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Capítulo 22 de 46
A Humanidade no Universo — parte 3 de 11
A Pluralidade dos Mundos Habitados · Camille Flammarion
pretendem que a humanidade de Saturno é muito avançada, que temos uma prova disto pela auréola resplandecente que brilha em torno deste astro, e que mesmo o nosso globo assumirá uma coroa semelhante, em sinal de júbilo, quando sua humanidade atingir seu período de harmonia. Vemos bem o quanto Fourier se deixou enganar por uma falsa analogia, estendendo para o reino do espírito as leis do reino material. Quem nos diz que não há duas ordens de criações completamente distintas, dois mundos radicalmente separados em sua base? Sua doutrina, admirável no que se relaciona com a solidariedade humana, desviou como a do sr. Pierre Lerous, que restringe à Terra as existências sucessivas da alma. Eles foram muito ousados por um lado, e muito tímidos do outro; muito ousados avançando assim tão longe no arbitrário, no conjetural, tomando a utopia pelo progresso; demasiado tímidos, pois a solidariedade humana terrestre é apenas parte da verdade.
Quem quer que sejamos sobre a Terra, qualquer que seja o degrau da escada em que estejamos colocados, cada um de nós tem sua personalidade distinta; a humanidade à qual pertencemos é um ramo da árvore imensa; o mundo que habitamos é uma estação do arquipélago infinito, e caminhamos todos, na solidariedade universal, rumo a uma perfeição infinita. Nunca conseguiríamos esposar, provavelmente, as idéias que um descendente de Fourier (1) emitiu sobre a origem dos seres planetários. A analogia é um excelente método para proceder do conhecido ao desconhecido; mas a analogia passional não nos parece ter toda a importância que este autor lhe atribui. Sem dúvida, a lei que rege o mundo, a atração, poderia ser chamada Amor dos Corpos, assim como a lei que rege as almas poderia ser chamada Atração das Almas; sem dúvida, o grau de atividade de toda criatura é constituída pela Paixão, e a rigor, poder-se-ia estender esta expressão ao reino inorgânico e dizer que a Afinidade Molecular é ainda o amor, a paixão. Mas não é neste sentido metafórico que os partidários desta teoria entendem a palavra paixão: para eles, não há mundo inorgânico, tudo está animado de um espírito individual, tudo pensa,
tudo está apaixonado, do grão de areia até o Sol. Eis onde nos parece estar o erro: afirmamos que a hipótese do seixo pensante nada tem a ver conosco, e professamos a doutrina oposta, sem levarem conta as seguintes palavras do autor em questão: "No Bureau des Longitudes não se temo hábito de julgar os astros por seus frutos; a paixão é o princípio do movimento pivotal da mecânica celeste, e os que o suprimiram são vândalos que nada entenderam da ciência". O mesmo teórico enunciou os seguintes aforismos, em seu tratado de ciência passional (se nos estendermos um pouco sobre este assunto, é porque suas alegações singulares não são sustentadas por um só, mas por toda uma escola). (1) O sr. Toussenel. — A suprema felicidade dos astros, como a de todos os seres animados, é produzir e manifestar seu poder criador; e sem esta necessidade imperiosa de criar e de amar, os mundos morreriam. — Os planetas, que são seres superiores ao homem, são andróginos, quer dizer, têm a faculdade de criar, pela simples fusão de seus próprios aromas.
