[user_registration_my_account]
Capítulo 21 de 51
Parte 21 de 51
Os Luminares Tchecos · Wera Krijanowskaia, pelo espírito J. W. Rochester
Para Rugena, os primeiros tempos do casamento foram momentos vividos em festas e homenagens aos nubentes, bem como em agitações políticas que tomaram conta de toda a população de Praga. A questão dos votos na universidade tornou-se aguda e atingiu o seu ápice nas eleições do reitor e do decano da faculdade de artes. Os alemães, com a peculiar teimosia, mantinham insolentemente a velha ordem, mas os tchecos se opuseram a essa eleição ilegal e triunfaram. As eleições foram adiadas e Baltengaguen, assim como o Varen-
trappe, manteve, temporariamente, seu antigo posto somente de fato. O caso somente não chegou a combates corpo a corpo graças à severa ameaça de castigo feita por Venceslau, mas as relações entre as partes hostis continuavam extremamente tensas.
Berger, "Huss und Konig Sigismund", p. 63 - Nota do autor.
Entre os que acompanhavam, com particular ansiedade, o andamento daquela luta estava Marga. Apesar de muitas tentativas, ela não conseguira ver a mãe, em virtude do rígido controle do professor sobre a cunhada; entretanto, por meio de uma velha e fiel criada, Marga conseguira receber dela uma carta, na qual Luiza Gubner enviava sua bênção à filha e comunicava que na casa deles estava tudo pronto para partir, embora ela ainda não soubesse para onde iriam ao sair de Praga. Marga tornou-se muito amiga de Rugena e compartilhava com ela sua tristeza pela próxima separação da mãe, sem despedidas e talvez para sempre. A tempestade que há muito se sentia no ar desencadeou-se no dia 7 de maio de 1409. Para pôr um fim à confusão da universidade, Venceslau - usando o próprio poder - nomeara seu secretário Zdensh Loboun como reitor e
Simon Tishnov como decano, encarregando - - -Nikolai Lobkovitz de dar cumprimento a essa ordem. Lobkovitz, que era grande amigo dos Valdstein, ao jantar na casa deles naquele mesmo dia, contava alegremente os resultados da missão de que fora incumbido. - Por ordem do rei, convoquei os mestres das quatro nacionalidades em Carolina e depois apareci lá acompanhado por conselheiros da "Cidade Antiga" e também com um bom destacamento de guardas, para manter os baderneiros em ordem. Quando propus aos alemães submeterem-se à vontade do rei, estes negaram-se terminantemente. Imaginem a fúria deles quando, em resposta à sua atitude, tomei de Baltengagen o selo de reitor e as matrículas da universidade, as chaves da tesouraria e da biblioteca e transferi as obrigações de reitor e decano para Zdensh e Simon. Tive a impressão de que eles iam morrer de raiva; mas os alemães são duros e limitaram-se a sair com gritos, maldições e ofensas. - Concluiu Lobkovitz, rindo.
Palacky, "G. v. B. ", III, p. 235, nota 310- Nota do autor.
- Gostaria de saber o que eles farão agora. Não podem mais se opor e não acredito que cumpram a promessa de abandonar a cidade. - Observou o velho Valdstein. O dia seguinte, entretanto, mostrou que a decisão alemã era séria. Os alemães preparavam-se febrilmente para partir. Na casa dos Zmirzlik, Marga não saía da janela, observando tristemente os preparativos para a viagem que aconteciam no quintal de seu tio, sob a supervisão do próprio Gubner. Carroças eram carregadas com grandes trouxas e caixas, a mobília vendida era levada embora e até na rua ouvia-se a voz sonora e aguda do professor. O ódio, estampado em seu magro e amarelado rosto, deixava a pobre Marga trêmula mesmo a distância. Ao amanhecer do terceiro dia, as ruas de Praga ficaram anormalmente ruidosas e movimentadas. Parecia que a população abandonava a cidade. Com ar sombrio e preocupado, professores e estudantes alemães iam embora, uns a cavalo, outros em carruagens, outros ainda simplesmente a pé. Atrás deles seguiam longas filas de artesãos com esposas e filhos, sentados nas carroças e nos furgões com bagagem.
