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Capítulo 50 de 57

Parte 47 de 54

A História do Espiritismo · Arthur Conan Doyle

No caso da guerra, aliás, muitos podiam, por meios normais, como pelo uso da própria razão, predizer que a situação no mundo tinha se tornado tão intolerável por causa do militarismo, que o equilíbrio não podia ser mantido. Mas algumas dessas profecias parecem tão distintas e minuciosas que se 209 colocam acima no poder da mera razão e da previsão. O fato geral de uma grande catástrofe mundial e a parte nela tomada pela Inglaterra, é assim referida numa comunicação espírita recebida pelo Grupo Oxley, 210 em Manchester, e publicado em 1885: “Por duas vezes em sete anos — a partir da data que vos foi indicada — as influências que agem contra a Inglaterra serão vitoriosas; e depois daquele tempo, virá uma terrível luta, uma tremenda guerra, um terrível derramamento de sangue — conforme a maneira humana de falar, um destronamento de reis, uma derrubada de Poderes, grandes revoluções e perturbações; e ainda maior comoção entre as massas, produzidas pela riqueza e por sua posse. Usando essas palavras, falo de acordo com a linguagem humana.

A mais importante questão é: ‘A Inglaterra ficará perdida para sempre?’ Vemos as profecias de muitos e a atitude de muitos representantes no plano externo e vemos mais claramente do que muitos na Terra nos julgam capazes; vemos que 209 Algumas referéncias a essas profecias podem ser encontradas nas seguintes publlcações: “Prophecies and Omens of the Great War”, por Ralph Shirley; “ The War and the Prophets”, por Herbert Thurston; e “War Prophecies”, by F.

O. S. Schiller (SOCIETY FOR PSYCHICAL RESEARCH Jornal, Junho, 1916). 210 “Angelic Revelations”, Volume 5º, páginas 170 e 171. entre os últimos indicados há os que mais amam o ouro do que aquele princípio inteiro que aquele ouro representa. A não ser que no começo da crise não intervenha o Grande Poder, isto é, que a Grande Força operadora de que vos falei antes, e em calma dignidade passe à frente e destitua o mandado — impondo a Paz — a profecia de alguns, que para sempre a Inglaterra mergulhará nas profundezas, será cumprida. Como os específicos átomos da vida, que compõem o Estado chamado Inglaterra, que deve mergulhar um tempo a fim de que possa vir à tona, assim deve a Nação mergulhar e mergulhar profundamente durante uma estação; porque se acha imersa no amor do que é falso e ainda não adquiriu a inteligência que agirá como poderosa alavanca para a erguer para a sua própria dignidade.

Irá ela, como o homemafogado que se afunda pela terceira e última vez, mergulhar e perder-se para sempre? Uma vez no grande todo do Todo Poderoso, deverá continuar como parte integrante. Haverá uma mão bondosa que se estenderá para a salvar e a livrar dos vagalhões dos próprios jeitos que ameaçam tragada. Com uma energia inexprimível, diz aquele Poder: Primeiro a inglaterra! inglaterra para sempre! Mas a continuação não será no mesmo estado de coisas.

Ela deve e mergulhará ainda mais, para mais ainda se erguer. O como, o porquê e a maneira por que fará a sua salvação e a sua serenidade, eu vos direi em outra ocasião; mas, aqui afirmo que, a fim de se salvar, a Inglaterra deve sofrer um derrame do seu melhor sangue.” Sobre detalhes da famosa profecia de M. Sonrel, em 1868, sobre a guerra de 1870 e sua profecia menos direta sobre a de 1914, deve o leitor consultar o livro do Professor Richet “Trinta Anos de Pesquisas Psíquicas”, das páginas 387, até 389. A parte essencial desta última é assim concebida: “Espere agora, espere... passam-se anos. É uma vasta guerra.

Que sangria! Meu Deus! Quesangria! Oh! França, oh! Minha terra, está salva! Estás no Reino!” A profecia foi dada em 1868, mas só registrada pelo Doutor Tardieu em abril de 1914. 211 O autor se referia antes à profecia dada em Sydney, Austrália, pela conhecida médium Mrs.