Eles têm grandes deveres a cumprir, como cidadãos de um turbilhão de início, como mães de família, a seguir. — Cada criação astral se resume num tipo, num ser pivotal. Este ser pivotal é o homem, para o planeta Terra. — Então, para tudo saber, basta-nos estudar o homem. Eis algumas idéias menos compreensíveis ainda sobre a proveniência dos seres. Segundo a teoria de Fourier, a fecundação de germes contidos no seio de cada planeta se opera por uma comunicação de aromas com os outros planetas, por meio dos cordões aromáticos, de que cada astro está provido. Assim, se perguntarmos o título aromático de um ser qualquer, por exemplo do cavalo, responde-se que é um ser orgulhoso, aristocrático, apaixonado pelos combates e pela caça; que se adivinha, por estes traços, o emblema do gentil homem, e do ambicioso sequioso de glória e honras; que ele deve ser classificado como autoridade entre as produções da clave de Saturno. "O cavalo emana os mais puros aromas do planeta cardeal da
Ambição, desse globo orgulhoso que marcha acompanhado por um cortejo de sete satélites e que posa no céu como um retrato de Van Dyck; de Saturno, do qual se pode adivinhar o caráter marcial, mesmo por seu aspecto altaneiro e a cor ambiciosa do duplo lenço que ele gosta de exibir sobre seus flancos. Tudo é flamejante, cintilante, estridente, e se vê neste astro que estima o aparato como o cavalo de sangue." — Vemos bem que as opiniões diferem, sobre o planeta Saturno. Saturno é (neste mesmo sistema) o planeta cardeal da Ambição; ele tem perfume de tulipa e lírio, como se diz. Júpiter é o planeta cardeal do Familismo, menos rico que a Terra em aroma; ele tem o perfume de junquilho e narciso. Marte é uma horrível masmorra: devemos a ele tipos odiosos, venenosos, feios e repelentes em número incalculável. Urano é o planeta cardeal do Amor: era o reservatório natural das flores azuis, mas a Terra tinha teorias morais contra o Amor e, como punição, Urano deu propriedades farmacêuticas às flores azuis da Terra, em lugar de perfumes de amor.
Quanto a Netuno, ele tem perfume de fumo ordinário: é o planeta de origem do tabaco, "desse narcótico embrutecedor que vos faz respirar pela boca e comer pelo nariz, etc." Eis o que diz um fourierista. Um outro, morto em tristíssimas condições (1), emitiu idéias semelhantes num capítulo de astronomia passional, redigido a propósito da alma da Terra. Compreende-se que este homem pôde escrever coisas semelhantes, mas perguntamo-nos como os escritores de um certo valor filosófico puderam compartilhar de opiniões semelhantes às que acabamos de relatar. (1) Victor Hennequin. Felizmente, escreveu-se pouco sobre esse capítulo. No campo das puras conjeturas, os especuladores mais audaciosos detiveram-se, ordinariamente, num certo ponto, onde se surpreenderam de encontrar a si mesmos, e só ver ao seu redor o vazio e a solidão; houve poucos que se envolveram cegamente em seu sistema, para não distinguir mais nada além disso, e ver sempre este sistema perante eles como uma realidade efetiva; mas estes são
de recear, e seu número relativamente restrito não é tão pequeno quanto se pensa. Sob um ponto de vista menos audacioso, e que se baseia ao menos numa semelhança de observação, escritores renomados se comprazeram em examinar outros mundos relativamente ao nosso, e a investigar, segundo o aspecto que nos apresentam, que aparência devem oferecer a seus habitantes. Veremos que estes autores, como os precedentes, ainda estão do lado da verdade. Os primeiros foram muito longe no arbitrário e se engajaram em sistemas insustentáveis; os segundos ficaram por demais próximos da Terra, e quando acreditavam ver outros mundos, só viram a própria Terra, vagamente refletida no espelho de seu pensamento. Uma das descrições mais poéticas que temos neste gênero é o do planeta Vênus, que o autor de Paulo e Virgínia nos deu em seu Harmonias da Natureza. Ela será o primeiro exemplo da verdade do que acabamos de enunciar. "Vênus", diz Bernardin de Saint-Pierre, "deve ser semeado de ilhas, que apresentam, cada uma, picos cinco ou seis vezes mais elevados que o de Tenerife.
