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Capítulo 33 de 51
Parte 33 de 51
Os Luminares Tchecos · Wera Krijanowskaia, pelo espírito J. W. Rochester
expressava sua profunda pena sobre o estado de espírito de sua amiga de infância. - Pois é. A partir daquela noite fatídica, alguma coisa se quebrou dentro dela. Ela tornou-se uma outra e muito estranha pessoa. Eu sonhava tanto com um outro destino para Ana... - dizia Rugena, naquela tarde, enxugando uma lágrima. - Lembro-me de que você queria que eu me casasse com ela. Confesso sinceramente que seu plano me agrada e ficarei feliz se puder levá-la comigo à Polônia. - Mas, como? Você concorda em se casar com ela mesmo depois de... de tudo aquilo que aconteceu? Oh! Como você é bom e magnânimo, Svetomir! Eu te amo por isso! - Exclamou Rugena, explodindo de felicidade. Pegando a sua cabeça com as mãos, ela deu-lhe um forte beijo na testa. - O prêmio supera o favor. - Respondeu ele, rindo e beijando as mãos dela. - Você se apaixonou por ela? - Realmente, não sei o que dizer. Provavelmente, não!
Mas ela me transmite um respeito tão sincero e uma pena tão profunda que tudo isso, aliado à nossa velha amizade, me motiva a tirá-la daqui para que, num novo ambiente e com novas obrigações, ela esqueça sua desgraça. Pelo martírio que salvou você - minha benfeitora -, a boa, bela e honesta Ana é para mim duplamente cara. Eu não encontraria uma esposa melhor e espero que o amor logo complete a nossa felicidade. Só que pediria a você, querida Rugena, que transmitisse a Ana a minha proposta. A pobrezinha está tão preocupada e assustada que eu não consigo achar uma oportunidade de falar com ela. - Com muito prazer! Falarei com ela hoje mesmo. E amanhã, se Deus quiser, festejaremos o noivado de vocês! - Respondeu Rugena, alegremente. Ana passara o dia todo com uma insuportável dor de cabeça. Abatida, ela estava sentada em seu quarto, lendo uma oração. As vestes pretas e largas e os cabelos negros destacavam ainda mais a palidez de cera do rosto e das mãos que descansavam no colo.
Já era tarde e Ana surpreendeu-se ao ver Rugena entrando, principalmente porque o rosto da condessa iluminava-se, com inusitada alegria. - Pare de rezar, Ana! Trago-lhe uma notícia que irá reavivar sua vida e alterar seu destino. - Disse ela alegremente, beijando-a. Ana deu um sorriso doentio em resposta. Mas, quando Rugena expôs a proposta de Svetomir, ela estremeceu e um rubor febril apareceu em seu rosto. Contudo, aquilo foi só por um instante; depois, sua cabeça baixou de novo tristemente sobre o peito. Espantada com o silêncio, Rugena pegou-a pela mão. - Você não está feliz, Ana? Então espere, pois amanhã o nosso querido Svetomir irá beijá-la como noivo e você perceberá que o passado morreu e, para você, abrir-se-á um lindo futuro. Ana levantou a cabeça, endireitou-se e passou a mão pelo rosto. - Agradeça ao Svetomir por mim. Diga que lhe serei eternamente grata por essa proposta, que me honra e me eleva aos meus próprios olhos, mas que não posso aceitá-la.
Rugena ficou estupefata. - Você ficou louca? - Exclamou ela, indignada. - Um jovem bom, bonito e rico se propõe a lhe dar o seu nome e o seu amor, promete-lhe uma vida brilhante e feliz e você o rejeita? Isso é uma bobagem e você está sendo mal-agradecida! Nem quero ouvir tamanho absurdo! - Respeito demais todas as vantagens da proposta de Svetomir, mas é exatamente pelo fato de não poder fazê-lo feliz que rejeito a proposta. Algo se quebrou em minha alma. Eu morri para as alegrias da vida e o meu querido e magnânimo amigo merece uma esposa melhor do que eu, quebrada de corpo e espírito. - Mas Svetomir gosta de você e sua afeição a curará. E já pensou como irá entristecê-lo e ofendê-lo com essa rejeição? - Tenho certeza de que na proposta de Svetomir existe tanto amor quanto pena; o coração de uma mulher não se engana em tais casos. Se ele se ofender agora, chegará um tempo quando me agradecerá por deixá-lo em liberdade. Também não desejo me amarrar.
