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Capítulo 50 de 74

Terceiro Grau – Perfeição (6) — parte 1 de 3

Os Grandes Iniciados – Volume Único (nao contém Zoroastro e Buda)

Cosmogonia e psicologia. – A evolução da alma.

O discípulo recebera do mestre os princípios da ciência. Esta primeira iniciação havia derrubado as escamas espessas da matéria que encobriam os olhos de seu espírito. Descerrando o véu brilhante da mitologia, ela o arrancara ao mundo visível para lançá-lo loucamente nos espaços sem limites e mergulhá-lo no sol da Inteligência, de onde a Verdade se irradia sobre os três mundos. Mas a ciência dos números era apenas o preâmbulo da grande iniciação. Armado desses princípios, o discípulo iria agora descer das alturas do Absoluto para as profundezas da natureza, para lá colher o pensamento divino na formação das coisas e na evolução da alma através dos mundos. A cosmogonia e a psicologia esotéricas atingiam os maiores mistérios da vida, segredos perigosos e cuidadosamente guardados, das ciências e das artes ocultas. Por isso Pitágoras gostava de dar essas lições longe da luz profana, à noite, na praia, nos terraços do templo de Ceres, ao murmúrio leve do mar jônico, de uma cadência melodiosa, sob as distantes fosforescências do Cosmo estrelado; ou então, nas criptas do santuário, onde candeias egípcias de nafta espalhavam uma claridade uniforme e suave. As mulheres iniciadas

assistiam a estas reuniões noturnas. Algumas vezes, sacerdotes ou sacerdotisas, procedentes de Delfos ou de Elêusis, vinham confirmar os ensinamentos do mestre pela narrativa de suas experiências ou pela palavra lúcida do sono clarividente. A evolução material e espiritual do mundo são dois movimentos inversos, mas paralelos e concordantes em toda a escalada do ser. Um não se explica sem o outro, e, vistos em conjunto, explicam o mundo. A evolução material representa a manifestação de Deus na matéria pela alma do mundo que a elabora. A evolução espiritual representa a elaboração da consciência das mônadas individuais e suas tentativas de se reunirem, através do ciclo das vidas, ao espírito divino do qual emanam. Ver o Universo do ponto de vista físico ou do ponto de vista espiritual não é considerar dois objetos diferentes; é considerar o mundo pelos dois pólos opostos. Do ponto de vista terrestre, a explicação racional do mundo deve começar pela evolução material, uma vez que é sob este ângulo que ele nos aparece; mas, fazendo-nos ver o trabalho do Espírito universal na matéria e acompanhar o desenvolvimento das mônadas individuais, esta explicação conduz insensivelmente ao ponto de vista espiritual e nos faz passar do lado de para o lado de fora dentro das coisas, do avesso para o direito do mundo. Assim, pelo menos, procedia Pitágoras, que considerava o Universo um ser vivo, animado por uma grande alma e penetrado por uma grande inteligência. A segunda parte de seu ensino começava, portanto, pela cosmogonia. De acordo com as divisões do céu que constam dos fragmentos esotéricos dos pitagóricos, sua astronomia seria semelhante à astronomia de Ptolomeu: a Terra imóvel e o Sol girando ao redor, com os planetas e o céu todo. Mas o princípio mesmo desta astronomia nos adverte de que ela é puramente simbólica. No centro de seu Universo, Pitágoras coloca o Fogo (do qual o Sol é apenas um reflexo). Ora, em todo o esoterismo do Oriente o Fogo é o sinal representativo do Espírito, da Consciência divina, universal. O que nossos filósofos consideram geralmente como a Física de Pitágoras e de Platão não vai além de uma descrição metafórica de sua filosofia secreta, luminosa