As cascatas brilhantes que escoam deles irrigam seus flancos cobertos de verdura e vêm refrescá-los. Seus mares devem oferecer e um tempo o mais magnífico e o mais delicioso dos espetáculos. Imaginai as geleiras da Suíça com suas torrentes, seus lagos, suas pradarias e seus pinheiros, no meio do mar do Sul; juntai a seus flancos as colinas das margens do Loire coroadas de vinhas e todo tipo de árvore frutífera; ajuntai a suas bases as praias das Molucas plantadas com bosques onde se encontram suspensos bananas, nozes-moscadas, cravos-da-índia, cujos suaves perfumes são transportados pelos ventos; colibris, rolas e os brilhantes pássaros de Java, cujos cantos e suaves murmúrios são repetidos pelos ecos. Imaginai suas alamedas sombrias com coqueiros, aqui e ali com ostras perlíferas e âmbar-gris; as madréporas do Oceano Indico, os corais do Mediterrâneo crescendo num verão perpétuo, à altura das maiores árvores, em meio aos mares que as banham, se elevando acima das ondas pelo refluxo de vinte e cinco dias, e unindo suas cores escarlates e
purpurinas à verdura das palmeiras; e por fim, correntes de água transparente que refletem essas montanhas, essas florestas, esses pássaros, que vão e vêm de ilha em ilha pelos refluxos de doze dias e refluxos de doze noites, e então tereis uma ligeira idéia das paisagens de Vênus. O Sol se erguendo, no solstício, acima de seu equador em mais de 71 graus, o pólo que ele ilumina deve desfrutar de uma temperatura muito mais agradável que as nossas mais suaves primaveras. Se bem que as longas noites deste planeta não sejam iluminadas por luas, Mercúrio, por seu brilho e sua proximidade, e a Terra, por seu tamanho, fazem para ele o papel de duas luas. Seus habitantes,de um porte semelhante ao nosso, pois que habitam um planeta de mesmo diâmetro, mas sob uma região celeste mais afortunada, devem dedicar todo seu tempo aos amores (!). Uns, apascentando rebanhos nas faldas das montanhas, levam vida de pastores; outros, nas praias de suas ilhas fecundas, entregam-se à dança, aos festins, alegram-se com canções, ou disputam prêmios de natação, como os felizes ilhéus do Taiti..."
Desejamos de todo coração que os habitantes de Vênus vivam sua vida tão felizmente quanto o representa Bernardin de Saint-Pierre; mas há lugar para crer que não é bem assim, e sem ir até a opinião de Fontenelle, que pretendia que se Vênus nos parece bonito de longe é porque é muito feio de perto, devemos observar que as condições astronômicas deste planeta não são tão favoráveis quanto supõe nosso poético narrador. Se acontece, no verão, que um dos dois hemisférios deste mundo fica mais aquecido que o outro pelos raios solares mais diretos, acontece, pela mesma razão, que o outro hemisfério é mais frio e dá a seus habitantes uma temperatura pouco agradável. Pode-se observar, de resto, que uma mão científica teria muito a retocar no quadro acima, para aproximá-lo um pouco do que poderia ser a realidade; mas a observação mais importante a fazer, porque é a mais geral, é considerar o quanto esta descrição é terrestre, e por conseguinte, afastada do que deveria ser qualquer ensaio de estudos planetários. E vamos dizer desde já: é a crítica comum a dirigir a todos os que trataram da questão dos
homens dos planetas. O que provavelmente enxergou mais longe das idéias terrestres, o místico Swedenborg, não fica ao abrigo desta reprovação. Abramos uma página a esmo de seu livro sobre as terras do céu, e leiamos: Sobre uma primeira Terra no mundo astral. "Vi aí numerosas pradarias, e florestas com árvores cobertas de folhas; depois ovelhas bem fornidas de lã. Vi, em seguida, alguns habitantes, que eram de baixa condição, vestidos mais ou menos como os camponeses na Europa. Vi também um homem com sua mulher; esta me pareceu de bela estatura e de aspecto decente; o homem também; mas, o que me surpreendeu, ele caminhava com um arde grandeza e com um passo quase faustoso, ao passo que a mulher, ao contrário, tinha um comportamento humilde: foi-me dito pelos anjos que tal é o costume desta terra, e que os homens que são assim são amados, porque, apesar de tudo, são bons. Ainda foi-me dito que não lhes era permitido ter várias esposas, porque isso é contra as leis.