Tudo o que restou do meu coração, depois da catástrofe que quebrou a minha vida, pertence a um outro... Rugena estremeceu. - Você se apaixonou por outro, Ana? Mas, por quem, meu Deus? - Por quem mais me apaixonaria senão por aquele que me ajudou durante a minha provação, que me arrancou do desespero sem saída e me salvou do suicídio? - Você ama o mestre Jan? Não está brincando, Ana? - Surpreendeu-se Rugena. - Mas pense só: você está amando um sacerdote e isso é pecado! Ana olhou-a nos olhos e um forte rubor cobriu sua face. - Você não me entendeu, Rugena! O que sinto por padre Jan em nada se parece com amor carnal. Eu o amo! Mas amo como a terra ama o fresco orvalho que satisfaz a sua sede, como a grama ama o sol que a aquece e ilumina. Eu o adoro com devoção, como a um bom gênio!
Ouvir seus sermões, ser conduzida por ele ao caminho dos céus do qual ele é o enviado, ver seu dócil olhar dirigido a mim com aprovação - eis tudo o que mais desejo no mundo. - Eu entendo, Ana. Mas, por melhor que seja esse sentimento, duvido que ele possa preencher sua vida. Você é jovem e chegará um momento em que a realidade acima dos sonhos reclamará os seus direitos. - Não! Eu envelheci de alma e o sentimento que tenho por esse santo homem - sim, porque o padre Jan é um santo! - nunca poderá apagar-se! Você se surpreende? Você negaria que eleja possui o dom de curar? A voz dele não agia de forma calmante, melhor que qualquer remédio, sobre os ataques de loucura da condessa Iana? Quando eu estava com terríveis dores de cabeça e me parecia que o crânio ia estourar, bastava ele pôr sua mão na minha testa para parar o sofrimento.
Nesses momentos eu vi - ouviu, Rugena? - eu vi que durante sua oração uma auréola dourada iluminava sua cabeça, e de seus dedos emanava uma luz espalhando calor por todo o meu corpo. Eu ficava tomada por uma indescritível beatitude e a alma elevava-se até Deus enquanto o sono benfazejo não me cerrava os olhos. Rugena ouvia-a, surpresa. A exaltada adoração de Ana convenceua de que Huss era realmente um ser elevado, e a firme certeza que soava na voz da amiga contagiava-a também. - Vejo que sua decisão é inabalável; vou transmitir a sua resposta ao Svetomir. - Disse ela, após um momento de silêncio. - Prefiro falar com ele pessoalmente. Diga a Svetomir que venha visitar-me amanhã. No dia seguinte houve uma longa conversa entre Ana e Svetomir. Por fim, eles trocaram juras de amizade e confiança, mas o jovem saiu preocupado, emocionado e triste. A partir daquele dia o recato de Ana em relação a ele mudou para uma calorosa relação de irmã.
Jerônimo, que viajara pela Morávia, voltou finalmente a Praga na companhia de um dos parentes do senhor Vartenberg e foi desagradavelmente surpreendido pela caricatura que Vok deixara em sua mesa, cujo sentido entendeu. Ele não imaginava como o conde ficara sabendo do caso e a idéia de encontrar-se com Valdstein não lhe agradava. Mas Jerônimo era incapaz de recuar diante do perigo e, desejando esclarecer suas relações com Vok, mandou-lhe um bilhete dizendo: "Se o dono do fardo de feno não está satisfeito com a fuga do burro e deseja explicações mais decisivas, este irá aguardá-lo amanhã o dia todo para as devidas satisfações". Mesmo que não houvesse assinatura, o conde entendeu imediatamente que o seu oponente estava contando com um duelo. Vok, entretanto, não sentia raiva alguma dele e Rugena nunca fora tão boa, nem parecera tão apaixonada quanto depois da sua confissão.