para os iniciados mas completamente impenetrável ao vulgo, fazendo-a passar, portanto, por uma simples física. Porém, devemos procurar nela uma espécie de cosmografia da vida das almas, e não outra coisa. A região sublunar designa a esfera onde se exerce a atração terrestre e é chamada o círculo das gerações. Os iniciados entendiam que a Terra é para nós a região da vida corporal. Nela se dão todas as operações que acompanham a encarnação e a desencarnação das almas. A esfera dos seis planetas e do Sol corresponde às categorias ascendentes de espíritos. O Olimpo, concebido como uma esfera rolante, é chamado o céu dos inalteráveis, por ser assimilado à esfera das almas perfeitas. Essa astronomia infantil encobre, portanto, uma concepção do Universo espiritual. Todavia, tudo nos leva a crer que os antigos iniciados, e particularmente Pitágoras, tinham do Universo físico noções muito mais exatas. Aristóteles diz positivamente que os Pitagóricos acreditavam no movimento da Terra ao redor do Sol. Copérnico afirma que a idéia da rotação da Terra em tomo de seu eixo veio-lhe lendo, em Cícero, que um certo Hicetas, de Siracusa, mencionara o movimento diurno da Terra. A seus discípulos do terceiro grau, Pitágoras ensinava o duplo movimento da Terra. Sem dispor das medidas exatas da ciência moderna, ele sabia, como os sacerdotes de Mênfis que os planetas resultantes do Sol giram em torno dele; que as estrelas são outros sistemas solares governados pelas mesmas leis que o nosso e cada um dos quais tem seu lugar no imenso Universo. Sabia também que cada mundo solar forma um pequeno universo que tem sua correspondência no mundo espiritual e seu céu próprio. Os planetas serviam para marcar essa escala. Porém estas noções, que teriam subvertido a mitologia popular e que a multidão teria tachado de sacrílegas, jamais eram abordadas na escritura vulgar. Ensinavam-nas somente sob o mais profundo segredo (7). O Universo visível, dizia Pitágoras, o céu com todas as suas estrelas, é só unia forma passageira da alma do mundo, da grande Maia, que concentra a matéria esparsa nos espaços infinitos, depois a dissolve e espalha como fluido cósmico imponderável. Cada turbilhão solar

possui uma parcela dessa alma universal, que evolui em seu seio durante milhões de séculos, com força de impulsão e medida especiais. Quanto às potências, aos reinos, aos espaços e às almas vivas que aparecerão sucessivamente nos astros desse pequeno mundo, elas vêm de Deus, descendem do Pai. Isto é, como de uma evolução material anterior de um sistema solar extinto. Dessas potências invisíveis, algumas, absolutamente imortais, dirigem a formação deste mundo; outras aguardam sua eclosão no sono cósmico ou no sonho divino, para entrarem nas gerações visíveis, segundo sua posição e segundo a lei eterna. Entretanto, a alma solar e seu fogo central, que move diretamente a grande Mônada manipulam a matéria em fusão. Os planetas são filhos do Sol. Cada um deles, elaborado pelas forças de atração e de rotação inerentes à matéria, está dotado de uma alma semiconsciente nascida da alma solar e tem seu caráter distinto, sua função particular na evolução. Como cada planeta é uma expressão diversa do pensamento de Deus, como exerce uma função especial na cadeia planetária, os antigos sábios identificaram os nomes dos planetas com os dos grandes deuses, que representam as faculdades divinas em ação no Universo. Os quatro elementos, de que são formados os astros e todos os seres, designam quatro estados graduados da matéria. O primeiro, sendo mais denso e mais pesado, é o mais refratário ao espírito; o último, sendo o mais refinado, apresenta com ele grande afinidade. A Terra representa o estado sólido; a água, o estado líquido; o ar, o estado gasoso; o fogo, o estado imponderável. O quinto elemento, o elemento etérico, representa um estado tão sutil e vivaz da matéria que não é mais atômico, e é dotado de penetração universal. É o fluido cósmico originário, a luz astral ou a alma do mundo. Pitágoras falava também a seus discípulos do Egito e da Ásia. Sabia que a Terra em fusão era primitivamente cercada por uma atmosfera gasosa, que, liqüefeita por seu resfriamento sucessivo, tinha formado os mares. Conforme seu hábito, ele resumia metaforicamente esta idéia, dizendo que os mares eram produzidos pelas lágrimas de Saturno (o tempo cósmico).

Mas eis os reinos aparecendo, os germes invisíveis flutuando na aura etérea da terra, turbilhonando em seu invólucro gasoso, e depois sendo atraídos para o seio profundo dos mares e sobre os primeiros continentes que emergiram. Os mundos vegetal e animal, ainda confundidos, apareceram quase ao mesmo tempo. A doutrina esotérica admite a transformação das espécies animais, não somente segundo a lei secundária da seleção, mas ainda segundo a lei primária da percussão da Terra pelas potências celestes, e de todos os seres vivos pelos princípios inteligíveis e pelas forças invisíveis. Quando uma espécie nova aparece no globo, é que uma raça de almas de um tipo superior se encarna em dada época nos descendentes da espécie antiga, para fazê-la subir um degrau, remoldando-a e transformando-a à sua imagem. É assim que a doutrina esotérica explica o aparecimento do homem na Terra. Do ponto de vista da evolução terrestre, o homem é a última ramificação e o coroamento de todas as espécies anteriores. Porém este ponto de vista não é suficiente para explicar sua entrada em cena, como não seria suficiente para explicar o aparecimento da primeira alga ou do primeiro crustáceo no fundo dos mares. Todas essas criações sucessivas supõem, como cada nascimento, a percussão da Terra pelos poderes invisíveis que criam a vida. A criação do homem supõe o reino anterior de uma humanidade celeste, que preside à eclosão da humanidade terrestre e envia-lhe, como ondas de uma maré formidável, novas torrentes de almas que se encarnam em seus flancos e fazem brilhar os primeiros raios de uma luz divina naquele ser saturado de animalidade, forçado para viver, a lutar com todas as potências da natureza. Pitágoras, formado pelos templos do Egito, tinha noções precisas sobre as grandes revoluções do globo. A doutrina indiana e egípcia conhecia a existência do antigo continente austral que produzira a raça vermelha e uma poderosa civilização, chamada Atlântida pelos gregos. Atribuía a emergência e a imersão alternada dos continentes à oscilação dos pólos, e admitia que a humanidade tenha atravessado assim seis dilúvios. Cada ciclo interdiluviano resulta na predominância de uma grande raça humana. No meio dos eclipses parciais da civilização e das faculdades humanas, existe um movimento geral ascendente.