A mulher que eu vi tinha na frente do peito uma veste ampla detrás da qual podia se esconder; era feita de maneira que ela podia passar os braços através dela, servir-se dela e caminhar; podia também servir para vestir o homem..." Seguem-se outros detalhes. Sobre uma quarta terra do mundo astral, há homens vestidos e homens não vestidos. "Um dia, em que um espírito que fora prelado e pregador em nossa Terra estava entre os homens vestidos, apareceu uma mulher de aspecto extremamente belo, vestida com roupas simples; sua túnica pendia decentemente por trás, e seus braços estavam cobertos; ela tinha um belo penteado, na forma de uma grinalda de flores. Este espírito, avistando a moça, ficou muito encantado, falou-lhe e tomou-lhe a mão; mas como ela percebeu que era um espírito, e que não era de sua terra, afastou-se dele.
Em seguida apresentaram-se a ele, pela direita, muitas outras mulheres que apascentavam as ovelhas e carneiros, que conduziam a um bebedouro, até onde a água era levada, a partir de um lago, por meio de um canal; estavam vestidas da mesma maneira, e seguravam na mão um cajado (sic) com o qual levavam a beber as ovelhas. Vi também o rosto das mulheres: eram
redondos e belos. Os rostos dos homens eram da cor ordinária de carne, como aqui, mas com a diferença que a parte inferior, no lugar da barba, era negra, e o nariz era cor de neve, e não de carne..." etc. Não desagrada aos senhores swedenborguianos, parece-nos, que as visões de seu ilustre apóstolo sejam puramente subjetivas e completamente imaginárias; que não haja aí, no máximo, um símbolo, e que os seres que ele representou jamais existiram senão em seu cérebro, interiormente iluminado por sua fé ardente. É improvável, no mais alto grau, que nosso mundo terrestre seja reproduzido num ou mais mundos do espaço; já se viu, e vamos ver a seguir quais as condições que se opõem a isso; e quanto a seus contos, são verdadeiramente contos. Todos os que quiseram definir a natureza dos habitantes das Terras do céu igualmente os representaram como homens de nossa Terra; todos os que tentaram descrever naturezas estranhas à nossa consideraram-nas como a reprodução daquela que nos rodeia em nossa pátria.
Huygens mesmo, o astrônomo Huygens, cujos trabalhos e descobertas ilustraram o grande século ao qual foi dado o nome do monarca de Versalhes, o sábio Huygens, dizíamos, ele mesmo deixou-se perder em vãs conjeturas, crendo ver nos outros mundos criações idênticas às que existem aqui. Para ele, os vegetais e os animais crescem e se multiplicam como na Terra. Para ele, "os homens que habitam os planetas têm a mesma mente e o mesmo corpo que os que habitam a Terra; seus sentidos são semelhantes aos nossos, no mesmo número e servindo aos mesmos fins; os animais dos planetas são da mesma espécie, e também do mesmo tamanho que os animais do nosso mundo; os homens têm estatura e porte semelhantes ao nosso para poderem se dedicar aos mesmos trabalhos, mãos como as nossas, a fim de poder construir seus instrumentos de matemática e seus objetos da indústria; têm a mesma disposição do corpo, pois o nosso organismo é o preferível; as roupas lhes são igualmente necessárias; o comércio, a guerra, as necessidades diversas e as paixões do homem se encontram lá como cá; os habitantes dos planetas constroem casas para si com uma arquitetura análoga à nossa, conhecem a
marinha, as regras da geometria, os teoremas da matemática, as leis da música, cultivam as belas-artes — em uma palavra, são a reprodução fiel do estado da humanidade terrestre." Tal é, em resumo, a crença de um Huygens. Dissemos em nosso estudo histórico que este astrônomo era um dos mais sábios e sérios autores que já escreveram sobre o tema que ora tratamos; exprimimos nossa grande estima por suas obras; mas, malgrado toda nossa admiração, não estamos mais no tempo em que a palavra do mestre era indiscutível, e permitimo-nos asseverar que o sábio escritor nos parece ter seguido a ladeira por onde um tão grande número já escorregou, e se enganou profundamente em sua exposição da Teoria do Mundo.