Foster Turner, mas ela suporta a repetição. Numa reunião em fevereiro de 1914, no Little Theatre, Castlereagh Street, perante uma assistência de cerca de mil pessoas, numa mensagem de transe, na qual se supunha que a influência fosse de Mr. W. I. Stead, disse ela, conforme notas tomadas na ocasião em que falava: “Agora, não obstante não haja rumores de uma próxima Guerra Européia, desejo ainda vos prevenir que, antes de terminado este ano de 1914, a Europa será afogada em sangue.

A Grã-Bretanha, nossa querida pátria, será arrastada à mais horrorosa guerra que o mundo já conheceu. A Alemanha será a grande antagonista e arrastará outras nações ao seu lado. A Áustria será arrastada para a ruína. Cairão reis e reinos. Milhões de vidas preciosas serão sacrificadas, mas a Inglaterra triunfará por fim e surgirá vitoriosa.” A data do término da Grande Guerra foi dada com exatidão em “Private Dowding”, pelo Major W.

Tudor Pole, que denomina o seu livro “Um Simples Registro de Experiências com o Depois da Morte de um Soldado morto em Campo de Batalha”. Nêsse livro, aparecido em Londres em 1917, encontramos, à página 99, a seguinte comunicação: 211 “The Wanderings of a Spiritualist” (1921) página 260. “Mensageiro: Na Europa haverá três grandes federações de estados. Estas surgirão naturalmente e sem derramamento de sangue; mas antes dar-se-á a batalha de Armageddon. W. T.

Pergunta: Quanto tempo demorará isto? Mensageiro: Não sou um ser bastante elevado; a mim não são revelados os detalhes de todos esses maravilhosos acontecimentos. Até onde me é permitido ver, a paz será restabelecida durante 1919 e as federações mundiais surgirão dentro dos sete anos seguintes. Entretanto a luta atual deve terminar em 1918 e muitos anos passarão antes de se estabelecer a tranqüilidade e a paz de maneira permanente.” Na lista das profecias ocupa um lugar a de Mrs. Piper, famosa médium de transe de Boston, EUA, conquanto alguns a considerem um tanto vaga.

Foi dada em 1898, numa sessão com o Doutor Richard Hodgson, membro preeminente da Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Londres e de sua congênere americana. “Jamais, desde os dias de Melchizedek, foi o mundo terreno tão sensível à influência dos Espíritos. No próximo século ela será admiravelmente perceptível à mente humana. Farei uma declaração que com certeza ireis verificar. Ante a clara revelação do Espírito em comunicação, haverá uma terrível guerra em várias partes do mundo.

Isto será precedido por comunicações claras. O mundo inteiro deve ser purificado e limpo, antes que o homem mortal possa ver, numa visão espiritual, seus amigos deste lado; e ele tomará exatamente linha de ação para 212 chegar ao estado de perfeição. Amigo, tenha a bondade de pensar nisto.” 213 Nos Proceedings da Sociedade de Pesquisa Psíquica Mr. J. G.

Piddington fala, enfim, das predições de guerra, contidas em várias escritas automáticas, especialmente nas de Mrs. Alfred Lyttelton. Em resumo, diz ele: “Em termos gerais esses escritos predizem a guerra. Assim foi com muitos. Cerca de meia dúzia, escritos entre 9 e 21 de julho de 1914, prediziam que a guerra estava às portas.” Assim também uma anterior, foi recebida por Sir Cecil Spring-Ríce.

As mensagens predizem que a guerra eventualmente conduzirá a um grande avanço nas relações internacionais e nas condições sociais. Por outro lado, dezenas de milhares de cidadãos comuns em todo o Império Britânico, pensaram e esperaram que a Grande Guerra fosse, como dizia a frase, “uma guerra para acabar com a guerra”. Mas esse último paralelo entre as predições nas mensagens e as crenças ou aspirações que se declaravam por toda a parte e tão intensamente quando rebentou a guerra, é apenas superficial. Porque, enquanto a onda de idealismo que varreu o Império continuou ou pelomenos se sincronizou, com o começo da guerra, durante muitos anos antes de 1914, as mensagens reiteradamente combinavam as predições de uma Utopia com predições de guerra, e as tinham combinado de tal maneira que uma coisa implicava o surgimento da outra. Não vejo paralelo nisto.