Foi uma verdadeira evacuação. Naquele dia, mais de 5 mil pessoas (algumas crônicas afirmam que eram 20 mil) abandonaram Praga.78 A espantada multidão olhava em silêncio os retirantes; até aquele momento ninguém havia acreditado muito que a ameaça alemã se tornaria realidade. Para alguns, o receio das inevitáveis perdas de lucros envenenava o doce sabor da vitória. Contudo, é preciso dar o devido valor aos tchecos, que suportaram com hombridade aquela temporária situação adversa, colocando o interesse nacional acima de tudo. Após a saída dos alemães, as primeiras eleições universitárias elegeram Huss como reitor. Uma vitória tão grande deveria, aparentemente, trazer a paz. Contudo, a contenda somente transferiu-se para o campo teológico e reacendeu-se com o mesmo furor.
Palaky, "G. v. B. " e Berger, p. 64, nota I.
A disputa dos partidários de Wyclif e da Reforma com o partido da hierarquia da Igreja e do absolutismo papal saiu das salas da universidade e foi levada à população, dividindo-a em dois grupos antagônicos. No palácio real e nos castelos dos senhores, nas casas comerciais e nas oficinas, em conversas de rua e nos sermões, em todo lugar discutiam-se os livros de Wyclif e a necessidade de reformas na Igreja, onde os escândalos haviam atingido seu ápice com a eleição, em Pisa, do terceiro papa, Alexandre V. A massa popular não entendia bem as nuances escolásticas dos ensinamentos do filósofo inglês. Mas, em compensação, tinha plena consciência de que pessoas especiais, conhecidas não só pelo seu valor, mas pelo amor à pátria, estavam a favor das reformas, enquanto sua oposição era o rico e viciado clero, composto em sua maioria por alemães, isto é, pelos tradicionais inimigos do povo tcheco.
As cada vez mais agudas divergências e discussões encontravam eco na casa dos Valdstein, visitada não só por Huss e Jerônimo mas também por muitos amigos, pertencentes parte ao clero e parte à universidade. Enquanto na vida religiosa e política da Boêmia amadurecia uma nova crise, que conduziria inevitavelmente às guerras hussitas, na vida espiritual de Rugena acontecia um processo não menos complexo. Nos primeiros tempos depois do casamento ela sentira-se como que embriagada. A fogosa paixão do jovem marido assustara-a de início. Depois, ela acostumara-se, considerando aquilo um mal inevitável, e passara a suportá-la com indiferença, distraindo-se com a companhia de Jerônimo. As visitas freqüentes do amigo de Huss mantinham aquele sentimento indefinido que ela tinha por ele, mas que não considerava como amor - e se alguém expressasse uma opinião contrária iria deixá-la seriamente ofendida. Rugena estava sinceramente convencida de que admirava Jerônimo somente por ele se destacar entre outros homens por sua beleza, inteligência e instrução. Uma carta de Svetomir, trazida por Zizka -que voltara da Polônia-, trouxera-lhe uma alegria passageira.
O jovem escrevera contando que o castelão de Cracóvia assumira sua causa e arranjara-lhe um serviço na corte do rei; que ele estava feliz com a própria situação e estudava com afinco as artes da guerra. As primeiras aventuras amorosas do jovem conde alteraram de repente o estado espiritual de Rugena. Vok sempre considerara a fidelidade conjugai um problema insolúvel; além disso, por mais que estivesse apaixonado por sua linda esposa, ele logo percebera sua frieza e, por desaforo, passara a disfarçar cada vez menos as suas aventuras. As saídas de casa haviam passado a ser mais prolongadas e Rugena, visitando mais assiduamente a corte para escapar do tédio, logo soubera, por uma bondosa amiga, que os constantes negócios e viagens de Vok eram, na verdade, suas intrigas amorosas com duas damas ao mesmo tempo. Tal descoberta haviam despertado no coração dela sentimentos absolutamente novos e desconhecidos até então. Agora Rugena era uma mulher e seu orgulho havia sido mortalmente ofendido pela consciência de estar sendo trocada por vadias que nem poderiam concorrer com ela quanto à beleza.
