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Capítulo 18 de 46
Os Céus — parte 1 de 2
A Pluralidade dos Mundos Habitados · Camille Flammarion
Imensidão dos Céus
Imensidão dos céus. — Como os 7 bilhões de léguas de nosso sistema planetário são uma quantidade insignificante. — Sistemas estelares. — Distância das estrelas mais vizinhas. — Velocidade da luz; duração de seu trajeto das estrelas até nós. — As transformações dos astros; estrelas cujo brilho diminui; estrelas coloridas; estrelas extintas; estrelas cujo brilho aumenta; estrelas periódicas; estrelas que apareceram subitamente.— Determinações sobre o número dos astros. — Além do céu visível. — Estrelas duplas. — Nebulosas; a Via Láctea é uma nebulosa de que fazemos parte: seus 18 milhões de sóis. — Criações dos espaços longínquos. — Últimas regiões exploradas pelo telescópio. — Além. — O infinito!
A Vida universal! Eis o que a Natureza nos ensina por essa voz íntima e poderosa que fala em todos os lugares do mundo — por essa voz que atravessa o espaço e se faz escutar nos céus pelos habitantes de todas as terras que planam na imensidão —, por essa voz que se dirige à alma e que todos os homens criados podem escutar. Eis o que ela anunciava outrora a nossos sábios, a nossos poetas e a nossos filósofos cujo gênio, por sua própria força, se erguera até ela. Eis o que ela vem demonstrar hoje em dia pelas descobertas modernas da ciência, que, depois de uma luta de quinze séculos, por fim chegou a penetrar os seus primeiros segredos. Malgrado a imperícia de seu intérprete, ela falou de maneira assaz eloqüente para atrair para si as mentes e os corações; mas a convicção que ela quer estabelecer
em nós deve ser profunda e indelével, e ela não quer abandonar ainda o quadro que ela desenrolou sob nossos olhos. Admite-se agora, pelo menos o esperamos, que a pluralidade dos mundos não pode não existir, e se não se pode especificar que este ou aquele mundo em particular seja hoje necessariamente habitado, é preciso ao menos admitir, em tese, que a habitação dos mundos é seu estado normal. Mas há uma consideração mais geral que as precedentes, que deve agora vir coroá-las e confirmá-las. O microscópio nos revelou que o poder criador propagou a vida em todos os lugares da Terra, e que abaixo do mundo visível há seres até a mais extrema pequenez; o telescópio nos ensinará que é impossível à nossa mente abarcar toda a extensão desse poder, e que, segundo a palavra de Pascal, por mais que inflássemos nossos conceitos além dos espaços imagináveis, só geraríamos átomos ao preço da realidade.
Eis, com efeito, o quadro mais magnífico que possa admirar nosso olhar, o espetáculo mais imponente que é dado ao homem ser testemunha: o da imensidão dos céus! Para começar, nosso sistema planetário tal como o apresentamos, quer dizer, terminando na órbita de Netuno, que não mede, no entanto nada menos que 7 bilhões de léguas de circunferência, não encerra nestes estreitos limites o império imenso do Sol. Além dos planetas desconhecidos, mais afastados que Netuno, podem circular além de sua órbita inumeráveis cometas, submetidos igualmente à atração solar, sulcando em todos os sentidos as planícies etéreas e retornando em épocas determinadas para se saciar na fonte solar, fonte abundante de luz e de eletricidade. Nada temos a acrescentar aqui sobre a natureza dos cometas, exceto que são acúmulos de vapores da máxima tenuidade, e mergulham no céu em todas as profundezas; não temos nada a dizer também de seu número, exceto que é imenso, segundo toda probabilidade, e se eleva a centenas de milhares.