Os escritores, soldados, diplomatas e políticos que nos previram a guerra, pregaram os seus perigos e os seus horríveis efeitos, mas não nos disseram que essa horrível tragédia 212 Transcrito em Light, 1914, página 349. 213 SOCIETY FOR PSYCHICAL RESEARCH, Volume XXXIII (March, 1923). seria a gestação de um mundo melhor. Também os propagandistas de Haya e de outras conferências para o aplainamento de rivalidades internacionais não nos avisaram que a guerra mundial deveria preceder a realização daqueles desejos. Tudo era predição ou temor de um próximo caos. Só as mensagens espíritas, ao que saibamos, falam de uma esperança no após-guerra e saúdam a aproximação do caos, como prelúdio de um novo cosmos. As predições da Guerra nas mensagens não se podem se parar das de uma eventual Utopia.

As mensagens não dizem “Haverá guerra”, ponto, e mudando de assunto, “Haverá uma Utopia”. Insinuam claramente que Utopia será consequência da Guerra. Contudo, não será possível dizer-se que os dois elementos componentes da profecia permanecerão ou cairão juntos, porque as predições de Guerra se realizaram; mas realizações ou a morte das predições utópicas eventualmente influenciarão a opinião pública, como fonte de predições de guerra. Se a Utopia prevista nessas mensagens se traduzisse em fato, seria muito difícil atribuir a predição desse fato como resultado da Guerra à presciência humana comum. Então surgiria um caso, por admitir-se a pretensão das mensagens e por se dar crédito á predição dos seres desencarnados.

E se as predições utó picas fossem recebidas como trabalho das mentes desencarnadas, com toda probabilidade as predições da Guerra, que a elas se acham intimamente ligadas, seriam atribuidas à mesma fonte. Há muitíssimas outras profecias que foram mais ou menos bem sucedidas. Seu exame, entretanto, não deixará de impressionar o estudioso com a convicção de que o sentido de tempo é menos apurado nos detalhes espirituais. Muito frequentemente, onde os fatos são certos, as datas são lamentavelmente erradas. A mais exata de todas as profecias concernentes à Guerra parece que foi a de Sophia, uma jovem grega que, hipnotizada pelo Doutor Antoniou de Atenas, forneceu em transe oráculos falados.

A data foi 6 de junho de 1914. Não só predisse a Grande Guerra, e quem seriam as partes, mas deu uma porção de detalhes, tais como a neutralidade da Itália no começo, sua subsequente aliança com a Entente, a ação da Grécia, o lugar da batalha final de Vardar, etc. É interessante, entretanto, notar que ela cometeu certos erros que tendem a mostrar que a posição do Fatalista não é segura e que, pelo menos, há uma Larga margem que pode ser afetada pela 214 vontade e pela ação humanas. Há muitos testemunhos relativos à ocorrência daquilo que pode ser chamado intervenção dos Espíritos durante a guerra. 215 O Capitão W. E.

Newcome contou o seguinte: “Foi em setembro de 1916 que o 2º Suffolks deixou Loos para ir para o setor Norte de Albert. Acompanhei-os e quando nas trincheiras da linha de frente daquele setor, eu, com outros, testemunhei uma das mais notáveis ocorrências da guerra. “Entre o fim de outubro e 5 de novembro estávamos guarnecendo aquela parte com muito pouca tropa. A 1º de novembro os alemães fizeram um ataque cerrado, com enorme esforço para romper a linha. Tive ocasião de descer às linhas de reserva e, durante a minha ausência, começou o ataque alemão. 214 “Revue Métapsychque”, Dezembro, 1925, páginas 380 a 390. 215 “Pearson’s Magazine”, Agosto, 1919, páginas 190 e 191. “Apressei-me em voltar para a minha companhia e cheguei a tempo de dar uma mão, fazendo o inimigo recuar para as suas linhas.

