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Capítulo 57 de 74
Platão
Os Grandes Iniciados – Volume Único (nao contém Zoroastro e Buda)
Os Mistérios de Elêusis
Após termos tentado ressuscitar em Pitágoras o maior dos iniciados da Grécia, e através dele o fundo primordial e universal da verdade religiosa e filosófica, poderíamos dispensar-nos de falar de Platão, que só fez dar a esta verdade uma forma mais fantasiosa e mais popular. Mas existe uma razão para nos determos um momento ante a nobre figura do filósofo ateniense. Sim, há uma doutrina-mãe, síntese das religiões e das filosofias. Ela se desenvolve e se aprofunda no decorrer das idades; porém o fundo e o centro permanecem os mesmos. Já abordamos suas grandes linhas. Será isto suficiente? Não! É preciso ainda mostrar a razão providencial de suas formas diversas, segundo as raças e as idades. É preciso restabelecer a cadeia dos grandes iniciados, que foram os verdadeiros iniciadores da humanidade. Então a força de cada um deles multiplicarse-á pela de todos os outros e a unidade da verdade aparecerá na próxima diversidade de sua expressão. Como tudo o mais, a Grécia teve sua aurora, seu apogeu e seu declínio. E a lei dos dias, dos homens, dos povos, das terras e dos céus. Orfeu é o iniciado da aurora; Pitágoras, o do dia claro; e Platão, o do poente Heleno, poente de púrpura ardente que se torna o rosado de uma nova aurora, a aurora da humanidade. Platão segue Pitágoras, como nos mistérios de Elêusis o portador da tocha seguia o grande hierofante. Com ele, vamos penetrar ainda uma vez, e por um caminho novo, nas avenidas do santuário até o coração do templo, na contemplação do grande arcano. Mas antes de ir a Elêusis, escutemos um instante nosso guia, o divino Platão. Que ele nos mostre seu horizonte natal. Que ele nos conte a história de sua alma e nos conduza para junto de seu mestre bemamado.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.