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Capítulo 23 de 51
Parte 23 de 51
Os Luminares Tchecos · Wera Krijanowskaia, pelo espírito J. W. Rochester
pelo menos um deles conceder o divórcio a Rugena, os outros dois dirão que é uma decisão ilegal. Pense um pouco, Jerônimo, ouça a voz do bom senso e da honra e fuja, enquanto ainda não fez um mal irreparável e enquanto sobre a sua cabeça não pesa um crime triplo: contra Deus, contra o homem que o considera seu amigo e contra a fraca mulher que o ama e confia cegamente em você! Jerônimo ficou confuso e baixou a cabeça em silêncio. Ele percebia que Huss estava certo: suas esperanças eram impossíveis e sua consciência dizia o mesmo. Entretanto, estava acima de suas forças descartar a felicidade. - Jan, você exige de mim um sacrifício desumano. Você quer que me castigue duplamente; vou perder não somente o ser mais adorável que poderia ser dado a um homem, mas também Rugena vai me odiar se a deixar depois do que houve entre nós dois. - É melhor que ela o odeie e não despreze. O coração humano é leviano.
Quem sabe se a felicidade que sonham pode, com o tempo, tornar-se pesada para ambos? Pessoalmente, nada exijo de você; mas como sacerdote indico-lhe as palavras do mandamento: "Não desejar a mulher do próximo". E, como amigo, digo: tenha pena da mulher que você diz amar, não a aniquile moralmente e não tire dela a possibilidade de voltar ao verdadeiro caminho. A embriaguez da paixão é rápida e passageira; o arrependimento é terrível e longo. Para concluir, quero lembrar-lhe da nossa nacionalidade e da luta religiosa que ambos apoiamos. Sua honra vai permitir-lhe fugir do campo de batalha justamente no momento em que sua palavra e sua sapiência devem pertencer integralmente à pátria? Jerônimo tapou o rosto com as mãos; uma grande luta acontecia dentro dele. Após um longo silêncio, ele levantou-se pálido, mas decidido; o reflexo do abalo moral que passara naquele instante sentia-se em sua voz e em seu olhar apagado. - Você venceu, Jan. - Disse ele, surdamente. - Abdico da felicidade pessoal e vou embora o mais depressa possível sem ver Rugena.
Que esse sacrifício sirva para você como medida do meu amor por ela; não quero ser culpado por sua decadência. O futuro dirá se eu tinha o direito de fazer isso e se agi corretamente transformando-me, ao mesmo tempo, em seu algoz, pois a vida dela com Vok é uma completa desgraça. - Enquanto o homem cumpre a sua obrigação, não pode estar infeliz; a consciência tranqüila lhe servirá de apoio. - Respondeu Huss, duramente. - Dê-me sua mão, amigo! Cumprimento-o pela vitória! Acredite-me: algum dia Rugena também irá agradecer-lhe por você não abusar de sua inexperiência. - Prometi encontrá-la amanhã. Vá em meu lugar e transmita o meu "me perdoe"; explique-lhe as razões que me levam a fugir dela. - Disse Jerônimo, com voz baixa. Depois, apanhando o chapéu e a capa, saiu precipitadamente do quarto; Huss saiu em seguida. Após a saída de Jerônimo, Rugena trancara-se no quarto; seu estado emocional resultará em rios de lágrimas. Vok, felizmente, não voltou à noite e, na manhã seguinte, ela acordou tarde.