Ele jamais ganhou um palmo de nossas trincheiras. O assalto foi duro e curto e nós estávamos à espera de um outro assalto. “Não tivemos que esperar muito, pois logo vimos alemães vindos pela Terra de Ninguém em ondas maciças. Antes, porém, que atingissem as nossas rêdes de arame farpado, uma figura branca, espiritual, de um soldado ergueu-se de uma cratera ou do chão, mais ou menos a cem jardas à nossa esquerda, bem em frente os nossos fios e entre a primeira linha de alemães e nós. A figura espectral caminhou então lentamente em frente às nossas linhas, cerca de mil jardas.

Sua silhueta sugeria à minha mente a de um velho oficial de antes da guerra, pois parecia usar capote da campanha, com capacete de serviço de campo. Primeiro olhou para os alemães que se aproximavam, depois virou a cabeça e começou a andar do lado de fora de nossas rêdes, ao longo do setor que guarnecíamos. “Nosso sinal de S.O.S. tinha sido respondido por nossa artilharia e as balas assobiavam através da Terra de Ninguém... mas nenhuma impedia que o espectro progredisse. Rapidamente marchou da nossa esquerda até a extrema direita do setor e então virou-se bem de frente para nós. Parecia olhar para cima e para baixo de nossas trincheiras e quando cada “very light” subia, ele ficava ainda mais destacado.

“Depois de um rápido exame sobre nós, voltou-se bruscamente para a direita, e avançou em normal para as trincheiras alemãs. Os alemães retrocederam para não mais aparecer naquela noite. “Parece que o primeiro pensamento dos homens foram os Anjos de Mons; depois alguns disseram que parecia Lorcl Kitchner e outros disseram que quando se voltara para nós o rosto parecia o de Lord Roberts. Sei que pessoalmente me causou um grande abalo e quedurante algum tempo foi o assunto da companhia. “Seu aparecimento pôde ser testemunhado por sargentos e homens de minha companhia.” No mesmo artigo do Pearson’s Magazine é contada a história de Mr.

William M. Speight, que tinha perdido um irmão oficial e seu melhor amigo no ângulo saliente de Ypres, em dezembro de 1915. Viu o oficial ir ao seu refúgio na mesma noite. Na manhã seguinte Mr. Speight convidou outro oficial a vir ao refúgio a fim de confirmar, se a visão reaparecesse.

O oficial morto voltou mais uma vez e, depois de apontar um lugar no chão do refúgio, desapareceu. Foi feito um buraco no lugar apontado e à profundidade de três pés foi encontrado um pequeno túnel cavado pelos alemães, com tubos de inflamáveis e bombas de tempo, que deveriam explodir treze horas mais tarde. A descoberta das minas poupou muitas vidas. 216 Mrs. E. A.

Cannock, conhecida clarividente londrina, descreve numa reunião espírita como muitos soldados mortos adotaram um método novo e convincente para se identificarem. Os soldados, na visão da clarividente, avançaram em fila indiana pela nave de uma igreja comandados por um tenente. Cada homem tinha uma espécie de placa no peito, na qual estavam escritos o nome e o lugar onde tinham vivido na Terra. Mrs. Cannock foi capaz de ler os nomes e a descrição, e todos foram identificados por vários membros da assistência.

Circunstância curiosa era que, quando um era reconhecido, desaparecia para dar lugar ao seguinte na fila. 216 “Light”, 1919, página 215. Como tipo de outras histórias da mesma natureza podemos citar o caso descrito em 217 “Telepathy from the Battle. front” . A 4 de novembro de 1914 Mrs. Fussey, de Wimbledon, cujo filho “Tab” estava servindo na França no 9º de Lanceiros, estava sentada em casa quando sentiu no braço a dor aguda de um ferimento. Pulou da cadeira e exclamou: “Engraçado!” e esfregou o lugar. Seu marido também examinou o seu braço mas. nenhum vestígio encontrou.

