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Capítulo 46 de 46
Swedenborg — parte 4 de 4
A Pluralidade dos Mundos Habitados · Camille Flammarion
Sol, globo de fogo, gigantesca fornalha, Caos incandescente, de onde salta uma gênese, Oceano furioso onde flutuam, perdidos, Os líquidos granitos e os metais fundidos, Ferindo, chocando, misturando suas vagas inflamadas Sob negros furacões carregados de fumaças, Hulha ardente, onde por vezes nada uma ilhota vermelha, Mancha de hoje, amanhã escória do sol. Em torno de ti se move, ó fecundo incêndio, A Terra, nossa mãe, mal resfriada, E, resfriados como ela e como ela habitados, Marte sangrento, e Vênus, o astro das brancas claridades, Nas proximidades de teus esplendores Mercúrio que se banha, E Saturno em exílio nos confins de teu reino, e por Deus, depois por mim, coroado no éter De uma quádrupla faixa de luas, Júpiter.
Mas, astro soberano, centro de todos os mundos, Além de teu império dos limites profundos Milhares de sóis, tão numerosos, tão volumosos Que não se pode contá-los em seus grupos confusos, Prolongam, como tu, suas imensas crateras, Fazem mover, como tu, mundos planetários, Que giram em torno deles, que compõem sua corte, E derivam de seu rei o calor e a luz. Ó! sim, sois melhores que lâmpadas noturnas Que iluminariam para nós vigilantes taciturnos,
Inumeráveis luzeiros, estrelas que pulverizais Com vossa areia de ouro os caminhos do azul; Entre vós palpita também a vida universal, Grandes fogos, onde nosso olho só vê uma a centelha. Subamos, subamos mais. Outros céus fecundados São além dos nossos céus, de estrelas inundados, E por todo lugar a ação, o movimento e a alma! Por todo lugar, rolando em torno de seus centros em chamas, Globos habitados cujos hóspedes pensantes Vivem como eu vivo, sentem como eu sinto: Uns mais baixos, outros talvez Mais elevados que nós nos degraus do ser!
Fim
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.