Então, Rugena, sem qualquer recalque, despejara sobre o marido sua raiva e seu desprezo. Seguiram-se cenas agitadas e Vok, por incontinência de seu caráter, passara a zombar da esposa, participando abertamente de diversas e escandalosas aventuras. As divergências entre o casal passaram a se tornar ostensivas e atraíram para Rugena muitos admiradores, que contavam aproveitar sua insatisfação com o marido. Estes, entretanto, eram imediatamente desencorajados e a fama de inacessibilidade da condessa Valdstein correu por toda a cidade e tornou-se proverbial. Ela somente aceitava as atenções de Jerônimo - e mesmo assim porque ele jamais passara dos limites de respeitosa contenção. Enquanto isso, atraído tanto pela beleza quanto pela inteligência de Rugena, Jerônimo apaixonara-se por ela bem mais seriamente que os outros. Ele ignorava o papel que desempenhava no coração e na imaginação da jovem mulher, e não queria arriscar perder a amizade e o respeito de Rugena fazendo-lhe uma descuidada e atrevida declaração de amor.
Chegou julho de 1410. Preparava-se um novo ato de dissidência religiosa, cujo motivo aparente eram os ensinamentos de Wyclif, mas, na verdade, tratava-se da luta do pensamento humano livre contra o jugo da Igreja romana. Ninguém pode levantar-se impunemente acima da multidão sem provocar inveja e ódio da mediocridade que o cerca. Huss tornou-se vítima dessa lei, e seus inimigos, chafurdando à sua volta, encontraram e puseram em ação a arma mais certa e perigosa para aniquilá-lo. Protegido pelo casal imperial, adorado pelo povo e possuidor de imaculada fama, Huss parecia inacessível; entretanto, ele estava desprotegido contra a acusação de heresia. Foi atacado por esse lado e, entre as fileiras dos seus piores inimigos, revelaram-se muitas pessoas que ele considerava como amigos - entre os quais, Estéfano Paletch e Stanislau de Znoimo. Os ensinamentos de Wyclif foram reconhecidos como heréticos e o arcebispo ordenou a todos os possuidores das obras do pregador inglês que levassem esses livros ao palácio do arcebispo. Essa medida, pouco inteligente, provocou a insatisfação dos partidários da Reforma e foi radicalmente condenada na casa dos Valdstein.
Por mais que padre Hilário tentasse defender a autoridade do bispo, era sempre rechaçado por Jerônimo. Talentoso e estudado, Jerônimo não se rebaixaria a discutir com um ignorante como padre Hilário, mas ao perceber, certa vez, que suas discussões divertiam Rugena, ele mudou de tática e começou a atrair o monge ignaro para o campo das diversas nuances escolásticas. A cabeça dura de Hilário não conseguia rebater os ataques do seu brilhante oponente e Jerônimo não o largava enquanto não o deixasse possesso de raiva, para grande satisfação da jovem condessa. Entretanto, a notícia de que Baltazar Cossa fora eleito o sucessor de Alexandre V para o trono papal tornou Hilário simplesmente insolente; essa ascensão do parente próximo foi recebida com indescritível alegria pela condessa Iana e, desde então, o padre passou a tratar Huss e seus partidários com ostensivo desprezo. No dia 16 de julho, Jerônimo e Huss deveriam almoçar na casa dos Valdstein, mas chegaram um pouco mais cedo para falar de negócios.