Depois de um profundo sono, Rugena tomava consciência exata do que acontecera na véspera e relembrava, num misto de terror e enlevo, todos os detalhes. A recordação das palavras de amor e dos beijos que trocara com Jerônimo fazia todo o seu ser tremer de felicidade, mas a vergonha e a dor na consciência já se manifestavam em sua alma. Ela era por demais honesta e pura para, de uma hora para outra, livrar-se de toda a sua base moral. O dia para ela alongava-se demasiadamente e quando seu sogro - Vok ainda não havia voltado -, espantado com seu ar desanimado, perguntou amigavelmente o que estava acontecendo, ela quase desmaiou. Sua preocupação crescia a cada instante; Jerônimo provavelmente marcaria a hora e iria combinar os detalhes da fuga que ela própria exigira. Rugena, agora, sentia-se atemorizada em dar aquele passo decisivo. Mas em vez de Jerônimo chegou Huss e pediu-lhe para conversar em particular. O olhar severo e triste de seu confessor fez a esposa de Vok estremecer e enrubescer.
Ela seguiu-o, cabisbaixa, ajoelhou-se diante do facistol. - Você aguardava uma outra pessoa, cujas palavras seriam mais agradáveis do que as minhas. - Disse Huss, depois de um curto silêncio. - Mas, para cumprir a minha promessa, vim aqui para lhe transmitir o "adeus" de Jerônimo. Ele irá embora amanhã e não voltará enquanto não estiver em condições de vê-la sem corar. Rugena soltou um grito surdo. - Ele está me abandonando? Ele não me ama? - Ele a ama demais para querer aniquilá-la e rebaixá-la ao nível das mulheres de... outro tipo. Acorde, Rugena, e envergonhe-se por ter esquecido tão completamente o seu dever! - Observou Huss, severo. Entretanto, o golpe recebido fora forte demais. A perda do homem amado apagou de vez a sua discrição e, exaltada, ela começou a contar todas as ofensas e traições do marido, tirando de si qualquer obrigação de permanecer fiel a ele.
Huss não a interrompeu até que o pranto abafou sua voz. - Declare isso tudo abertamente e depois vá embora! - Observou o sacerdote. - Mas, será que posso fazer isso? - Murmurou ela, olhando-o, surpresa. - O certo é que você não pode! Mas pretende fugir à noite, às escondidas? Acredite-me, minha filha, tudo que tem receio da luz, qualquer coisa que se esconde na escuridão - é má! Sabe disso tão bem quanto eu e, por isso, sente vergonha e se esconde do olhar do povo que, em comparação com o olho de Deus, não é nada assustador. Você acusa o seu marido e afirma que odeia Vok por suas ofensas, mas desde quando os pecados alheios servem de desculpa para os nossos? E a sua consciência está tranqüila? E Huss foi descrevendo, severamente, toda a vida de Rugena depois que se casara. Ela, por acaso, tentara apaixonar-se por Vok e atrai-lo com, indulgência e docilidade? Ela, por acaso, não o afastara com sua indiferença, com sua frieza e com suas palavras duras e ofensivas?
Depois, Huss passou a falar sobre o dever que, por mais pesado que seja, a pessoa deve cumprir para não se esquivar da provação da vida e não sofrer as conseqüências da dor de consciência e do medo da condenação. Nunca, talvez, o pregador fora tão eloqüente como naquele momento; ele preenchia a confusa alma arrependida de Rugena com toda a sua viva fé e seu ardente ímpeto ao bem. Quando Huss finalmente foi embora, Rugena, completamente quebrada pelos argumentos do padre, decidiu dedicar-se inteiramente ao cumprimento do dever, e entregar a Deus o próprio destino.
Capítulo III
Era domingo de fim de maio de 1412. Apesar de ainda ser madrugada, as ruas de Praga já estavam cheias de gente. Uns apressavam-se para a missa, outros corriam para fazer compras nas inúmeras barracas-carroças que apareciam nos dias de feira vendendo diversas provisões trazidas das regiões vizinhas. Na praça, diante da igreja de Tyn, havia uma grande aglomeração de pessoas e a massa compacta cercava dois tablados de madeira. Em cima de cada um dos tablados havia um monge que falava ao povo. Sons de trombetas e tambores que soavam de tempos em tempos atraíam cada vez mais curiosos. Na multidão estavam Broda e Matias; um escutava com desaprovação e cenho franzido os pitorescos discursos dos monges enquanto o outro zombava deles com desprezo. - Irmãos! - Gritava um dos pregadores. - Minhas palavras são insuficientes para descrever toda a felicidade celestial que vocês poderão receber, garantindo-se com as indulgências que Sua Santidade, o papa João XXIII, ofereceu aos fiéis com a sua inesgotável generosidade de pai aos seus filhos pródigos.
