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Capítulo 73 de 74
Os Essênios. João Batista. A Tentação — parte 8 de 8
Os Grandes Iniciados – Volume Único (nao contém Zoroastro e Buda)
altos. Essas três fases representam, em outros termos, a Iniciação do e . Elas correspondem Cristo, a Revelação total o Coroamento da obra muito bem ao que os apóstolos e os cristãos iniciados dos primeiros séculos denominaram e os mistérios do Filho, do Pai do Espírito Santo. Coroamento necessário, dizia eu, da vida do Cristo, e prefácio indispensável da evolução histórica do cristianismo. O navio construído na praia precisava ser lançado no oceano. A ressurreição foi, além disso, uma porta de luz aberta sobre toda a reserva esotérica de Jesus. Não é de admirar que os primeiros cristãos tenham ficado deslumbrados e ofuscados com a fulgurante irrupção; que eles tenham muitas vezes entendido o ensinamento do Mestre ao pé da letra, e tenham se enganado sobre o sentido de suas palavras. Porém hoje, quando o espírito humano percorreu os tempos, as religiões e as ciências, adivinhamos o que um São Paulo, um São João, o que o próprio Jesus entendia por mistérios do Pai e do Espírito. Vemos que eles continham o que a ciência psíquica e a intuição teosófica do Oriente tinham conhecido de mais alto e de mais verdadeiro. Vemos também o novo poder de expansão que o Cristo conferiu à antiga, à eterna verdade, pela grandeza de seu amor, pela energia de sua vontade. Percebemos, enfim, o lado ao mesmo tempo metafísico e prático do cristianismo, que lhe transmite poder e vitalidade. Os velhos teósofos da Ásia conheceram as verdades transcendentes. Os brâmanes chegaram a encontrar a chave das existências anteriores e futuras, formulando a lei orgânica da reencarnação e da alternância das existências. Mas, à força de mergulhar no além e na contemplação da Eternidade, esqueceram-se da realização terrestre: a vida individual e social. A Grécia, primitivamente iniciada nas mesmas verdades, sob formas veladas e mais antropomórficas, ligou-se, por seu gênio próprio, à vida natural e terrestre. Isto permitiulhe revelar, por exemplo, as leis imortais do Belo e formular os princípios das ciências de observação. Mas, desse ponto de vista, sua concepção do além se estreita e obscurece gradualmente Jesus, por sua amplidão e universalidade, abrange os dois lados da vida. Na oração dominical que resume seu ensinamento ele diz: “Que
teu reino venha Ora, o reino do divino sobre a terra como no céu”. sobre a terra significa a execução da lei moral e social em toda a sua riqueza, em todo o esplendor do Belo, do Bem e da Verdade. Assim a magia de sua doutrina, seu poder de desenvolvimento, praticamente ilimitado, residem na unidade de sua moral e de sua metafísica, em sua fé ardente na vida eterna, e em sua necessidade de iniciá-la aqui na terra pela ação e pela caridade ativa. Cristo diz à alma sobrecarregada de todos os pesos da terra: Levanta-te, porque tua pátria está no céu. Mas, para crer nela e para alcançá-la, prova-o já aqui embaixo, por tua obra e por teu amor!
(1). Mateus, XXIV, 24. (2). Lucas, XXI, 34. (3). Mateus, XXIV, 66. (4). Mateus, XXIV, 4-34. (5). Isaías, XXIV, 18-33. (6). João, XXIV, 16-17. (7). Mateus, XXIV, 27. (8). Mateus, XXIV, 30-31. (9). Lucas, XXII, 15. (10). Lucas, XXII, 19.20. (11). Mateus, XXVI, 64. (12). Marcos, XVI, 15. (13). Atos, IX, 1-9. (14). Coríntios, XV, 1-9. (15). Strauss disse: “O fato da ressurreição só é explicável como uma manobra de charlatanismo, para uso da história universal, ein welthistorischer Humbug”. A expressão é mais cínica do que espirituosa e não explica as visões dos apóstolos e de Paulo. (16). Coríntios, XV, 39-40.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.