E ele foi visitar Jerônimo. - Você foi suficientemente castigado por suas façanhas com a sua magnânima negação da mulher amada que eu admiro, mas não conseguiria imitar. - Disse o conde, benevolentemente, dando-lhe a mão. - Com mil diabos! Se uma mulher como Rugena declarasse estar apaixonada por mim e concordasse em me acompanhar, eu fugiria com ela sem olhar para trás deixando que o mundo se danasse! Mas... do ponto de vista do marido desta mesma Rugena, só posso agradecer a você por ser... burro! Apesar do restabelecimento das boas relações, Jerônimo raramente visitava os Valdstein. Porém, gostava muito de Svetomir, interessando-se pelo destino do jovem e visitando-o quase diariamente. Em suas longas conversas, seus assuntos freqüentemente abor- davam Huss; assim, quando Jerônimo disse ao amigo que pretendia visitar o padre no exílio, Svetomir pediu-lhe, pelo amor de Deus, que o levasse consigo. Numa linda manhã, eles seguiram em direção ao castelo de Kozigradek, onde vivia Huss.
Ao chegarem lá, souberam, pelo senhor Usti, que seu convidado viajara pelas cidades e aldeias, pregando a palavra divina em campo aberto, ou seja, nos lugares onde se reunia o povo. Jerônimo e Svetomir decidiram achá-lo e, na manhã do dia seguinte, seguiram adiante. O primeiro camponês que encontraram indicou o povoado onde, naquela hora, encontrava-se Huss. À medida que se aproximavam do local, percebiam que crescia o número de pessoas apressadas para ouvir o famoso pregador. Finalmente, chegaram ao objetivo de sua viagem. Numa colina, entre Bekhina e Bernartits, aglomerava-se uma multidão de pelo menos duas mil pessoas, composta principalmente de camponeses, homens, mulheres e crianças. Havia também trabalhadores urbanos e até alguns senhores. Em todos os rostos liam-se uma profunda humildade e muita concentração. No centro formado pelos ouvintes, sobre o tronco de uma grande árvore derrubada, servindo-lhe de púlpito, estava Huss. Sua voz sonora ouvia-se ao longe dado o profundo silêncio que reinava à sua volta, pois o povo reunido temia perder uma única palavra do sermão. Jerônimo e Svetomir amarraram os cavalos a uma árvore e abriram caminho na multidão para se aproximar do pregador.
A grandiosa simplicidade daquela cena, que lembrava um quadro dos tempos evangélicos, deixou-os espantados. Da mesma forma Cristo pregara a Sua palavra sagrada aos humildes e desgraçados, preferencialmente com o céu azul servindo de cúpula para o templo da verdade que construía. Com o rosto inspirado e ligeiramente bronzeado, Huss falava do Evangelho, explicando aos ouvintes que a clareza da verdade divina não podia ser obscurecida por idéias humanas e que somente as escrituras eram o verdadeiro condutor para os homens no caminho da salvação. Ao fim do sermão, a multidão começou a dispersar-se. Jerônimo e seu companheiro puderam finalmente aproximar-se de Huss. O sacerdote ficou muito contente ao reconhecê-los e levou-os imediatamente para a aldeia vizinha, onde vivia já há alguns dias. O casebre era pobre, sem qualquer conforto, mas a expressão feliz dos donos indicava claramente como eles estavam orgulhosos e satisfeitos de abrigar sob o seu teto de palha um homem respeitável que consideravam como um novo apóstolo.