Mas para dar uma idéia da extensão do domínio do Sol, pela extensão da órbita de certos cometas, recordaremos que o grande cometa de 1811 emprega 3.000 anos a cumprir sua revolução, e que o de 1680 só cumpre sua revolução depois de um curso ininterrupto de 88
séculos; que o primeiro desses astros se afasta a 13 bilhões e 650 milhões de léguas, e o segundo, a mais de 32 bilhões! Qualquer que seja esta extensão, porém, qualquer que seja a imensidão do domínio solar, as grandezas precedentes, que nos parecem tão prodigiosas, mal podem ser comparadas, tão pequenas que são, às grandezas com que nos deparamos nos estudos de astronomia estelar. Os números em uso na astronomia planetária desaparecem ao lado dos números em uso nesta. Aqui, e sempre que possível, não se conta mais em léguas ou milhares de léguas, toma-se por unidade o raio médio da órbita terrestre, igual, como se sabe, a 37 milhões de léguas. Cada estrela do céu é um sol brilhando com sua própria luz. Mediu-se a intensidade luminosa das estrelas mais próximas, e constatou-se que algumas, como Sírius, são muito mais radiosas e mais volumosas que nosso Sol; transportado à distância que nos separa de Sírius, o astro esplêndido de nossos dias ofereceria apenas a aparência de uma estrela de terceira grandeza.
Se nosso sistema solar é um tipo geral na ordem uranográfica, o que é da mais alta probabilidade, esses vastos e brilhantes sóis são outros tantos centros de sistemas magníficos, dos quais alguns são semelhantes ao nosso, outros podendo ser-lhe inferiores, e dos quais um grande número lhe é superior em extensão e em riquezas planetárias. Se uma tal disposição de mundos em torno de um astro iluminador não é repetida perto de todos os sóis do espaço, devemos ter certeza, entretanto, que estes não deixam de ser os centros de uma vida ativa, manifestada por modos desconhecidos, outros tantos centros de criações estranhas àquela que conhecemos, mas grandes, admiráveis, sublimes, como tudo o que germina nos sulcos abertos pela mão da Natureza. Seria belo abranger com o olhar ilimitado de nossa alma essa imensidão prodigiosa onde se irradiam as criações do éter; seria belo dar o golpe de misericórdia no pequeno firmamento cristalino dos antigos e, despojandonos para sempre da antiga ilusão que nos mostraria as estrelas girando a
uma igual distância ao nosso redor, atravessar pelo pensamento os espaços sem cessar renovados onde se sucedem os mundos estelares. Pois vamos tentar fazer esta viagem. Antes de mais nada, precisamos considerar nosso sistema planetário como uma flotilha de embarcações, vogando isolada no meio de um imenso vazio; nosso Sol, ele mesmo uma estrela, planando entre as estrelas, suas irmãs, atravessando como elas os espaços sem fim, dirigindo-se atualmente para a constelação de Hércules, carregando consigo seus planetas, cerrados ao seu redor como em torno de um protetor, sem o qual cairiam na noite da morte; e também devemos saber que as estrelas semelhantes que sem número semeiam o espaço estão afastadas umas das outras por distâncias imensas. A estrela mais vizinha de nosso sistema está afastada de quase 8 mil vezes o raio deste sistema, raio igual a 1 bilhão e 100 milhões de léguas. Tomando como unidade o raio da órbita terrestre, esta distância é igual a 222 mil vezes este raio, ou seja: 8 trilhões de léguas.
É a distância da estrela mais vizinha, Alfa do Centauro (1), a única um pouco mais próxima de nosso sistema. Entre as que vêm em seguida, e cuja distância é conhecida, assinalemos a 61ª do Cisne, que jaz a 404 mil vezes a distância da Terra ao Sol, mencionada anteriormente; Sírius, afastada de 1.068.000 vezes esta distância; Vega, que brilha a 42 trilhões e 200 bilhões de léguas daqui; a Estrela Polar, a 100 trilhões e 600 bilhões; Capella, a 170 trilhões e 392 bilhões de léguas; é o número de quinze algarismos a seguir: 170.3 92.000.000.000. (1) V. no Apêndice, a nota F, Como se determina à distância das estrelas a Terra. Estas são as estrelas mais vizinhas, as que se encontram no mesmo lugar do espaço que nós. Quanto à totalidade das outras, os milhões de milhões que povoam os espaços, é-nos matematicamente impossível tomar qualquer base para medir sua distância, sendo que a maior base de que podemos dispor, o diâmetro da órbita terrestre, é infinitamente pequena comparada a essa distância.