Os anfitriões e visitantes estavam conversando num quarto cujas janelas saíam para a rua, quando o soar de um sino chamou sua atenção e, em seguida, o som agourento e contínuo de todos os sinos ecoou funestamente por toda Praga. - O que significa isso? - Perguntou Jerônimo, sobressaltando-se. Vok correu para a janela e escancarou-a. Na rua, transeuntes passavam, ajuntavam-se em grupos, e nada mais se notava. - Precisamos ir verificar o que aconteceu! - Decidiram os presentes e começaram a abotoar as espadas. Nesse instante, a porta se abriu e na entrada surgiu padre Hilário com o rosto vermelho, radiante e os olhos brilhando de prazer. -Não precisam ir, senhores! Posso explicar o que aconteceu! E o som fúnebre do fim da heresia que contaminava Praga até hoje. Neste instante, os malditos livros de Wyclif estão sendo queimados no pátio do arcebispo. Que a maldita alma do herege queime no inferno! Huss soltou um grito surdo e Jerônimo disse severamente: -Você mente, monge! Isso é impossível! - Ah! Ah! Ah! - Riu Hilário. - Logo vocês se convencerão da verdade.
Todo o palácio do arcebispo está cercado de guardas e Zbinek comanda pessoalmente esse auto-de-fé, realizado por ordem do Santíssimo Padre. - Seu Santíssimo Padre é um Anticristo! Um bandido que comprou a tiara para si. Como ousa queimar obras filosóficas que nem ele nem seu clero entendem? - O Santíssimo Padre, um Anticristo? Um bandido? Aquele que une e separa as almas no céu e na terra não pode queimar alguns livrinhos hereges? - Rugiu Hilário, selvagemente. - Sim, um Anticristo! E ele une e separa somente bolsas e não almas! - Respondeu Jerônimo, enfurecido. - Ah! Percebo que ambos são hereges, você e seu co-irmão Jan, que lhe incute tais sacrilégios contra o representante de Cristo! Mas ele irá dar-lhes uma lição e enviá-los à fogueira, que é o que vocês bem merecem! E, em sua fúria, ele avançou sobre Jerônimo com os punhos levantados.
Jerônimo, com a nova ofensa, também perdeu o autocontrole e, desviando o golpe com o cabo de sua espada, agarrou o monge, levantou-o no ar e jogou-o pela janela aberta junto à qual estivera parado, dizendo: - Vou lhe ensinar a ofender um homem a quem não merece nem amarrar o calçado. Tudo isso aconteceu tão repentinamente que Huss não teve tempo de evitar. A condessa Iana, que entrava no quarto naquele instante, ao ver o seu confessor voar pela janela, soltou um grito e desmaiou. Rugena empalideceu, mas permaneceu calada, olhando admirada para Jerônimo. - Perdoe-me, senhora, por tê-la feito testemunha de minha precipitação. - Disse ele, preocupado com o desmaio da condessa, que já estava sendo cuidada por Ana. - Espero, mestre Jerônimo, que minha presença nunca o atrapalhe na defesa de causas justas, principalmente quando se referem ao nosso querido padre Jan! Eu, pelo contrário, estou satisfeitíssima, pois essa cobra teve um justo castigo. - Respondeu Rugena, olhando-o de um modo especial.
Em seu olhar liam-se o amor e a admiração com tanta clareza, que Jerônimo estremeceu e voltou-se involuntariamente procurando Vok com os olhos. O jovem conde, debruçado na janela, olhava rindo o que se passava na rua. O barulho da discussão havia atraído curiosos e diante da casa já estava formada uma pequena multidão, quando Hilário voou pela janela e espatifou-se na calçada, quase machucando duas mulheres que estavam lá paradas, ouvindo o que se passava na casa. As ofensas de Hilário contra Huss tinham chegado aos ouvidos do grupo que, imediatamente, decidiu vingá-las. Em vez de ajudar o monge que gemia na calçada, os cidadãos passaram a aplicar-lhe golpes, cuspir em sua tonsura e presenteá-lo com epítetos nada lisonjeiros. Sabe Deus como terminaria aquela cena se o próprio Huss não saísse e, com palavras severas, não parasse a multidão, que se dispersou em seguida. Com o rosto ensangüentado, dentes quebrados, a batina rasgada e suja, coberto de hematomas e arranhões, Hilário arrastou-se capengando até seu quarto.