Quem de nós não tem um pecado manchando a consciência? Quem não tremerá diante do julgamento divino ou não começará a implorar aos céus o perdão aos caros falecidos que suportam terríveis sofrimentos no inferno? E quem de nós não receia por suas crianças, que talvez tenham de passar pela eterna maldição? Agora, vocês podem evitar todos esses sofrimentos, somente adquirindo as indulgências... Temos indulgências de todos os tipos e para todos os fins: completas e parciais, para 500, 300 e 200 anos; temos autorizações para pecados futuros e temos também as que cancelam os sofrimentos do purgatório. Temos indulgências para altos senhores e para os pobres, pois todos podem evitar os sofrimentos do outro mundo. Até aqueles que já estão a caminho da morte podem tranqüilamente aparecer diante dos portões do céu e São Pedro, ao ler suas indulgências, nem vai lhes perguntar sobre seus pecados, abrindo-lhes simplesmente as portas do céu.
E lá, sobre nuvens douradas e prateadas, está o Deus Pai, junto com Seu Filho, cercado de plêiades de arcanjos e anjos, querubins e serafins. O pecador, em sua devoção, cairá de bruços diante do altar do Supremo; mas os anjos, ao verem a indulgência em suas mãos, irão mostrá-la a Deus e Cristo dirá: "O que meu representante perdoou na terra, será perdoado no céu. Vá, meu filho, e cante glórias a mim". E os anjos levarão o bem-aventurado às nuvens e mostrar-lhe-ão todas as belezas do paraíso; ele descansará sob a sombra da árvore da ciência do bem e do mal, e poderá comer, sem receio, aqueles mesmos frutos que um dia foram a perdição de Adão... O monge, cansado, parou para tomar fôlego. Seu discurso provocava sentimentos bastante diversos nos ouvintes. Alguns riam e vaiavam em tom de zombaria; de todos os lados da multidão provinham apelidos nada lisonjeiros ao Papa e seus enviados. Mas também se ouviam gritos de protesto contra os valentões: - Calem a boca, seus infiéis!
Sejam amaldiçoados, mas não confundam os outros. - Padre, é verdade o que o senhor acabou de dizer? - Gritou uma mulher, toda em lágrimas de beatitude religiosa. -A mais santa verdade. - Disse o monge. - Todos vocês estarão duplamente salvos, se pararem de ouvir os servos de satanás, que estão indignados vendo que o inferno se esvazia. Então, não percam tempo, irmãos: lá na igreja vos aguardam as preciosas chaves do céu. Apressem-se enquanto os lugares no céu não foram totalmente preenchidos! Apesar de o céu ser grande, existem mais homens na terra do que ele pode comportar. Muitas pessoas da multidão correram para a igreja, mas Broda, rindo às gargalhadas, puxou Matias de lado. - Sorria, meu velho!
Esse estelionatário de batina não conseguirá arrancar nada de nossos bolsos. - Disse ele. - Mas, em compensação, quantos idiotas entregar-lhe-ão seus últimos centavos por um pedaço de pergaminho no qual cada palavra é uma mentira e blasfêmia? - Indignava-se Matias. - Essa imundície acontece já há três semanas. - Respondeu Broda. - Você esteve doente e não viu o início desse sacrilégio. Eu estive na própria catedral durante a leitura das duas bulas e, mesmo sendo soldado, quase caí. A igreja estava às escuras e era iluminada somente com velas que o clero trazia nas mãos; depois, trouxeram a bula da excomunhão, todas as velas foram imediatamente apagadas e jogadas no chão e os sinos começaram a tocar como num funeral. Então, passaram a anunciar que o rei napolitano é um inimigo da Igreja, por crime de perjúrio e heresia, e é excomungado pela Igreja por todos os seus crimes e com todos os seus descendentes até a terceira geração, e que idêntico castigo espera por seus amigos e partidários.