Tentaremos porém dar uma idéia dessas distâncias sucessivas, tomando como medida a velocidade da luz. Diremos, para tanto, que a luz, que percorre 75 mil léguas por segundo (1), leva nada menos que três anos e seis meses para chegar até nós, vinda da vizinha estrela Alfa da constelação do Centauro; que ela viaja 14 anos para nos vir de Sírius, e 21 anos para nos vir de Vega; que o raio luminoso enviado pela Polar só nos chega depois de 50 anos de ser emitida, e aquela enviada pela Cabra viaja por 72 anos antes de chegar até nós; que além destes astros vizinhos, a duração do trajeto é cada vez maior, e para as últimas estrelas visíveis com o telescópio de três metros, este trajeto não poderia se efetuar em menos de 1.000 anos, e para as últimas visíveis com o telescópio de seis metros, em menos de 2.700 anos; diremos, por fim, que há estrelas cuja luz só nos chega depois de 5.000, 10.000, 100.000 anos, sempre avançando incessantemente com uma velocidade de 75 mil léguas por segundo. (1) Segundo as últimas medidas, que são precisas e definitivas.
Tais números começam a desenrolar aos nossos olhos os panoramas imensos do infinito, e a nos iluminar sobre a ínfima condição da Terra, esse nada visível que tanto nos assombrou quanto à sua importância pessoal. Eles nos dizem ao mesmo tempo que a história do universo astral se desenvolve, gigantesca, sem que conheçamos a primeira palavra dela, perdidos como estamos em nossa estação isolada. Os raios luminosos que nos chegam das estrelas nos contam a história antiga de um número infinito de criações cuja história atual é desconhecida desta pobre Terra (1). Suponhamos, por exemplo, que a magnífica Sírius se apague hoje por uma catástrofe qualquer, e a luz levando 14 anos para nos chegar deste astro, nós o veríamos ainda por 14 anos naquele mesmo ponto do céu de onde teria, na verdade, desaparecido há muito.
Se as estrelas fossem aniquiladas hoje, elas brilhariam ainda muitos anos, muitos séculos, muitos milhares de anos sobre nossas cabeças; e é possível que as estrelas das quais ainda nos esforçamos presentemente por estudar seu caminho e sua natureza, não existam mais desde o começo do mundo (o mundo terrestre)! Não, não
conhecemos a história passada do Universo; nossas relações com esses astros resplandecentes que brilham no éter se limitam a alguns raios que se pôde medir por estarem mais próximos; tudo o mais nos é ocultado pela distância. As transformações perpétuas da criação se efetuam sem que nos seja possível estudá-las nem conhecê-las; mundos nascem, vivem e morrem; sóis se acendem ou se extinguem; humanidades crescem e caminham para seus destinos diversos; a obra de Deus se cumpre: e nós, nós somos arrebatados como os outros no eterno abismo, sem nada saber. (1). Sobre as conseqüências físicas e metafísicas da transmissão sucessiva da luz através do espaço, consultem nossa obra: Récits de Infini, Lumen, história de uma alma que revê diretamente suas vidas anteriores. Há estrelas cujo brilho diminui. No ano 276 antes de nossa era, Eratóstenes dizia, falando das estrelas da constelação do Escorpião: "Elas são precedidas da mais bela de todas, a estrela brilhante da serra boreal"; ora, atualmente a serra boreal não domina mais em brilho os asterismos ao seu redor.
