com uma estranha convicção, um julgamento vesgo ou uma perversão intelectual as Autoridades da Universidade colocaram na Comissão de Investigação do Espiritismo uma maioria de membros cuja educação, hábitos mentais e preconceitos os inabilitam singularmente para uma investigação completa e imparcial do assunto que as Autoridades Universitárias por uma questão legal e por uma questão de honra, são obrigadas a fazer; que o objetivo foi diminuir, desacreditar e atrair o despreso e a animadiversão geral para a causa que eu sei que o finado Henry Seybert tinha no coração e amava acima de qualquer coisa no mundo. As Autoridades dificilmente poderiam escolher instrumentos mais adequados para o seu objetivo, entre os cidadãos de Filadélfia do que os cavalheiros que constituem a maioria da Comissão Seybert.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.