Huss ofereceu aos visitantes uma refeição que consistia de leite, pão e queijo. - Desculpem-me, queridos amigos, por esta parca refeição à qual, obviamente, não estão acostumados; mas me sinto muito bem por aqui. A simplicidade da aldeia lembra a minha infância. Aqui me vejo novamente como filho de camponês. Entre essas humildes e bondosas pessoas, compreendo com maior clareza a que balbúrdia mundana eu me acostumei em Praga. Agora, vamos conversar. Vamos sentar lá, naquele banco debaixo do grande carvalho. Como vêem, o dia primaveril está maravilhoso e ninguém irá incomodar-nos! Você, Jerônimo, informar-me-á sobre as últimas novidades da capital, enquanto Svetomir vai contar-me suas aventuras no estrangeiro. Jerônimo trouxera uma recente e muito importante notícia sobre a expulsão de Estéfano Paletch, Stanislav e Pedro de Znoim e Jan Elias. Depois que o sínodo, convocado em Praga com o objetivo de restabelecer a paz na Igreja tcheca, não vingara, o próprio rei nomeara uma missão composta pelo arcebispo Albino e três membros, dando-lhes o poder de tomar todas as medidas que achassem necessárias para restabelecer a ordem.
Essa comissão, presidida por Zdenk Lobaun, reunira-se durante alguns dias na casa de um de seus membros, Cristiano Prakhatitsky, pároco da igreja de São Miguel. Mas, apesar de todos os esforços, não obtivera nenhum resultado. Os quatro professores supracitados, membros do partido católico, haviam-se revelado difíceis de dialogar - depois de acusarem a comissão de ser fraca e parcial, simplesmente haviam deixado de comparecer às reuniões. Percebendo que a última medida visando acertar as questões religiosas não dera certo, Venceslau, enfurecido, destituíra aqueles teimosos de seus cargos e, em fevereiro, expulsara-os do país, proibindo-os de algum dia recolocarem o pé na Boêmia. Huss ficou profundamente triste com o severo castigo imposto aos seus antigos amigos, que antigamente haviam sido fiéis partidários na luta pelos votos na universidade. — Vejam até que ponto pode levar o medo do Papa: ao rebaixamento e à negação das próprias convicções! - Disse ele, tristemente. - Lamento por eles de todo o coração. Para desanuviar o ambiente pesado provocado pelas notícias que trouxera, Jerônimo passou a palavra a Svetomir.
Huss começou a perguntar ao jovem sobre a sua vida nesse tempo que passara. Svetomir descreveu, com animação e humor, seus primeiros passos na nova pátria e as diversas bobagens que cometera durante sua aprendizagem na arte da guerra. O fato de o tcheco ser a língua usada na corte de Cracóvia facilitara sobremaneira a sua situação. Mas a antiga posição anticlerical não desaparecera do coração de Svetomir. Ele descreveu -de forma contida, mas sem qualquer recato - a influência funesta do clero, com sua cega e obtusa impaciência, sobre o rei e o governo do país. Ele atribuía àquela má influência a inimizade que se espalhara pela Polônia contra a Boêmia como país herege. A influência do clero incitara, no devido tempo, os príncipes Mazovets a pedir ajuda aos alemães.
O ninho de bandidos chamado Ordem Teutônica criara fortes raízes - sugava o sangue de seus subordinados eslavos e crescia numa força que ameaçava destruir completamente seus antigos benfeitores. - Os malditos instalaram-se como uma gigantesca aranha na terra eslava, tecendo por todos os lados a sua teia, semeando conflitos em todos os lugares e aniquilando tribos inteiras sob o pretexto de convertê-las ao cristianismo. A Polônia foi obrigada a se unir a Lituânia e Rússia, convocar milhares de tchecos e até os ímpios tártaros pagãos para esmagar essa hidra em Tannenberg. Em compensação, lá nós acertamos as nossas contas! -Acrescentou Svetomir, com entusiasmo. E, tomado por exaltadas lembranças sobre a grande batalha, ele começou a contar sobre ela a Huss, desenhando a imagem simpática do valoroso príncipe Iuri Lugvenievitch e suas corajosas tropas, decisivas no resultado do combate. - Eles são cismáticos gregos, certo? - Perguntou Huss, ouvindo atentamente. - Sim, mas juro, padre Jan, que são bons cristãos! Sua fé em Deus Salvador e no Evangelho é tão profunda e verossímil quanto a nossa!