Ele sufocava de ódio e ânsia de vingança; no dia seguinte, uma carta embebida de fel e cheia de venenosas calúnias contra Huss e Jerônimo, contendo uma longa lista de palavrões que teriam sido pronunciados por eles contra o Papa, foi encaminhada a Bolonha. Ela estava endereçada ao padre Bonaventura, tesoureiro do reverendíssimo bispo Brancassis. A cena descrita acima foi, aparentemente, o início de uma série de
desordens em Praga. Dois dias depois, ao passar pela "Cidade Nova" para visitar uma parenta doente, Rugena teve que parar por causa da multidão que se havia formado em volta do templo de São Stéfano. De dentro da igreja ouvia-se uma terrível gritaria e, naquele instante, um grupo de pessoas arrastava para fora da igreja um sacerdote ensangüentado, cobrindo-o de golpes e palavrões. - É isso mesmo! Matem este blasfemo! - Berrava a multidão. Rugena, horrorizada, voltou atrás e retornou para casa. Mal tinha acabado de contar o ocorrido ao velho conde, quando chegou Marga apressadamente, também pálida de emoção. - Vim correndo para me esconder aqui. Na rua está havendo uma terrível confusão! Fui orar na catedral e, quando entrei, chegou lá o próprio arcebispo com 40 prelados e começou a ler a excomunhão do mestre Jan, proibindo-o de pregar na capela de Belém. Então começou tal confusão que eu, temendo ser atropelada, escondi-me no canto mais próximo e o arcebispo com os seus fugiu pela sacristia. Só consegui chegar até aqui com grande dificuldade e, ainda, por atalhos. - Isso já é demais! Excomungar uma pessoa tão valorosa como Huss, enquanto tantos sacerdotes patifes têm tantas honrarias e se refestelam! - Indignava-se o conde.
Palacky, "G. v. B.", p. 235 - Nota do autor. Naquele momento, uma multidão de cidadãos passava pela janela e uma estrondosa e sonora voz cantava: "Zbinek queima montes de livros, queima livros sem saber o que aqueles livros contêm; Zbinek-
lebre ri com riso maldoso... Ele está satisfeito: que queimem!". Explosões de riso, assobios, piadas e zombarias sobre o arcebispo acompanhavam essa canção. Quando as jovens damas ficaram a sós, Marga disse a Rugena: - Não foi só a confusão na rua que me fez correr para cá, mas o encontro com Guints Leinhardt. Não o via desde o meu casamento; ele estava em Munique quando nós nos instalamos na "Cidade Nova". Hoje eu o encontrei na rua e ele me olhou com uma raiva e um ódio tão diabólicos que fiquei gelada. Pressinto que esse homem me trará a desgraça! Esse pensamento havia deixado Marga tão assustada que Rugena teve que mandar os criados acompanharem-na até sua casa.
Capítulo II
Todo o período seguinte foi marcado por fortes agitações na cidade. Huss protestou contra a excomunhão e continuou a pregar na capela de Belém, com o apoio da rainha que continuava a freqüentar seus sermões. Venceslau proibiu, sob pena de morte, o cantar de canções ofensivas ao arcebispo. Por outro lado, permitiu aos proprietários dos livros queimados que cobrassem seu valor de Zbinek e dos outros sacerdotes, participantes do auto-de-fé. O cumprimento da vontade real ficou
O nome era Zaits Zbinek. Zaits em tcheco significa "lebre " - Nota do tradutor. a cargo do chefe militar da Cidade Alta, o cavaleiro Kobyla, e do con-
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.