Disseram também que quem ousar sepultar o rei de Nápoles, ou um de seus partidários, de modo cristão também será excomungado e não receberá a absolvição até que desenterre os cadáveres com as suas próprias
mãos. Que horror! - E Broda deu uma cusparada no chão. - Isso é uma falta de vergonha, é uma monstruosidade! Como um servo de Deus pode receitar tais horrores? - Indignava-se Matias, persignando-se.
E. de Bonnechome, p. 53 - Nota do autor. - Infelizmente, só mostra a decadência da Igreja. O próprio Papa diz tais torpezas e prega uma cruzada contra um rei cristão por causas leigas. E, para que os novos cruzados ajudem o Papa com a espada e o ouro, eles prometem-lhes todos esses milagres que acabamos de ouvir. - Ainda bem que o mestre Huss abre os olhos desses idiotas e mostra o verdadeiro valor das bulas e indulgências. Não é culpa dele se, mesmo assim, aparecem umas ovelhas que se deixam tosar. - Certo. Ele luta como um leão pela verdade: prega, desmente e cola em todas as esquinas os seus cartazes com desmentidos. Jerônimo, desde que retornou a Praga, voltou a ajudá-lo. Mas, que homem! - Prosseguiu Broda, entusiasmado. - Deus presenteou-o com todos os dons! Você viu, Matias, o quadro que ele pintou recentemente na parede? -Não. - Venha comigo, vou mostrar-lhe. - Mas não vamos nos atrasar para o sermão na capela de Belém? - Claro que não! Depois, aceleramos o passo e chegaremos a tempo. - Respondeu Broda, arrastando o companheiro.
Perto da capela, diante de uma parede completamente rebocada, também havia uma multidão de curiosos, por meio da qual Broda e Matias começaram a passar, abrindo caminho a cotoveladas. Finalmente, viram-se diante de um quadro de gigantescas dimensões. De um lado estava a imagem de Cristo, dócil e descalço, sentado num burrico e cercado de apóstolos, também descalços e com cajados nas mãos. Do lado diretamente oposto do Filho de Deus estava uma imagem do Papa, de tiara na cabeça, montando um cavalo coberto com sobreanca bordada a ouro; à sua frente iam os arautos e corneteiros e atrás seguia uma magnífica corte de cardeais, trajando púrpura, ladeados por cavaleiros em armaduras. As observações e piadas que se ouviam da multidão comprovavam que o objetivo do artista havia sido plenamente atingido. Broda e Matias não ficaram olhando o quadro por muito tempo e, apressadamente, foram ouvir o sermão para o qual, apesar da insistência de Broda, acabaram chegando atrasados.
Uma incontável multidão preenchia não só o interior do templo mas também todo o prédio em volta, obrigando Broda a usar a sua gigantesca força para abrir caminho. Mesmo assim, não conseguiram passar além da porta; mas, sendo ambos de altura privilegiada, podiam ver por cima das cabeças o que se passava na capela. Huss estava no púlpito e seu rosto emocionado refletia a ardente convicção que o inspirava. A distância abafava algumas palavras do pregador. Somente quando ele, em seu ímpeto, elevava a voz, partes do discurso chegavam até Broda e Matias. - Irmãos! - Dizia Huss naquele instante. - Não considerem o que falei como uma negação do poder do santo trono. Ninguém se submete mais documente do que eu à autoridade que Deus deu ao Papa. Estou somente protestando contra o abuso de poder, principalmente neste caso. A consciência me obriga a prevenir a todos vocês contra tal fraude que deforma as próprias palavras de Cristo. O Papa prega uma cruzada contra um rei cristão e incita povos uns contra os outros para garantir seus interesses de propriedade.