Hiparco dizia, 120 anos antes de Cristo: "A estrela da pata da frente do Carneiro é notavelmente bela"; ela é hoje de quarta grandeza. Flamsteed assinalou na constelação da Hidra duas estrelas de quarta grandeza que W. Herschel achou de oitava, no século seguinte. A comparação dos catálogos antigos aos modernos mostra muitos exemplos análogos. O jurisconsulto astrônomo Bayer assinalou Alfa do Dragão como de segunda grandeza; ela agora só é de terceira. — Há estrelas coloridas cuja luz sofreu alterações de cor. Assim é Sírius, que as obras da antiguidade mencionam como de cor vermelha muito pronunciada, e que atualmente é do mais puro branco. — Há estrelas que se extinguiram, e das quais não se encontra pais nenhum traço onde no passado eram observadas. Jean-Dominique Cassini, o primeiro diretor de nosso Observatório, anunciava no fim do século XVII que a estrela marcada no catálogo de Bayer acima de épsilon da Ursa Menor tinha desaparecido. A nona e a décima do Touro também desapareceram. De 10 de outubro de 1781 a 25 de março de 1782, o célebre astrônomo de Slough assistiu aos últimos dias da 55ª de Hércules, que caiu do vermelho ao pálido e se extinguiu logo em
seguida. — Há estrelas cuja intensidade luminosa aumenta. Dentre estas: a 31ª do Dragão, cujas observações constataram o crescimento da sétima à quarta grandeza; a 34ª do Lince, que subiu da sétima para a quinta, e a 38ª de Perseu, que se elevou da sexta para a quarta. — Há estrelas cujo brilho varia periodicamente, e que passam regularmente de um máximo a um mínimo de intensidade segundo um ciclo constante. Tais são, para longos períodos: a estrela misteriosa omicron da Baleia, cuja periodicidade, muito irregular, varia da segunda grandeza à desaparição completa; do pescoço do Cisne, cuja periodicidade é de treze meses e meio, e que varia da quinta à décima primeira grandeza; a 30ª da Hidra de Hevélius, que, no intervalo de quinhentos dias, varia da quarta grandeza à desaparição.
Tais são ainda, para curtos períodos: delta de Cefeu, cuja periodicidade é de cinco dias e oito horas, e a variação da terceira à quinta grandeza; beta da Lira, cuja periodicidade é de seis dias e nove horas, e a variação, da terceira à quinta, igualmente; gama de Antínoo, que varia em sete dias e quatro horas, da quarta à quinta grandeza. — Há estrelas que apareceram subitamente, brilharam com fulgor mais intenso, e desapareceram para não mais reaparecer. Tais são as estrelas novas que se acenderam sob o imperador Adriano e sob o imperador Honório, no segundo e no quarto século; a estrela imensa observada no quarto século no Escorpião por Albumazar, e a que apareceu no décimo, sob o imperador Othon I. Assim foi a memorável estrela de 1572, que enriqueceu durante dezessete meses a constelação de Cassiopéia, ultrapassando Vega, Sírius e Júpiter em brilho, fenômeno que fez a estupefação dos astrônomos e o terror dos fracos.
Nos primeiros dias de sua aparição, ela podia ser discernida em pleno dia; seu brilho enfraqueceu gradualmente mês a mês, passando por todas as grandezas até a desaparição completa. Para dizer de passagem, poucos acontecimentos históricos causaram tanto barulho quanto esse misterioso enviado do céu. Era 11 de novembro de 1572, poucos meses após o massacre de São Bartolomeu; o mal-estar geral, a superstição popular, o medo dos cometas, o temor pelo fim do mundo, anunciado havia muito pelos astrólogos, eram
um excelente pano de fundo para uma tal aparição. Também logo foi anunciado que a estrela nova era a mesma que conduzira os Magos a Belém, e que sua vinda pressagiava a volta do Homem-Deus à Terra e o juízo final. Pela centésima vez, quiçá, este tipo de prognóstico foi dado como absurdo; isto não impediu que os astrólogos tivessem grande crédito doze anos mais tarde, quando anunciaram de novo o fim do mundo para o ano de 1588; essas predições tiveram no fundo a mesma influência sobre as massas populares, até nosso século e — por que não dizê-lo? — não produziram muito bem o seu pequeno efeito muito recentemente, por ocasião do cometa imaginário de 13 de junho de 1857? Ai de nós! A história de nossa humanidade é a história de suas fraquezas! — Mas retornemos ao nosso tema.