Ora, e é importante observar, esta falsa maneira de ver não deve ser imputada a cada teórico em particular; deve-se saber, ao contrário, que ela depende de um estado geral de nossa alma, que relaciona fatalmente tudo a si, e que a visão íntima de nossa mente se opera de tal maneira que não conseguiríamos interpretar de outro modo o espetáculo do mundo exterior, nem emitir outras idéias, sem um grande esforço de nossa vontade própria sobre nosso modo habitual de encarar as obras da Natureza. Xenófanes tinha razão: o antropomorfismo é inerente à nossa constituição mental, e, mesmo contra a vontade, criamos tudo à nossa imagem e à nossa semelhança. Deus mesmo, o Ser infinito que o Areópago declarara incognoscível, só aparece ao olho de nossa alma através do prisma enganador de nossa personalidade humana. Os Vedas ensinavam que na origem das coisas o grande Espírito perguntou, às almas que acabara de criar, que corpo preferiam, e estas almas, depois de passar em revista todos os seres, adotaram o corpo humano como refletindo a mais bela das formas.
O livro dos Vedas é o mais antigo livro de cosmogonia religiosa; desde aquela antiguidade longínqua, a opinião sobre a superioridade do corpo humano não mudou. Os mais humildes entre os homens não duvidam que são a obra-prima da criação, os reis do Universo; e quando a mente religiosa, sondando a
distância que nos separa do Altíssimo, colocou sobre os degraus desta distância uma hierarquia de seres superiores, anjos ou santos, não pôde encontrar forma mais bela e mais digna dessas inteligências que não fosse a nossa forma humana divinizada. Humanizamos tudo, e até os objetos exteriores os mais estranhos, o Sol e a Lua, por exemplo, sofreram a influência desta disposição geral e foram representados sob uma figura humana. Apesar do resultado de nossos estudos, o conjunto de nossos conhecimentos não vem confirmar este julgamento, que não tem outro fundamento senão a ilusão de nossos sentidos e essa pequena dose de vaidade que cada um traz consigo, ao vir ao mundo. Ao contrário, pode-se colocar como princípio que, para avaliar sadiamente a natureza das coisas, importa antes de tudo não tomarmos a nós mesmos como ponto de comparação, e não ver os objetos em seu valor relativo frente a nós, mas tentar conhecê-los em seu valor absoluto. Este é um princípio cuja importância é preciso apreciar, e que se deve aplicar sobretudo nos estudos da ordem que consideramos aqui.
Os mais sábios entre aqueles que estudaram esta questão misteriosa da habitação dos globos celestes foram aqueles que, a exemplo de Lambert em suas sábias Cartas cosmológicas, reconheceram a impossibilidade em que estamos de emitir conjeturas plausíveis sobre a forma dos habitantes dos outros mundos, e que, dóceis às lições da Natureza, compreenderam que a força vivificadora cuja influência fez germinar as gerações espontâneas na origem dos seres agiu em todos os lugares, segundo os elementos variados inerentes a cada um dos mundos. Pode-se afirmar que todo homem, qualquer que seja, que pretenda seriamente definir a humanidade de uma outra terra, caracterizar suas condições de existência, fazer conhecer seu estado físico, intelectual ou moral, explicar sua natureza e sua maneira de ser; pode-se afirmar, dizíamos, que todo homem que emite tais pretensões está no erro mais vão. Tanto quanto proclamamos com a certeza de uma convicção inabalável a
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.