Não sei, realmente, de que consiste o "cisma" que nos separa deles, mas posso testemunhar que são pessoas honestas e tementes a Deus. - Concluiu Svetomir, com convicção. -Não duvido disso, meu filho. - Sorriu Huss. E dirigindo-se a Jerônimo, acrescentou: - Sinto um grande interesse pelo rito oriental, que foi o primeiro a iluminar com a luz evangélica a nossa terra tche-ca. Recentemente, passaram por aqui alguns mercadores de Bizân-cio que se dirigiam a Praga, e conversei longamente com eles. Tudo o que ouvi deles convenceu-me de que a Igreja cristã oriental, que o nosso Papa chama de herege, manteve -numa pureza incomparavelmente maior que a nossa - as tradições dos primeiros séculos do cristianismo. Somente em alguns lugares ainda temos o costume da Igreja ancestral de comungar com o corpo e o sangue. Lá, essa lei de Cristo é sacramentada como indicado no Evangelho e nas epístolas de Paulo!
Além disso, o exemplo dessa mesma Igreja oriental indica claramente que o papado não tem princípio divino, pois Cristo não obrigou os fiéis espalhados pelo universo a apelar ao Papa e aos cardeais - que muitas vezes se maculam com a mentira e o pecado. Deus me livre de achar que os cristãos orientais devem ser julgados por isso! Infelizmente, todas essas informações são esparsas e, para julgar com consciência, seria necessário conversar com um teólogo que vivesse nos locais onde vive esse povo e que estivesse familiarizado com os seus ensinamentos e a vida cotidiana. Mas onde encontrá-lo?
Capítulo XIII
Passou-se um ano agitado e angustiante. Grandes acontecimentos amadureciam na vida da sociedade da Idade Média; as pungentes questões religiosas e políticas exigiam solução inadiável. O projeto do concilio - que tinha sido discutido durante o ano anterior e que poria um fim às desordens da Igreja - fora posto em execução. O imperador Sigismundo assumira a causa e conduzira-a energicamente a um bom resultado. No famoso encontro com João XXIII, em Lodi, o local escolhido para o concilio fora a cidade imperial de Constança, e o Papa, com dor no coração, tivera que concordar. A Nêmesis105 celestial punha arreios no criminoso João XXIII e obrigava-o a comparecer àquele concilio - extremamente perigoso para ele - e não existia outra saída. Se, de um lado, ele estava sendo ameaçado pelo rei napolitano - que o odiava e que agora era o vencedor e mandante de Roma -, de outro lado, seu único protetor, o traiçoeiro Sigismundo, convocava-o a Constança para acabar com as divergências na Igreja - e isso somente poderia prejudicar o Papa, desvendando a sua vida particular.
João XXIII tentara em vão escapar da corda em seu pescoço, mas todos os seus esforços haviam-se quebrado contra a vontade férrea de Sigismundo. No dia 30 de outubro de 1413 fora promulgado um edital pelo qual o imperador, num acordo com o Papa, convocava todos os governantes cristãos, todos os príncipes da Igreja e todos aqueles cujos nomes e conhecimento eram famosos no mundo cristão a comparecer à cidade de Constança, no dia 1° de novembro de 1414, para discutir as reformas na Igreja e acabar com a heresia. Este último item referia-se diretamente a Boêmia. Lá vivia um corajoso pregador, cuja palavra inspirada e cuja vida imaculada serviam
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.