Mrs. Fussey continuou a sentir a dor e exclamou: “Tab está ferido no braço. Bem sei”. Na segunda-feira seguinte veio uma carta do Sub-oficial Fussey, 218 dizendo que tinha recebido um tiro no braço e que se achava num hospital. O caso coincide com experiências verificadas em muitos sensitivos que, por umadesconhecida lei de simpatia, sofreram choques simultaneamente com acidentes ocorridos em amigos, e até em estranhos, que estavam distantes.

Em muitos casos, soldados mortos têm-se manifestado na fotografia espírita. Um dos mais notáveis exemplos ocorreu em Londres, no Dia do Armistício, a 11 de novembro de 1922, quando a médium, Mrs. Deane, em presença de Miss Estelle Stead, tirou uma fotografia da multidão em Whitehall, nas proximidades do Cenotáfio. Foi durante os dois minutos de silêncio, e na fotografia vê-se um grande círculo de luz, no meio do qual estão duas ou três dúzias de cabeças, muitas das quais foram repetidas nos anos seguintes e, a despeito dos incessantes e maliciosos ataques à médium e ao seu trabalho, os que tiveram a melhor oportunidade de a controlar, não têm dúvidas do caráter supranormal das fotografias. Devemos contentar-nos com mais um caso típico de centenas de resultados. 219 Mr.

R. S. Hipwood, 174, Cleveland Road, Sunderland, escreve: “Perdemos nosso único filho na França a 27 de agosto de 1918. Sendo um bom fotógrafo amador, tinha curiosidade pelas fotografias tiradas no Crewe Circle. Tomamos nossa própria chapa, meti-a eu mesmo no caixilho e escrevi o meu nome.

Fiz duas exposições na máquina e obtivemos uma fotografia bem reconhecível. Até meu neto de nove anos pôde dizer quem era o extra, sem que ninguém lhe houvesse falado. Tendo um conhecimento completo de fotografia, posso garantir a veracidade da fotografia em todos os seus detalhes. Declaro que a fotografia que vos remeto é um retrato comum meu e de Mrs. Hipwood, com um extra de meu filho, R.

W. Hipwood, 13º Regimento Welsh, morto na França, no grande avanço de agosto de 1918. Apresento aos nossos amigos em Crewe a nossa ilimitada confiança em seu trabalho.” Nos inúmeros casos registrados de volta de soldados mortos, o seguinte se destaca porque os detalhes foram recebidos de duas fontes diversas. É contado por 220 M. W.

T. Waters, de Tunbridge Wells, que se diz apenas um novato no estudo do Espiritismo: “Em julho último fiz uma sessão com Mr. J. J. Vango, no curso da qual o guia me disse subitamente que estava de pé, ao meu lado, um jovem soldado ansioso por que eu transmitisse uma mensagem à sua mãe e sua irmã, que moravam na cidade.

Respondi que não conhecia nenhum soldado perto de mim e que tivesse 217 “Telepatia da linha de frente”. — N. do T. 218 “Light”, 1914, página 595. 219 “The Case for Spirit Photography”, by Sir A. Conan Doyle, página 108. 220 “Light”, Dezembro, 20, 1919, página 407. morrido. Contudo o camarada não queria sair; e, como meus amigos parece que se afastaram para queelefalasse, prometi satisfazer os seus desejos. Procurei cumprir a minha promessa, mas sabendo que a sua gente era do partido da Igreja e, mais provavelmente, não acreditaria, fiquei pensando em como levar o recado, pois sentia que eles iriam pensar que a minha perda tinha afetado o meu cérebro.

Arrisquei-me a me aproximar de sua tia, mas o que lhe disse apenas recebeu esta resposta: ‘Não pode ser’. Então resolvi esperar uma oportunidade de falar diretamente à sua mãe. Antes que se apresentasse a esperada oportunidade, uma moça da cidade, que havia perdido a mãe dois anos antes, ouvindo de minha filha que eu investigava esse assunto, visitou-me e eu lhe emprestei livros. Um desses livros é ‘Rupert Lives’, com o qual ela ficou muito chocada e eventualmente arranjou uma sessão com Miss McCreadie, através de quem recebeu um testemunho convincente, tornando-se uma crente convicta. Durante a sessão, o moço soldado que veio a mim, lá foi ter também.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.