Eis, pois, a humanidade constituída e as raças que seguem sua evolução através dos cataclismos do globo. E sobre este globo que acreditamos ser a base imutável do mundo e que flutua por si mesmo levado no espaço, sobre estes continentes que emergem dos mares para novamente desaparecerem no meio desses povos que passam, dessas civilizações que se desmoronam, qual é o grande, o pungente, o eterno mistério? É esse o grande problema interior, aquele de cada um e de todos. E o problema da alma, que descobre em si mesma um abismo de trevas e de luz, que se contempla com uma mistura de encantamento e de pavor e se diz: “Eu não sou deste mundo, pois ele não é suficiente para me explicar. Não venho da Terra; vou para outro lugar. Mas para onde?” É o mistério de Psiquê, no qual se encerram todos os outros. A cosmogonia do mundo visível, dizia Pitágoras, nos conduziu à história da Terra, e esta, ao mistério da alma humana. Com ele chegamos ao santuário dos santuários, ao arcano dos arcanos. Uma vez despertada sua consciência, a alma se transforma por si mesma no mais extraordinário dos espetáculos. Mas esta consciência é apenas a superfície iluminada de seu ser, onde ela pressente abismos obscuros e insondáveis. Em sua profundidade desconhecida, a divina Psiquê contempla, com olhar fascinado, todas as vidas e todos os mundos: passado, presente e futuro que a eternidade reúne. “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo dos Deuses.” Eis o segredo dos sábios iniciados. Mas, para penetrar por esta porta estreita da imensidão do Universo invisível, despertemos em nós a vida reta da alma purificada e armemo-nos do facho da inteligência da ciência dos princípios e dos Números sagrados. Pitágoras passava assim da cosmogonia física à cosmogonia espiritual. Após a evolução da Terra, ele narrava a evolução da alma através dos mundos. Fora da iniciação, esta doutrina é conhecida sob o nome de transmigração das almas. Sobre nenhuma outra parte da doutrina oculta se têm dito maiores disparates do que sobre aquela, de tal forma que a literatura antiga e moderna só a conhecem por meio de deturpações pueris. O próprio Platão que, de todos os filósofos, mais contribuiu para popularizá-la, dela nos deu apenas interpretações

fantasiosas e às vezes extravagantes, talvez pelo fato de sua prudência ou de seus juramentos terem-no impedido dizer tudo o que sabia. Poucas pessoas imaginam hoje que esta doutrina possa ter tido para os iniciados um aspecto científico, ou possa ter aberto perspectivas infinitas e dado à alma consolações divinas. A doutrina da vida ascensional da alma através da série das existências é o traço comum das tradições esotéricas e o coroamento da teosofia. Acrescento que ela tem para nós uma importância capital. Atualmente, o homem rejeita com igual desprezo a imortalidade abstrata e vaga da filosofia e o céu infantil da religião primária. No entanto, a sequidão e a nulidade do materialismo lhe causam horror. Ele aspira inconscientemente à consciência de uma que corresponda ao mesmo imortalidade orgânica, tempo às exigências de sua razão e às necessidades indestrutíveis de sua alma. Compreende-se, de resto, porque os iniciados das religiões antigas, mesmo tendo completo conhecimento destas verdades, mantiveram-nas tão secretas. Pois elas são de natureza a provocar vertigem nos espíritos não cultivados. Ligam-se estreitamente aos profundos mistérios da geração espiritual, dos sexos e da geração da carne, de que dependem os destinos da humanidade futura. Portanto, esperava-se com uma espécie de frêmito aquele momento decisivo do ensinamento esotérico. Pela palavra de Pitágoras, como por um lento encantamento, a matéria espessa parecia perder seu peso, as coisas da Terra tornavam-se transparentes, as do céu, visíveis ao espírito. Esferas azuis e douradas, sulcadas de essências luminosas, desenrolavam seus orbes até o infinito. Nessa hora os discípulos, homens e mulheres, agrupavam-se em torno do mestre, em uma parte subterrânea do templo de Ceres chamada cripta de Proserpina, e escutavam com uma emoção palpitante a história celeste de Psiquê. O que é a alma humana? Uma parcela da grande alma do mundo, uma centelha do espírito divino, uma Mônada imortal. Mas, se seu possível futuro abre-se nos esplendores insondáveis da consciência divina, sua misteriosa eclosão remonta às origens da matéria organizada. Para tornar-se o que é na humanidade atual, foi preciso que