E, aos que derramarem o sangue cristão, ele promete indulgências e vende abertamente os preciosíssimos bens espirituais. O Senhor, quando estava na cruz, rezava por seus algozes e criticou Pedro por levantar a espada em sua defesa, enquanto esse chefe da Igreja, dizendo-se representante de Cristo, somente vomita maldições, ameaças e condenações à morte... Pior, ele ordena desenterrar os mortos das covas para profanação, só por eles terem sido fiéis ao seu rei. A voz do pregador sumiu por um tempo, mas logo novamente foi ouvida: - Tenham cuidado, irmãos, para não acreditar nas indulgências que são ditadas pelo ódio! Cada palavra escrita nelas é blasfêmia contra a verdade evangélica. Evitem comprar as falsas indulgências, que medem com ouro a misericórdia divina e os consolam com mentirosas esperanças de perdoar seus atos maus com algo mais que um sincero e profundo arrependimento e boas ações! Quando o sermão terminou, a multidão começou a dispersar-se aos poucos. Entre os presentes apareceram, à entrada do templo, o velho conde Valdstein, Vok, Rugena e Ana.
Eles pararam perto da porta, aguardando que o povo saísse, e comentavam o que tinham ouvido. Nesse instante, da segunda porta que conduzia à sacristia e à cela de Huss, surgiu Jerônimo. Parecendo não notar os Valdstein, ele passou adiante e misturou-se na multidão; mas Vok correu atrás dele e segurou-o pela capa. - Por que está correndo, Jerônimo? Ou você propositadamente não quer notar os amigos? - Mas que idéia! Não sabia que você estava na igreja, pois ouvi o sermão sentado atrás do púlpito. - Estamos aqui, eu, meu pai, Rugena e Ana. Venha, eles vão ficar muito contentes de vê-lo. E pretendo passar-lhe um sabão por voltar a Praga há tanto tempo e nem visitar-nos. - Já me preparava para visitá-los e expressar os meus respeitos à condessa, mas tinha tantas coisas para resolver que simplesmente me perdi. E passei as últimas duas semanas em Voikovitz. Conversando, eles se aproximaram do velho conde e das damas.
Com a sua natural elegância de cavaleiro, Jerônimo beijou a mão de Rugena, e pareceu não notar o tremor de seus dedos - o único sinal de sua emoção. Jerônimo parecia calmo e loquaz como de costume, mas seu bonito rosto estava particularmente severo, o que nunca acontecera antes. O velho conde convidou-o a ir até sua casa e ele imediatamente aceitou o convite. Assim, todos se dirigiram à casa dos Valdstein. - O que você estava fazendo em Voikovitz, quando por aqui acontecem fatos tão importantes? - Perguntou Vok. - Precisava colocar em ordem velhas contas e negócios. Mas, além disso, me diverti bastante, fazendo uma brincadeira com os reverendos vendedores de "ingressos para o céu". Eles andam por todos os lugares ao som de tambores e vendem a sua maldita mercadoria nas cidades e aldeias. E quando um pobre e bobo camponês não tem dinheiro suficiente, os monge aceitam vacas, ovelhas e outros animais como pagamento.
Se, por acaso, eu não estivesse em Voikovitz, eles roubariam todos os meus camponeses. - Vou seguir o seu sábio conselho e tomar as devidas medidas para pôr um fim aos esforços dos reverendos padres nas minhas propriedades próximas de Praga... - Disse Vok, rindo. - É um caso nunca visto de roubo de toda uma nação e em nome de Deus. - Observou o velho conde, balançando a cabeça. - Pois é. Judas vendeu Cristo por 30 dinares enquanto os nossos servos da Igreja vendem-no cem vezes ao dia, e não por 30 mas por 100 e por 1.000.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.