Entre as estrelas que apareceram subitamente para não mais reaparecer, mencionemos ainda a de 1604, que, a 10 de outubro do mesmo ano, ultrapassava em sua brancura resplandecente as mais brilhantes estrelas, e o brilho de Marte, Júpiter e Saturno, perto dos quais se encontrava; no mês de abril de 1605, ela decaíra para a terceira grandeza, e em março de 1606, tornara-se completamente invisível. Citemos por fim a famosa estrela da Raposa, que apareceu igualmente em 1604, e ofereceu o singular fenômeno de se enfraquecer e se reanimar várias vezes antes de se apagar completamente. Aparições análogas se manifestaram em 1848, 1866 e 1876. Acabamos de traçar sumariamente a história de algumas das transformações ocorridas no universo visível, e que se observaram daqui; percebemos que esta história é apenas um sinal do que se passa cotidianamente na universalidade do céu, mas basta para destruir em nós a idéia antiga da aparente imobilidade de um céu solitário.
O hábito que temos de forçosamente só contemplar os mundos do espaço durante as trevas de nossas noites, o silêncio e a solidão que nos envolvem na letargia da natureza e no sono dos seres, dão-nos uma falsa impressão do espetáculo que se estende além da Terra, e somos levados a observar o céu estrelado como participando do estado de coisas que nos rodeia. E uma ilusão que
devemos a nossos sentidos, mas que é importante corrigir pelo raciocínio. Todo planeta tendo um hemisfério escuro e um iluminado, pois só um lado do globo pode receber de cada vez os raios solares, o dia e a noite se sucedem constantemente para todos os pontos do globo, seguindo o movimento de rotação do planeta, e a noite é, por conseguinte, um fenômeno parcial, ao qual o resto do Universo é totalmente estranho. A escuridão, a solidão, o silêncio, pertencem ao lugar em que estamos, e não vão além disto. Trata-se de um acidente terrestre, que não estende sua sombra sobre o Universo. O céu imenso, povoado de astros sem número, não é por isso uma região de imobilidade e de morte. Sua inércia desapareceu com a escola dos peripatéticos; sua mutabilidade incessante é proclamada pelas observações de nossa era. Tudo caminha, tudo se transforma; tudo resplandece de vida e de atividade.
Visto de longe, abraçado pelo olhar investigador do filósofo, que faz abstração de tempo e espaço, o Universo é um conjunto gigantesco de sistemas estelares, cujos sóis radiosos, planetas esplêndidos, cometas chamejantes e todas as criações etéreas se cruzam, se procuram, se sucedem incessantemente, levados por um movimento perpétuo pelos caminhos diversos a que são conduzidos pelas leis divinas. A vida mora lá, não a morte; a atividade, não o repouso; a luz, não as trevas; a harmonia, não o silêncio; as transformações sucessivas das coisas existentes, não a imobilidade e a inércia. É isso, sobretudo, que se deve ter em mente para conhecer a realidade da criação viva, e não sobre o grão de areia a que ficamos confinados aqui embaixo. Descrevemos as distâncias das estrelas mais próximas; elas deixaram às nossas idéias campo livre para se erguer em meio às vastas regiões do céu. Perguntemos agora a esse céu esplêndido o número dos astros que o povoam, que o povoam como formigas de um formigueiro, sempre continuando afastados uns dos outros por distâncias equivalentes às que mencionamos mais acima.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.