ela atravessasse todos os reinos da natureza, toda a escala dos seres, desenvolvendo-se gradualmente por uma série de inumeráveis existências. O espírito que fermenta os mundos e condensa a matéria cósmica em massas enormes manifesta-se com intensidades diversas e uma concentração sempre maior nos reinos sucessivos da natureza. Força cega e indistinta no mineral, individualizada na planta, polarizada na sensibilidade e no instinto dos animais, ela tende para a Mônada consciente nessa lenta elaboração. E a Mônada elementar é visível no mais inferior dos animais. O elemento anímico e espiritual existe, pois, em todos os reinos, embora somente em quantidade infinitesimal nos reinos superiores. As almas que existem em estado de germes nos reinos inferiores aí permanecem sem sair, durante imensos períodos. E só depois de grandes revoluções cósmicas é que elas passam para um reino superior, mudando de planeta. Tudo o que elas podem fazer durante o período de vida num planeta é subir algumas espécies. Onde começa a mônada? Seria o mesmo que perguntar a hora em que se formou a nebulosa, ou um sol brilhou pela primeira vez. Seja como for, o que constitui a essência de qualquer homem teve de evoluir durante milhões de anos, através de uma cadeia de planetas e reinos inferiores, conservando, porém, através de todas essas existências um princípio individual que a acompanha por toda a parte. Esta individualidade obscura, mas indestrutível, constitui a marca divina da mônada, na qual Deus quer manifestar-se pela consciência. Quanto mais ascende na série dos organismos, mais a mônada desenvolve os princípios latentes que já possui. A força polarizada torna-se sensível; a sensibilidade torna-se instinto, e o instinto, inteligência. E à medida que se acende a chama vacilante da consciência esta alma torna-se mais independente do corpo, mais capaz de levar uma existência livre. A alma fluida e não polarizada dos minerais e dos vegetais está ligada aos elementos da Terra. A dos animais, fortemente atraída pelo fogo terrestre, ali permanece certo tempo após deixar seu cadáver; depois volta para a superfície do globo, para se reencarnar em sua espécie, sem jamais abandonar as baixas camadas do ar. Estas são povoadas de elementos ou almas animais, que desempenham sua função

na vida atmosférica e uma grande influência oculta sobre o homem. Somente a alma humana vem do céu e para lá retorna após a morte. Mas em que época de sua longa existência cósmica a alma elementar tornouse humana? Qual cadinho incandescente, qual chama etérea lhe teria possibilitado tal passagem? Essa transformação só seria possível, num período interplanetário, pelo reencontro de almas humanas já plenamente formadas, que desenvolveram na alma elementar seu princípio espiritual e lhe imprimiram seu divino protótipo como uma marca de fogo em sua substância plástica. Mas quantas viagens, quantas encarnações, quantos ciclos planetários ainda a atravessar para que a alma humana, assim formada, se torne o homem que conhecemos! Segundo as tradições esotéricas da Índia e do Egito, os indivíduos que compõem a humanidade atual teriam começado sua existência humana em outros planetas, onde a matéria é muito menos densa do que no nosso. O corpo do homem era então quase vaporoso; suas encarnações, rápidas e fáceis. Suas faculdades de percepção espiritual direta teriam sido muito poderosas e sutis naquela primeira fase humana. A razão e a inteligência, ao contrário, estariam em estado embrionário. Neste estado semicorporal, semi-espiritual, o homem via os espíritos, tudo era esplendor e encanto para seus olhos, música para seus ouvidos. Ele ouvia até a harmonia das esferas. Não pensava, não refletia, quase não queria. Deixava-se viver, bebendo os sons, as formas e a luz, flutuando, como em um sonho, da vida para a morte e da morte para a vida. Eis os que os órficos chamavam o céu de Saturno. Foi só encarnando-se em planetas cada vez mais densos, segundo a doutrina de Hermes, que o homem se materializou. Encarnando-se em uma matéria mais espessa, a humanidade perdeu seu sentido espiritual. Mas, mediante luta cada vez mais forte com o mundo exterior, ela desenvolveu poderosamente a razão, a inteligência e a vontade. A Terra é o último degrau dessa descida na matéria, que Moisés chama de saída do paraíso, e Orfeu, de queda do círculo sublunar. Daí o homem pode voltar a subir penosamente os círculos em uma série de existências novas e recuperar seus sentidos espirituais, por meio do livre exercício do intelecto e da vontade. Somente então, dizem

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